Via da Complexidade

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Via da Complexidade

  1. 1. MATURANA Árvore do conhecimento MORIN Teoria da complexidade A VIA DA COMPLEXIDADE
  2. 2. <ul><li>MORIN </li></ul><ul><li>Teoria da Complexidade: </li></ul><ul><li>Crise dos fundamentos do conhecimento científico moderno, pautado na coerência lógica das teorias , que se fundam nos dados objetivos . </li></ul><ul><li>Objetividade - definida como “último produto de um consenso sociocultural e histórico da comunidade científica” (1996, p. 16). </li></ul><ul><li>Objetividade entre parênteses - porque sempre ligada à intersubjetividade. Abarca o sujeito individual, a cultura e a sociedade. O fenômeno observado o é pelo observador / conceptor. </li></ul><ul><li>- Complexidade na objetividade , pois necessita de consenso e de antagonismo. </li></ul>
  3. 3. - Mesmo no seio das teorias científicas há aspectos não científicos (sentido estrito): interesses, curiosidade, imaginação, subjetividade... - Crítica ao paradigma da simplificação : “ O paradigma da simplificação não permite pensar a unidade, a unitas multiplex , só permite ver unidades abstratas ou diversidades também abstratas, porque não coordenadas” ( ibid ., p. 31). - Anel epistemológico : “ O problema não está em que cada um perca a sua competência. Está em que a desenvolva o suficiente para a articular com outras competências que, ligadas em cadeia, formariam o anel completo e dinâmico, o anel do conhecimento do conhecimento” ( ibid ., p. 33) MORIN
  4. 4. MORIN Condições bioantropológicas do conhecimento: - O ser vivo é auto-eco-organizador , pois organiza-se por si mesmo, a partir da troca com o meio. - Ação como vínculo primeiro do conhecimento cerebral . - Conhecimento na complexidade : trabalha com redundâncias (repetições, regularidade, princípios de ordem) e ruídos (aleatoriedades, incertezas, princípios caóticos). - Teoria complexa da organização e as faces do conhecimento : “ Aqui é necessário compreender a noção de emergência em função de uma teoria complexa da organização: um todo emerge a partir de elementos constitutivos que interagem, e o todo organizador que se constitui retroage sobre as partes que o constituem. Esta retroação faz com que estas partes só possam funcionar graças ao todo” ( ibid ., p. 23).
  5. 5. MORIN As faces do conhecimento: PSÍQUICA (humanidade do conhecimento: atividades, idéias, linguagem e consciência) BIOLÓGICA (cérebro - órgão biológico) ORGANIZACIONAL (aparelho neurocerebral)
  6. 6. MORIN Como pensamos? Mediante... Atividades analíticas: disjunções, distinções e inferências (raciocínio indutivo: do particular para o geral). Atividades sintéticas: articulações, associações e deduções (raciocínio dedutivo: do geral para o particular). - Hipercomplexidade cerebral ( unitas multiplex ): * o cérebro lida com complementaridade e antagonismo entre o hemisfério esquerdo (abstração e análise) e direito (apreensão global e criatividade). * organização harmônica (predomínio de um sobre outros. Ex: imaginação, como predomínio da pulsão sobre a razão). * cérebro : reptilíneo (agressão), mamífero (afetividade) e neocórtex humano (inteligência lógica e conceptual).
  7. 7. <ul><li>Condições socioculturais do conhecimento : </li></ul><ul><li>- Conhecemos o mundo dos fenômenos mediante teorias cultural e socialmente datadas. </li></ul><ul><li>- Há uma inscrição histórica e sociocultural do conhecimento. </li></ul><ul><li>No processo de construção do conhecimento há uma tessitura conjunta entre o determinismo estrutural e a autonomia cognitiva do sujeito. </li></ul>MORIN
  8. 8. RACIONAL-EMPÍRICA SIMBÓLICO-MÍTICO-MÁGICA MORIN ESFERAS DO CONHECIMENTO
  9. 9. Dialógico Recursivo Hologramático Morin – Operadores da Complexidade
  10. 10. DESORDEM ORDEM INTERAÇÃO REORGANIZAÇÃO Morin – Tetragrama organizacional
  11. 11. <ul><li>Circularidade : ( feedback ) capacidade de um sistema em manter-se em equilíbrio diante das variações do meio. </li></ul><ul><li>Autoprodução / auto-organização: levando-se em conta a autonomia relativa do sujeito para com o meio. </li></ul><ul><li>Operador dialógico: contradições que não se resolvem (opostos a um só tempo antogônicos e complementares). </li></ul><ul><li>Operador hologramático: partes no todo e todo nas partes. </li></ul><ul><li>Interação sujeito-objeto: ontologia do observador (o observador faz parte do que observa). </li></ul><ul><li>Ecologia da ação: as ações escapam do controle dos seus criadores e produzem efeitos inesperados. </li></ul>Morin – Operadores cognitivos
  12. 12. <ul><li>Erro e ilusão . </li></ul><ul><li>Conhecimento pertinente (integrador). </li></ul><ul><li>A condição humana. </li></ul><ul><li>Identidade terrena (sustentabilidade). </li></ul><ul><li>Enfrentar as incertezas. </li></ul><ul><li>Ensinar a compreensão. </li></ul><ul><li>Antropoética (ética do gênero humano). </li></ul>Morin – Os sete saberes
  13. 13. Repensar a reforma Reformar o pensamento Morin – A cabeça bem feita ENFOQUE RECURSIVO
  14. 14. REDES SOCIAIS EM CONTEXTO DIGITAL Escher, Drawing Hands
  15. 15. <ul><li>MATURANA </li></ul><ul><li>A árvore do conhecimento: </li></ul><ul><li>- Crítica ao instrucionismo , na discussão sobre aprendizagem, com bases biológicas - dinâmica não linear da epistemologia. </li></ul><ul><li>- Fenômenos sociais : fundados no acoplamento lingüístico . </li></ul><ul><li>Circularidade biológico-hermenêutica da linguagem: a linguagem implica consenso e coordenação de ações. </li></ul><ul><li>- Conhecimento humano : vivido numa tradição cultural. </li></ul>
  16. 16. <ul><li>MATURANA </li></ul><ul><li>Expansão do conceito de cognição : relativa aos processos vitais (percepção, emoção e comportamento, para além da dimensão racional). </li></ul><ul><li>- Cognição: garante a autogeração e a autoperpetuação das redes vivas. </li></ul><ul><li>- Foco na circularidade cognitiva : autopoiese do ser em relação ao meio no qual está inserido. </li></ul><ul><li>- Seres autopoiéticos , porque abertos ao fluxo de matéria e energia, mas fechados em sua dinâmica estrutural. </li></ul>
  17. 17. MATURANA - Duplo papel da linguagem: * gerar regularidades próprias do acoplamento estrutural social (pólo da reprodução ), * construir a dinâmica recursiva do acoplamento socioestrutural (reflexividade, criatividade, pólo da reconstrução ). - Amor como elemento fundante do social : conhecemos o mundo com o outro. “ Biologicamente, sem amor, sem a aceitação do outro, não há fenômeno social” (1995, p. 264).
  18. 18. AÇÃO VIDA COGNIÇÃO MATURANA ASPECTOS COMPLEMENTARES DO FENÔMENO DA VIDA MENTE (matéria / estrutura) CÉREBRO (processo) CONHECIMETNO
  19. 19. MATURANA - Ontologia do observador : inexistência de um mundo objetivo, independente do observador (observador reconstrutivo). - Multiverso : há tantas realidades quantos forem os domínios explicativos - noções de responsabilidade e ética. “ ...nossas certezas não são provas de verdade [...] nosso ponto de vista é resultado de um acoplamento estrutural dentro de um domínio experiencial tão válido como o de nosso oponente, ainda que o dele nos pareça menos desejável” ( ibid ., p. 262).
  20. 20. TEORIA DA AUTOPOIESE - CONCEITOS-CHAVE: “ A palavra autopoiese surgiu à mente de MATURANA (1997), na tentativa de sintetizar, numa expressão, a dinâmica constitutiva da organização circular dos seres vivos e sua relação com o operar cognitivo” (OLIVEIRA, 2000, p. X). * sistema autopoiético : sofre mudanças estruturais contínuas, ao mesmo tempo em que conserva seu padrão de organização em teia. * organização : mantém-se graças às alterações das estruturas do ser. * estruturas : por serem cambiantes, na relação com o meio, garantem a manutenção da organização do ser. Mudam a partir das influências ambientais e como resultado da dinâmica interna do sistema. Tais mudanças são atos de cognição.
  21. 21. TEORIA DA AUTOPOIESE - CONCEITOS-CHAVE: * acoplamento estrutural : congruência entre organismo e meio, gerador das mudanças estruturais do ser. * determinismo estrutural : não é a realidade externa que se impõe ao sujeito. A realidade não é reproduzida, mas construída a partir de correlações internas ao ser. O que vem de fora pode desencadear a aprendizagem, mas não determiná-la. O ser é livre para aceitar ou não as perturbações do meio. O meio pode desencadear alterações no ser, mas tais alterações são disparadas a partir do determinismo estrutural do ser. * motivação endógena: do ser para com o conhecimento (conhecimento como componente biológico vital à evolução do ser).
  22. 22. APRENDIZAGEM EM AMBIENTES VIRTUAIS: NOVOS ENCONTROS?
  23. 23. <ul><li>AMBIENTES VIRTUAIS, A VIA DA COMPLEXIDADE E A APRENDIZAGEM DE CUNHO PROGRESSISTA </li></ul><ul><li>O aluno não é passivo no processo de construção de conhecimento. </li></ul><ul><li>A relação ensino-aprendizagem é complexa e só se efetiva como fruto da compatibilidade entre objetivos, emoções, conteúdos e projetos compartilhados pelos atores sociais envolvidos. </li></ul><ul><li>Aluno como sistema autônomo: abertura e fechamento, princípios da identidade, da intercomunicação e da incerteza. </li></ul>
  24. 24. <ul><li>AMBIENTES VIRTUAIS, A VIA DA COMPLEXIDADE E A APRENDIZAGEM DE CUNHO PROGRESSISTA </li></ul><ul><li>O processo de ensino-aprendizagem apóia-se no processo de comunicação, pela linguagem. </li></ul><ul><li>Cidadania plena dos aprendizes: ênfase na interação entre formandos e formadores, bem como entre pares (formandos). </li></ul><ul><li>Aspecto formativo da avaliação. </li></ul><ul><li>Flexibilidade do planejamento: o tempo da aprendizagem é esfera do sujeito. </li></ul><ul><li>A reciprocidade deve ser ativada nos processo de ensino-aprendizagem (a voz do outro). </li></ul>
  25. 25. <ul><li>AMBIENTES VIRTUAIS, A VIA DA COMPLEXIDADE E A APRENDIZAGEM DE CUNHO PROGRESSISTA </li></ul><ul><li>Oferecimento de ampla gama de atividades didáticas, variadas e provocativas, porque o sujeito da aprendizagem requer um meio cada vez mais alargado. </li></ul><ul><li>Se o processo de ensino-aprendizagem é complexo, a saída está no trabalho interdisciplinar e coletivo, capazes de ancorar uma visão menos mutiladora e encaminhamentos mais promissores. </li></ul>
  26. 26. A VIA DA COMPLEXIDADE Questão para discussão: 1. Que contribuições a via da Complexidade pode trazer à reflexão sobre sua atuação profissional, no tocante ao desenvolvimento de projetos de aprendizagem em ambientes virtuais?
  27. 27. Referências bibliográficas: GIUSTA, A. S. Concepções do processo ensino-aprendizagem. In: ______. & FRANCO, I. M. (org.). Educação a distância: uma articulação entre a teoria e a prática. Belo horizonte: PUC Minas Virtual, 2003. p. 45-74. MATURANA, H. e VARELA, F. A árvore do conhecimento . Campinas: Editorial Psy, 1995. MORIN, E. O problema Epistemológico da Complexidade . 2ª ed., Portugal: Publicações Europa-América, 1996. OLIVEIRA, C. et al . Ambientes informatizados de aprendizagem: produção e avaliaçãode software educativo. Campinas: Papirus, 2001. PESCE, L. M. Visão educacional ecossistêmica: uma contribuição a partir de Maturana e Varela. Revista da APG – PUC/SP , Ano IX, n.º 23, 2000. p. 141-154. Filmografia: MORIN, Edgar. Apresentação: Edgar de Assis Carvalho. São Paulo: Paulus, 2006. Atta Mídia. 1 fita de vídeo (50 min.), DVD, son., color. (Coleção Grandes Educadores).

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