Observação

39,213 views
38,825 views

Published on

Published in: Education, Technology
0 Comments
12 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

No Downloads
Views
Total views
39,213
On SlideShare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
91
Actions
Shares
0
Downloads
0
Comments
0
Likes
12
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

Observação

  1. 1. Observação como técnica e instrumento de coleta de dados Profa. Dra. Lucila Pesce Profa. Dra. Sonia Ignácio PUC/SP – Metodologia de Pesquisa
  2. 2. Possíveis conceitos de observação. <ul><li>Exame minucioso ou mirada atenta sobre um fenômeno no seu todo ou em algumas de suas partes; captação precisa do objeto examinado. </li></ul><ul><li>É um olhar sustentado por uma questão, ou suposição. </li></ul>
  3. 3. Possíveis conceitos de observação. <ul><li>“ A observação torna-se uma técnica científica à medida que serve a um objetivo formulado de pesquisa, é sistematicamente planejada e ligada a proposições mais gerais e, em vez de ser apresentada como conjunto de curiosidades interessantes, é submetida a verificações e controles de validade e precisão”. SELLTIZ et al ., 1987 p. ?). </li></ul>
  4. 4. Considerações <ul><li>Observação como base de toda investigação no campo social. </li></ul><ul><li>Pode conjugar-se a outras técnicas de coleta de dados ou ser empregada de forma exclusiva. </li></ul>
  5. 5. Considerações <ul><li>Em ciência, incorpora novos elementos ao sentido comum e apresenta uma dimensão mais ampla e complexa. </li></ul><ul><li>É científica quando posta a serviço de um objeto de pesquisa, questão ou suposição e submetida a críticas nos planos da confiabilidade e da validade. </li></ul>
  6. 6. Considerações <ul><li>Para que a informação colhida na observação seja útil é preciso que sua busca seja orientada por uma preocupação definida de pesquisa e organizada com rigor. </li></ul><ul><li>O pesquisador deve estar atento a tudo o que diz respeito à sua suposição e não apenas selecionar o que lhe permita confirmá-la. </li></ul>
  7. 7. Considerações <ul><li>As técnicas de observação variam por seu grau de estruturação e pelo grau de proximidade entre o observador e o objeto de sua observação. Desde afastado e munido de uma grade precisa e detalhada até integrado ao grupo, para selecionar o máximo de informações possível. </li></ul>
  8. 8. Considerações <ul><li>O instrumento é valido quando permite trazer as informações para as quais foi construído. É fidedigno quando se conduz aos mesmos resultados, quando estudados em momentos diversos. </li></ul><ul><li>O objetivo da pesquisa determina o tipo de observação e sua metodologia. </li></ul>
  9. 9. Etapas <ul><li>Decisão pela forma de observação. </li></ul><ul><li>Preparo do seu desenvolvimento. </li></ul><ul><li>Desempenho de seu emprego. </li></ul><ul><li>Registro. </li></ul>
  10. 10. Considerações <ul><li>Há um gradiente, que vai desde a observação assistemática, passando por estruturas intermediárias, até uma rígida sistematização. </li></ul><ul><li>A modalidade escolhida está articulada com o problema e o objetivo da pesquisa. </li></ul>
  11. 11. Vantagens <ul><li>possibilidade de obter informação no momento em que ocorre o fato; </li></ul><ul><li>a presença no observador ao acontecimento faz com que ele seja independente da observação de outrem ; </li></ul><ul><li>a observação é o instrumento de coleta de dados que menos exige do sujeito objeto de estudo (o trabalho depende mais do pesquisador). </li></ul>
  12. 12. Desvantagem <ul><ul><li>Risco de o pesquisador supervalorizar o pitoresco (busca pelo estranho, pelo exótico). </li></ul></ul>
  13. 13. Programas de observação <ul><li>listas de verificação, </li></ul><ul><li>avaliações e escalas de avaliação; </li></ul><ul><li>anedotários ou diários de comportamento; </li></ul><ul><li>resumos periódicos; </li></ul><ul><li>registros fotográficos; </li></ul><ul><li>observações de amostras de tempo etc. </li></ul>
  14. 14. Tipologia – sistemática ou estruturada <ul><li>Quando todos os participantes se vêem submetidos a um tratamento semelhante, embora os observadores possam mudar. Tem o intuito de assegurar a homogeneidade das informações coletadas. </li></ul>
  15. 15. Tipologia – sistemática ou estruturada <ul><ul><li>Sugere uma estrutura determinada, onde serão anotados os fatos ocorridos e a sua freqüência. </li></ul></ul><ul><ul><li>Possível de ser implementada quando o pesquisador tem conhecimento do problema, pois só assim será possível estabelecer categorias em função das quais se deseja analisar a situação. </li></ul></ul>
  16. 16. Tipologia – sistemática ou estruturada <ul><li>O plano de observação (ordenação de dados antecipada e seleção das informações pertinentes) deve estar adaptado às circunstancias e ao objeto de estudo. </li></ul><ul><li>Grade fechada: comportamentos previamente definidos e o pesquisador apenas os assinala. </li></ul>
  17. 17. Tipologia – sistemática ou estruturada <ul><li>Modos de assinalar: cruzinhas, posição em escala, anotações especiais. </li></ul><ul><li>Grade aberta: pesquisador com grande margem na escolha e maneira de anotar as informações. </li></ul>
  18. 18. Tipologia – sistemática ou estruturada <ul><li>Duas categorias de informações: </li></ul><ul><li>de natureza contextual; </li></ul><ul><li>diz respeito ao fenômeno propriamente dito. </li></ul>
  19. 19. Tipologia – assistemática ou não estruturada <ul><li>Baseia-se em uma suposição. </li></ul><ul><li>A tarefa de observação é mais livre, sem fichas ou listas de registro. </li></ul><ul><li>Atinente às recomendações do plano de observação, que deve estar determinado pelos objetivos da pesquisa. </li></ul><ul><li>Muito utilizada nos estudos exploratórios. </li></ul><ul><li>A forma clássica é a observação participante. </li></ul>
  20. 20. Tipologia – participante <ul><ul><li>O observador não é apenas um espectador do fato que está sendo estudado, mas se coloca na posição e ao nível dos outros elementos humanos que compõem o fenômeno a ser observado. Qual seja, integra-se à situação por uma participação direta e pessoal. </li></ul></ul><ul><ul><li>Notas descritivas (de caráter mais neutro, tanto quanto possível) e analíticas (quando o observador fala de suas reflexões pessoais). </li></ul></ul>
  21. 21. Tipologia – participante <ul><li>Costuma ser não-estruturada. </li></ul><ul><li>Às notas acrescentam-se os diários de bordo (o observador fala de sua vivencia no curso de investigação) e as notas de planejamento (para orientar o procedimento em função do que precede). </li></ul><ul><li>Recomendada para estudos de grupos e comunidades. </li></ul>
  22. 22. Tipologia – participante <ul><ul><ul><li>Vantagem: </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Como o pesquisador torna-se membro do grupo sob observação, seus membros não se inibem diante dele. </li></ul></ul></ul>
  23. 23. Tipologia – participante <ul><ul><ul><li>Desvantagens: </li></ul></ul></ul><ul><li>a situação dúbia pode gerar conflitos íntimos no pesquisador; </li></ul><ul><li>o pesquisador deve estar atento, pois corre o risco de esquecer seu principal objetivo, ou seja, perder contato com a finalidade da pesquisa; </li></ul><ul><li>por vezes, a fidedignidade e a validade são questionáveis, pelo seu intimo relacionamento com o grupo, seus valores, concepções e representações; </li></ul><ul><li>a presença do observador pode influenciar a situação observada. </li></ul>
  24. 24. Tipologia – não participante <ul><li>O pesquisador não toma os conhecimentos objeto de estudo como se fosse membro do grupo observado, mas apenas atua como espectador atento. </li></ul><ul><li>Técnica indicada para estudos exploratórios, pois a partir dela podem ser levantados novos problemas ou indicados novos objetivos. </li></ul>
  25. 25. Dicas <ul><li>Crie um clima de cordialidade com o entrevistado. </li></ul><ul><li>Ajude-o a adquirir confiança. </li></ul><ul><li>Convém esclarecer sobre a situação de observador e os objetivos da pesquisa. </li></ul>
  26. 26. Referências Bibliográficas <ul><li>BOGDAN, Robert; BIKLEN, Sari. O contínuo participante / observador. In: Investigação qualitativa em educação . Porto: Porto Ed., 1994. p. 125-133. </li></ul><ul><li>LAVILLE, C. & DIONNE, J. Observação. In: ______. A construção do saber : manual de metodologia de pesquisa em ciências humanas. Porto Alegre: Artmed, 1999. pp. 176-183. </li></ul><ul><li>RICHARDSON, R. J. Observação. In: ______. Pesquisa social: métodos e técnicas. 3ª ed. ver. ampl. São Paulo: Editora Atlas, 1999. pp. 259-264. </li></ul>

×