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Estudo de caso
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  • 1. Estudo de caso Profa. Dra. Lucila Pesce TMD – PUC/SP
  • 2. Objetivos
    • Analisar em profundidade um fenômeno em questão. Por isso, ao pesquisador cabe não somente descrever o fenômeno em questão, mas, sobretudo, explicá-lo , pois o objetivo da pesquisa não é somente ver, mas, sobretudo, compreender.
    • Buscar fornecer explicações atinentes ao caso e elementos que lhe marcam o contexto. Qual seja, abranger as características mais importantes do tema que se está pesquisando, bem como seu processo de desenvolvimento.
  • 3. Possíveis conceitos
    • Abordagem que considera qualquer unidade social como um todo. Quase sempre essa abordagem inclui o desenvolvimento dessa unidade, que pode ser uma pessoa, uma família ou outro grupo social, um conjunto de relações ou processo (como crises familiares, ajustamento à doença, formação de amizade, invasão étnica de uma vizinhança etc.) ou mesmo toda uma cultura (GOODE & HATT, apud PÁDUA, 2004, p. 74).
  • 4. Possíveis conceitos
    • Conceito: Consiste na observação detalhada de um contexto, ou indivíduo, de uma única fonte de documentos ou de um acontecimento específico (MERRIAM, 1988 apud BOGDAN & BIKLEN, 1999, p. 89). O estudo de caso sempre envolve uma “instância em ação”.
    • Estudo de caso intrínseco: quando o pesquisador tem interesse intrínseco naquele caso particular (Ex.: investigar a prática bem sucedida de uma educadora).
  • 5. Considerações
    • Categoria de pesquisa cujo objeto é uma unidade que se analisa em profundidade.
    • Em geral, o estudo de caso refere-se a um único caso : uma pessoa, um grupo social, uma comunidade, uma instituição específica (uma escola, um hospital, um centro de saúde, uma universidade...), um acontecimento, uma mudança política...
  • 6. Considerações
    • Trata-se de uma pesquisa em profundidade , podendo, por esta razão, conjugar vários técnicas de pesquisa: observação, entrevistas estruturadas com uma gama maior de sujeitos envolvidos e entrevistas em profundidade com alguns selecionados, análise documental...
  • 7. Considerações
    • O papel central da objetivação no estudo de caso : a escolha de um caso típico deve dar ao pesquisador a possibilidade de que o segmento escolhido para análise de fato possa representar o conjunto.
    • Uso do estudo de caso : para precisar os conhecimentos adquiridos, esclarecê-los, aprofundá-los.
  • 8. Dilema
    • Local onde encontrar:
    • A situação típica (a que mais se assemelha com a maioria do mesmo tipo) – para os pesquisadores interessados na possibilidade de generalização.
    • A situação atípica (claramente, um caso excepcional).
  • 9. Tendências
    • A assumir um caráter descritivo.
    • Pode assumir, ainda, um caráter teórico / abstrato.
    • Ou, ainda, um caráter muito concreto.
  • 10. Vantagem
    • Possibilidade de aprofundamento que oferece, pois os recursos se vêem concentrados no caso visado, não estando submetido às restrições ligadas à comparação do caso com outros.
    • Por isso, os elementos imprevistos e alguns detalhes podem levar o pesquisador a reexaminar alguns aspectos da teoria que sustenta a investigação.
    • Ou seja, nem as suposições nem os esquemas de inquisição são estabelecidos a priori ; por esta razão, a complexidade do exame aumenta à medida que se aprofunda no assunto.
  • 11. Crítica
    • O estudo resulta em conclusões dificilmente generalizáveis (a não ser sob enfoque naturalístico). Por isso, o estudo de caso dificilmente pode servir à verificação de hipóteses gerais.
    • O risco de distorção dos dados apresentados é maior quando o pesquisador conhece bem a pessoa ou situação estudada, podendo ocorrer um envolvimento emocional que pode atrapalhar o tratamento analítico.
  • 12. Contra-argumento
    • Se não há segurança a priori de que as conclusões poderão ser generalizáveis, há uma possibilidade, se o caso eleito for considerado típico de um conjunto mais amplo do qual se torna o represente (generalização naturalística) .
  • 13. Contra-argumento
    • Se o estudo de caso incide sobre um caso particular, examinado em profundidade, toda forma de generalização não é por isso excluída. Com efeito, um pesquisador seleciona um caso, na medida em que este lhe pareça típico, representativo de outros análogos. As conclusões gerais que ele tirará deverão, contudo, ser marcadas pela prudência, devendo o pesquisador fazer prova de rigor e transparência no momento de enunciá-las (LAVILLE & DIONNE, 1999, p. 156).
  • 14. Amostragem
    • Quando o pesquisador não consiga coletar os dados de todos os elementos da unidade em análise.
    • Amostragem mais vasta possível – explorar a diversidade de tipos (ex: EMR).
    • Sujeitos selecionados percebidos como informadores-chave.
    • De tempo: estudo do recreio, estudo de um projeto no início e no final... Escolha dos momentos, em coerência com os objetivos da pesquisa.
  • 15. Fases
      • Seleção e delimitação do caso : o caso deve ser uma referência para merecer a investigação e apto a ser generalizado a situações similares, ou a autorizar inferências em relação ao contexto da situação analisada.
  • 16. Fases
    • Trabalho de campo : onde se reúne e organiza um conjunto comprobatório de informações. As informações são documentadas e podem abarcar distintas técnicas de coleta. Biografias e autobiografias também podem ser consideradas como fontes para coleta de dados e aproveitadas em determinados estudos de caso.
  • 17. Fases
    • Organização e redação do relatório :
    • Após a indexação dos dados coletados, passa-se à descrição e à análise do estudo. O relatório tem como objetivo apresentar os múltiplos aspectos relativos aos problemas em questão, mostrando sua relevância, situando-o no contexto em que ocorre e indicando as possibilidades de ação para modificá-lo.
    • Diário de pesquisa – registro cotidiano dos acontecimentos observados; por isso permite uma análise retrospectiva do trabalho realizado.
  • 18. Organização das informações
    • De acordo com:
    • os instrumentos
    • as fontes de coleta
    • as afinidades temáticas
  • 19. Instrumentos de coleta de dados
    • Estabelecidos anteriormente à análise , a partir do problema de pesquisa e do referencial teórico-metodológico.
    • Tipos mais usuais:
      • Observação participante
      • Entrevista aberta ou semi-estruturada
      • Análise documental
  • 20. Suficiência dos dados coletados
    • Observar o ponto de saturação :
    • Quando as informações coletadas começam a se tornar redundantes.
    • Período em que, comparado com o tempo despendido, a aquisição de informações é mínima.
  • 21. Tipologia
    • Histórico-organizacional :
    • Quando o interesse do pesquisador recai sobre a vida de uma instituição, ao longo de um período de tempo, relatando o seu desenvolvimento.
    • A unidade pode ser uma escola, uma universidade, um clube, um curso...
    • Coleta de dados, a partir de análise documental da própria instituição e entrevistas com os sujeitos sociais envolvidos.
  • 22. Tipologia
    • Observacional :
    • A técnica de coleta de informações mais importante é a observação participante.
    • Interesse por uma parte da organização (local, grupo, atividade da escola) e sua relação com o todo da organização.
    • Possíveis objetos da observação: trabalho realizado (por exemplo, em uma sala de aula de uma dada instituição); reuniões; sessões etc.
  • 23. Tipologia
    • História de vida :
    • A técnica de coleta é a entrevista semi-estruturada.
    • A entrevista aprofunda-se cada vez mais na história de vida do sujeito em análise.
    • Podem ser realizadas entrevistas com as pessoas vinculadas ao sujeito em estudo.
  • 24. Tipologia
    • Estudo de caso instrumental:
    • Por exemplo, quando se quer investigar como se deu a apropriação de uma Reforma Educacional no cotidiano escolar.
    • Pega-se, como “caso”, uma escola, não como foco em si, mas como referência para se detectar o fenômeno em estudo.
  • 25. Tipologia
    • Estudos de caso múltiplos:
    • Quando o pesquisador estuda dois ou mais assuntos, ambientes ou bases de dados.
    • Estudos de caso comparativos:
    • Quando o pesquisador estuda, compara e contrasta dois ou mais estudos de caso.
  • 26. Tipologia
    • Stenhouse (1988, apud ANDRÉ, 2005) reúne os estudos de caso em 4 grupos:
    • Etnográfico , quando há preocupação com a teoria social (1 único caso, estudado em profundidade pela observação participante e em tempo mais extenso).
    • Avaliativo (1 caso ou mais estudados em profundidade para fornecer informações a quem toma decisões.
  • 27. Tipologia
    • Stenhouse (1988, apud ANDRÉ, 2005) reúne os estudos de caso em 4 grupos:
    • Educacional , quando a preocupação é com a compreensão da ação educativa.
    • Estudo de caso-ação , quando se busca informação para guiar a revisão ou aperfeiçoamento da ação.
  • 28. Referências Bibliográficas
    • BOGDAN, Robert; BIKLEN, Sari. Estudo de caso. In: Investigação qualitativa em educação . Porto: Porto Ed., 1994. p. 89-97.
    • CHIZZOTTI, A. Estudo de caso. In: Pesquisas em ciências humanas e sociais . 3ª. ed. São Paulo: Cortez, 1998. p. 102-104.
    • LAVILLE, C. & DIONNE, J. Estudo de caso. In: ______. A construção do saber : manual de metodologia de pesquisa em ciências humanas. Porto Alegre: Artmed, 1999. p. 155-157.
  • 29. Referências Bibliográficas
    • PADUA, E. M. M. Estudo de caso. In: Metodologia da pesquisa: abordagem teórico-prática. 10ª. Ed. Campinas, Papirus: 2004. p. 74-77.
    • TRIVIÑOS, A. N. Estudo de caso. In: Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa qualitativa em educação. São Paulo, Atlas: 1987. p. 133-136.