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Características da investigação qualitativa
 

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    Características da investigação qualitativa Características da investigação qualitativa Presentation Transcript

    • Características da Investigação Qualitativa Profas. Dras. Sonia Ignácio e Lucila Pesce
    • Pesquisa Qualitativa: 5 características
      • 1) O ambiente natural é a fonte direta dos dados e o pesquisador é o instrumento principal;
      • 2) A investigação qualitativa é descritiva;
      • 3) Há mais interesse pelo processo do que pelos resultados;
      • 4) Tende-se a analisar os dados de forma indutiva;
      • 5) O significado é de importância vital na abordagem qualitativa.
    • 1) O ambiente natural é a fonte direta dos dados e o pesquisador é o instrumento principal
      • Presença do pesquisador no locus da pesquisa, em tempo significativo, para elucidar questões educativas;
      • Recolha de dados “em situação”, complementados por informações obtidas através de contato direto;
      • Revisão das informações registradas mecanicamente pelo próprio pesquisador;
    • 1) O ambiente natural é a fonte direta dos dados e o pesquisador é o instrumento principal (cont.)
      • Preocupação com a compreensão do contexto: os locais têm que ser entendidos no contexto da história das instituições a que pertencem.
      • “ Para o investigador qualitativo divorciar o acto, a palavra ou o gesto do seu contexto é perder de vista o significado” (BOGDAN & BIKLEN, 1999, p. 48).
    • 2) A investigação qualitativa é descritiva
      • Os dados recolhidos são em forma de palavras ou imagens e não de números;
      • Incluem transcrições de entrevistas, notas de campo, fotografias, vídeos, documentos pessoais, memorandos e outros registros oficiais, que não podem ser reduzidos a símbolos numéricos;
      • Devem ser analisados em toda a sua riqueza, respeitando-se a forma em que foram registrados ou transcritos;
    • 2) A investigação qualitativa é descritiva (cont.)
      • Relatório qualitativo: “anedótico” (descrição e citações, de forma narrativa, de determinada situação ou visão de mundo), daí a importância da “palavra escrita”;
      • Na recolha de dados descritivos atua-se de forma minuciosa (pormenorizada): sensibilidade a detalhes, gestos, piadas, palavras especiais, decoração do ambiente, pessoas que participam da conversa, etc.
      • Enfim: nada é trivial, tudo tem potencial para constituir uma pista que estabeleça uma compreensão mais esclarecedora de nosso objeto de estudo. Nada é considerado como um dado adquirido e nada escapa à avaliação.
    • 3) Maior interesse pelo processo do que pelos resultados ou produtos
      • Como as pessoas “negociam” significados? Como começaram a usar certos termos e rótulos? Como determinadas noções passaram a fazer parte do “senso comum”?
      • Possibilidade de clarificação da “profecia auto-realizada”: idéia de que o desempenho cognitivo dos alunos é afetado pelas expectativas dos professores. (As técnicas quantitativas demonstraram que esse fenômeno é verificável; as estratégias qualitativas demonstram como as expectativas se traduzem nas atividades, procedimentos e interações diários). Ver exemplo de St. Louis (In: BOGDAN & BIKLEN, 1999, p. 50).
    • 4) Tendência a analisar os dados de forma indutiva
      • Na pesquisa qualitativa NÃO se recolhem dados ou provas com a finalidade de confirmar ou infirmar hipóteses construídas previamente: as abstrações são construídas à medida em que os dados forem recolhidos e vão se agrupando;
      • Procede-se, portanto, de “baixo para cima”. É o que se designa por Teoria Fundamentada (GLASER & STRAUSS, 1967, apud BOGDAN & BIKLEN, 1999, p. 50);
    • 4) Tendência a analisar os dados de forma indutiva (cont.)
      • Não se trata de montar um “quebra-cabeça” que já se conhece de antemão, mas de construir um quadro que vai ganhando forma na medida em que se recolhe e se examina as partes (informações);
      • O processo de análise dos dados é como um funil: o foco está mais aberto a princípio e vai se fechando e especificando ao final do processo investigativo.
    • 5) O significado é de importância vital na abordagem qualitativa
      • O interesse no modo como diferentes pessoas dão sentido às suas vidas;
      • Perspectivas participantes (ERICKSON, 1986; DOBBERT, 1982 apud BOGDAN & BIKLEN, 1999, p. 50);
      • Ao apreender as perspectivas dos participantes, focaliza-se a dinâmica interna das situações que é freqüentemente invisível para o observador externo .
    • A “versão” dos sujeitos X a generalização dos resultados
      • A importância da experiência, do questionamento dos sujeitos sobre suas vivências, interpretações, representações e estruturações possíveis;
      • Por isso: os diversos tipos de registro e a necessidade de seu confronto.
      • “ O processo de condução da investigação qualitativa reflecte uma espécie de diálogo entre os investigadores e os respectivos sujeitos, dado estes não serem abordados de forma neutra” ( BOGDAN & BIKLEN, 1999, p. 51).
    • Referência Bibliográfica
      • BOGDAN, R. C.; BIKLEN, S. K. Investigação qualitativa em Educação – Uma introdução à teoria e aos métodos. Porto: Porto Editora, 1999, p. 47 – 51.
      • DIAS, C. Pesquisa qualitativa: características gerais e referências. Disponível em: www.geocities.com/claudiaad/qualitativa.pdf Acesso em março de 2008. (referente ao apêndice I).
    • Apêndice I – quadro comparativo DIAS, Claudia. Pesquisa qualitativa: características gerais e referências. Conteúdo ou caso Padrões a partir dos próprios dados Dialética, hermenêutica e fenomenológica Estatística Inferências a partir de amostras Testes de hipóteses e teorias Análise Estudos exploratórios Estudos confirmatórios Não experimental Experimental Interpretativa Positivista Abordagem Interpretador da realidade Imerso no contexto Observador Distância objetiva Papel do pesquisador Representados verbalmente Qualitativos Com maior riqueza de detalhes Representados numericamente Quantitativos Estruturados e não valorativos Dados Holístico-interpretativo Hipotético-dedutivo Paradigma Qualitativa Quantitativa Pesquisa