Análise de Dados

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  • Análise de Dados

    1. 1. Análise de dados Profa. Dra. Lucila Pesce Profa. Dra. Sonia Ignácio PUC/SP – Metodologia de Pesquisa
    2. 2. Um dos possíveis conceitos de análise de dados. <ul><li>Análise: consiste em trabalhar o material coletado, buscando tendências, padrões, relações e inferências, à busca de abstração. Está presente em todas as etapas da pesquisa, mas é mais sistemática após o encerramento da coleta de dados. </li></ul>
    3. 3. Possíveis procedimentos <ul><li>Delimitação progressiva do foco de estudo : pra ornar a coleta mais concentrada e produtiva. Surge do confronto entre o objetivo da pesquisa e as características da situação investigada. </li></ul>
    4. 4. Possíveis procedimentos <ul><li>Formulação de questões analíticas : para favorecer a análise e articular os pressupostos teóricos e os dados da realidade. </li></ul><ul><li>Aprofundamento da revisão de literatura : à busca de perceber os principais questionamentos, as convergências e as divergências. </li></ul>
    5. 5. Possíveis procedimentos <ul><li>Testagem de idéias junto aos sujeitos : importante para esclarecer os pontos obscuros da análise. </li></ul><ul><li>Comentários, observações e especulações : feitos ao longo da coleta, à busca de superar a mera descrição. </li></ul>
    6. 6. Etapas da análise após a coleta de dados <ul><li>Primeiro passo : Conjunto de categorias descritivas, tendo o referencial teórico como base inicial de conceitos para a primeira classificação dos dados. Considerar o manifesto e o latente (os silêncios, as entrelinhas...). </li></ul>
    7. 7. Etapas da análise após a coleta de dados <ul><li>Primeiro passo : Se necessário, fazer uso de codificação (classificação segundo as categorias teóricas iniciais e os conceitos emergentes, usando números, letras etc., para reunir componentes similares). </li></ul>
    8. 8. Etapas da análise após a coleta de dados <ul><li>Primeiro passo : Como resultado, a elaboração de um conjunto inicial de categorias a serem reavaliadas a posteriori , por exemplo, relacionando-as em conceitos mais abrangentes, ou subdividindo-as em componentes menores. </li></ul>
    9. 9. Etapas da análise após a coleta de dados <ul><li>Etapa seguinte : da análise à teorização. Revisão da categorização, buscando ultrapassar a mera descrição, em um esforço de abstração, à busca de estabelecer conexões e relações que apontem novas explicações e interpretações acerca do fenômeno investigado. Interpretação, para além da descrição. </li></ul>
    10. 10. Temas <ul><li>1) Análise de dados: </li></ul><ul><li>Organização dos dados </li></ul><ul><li>Levantamento das categorias de análise </li></ul><ul><li>Análise de indicadores educacionais </li></ul><ul><li>2) Confiabilidade da pesquisa: </li></ul><ul><li>Triangulação (articulação entre os instrumentos selecionados e as análises realizadas) </li></ul><ul><li>Checagem e discussão dos dados com os pares </li></ul><ul><li>Fidedignidade dos dados coletados </li></ul>
    11. 11. Confiabilidade como critério a ser observado na pesquisa científica <ul><ul><li>- Ver nos dados coletados não só o que confirma a suposição, mas também o que a refuta . </li></ul></ul><ul><ul><li>- Manter o foco da análise , à luz da temática da pesquisa (não se distrair com o supérfluo). </li></ul></ul><ul><ul><li>- Validade da informação proporcionada pelos entrevistados quando correspondente à realidade. </li></ul></ul><ul><ul><li>- Contribuição social da pesquisa. </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Validade do instrumento , quando este permite trazer as informações para as quais foi construído. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>A importância do implícito (silêncio, pausas, emoções...), para além do explícito, na manutenção da fidedignidade da pesquisa. </li></ul></ul></ul>
    12. 12. Análise preliminar <ul><li>Anotação de impressões e/ou constatações retomadas na análise final. </li></ul><ul><li>Funções: </li></ul><ul><li>Encaminhar a análise dos dados. </li></ul><ul><li>Orientar e reorientar a organização dos dados. </li></ul><ul><li>Apontar necessidade de novas coletas e/ou pesquisas. </li></ul>
    13. 13. A seguir... <ul><li>Descrição e, sobretudo, interpretação dos dados coletados. </li></ul><ul><li>Na interpretação: relações entre os dados, à luz do referencial teórico. </li></ul><ul><li>Informações coletadas são colocadas em relação umas com as outras, com base em critérios como: tipo de pesquisa e problema de pesquisa. </li></ul>
    14. 14. Para cada elemento, organizar as informações <ul><li>De acordo com: </li></ul><ul><li>os instrumentos </li></ul><ul><li>as fontes de coleta </li></ul><ul><li>as afinidades temáticas </li></ul>
    15. 15. Instrumentos e fontes <ul><li>Instrumentos estabelecidos anteriormente à análise, a partir do problema de pesquisa e do referencial teórico-metodológico. </li></ul><ul><li>Fontes que tipos de fontes podem ser utilizadas para a pesquisa? </li></ul>
    16. 16. <ul><li>Categorização dos dados por afinidade temática </li></ul>Nos temas evidenciam-se convergências e divergências. Reflexos da indisciplina no processo de ensino-aprendizagem. Modo como gestores, professores e funcionários lidam com a indisciplina. Relação entre família e indisciplina. Indisciplina TEMAS SECUNDÁRIOS TEMA PRINCIPAL
    17. 17. Temas principais e secundários <ul><li>Dois movimentos possíveis: </li></ul><ul><ul><li>Das unidades de significado para as categoriais. </li></ul></ul><ul><ul><li>Do tema principal para as especificidades da realidade concreta. </li></ul></ul>
    18. 18. Possíveis estratégias de análise e de interpretação qualitativas <ul><li>Emparelhamento : associar o dados recolhidos (comparação, levantamento de convergências e divergências, categorização...). </li></ul><ul><li>Análise histórica : investigação sobre o percurso do fenômeno em estudo (mudanças e permanências). </li></ul>
    19. 19. Questões éticas e metodológicas <ul><li>Lidar com resistência à pesquisa. </li></ul><ul><li>Garantia de sigilo das informações – uso de nomes fictícios. </li></ul><ul><li>Explicitação dos métodos e procedimentos de investigação aos informantes. </li></ul><ul><li>Retorno das informações que se tornarão públicas, aos sujeitos de pesquisa. </li></ul>
    20. 20. Questões éticas e metodológicas <ul><li>Objetividade do pesquisador; </li></ul><ul><ul><li>Posição A : os julgamentos de valor do pesquisador não devem afetar a coleta e a análise de dados. </li></ul></ul><ul><ul><li>Posição B : é impossível garantir a objetividade. </li></ul></ul><ul><ul><li>Posição C : embora seja difícil garantir a objetividade, há que se ter alguns cuidados para controlar o efeito da subjetividade, já que elas afetam a validade da pesquisa. </li></ul></ul>
    21. 21. Questões éticas e metodológicas <ul><li>Validade : uso de diferentes métodos de coleta e de diferentes observadores. Triangulação de métodos, sujeitos e perspectivas: checagem de um dado através de diferentes informantes, em distintas situações e em momentos diversos. </li></ul>
    22. 22. Questões éticas e metodológicas <ul><li>Fidedignidade : como não há critérios absolutos do que é ou não válido, buscar um certo consenso do que seja aceitável. </li></ul>
    23. 23. Referências Bibliográficas <ul><li>BOGDAN, Robert; BIKLEN, Sari. Análise de dados. In: Investigação qualitativa em educação . Porto: Porto Ed., 1994. p. 207-245. </li></ul><ul><li>LAVILLE, C. & DIONNE, J. Análise de conteúdo. In: A construção do saber: manual de metodologia da pesquisa em ciências humanas. Trad. H. Monteiro e F. Settineri. Porto Alegre: ArtMed, 1999. p. 214-235. </li></ul><ul><li>LÜDKE, Menga. & ANDRÉ, Marli. Análise de dados e algumas questões relacionadas à objetividade e à validade nas abordagens qualitativas. In: Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. São Paulo: EPU, 1986. p.45-53. </li></ul>
    24. 24. Referências Bibliográficas <ul><li>QUEIROZ, Maria Isaura Pereira de. Análise de documentos em Ciências Sociais. In: Variações sobre a técnica de gravador no registro da informação viva . São Paulo: CERU; FFLCH/USP, 1983. p. 87-107. </li></ul><ul><li>RICHARDSON, R. J. Análise de conteúdo. In: Pesquisa social: métodos e técnicas. 3ª ed. ver. ampl. São Paulo: Editora Atlas, 1999. p. 220-244. </li></ul><ul><li>TRIVIÑOS, A. N. Método de análise de conteúdo. In: Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa qualitativa em educação. São Paulo: Atlas, 1987. p. 158-166. </li></ul>

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