IndúStria Cultural2

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    1. INDÚSTRIA CULTURAL Prof. Luci Bonini PARTE II
      • Tolhendo a consciência das massas e instaurando o poder da mecanização sobre o homem, a indústria cultural cria condições cada vez mais favoráveis para a implantação do seu comércio fraudulento, no qual os consumidores são continuamente enganados em relação ao que lhes é prometido mas não cumprido.
    2.  
      • Cinema erótico  o desejo suscitado pelas imagens acaba sendo satisfeito com o simples elogio da rotina
      • A indústria cultural não sublima o instinto sexual, como na arte, mas o reprime e sufoca.
      • A situação erótica, conclui Adorno, une “à alusão e à excitação, a advertência precisa de que não se deve, jamais, chegar a esse ponto”.  como a indústria cultural administra o mundo social.
      • Criando “necessidades” ao consumidor (que deve contentar-se com o que lhe é oferecido), a indústria cultural organiza-se para que ele compreenda sua condição de mero consumidor, ou seja, ele é apenas e tão-somente um objeto daquela indústria.
    3. Indústria cultural ou cultura industrial
      • Para Edgar Morin, diz respeito à criação industrializada, à padronização cultural voltada para o mercado de consumo
      • Para ele, também, a segunda industrialização, a do espírito, se processa nas imagens e nos sonhos, penetrando na alma humana.
      • O capitalismo criou condições para a democratização da cultura, uma vez que esta foi transformada em objeto de produção industrial, que induz ao consumo estético massificado e narcotizante.
      • A revolução digital teve como conseqüência uma internacionalização das idéias, uma vez que a produção institucionalizada e a difusão generalizada de bens simbólicos trouxeram um “temor do nivelamento” (MATTELART: 2005;17)
        • ameaçando o futuro das individualidades, a manutenção da integridade de sítios simbólicos que já existiam antes da colonização, daqueles que se formaram pelo amálgama das culturas que para cá vieram e pelos recentes bolsões criados por modismos, tendências ideológicas e minorias excluídas
      • Seus efeitos  a falta de respeito com as diferenças, a busca pela perfeição, condição humanamente impossível
      • Tudo é usado para nos afastar da condição de seres críticos, pensantes e diferentes por natureza. .
    4.  
      • O princípio da dominação a partir da popularização da cultura de massa é claramente evidenciada através da televisão  considerado o maior formador de opinião: promove e acentua a cada dia o conceito de homogeneização das mais diversas camadas sociais
        • massa acéfala e idiotizada
        • manipulável por elites interessadas em explorar de todas as formas possíveis um mercado consumidor ávido por produtos e necessidades impostas de forma ditatorial e indiscriminada
    5.  
      • Se o povo não tem formação cultural satisfatória, não terá consciência crítica para combater e descartar o que se lhe apresenta, ou seja, a indústria cultural segue a linha da menor resistência.
    6. SODRÉ, Muniz e PAIVA, Raquel. O império do grotesco . Rio de Janeiro, Mauad, 2002, 154 p.
      • Mas é nas 49 páginas dedicadas a uma crítica do grotesco na televisão aberta brasileira que o ensaio alcança seu ponto máximo. Veículo de massa por excelência, a TV de hoje confere ampla visibilidade às cenas escatológicas e vexatórias. Nem o célebre “padrão Globo de qualidade”, com suas imagens assépticas, resistiu à ofensiva dos produtos apelativos e de baixo nível artístico. O que não deixa de ser uma desconcertante contradição com a evolução tecnológica da própria TV. (Dênis de Moraes)
    7.  
    8. Grotesco
      • Sua significação nas artes vem sendo alterada desde o século XV, que nomeava as pinturas ornamentais antigas encontradas nas escavações da Itália. Mais tarde no século XVI ainda designava um estilo de ornamentação, mas englobando em seu significado o sogni dei pittori , que já era do conhecimento de Albretch Dürer: “mas tão logo alguém queira realizar sonhos, poderá misturar todas as criaturas umas com as outras”
      • Papa Pio XII (1944):
      • O povo  indivíduos que se movem por princípios. Ele é ativo , agindo conscientemente de acordo com determinadas idéias fundamentais, das quais decorrem posições definidas diante das diversas situações .
      • A massa , ao contrário, não passa de um amálgama de indivíduos que não se movem, mas são movidos por paixões. A massa é sempre, e necessariamente, passiva
      • Ela não age racionalmente e por sua conta, mas se alimenta de entusiasmos e idéias não estáveis. É sempre escrava das influências instáveis da maioria, das modas e dos caprichos que passam
    9.  
      • A massa é como a areia movida pelo vento, ou o rebanho nas mãos do pastor. Movem-na apenas veleidades: o dinheiro, a facilidade, o luxo, o prazer, o prestígio.
    10.  
      • Zaoual (2003:28) os sítios simbólicos de pertencimento “um marcador imaginário de espaço vivido”
      • O “ser planetário” de Morin (2003)
      FRACTAIS
      • Enquanto a arte contemporânea foi em busca da subjetividade, a partir dos movimentos de vanguarda no início do século passado, o contrário ocorreu com a economia de mercado e com a mídia
      • Para Zaoual (2003:98) “A lógica do crescimento econômico é incompatível com a ecologia, e a preservação da diversidade das culturas”.
    11.  
    12.  
      • Marx, via Feenberg (2005) previu corretamente que as tecnologias seriam aplicadas inicialmente no setor privado, e que sua aplicação seria exportada muito tempo depois para o setor público influenciando campos da administração, saúde e educação
    13. Erotismo na PP
      • Segundo Octávio Paz (19995:16) “(...) o erotismo é exclusivamente humano: é sexualidade socializada e transfigurada pela imaginação e vontade dos homens. A primeira coisa que diferencia o erotismo da sexualidade é a infinita variedade de formas em que se manifesta, em todas as épocas e em todas as terras.”
      • Octávio Paz (1995:143-144): “A modernidade dessacralizou o corpo e a publicidade o usou como um instrumento de propaganda. Todos os dias a televisão nos apresenta belos corpos seminus para anunciar uma marca de cerveja, um móvel, um novo modelo de carro ou meias femininas. (...)
      • O erotismo transformou-se num departamento da indústria da publicidade e num ramo do comércio. No passado, a pornografia e a prostituiçào eram atividades artesanais, por assim dizer; hoje são parte essencial da economia do consumo. Não me alarma a sua existência, mas sim as proporções que assumiram e a natureza que têm hoje, ao mesmo tempo mecânica e institucional. Deixaram de ser transgressões.”
    14. O corpo-persona
      • A categoria do corpo-persona é aquela em que o corpo se manifesta de forma indireta, o corpo idealizado pois desperta o desejo e a paixão.
      • É o corpo esteticamente perfeito que há de emergir de uma imagem erotizada do produto.
    15.  
    16. O não-corpo
      • O não-corpo é corpo, erotizado e muitas vezes mais selvagem que as outras categorias, pois prenuncia o sexo evidente.
      • O erotismo barroco de se esconder o corpo, rebuscando-se a obra a fim de desenredá-lo, de descobrirmos que está presente, principalmente num ato de prazer e de gozo.
    17.  
    18. O corpo-olímpico
      • A publicidade utiliza o recurso da nudez com a mesma intenção, ou seja, selecionar indivíduos mais belos, e consequentemente persuadir o comprador, e transformá-los em reprodutores de uma raça mais refinada.
      • Como os tempos de guerra ficaram mais distantes, a seleção dos mais fortes se dá através de produtos que deixam os humanos mais aptos a despertar o desejo, o cio.
    19.  
      • Quando o português chegou debaixo de uma bruta chuva, despiu o índio.
      • Que pena! Fosse uma manhã de sol o índio teria despido o português
      • Oswald de Andrade

    + Luci BoniniLuci Bonini, 2 years ago

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