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LUCI  BONINI Parte 1
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  1. 1. LUCI BONINI Parte 1
  2. 2. <ul><li>&quot;... a televisão brasileira chega a quase todos os lares, sendo poucas as regiões do País sem acesso a ela. Portanto, se a televisão tem essa difusão, percebe-se que é impossível compreender a sociedade brasileira sem compreender a cultura e a Educação brasileiras, sem passar pela Indústria Cultural, é cometer um grande equívoco.&quot; (Ana Maria Fadul, 53:1994) </li></ul>
  3. 3. <ul><li>O Brasil é um dos países onde a indústria cultural deitou raízes mais fundas e, por isso mesmo, vem produzindo estragos de monta; tudo se tornou objeto de manipulação bem azeitada, embora nem sempre bem-sucedida. (Milton Santos, 2000) </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Ao longo dos séculos, a cultura se manifesta pelas mais diversas formas de expressão da criatividade humana, mas não apenas no que hoje chamamos &quot;as artes&quot; (música, pintura, escultura, teatro, cinema etc) ou através da literatura e da poesia em todos os seus gêneros, mas também por outras formas de criação intelectual nas ciências humanas, naturais e exatas. É a esse conjunto de atividades que se deveria denominar de cultura.(Milton Santos, 2000) </li></ul>
  5. 6. <ul><li>Não é fácil manter-se autêntico </li></ul><ul><li>O chamamento é forte, a um escritor, artista ou cientista para que se tornem funcionários de uma dessas indústrias culturais. </li></ul><ul><li>A situação que desse modo se cria é falsa, mas atraente, porque a força de tais empresas instila nos meios de difusão, agora mais maciços e impenetráveis, mensagens publicitárias que são um convite ao triunfo da moda sobre o que é duradouro. </li></ul><ul><li>É assim que se cria a impressão de servir a valores que, na verdade, estão sendo negados, disfarçando através de um verdadeiro sistema bem urdido de caricaturas, uma leitura falseada do que realmente conta. (Milton Santos, 2000) </li></ul>
  6. 7. <ul><li>  A simples existência da Mídia, ou seja a difusão generalizada de bens simbólicos não é suficiente para caracterizar uma cultura de massa, mas.... </li></ul>
  7. 8. Indústria Cultural <ul><li>  ALIENAÇÃO OU ESCLARECIMENTO </li></ul><ul><ul><li>Não é fator de alienação na medida em que algumas pessoas ainda conseguem diferenciar aquilo que é bom daquilo que não é... </li></ul></ul><ul><ul><li>Muitos consumidores de bens simbólics dominam muito mais cedo a linguagem graças a veículos como a TV. </li></ul></ul><ul><ul><li>O acúmulo de informação nem sempre faz com que o indivíduo saiba separar o que é bom do que é ruim </li></ul></ul><ul><ul><li>A Indústria Cultural acaba por unificar não apenas as nacionalidades mas também as próprias massas </li></ul></ul>
  8. 9. <ul><li>Todo produto traz em  si as marcas do sistema produtor que o engendrou </li></ul><ul><ul><li>Por isso se diz que a indústria cultural tem seu berço no capitalismo </li></ul></ul><ul><ul><li>Ela é a grande divulgadora do pensamento liberal </li></ul></ul>
  9. 10. ... homogeneização da cultura  a indústria cultural <ul><li>No Brasil  As desigualdades gritantes na divisão da renda nacional impedem que se fale na existência, de uma sociedade  de consumo </li></ul><ul><li>há bolsões de consumo nos grandes centros urbanos </li></ul><ul><li>Mas há outros bolsões negados pois vivem no mundo da pobreza e da miséria por isso não consomem bens simbólicos </li></ul>
  10. 11. <ul><li>O objetivo último da indústria cultural é a dependência e o servilismo dos homens. </li></ul><ul><li>E para ilustrar essa última frase Adorno cita uma pesquisa de opinião pública americana que diz que “as dificuldades de nossa época deixariam de existir se as pessoas se decidissem simplesmente a fazer tudo aquilo que personalidades eminentes sugerem”. (Carmo, 2004) </li></ul>
  11. 12. <ul><li>Adorno usa o termo “indústria cultural” no livro Dialética do esclarecimento, de autoria dele e de Horkheimer, de 1947. </li></ul><ul><ul><li> para substituir a expressão “cultura de massas” </li></ul></ul><ul><li>A indústria cultural vai dizer que o importante é adaptar-se àquilo que propicie vantagens aos mais potentes interesses. </li></ul><ul><li>Assim é que todos acabam aceitando o mundo como é preparado pela indústria cultural. </li></ul>
  12. 13. <ul><li>Em síntese a indústria cultural trabalha para que o mundo seja ordenado precisamente do modo que ela sugere, impedindo a formação de indivíduos autônomos, independentes, capazes de julgar e decidir conscientemente.  (idem, ib) </li></ul>
  13. 14. <ul><li>A indústria cultural proporciona ao homem necessidades, </li></ul><ul><ul><li>fazendo com que ele compre aquilo que não precise com o dinheiro que ele não tem, fazendo-o consumir incessantemente. </li></ul></ul><ul><li>Estamos sempre insatisfeitos, querendo consumir </li></ul><ul><ul><li>e o campo de consumo se torna cada vez maior, devido ao progresso técnico e científico que são controlados pela indústria cultural.(Idem, ib) </li></ul></ul>
  14. 15. Com as novas técnicas de reprodução das obras de arte.... <ul><li>Os objetos de arte (sejam eles pertencentes à cultura popular ou à cultura de elite) perderam o sentido de autenticidade, contemplação, testemunho histórico etc. </li></ul><ul><li>Benjamin, no início de seu texto sobre “A obra de arte na época de suas técnicas de reprodução”, refere-se à análise prognóstica de Marx, que vislumbra a subversão do sistema capitalista pela classe proletária. (Barbosa, s.d.) </li></ul>
  15. 16. <ul><li>As tecnologias [...] levaram à perda dessa aura que cercava as obras de arte. A cultura burguesa tinha um sentido elitista e reacionário: seu declínio tem um significado progressista. Através das novas técnicas, os homens dão um passo adiante em seu processo de libertação da mitologia.(Rudiger, 1999b, p.73, apud Barbosa, idem) </li></ul>
  16. 17. ... o fim da estética burguesa <ul><li>estética voltada às massas ..... </li></ul>
  17. 18. A expressão &quot;indústria&quot; , contudo, não deve ser tomada ao pé da letra : ela se refere à estandardização da própria coisa Todo o produto se oferece como individual; a individualidade mesma, suscita a aparência de que o inteiramente reificado é pelo contrário um asilo de imediaticidade e de vida, se presta ao reforço da ideologia. (Adorno, 1985)
  18. 19. <ul><li>....o progressivo domínio técnico da natureza, torna-se engano das massas, meio para sujeitar as consciências (Adorno, idem) </li></ul>
  19. 20. <ul><li>Se se engana as massas, se pelo alto se as insulta como tal, a responsabilidade não cabe por último à indústria cultural; é a indústria cultural que despreza as massas e as impede da emancipação pela qual os indivíduos seriam maduros como permitem as forças produtivas da época. (Adorno, idem) </li></ul>
  20. 21. <ul><li>Os artifícios do mundo burguês revelam-se nos produtos kitsch , confeccionados em geral a partir de novos materiais que nunca se apresentam como são: a madeira é pintada imitando o mármore; os objetos de zinco, bronzeados; as estátuas de bronze, por sua vez, douradas. (Wikipédia) </li></ul>
  21. 22. <ul><li>A norma consiste em utilizar matéria-prima considerada inferior - por exemplo, gesso, estuque, ferro e zinco - dissimulando-as para que pareça nobre. A técnica da simulação combina-se nas produções kitsch com a ornamentação rebuscada, com a associação de ampla gama de cores e com a distorção das dimensões da figura em relação ao objeto representado (por exemplo, o Arco do Triunfo em miniatura ou um rato gigante estilizado em bronze). (Wikipédia) </li></ul>
  22. 24. <ul><li>Greenberg define o &quot;estilo&quot; como arte da cópia, das &quot;sensações falsas&quot; e da obediência às regras acadêmicas. </li></ul><ul><li>Nesse sentido, o kitsch é definido como o avesso da vanguarda. </li></ul><ul><li>Diz ele: &quot;Onde há uma vanguarda geralmente também encontramos uma retaguarda. </li></ul>
  23. 25. Por essa razão não é específico de uma ou outra classe: encontra-se entre pobres e ricos; É um fenômeno derivado do consumismo desenfreado, o que levou a uma vulgarização das artes; Rompe fronteiras entre o belo e o feio, entre o ‘bom’ e o ‘mau’ gosto; Essa arte convence ao consumidor leigo de que realizou um ‘encontro’ com a alta cultura;
  24. 26. <ul><li>Os apelos são dramáticos, eróticos, sentimentais, exorbitantes; </li></ul><ul><li>Nega-se a originalidade pela exacerbação e produção em série, como os santinhos de novenas e orações, cópias de imagenspinturas consagradas; </li></ul>
  25. 27. <ul><li>. Kitsch favorece a abundância, o elemento decorativo, a não-funcionalidade e a trivialidade. Produzido para ser vendido, kitsch adapta-se ao gosto do público, estimulando uma emocionalidade cómoda, perto do sentimentalismo. </li></ul><ul><li>. </li></ul>
  26. 28. <ul><li>Em termos de recepção, kitsch é de assimiliação fácil: gratifica as expectativas do consumidor e assenta numa medianidade de gosto que os media e a publicidade simultaneamente produzem e satisfazem </li></ul>
  27. 29. <ul><li>Para a massa, ele produz o bem estar e o prazer fácil. </li></ul><ul><li>ARTE IMITA A VIDA  a reprodução do original </li></ul><ul><ul><li>O conceito de Kitsch é bem mais amplo do que se pensa, visto a alternativa das pessoas em obterem o que desejam e suprir a uma necessidade momentânea, ou um desejo de status. </li></ul></ul>
  28. 30. <ul><ul><li>O avanço e o crescimento da comunicação e tecnologia estão colaborando ainda mais para a efetivação do conceito de Kitsch. </li></ul></ul><ul><ul><li>A televisão é um dos meios de comunicação que contribui para a massificação da cultura  personagens nas telenovelas, comerciais e merchandising que induzem os telespectadores a consumirem o mesmo que se vê na TV. </li></ul></ul>
  29. 32. Borba Gato, Sto. Amaro, SP
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