Filosofia: pós socráticos, cristianismo e idade Média

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Aula de filosofia para meus alunos do curso de direito da UMC

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Filosofia: pós socráticos, cristianismo e idade Média

  1. 1. Pós Socráticos, Cristianismo e Idade Média Luci Bonini
  2. 2. <ul><li>Final da Hegemonia pol í tica e militar da Gr é cia  in í cio do cristianismo. </li></ul><ul><li>O foco da preocupa ç ão sai do homem e vai para o universo – problemas é ticos, vida interior do homem. </li></ul><ul><li>Imp é rio Romano  turbulências administrativas, expansão do imp é rio e o Direito Romano </li></ul>
  3. 3. CINISMO <ul><li>Decadência moral da sociedade Grega </li></ul><ul><li>Cinismo  Diógenes – desprezo àquilo que a classe dominante considerava de valor </li></ul>
  4. 4. ESTOICISMO <ul><li>Anulação das paixões e destaque para a razão. </li></ul><ul><li>Grande representante desta escola foi Sêneca </li></ul><ul><li>Não há acaso, tudo é providencial. </li></ul>
  5. 5. EPICURISMO <ul><li>O representante desta escola foi Epicuro. </li></ul><ul><li>A vida deve ser convenientemente regrada. </li></ul><ul><li>Este é o objetivo da ética. </li></ul><ul><ul><li>Segundo Epicuro, temos 3 tipos de prazeres: 1° os naturais e necessários (comer quando se tem fome) 2° naturais, porém não necessários (comer excessivamente) 3° nem naturais, nem necessários (fumo, luxo) </li></ul></ul>
  6. 8. CETICISMO <ul><li>Não ao conhecimento da verdade, mas sua procura. </li></ul><ul><li>As aparências  impossível chegar a um saber completo e universal. </li></ul><ul><li>Não há certeza  , não há o avanço nos conhecimentos, portanto o progresso fica impossibilitado de acontecer. </li></ul><ul><li>O representante e fundador desta escola foi Pirro </li></ul>
  7. 9. O ceticismo é um veneno que contamina a alma e tolhe as ações de quem se entrega ao seu domínio. Impede que as vítimas façam coisas além das indispensáveis, por não crerem em nenhuma finalidade superior da vida. O cético é pior do que o absolutamente crédulo. Não acredita em nada e ninguém e vive por viver. Com o tempo, amargurado e infeliz, finda por se tornar parasita, peso morto para si e para os que o rodeiam.
  8. 10. ECLETISMO <ul><li>Oposto do Ceticismo. </li></ul><ul><li>A verdade não se limita a um sistema filosófico, deve ser complementada por elementos das diversas escolas. </li></ul><ul><li>Para se alcançar uma compreensão adequada das coisas não se deve privilegiar apenas um filósofo, mas o que há de melhor em cada um deles. </li></ul>
  9. 11. <ul><li>Uma experiência mística significa experimentar a sensação de fundir sua alma com Deus. </li></ul><ul><li>É que o &quot;eu&quot; que conhecemos não é nosso &quot;eu&quot; verdadeiro e os místicos procuravam conhecer um &quot;eu&quot; maior que pode possuir várias denominações: Deus, espírito cósmico, universo, etc. </li></ul><ul><li>Encontra-se tendências místicas nas maiorias religiões do mundo: </li></ul><ul><ul><li>Na mística ocidental ( judaísmo, cristianismo e islamismo ), o místico diz que seu encontro é com um Deus pessoal. Na oriental ( hinduísmo, budismo e religião chinesa ) </li></ul></ul><ul><ul><li>É importante notar que essas correntes místicas já existiam muito antes de Platão e que pessoas de nossa época têm relatado experiências místicas como uma forma de experimentar o mundo sob a perspectiva da eternidade. </li></ul></ul>
  10. 12. DOIS CÍRCULOS CULTURAIS <ul><li>Os indo-europeus </li></ul><ul><ul><li>Primitivos que viveram há mais ou menos quatro mil anos nas proximidades dos mares Negro e Cáspio. De lá, espalharam-se por diversos lugares: Irã, Índia, Grécia, Itália, Espanha, Inglaterra, França, Escandinávia, Leste Europeu e Rússia, formando o círculo cultural indo-europeu. </li></ul></ul><ul><li>Dentre outras coisas, pode-se dizer que sua cultura era marcada pelo politeísmo, a visão era o principal sentido para eles e acreditavam que a história era cíclica. </li></ul><ul><li>As duas grandes religiões orientais – hinduísmo e budismo – são de origem indo-européia. </li></ul><ul><li>O mesmo vale para a filosofia grega. Nessas religiões, enfatiza-se a presença de Deus em tudo (panteísmo). </li></ul><ul><ul><li>Outro ponto importante é a crença de que o homem pode chegar a uma unidade com Deus por meio do conhecimento religioso. </li></ul></ul><ul><ul><li>No Oriente, a passividade e a vida reclusa são vistas como ideais religiosos e em muitas culturas indo-européias acredita-se na metempsicose ou transmigração da alma . </li></ul></ul>
  11. 13. <ul><li>Os semitas </li></ul><ul><li>Eles são originários da península da arábica e também se expandiram para extensas e diferentes partes do mundo. </li></ul><ul><ul><li>As três religiões ocidentais – judaísmo, o cristianismo e o islamismo – têm base semita. </li></ul></ul><ul><li>De modo geral, o que se pode dizer dos semitas é que eram monoteístas, possuíam uma visão linear da história, a audição desempenhava papel preponderante e proibiam a representação pictórica. </li></ul><ul><li>Quanto à história, é interessante saber que, para eles, ela começou com a criação do mundo por Deus e Este tinha o poder de intervir em seu curso. </li></ul><ul><ul><li>Em relação às imagens, ainda são proibidas no judaísmo e no islamismo, mas no cristianismo são permitidas devido à influência do mundo greco-romano. </li></ul></ul>
  12. 14. Israel
  13. 15. <ul><li>Pano de fundo judeu do cristianismo. </li></ul><ul><ul><li>houve a criação do mundo e a rebelação do homem contra Deus (Adão e Eva) e a partir de então, a morte passou a existir na Terra. </li></ul></ul><ul><ul><li>A desobediência do homem a Deus atravessa toda a história contada na Bíblia. No Gênesis há a menção do pacto feito entre Deus e Abraão e seus descendentes que exigia a obediência rigorosa aos mandamentos de Deus. </li></ul></ul><ul><ul><li>Esse pacto foi mais tarde renovado com a entrega das Tábuas da Lei a Moisés no monte Sinai. </li></ul></ul>
  14. 16. Jerusalém
  15. 17. <ul><li>Naquela época, os israelitas viviam havia muito tempo como escravos no Egito, mas foram libertados e levados de volta a Israel onde se formou dois reinos – Israel (ao Norte) e Judá (ao Sul) </li></ul><ul><li>O povo judeu não entendia o motivo de tanta desgraça e atribuía isso ao castigo de Deus sobre Israel devido à sua desobediência. </li></ul><ul><li>Então começaram a surgir profecias sobre o Juízo Final e também sobre a vinda de um &quot;príncipe da paz&quot; que iria restaurar o antigo reino de Davi e assegurar ao povo um futuro feliz. </li></ul><ul><li>Esse messias viria para restituir a Israel a sua grandeza e fundar um &quot;Reino de Deus&quot;. </li></ul>
  16. 18. Jesus
  17. 19. <ul><li>Jesus Cristo. </li></ul><ul><ul><li>Naquela época, o povo imaginava o messias como um líder político, militar e religioso. </li></ul></ul><ul><ul><li>Outros, duzentos anos antes do nascimento de Jesus, diziam que o messias seria o libertador de todo o mundo. </li></ul></ul><ul><ul><li>Mas Jesus apareceu com pregações diferentes das que vigoravam e admitia publicamente não ser um comandante militar ou político. </li></ul></ul><ul><ul><li>E mais, dizia que o Reino de Deus era o amor ao próximo e aos inimigos. </li></ul></ul>
  18. 20. <ul><li>Ele não considerava indigno conversar com prostitutas, funcionários corruptos e inimigos políticos do povo e achava que estes seriam vistos por Deus como pessoas justas bastando para isso que se voltassem para Ele e Lhe pedisse perdão. Jesus acreditava que nós mesmos não podíamos nos redimir de nossos pecados e que nenhuma pessoa era reta aos olhos de Deus. </li></ul><ul><li>Ele foi um ser humano extraordinário. Soube usar de forma genial a língua de seu tempo e deu a conceitos antigos um sentido novo, extremamente ampliado. </li></ul>
  19. 21. <ul><li>Tudo isto acrescentado a sua mensagem radical de redenção dos homens ameaçava tantos interesses e posições de poder que ele acabou sendo crucificado. </li></ul><ul><li>Para o cristianismo, Jesus foi o único homem justo que viveu e o único que sofreu e morreu por todos os homens. </li></ul>
  20. 22. Paulo Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
  21. 23. <ul><li>Alguns dias depois da crucificação e enterro de Jesus, começaram a surgir boatos sobre sua ressurreição. </li></ul><ul><li>Pode-se dizer que a Igreja cristã começou naquela manhã de Páscoa. </li></ul><ul><li>Paulo disse: &quot;Pois se Cristo não ressuscitou, então todo nosso sermão é vão; é vã toda a vossa crença&quot;. </li></ul>
  22. 25. <ul><li>A partir de então todas as pessoas podiam ter esperança na &quot;ressurreição da carne&quot;. </li></ul><ul><li>Os primeiros cristãos começaram a espalhar a &quot;boa-nova&quot; da redenção pela fé em Cristo. </li></ul><ul><li>Poucos anos depois da morte de Jesus, o fariseu Paulo se converteu ao cristianismo e suas viagens missionárias pelo mundo greco-romano transformaram o cristianismo numa religião universal. </li></ul>
  23. 26. O Areópago era um celebre tribunal de Atenas que funcionava numa colina consagrada a Marte, de onde o seu nome. Solon (594 a.C) aumentou consideravelmente as suas atribuições, e os areopagitas  foram chamados a punir o roubo,a impiedade a imoralidade; a reprimir o luxo, a preguiça, a mendicância; a velar pela educação das crianças e até penetrar no lar doméstico para dele banir a discórdia e assegurar-se da legitimidade dos meios de vida de cada cidadão
  24. 27. <ul><li>Quando esteve em Atenas, ele fez um discurso do Areópago que falava do Deus que os atenienses desconheciam e isso provocou um choque entre a filosofia grega e a doutrina da redenção cristã. </li></ul><ul><li>Apesar de tudo, Paulo encontrou nessa cultura um sólido apoio, ao chamar atenção para o fato de que a busca por Deus estava dentro de todos os homens. </li></ul>
  25. 28. <ul><li>Em Atos dos Apóstolos está escrito que depois de seu discurso, foi vítima de zombaria por parte de algumas pessoas, quando estas o ouviram dizer que Cristo havia ressuscitado dos mortos. Mas também houve os que se interessaram pelo assunto. </li></ul><ul><li>Depois, Paulo prosseguiu em sua tarefa missionária e passadas algumas décadas da morte de Cristo já existiam comunidades cristãs em todas as cidades gregas e romanas mais importantes. </li></ul>
  26. 29. O Credo <ul><li>Paulo não foi importante para o cristianismo apenas por suas pregações missionárias. </li></ul><ul><li>Dentro das comunidades cristãs, sua influência era muito grande pois as pessoas também queriam uma orientação espiritual. </li></ul><ul><li>Pelo fato de o cristianismo não ser a única religião nova daquela época, a Igreja precisava definir claramente a doutrina cristã, a fim de estabelecer seus limites em relação às demais religiões e evitar uma cisão interna. </li></ul>
  27. 30. <ul><li>Surgiram assim as primeiras profissões de fé, os primeiros credos que resumiam os princípios ou os dogmas cristãos mais importantes como o que dizia que Jesus havia sido Deus e homem ao mesmo tempo e de forma plena e que realmente tinha padecido na cruz. </li></ul>
  28. 31. A IDADE MÉDIA
  29. 32. Patrística <ul><li>Período do pensamento cristão que se seguiu à época neotestamentária, e chega até ao começo da Escolástica </li></ul><ul><li>Representa o pensamento dos Padres da Igreja  os construtores da teologia </li></ul>
  30. 33. Sto. Agostinho
  31. 34. <ul><li>Nasceu em Tagasta, cidade da Numídia, de uma família burguesa, a 13 de novembro do ano 354. </li></ul><ul><li>Cartago  para aperfeiçoar seus estudos desviou-se moralmente. </li></ul><ul><li>Caiu em uma profunda sensualidade, que, segundo ele, é uma das maiores conseqüências do pecado original; </li></ul><ul><li>Tornou-se maniqueísta, que atribuía realidade substancial tanto ao bem como ao mal </li></ul>
  32. 35. O conhecimento <ul><li>Cristianizou Platão  s eu interesse central: Deus e a alma  os mais importantes e os mais imediatos para a solução integral do problema da vida </li></ul><ul><li>A certeza da própria existência espiritual </li></ul>
  33. 36. Conhecimento sensível <ul><li>Os sentidos e o intelecto são fontes de conhecimento. </li></ul><ul><li>Para a visão sensível além do olho e da coisa, é necessária a luz física </li></ul>
  34. 37. <ul><li>Conhecimento intelectual  é necessária luz espiritual. </li></ul><ul><li>Deus  a Verdade  Verbo de Deus  verdades eternas, as idéias, as espécies, os princípios formais das coisas </li></ul>
  35. 38. <ul><li>família  celibato superior ao matrimônio </li></ul><ul><li>política  , ele tem uma concepção negativa da função estatal; se não houvesse pecado e os homens fossem todos justos, o Estado seria inútil. </li></ul><ul><li>propriedade  direito positivo, e não natural. </li></ul><ul><li>Escravidão  direito natural, mas conseqüência do pecado original, que perturbou a natureza humana, individual e social  natureza humana já é corrompida; pode ser superada sobrenaturalmente, asceticamente, mediante a conformação cristã de quem é escravo e a caridade de quem é amo. </li></ul>
  36. 40. Sto. Tomás de Aquino <ul><li>Nasceu Tomás em 1225, no castelo de Roccasecca, na Campânia, da família feudal dos condes de Aquino. </li></ul>
  37. 41. O conhecimento <ul><li>Cristianizou Aristóteles  considera a filosofia como uma disciplina essencialmente teorética, para resolver o problema do mundo. </li></ul><ul><li>Filosofia distinta da teologia, - não oposta - visto ser o conteúdo da teologia arcano e revelado, o da filosofia evidente e racional. </li></ul>
  38. 42. Conhecimento Sensível <ul><li>O objeto  fora de nós </li></ul><ul><li>Esta é a impressão, a imagem, a forma do objeto material na alma, isto é, o objeto sem a matéria, imagem mental que o objeto imprime na nossa mente, no nosso intelecto </li></ul>
  39. 43. Conhecimento inteligível <ul><li>Transcende o conhecimento sensível </li></ul><ul><li>O inteligível, o universal, a essência das coisas é contida apenas implicitamente, potencialmente. </li></ul><ul><li>Inteligível  racionalização, abstração, generalização </li></ul><ul><li>A forma universal das coisas. </li></ul><ul><li>A verdade </li></ul>
  40. 44. <ul><li>Tomás de Aquino acentuou a diferença entre a Filosofia, que estuda todas as coisas pelas últimas causas através da luz da razão, e a Teologia, ciência de Deus à luz da revelação </li></ul>
  41. 45. <ul><li>“ Verificamos que alguns seres são mais ou menos verdadeiros, mais ou menos bons, etc. ora, diz-se o mais e o menos de coisas diversas segundo a sua aproximação diferente de um máximo. Existe, pois, alguma coisa que é o mais verdadeiro, o melhor, por conseguinte, o mais ser. Ora, o que é o máximo num gênero é a causa de tudo que pertence a este gênero. Existe, portanto, um ser que é para todos os outros causa de ser, de bondade, de perfeição total, e este ser é Deus:” Summa Teologica </li></ul>
  42. 46. As Leis <ul><li>Há uma Lei Divina , revelada por Deus aos homens, que consiste nos Dez Mandamentos. </li></ul>
  43. 47. <ul><li>Há uma Lei Eterna , que é o plano racional de Deus que ordena todo o universo e uma Lei Natural , que é conceituada como a participação da Lei Eterna na criatura racional, ou seja, aquilo que o homem é levado a fazer pela sua natureza racional. </li></ul>
  44. 48. <ul><li>A Lei Positiva é a lei feita pelo homem, de modo a possibilitar uma vida em sociedade. Esta subordina-se à Lei Natural, não podendo contrariá-la sob pena de se tornar uma lei injusta ; não há a obrigação de obedecer à lei injusta - (Este é o fundamento objetivo e racional da verdadeira objeção de consciência). </li></ul>
  45. 49. <ul><li>A Justiça consiste na disposição constante da vontade em dar a cada um o que é seu - suum cuique tribuere - e classifica-se como Comutativa, Distributiva e Legal, conforme se faça entre iguais, do soberano para os súbditos e destes para com aquele, respectivamente </li></ul>
  46. 50. <ul><li>Estado  necessidade natural. </li></ul><ul><li>O homem é um ser social e precisa de orientações para viver em sociedade. </li></ul><ul><li>As leis humanas não podem contradizer a lei natural. </li></ul>
  47. 51. <ul><li>O Direito positivo existe para que os que são propensos aos vícios e neles se obstinam  impor a ordem pública </li></ul><ul><li>A função pedagógica das leis humanas </li></ul><ul><li>Convivência pacífica entre os homens. </li></ul>
  48. 52. Deus é inexplicável mas é mais próximo a nós do que nós a nós mesmos
  49. 53. Imanência de Deus <ul><li>Deus, sendo necessariamente primeiro Princípio, Causa universal, deve estar presente a tudo o que é, e deve mesmo estar mais presente nos seres do que eles em si mesmos, uma vez que eles não existem e não subsistem senão pelo efeito de um contínuo influxo do poder criador. </li></ul>
  50. 54. <ul><li>A imanência não deve ser então imaginada como uma espécie de mistura do Ser divino com as coisas criadas. </li></ul><ul><li>É necessário concebê-las como um modo de presença espiritual, irredutível às presenças corporais, e por isto mesmo infinitamente mais profunda e mais envolvente. </li></ul>
  51. 55. A imanência divina não deve fazer negligenciar a transcendência, quer dizer a absoluta independência de Deus em relação ao mundo, e o soberano domínio de Deus sobre todo o universo
  52. 56. Transcendência de Deus <ul><li>É então necessário preservar-se de representar a transcendência divina como uma exterioridade espacial e material, como se a absoluta distinção de Deus e do mundo implicasse numa justaposição do mundo e de Deus. </li></ul>
  53. 57. A imanência e a transcendência são dois aspectos igualmente inevitáveis de uma noção de Deus conforme ao que exigem a um tempo a experiência e a razão.

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