Filosofia Grécia

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Filosofia Grécia

  1. 1. A Filosofia na Grécia Antiga
  2. 2. O Mito x A Razão• Porque é que chove?• O que é o trovão?• De onde vem o relâmpago?• Por que razão crescem as ervas?• Por que razão existem os montes?• Por que razão tenho fome?• Por que razão morrem os meus semelhantes?• Porque é que cai a noite e a seguir vem o dia de novo?• O que são as estrelas?• Por que razão voam os pássaros?...
  3. 3. O Mito • As explicações míticas e religiosas foram antepassados da ciência moderna
  4. 4. Uma sociedade racionalizada• A Grécia entre os séculos VII e V a.C era uma sociedade justa, livre de preconceitos e democrata......?????? ERA?????• Na verdade democracia era um equilíbrio entre as diferentes camadas sociais
  5. 5. A escrita• Entre os gregos ela é de domínio comum  ideologicamente isso poderia significar que todos tinham acesso ao conhecimento, à ampla difusão das ideias• Não há sacerdotes que tenham monopólio de livros sagrados, por exemplo
  6. 6. A religião• É frágil  os deuses têm características humanas e pouco servem para inspirar um pensamento religioso
  7. 7. Mitos e deuses• Quando surgiu a ciência? – o que é a ciência? Ora, o termo "ciência“• a ciência da natureza é o estudo sistemático e racional, baseado em métodos adequados de prova, da natureza e do seu funcionamento.
  8. 8. Os Períodos Principais do Pensamento Grego• I. Período pré-socrático (séc. VII-V a.C.) - Problemas cosmológicos.• II. Período socrático (séc. IV a.C.) - Problemas metafísicos. Período Sistemático ou Antropológico: o período mais importante da história do pensamento grego (Sócrates,Platão, Aristóteles)• III. Período pós-socrático (séc. IV a.C. - VI p.C.) - Problemas morais. Período Ético• IV. Período Religioso: assim chamado pela importância dada à religião, para resolver o problema da vida, que a razão não resolve integralmente
  9. 9. Os Pré-Socráticos
  10. 10. Antes de Sócrates• Homero = Ilíada e Odisseia – narrativas épicas que mostravam as guerras entre gregos e outras cidades estados – Ilíada narra a guerra de Tróia (Ílion em grego) – Odisséia  narra as viagens de Ulisses
  11. 11. Péricles (c. 495/492 a.C.–429 a.C.)• Justiça é a realização palpável da atividade humana – O homem é responsável pelo seu destino – A vontade humana deve conter o desejo de ser bom
  12. 12. Pré Socráticos I• Século VI a.C.  Universo e com os fenômenos da natureza.  início do conhecimento científico.• Tales de Mileto  Todas as coisas estão cheias de deuses. O imã possui vida, pois atrai o ferro., Anaximandro e Heráclito.• Anaximandro de Mileto (611-547 A.C.) "Ápeiron“  princípio universal uma substância indefinida, o ápeiron (ilimitado)
  13. 13. Anaximandro (610 - 547 a.C.)• Há uma lei que governa o cosmos (kosmos) – Isso nos dá certeza e regularidade – O Universo se governa pelo equilíbrio das forças contrárias ( ódio/amor; quente/frio; justo/injusto)
  14. 14. Pré Socráticos II• Demócrito e Leucipo partem do eleatismo. – Acredita no movimento porque o pensamento é um movimento o movimento existe porque eu penso e o pensamento tem realidade.• Mas se há movimento deve haver um espaço vazio  – 1) o movimento espacial só pode ter lugar no vazio, pois o pleno não pode acolher em si nada que Ihe seja heterogêneo; 2)a rarefação e a condensação só se explicam pelo espaço vazio; – 3) o crescimento só se explica porque o alimento penetra nos interstícios do corpo; – 4) em um vaso cheio de cinza pode-se ainda derramar tanta água quanta se ele estivesse vazio, a cinza desaparece nos interstícios vazios da água. • os átomos.
  15. 15. Heráclito de Éfeso (aprox. 540 a.C. - 470 a.C.)• A todos os homens é compartilhado o conhecer-se a si mesmpo e pensar sensatamente• A lei serve à cidade: deve ser re´peitada e conservada para a manutenção da ordem
  16. 16. Demócrito (cerca de 460 a.C. - 370 a.C.)• Inimigo não é quem comete injustiça, mas o que quer cometê-la• Não por medo, mas por dever, evitai os erros
  17. 17. Pitágoras• Matemática, música – está associado ao teorema de Pitágoras da geometria – A escola pitagórica era profundamente mística; atribuía aos números e às suas relações um significado mítico e religioso. – Ciência e a religião estavam misturadas nos primeiros tempos. – Afinal, a sede de conhecimento que leva os seres humanos a fazer ciências, religiões, artes e filosofia é a mesma.
  18. 18. • Segundo o pitagorismo, a essência, o princípio essencial de que são compostas todas as coisas, é o número, ou seja, as relações matemáticas.• Da racional concepção de que tudo é regulado segundo relações numéricas, passa-se à visão fantástica de que o número seja a essência das coisas.
  19. 19. Teorema de Pitágoras
  20. 20. Cosmogonia
  21. 21. Período Clássico ou Período Socrático. • Sócrates  o funcionamento do Universo dentro de uma concepção científica. • Para ele, a verdade está ligada ao bem moral do ser humano. • Suas idéias foram conhecidas através dos diálogos de Platão.
  22. 22. • Os séculos V e IV a.C. na Grécia Antiga foram de grande desenvolvimento cultural e científico.• O sistema político democrático de Atenas proporcionou o desenvolvimento do pensamento.
  23. 23. Sócrates• "Ó homens, é muito sábio entre vós aquele que, igualmente a Sócrates, tenha admitido que sua sabedoria não possui valor algum".
  24. 24. Conhece-te a ti mesmo• Nasceu Sócrates em 470 ou 469 a.C., em Atenas, filho de Sofrônico, escultor, e de Fenáreta, parteira.
  25. 25. Ironia• Sócrates adotava sempre o diálogo  assumia humildemente a atitude de quem aprende e ia multiplicando as perguntas até colher o adversário presunçoso em evidente contradição e constrangê-lo à confissão humilhante de sua ignorância  ironia socrática.
  26. 26. Maiêutica• Num segundo caso, tratando-se de um discípulo multiplicava ainda as perguntas, dirigindo-as agora ao fim de obter, por indução dos casos particulares e concretos, um conceito, uma definição geral do objeto em questão. – A este processo pedagógico, maiêutica
  27. 27. • Leis  preceitos de obediência incontornável, instrumento de coesão social que visa à realização do Bem Comum• O foro interior e individual deveria submeter- se ao exterior em benefício da coletividade
  28. 28. Sofistas I (século IV a.C)• Protágoras  o mais célebre advogado da relatividade de valores – O que é bom para A pode ser mau para B – O que é Bom para A em certas circunstâncias pode ser mau para ele em outras – O que está na Lei é o que está dito pelo legislador, e esse é o começo, o meio e o fim de toda justiça.
  29. 29. Sofistas II• Houve um avanço significativo na importância da oratória, da argumentação• Se a lei é relativa, se ela se esvai com o tempo, se é modificada ou substituída por outra posterior, então com ela se encaminha também a justiça.
  30. 30. • "Protágoras obrigou-se a ensinar a lei a Euatlo, combinando com este um determinado preço que só seria pago quando o aluno vencesse o seu primeiro caso. Concluída a formação acordada, Euatlo absteve-se de acompanhar qualquer processo e o impaciente Protágoras demandou-o judicialmente para que lhe fosse pago o que entendia ser devido. Raciocinou assim: se ganhasse, Euatlo teria de pagar o valor acordado; se perdesse, então Euatlo teria ganho o seu primeiro caso e ficava obrigado a pagar nos termos do contrato. Mas não foi este o raciocínio de Euatlo: argumentava este que se Protágoras ganhasse ele não seria obrigado a qualquer pagamento, porque só a tal seria obrigado quando tivesse ganho o primeiro caso; caso Protágoras perdesse também não pagaria, porque o tribunal decidira que ele nada tinha a pagar. Qual dos dois teria razão?"
  31. 31. Os sofistas• Educação, cujo objetivo máximo seria a formação de um cidadão pleno, preparado para atuar politicamente para o crescimento da cidade.• Proposta pedagógica  os jovens e o mercado de trabalho, divisão das ciências em - retórica, filosofia - pensar e artes - manifestar suas qualidades artísticas.
  32. 32. • Protágoras de Abdera, dizia, "o homem é a medida de todas as coisas".• Em outras palavras: não existe verdade absoluta, mas tão somente opiniões relativas ao homem.
  33. 33. Platão (427-347 a.C.)
  34. 34. Platão• Nasceu em Atenas, em 428 ou 427 a.C.• Foi discípulo de Sócrates• Estudou também os maiores pré-socráticos. – Depois da morte do mestre, Platão retirou-se com outros socráticos para junto de Euclides, em Mégara.
  35. 35. • Platão foi discípulo de Sócrates e defendia que as idéias formavam o foco do conhecimento intelectual. – Transcendência – Recusava a realidade do mundo dos sentidos – Toda a mudança é apenas ilusão, reflexos pálidos de uma realidade supra-sensível que poderia ser verdadeiramente conhecida – Os pensadores teriam a função de entender o mundo da realidade, separando-o das aparências.
  36. 36. Corpo O modus vivendivirtuoso faz o homem obter o favor dos deuses
  37. 37. Ordem e Política• Necessária – para a realização da justiça – Para o convívio social• República (res –coisa; publica – de todos)• Politeia – a constituição é o instrumento da justiça• O estado ideal deve ser liderado por um filósofo
  38. 38. Tipos de Estado• Timocracia(de timé, que significa honra) é uma forma introduzida por Platão para designar a transição entre a constituição ideal e as três formas más tradicionais (oligarquia, democracia e tirania)• Oligarquia (do grego ολιγαρχία, de oligoi, poucos, e arche, governo) significa, literalmente, governo de poucos. No entanto, como• Aristocracia significa, também, governo de poucos - porém, os melhores -, tem-se, por oligarquia, o governo de poucos em benefício próprio, com amparo na riqueza pecuniária.
  39. 39. • Democracia é um regime de governo onde o poder de tomar importantes decisões políticas está com os cidadãos (povo), direta ou indiretamente, por meio de representantes eleitos• Monarquia é uma forma de governo em que um indivíduo governa como chefe de Estado, geralmente de maneira vitalícia ou até sua abdicação, e "é totalmente separado de todos os outros membros do Estado“• Tirania: É caracterizada pelas ameaças às liberdades individuais e coletivas. É representada por políticos que não tendo mais o poder de matar ou mesmo prender o opositor, preferem usar métodos substituindo como processos judiciais por calúnia e difamação, compra da imprensa e dos órgãos de informação.
  40. 40. Paidéia (Educação em Platão) O mito da Caverna
  41. 41. As ideias• O sistema metafísico de Platão  centraliza- se e culmina no mundo divino das idéias – Entre as idéias e a matéria estão o Deus e as almas, através de que desce das idéias à matéria aquilo de racionalidade que nesta matéria aparece. – O divino platônico é representado pelo mundo das idéias e especialmente pela idéia do Bem. O mundo ideal é provado pela necessidade de justificar os valores, o dever ser, de que este nosso mundo imperfeito participa e a que aspira.
  42. 42. O mundo• É a síntese  idéias X matéria.• Deus plasma o caos da matéria no modelo das idéias eternas, introduzindo no caos a alma, princípio de movimento e de ordem.• O mundo, pois, está entre o ser (idéia) e o não-ser (matéria)
  43. 43. Aristóteles• Filho de Nicômaco, médico de Amintas, rei da Macedônia, nasceu em Estagira, colônia grega da Trácia, no litoral setentrional do mar Egeu, em 384 a.C.• Aristóteles que desenvolveu os estudos de Platão e Sócrates, foi também quem desenvolveu a lógica dedutiva clássica, como forma de chegar ao conhecimento científico, e também partir sempre dos conceitos gerais para os específicos. – Imanência – Lógica dedutiva – Conhecimento humano, método – O universal inferia-se do particular. – Para se chegar ao conhecimento, nos devíamos virar para a única realidade existente, aquela que os sentidos nos apresentavam.
  44. 44. • A imanência é um conceito religioso e metafísico que defende a existência de um ser supremo e divino (ou força) dentro do mundo físico
  45. 45. Aristóteles (384-322 a.C.)
  46. 46. A Lei
  47. 47. • As coisas têm preço, as pessoas têm dignidade.• A dignidade não tem preço, vale para todos quantos participam do humano. Estamos, todavia, em perigo quando alguém se arroga o direito de tomar o que pertence à dignidade da pessoa humana como um seu valor (valor de quem se arrogue a tanto). É que, então, o valor do humano assume forma na substância e medida de quem o afirme e o pretende impor na qualidade e quantidade em que o mensure.• http://www.stf.jus.br/portal/constituicao/constituicao.asp
  48. 48. JUSTO POLÍTICO X JUSTO FAMILIAR Família  pai senhor POLIS ISONOMIA Filho: regime Escravo: monárquico regime tirânico
  49. 49. Família• Mulheres e escravos não se aplica a justiça pública  para eles não vige a lei• As mulheres cuidam da organização do lar, da educação das crianças, gerencia os negócio familiares, cuidam da subsistência dos filhos e da família  gérmen da vida política
  50. 50. O justo legal deve ser construído com base no justo natural
  51. 51. A Metafísica• "a ciência do ser como ser, ou dos princípios e das causas do ser e de seus atributos essenciais"

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