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Didática e Metodologia no Ensino Superior
 

Didática e Metodologia no Ensino Superior

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Aula de Metodologia e Didática no ensino superior para alunos do curso de pós-graduação

Aula de Metodologia e Didática no ensino superior para alunos do curso de pós-graduação

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  • Quero parabenizar a organização que postou este rico material sobre a educação superior no Brasil.Ótimo conteúdo.
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  • Ah, se todos partilhassem informações com essa qualidade e boa vontade...eu plagiaria Milton, 'sei que nada será como antes'...
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  • Profa Luci, gostei muito do material, também me ajudou muito. Obrigado por compartilhar.
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    Didática e Metodologia no Ensino Superior Didática e Metodologia no Ensino Superior Presentation Transcript

    • METODOLOGIA DO ENSINO SUPERIOR Profa. Dra. Luci Bonini
    • Objetivos
      • OBJETIVO GERAL
        • Analisar criticamente as principais contribuições da didática para atuação do professor universitário;
      • OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
        • Analisar criticamente as políticas públicas para o ensino superior no Brasil;
        • Propor alternativas para uma prática pedagógica transformadora; 
        • Repensar a função docente em face das demais funções da universidade de hoje
        • Promover a discussão de pressupostos didáticos e pedagógicos que orientam o ensino e a aprendizagem, relativos ao ensino superior, possibilitando aos profissionais um conhecimento teórico e prático das questões que envolvem a atividade de ensino, além do desenvolvimento de novas competências necessárias ao novo cenário que o professor enfrentará.
    • Ementa
      • História das universidades no Brasil e no mundo. Políticas públicas para o ensino superior no Brasil. Educação e cognição. Tecnologias e Práticas do ensino. Educação a distância. Competências de liderança e administração de conflitos em sala de aula.
    • CONTEÚDO PROGRAMÁTICO I
      • UNIDADE I – Universidade e políticas públicas educacionais
        • Breve panorama do surgimento das universidades no mundo
        • Breve panorama do surgimento das universidades no Brasil
        • Políticas públicas para a educação superior no Brasil pós LDB
        • Avaliação no Ensino Superior no Brasil: instrumentos e ações públicas da avaliação do ensino superior no Brasil
    • CONTEÚDO PROGRAMÁTICO II
      • UNIDADE II – Educação e cognição
        • Educação e cognição no ensino superior
        • Inteligências múltiplas
        • Metacognição e avaliação no ensino superior
        • Práticas de ensino no ensino superior
    • CONTEÚDO PROGRAMÁTICO III
      • UNIDADE III – Tecnologias de informação e comunicação no ensino superior
        • As TIC’s na educação superior brasileira
        • O professor diante das novas tecnologias educacionais
        • Revolução digital e professor na sala de aula
        • Educação a distância
      • UNIDADE IV - Competências de liderança e administração de conflitos em sala de aula
        • Liderança e competências para ensinar
        • Administração de conflitos em sala de aula: estudos de caso
    • METODOLOGIA DE ENSINO
      • As aulas serão expositivas dialogadas com apresentação de painéis, debates com material complementar nos sites: http://lucibonini.blogspot.com e http://slideshare.net/lucibonini
    • AVALIAÇÃO
      • Port folio:
        • Artigos e capítulos de livros (pode ser substituído por um blog que o aluno já tenha)
      • Seminários:
        • Escolha de um tema para discutir com a sala
      • Trabalho final
        • 3 artigos científicos sobre marketing e comunicação: resenha crítica
    • BIBLIOGRAFIA
      • ABDALLA, M. F. B. O Senso Prático de Ser e Estar na Profissão . São Paulo: Ed. Cortez, 2006
      • ABREU, Maria Célia de; MASETTO, Marcos Tarciso. O professor universitário em aula: prática e princípios teóricos. 7º.ed. São Paulo : MG Ed. Associados, 1989.
      • CARVALHO, Maria Lúcia M. A formação do professor do ensino superior . 2 ed. atual. São Paulo: Thomson, 2000.
      • CASTRO, Amélia Domingues de; CARVALHO, Anna Maria Pessoa de (orgs.) Ensinar a ensinar. São Paulo: Pioneira/Thomson Learning, 2001.
      • GODOY, Arilda Schmidt. Didática para o ensino superior . São Paulo : Iglu, l988.
      • LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 2003.
      • LILIANA TOLCHINSKY E COLS. Processos de Aprendizagem e Formação Docente . 1ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2004.
      • MASETTO, Marcos Tarciso (org.). Docência na universidade . Campinas, SP: Papirus, 1998.
      • MOREIRA, Daniel Augusto (org .) Didática do ensino superior: técnicas e tendências . São Paulo: Pioneira, 1997.
      • PERRENOUD, PHILIPPE. A Prática Reflexiva no Ofício de Professor . 1ª edição. Porto Alegre: Artmed, 2002.
      • PIMENTA, Selma Garrido ; ANASTASLOU, Léa das Graças. Docência no Ensino Superior . 1.ed. São Paulo: Cortez,  2002.
      • PARRA, Nélio. Caminhos do ensino . São Paulo: Thomson, 2002. 108 p
      • POZO, Juan Ignacio . Aprendizes e mestres: a nova cultura da aprendizagem . Porto Alegre: Artmed, 2002.
      • ZABALZA, Miguel A. O ensino universitário: seu cenário e seus protagonistas . Trad. Ernani Rosa, Porto Alegre: Artmed, 2004 .
    • História da Universidade
      • A universidade é uma instituição européia; na verdade, ela é a instituição européia por excelência
      • [...] É, além disso, a única instituição européia que preservou os seus padrões fundamentais, o seu papel social e as suas funções básicas ao longo da história...
      • Nenhuma outra instituição européia se expandiu pelo mundo inteiro nos mesmos moldes em que o fez a universidade na sua forma tradicional.
      • Os graus conferidos — os de bacharel, de licenciado, de mestre e de doutor—foram adotados pelas mais diversas sociedades de todo o mundo.
      • A universidade, enquanto instituição social, vem relacionado-se desde sua criação com a sociedade instituinte através da mediação dos poderes religiosos, políticos e econômicos.
      • Esses poderes, enquanto pretensos porta-vozes ou tradutores das demandas/necessidades, expectativas da sociedade elaboraram e desenvolveram diversas estratégias de controle, às vezes denominadas de avaliação, no intuito de subordinar a seus interesses, em tese da sociedade, os rumos das instituições de ensino superior.
    • Universidade de Coimbra: Biblioteca
    • De onde vem o nome.....
      • A expressão universitas, aliás, é utilizada
      • nesta época com o exclusivo significado de
      • corporação:—A Universidade não é ainda, como
      • há-de ser mais tarde, o conjunto das escolas superiores
      • — a universitas facultatum — é simplesmente
      • a corporação
    • Universidade do Porto
      • Nas primeiras escolas medievais, o direito de atribuir a licentia docendi (autorização para leccionar) pertencia ao scholasticus, ou magister scholarum
      • Nas escolas das catedrais pertencia ao chanceler do cabido, que estava encarregado do scriptorium, ou gabinete de escrita, do bispo ou arcebispo.
      • No decurso do século XIII tornou-se prática corrente o chanceler superintender também nas escolas universitárias, que estavam sob jurisdição episcopal. Ainda em 1212-1213, [...]
      • Uma segunda exigência da universidade enquanto corporação foi o direito de redigir estatutos que regulassem a organização interna do studium.
      • Em consequência, a universidade precisava de funcionários para a gestão do studium e para as negociações com o mundo exterior
    • Universidade de Oxford
      • A história das universidades é a história espiritual das nações. A França medieval é a Sorbonne, cujo enfraquecimento coincide com a fundação renascentista do Collège de France, e cujo prolongamento moderno é a Ecole Normale Supérieure. A Inglaterra, mais conservadora, é sempre Oxford e Cambridge.
      • A Alemanha luterana é Wittemberg e Iena; a Alemanha moderna é Bonn e Berlim. As velhas universidades são de utilidade muito reduzida. Elas não fornecem homens práticos; formam o tipo ideal da nação: o lettré , o gentleman , o Gebildeter . Elas formam os homens que substituem, nos tempos modernos, o clero das universidades medievais. Elas formam os clercs . (Otto Maria Carpeaux)
      • “ mal libertou-se da supervisão da Igreja, a universidade caiu sob o controle do Estado. A primeira exercia um controle mais distante e doutrinário, o segundo, um poder mais próximo e político”.
      • (Renaut, apud Ana Lúcia G. de Freitas Borghi e Jean Vincent M. Guhur)
    • História das universidades Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro
    • Conheça a história das universidades no Brasil desde o período colonial  
      • POR Michèlle Canes (Agência Brasil – 2005)
      • Brasil, colônia portuguesa  acesso ao ensino superior, a burguesia os mandava para a Europa, na maioria das vezes com destino à Coimbra.
      • Essa possibilidade de poder mandar os filhos para estudar na Europa criou, de início, uma resistência à criação de um projeto de ensino no país.
      • Depois da transferência da corte de Portugal para o Brasil, algumas escolas superiores foram criadas no Rio de Janeiro e na Bahia.
      • Durante o processo de separação da Metrópole, vários projetos de criação de universidades foram apresentados e abortados.
      • Somente em 1915, já na República, o governo reuniu escolas politécnicas, faculdades de direito e de medicina da então capital brasileira na Universidade do Rio de Janeiro, considerada a primeira instituição de ensino superior do País.
      • Em 1961 foi criada a Universidade de Brasília.
      • Darcy Ribeiro, então parte do governo, retoma a idéia de universidade com a convicção de que ensino superior requer instituições integradas, orgânicas e atuantes, onde a cultura científica é traço fundamental, integrando-se à profissionalização.
      • Seu projeto, entretanto, foi interrompido no período do golpe militar de 1964.
      • "Do golpe em diante, a data relevante é 1968, com a lei de Reforma Universitária. Até lá, o que houve foram medidas de intimidação. Foi uma lei abrangente, dizia qual ensino as universidades teriam e que teriam que ter uma estrutura. As universidades tiveram que se ajustar", conta o pesquisador Edson Nunes, do Observatório Universitário da Universidade Candido Mendes.
    • Universidade de Petrópolis
      • "Do golpe em diante, a data relevante é 1968, com a lei de Reforma Universitária. Até lá, o que houve foram medidas de intimidação. Foi uma lei abrangente, dizia qual ensino as universidades teriam e que teriam que ter uma estrutura. As universidades tiveram que se ajustar", conta o pesquisador Edson Nunes, do Observatório Universitário da Universidade Candido Mendes.
        • Após o AI-5 houve uma política de crédito, trazendo alguns modelos de estrutura e forma, mas o conteúdo foi pouco desenvolvido. Nunes diz que, depois da reforma, a próxima lei importante foi a de Diretrizes e Bases, em 1996, já no governo de Fernando Henrique Cardoso.
      • " A situação das universidades tem se deteriorado nos últimos anos porque houve uma reforma silenciosa nos anos do governo FHC, década de 1990, na qual a provocação pública foi desmobilizada. Isso em vários sentidos. O primeiro fato mais flagrante e evidente é de que a percentagem de vagas oferecidas pelas universidades públicas se inverteu em relação às privadas, ou seja, o pólo de expansão do ensino universitário brasileiro passou a ser a rede privada", diz Musse.
      • Atualmente, no grande número de instituições do ensino superior que existem - com curso único na maioria delas –, o corpo docente é predominantemente de tempo parcial e tem outros encargos. Na sua maioria vai à universidade somente para dar aula e o contato entre professor e aluno limita-se, quase sempre, ao encontro em sala de aula.
      • De acordo com o Ministério da Educação, cerca de 70% das vagas existentes são de instituições privadas e apenas 30% estão nas universidades públicas. Diante desses números, o atual governo propôs em um anteprojeto, uma reforma no ensino superior que prevê a reestruturação das universidades públicas e um controle do crescimento e qualidade das privadas.
    • Docência no ensino Superior Pimenta, Selma Garrido & Anastasiou, Léa das Graças Camargos, Ed. Cortez, 2a. Ed. São Paulo. SP. 2005
      • Com sua Didática Magna, Comênio pretende que a didática seja um
        • pro cesso seguro e excelente de instituir, em todas as comunidades de qualquer Reino cristão, cidades, aldeias, escolas tais que toda a juventude de um e de outro sexo, sem excetuar ninguém em parte alguma, possa ser formada nos estudos, educada nos bons costumes, impregnada de piedade, e, desta maneira, possa ser, nos anos da puberdade, instruída em tudo o que diz respeito à vida presente e à futura, com economia de tempo e de fadiga, com agrado e com solidez (Comênio, 1985, p.43 destaques nossos) (p. 43)
      • Com Rousseau, temos lançadas as bases da “Escola Nova”, movimento que propôs alteração significativa nos métodos de ensinar baseados na atividade do aprendiz.
      • Formulado com base nas contribuições do francês Pestalozzi (1749 – 1827), do alemão Kerschensteiner (1854 – 1932) e do francês Decroly (1871 – 1932), autores europeus cujas idéias conviviam com a época em que a criança passava a ser valorizada no bojo do desenvolvimento industrial e da expansão da escolaridade pública, considerada esta como direito e, ao mesmo tempo, requisito para a formação da mão-de-obra do nascente capitalismo.
      • Esse movimento expande-se com as concepções da médica italiana Maria Montessori, (1870 – 1952) e do filósofo americano John Dewey (1859 – 1952), que teve por discípulo Anísio Teixeira (1900 – 1972), principal responsável pela formulação e expansão desse movimento no Brasil. (p. 44)
      • Amplamente desenvolvido na primeira metade do século XX, o movimento escolanovista enfatiza o aprendiz como agente ativo da aprendizagem e a valorização dos métodos que respeitassem a natureza da criança, que a motivassem, que a estimulassem a aprender. (p. 45)
      • (...) essa “naturalização” do ensino e a valorização do método único de ensinar acabaram por consolidar a didática como uma forma de exclusão social. (págs. 45 e 46)
      • Na vertente escolanovista, que tem suas raízes assentadas na psicologia experimental (empirismo), a finalidade da educação está contida nas leis do desenvolvimento biológico da criança, e por isso ela deve ser realizada com objetividade científica. (p. 46)
      • (...) no Brasil, no período entre 1996 e 2000, constata que essa nova compreensão do ensino como fenômeno complexo vem direcionando as necessidades de investigação e as abordagens metodológicas na perspectiva denominada epistemologia da prática, que investiga o ensino em situação.
      • Essa vertente é denominada pedagogia renovada (cf. Libâneo, 1991; Pimenta, 2001) (p. 49)
    • A UNIVERSIDADE NO BRASIL
      • Modelo jesuítico
        • As primeiras instituições escolares implantadas no Brasil foram organizadas nos moldes das demais escolas jesuíticas dos vários países, que iniciaram o trabalho de escolarização num contexto em que o cristianismo visava “poder manter-se, propagar sua doutrina e assegurar o exercício do culto” (Ullmann, 1994, p. 35). Nelas havia um programa básico de estudos, composto pelo Trivium , que abrangia a Gramática, a Retórica e a didática, e o Quadrivium , que abrangia a Aritmética, a Geometria, a Astronomia e a Música. (págs. 144 e 45)
        • Os jesuítas tomaram como referência o modelo escolástico e o modus parisiensis, como era chamado o método em vigor na universidade de Paris, local onde Inácio de Loyola e os demais jesuítas realizaram seus estudos.
        • Inácio de Loyola foi o fundador da Companhia de Jesus, ordem dos jesuítas que realizou o início do processo de escolarização no Brasil e que aqui permaneceu até sua expulsão pelo Marquês de Pombal, no século XVIII. (p. 145)
        • Fundamentais para estes dois modelos: a lectio , que consistia na leitura do texto e na sua interpretação pelo professor, com a análise de palavras, o destaque de idéias e a sua comparação com outros autores; e a questio , que consistia nas perguntas do professor aos alunos e destes ao mestre (cf. Ullmann e Bohnen, 1994, p. 37) e aos alunos, durante as aulas, cabia realizar as reportationes, ou seja, anotações para serem memorizadas em exercícios (...) (p. 145)
        • O documento Ratio Studiorum, que representava determinado momento histórico, com outros valores, problemas e desafios, como era o caso da escola jesuítica. (p. 147).
    • Legislação
      • As diretrizes contidas na Lei 5.540/68, referentes ao ensino superior, em vigor durante todo o período do governo da ditadura militar, vigoraram até 1996, quando, após inúmeras discussões, foi votada em 20 de dezembro a atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de número 9.364/96.
      • Nela, a docência no ensino superior será preparada (e não formada) preferencialmente nos programas de pó-graduação stricto sensu .. (p. 153)
    • Lei nº 9394
      • Mudanças introduzidas no sistema nacional de ensino pela Lei nº 9394, de 20 de dezembro de 1996, Lei de Diretrizes e bases da Educação Nacional (LDB). Essa lei aplica ao campo da educação os dispositivos constitucionais, construindo, assim, a referência fundamental da organização do sistema educacional do país. (p. 11)
      • A atual conformação legal (LDB 9.394/96) admite uma variedade de tipos de instituições de ensino superior:
        • UNIVERSIDADE, que se caracteriza por autonomia didática, administrativa e financeira, por desenvolver ensino, extensão e pesquisa e, portanto, contar com número expressivo de mestres e doutores.
        • CENTRO UNIVERSITÁRIO, que se caracteriza por atuar em uma ou mais áreas, com autonomia para abrir e fechar cursos e vagas de graduação e ensino de excelência.
        • FACULDADES INTEGRADAS, que reúnem instituições de diferentes áreas do conhecimento e oferecem ensino e, às vezes, extensão e pesquisa.
        • INSTITUTOS OU ESCOLAS SUPERIORES, que atuam em área específica do conhecimento e podem ou não fazer pesquisa, além do ensino, mas dependem do Conselho Nacional de Educação para criação de novos cursos.
      • Conforme a instituição a que o professor se vincule, um tipo específico de produção será exigido dele: docência, atividades de extensão e pesquisa, sendo a docência a atividade comum a todas as instituições que compõem o ensino superior. (p. 141)
    • LEI Nº 10.436, DE 24 DE ABRIL  DE 2002.
      • Dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais - Libras e dá outras providências.
      • Art. 1 o É reconhecida como meio legal de comunicação e expressão a Língua Brasileira de Sinais - Libras e outros recursos de expressão a ela associados.
      • Parágrafo único. Entende-se como Língua Brasileira de Sinais - Libras a forma de comunicação e expressão, em que o sistema lingüístico de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria, constituem um sistema lingüístico de transmissão de idéias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil.
      • Art. 2 o Deve ser garantido, por parte do poder público em geral e empresas concessionárias de serviços públicos, formas institucionalizadas de apoiar o uso e difusão da Língua Brasileira de Sinais - Libras como meio de comunicação objetiva e de utilização corrente das comunidades surdas do Brasil.
      • Art. 3 o As instituições públicas e empresas concessionárias de serviços públicos de assistência à saúde devem garantir atendimento e tratamento adequado aos portadores de deficiência auditiva, de acordo com as normas legais em vigor.
      • Art. 4 o O sistema educacional federal e os sistemas educacionais estaduais, municipais e do Distrito Federal devem garantir a inclusão nos cursos de formação de Educação Especial, de Fonoaudiologia e de Magistério, em seus níveis médio e superior, do ensino da Língua Brasileira de Sinais - Libras, como parte integrante dos Parâmetros Curriculares Nacionais - PCNs, conforme legislação vigente.
      • Parágrafo único. A Língua Brasileira de Sinais - Libras não poderá substituir a modalidade escrita da língua portuguesa.
      • Art. 5 o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
      • Brasília, 24 de abril de 2002; 181 o da Independência e 114 o da República.
    • LEI No 10.098, DE 19 DE DEZEMBRO DE 2000.
      • Estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras providências.
      • Art. 1o Esta Lei estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, mediante a supressão de barreiras e de obstáculos nas vias e espaços públicos, no mobiliário urbano, na construção e reforma de edifícios e nos meios de transporte e de comunicação.
      • Art. 2o Para os fins desta Lei são estabelecidas as seguintes definições:
      • I – acessibilidade: possibilidade e condição de alcance para utilização, com segurança e autonomia, dos espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das edificações, dos transportes e dos sistemas e meios de comunicação, por pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida;
      • II – barreiras: qualquer entrave ou obstáculo que limite ou impeça o acesso, a liberdade de movimento e a circulação com segurança das pessoas, classificadas em:
        • a) barreiras arquitetônicas urbanísticas: as existentes nas vias públicas e nos espaços de uso público;
        • b) barreiras arquitetônicas na edificação: as existentes no interior dos edifícios públicos e privados;
        • c) barreiras arquitetônicas nos transportes: as existentes nos meios de transportes;
        • d) barreiras nas comunicações: qualquer entrave ou obstáculo que dificulte ou impossibilite a expressão ou o recebimento de mensagens por intermédio dos meios ou sistemas de comunicação, sejam ou não de massa;
      • III – pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida: a que temporária ou permanentemente tem limitada sua capacidade de relacionar-se com o meio e de utilizá-lo;
      • IV – elemento da urbanização: qualquer componente das obras de urbanização, tais como os referentes a pavimentação, saneamento, encanamentos para esgotos, distribuição de energia elétrica, iluminação pública, abastecimento e distribuição de água, paisagismo e os que materializam as indicações do planejamento urbanístico;
      • V – mobiliário urbano: o conjunto de objetos existentes nas vias e espaços públicos, superpostos ou adicionados aos elementos da urbanização ou da edificação, de forma que sua modificação ou traslado não provoque alterações substanciais nestes elementos, tais como semáforos, postes de sinalização e similares, cabines telefônicas, fontes públicas, lixeiras, toldos, marquises, quiosques e quaisquer outros de natureza análoga;
      • VI – ajuda técnica: qualquer elemento que facilite a autonomia pessoal ou possibilite o acesso e o uso de meio físico.
    • AVALIÇÃO DAS IES
      • A auto-avaliação institucional, realizada de forma permanente e com resultados a serem apresentados a cada três anos;
      • A avaliação institucional externa, realizada in loco por uma comissão de avaliadores;
      • A avaliação das condições de ensino (ACE), aplicada aos cursos nos casos em que a comissão de avaliação julgar necessária uma verificação;
      • Processo de Avaliação Integrada do Desenvolvimento Educacional e da Inovação da Área (ENADE), que terá uma prova aplicada aos alunos, por amostragem, no meio e no final do curso em quatro grandes áreas: ciências humanas, exatas, tecnológicas e biológicas e da saúde.
    • O ProUni
      • Programa Universidade para Todos tem como finalidade a concessão de bolsas de estudo integrais e parciais em cursos de graduação e seqüenciais de formação específica, em instituições privadas de educação superior.
      • Criado pelo Governo Federal em 2004 e institucionalizado pela Lei nº 11.096, em 13 de janeiro de 2005, oferece, em contrapartida, isenção de alguns tributos àquelas instituições de ensino que aderem ao Programa.
      • Dirigido aos estudantes egressos do ensino médio da rede pública ou da rede particular na condição de bolsistas integrais, com renda per capita familiar máxima de três salários mínimos, o ProUni conta com um sistema de seleção informatizado e impessoal, que confere transparência e segurança ao processo.
      • Os candidatos são selecionados pelas notas obtidas no ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio conjugando-se, desse modo, inclusão à qualidade e mérito dos estudantes com melhores desempenhos acadêmicos.  
    • O Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior - FIES
      • É um programa do Ministério da Educação - MEC destinado a financiar a graduação no Ensino Superior de estudantes que não têm condições de arcar integralmente com os custos de sua formação.
      • Para candidatar-se ao FIES, os alunos devem estar regularmente matriculados em instituições não gratuitas, cadastradas no Programa e com avaliação positiva nos processos conduzidos pelo MEC.
      • Todas as operações do processo seletivo, iniciando-se pela adesão das instituições de ensino, passando pela inscrição dos estudantes e divulgação dos resultados e entrevistas, são realizados pela Internet.
      • Os critérios de seleção, impessoais e objetivos que tem como premissa atender aos estudantes com efetividade, destinando e distribuindo os recursos de forma justa e impessoal, garantindo a prioridade no atendimento aos estudantes de situação econômica menos privilegiada.
    • UNIAFRO
      • O Ministério da Educação, publicou a Resolução/CD/FNDE nº 14 de 28 Abril de 2008, estabelece critérios para a assistência financeira com o objetivo de fomentar ações voltadas à formação inicial e continuada de professores da educação básica e a elaboração de material didático específico no âmbito do Programa de Ações Afirmativas para a População Negra nas Instituições Federais e Estaduais de Educação Superior – UNIAFRO.
    • PROGRAMA INCLUIR
      • O Edital nº 04/2008
      • Convoca as Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) a apresentarem propostas de criação, reestruturação e consolidação de Núcleos de Acessibilidade na Instituição que atuarão na implementação da acessibilidade às pessoas com deficiência em todos os espaços, ambientes, materiais, ações e processos desenvolvidos na instituição, buscando integrar e articular as demais atividades da instituição para a inclusão educacional e social das pessoas com deficiência, no âmbito do Programa de Acessibilidade na Educação Superior - INCLUIR, promovendo, inclusive, o cumprimento disposto no Decreto nº 5.296/2004, nas Portarias MEC e nº 5.626/2005, e no referido Edital.
      • De acordo com o Ministério da Educação, cerca de 70% das vagas existentes são de instituições privadas e apenas 30% estão nas universidades públicas. Diante desses números, o atual governo propôs em um anteprojeto, uma reforma no ensino superior que prevê a reestruturação das universidades públicas e um controle do crescimento e qualidade das privadas.