Trabalhando Ciências da Natureza nos Anos Iniciais

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Trabalho desenvolvido pela professora Roseléia Prestes no Encontro de Formação Continuada "Alfabetização e Letramento para Educadores do Campo"

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Trabalhando Ciências da Natureza nos Anos Iniciais

  1. 1. PROGRESSÃO CONTINUADA NA ALFABETIZAÇÃO DOS ALUNOS DO 1º AO 3º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL TRABALHANDO AS CIÊNCIAS DA NATUREZA NOS ANOS INICIAIS Roseléia Prestes
  2. 2. Proposta de trabalho O que é ciência? Contexto histórico. O letramento e o ensino de Ciências. PCN Situação de aprendizagem
  3. 3. O que é Ciência? Subtstantivo feminino. Ciência [Do lat. scientia.] Conhecimento. Conjunto organizado de conhecimentos relativos a um determinado objeto, especialmente os obtidos mediante a observação, a experiência dos fatos e um método próprio. Informação, conhecimento, notícia. Ciências naturais. Aquelas (como a biologia, a botânica, a zoologia, etc.) que têm como objeto o estudo da natureza.
  4. 4. CIÊNCIANO CONTEXTO HISTÓRICO....
  5. 5. O ENSINO DE CIÊNCIAS NO CONTEXTO HISTÓRICOLegislação Década de 50 – lançamento do primeiro satélite artificial. LDB 4.024 de 21 de dezembro de 1961 Ampliou o ensino de Ciências para todas as séries ginasiais. Educação tradicional, descontextualizados. O trabalho do professor concentrava-se na transmissão de informações, resumindo-se simplesmente à apresentação, por meio de aulas expositivas, do conteúdo previamente selecionado. Procurava-se mostrar aos alunos os elementos mais importantes para a compreensão do assunto tratado.
  6. 6.  Transformações políticas que ocorreram no Brasil. LDB Educação nº 5.692 de 1971 O ensino de Ciências foi integrado às oito séries do primeiro grau; Desenvolvimento do ensino tecnicista; Ensino “universal e compulsoriamente profissional(izante)”, com o objetivo de formar técnicos e auxiliares técnicos, de acordo com a necessidade do mercado de trabalho (ANÍSIO TEIXEIRA, 1997, p. 24).
  7. 7.  O ensino de Ciências seguiria, assim, as etapas de método científico tradicional, indução. Método científico – Francis Bacon “ Fenômenos físicos poderiam ser estudados sem a interferência do observador” (BORGES. 1996). Década de 80 – problemas ambientais. - Enfoque, caráter interdisciplinar. - Neste período, a atenção voltou-se para a participação do aluno no processo de construção do conhecimento científico.
  8. 8.  O ensino de Ciências não é mais considerado neutro e passa a ser uma atividade de construção social e histórica. Surgem novas tendências pedagógicas que privilegiavam a participação ativa do aluno, numa dinâmica metodológica desafiadora que difere das outras pela ênfase que atribui aos conteúdos. O ensino de Ciências não é mais considerado neutro e passa a ser uma atividade de construção social e histórica.
  9. 9.  LDB 9394 de 1996 - O ensino de Ciências: desenvolvimento da autonomia e à formação crítica do educando. - O conhecimento passou a ser entendido como algo a se adquirir por meio de situações que envolvam o aluno como sujeito construtor do seu conhecimento e não mais como um receptor. - LDB tornam explícita a necessidade de mudar profundamente as propostas curriculares desse ensino escolar.
  10. 10.  PCNs (1997, p. 21) - O ensino de Ciências tem como objetivo: “colaborar para a compreensão do mundo e suas transformações; - Ensino de Ciências numa visão contextualizada; - Educação voltada para a pesquisa; -Construção de conceitos;
  11. 11. Ensino de Ciências nos anos iniciaisO conhecimento científico proporcionado nas anos iniciais, não pode se resumir à apresentação de conceitos científicos, em geral fora da realidade e da compreensão dos alunos, esses conceitos precisam ser construídos gradativamente.
  12. 12. Letramento e o ensino de Ciências- Para Magda Soares (1998), o termo alfabetização tem sidoempregado com o sentido mais restritivo de ação de ensinara ler e a escrever; o termo letramento refere-se ao "estadoou condição de quem não apenas sabe ler e escrever, mascultiva e exerce práticas sociais que usam a escrita" (p. 47).-Letramento exige prática social;- Contextualização do conhecimento;
  13. 13. • Shamos (1995) considera que um cidadão letrado não apenas sabe ler o vocabulário científico, mas é capaz de conversar, discutir, ler e escrever coerentemente em um contexto não técnico, mas de forma significativa.
  14. 14. De que forma trabalhar o letramento científico?• É possível desenvolver a área de forma muito dinâmica, orientando o trabalho escolar para o conhecimento sobre:• Fenômenos da natureza, incluindo o ser humano e as tecnologias mais próximas e mais distantes, no espaço e no tempo.• Estabelecer relações entre o que é conhecido e as novas idéias, entre o comum e o diferente, entre o particular e o geral, definir contrapontos entre os muitos elementos no universo de conhecimentos são processos essenciais à estruturação do pensamento, particularmente do pensamento científico.• A história das Ciências também é fonte importante de conhecimentos na área
  15. 15.  Ao professor cabe selecionar, organizar e problematizar conteúdos de modo a promover um avanço no desenvolvimento intelectual do aluno, na sua construção como ser social. Situações que possam provocar a mudança conceitual, que proporcionem a reconstrução do conhecimento.
  16. 16. A inserção da História da Ciência no ambiente escolar• Conhecimentos históricos, científicos e filosóficos , evitando o ensino pautado na neutralidade científica.• As “Histórias em Quadrinhos” possuem potencialidade pedagógica e podem dar suporte a novas modalidades educativas, podendo ser utilizadas em todas as disciplinas.• A utilização desse mecanismo em sala de aula deve ser um ponto de reflexão àqueles que se dispõe a ensinar.
  17. 17. • A escolha das HQ´s de Mauricio de Sousa deve-se ao fato de que: abordagem de temáticas da área das Ciências Naturais como também nos eixos temáticos propostos pelos PCN.• Os PCN são enfáticos ao afirmar que: A dimensão histórica pode ser introduzida nas séries iniciais na forma de história dos ambientes e das invenções. Também é possível o professor conversar sobre a história das ideias científicas, conteúdo que passa a ser abordado com mais profundidade nas séries finais do Ensino Fundamental. (BRASIL, 1997, p.32)
  18. 18. Questões de pré-leitura• 1. O título da história é: “Foi assim” mostra um homem deitado embaixo de uma árvore. Sobre o que vocês acham que vai se tratar?• 2. Quem aqui já ouviu falar de Isaac Newton? O que será que acontece depois que uma maçã cai na cabeça dele?• 3. A história é de Magali, mas ela não aparece na primeira página, só um homem e algumas maçãs.• Quem conhece Magali sabe que ela é bem gulosa. Em uma história da Magali, que tem algum tipo de alimento, o que será que vai acontecer?
  19. 19. Questões de pós-leituraSuas hipóteses foram confirmadas?2. O título da história é: “Foi assim”. Será que foi assim que Newton “descobriu” a Lei da Gravidade?3. Pelo figurino da história, esse fato aconteceu há muito ou pouco tempo? Por quê?4. Que relações podemos estabelecer entre a lei da Gravidade e o ditado popular pronunciado por Magali?5. Como será que o conhecimento sobre a gravidade chegou até nós?6. Você acha que Isaac Newton era um gênio e, do nada, formulou uma Lei apenas com a queda de uma maçã? Por quê?7. Isaac Newton disse certa vez essa frase: “Se enxerguei mais longe, foi porque me apoiei sobre os ombros de gigantes”. O que será que ele quis dizer com isso?
  20. 20. Contribuições Esse fato coopera para que o educando tenha mais criticidade ao observar leis e teorias científicas, pois perceberá que esses conhecimentos não são provenientes de “gênios”, mas de pessoas que buscavam saber mais sobre os fenômenos naturais, apesar de o que ser difundido no senso comum apontar para a genialidade de Newton.• Caberá ao professor trazer os saberes aceitos atualmente pela comunidade científica e instigar o educando a buscar a resposta.• Para que isso aconteça, faz-se necessário que o estudante tenha dúvidas, pois “para o espírito científico, todo conhecimento é reposta a uma pergunta.
  21. 21.  Sabe-se também que nem sempre todos os alunos de uma classe têm ideias prévias acerca de um objeto de estudo. Isso não significa que tal objeto não deva ser estudado. Significa, sim, que a intervenção do professor será a de apresentar ideias gerais a partir das quais o processo de investigação sobre o objeto possa se estabelecer.
  22. 22.  O ensino de Ciências não se resume à apresentação de definições científicas, em geral fora do alcance da compreensão dos alunos. Definições são o ponto de chegada do processo de ensino, aquilo que se pretende que o aluno compreenda ao longo de suas investigações, da mesma forma que conceitos, procedimentos e atitudes também são aprendidos. Em Ciências Naturais são procedimentos fundamentais aqueles que permitem a investigação, a comunicação e o debate de fatos e idéias.
  23. 23.  A observação, A experimentação, A comparação, O estabelecimento de relações entre fatos ou fenômenos e ideias, A leitura e a escrita de textos informativos, A organização de informações por meio de desenhos, tabelas, gráficos, esquemas e textos, A proposição de suposições, o confronto entre suposições e entre elas e os dados obtidos por investigação, A proposição e a solução de problemas, São diferentes procedimentos que possibilitam a aprendizagem.
  24. 24. REPENSANDO O ENSINO DE CIÊNCIAS...
  25. 25. • No planejamento e no desenvolvimento dos temas de Ciências em sala de aula, cada uma das dimensões dos conteúdos deve ser explicitamente tratada. É também essencial que sejam levadas em conta por ocasião das avaliações, de forma compatível com o sentido amplo que se adotou para os conteúdos do aprendizado.
  26. 26. Avaliação• A avaliação da aquisição dos conteúdos pode ser efetivamente realizada ao se solicitar ao aluno que interprete situações determinadas, cujo entendimento demanda os conceitos que estão sendo aprendidos, ou seja, que interprete uma história, uma figura, um texto ou trecho de texto, um problema ou um experimento.
  27. 27.  É necessário que a proposta de interpretação ocorra em suficiente número de vezes para que o professor possa detectar se os alunos já elaboraram os conceitos e procedimentos em estudo, se estão em processo de aquisição, ou se ainda expressam apenas conhecimentos prévios.
  28. 28. Objetivos do Ensino de Ciências• Os objetivos de Ciências Naturais no ensino fundamental são concebidos para que o aluno desenvolva competências que lhe permitam compreender o mundo e atuar como indivíduo e como cidadão, utilizando conhecimentos de natureza científica e tecnológica.
  29. 29. Blocos temáticos• Ambiente e as relações com os seres vivos;• Corpo humano e preservação da vida;• Recursos tecnológicos;
  30. 30. Organização do currículo• Cada bloco sugere conteúdos, indicando também as perspectivas de abordagem. Tais conteúdos podem ser organizados em temas, compostos pelo professor ao delinear seu planejamento.• O conhecimento científico também tem papel na organização do currículo.
  31. 31. Ambiente e as relações com os seres vivos A partir do senso comum, os indivíduos desenvolvem representações sobre o meio ambiente e problemas ambientais, geralmente pouco rigorosas do ponto de vista científico. É papel da escola provocar a revisão dos conhecimentos, valorizando-os sempre e buscando enriquecê-los com informações científicas. É necessário que o conhecimento escolar não seja alheio ao debate ambiental e ofereça meios de o aluno participar, refletir e manifestar-se, no processo de convívio democrático e participação social.
  32. 32.  Conteúdos podem e devem ser trabalhados de forma interdisciplinar. Fundamentos científicos devem subsidiar a formação de atitudes dos alunos, com procedimentos de observação e experimentação. Sustentabilidade: ligados ao debate ambiental tratado na comunidade, para que o aluno possa participar, refletir e manifestar-se interagindo com a comunidade.
  33. 33. Calor ÁguaAr AMBIENTE: Luz interação entreSeres vivos e não vivos Solo
  34. 34. Observação de diferentes ambientes Embora constituídos pelos mesmos elementos, se diferenciam pelos tipos de seres que o compõem. Observação direta ou indireta de diferentes ambientes.
  35. 35. Seres vivos Destacam-se entre os componentes dos ambientes, estudando-se suas: Características, hábitos; alimentação; reprodução; locomoção; em relação ao ambiente em que vivem. Ciclo vital: nascimento, crescimento, reprodução e morte.
  36. 36. Situação de aprendizagem sobre os Grilos:• Blocos temáticos;• (Re)Construção de conceitos;• Educação voltada para a pesquisa;• Componentes do ambiente;• Lúdico no ensino de ciências;
  37. 37. Ponto de partida....Observação do ambiente modificado pelo homem.- Por que eles pulam?- Será que é um macho ou fêmea?- Como amos saber? (Profª)- O que eles comem?- De onde eles vem?- Como foram parar aqui?- Como vocês acham que eles vieram parar aqui? (Profª)- O que eles bebem?- Por que eles pararam de cantar.- Será que é por causa do barulho? (Profª)- É sim vamos parar de conversar que eles voltam a cantar.
  38. 38. Para Bernardo (2000, p.32) é necessário: “duvidar de tudo, é preciso dialogar com o seu próprio pensamento”.
  39. 39. Trilhar caminhos...... HABITAT - COMO ELES VIVEM NA NATUREZA? (MM) ANATOMIA - ONDE PODEMOS ENCONTRAR OS GRILOS?- COMO SE CHAMA AS PARTES DO CORPO DO GRILO? - COMO ELES VIVEM NO MATO? (XXI)(XX) - ONDE PODEMOS ENCONTRAR - COM MAIS FREQUENCIA OS GRILOS? (XX)- COMO É O SANGUE DO GRILO? (KK)- COMO ELES RESPIRAM? (YY)- COMO ELES SÃO POR DENTRO? (OO)- SERÁ QUE O MACHO TEM AS ANTENAS MAIORES QUEAS DAS FÊMEAS?- ONDE FICA A BOCA DOS GRILOS? (XX)- SERÁ QUE OS GRILOS TEM ORELHAS? (II)- SERÁ QUE OS GRILOS TEM ORELHAS? (NN)- ONDE FICAM OS OLHOS DOS GRILOS? (MM)- ONDE AS ASAS FICAM PRESAS? (XX) INFORMAÇÕES GERAIS - COMO ELES NASCEM? (WW) -COMO ELES SE ACASALAM? ( Y) - POR QUE ELES CANTAM? (N) - POR QUE ELES PULAM? (V) - OS GRILOS SABEM NADAR? (&) - QUAL É A DISTANCIA QUE ELES CONSEGUEM PULAR? - COMO ELES CANTAM? (ZZ) ALIMENTAÇÃO - QUANTO TEMPO ELES VIVEM? (AA) - QUANTAS ESPÉCIES DE GRILO EXISTEM? (PROFE ROSE)- O GRILO PODE COMER PLANTAS VENENOSAS? (XX) - QUANTOS DIAS ELES DEMORAM PARA NASCER? (BB)- O QUE ELES COMEM? (YY) - COMO É A METAMORFOSE DO GRILO? (Y)- O QUE ELES BEBEM? (SS) - OS GRILOS DORMEM? (Ç)- QUE BICHO PODE COMER O GRILO?
  40. 40. Hipóteses e questionamentos...
  41. 41. Para Demo (2000) a etapa de questionamentos assume um caráter crucial no sentido de instaurar adúvida sobre os significados atribuídos pelo aluno ao conteúdo em questão,oferecendo a possibilidade de reflexão sobre verdades até então não questionadas.
  42. 42. Representaçãocom sucata.
  43. 43. Pesquisa no dicionário Grilo (do latim grillus) é designação comum dos insetos ortópteros, que constituem a família dos gryllidae ou grilídeos, que possuem, além de longas antenas filisiformes, órgãos auditivos para perceber os sons que produzem com possantes estriduladores situados nas suas asas anteriores. Pesquisa em fontes bibliográficas (propostas pelo professor e pelos alunos).
  44. 44. Habitat Pesquisa na internet (mediada pelo professor); Google ??? De acordo com BORBA (2001) o acesso à Informática deve incluir a‘alfabetização tecnológica’. Neste sentido, o uso do computador deve estar inserido em atividades essenciais, como instrumento de aprendizagem, tais como aprender a ler, escrever, compreender textos, entre outros
  45. 45. Comunicação: oral e escrita Trilhando novos caminhos: O ambiente em que o grilo vive é o mesmo que o seu? Quais são as diferenças? Quais são as semelhanças? Como é o ambiente da cidade? Como é o ambiente do campo? O que é ambiente?
  46. 46. Diferença e semelhanças de ambientes:• Utilização de imagens; Procure, em revistas ou jornais, imagens que se assemelham ao ambiente em que você vive? Possibilitou analisar:- Ambiente construído pelo homem;- Degradação ambiental;- Modificações;- Poluição;- Problemas sociais de ação do homem.
  47. 47.  Os estudos sobre ambientes se complementam com as investigações sobre os seres vivos que os habitam, na perspectiva de conhecer como determinado ser vivo se relaciona com outros seres vivos e demais componentes de seu ambiente. A respeito das relações alimentares explora-se a existência de diferentes hábitos — herbívoros, carnívoros e onívoros — e da dependência alimentar entre todos os seres vivos, incluindo o ser humano.
  48. 48. Ciclo vital• Estudos sobre determinados animais e plantas também oferecem oportunidades para a compreensão do processo do ciclo vital;• Criações de pequenos animais em sala de aula oferecem oportunidades para que os alunos se organizem nos cuidados necessários à manutenção das criações, para a realização de observações a longo prazo a respeito das características do corpo e dos hábitos dos animais selecionados.
  49. 49.  É importante ser estudado:• A reprodução nos animais pode ser estudada enfocando-se o desenvolvimento dos filhotes no interior do corpo materno ou em ovos postos no ambiente, a alimentação dos filhotes e o cuidado com a prole, os rituais de acasalamento, as épocas de cio, o tempo de gestação, o tempo que os filhotes levam para atingir a maturidade e o tempo de vida .
  50. 50. Estudo dos vegetais • Para o estudo da reprodução nos vegetais, é conveniente o cultivo daqueles com ciclo vital curto, que apresentem flores, como as hortaliças, o feijão e a batata-doce. Estuda-se a participação de insetos e pássaros na polinização, a formação dos frutos, sua variedade; condições de germinação e crescimento das sementes — influência da luz, do calor, da água e do ar.
  51. 51. Estudo dos vegetais • Para o estudo da reprodução nos vegetais, é conveniente o cultivo daqueles com ciclo vital curto, que apresentem flores, como as hortaliças, o feijão e a batata-doce. Estuda-se a participação de insetos e pássaros na polinização, a formação dos frutos, sua variedade; condições de germinação e crescimento das sementes — influência da luz, do calor, da água e do ar.
  52. 52. Relação com as outras áreas do conhecimento TERMÔMETRO DE GRILO “Termômetro de grilo” é um truque simples que surpreendentemente mede a temperatura exata que está na rua – apenas ouvindo os grilos! O truque é realizado contando o número de cri-criladas dos grilos. É por isso que esses insetos são frequentemente chamados de “termômetros da natureza”. Você realmente pode dizer a temperatura ouvindo os grilos. Como usar o termômetro de grilo: Primeiro passo: Saia de casa à tarde e vá para um lugar onde você possa escutar os grilos. Tente ouvir o cri-crilar de apenas um grilo. Segundo passo: Conte as cri-criladas por um minuto. Terceiro passo: Anote o número e depois faça a conta: T= 10 + (nº de cri-criladas – 40) 7 A conta vai dizer a temperatura em graus Celsius – esse é o termômetro de grilo! Os grilos são apenas uma das muitas espécies de bichos que habitam seu jardim. Aprenda sobre os outros bichos fazendo um censo do gramado. Continue lendo para saber mais.
  53. 53. Conceitos explorados.....• Horas; • Divisão; • Temperatura;• Termômetro;
  54. 54. Ponto de partida Questionamento: levantamento dos conhecimentos prévios O que é um termômetro? Quem conhece um termômetro? Como será o termômetro de grilo?- É aquela coisa que a mãe coloca no braço, para ver se a gente está com febre. (X)- E também na boca. Minha mãe sempre coloca na boca. (X)- Não é não. Só da para colocar no braço e quando apita a gente vê. Minha mãe coloca nos maninhos. (W)-Dá sim, minha mãe me coloca assim também. (Z)
  55. 55. Argumentação• Pesquisa no dicionário;• Observação do termômetro;• Leitura de textos informativos; Como funciona um termômetro? (Ilustração: Maurício Veneza). . http://chc.cienciahoje.uol.com.br/revista/revista-chc-2004/146/imagens/Como%2 0funciona%20um% 20 termometro.jpg/view?searchterm=termometr • Confecção de relógios; • Registro das cricriladas;
  56. 56.  Poesia: O Grilo Música: Serenata do Grilo (Xuxa) Gêneros textuais: carta, convite.
  57. 57. Sistematização
  58. 58.  Vários temas de estudo sobre seres vivos podem ser realizados em conexão com o bloco “Ser humano e saúde”, comparando-se características do corpo e do comportamento dos seres humanos aos demais seres vivos, particularmente aos animais.
  59. 59. Ser humano e saúde A concepção de corpo humano como um sistema integrado, que interage com o ambiente e reflete a história de vida do sujeito, orienta esta temática. Ao investigar o ciclo de vida dos seres humanos o professor pode solicitar aos alunos que coletem algumas figuras ou retratos de pessoas em diferentes fases da vida: bebê, criança, jovem, adulto e idoso.
  60. 60.  Comportamentos; Hábitos e características do corpo nas diferentes idades; Alimentação; Lazer; Características externas do corpo;
  61. 61.  Além de estabelecer comparações entre diferentes seres humanos, compará-los a vários animais. A estrutura geral, revestimento do corpo, postura bípede, limites e alcances das formas de percepção do meio (aspectos relativos aos órgãos dos sentidos) podem ser explorados. (bloco temático “Ambiente”).
  62. 62.  Quanto à sua fase de desenvolvimento, a infância, os alunos podem verificar que, sob orientação dos adultos, são capazes de cuidar de sua higiene, das tarefas escolares, de se alimentarem, de escolher as formas de lazer e de repousar. Organização de informações em fontes diversas: visitas ao posto de saúde local, leituras que o professor realiza para seus alunos e entrevistas com pessoas de diferentes idades da comunidade.
  63. 63.  Ao planejar os conteúdos deste tema, especial atenção deve ser dada às doenças e aos problemas de higiene, saúde pessoal e ambiental que incidem sobre a comunidade local. DOENÇAS: é o desequilíbrio do CORPO e não de um órgão. Doenças transmitidas pelos animais; Campanha de vacinação.
  64. 64. Recursos Tecnológicos Enfoca as transformações da natureza para a utilização dos recursos naturais (alimentos, materiais e energia) em produtos necessários à vida humana, aparelhos, máquinas. Instrumentos e processos que possibilitam transformações e implicações sociais e uso de tecnologias, consequências ambientais. O desenvolvimento humano ocorreu em conexão com as tecnologias. Discussões das relações entre Ciência, Tecnologia e Sociedade no presente e passado, no Brasil, no mundo e em vários contextos sociais.
  65. 65.  Aborda os conceitos de: matéria, energia, espaço, tempo, transformação e sistemas aplicados ás tecnologias que intercedem as relações de ser humano com seu meio. Estudos sobre as transformações de materiais em objetos – observação direta ou indireta. Direta: experimentos Indireta: através da coleção de objetos, figuras, podendo relacioná-los ao seu uso.
  66. 66.  Aborda os conceitos de: matéria, energia, espaço, tempo, transformação e sistemas aplicados ás tecnologias que intercedem as relações de ser humano com seu meio. Estudos sobre as transformações de materiais em objetos – observação direta ou indireta. Direta: experimentos Indireta: através da coleção de objetos, figuras, podendo relacioná-los ao seu uso.
  67. 67. Atividades interativas de Educação Ambiental  Sustentabilidade;  Problemas ambientais;  Dúvidas;  Atividades interativas;  Pesquisas;  Leituras;  Produções.
  68. 68. Por que ensinar Ciências Naturais?
  69. 69. O ensino de Ciências tem como objetivo: Colaborar para a compreensão do mundo e as suas transformações. Situar o homem como sujeito e parte integrante do Universo. Ampliar as explicações sobre os fenômenos da natureza, questionar diferentes modos de intervir e como utilizar os recursos naturais.
  70. 70. O que se espera?• Superação da visão “cientificista”, tendo o conhecimento científico como único e verdadeiro.
  71. 71. (…) a ciência deve ser ensinada como um saber histórico e provisório, tentando fazer com que os alunos participem, de algum modo, no processo de elaboração do conhecimento científico, com suas dúvidas e incertezas, e isso também requer deles uma forma de abordar o aprendizado como um processo construtivo, de busca de significados e de interpretação, em vez de reduzir a aprendizagem a um processo repetitivo ou de reprodução de conhecimentos prontos para o consumo. (POZO & CRESPO, 2009) .Pozo, J. I. & Crespo, M. A. G. (2009). A aprendizagem e o ensino de Ciências: do conhecimento cotidiano ao conhecimento científico. Porto Alegre: Artmed
  72. 72.  O Homem: natureza estava a sua disposição, se apropriou, transformou, alterou e redefiniu seus espaços. Atualmente se depara com a crise ambiental.
  73. 73. O ensino de Ciências Naturais pode contribuir para uma reconstrução da relação homem-natureza em outros termos, como: Como a natureza se comporta (desmatamento, destino do lixo); Ser humano, que interage como um todo; Ampliar, viabilizar a sua participação social.
  74. 74. Aprender e ensinar ciências• No processo de ensino e aprendizagem é necessário levar em consideração:
  75. 75.  Ter o aluno como sujeito da aprendizagem: valorização do conhecimento que o aluno traz; Intervenção do professor; criando situações significativas para o aluno; Ressignificar o conhecimento; Aproximação ao conhecimento científico se faz gradualmente;
  76. 76. Referências
  77. 77.  http://super.abril.com.br/superarquivo/index_superarquivo.shtml http://objetoseducacionais2.mec.gov.br/ http://www.brasilzinho.com.br/revista_alimentacao.html http://portaldoprofessor.mec.gov.br/index.html http://www.revistadoprofessor.com.br http://www.on.br/site_brincando/ http://www.observatoriodainfancia.com.br/
  78. 78.  Investigações em Ensino de Ciências http://www.if.ufrgs.br/ienci/

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