Tireoide
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  • 1. TireóideA tireóide secreta os hormônios tireoidianos, os quais controlam a velocidade com que asfunções químicas do organismo ocorrem (taxa metabólica). Os hormônios tireoidianosinfluenciam a taxa metabólica de duas maneiras: através da estimulação de quase todos ostecidos do corpo para que eles produzam proteínas e através do aumento da quantidade deoxigênio utilizado pelas células. Quando as células trabalham mais intensamente, os órgãosdo corpo trabalham mais rapidamente. Para produzir os hormônios tireoidianos, a tireóidenecessita de iodo, um elemento existente nos alimentos e na água. A tireóide capta o iodo e oprocessa para produzir os hormônios tireoidianos.À medida que os hormônios tireoidianos são utilizados, parte do iodo neles contido retorna àtireóide e é reciclado para produzir mais hormônios tireoidianos. O corpo possui ummecanismo complexo de ajuste da concentração dos hormônios tireoidianos. Em primeirolugar, o hipotálamo (localizado no cérebro, logo acima da hipófise), secreta o hormônioliberador de tireotropina, que faz com que a hipófise produza o hormônio estimulante datireóide. Como o nome sugere, o hormônio estimulante da tireóide estimula a tireóide aproduzir hormônios tireoidianos. Quando a quantidade de hormônios tireoidianos circulantesno sangue atinge uma determinada concentração, a hipófise reduz a produção do hormônioestimulante da tireóide e vice-versa. Trata-se de um mecanismo de controle porretroalimentação (feedback) negativa. Os hormônios tireoidianos são encontrados sob duasformas. A tiroxina (T4), a qual é a forma produzida na glândula tireóide, tem apenas umefeito discreto (quando o tem) sobre o aumento da taxa metabólica do organismo. No fígadoe em outros órgãos, ela é convertida na forma metabolicamente ativa, a triiodotironina (T3).Esta conversão produz aproximadamente 80% da forma ativa do hormônio.Os 20% restantes são produzidos e secretados pela própria tireóide. Muitos fatores controlama conversão de T4 em T3 no fígado e em outros órgãos, inclusive as necessidades doorganismo a cada momento. A maior parte de T4 e T3 encontra-se firmemente ligada adeterminadas proteínas do sangue e os hormônios somente são ativos quando não seencontram ligados a essas proteínas. Desse modo notável, o corpo mantém a quantidadecorreta de hormônios tireoidianos necessária para a manutenção de uma taxa metabólicaestável. Para que a tireóide funcione normalmente, muitos fatores devem atuar em conjunto eadequadamente: o hipotálamo, a hipófise, as proteínas ligadoras dos hormônios tireoidianosdo sangue e a conversão de T4 para T3 (no fígado e em outros tecidos).1
  • 2. Hipertireoidismo SecundárioRaramente, o hipertireoidismo pode ser causado por um tumor hipofisário que secreta umaquantidade excessiva de hormônio estimulante da tireóide, o qual, por sua vez, estimula atireóide a produzir uma quantidade excessiva de hormônios tireoidianos. Outra causaincomum de hipertireoidismo é a resistência da hipófise aos hormônios tireoidianos, a qualacarreta a secreção de quantidades excessivas de hormônio estimulante da tireóide pelahipófise. As mulheres com mola hidatiforme também podem apresentar hipertireoidismo,pois a tireóide é estimulada demasiadamente pela concentração sérica de gonadotropinacoriônica. Após a interrupção deste tipo anormal de gravidez e do desaparecimento dagonadotropina coriônica do sangue, o hipertireoidismo desaparece.ComplicaçõesA tempestade tireoidiana, uma hiperatividade extrema e súbita da tireóide, pode produzirfebre, fraqueza extrema e perda da força muscular, agitação, oscilações do humor, confusãomental, alteração do nível de consciência (inclusive o coma) e aumento do fígado com umaicterícia discreta. A tempestade tireoidiana é uma emergência potencialmente letal que exigetratamento imediato. Uma grave sobrecarga cardíaca pode provocar arritmias cardíacaspotencialmente letais e choque. Geralmente, a tempestade tireoidiana é causada por umhipertireoidismo não tratado ou inadequadamente tratado e pode ser desencadeada por umainfecção, um traumatismo, uma cirurgia, um diabetes mal controlado, medo, gravidez outrabalho de parto, interrupção do uso de medicações para a tireóide ou outras formas deestresse. Ela é rara em crianças.TratamentoGeralmente, o tratamento do hipertireoidismo pode ser medicamentoso, mas as outras opçõesincluem a remoção cirúrgica da tireóide ou o tratamento com iodo radioativo. Cada tipo detratamento apresenta vantagens e desvantagens. A tireóide necessita de uma pequenaquantidade de iodo para funcionar adequadamente. No entanto, uma grande quantidade deiodo reduz a quantidade de hormônio produzido pela glândula e impede que ela libere oexcesso de hormônio tireoidiano. Por essa razão, o médico pode utilizar doses altas de iodopara interromper a secreção excessiva de hormônio tireoidiano.Os indivíduos que necessitam deste tipo de terapia tomam diariamente um comprimido dehormônio tireoidiano durante o resto da vida para repor o hormônio natural que não é maisproduzido em quantidade suficiente. Aproximadamente 25% dos indivíduos apresentamhipotireoidismo um ano após o tratamento com iodo radioativo, mas a porcentagem aumenta2
  • 3. de modo constante nos 20 anos seguintes ou mais. O possível efeito cancerígeno do iodoradioativo não foi confirmado.Tireoidite Linfocítica SilenciosaA tireoidite linfocítica silenciosa ocorre mais freqüentemente em mulheres, tipicamente logoapós o parto, e faz com que a tireóide aumente de tamanho sem provocar dor. Em um períodoque varia de várias semanas a vários meses, o indivíduo afetado apresenta hipertireoidismoseguido por hipotireoidismo, antes da função da tireóide finalmente normalizar. Essacondição não requer tratamento específico, embora o hipertireoidismo e o hipotireoidismopossam exigir tratamento por algumas semanas. Freqüentemente, um betabloqueador (p.ex.,propranolol) é o único medicamento necessário para controlar os sintomas dohipertireoidismo. Durante o período de hipotireoidismo, pode ser necessária a administraçãode hormônio tireoidiano, normalmente por apenas alguns meses. O hipotireoidismo torna-sepermanente em aproximadamente 10% dos indivíduos com tireoidite linfocítica silenciosa.HipotireoidismoO hipotireoidismo é uma condição na qual a tireóide encontra-se hipoativa e a produção dehormônio tireoidiano é baixa. O hipotireoidismo muito grave é denominado mixedema. Natireoidite de Hashimoto, a causa mais comum de hipotireoidismo, a tireóide freqüentementeencontra-se aumentada e o hipotireoidismo comumente manifesta-se anos mais tarde, pois asáreas funcionais da glândula são destruídas gradualmente. A segunda causa mais comum dehipotireoidismo é o tratamento do hipertireoidismo. Tanto o tratamento com iodo radioativoquanto a cirurgia tendem a produzir hipotireoidismo. A causa mais freqüente dehipotireoidismo em muitos dos países subdesenvolvidos é a carência crônica de iodo na dieta,a qual acarreta aumento de tamanho da tireóide e redução de sua atividade (hipotireoidismobociogênico). No entanto, esta forma de hipotireoidismo desapareceu nos Estados Unidosdesde que os fabricantes começaram a adicionar iodo ao sal de cozinha e desde quecomeçaram a ser utilizados desinfetanes contendo iodo para esterilizar os ubres das vacas.Outras causa mais raras de hipotireoidismo incluem alguns distúrbios herdados, nos quaisuma anomalia enzimática das células da tireóide impede que ela sintetize ou secrete umaquantidade suficiente de hormônio tireoidiano. Em outros distúrbios raros, o hipotálamo ou a3
  • 4. hipófise não conseguem secretar uma quantidade suficiente do hormônio necessário paraestimular a função tireoidiana.SintomasA insuficiência de hormônio tireoidiano faz com que as funções orgânicas tornem-se maislentas. Contrastando acentuadamente com o hipertireoidismo, os sintomas do hipotireoidismosão sutis e graduais e podem ser confundidos com os de um quadro de depressão. Asexpressões faciais são grosseiras, a voz é rouca e a fala é lenta, as pálpebras caem e os olhose a face tornam-se inchados. Muitos indivíduos com hipotireoidismo ganham peso, tornam-seconstipados e apresentam intolerância ao frio. Os cabelos tornam-se escassos, grossos eressecados e a pele torna-se áspera, ressecada, descamativa e espessa. Muitos indivíduosapresentam a síndrome do túnel do carpo, a qual produz formigamento ou dor nas mãos. Afreqüência de pulso pode diminuir, as palmas das mãos e as plantas dos pés podem apresentaruma discreta coloração laranja (carotenemia) e a parte lateral das sobrancelhas caemlentamente. Alguns indivíduos, sobretudo os idosos, podem apresentar confusão mental,esquecimento ou demência, sinais que podem ser facilmente confundidos como os da doençade Alzheimer ou de outras formas de demência. Quando não tratado, o hipotireoidismopoderá acabar acaretando anemia, temperatura corpórea baixa e insuficiência cardíaca. Essacondição pode evoluir para a confusão mental, estupor e coma (coma mixedematoso), umacomplicação potencialmente letal na qual a respiração torna-se lenta, o indivíduo apresentaconvulsões e o fluxo sangüíneo cerebral diminui. O coma mixedematoso pode serdesencadeado pela exposição ao frio e também por uma infecção, um traumatismo e drogasque deprimem a função cerebral (p.ex., sedativos e tranqüilizantes).TratamentoO hipotireoidismo é tratado pela reposição do hormônio tireoidiano deficiente, usando-seuma das várias preparações orais disponíveis. A forma preferida é o hormônio tireoidianosintético, T4. Outra forma, a tireóide seca, é obtida de tireóides de animais. Geralmente, osmédicos consideram a tireóide seca menos satisfatória devido à dificuldade para se ajustar adose e porque os comprimidos possuem quantidades variáveis de T3. O tratamento de umindivíduo idoso é iniciado com pequenas doses de hormônio tireoidiano, pois uma dosemuito alta pode produzir efeitos colaterais graves. A dose é aumentada gradualmente até aconcentração sérica de hormônio estimulante da tireóide retornar ao normal. Normalmente, oindivíduo deverá utilizar o medicamento durante o resto da vida. Em emergências (p.ex.,coma mixedematoso), o médico pode administra o hormônio tireoidiano através da viaintravenosa.4
  • 5. Sintomas das Doenças da TireóideHipertireoidismo(excesso dehormôniostireoidianos)Hipotireoidismo(falta dehormôniostireoidianos)Aumento dafreqüênciacardíaca,Hipertensãoarterial, Peleúmida e aumentoda sudorese,Agitação etremores,Nervosismo,Aumento doapetite e perda depeso, Insônia,Evacuaçõesfreqüentes ediarréia,Fraqueza,Espessamento eelevação da pelesobre a faceanterior daspernas, Olhosprotuberantes,avermelhados,edemaciados,Sensibilidade dosolhos à luz OlharPulso lento, Vozrouca Falalenta ,FaceedemaciadaQueda dassobrancelhas,Pálpebras caídas,Intolerância aofrio,Constipação,Ganho de pesoCabelosressecados,grossos, escassosPele áspera,espessa,escamosa, seca;pele espessada eelevada sobre aface anterior daspernas, Síndromedo túnel docarpo, Confusãomental,Depressão,Demência5
  • 6. fixo constanteConfusão mentalTireoidite de HashimotoA tireoidite de Hashimoto (tireoidite auto-imune) é o tipo mais comum de tireoidite e é acausa mais comum de hipotireoidismo. Por razões desconhecidas, o corpo volta-se contra sipróprio em uma reação auto-imune, produzindo anticorpos que atacam a tireóide. Este tipode tireoidite é mais comum em mulheres idosas e tende a ocorrer em famílias. O distúrbioocorre oito vezes mais freqüentemente em mulheres que em homens e pode ocorrer emindivíduos com determinadas anormalidades cromossômicas, como as síndromes de Turner,de Down e de Klinefelter. Freqüentemente, a tireoidite de Hashimoto começa com umaumento indolor da tireóide ou com uma sensação de plenitude no pescoço. Quando omédico palpa a glândula, ele comumente percebe um aumento de volume da mesma, comuma textura de borracha, mas não dolorosa à palpação.Algumas vezes, ele palpa nódulos. A tireóide encontra- se hipoativa em aproximadamente20% dos indivíduos no momento do diagnóstico da tireoidite de Hashimoto. O restanteapresenta uma função tireoidiana normal. Muitos indivíduos com tireoidite de Hashimotoapresentam outros distúrbios endócrinos como, por exemplo, o diabetes, a hipoatividadeadrenal, a hipoatividade das paratireóides e outras doenças auto-imunes (p.ex., anemiaperniciosa, artrite reumatóide, síndrome de Sjögren ou lúpus eritematoso sistêmico). Omédico solicita provas da função tireoidiana em amostras de sangue para determinar se aglândula está funcionando normalmente, mas o diagnóstico da tireoidite de Hashimoto ébaseado nos sintomas, no exame físico e na presença de anticorpos que atacam a glândula(anticorpos antitireóide), os quais podem ser facilmente dosados em um exame de sangue.Não existe um tratamento específico disponível para a tireoidite de Hashimoto. A maioriados indivíduos acaba apresentando hipotireoidismo e devem manter a terapia de reposiçãohormonal pelo resto da vida. O hormônio tireoidiano também é útil para reduzir o aumentode volume da tireóide.Tireoidite Granulomatosa Subaguda6
  • 7. A tireoidite granulomatosa subaguda (de células gigantes), a qual é provavelmente causadapor um vírus, inicia muito mais abruptamente que a tireoidite de Hashimoto.Freqüentemente, a tireoidite granulomatosa subaguda ocorre após uma doença viral e começacom o que muitas pessoas chamam de inflamação da garganta, mas que, na realidade, é umador no pescoço, localizada na tireóide. A tireóide torna-se cada vez mais dolorosa e,normalmente, o indivíduo apresenta uma febre baixa (37,2 a 38,3 oC). A dor pode deslocar-se de um lado a outro do pescoço, irradiar para a mandíbula e para os ouvidos e podeaumentar de intensidade quando a cabeça é rodada ou com a deglutição. No início, atireoidite granulomatosa subaguda é freqüentemente confundida com um problema dentárioou com uma uma infecção da garganta ou do ouvido.Comumente, a inflamação faz com que a tireóide libere uma quantidade excessiva dehormônio tireoidiano, acarretando hipertireoidismo, o qual é quase sempre seguido por umhipotireoidismo temporário. Muitos indivíduos com tireoidite granulomatosa subagudaapresentam uma fadiga extrema. A maioria dos indivíduos recupera-se completamente dessetipo de tireoidite. Geralmente, o problema desaparece espontaneamente em alguns meses.Algumas vezes, no entanto, ele recorre ou, mais raramente, ele produz uma lesão da tireóidesuficiente para causar um hipotireoidismo permanente. A aspirina ou outros antiinflamatóriosnão esteróides (p.ex., ibuprofeno) podem aliviar a dor e inflamação. Nos casos muito graves,o médico pode prescrever corticosteróides (p.ex., prednisona), cuja dose deve ser reduzidaprogressivamente ao longo de 6 a 8 semanas. Quando o uso de corticosteróides éinterrompido abruptamente, os sintomas freqüentemente retornam com força total.Luciano Ribeiro de SouzaLucianosouza77@hotmail.co.uk7
  • 8. Estudande de Psicologia.12/05/20138