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Uso do orkut para formação de comunidade virtual
 

Uso do orkut para formação de comunidade virtual

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    Uso do orkut para formação de comunidade virtual Uso do orkut para formação de comunidade virtual Presentation Transcript

    • Uso do Orkut para Formação de Comunidade Virtual de Professores Luciana Nunes Viter (NTERJ10) Maio – 2010
    • 1. Situação/Problema
      • Não obstante os recentes avanços da Inclusão Digital no Brasil (IBGE, 2008), as múltiplas possibilidades de interação oferecidas pela internet ainda se revelam relativamente pouco exploradas para fins educacionais. Considerando-se o porte da estrutura de Ensino Básico e de outros segmentos no país, é reduzido o número de professores que se apropria de ferramentas interativas da grande rede para interagir com seus pares de forma deliberada e regular a fim de trocar experiências e propostas relacionadas às suas atividades docentes.
      • Entre os obstáculos para compartilhamento de informações mais efetivo entre os mestres, está a escassez de espaços institucionais, físicos ou virtuais, que encorajem e propiciem a dinâmica adequada para estes diálogos de forma simples e constante.
    • 1.1. Contexto Sentindo necessidade de um espaço próprio para este tipo de interação, alguns professores iniciaram a comunidade virtual “ Banco de Aulas” em 2005 com o alvo principal de trocar propostas pedagógicas de várias disciplinas. A ferramenta escolhida para comunicação entre os membros do grupo foi o Orkut , site de relacionamentos mais popular no Brasil desde então, que embora seja mais conhecido por seu uso não-formal, também é utilizado por muitos de seus participantes para contatos profissionais. Dentre os recursos oferecidos pelo Orkut , como hospedagem de imagens e de vídeos, troca de mensagens e chat , foi o fórum da comunidade construída que ofereceu o espaço mais adequado à comunicação entre os membros, embora frequentemente as trocas se estendessem e finalizassem através de mensagens por email ou de liberação de acesso a discos virtuais para compartilhamento de arquivos diferenciados.
    • 1.2. Histórico
      • No âmbito da comunidade tornou-se possível a qualquer membro, após sua admissão ser aprovada pelo moderador, apresentar seus pedidos e contribuições, manifestar seus anseios e dificuldades, e também se beneficiar das propostas publicadas anteriormente que passaram a funcionar como repositório da comunidade. Todavia, inicialmente a adesão foi lenta. O fórum era abastecido basicamente pelos participantes iniciais que trabalharam para que a comunidade se mantivesse dinâmica mesmo com poucos membros.
    • 1.3. Situação Atual
      • Entretanto, depois do primeiro ano o número de participantes cresceu progressivamente e atualmente ultrapassa cinco mil membros (2010). A troca de propostas e experiências passou a se beneficiar da grande diversidade de formação dos professores, originários de diversas disciplinas, segmentos e contextos. Mas outras questões surgiram e as demandas se tornaram mais complexas.
    • 1.4. Questões para Investigação
      • Ao se observar a interação deste e de outros grupos do mesmo gênero no O rkut e em outros espaços na web, algumas questões se apresentaram:
      • Quais são os perfis e em que segmentos se enquadram os participantes?
      • Como se relacionam com a navegação pela Internet de modo geral?
      • O que buscam pela interatividade virtual com seus colegas?
      • O que lhes trouxeram os diálogos mantidos neste grupo e em espaços afins?
      • O Orkut se mostrou uma ferramenta adequada para a finalidade proposta?
    • 2. Referencial Teórico
      • Os tempos que vivemos demandam um professor capaz de ajustar sua didática às novas realidades da sociedade, do conhecimento. Faz-se necessário, também, o intercâmbio entre formação inicial e formação continuada, de maneira que a formação dos professores se nutra das demandas da prática ( Libâneo, 1998 ). É através da troca cotidiana de experiências e da busca de respostas para situações concretas que o processo de formação profissional de fato ocorre de modo continuado, tanto no contexto de ações específicas na escola como através de interações formais e informais para além dos seus limites físicos. Porém, mais do que nunca, se observa a dificuldade de consolidar práticas de partilha profissional e de colaboração inter-pares no meio docente, o que faz urgente a tarefa de encontrar novos espaços de debate, planejamento e análise, que propiciem o intercâmbio e a colaboração entre professores ( Nóvoa, 1999 ). O papel do professor, assim como o do aluno, não é apenas coletar informações, mas trabalhá-la e selecioná-la, confrontando visões, metodologias e resultados. As redes eletrônicas facilitam como nunca antes o intercâmbio entre professores e possibilitam que o profissional docente prepare melhor suas aulas ao consultar colegas conhecidos e desconhecidos ou mesmo especialistas sobre dúvidas, métodos, materiais e estratégias de ensino–aprendizagem. (Moran, 12009).
    • 3. Metodologia
      • Os participantes da comunidade virtual, formada espontaneamente pela adesão voluntária no caso da maioria, constituíram o público alvo básico para o campo de pesquisa, que foi instrumentalizada a partir das seguintes ações:
      • 1- Acompanhamento regular das mensagens publicadas pelo grupo, desde o início de suas
      • atividades até a presente data;
      • 2- Observação direta e registro dos principais temas, demandas e dificuldades apresentadas;
      • 3- Entrevistas com moderadoras e participantes da própria comunidade virtual e de outras do
      • mesmo gênero.
    • 4.1. Perfil dos Participantes A idade média dos participantes da comunidade analisada girava em torno dos 30 anos, mais jovem que a média dos professores em geral. Buscam e encontram na internet variados tipos de recursos para seu trabalho, navegando pela rede com desenvoltura e fazendo uso regular de variadas formas de interatividade, seja para para uso profissional, seja para o próprio lazer. Além do acessar a internet, entre outras opções de informação, costumam ler livros regularmente, não obstante apontarem a falta de tempo e o custo dos exemplares em papel como principais obstáculos para que leiam mais. Grande parte dos membros atua na Educação Básica, com forte destaque para o primeiro segmento (1º. a 5º. anos do Ensino Fundamental ). Este grupo foi o que se fez mais presente em suas intervenções tanto oferecendo como solicitando ajuda ou apresentando demandas específicas, demonstrando maior necessidade de variar suas estratégias de ensino-aprendizagem que os demais, provavelmente por trabalharem com uma única turma por turno.
    • 4.2. Formação dos Participantes
      • Embora o público participante fosse bastante heterogêneo, observou-se o predomínio absoluto de profissionais com formação em nível de especialização, em primeiro lugar, e em nível superior completo logo a seguir. É possível atribuir tal resultado às ações de formação docente realizadas nas últimas décadas pelos governos e pela sociedade, sobretudo àquelas que pretenderam e pretendem eliminar a figura do “professor leigo”. Além disso observou-se no professor que buscava este tipo de interação o anseio por exercitar o “aprender a aprender” em sua prática, configurando o perfil profissional de quem também está em busca de outros caminhos para sua qualificação.
      • Por outro lado, este dado também pode ser associado ao fato de que o acesso às redes digitais era, e ainda é, privilégio das camadas sociais mais favorecidas, assim como também o é o acesso ao Ensino Superior, não obstante o desprestígio dos cursos universitários que tenham por objetivo o exercício do Magistério, devido à baixa remuneração, entre outros fatores.
    • 4.3. Relatos dos Participantes
      • A maioria, mesmo utilizando regularmente o Orkut para interagir com outros professores, não reconheceu na plataforma o espaço ideal para esta finalidade, embora identificassem a familiaridade com a rede social como facilitadora de sua participação, diferentemente de um outro tipo de espaço que precisassem acessar especificamente para este fim. Contudo, relataram ter encontrado com maior frequência no Orkut do que em outros espaços o retorno que esperavam ao apresentar suas demandas.
      • Os moderadores registraram encontrar dificuldade para que parte dos membros contribuísse com suas próprias propostas e não apenas apresentassem pedidos, além de comentarem a presença de membros que aderiam ao grupo apenas para fazer propagandas indesejáveis ou apresentar conteúdos estranhos ao foco da comunidade, quando esta começou a crescer. Como temas em destaque foram apontados a elaboração de planos de aulas e projetos pedagógicos e a busca por material audiovisual, em especial as apresentações eletrônicas.
    • 5. Comentários
      • O Orkut revelou-se uma plataforma bastante acessível devido à maciça adesão brasileira à mesma e à sua interface simplificada e familiar à maioria, ainda que seja vista prioritariamente como um espaço de informalidade, o que parece estigmatizá-la como um espaço menos “sério” para a atividade pretendida pelo grupo.
      • Observou-se a necessidade de intervenções regulares da moderação da comunidade, tanto removendo conteúdos indesejáveis como respondendo parte dos pedidos apresentados, constatando-se muito mais pedidos do que contribuições por parte dos participantes. Tal comportamento, que não é privilégio da internet, reflete tanto uma cultura individualista ainda reinante entre parte dos mestres como a falta de tempo e/ou de recursos para desenvolverem suas próprias produções e oferecê-las aos demais. Fato positivo é o reconhecimento destas dificuldades e a busca por auxílio, certamente um caminho para que possam estes também vir a somar para o crescimento do grupo.
    • 5.2. Conclusão
      • O crescimento do grupo ao qual se reporta a presente comunicação levou ao desenvolvimento do site “Banco de Aulas” ( www.bancodeaulas.com.br ), atualmente em fase de implementação , que pretende funcionar como um repositório virtual público, diferentemente do espaço do orkut, que é exclusivo para os membros. Permanecem o mesmo objetivo inicial, divulgar experiências e recursos para professores, e a mesma disposição em acolher contribuições e gerar trocas. Observa-se aqui a transformação de um espaço de diálogo dito “alternativo” em um espaço institucional ainda que não patrocinado por nenhuma organização formalmente estabelecida.
    • Referências Bibliográficas
      • IBGE Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD de 2008 . Rio de Janeiro, Ministério do Planejamento, 2008, disponível em h ttp://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/condicaodevida/ , acessado em 17.04.10.
      • LÉVY, Pierre. O Que é o virtual?. Rio, Editora 34, 1996.
      • LIBÂNEO, José Carlos. Adeus Professor, Adeus Professora? Novas Exigências e Profissão Docente . São Paulo, Cortez, 1998 .
      • MORAN, José Manuel, MASETTO, Marcos e BEHRENS, Marilda. Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica. 16ª ed. Campinas, Papirus, 2009, p.12-17.
      • NÓVOA, António (1999). Os Professores na Virada do Milénio: do excesso dos discursos à pobreza das práticas . São Paulo: Educação e Pesquisa – Revista da Faculdade de Educação da USP, vol. 25, n.º 1, 1999.
    • Site : http://www.bancodeaulas.com.br/ Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=4491743