DESIGN DE INTERIORES - UNID III ILUMINAÇÃO E FORRO

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Material de aula da disciplina optativa Design de Interiores do curso de Design da Universidade do Estado do Pará - UEPa

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DESIGN DE INTERIORES - UNID III ILUMINAÇÃO E FORRO

  1. 1. GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ CENTRO DE CIÊNCIAS NATURAIS E TECNOLOGIA CURSO DE BACHARELADO EM DESIGN DESIGN DE INTERIORES Iluminação e Forro Profª Luciana Guimarães NOVEMBRO-2013
  2. 2. Para Iniciar • Avaliar as atividades que ocorrerão no espaço; • O tempo de permanência; • Pontos de interesse e destaques na decoração.
  3. 3. NOÇÕES BÁSICA DE ILUMINAÇÃO • Principais características das fontes luminosas: - Índice de reprodução da cor - Temperatura da cor - tipo de fonte luminosa - tipo de iluminação
  4. 4. Índice de Reprodução de Cor - IRC É uma nota ponderada que representa quanto uma determinada fonte de luz reproduz as cores. Na verdade, um objeto ou uma superfície exposto às diferentes fontes de luminosidade é percebido visualmente em diferentes tonalidades. Essa variação está relacionada com a capacidade da lâmpada de reproduzir as cores dos objetos. A essa capacidade adotou-se o conceito de reprodução de cor em uma escala qualitativa de 0 a 100. No ambiente residencial, quanto mais naturais forem as fontes luminosas melhor, com IRC entre 80 e 100. 0 100 Fonte: OSRAM
  5. 5. Índice de Reprodução de Cor - IRC Excelente/ boa Ruim / regular
  6. 6. Temperatura da cor • A luz “fria”, ao acentuar os contrastes cromáticos, pode provocar desejo de ação, de consumo, de curta permanência. Ex: Supermercados • As temperaturas de cor baixas são as que geram conforto, salientam o requinte, convidam à permanência. Quando se associam estes parâmetros à intensidade luminosa e à difusão conseguem-se os ambientes aconchegantes. • No entanto a ausência de luz não trás conforto do estar. A ausência de luz trás sono, é para o adormecer dos sentidos.
  7. 7. Principais tipos de lâmpadas • Incandescente: Tecnicamente falando, possui o menor rendimento luminoso, mas ainda nenhuma outra lâmpada conseguiu reproduzir sua acolhedora luz amarelada. Consomem mais energia
  8. 8. Principais tipos de lâmpadas • Halógena: também não é das mais eficientes, mas está uma geração a frente das incandescentes. Da sua família fazem parte as dicróicas, as PAR e as refletoras AR. De dimensão pequena, trabalha por incandescência, ou seja, possui o mesmo filamento de tungstênio de sua irmã mais velha, porém em seu interior há um gás que melhora sua eficiência. Todas as halógenas são consideradas lâmpadas quentes.
  9. 9. Principais tipos de lâmpadas • Fluorescente: As convencionais são tubulares, desde as mais grossas até as bem finas. O modelo T5 é o de maior sucesso, pois tem três vezes mais horas de vida que sua antecessora, a T8. Sua temperatura de cor é bastante variada, indo do super branco até os amarelados. Mais conhecida no uso residencial, a fluorescente compacta tem rendimento luminoso quatro vezes maior que as incandescentes e durabilidade bastante longa, essas lâmpadas precisam de refletores de alto brilho e ventilação. Fechadas dentro de luminárias elas queimam com facilidade. Lâmpadas fluorescente tubular T8 (ø 26 mm) e T 5 (ø 16 mm)
  10. 10. Principais tipos de lâmpadas • Fluorescente
  11. 11. Principais tipos de lâmpadas • Fluorescente – Compacta Indicada exclusivamente para uso residencial
  12. 12. Principais tipos de lâmpadas • Vapor Metálico Utiliza um reator e ignitor, que trabalha em alta pressão e para o seu funcionamento gerando um elevado pulso (5 kV) que proporciona a partida da lâmpada. Internamente temos um tubo de descarga com eletrodos na ponta e um conjunto de gases, como o mercúrio, sódio, e uma variedade de gases nobres que vaporizados, resultam uma emissão de luz branca e brilhante.
  13. 13. Principais tipos de lâmpadas • LED: EMISSOR DE LUZ LEDS – Diodos produzidos com semicondutores que através de uma corrente elétrica emitem luz. Seu tamanho diminuto permite várias configurações, desde fitas finíssimas com cerca de 10 mm de largura e 3 mm de espessura, até produtos que lembram as lâmpadas bolinha. Todas de baixo consumo energético e ciclo de vida longo. Existem ainda os modelo similares às dicróicas, com diversas potências, configurações e cores. Podem ser usados em spots, proporcionando luz localizada. No entanto, sua potência é inferior à dicróica: é preciso três LEDs para chegar ao pacote de luz de uma halógena. No geral, todo LED funciona com 12 volts, portanto requer um transformador específico. Não adianta querer usar o transformador da halógena, este não trabalha na mesma frequência e rapidamente queimará a lâmpada. Produto caro, o LED, também chamado de luz sólida, é fácil de ser dimerizado e se apresenta em quatro tonalidades bem precisas: vermelho, verde, azul e âmbar, que podem ir se alternando gradativamente.
  14. 14. Principais tipos de lâmpadas • LED:
  15. 15. Principais tipos de lâmpadas • LED:
  16. 16. Flexibilidade & Versatilidade Uma mesma sala proporciona ambientes para diferentes atividades … Jantar “Relax” Lazer Íntimo
  17. 17. Flexibilidade & Versatilidade • Dimerizar para criar o “clima” e a atmosfera perfeitos • Destacar objetos de decoração • Transformar a essência dos espaços interiores • Criar diferentes “cenários” no ambiente
  18. 18. Iluminação direta • A iluminação direta caracteriza-se quando a luz incide diretamente sobre uma superfície, sem ser projetada antes em outra superfície. • Nesta situação, as áreas situadas entre as luminárias e acima delas ficam obscuras. • Origina sombras duras, contrastes fortes e ofuscantes, a menos que existam muitas luminárias no ambiente, e pouco espaçadas entre si. • Este tipo de iluminação é obtido utilizando-se alguns tipos de spots, lustres com refletores e pendentes, plafons e luminárias de mesa. Provém os ambientes com contrates, altas intensidades revelando objetos, marcando pontos de destaque.
  19. 19. Iluminação direta - difusa • Distribui o fluxo luminoso uniformemente. Este tipo de iluminação minimiza sombras e provém os ambientes com homogeneidade, causando uma sensação de relaxamento. • É obtida através de luminárias com difusores de acrílico, tecido, ou vidro leitoso
  20. 20. Iluminação indireta • A iluminação indireta caracteriza-se quando o fluxo luminoso é projetado em paredes e teto, para, depois de ser refletido, atingir o plano a ser iluminado. • Este tipo de iluminação é o que possui menor rendimento. No entanto, é o que produz maior uniformidade de aclaramento no ambiente. • Produz sombras reduzidas e quando a distribuição é bem feita, o efeito é bastante agradável, sem contrastes duros entre os objetos. Nesse tipo de luz não há problemas com o calor térmico, pois 90 a 100% do fluxo da luminária são direcionados para cima, em uma superfície refletora como o teto.
  21. 21. Efeitos de Iluminação • Iluminação de destaque: feita por meio de spots com focos fechados embutidos no teto, ela enfatiza objetos decorativos e recortes da arquitetura, estabelecendo uma hierarquia de valores às peças.
  22. 22. Efeitos de Iluminação • Up light: trata-se de uma iluminação que saí de baixo, ideal para valorizar coberturas. O recurso, também muito usado no paisagismo, tem efeito instigante, uma vez que nosso cérebro, de acordo com a natureza, está programado para perceber a luz vinda de cima, e o contrário gera um ponto de vista diferente.
  23. 23. Efeitos de Iluminação • Wallwash: é produzido por luminárias assimétricas com refletores e lâmpadas tubulares contínuas, que “lavam” de luz a parede de forma uniforme, sem vazar para o teto ou piso. Indicado para realçar superfícies com quadros ou texturizadas. • Reduz contraste entre luz e sombra • Minimiza percepção de textura • Elimina defeitos visíveis na superfície; • Reforça impressão de suavidade do material;
  24. 24. Efeitos de Iluminação • Wallwash:
  25. 25. Efeitos de Iluminação • Luz integrada: hoje, com a tecnologia da miniaturização e do baixo índice de calor das lâmpadas fluorescentes, halógenas e leds, está cada vez mais confortável integrar a iluminação à arquitetura de interiores. Assim, é tendência usar luzes atrás da cabeceira da cama, embaixo do sofá ou da mesa, bem como explorar detalhes arquitetônicos com lâmpadas embutidas na alvenaria.
  26. 26. Efeitos de Iluminação • Linear: destaca-se os rasgos feitos entre o forro e a parede, descolando estas partes da alvenaria e dando a impressão de que um raio de luz natural entrou no ambiente. Esta mesma técnica é usada atrás de cortinas, proporcionando volume ao tecido, e também em prateleiras de estantes. Nesses casos é possível usar chapas refletoras com lâmpadas incandescentes, de preferência, dimerizadas. No entanto, isso demanda rasgos largos. Se quiser algo mais discreto, a dica é empregar lâmpadas xenon, que não só ocupam menos espaço, como têm melhor rendimento. Ideais para prateleiras sobre bancada ou em cortineiros, essas lâmpadas vêm encaixadas em práticos perfis de alumínio. Uma terceira alternativa é a fita de LED. De espessura bastante fina e baixíssimo consumo de energia, esse equipamento oferece lâmpadas nas cores âmbar, vermelho, azul e verde, que podem funcionar de forma isolada, ou serem programadas para se alternarem.
  27. 27. Efeitos de Iluminação • De orientação: iluminação possível através do uso de luminárias de balizamento/sinalização. • Podem ser instaladas no solo ou rodapé, com uma fileira de luminárias formando um caminho. Permitem beleza e segurança e evitam perda de direcionamento da luz
  28. 28. Efeitos de Iluminação • Sanca: Posicionamento das lâmpadas fluorescentes tubulares para total uniformidade na sanca. Intercalar as lâmpadas uma nas outras e manter o reator entre elas. O reator deve ficar atrás, nunca na frente das lâmpadas evitando assim sombras. • Pode-se utilizar também fitas de LED Sanca invertida
  29. 29. Efeitos de Iluminação
  30. 30. Efeitos de Iluminação
  31. 31. Efeitos de Iluminação Soltar volumes com uso de detalhes de iluminação
  32. 32. Iluminação de interiores residencial
  33. 33. Para se iniciar a concepção de um projeto residencial deve-se organizar de maneira prática as bases de três premissas:  Com o que iluminar Como iluminar O que iluminar É o momento de se decidir o partido que se irá adotar no projeto. A melhor forma pensar individualmente em cada ambiente, com as suas características de arrendamento/ambientação e aí sim, analisar qual técnica adotará.
  34. 34. AMBIENTES Salas de estar: • Estas são áreas que requerem flexibilidade na iluminação. Elas precisam ser confortáveis tanto nas horas intimistas, quanto nos momentos de confraternização entre amigos. O ideal é contar com uma luminosidade tênue e difusa. • Comece pelos pontos centrais, responsáveis pela luz geral do ambiente, aquela que apresentará o espaço como um todo, além de ser útil na utilização do dia-a-dia e na limpeza. • Em seguida vêm os spots de facho localizado, que desenharão e destacarão os recortes da arquitetura, bem como estantes, quadros, mesas de centro, entre outros itens. • Finalmente, distribua os abajures e as luminárias de piso, incorporando-os na linguagem do projeto. • A utilização de dimmer nas salas é bastante indicada, pois garante a quantidade de luz adequada para cada ocasião.
  35. 35. AMBIENTES Salas de estar:
  36. 36. AMBIENTES Salas de jantar: Área que integra além do encontro familiar e de amigos, a necessidade de uma “fácil leitura” dos alimentos. Em função disto, é preciso combinar duas iluminações: • Localizada – Sobre a mesa que soluciona em grande parte a iluminação. • Entorno – Permita iluminação na bancada próxima, quadros, prateleiras, paredes texturizadas, etc. Conforto visual: Na montagem da luminária pendente, sua altura deve ser ajustada de modo a evitar ofuscamento direto. Depende exclusivamente da altura média dos usuários e o modelo do sistema escolhido.
  37. 37. AMBIENTES Salas de jantar:
  38. 38. AMBIENTES Quarto Aqui também é preciso ter uma iluminação geral para atender as atividades básicas, como limpeza, se movimentar entre os móveis e ter acesso ao interior dos armários. Quando dimerizada, essa luz torna-se adequada também para ler ou assistir TV antes de dormir. Para esse conforto, pode-se contar ainda com um abajur na mesa de cabeceira. Em quartos de casal a situação se complica caso marido e mulher tenham hábitos diferentes. Se um gosta de ler à noite e o outro não suporta o menor ponto de claridade na cama, a saída é apostar em luminárias com braço flexível, que localizam a luz somente sobre o objeto de leitura.
  39. 39. AMBIENTES Quarto • Os dormitórios de crianças não requerem grandes níveis de iluminâncias, mas sim uma iluminação agradável, que permita o momento de brincar e de descansar. Cuidado no uso de lâmpadas com aparência de cor muito elevada, pois deixa a criança excitada e com dificuldades para dormir
  40. 40. AMBIENTES Closet Esqueça o jeito mais tradicional de iluminar esse espaço. Investir em luminárias com uso específico para o interior de armários, iluminando individualmente os nichos. Outra opção é instalar lâmpadas de forma continua ao longo do centro do teto, ou então, localizar no forro, próximo à marcenaria, equipamentos assimétricos, cujos focos fiquem direcionados para a parte interna dos módulos.
  41. 41. AMBIENTES Iluminação cozinha A iluminação deve ser ampla e difusa, de modo a que se veja sempre e em todo o lado, mesmo dentro dos armários. Aconselha-se aqui a utilização de lâmpadas fluorescentes. Geralmente esse ambiente é entregue com apenas um ponto de luz central, o que não é suficiente, uma vez que aqui a maior parte das atividades é periférica. Não adianta intensificar a potência da lâmpada, porque quando a luz parte do meio do espaço, quem circula pelo local acaba fazendo sombra nas laterais. O ideal é dividir a iluminação em até três pontos isolados, conforme a configuração arquitetônica. Sobre a pia é preciso ter uma luz que gere contraste para facilitar a limpeza dos alimentos, louças e panelas. Já na área do fogão, a maior parte das coifas vem com lâmpadas halógenas, que suportam calor e têm excelente reprodução de cor.
  42. 42. AMBIENTES Iluminação cozinha
  43. 43. AMBIENTES Iluminação para ler O foco da lâmpada deve estar dirigido ao livro, um pouco atrás e acima da pessoa.
  44. 44. AMBIENTES Iluminação para ver TV Não deve ter a sala na obscuridade nem deve ter luz a incidir na tela. A parede por detrás do televisor, ou a zona em volta, deve estar iluminada com luz difusa. Conforto visual : Ao escolhermos e posicionarmos as luminárias devemos levar em conta o ofuscamento. Um posicionamento desfavorável pode levar a um ofuscamento direto (visualização direta da lâmpada) ou um ofuscamento refletido (através de superfícies refletoras ou brilhantes), prejudicando a visão. Ofuscamento direto e indireto Iluminação correta: sem ofuscamento
  45. 45. AMBIENTES Iluminação para ver TV
  46. 46. AMBIENTES Iluminação Banheiro • Como a maioria dos banheiros tem pouca iluminação natural, é preciso compensar com a artificial. Afinal, é no banheiro que normalmente as mulheres se maquiam e os homens fazem a barba, situações em que a boa qualidade da luz garante um bom resultado. Para um banheiro bem iluminado, é fundamental que a luz geral (aquela que normalmente sai do teto e ilumina todo o espaço) seja difusa. Nesse caso, não é aconselhável usar spot, que direciona a luz em vez de distribuí-la. • A escolha das lâmpadas também é muito importante. No banheiro não se deve usar a fluorescente, chamada de luz fria, pois deixa a aparência abatida, o que faz as mulheres saírem de casa extremamente pintadas já que não percebem que assim estão.
  47. 47. AMBIENTES Iluminação Banheiro • O ideal é usar lâmpadas incandescentes, com tom amarelado. Chamada de luz quente, ela não desvirtua a qualidade das cores. • Áreas próximas aos espelhos devem receber atenção especial. Lâmpadas acima do espelho não são as mais adequadas, pois criam sombra no rosto. A do nariz escurece a boca, a da sobrancelha se projeta nas pálpebras. O ideal é complementá-la com iluminação lateral. Iluminação com sombras Iluminação homogênea Deve-se evitar a luz para baixo (downlighting) muito forte, o efeito “grazing” que realça as texturas (rugas, marcas, etc..) e as sombras.
  48. 48. AMBIENTES LAVABOS Temos mais liberdade na iluminação do lavabo, já que este se destina as vistas. Aqui a duplicidade do pendente no espelho na será algo preocupante.
  49. 49. AMBIENTES Iluminação para escritórios. • Uma dica especial para escapar do uso convencional de lâmpadas em escritórios é a criação de um sistema de luz diversificado. Cada ambiente pode ter um tipo de iluminação específico, como recepção, sala de reuniões etc. Uma outra maneira de aplicar essa idéia é criar um sistema com vários tipos de lâmpadas que possam ser acionadas alternadamente, possibilitando diferentes tipos de iluminação em um mesmo espaço. • Em escritórios, o exagero pode causar incômodo visual. Um projeto inadequado sem a preocupação com o uso da luminária ideal pode ocasionar ofuscamento nas telas dos computadores e a falta de luz pode causar cansaço. É importante também estar atento à temperatura de cor da lâmpada que é responsável pela tonalidade da luz produzida no ambiente. Uma das tonalidades indicadas para escritórios é a Branca Neutra. • As lâmpadas mais indicadas para a aplicação em escritórios são as fluorescentes compactas, fluorescentes tubulares e também as lâmpadas halógenas.
  50. 50. AMBIENTES Iluminação para escritórios. • A mesa de trabalho e a estante exigem boa luz, mas deve-se evitar o reflexo na tela do monitor do computador. Para iluminação geral, recomenda-se a utilização de iluminação direta com plafons difuso ou luminárias com aletas. • Sobre a mesa, uma luz de apoio com luminária para leitura ou abajur. Para pessoas destras realizando tarefas em bancadas ou mesas com iluminação localizada, a luz deverá ser direcionada para a área de trabalho pelo lado esquerdo. Caso contrário sombras poderão prejudicar a percepção.
  51. 51. AMBIENTES Iluminação para escritórios.
  52. 52. AMBIENTES Iluminação de quadros • 1. É comum iluminar as obras com arandelas direcionadas. Outra alternativa são os spots, usados individualmente, agrupados em trilhos ou embutidos no forro. • 2. Prefira lâmpadas refletoras halógenas, que alcançam grandes distâncias e reproduzem com fidelidade as cores. • 3. A abertura do facho e a potência da lâmpada determinam se a luz será dirigida (destacando um único quadro) ou difusa (abrangendo várias obras). Para evitar sombreamentos, a luz deve valorizar a tela e não a moldura. • 4. Uma sofisticação é usar filtros especiais. Eles tanto podem proteger as obras de raios ultravioleta como enfatizar cores e criar efeitos.
  53. 53. AMBIENTES • Área de serviço: uma iluminação geral, feita com lâmpada fluorescente, é o bastante para dar qualidade luminotécnica ao espaço. Para poupar energia, recomenda-se usar luminária que receba duas lâmpadas, as quais podem ter circuitos desmembrados e assim ser acionadas individualmente, conforme a necessidade. Dimerizar também ajuda a economizar na conta de luz.
  54. 54. AMBIENTES • Corredor: uma das maneiras para se conseguir luminosidade homogênea é distribuir uma luz geral ao longo do centro do teto. Outra forma é usar spots duplos voltados apenas para as paredes. Sancas ou rasgos lineares no forro, ambos empregando lâmpadas fluorescentes, também dão resultado. Vale lembrar que linhas luminosas longitudinais enfatizam o comprimento do corredor, enquanto luzes não contínuas encurtam visualmente o ambiente
  55. 55. iluminação • Para valorizar a cabeceira da cama do tipo box, criou-se um painel de madeira revestido de couro ecológico branco. No nicho que se forma no meio, a luz embutida proporciona um clima mais intimista ao ambiente. Projeto de Marcelo Rosset.
  56. 56. iluminação • Neste quarto, a iluminação embutida no forro conta com o auxílio de uma ideia diferenciada: bem em frente ao armário com portas ripadas de imbuia, um rasgo na laje do piso (10 x 10 cm) embute lâmpadas halógenas. Uma espécie de gelatina serve como revestimento e garante uma luz amarelada. Um vidro temperado de 10 mm recobre o nicho. Repare ainda no abajur, que possui cúpula de tecido no mesmo tom da cabeceira estofada e revestida de seda.
  57. 57. Iluminação e Forro • Apaixonado por cinema, o casal desejava um home theater sob medida em seu quarto. Para atender o pedido, a arquiteta planejou o sistema com cuidado: acionado, o telão elétrico desce do rasgo de 1,80 m de comprimento feito no rebaixo de gesso do teto. Quando recolhido, fica totalmente camuflado. As caixas de som foram embutidas na parede, e o projetor, pendurado logo acima da cama.
  58. 58. Iluminação e Forro • A planta de 20 m² era irregular, com um dente na parede mais larga do quarto. Para tirar partido da geometria e atender o desejo do casal, que pedia muitos armários, foi projetado um closet nesse vão. O vidro translúcido dá leveza visual ao armário, iluminado por lâmpadas dimerizadas ocultas num rasgo do forro. Além da boa luminosidade natural, o quarto conta ainda com luminárias nas cabeceiras, uma luminária de chão, que garante foco à leitura na poltrona Charles Eames, e luz central.
  59. 59. iluminação • O quarto de 23 m² exibe nichos iluminados por spots na parede, realçados pelo acabamento de carvalho. Neles acomodam-se peças de arte e criados-mudos. A mesma madeira emoldura a cabeceira de couro, sobre a qual pendem luminárias articuláveis que ajudam na hora da leitura.
  60. 60. Forro • A reforma deste espaço tinha a intenção principalmente de clarear a cozinha, que recebia pouca luz natural através do prisma interno do prédio. Para tanto, fez-se a abertura para um passapratos, que facilitou a comunicação com a sala, cuja área de refeições é delimitada pelo rebaixo de gesso do teto. O painel de MDF revestido de freijó, ao qual se prende a mesa de jantar, se alinha a esse rebaixo, que embute a iluminação.
  61. 61. Forro • Os donos desta cobertura ganharam uma sala de TV de 14 m² depois da reforma que abriu todo o vão embaixo da escada e recuou a parede oposta em direção a um dos quartos. Além disso, a área, que ficou mais aberta e arejada, recebeu um rebaixo de gesso: o rasgo no forro embute a agradável iluminação indireta.
  62. 62. Forro • Na reforma, este banheiro de 4,50 m² ganhou mais espaço: ele foi fechado com porta de correr e trocou-se a posição do vaso, o que abriu espaço para a banheira. Outra providência foi criar, junto ao rebaixo de gesso, um nicho de 2,64 m de extensão para embutir uma mangueira de luz, de uma parede à outra. A iluminação indireta embelezou o projeto e ainda escondeu uma viga que não poderia ser removida.
  63. 63. Forro • O dente desta sala de 46 m² norteou uma reforma que promoveu mudanças no uso do ambiente. Antes sem função, agora ele dá lugar a uma estante multifuncional: embute a TV, o bar e também um aparador. Com isso, a sala de estar foi deslocada para o trecho junto à janela. Nivelou-se o rebaixo de gesso do teto para recortá-lo e criar rasgos para a iluminação: a luz diferenciada permite evidenciar melhor a divisão do espaço. A última etapa consistiu da instalação das lâmpadas de xenon, embutidas nos nichos e nas vitrines.
  64. 64. Forro • Integrado à sala, o quarto do apartamento tornou-se um aconchegante espaço de leitura. O rebaixo de gesso entrou em cena para disfarçar duas vigas de 45 cm que ficaram à mostra quando as paredes vieram abaixo. O objetivo foi criar um volume suave no teto, no formato de uma moldura, para demarcar o espaço. À noite, a iluminação escondida no vão do gesso cria um belo efeito na parede.
  65. 65. Forro • O rebaixo de gesso acartonado resolveu dois problemas nesta cozinha: ocultou o duto da coifa e embutiu a iluminação. Repare que dois rasgos nas laterais do forro abrigam as luminárias – duas dicroicas e uma fluorescente com difusor de acrílico. Rente à parede, foi usada uma junta metálica para trazer a sensação de que o forro está solto. Projeto de Denise Abdalla e Christiane Sacco.
  66. 66. Forro • O segundo pavimento deste dúplex é marcado pelo rasgo no formato de U, que toma todo o forro do ambiente. Internamente, a fenda recebeu tinta no tom de concreto, aplicado também na parede da escada. A intenção desse desenho e da cor foi criar um foco de interesse no teto. A iluminação é proporcionada por halógenas AR-70, que se somam à luminária vertical da parede, cujo design esguio remete ao do recorte de gesso.
  67. 67. Forro • Nesta casa, a luz passeia desenvolta por inesperados recortes e reentrâncias, como é o caso do ambiente que congrega sala de estar e home theater. Abrigadas no forro rebaixado, lâmpadas halógenas dimerizadas garantem aconchego, valorizam as paredes e apresentam alta nitidez na reprodução de cores.
  68. 68. Forro • Na reforma que uniu dois apartamentos vizinhos, a largura do corredor de entrada duplicou. Para garantir um clima aconchegante e neutralizar a presença do pilar estrutural, foi criado um rasgo no forro com lâmpadas incandescentes tubulares. O efeito curvo confere estilo e movimento ao espaço.
  69. 69. Forro • Esta sala de TV também funciona como escritório. Assim, a iluminação precisava ser versátil. Além do foco central com tenda de telaflex, as dicroicas são embutidas no forro de gesso e propiciam bom foco para a leitura. O rebaixo percorre o ambiente de ponta a ponta, porém respeita o cortineiro.
  70. 70. Iluminação e Forro Sempre que possível, as arquitetas Núria Roso e Lindamar Elias adotam o forro de gesso rebaixado, com luminárias embutidas, em seus projetos de iluminação. Segundo elas, esse recurso possibilita distribuir melhor os pontos e assegura um bom acabamento, dificilmente conseguido com rasgos na própria laje. Um exemplo é esta sala de jantar: além do pendente centralizado sobre a mesa, foram criados focos no forro de gesso que valorizam a textura do painel de madeira.
  71. 71. Iluminação e Forro Projeto dos arquitetos Paula Neder e Alexandro Monteiro, do Rio de Janeiro, o banheiro tem forro de gesso rebaixado com dois recortes. Do rasgo central, fechado por acrílico leitoso, a luz emitida é difusa e aconchegante, para ser usada no banho. Já a bancada, usada para fazer barba e maquiagem, pedia uma luz mais focada, mas sem ofuscar. Por isso, os arquitetos instalaram as lâmpadas no nicho do gesso, evitando assim que a luz incida diretamente sobre os moradores e forme sombras nos rostos.
  72. 72. Iluminação e Forro • Para embutir a iluminação desta cozinha de um apartamento em Belo Horizonte, MG, a arquiteta Márcia Carvalhaes rebaixou o forro com gesso. Dois recortes próximos às paredes abrigam perfis de alumínio que combinam lâmpadas fluorescentes escondidas por acrílicos leitosos - que iluminam de forma geral e difusa - e lâmpadas AR 70 no meio e nas pontas. Estas últimas emitem uma luz mais brilhante e focada, e aparecem também sobre a ilha de trabalho.
  73. 73. Iluminação de interiores comercial
  74. 74. Objetivos da iluminação comercial A função - Irá determinar o tipo de luz que o ambiente precisa. Primeiro Objetivo – Boas condições de visão associadas à visibilidade, segurança e orientação dentro de um determinado ambiente. Está intimamente associado às atividades laborativas e produtivas – escritórios, escolas, bibliotecas, bancos, etc. É a luz da razão.
  75. 75. Objetivos da iluminação comercial Segundo Objetivo – Instrumento de ambientação de um espaço- na criação de efeitos especiais com a própria luz ou no destaque de objetos e superfícies ou do próprio espaço. Está intimamente associado às atividades não laborativas e não produtivas, de estar , de lazer e religiosas – restaurantes, bares, casa noturnas, museus e galerias, igrejas, etc. É a luz da emoção.
  76. 76. Fonte: LIGHTWORKS Profissional Airton José Pimenta
  77. 77. Fonte: SCENE – Bingo Imperatriz Profissionais : Talita Scuro e Davis Paro
  78. 78. Ambiência e atmosfera Temperatura de Cor (K) Contraste Uniformidade ATMOSFERA Iluminância Relaxante ou Estimulante
  79. 79. Iluminação • Escritórios
  80. 80. Iluminação • Escritórios
  81. 81. Iluminação • Escritório Iluminação geral – luz florescente Cantina, Refeitório e Sala de Espera – uso de lâmpadas amarelas
  82. 82. Iluminação • Salas de Reunião
  83. 83. Iluminação  Lojas
  84. 84. Iluminação • Restaurantes A iluminação de restaurantes também está ligada ao caráter destes e às características desejadas para o projeto: - Restaurantes de preços mais baixos – iluminação clara e homogênea - Restaurantes mais refinados e sofisticados – iluminação mais suave e amarelada - Restaurantes do tipo fast-food – iluminação branca e clara, para que haja maior rotatividade de clientes
  85. 85. http://www.simplesdecoracao.com.br/2011/03/decoracao-boas-ideias-para-loja-bar-erestaurante/#more-11009
  86. 86. http://www.simplesdecoracao.com.br/2011/03/decoracao-boas-ideias-para-lojabar-e-restaurante/#more-11009
  87. 87. Loja de rua Fonte: Claudia Torres
  88. 88. Loja em shopping Vitrine: Cena /dramaticidade Fonte: Claudia Torres
  89. 89. Destaque de objetos Fonte: FASA Fibra ótica Fonte: FASA Fibra ótica
  90. 90. Iluminação geral, decorativa, perimetral Fonte: Claudia Torres
  91. 91. Iluminação dos planos verticais Iluminação orientável, Fonte: Claudia Torres
  92. 92. Iluminação dos planos verticais Iluminação assimétrica Fonte: Claudia Torres
  93. 93. Projeto : Via Arquitetura
  94. 94. Iluminação de provadores Luz extremamente difusa , sem emissão térmica e com qualidade de luz Fonte: Claudia Torres Fonte: Altena Plus – Loja FORUM Shopping Bourbon SP
  95. 95. Filosofia das Quatro Esquinas (ou Cantos) Fonte: Fördergemeinschaft Gutes Licht e PHILIPS do Brasil
  96. 96. Objetivos de uma Boa Iluminação • Chamar a atenção do cliente • Geral e interesse • Criar uma atmosfera agradável • Integrar-se a arquitetura e identidade da loja • Ser flexível
  97. 97. Características para o desenvolvimento de um projeto de um ponto de vendas.  Preço das mercadorias  Projeto de interiores  Linha de produtos  Estilo da Loja Fonte: Fördergemeinschaft Gutes Licht e PHILIPS do Brasil
  98. 98. Posicionamento das lojas dentro da matriz BAIXO ORÇAMENTO; A EXPOSIÇÃO EM MASSA; AUTO ATENDIMENTO VALORIZA O DINHEIRO; B APRESENTAÇÃO SÓBRIA; CONTATO SOCIAL QUALIDADE; C DECORAÇÃO; COMPRA POR IMPULSO PREÇOS CLASSE A (ALTOS); D AMBIENTE REQUINTADO; SERVIÇO PERSONALIZADO Fonte: Fördergemeinschaft Gutes Licht e PHILIPS do Brasil
  99. 99. 1. POPULARES / LOJAS DE DESCONTOS 2. SUPERMERCADOS 3. LOJAS DE DEPARTAMENTOS 4. AUTO ATENDIMENTO / HOME CENTERS 5. MODA (Vestuários, calçados) 6. AUDIO / VÍDEO 7. LOJA EXCLUSIVA, ESPECIALIZADA 8. PEQUENO VAREJO 9. DECORAÇÃO DE INTERIORES Fonte: Fördergemeinschaft Gutes Licht e PHILIPS do Brasil
  100. 100. Lojas Giorgio Armani (Milão)
  101. 101. Lojas Fórum Fonte: Site Altena Brasil
  102. 102. Lojas Uniqlo Flagship Store Soho (New York - EUA)
  103. 103. Showroom Ferrari
  104. 104. Entretenimento Casa Noturna RED Lounge Via Arquitetura
  105. 105. Restaurante Philip Stark Fibra ótica Side Light
  106. 106. Referências Bibliográficas • http://casa.abril.com.br/materias/detalhes/mt_ 420024.shtml • http://casa.abril.com.br/materias/quartos/ilum inacao-quarto-casal-22-ideias-charmosas450597.shtml • http://casa.abril.com.br/casaclaudia/cursodecoracao/iluminacao-luminarias-baba-vacarogunter-parschalk-video2.shtml

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