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Ode Aprendizagem -Revista Hipertextos

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Ode Aprendizagem -Revista Hipertextos

  1. 1.   Volume 1 - No 2 - Julho/Dezembro 2011Objetos de Aprendizagem: Possibilidades e Perspectivas na Prática Docente Luciana Guimarães Rodrigues de Lima Cristina Jasbinschek Haguenauer Laboratório de Pesquisa em Tecnologias da Informação e da Comunicação Escola de Comunicação - Universidade Federal do Rio de Janeiro www.latec.ufrj.br – e-mail: latec@latec.ufrj.br ResumoEste artigo apresenta uma discussão teórica acerca dos objetos de aprendizagem.Inicialmente, são apresentadas algumas definições de pesquisadores da área; aseguir é discutido o uso de objetos de aprendizagem no contexto educacional emgeral e na educação online. São apresentados os conceitos de repositórios ereferatórios de objetos de aprendizagem e suas características. Por fim, sãoapresentadas listas de repositórios nacionais e internacionais.Palavras-chave: objetos de aprendizagem, repositórios, referatórios, educaçãoonline. Learning Objects: Definitions, Possibilities and Perspectives on Educational Practice AbstractThis paper presents a theoretical discussion about the Learning Objects. Initially, itpresents and compares some definitions. Then, it describes the use of learningobjects in the educational context in general and in online education. It is alsodiscussed the characteristics and advantages of learning object repositories. Finally,it is presented a list with several national and international repositories.Keywords: learning objects, online education, repositories 1Universidade Federal do Rio de Janeiro – Escola de ComunicaçãoLaboratório de Pesquisa em Tecnologias da Informação e da Comunicação – LATEC/UFRJ
  2. 2.   Volume 1 - No 2 - Julho/Dezembro 2011IntroduçãoO mundo digital é um local onde o aluno tem acesso direto às informações, dequalquer lugar, a qualquer hora. Segundo Nascimento (2010), a grande quantidadede recursos disponíveis e compartilhados na Web, como as pesquisas científicas,bibliotecas, cursos de capacitação e diversas informações, podem contribuir para aadoção de inovações e de tecnologias avançadas. Diante disso, o professor deveutilizar os recursos da web para planejar suas aulas e que esses conteúdos econhecimentos sejam incorporados de acordo com os objetivos de seus cursos oudisciplinas.A possibilidade da utilização de Objetos de Aprendizagem (OAs) (em inglês LearningObjetcts - LOs) através do acesso a grandes bancos, denominados repositórios,vem aumentando o entusiasmo dos que criam e planejam seus cursos na web oucom apoio dela. Para Almeida (2010), com as mudanças no paradigma pedagógicoe o surgimento das novas tecnologias, como o computador e a Internet, osprofessores "abriram as portas" para o uso de recursos que ultrapassam a visãotradicional e os métodos meramente discursivos no processo deensino/aprendizagem. Tais recursos podem trazer consigo inúmeras possibilidades.Este artigo apresenta uma discussão acerca do uso de Objetos de Aprendizagem.Inicialmente, serão apresentadas algumas definições de pesquisadores relevantespara a área. Em seguida, será abordado o uso de objetos de aprendizagem nocontexto educacional e discutidas as vantagens dos repositórios de Objetos deAprendizagem.Definições e ConceitosMuito se têm discutido sobre o termo objetos de aprendizagem, suas característicase aplicabilidade. São tantas definições que os conceitos parecem mais confundir doque esclarecer. Eis alguns exemplos: 2Universidade Federal do Rio de Janeiro – Escola de ComunicaçãoLaboratório de Pesquisa em Tecnologias da Informação e da Comunicação – LATEC/UFRJ
  3. 3.   Volume 1 - No 2 - Julho/Dezembro 2011 Qualquer entidade, digital ou não-digital, que pode ser reusada na aprendizagem, educação ou treinamento” (IEEE: Institute of Electrical and Electronics Engineers). Recurso digital modular, individualmente identificado e catalogado, que pode ser usado para apoiar a aprendizagem (National Learning Infrastructure Initiative). Unidade de instrução reusável, tipicamente na aprendizagem eletrônica (Wikipedia). Qualquer recurso digital que pode ser reusado para apoiar a aprendizagem. (WILEY, 2000). Documento pedagógico (ARIADNE: Alliance of Remote Instructional Authoring and Distribution Networks for Europe). Componente de software educacional” (ESCOT: Educational Software Components of Tomorrow). Material de aprendizagem online (MERLOT: Multimedia Educational Resource for Learning and On-Line Teaching).Por outro lado, Leffa (2006) sugere que um bom exemplo de definição de OA, seriao oferecido pelo Programa de Extensão da Universidade de Wisconsin (Wisc-Online): Pequena unidade eletrônica de informação educacional que se caracteriza por ser flexível, reusável, customizável, interoperável, recuperável, capaz de facilitar a aprendizagem baseada nas competências e aumentar o valor do conteúdo. (University of Wisconsin-Extension)Nessa perspectiva, Gazzoni et al (2006) e Nascimento (2010), consideram o termoObjetos de Aprendizagem como recursos educacionais digitais desenvolvidos comcertos padrões a fim de permitir sua reutilização em vários contextos educacionais.É sempre estruturado por um conteúdo a ser aprendido, ou seja, por uma unidadecurricular ou uma atividade didática qualquer, uma lição, pelo conteúdo de uma aula,de um curso ou um programa de treinamento.Vaz (2009) acrescenta que, além desses recursos, os OAs podem incluir recursosde mídia, como indica na citação a seguir : Objeto de aprendizagem é qualquer entidade digital com objetivos educacionais usada por uma aplicação de EAD. É categorizado por metadados que facilitam a indexação, recuperação e reutilização dos LOs. Os LOs podem incluir qualquer mídia, 3Universidade Federal do Rio de Janeiro – Escola de ComunicaçãoLaboratório de Pesquisa em Tecnologias da Informação e da Comunicação – LATEC/UFRJ
  4. 4.   Volume 1 - No 2 - Julho/Dezembro 2011 de tamanho e formatos diversos (por exemplo, vídeo ou rádio), animação em flash, fotos, um simples componente digital ou um site Web completo. (VAZ, 2009. p. 387)Para Tarouco (2006) o OA é uma ferramenta que permite ao professor chegar maisfacilmente ao mundo de interesse dos alunos. A passagem do conhecimento deixade ser unilateral e o aluno passa a ter um papel mais ativo no processo deaprendizagem. Semelhantemente, Prata et al (2007) afirma que dentre os tantosrecursos, os objetos de aprendizagem, no formato de atividades contendoanimações e simulações, têm se apresentado como possibilidades dedesenvolvimento de processos interativos e cooperativos de ensino e aprendizagem,estimulando o raciocínio, novas habilidades, a criatividade, o pensamento reflexivo,a autonomia e a autoria. Reforça também que, para atender a tal propósito, asatividades devem conceber estratégias metodológicas que facilitem a compreensãoe interpretação de conceitos e que desafiem os estudantes a solucionar problemascomplexos e que possam ser usados, reutilizados e combinados com outros objetospara formar um ambiente de aprendizado rico e flexível.Percebe-se que todos os autores mencionados destacam a ideia da reusabilidadedos OAs e sugerem que estes estão a serviço do processo de ensino eaprendizagem, levando os alunos a se envolver de forma ativa no processo e,assim, contribuindo para uma aprendizagem mais significativa.Características dos Objetos de AprendizagemA seguir são consideradas as seguintes características como comuns aos objetos deaprendizagem destacadas por Mendes et al (2005) e Silva et al (2010): a) reusabilidade - faz com que o AO seja reutilizável de diversas vezes, como módulos básicos, para trabalhar conteúdos diferentes em diferentes contextos; b) adaptabilidade - adaptável a qualquer ambiente de ensino; 4Universidade Federal do Rio de Janeiro – Escola de ComunicaçãoLaboratório de Pesquisa em Tecnologias da Informação e da Comunicação – LATEC/UFRJ
  5. 5.   Volume 1 - No 2 - Julho/Dezembro 2011 c) granularidade - conteúdo em pedaços, para facilitar sua reusabilidade; d) acessibilidade - acessível facilmente via Internet para ser usado em diversos locais; identificação padronizada que garanta a sua recuperação e) durabilidade - possibilidade de continuar a ser usado, independente da mudança de tecnologia; devem permanecer intactos perante as atualizações de software ou hardware f) Interoperabilidade - a reutilização dos objetos é possível não apenas em nível de plataforma de ensino, mas em nível mundial, pois o armazenamento segue um determinado padrão.Por sua vez, Tavares (2010) destaca como características principais agranularidade e reusabilidade. Para o autor, granular significa a menor porção comtodas as informações relevantes de um todo e reutilizável significa a capacidade decausar interesse acadêmico para ser usado novamente. Quando um materialeducacional é granular, ele é construído com as características essenciais dedeterminado conteúdo. Quando ele é reutilizável, essas características essenciaissão apresentadas de tal modo a evitar especificidades, de modo a ser o maisinclusivo possível.MetadadosOs dados utilizados na catalogação dos OA são chamados de metadados. SegundoGazzoni et al, (2006) e Zaina (2010), uma das formas de organizar os objetos deaprendizagem para que eles possam ser reutilizados e empregados sistemicamentena educação, seria através do uso de metadados.Segundo Santos et al (2007), para facilitar a adoção dos Objetos de Aprendizagem,o Learning Technology Standards Committee (LTSC) do IEEE (Institute of Electricaland Electronics Engineers), organização mundial, sediada nos EUA, forneceu 5Universidade Federal do Rio de Janeiro – Escola de ComunicaçãoLaboratório de Pesquisa em Tecnologias da Informação e da Comunicação – LATEC/UFRJ
  6. 6.   Volume 1 - No 2 - Julho/Dezembro 2011padrões instrutivos da tecnologia. Esse instituto promove os processos de criação,desenvolvimento, integração, compartilhamento e aplicação do conhecimentotecnológico e científico através de congressos, publicações e mídia eletrônica, e étambém responsável por estabelecer padrões técnicos.Tarouco e Schmitt acrescentam que além do IEEE, o ISO (SC 36 WG 2 -Information Technology for Learning, Education, and Training) tem desenvolvidopropostas para sua estruturação e categorização de metadados. A ADL (AdvancedDistributed Learning), entidade que definiu o padrão SCORM, incluiu uma descriçãode objetos de aprendizagem usando um conjunto de metadados derivado do padrãoLOM. LOM (Learning Object Metadata) do instituto IEEE é um padrão que descreveos objetos de aprendizagem com o objetivo de facilitar sua busca e recuperação emrepositórios que empregam o padrão. Esse padrão organiza a descrição dos objetosem categorias, onde cada uma delas possui um conjunto de campos que permitemdetalhar o objeto em diferentes óticas. O perfil de aprendizagem é definido atravésde categorias de preferências, que permitem visualizar o perfil de aprendizagem doestudante em diferentes dimensões. Esta informação deve ser obtida através daintervenção direta do aluno permitindo que sejam disponibilizados recursos maisadequados a ele.Silva (2011), afirma que, atualmente, os padrões de conteúdo para formatação maisaceitos são os IMS Content Packaging (IMS Global Learning Consortium) e osSCORM (Advanced Distributed Learning).Já em Marins et al (2007), a RIVED (Rede Interativa Virtual de Educação, programada Secretaria de Educação a Distancia – SEED, ligada ao MEC) utiliza o padrão deindexação internacional baseado em atributos, adotado pela Global LearningConsortium, Inc. e pela The Dublin Core Metadata Initiativa. 6Universidade Federal do Rio de Janeiro – Escola de ComunicaçãoLaboratório de Pesquisa em Tecnologias da Informação e da Comunicação – LATEC/UFRJ
  7. 7.   Volume 1 - No 2 - Julho/Dezembro 2011Contribuição dos OA para a qualidade no ensinoNascimento (2007) destaca que a utilização da abordagem dos OAs na construçãodo material educacional digital aumentou ainda mais o entusiasmo dos educadores eestudiosos, pois é uma ferramenta que permite ao professor chegar mais facilmenteao mundo de interesse dos alunos. A passagem do conhecimento deixa de serunilateral e o aluno passa a ter “voz e vez” no processo de aprendizagem.Nesta perspectiva, Behar & Gaspar (2007) afirmam que este recurso pode auxiliar oprofessor em sua ação docente, pois oferece diferentes ferramentas que servem deapoio ao processo de aprendizagem, pois podem ser considerados como recursospedagógicos que permitem ao aluno acompanhar o conteúdo de acordo com o seupróprio ritmo, acessando facilmente à informação e se engajando de formaindependente e autônoma num aprendizado por descobertas.Desse modo, os Objetos de Aprendizagem facilitam o processo de construção deconhecimento, pois oferecem recursos que levam o aluno a interagir com oconteúdo, investigar de problemas, testar de hipóteses e aprimorar ideias.Sobre a reutilização e a disponibilização dos OAs, Silva (2011) sinaliza que sejamconsiderados dois aspectos principais: os pedagógicos e os técnicos.Primeiramente, os recursos pedagógicos devem ser capazes de garantir aaprendizagem e a avaliação. Já os aspectos técnicos necessitam garantir ainteroperabilidade entre diferentes ambientes virtuais de aprendizagem (AVAs)através de protocolos específicos e padrões para a entrega de pacotes de conteúdo.Além disso, o AO pode ser utilizado diversas vezes em vários cursos diferentes.Repositórios e Referatórios de Objetos de AprendizagemOs repositórios de objetos de aprendizagem são locais que fornecem acesso aosmais variados tipos de OAs para o contexto educacional. Funcionam como umabiblioteca, onde são catalogados para que a busca se torne mais rápida e eficiente. 7Universidade Federal do Rio de Janeiro – Escola de ComunicaçãoLaboratório de Pesquisa em Tecnologias da Informação e da Comunicação – LATEC/UFRJ
  8. 8.   Volume 1 - No 2 - Julho/Dezembro 2011Segundo Nascimento (2010), os repositórios digitais tem como função armazenarconteúdos que podem ser pesquisados por meio de busca e acessados parareutilização. Destaca, também, a importância dos mecanismos de identificação,armazenagem e acesso de um repositório.Os Repositórios de Objetos de Aprendizagem se diferem dos referatórios,basicamente no sentido de armazenamento de informações. Para Almeida (2010),Hart e Albrecht (2004) e ABED (2011), os referatórios podem conter apenas oendereço (URL) da localização efetiva do conteúdo, ou seja, um site que nãoarmazena os recursos propriamente ditos, fornecendo uma catalogação dosrepositórios, ou seja, funciona como um indicador de fontes de informação,apontando quais locais mais prováveis onde pode se encontrado o Objeto deAprendizagem desejado.Existem atualmente vários repositórios e referatórios disponíveis na rede. Uma listade repositórios e referatórios de Objetos de Aprendizagem, nacionais einternacionais é encontrada no Portal EducaOnline (2011).Interatividade e Objetos de AprendizagemPara Formiga (2009), nesse cenário complexo científico/tecnológico/inovativosobressai a valorização da aprendizagem cooperativa e a disseminação doconhecimento. Cabe agora ao professor deslocar sua competência para incentivar aaprendizagem, desenvolver o raciocínio, pensar, falar e escrever melhor. Dessaforma, ele passa a ser um eterno aprendiz ao dividir e compartilhar seusconhecimentos, sobretudo as dúvidas, com seus colegas e alunos. Não será maisaceita a concepção que prevaleceu no século passado, num paradigmaultrapassado de ensino, que é a transmissão de conhecimentos.Do mesmo modo, para tornar a aprendizagem centrada no aluno, Paloff & Pratt (2004),indicam que é preciso entender como nossos alunos são e como eles aprendem; ter ciência 8Universidade Federal do Rio de Janeiro – Escola de ComunicaçãoLaboratório de Pesquisa em Tecnologias da Informação e da Comunicação – LATEC/UFRJ
  9. 9.   Volume 1 - No 2 - Julho/Dezembro 2011das questões que afetam suas vidas e sua aprendizagem; entender o que eles precisampara que possamos apoiá-los em sua aprendizagem; saber como ajudar em seudesenvolvimento como agentes reflexivos; buscar uma maneira de envolvê-los naelaboração do curso e na avaliação; respeitar seus direitos como alunos e seu papel noprocesso de aprendizagem; buscar desenvolver cursos e programas que procurem daratenção a um melhoramento contínuo da qualidade, para que os alunos deem continuidadeao seu processo de aprendizagem e avancem em direção a suas metas, objetivos e sonhos.Frente a esse contexto, Prata et all (2007) afirmam que o desenvolvimento de processoscooperativos e interativos educacionais tem se beneficiado com a utilização dos objetos deaprendizagem, através de atividades contendo simulações e animações. Contudo, paraatender tal propósito indicam que: as atividades devem conceber estratégias metodológicas que facilitem a compreensão e interpretação de conceitos e que desafiem os estudantes a solucionar problemas complexos e que possam ser usados, reutilizados e combinados com outros objetos para formar um ambiente de aprendizado rico e flexível. Essas atividades pedagógicas digitais devem evidenciar os aspectos lúdicos, de interação e de experimentação que deveriam estar presentes em qualquer processo de aprendizagem significativa. (PRATA et all, 2007, p. 107)  Moreno e Mayer (2007) identificam cinco tipos de interatividade possíveis em ambienteseducacionais multimídia: (1) dialogar – onde o estudante recebe questões e respostas ourealimentação para suas reações; (2) controlar – onde o estudante determina o ritmo ou aordem de acesso ao conteúdo; (3) manipular – onde o estudante estabelece parâmetrospara uma simulação, define o foco e a aproximação (zoom) ou move objetos num cenário;(4) pesquisar – onde o estudante encontra um novo conteúdo a partir de perguntasformuladas, ou selecionando opções desejadas; (5) navegar – onde o estudante se movepelo ambiente, acessando as diversas fontes de informação disponíveis.Primo (2003), dedicado ao estudo do tema interação interatividade em redescomputacionais, investigou vários enfoques referentes à interatividade. Adotou o termointeração entendido como uma “ação entre” os participantes do encontro. Assim, o foco deanálise está centrado na relação criada entre os interagentes, e não nas partes que 9Universidade Federal do Rio de Janeiro – Escola de ComunicaçãoLaboratório de Pesquisa em Tecnologias da Informação e da Comunicação – LATEC/UFRJ
  10. 10.   Volume 1 - No 2 - Julho/Dezembro 2011compõem o sistema global. O autor define dois tipos de interação mediada por computador,segundo uma abordagem sistêmico-relacional, que pode ocorrer simultaneamente: ainteração mútua, na qual os interagentes se reúnem em torno de contínuasproblematizações, existindo modificações recíprocas dos interagentes durante o processo; einteração reativa, que depende da previsibilidade e da automatização nas trocas baseadasem relações potenciais de estímulo-resposta por pelo menos um dos envolvidos nainteração.Da mesma forma, Mussoi e Tarouco (2011), destacam que a interatividade é um valiosopressuposto na elaboração de materiais educacionais digitais e importante atributo que deveser considerado ao se planejar um OA.Considerações FinaisO estudo realizado enfatiza a importância de definir e caracterizar Objetos deAprendizagem no contexto educacional, bem como sua utilização na práticadocente.Os OAs surgem como uma forma de auxiliar professores e alunos, entretanto, épreciso que se amplie a discussão acerca das vantagens dos repositórios e daspolíticas de infraestrutura que garantam a organização, a acessibilidade e apreservação dos OAs oferecidos.O levantamento inicial realizado nesse artigo apontou para a necessidade deanalisar como a produção e o planejamento desses materiais interferem nas práticaspedagógicas. Surge, também, a necessidade da elaboração de parâmetros deavaliação de OAs.É fundamental que os professores tenham acesso aos resultados das pesquisassobre novas tecnologias para melhorar sua atividade docente, através doaprendizado constante e da reflexão crítica sobre sua prática. Além disso, éimportante lembrar que a troca entre grupos favorece sobremaneira ocompartilhamento de ideias, matérias e enriquece as experiências do professor. 10Universidade Federal do Rio de Janeiro – Escola de ComunicaçãoLaboratório de Pesquisa em Tecnologias da Informação e da Comunicação – LATEC/UFRJ
  11. 11.   Volume 1 - No 2 - Julho/Dezembro 2011Referências BibliográficasABED - Associação Brasileira de Educação a Distância. Repositórios Referatórios deObjetos de Aprendizagem e outros Recursos Educacionais. Disponível em:www2.abed.org.br/documentos/ArquivoDocumento609.pdf Acesso em 30 desetembro de 2011.ALMEIDA, Rosiney Rocha. Elaboração de um catálogo de objetos de aprendizagemdigitais para o ensino do sistema digestório com ênfase no seu potencial comoferramenta de ensino e aprendizagem. Rosiney Rocha Almeida. Belo Horizonte,2010. 86f. : il.Behar, Patricia Alejandra; Gaspar, Maria Ivone (2007). Uma Perspectiva Curricularcom base em Objectos de Aprendizagem . in Actas do VIII Encontro InternacionalVirtual Educa Brasil 2007– São Paulo de 25 a 28 de Junho de 2007.FLORES, M. L. P. ; Tarouco, L.M.R. Diferentes tipos de objetos para dar suporte aaprendizagem. RENOTE. Revista Novas Tecnologias na Educação, v. 6, p. -, 2008.FORMIGA, Marcos. A Terminologia da EAD. In: LITTO, Fredric Michael; FORMIGA, ManuelMarcos Maciel (orgs.). Educação a Distância: o estado da arte. São Paulo: PearsonEducation do Brasil, 2009.GAZZONI, Alcibíades et all. Proporcionalidade e Semelhança: aprendizagem viaobjetos de aprendizagem. Revista Novas Tecnologias na Educação -CINTED -Centro Interdisciplinar de Novas Tecnologias na Educação - Vol. 4.Nº 2 dezembro ,2006 .(ISSN 1679-1916). UFRGS, 2006.Disponível em:< http://seer.ufrgs.br/renote/article/view/14141/8076>Acesso em 11 de outubro de 2011.HART, J.; ALBRECHT, B. Instrucional repositories and referatories. In Educasecenter for Applied Research Bulletin, v. 2004, n.5,mar.2004, p. 1-12. disponível em: <http://net.educause.edu/ir/library/pdf/ERB0405.pdf >. Acesso em 15 de outubro de2011. 11Universidade Federal do Rio de Janeiro – Escola de ComunicaçãoLaboratório de Pesquisa em Tecnologias da Informação e da Comunicação – LATEC/UFRJ
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  14. 14.   Volume 1 - No 2 - Julho/Dezembro 2011Educação. Porto Alegre, 6, n. 2, 01 – 10, dezembro, 2007. Disponível em: <http://www.cinted.ufrgs.br/ciclo10/artigos/4dMaria%20Flores.pdf>Acesso em: 10 de outubro de 2011.SILVA, Edna Lúcia da. ; CAFE, L. M. A. ; Catapan, Araci H. . Os objetoseducacionais, os metadados e os repositórios na sociedade da informação.Ciência da Informação (Impresso), v. 39, p. 93-104, 2010.Tavares, R. Aprendizagem significativa, codificação dual e objetos deaprendizagem. Revista Brasileira de Informática Educativa, v. 18, n.2. pág.4,2010.Disponível em: http://www.br-ie.org/pub/index.php/rbie/article/view/1205. Acesoem outubro de 2011.TAROUCO, L. M. R. ; ÁVILA, Bárbara Gorziza ; GRANDO, Anita ; Abreu, C .Multimídia interativa: princípios e ferramentas. RENOTE. Revista NovasTecnologias na Educação, v. 7, p. 1-13, dezembro de 2009.___________________, SCHMITT. Adaptação de Metadados para Repositóriosde Objetos de Aprendizagem. RENOTE. Revista Novas Tecnologias na Educação,v. 8, n.2, julho de 2010.VAZ, Maria Fernanda Rodrigues. Os Padrões Internacionais para a Construçãode Material Educativo On-line. In Educação a Distância: o estado da arte/ FredricMichael Litto, Manuel Marcos Maciel Formiga (orgs.) São Paulo: Pearson Educationdo Brasil, 2009.WILEY, D.A. Connecting learning objects to instrucional design theory: adefinition a metaphor, and a taxonomy. In WILEY, D.A. (ED.) The Instructional Use ofLearning Objects: Online Version, 2000.Disponível em:http://www.mendeley.com/research/connecting-learning-objects-to-instructional-design-theory-a-definition-a-metaphor-and-a-taxonomy/Acesso em agosto de 2011. 14Universidade Federal do Rio de Janeiro – Escola de ComunicaçãoLaboratório de Pesquisa em Tecnologias da Informação e da Comunicação – LATEC/UFRJ
  15. 15.   Volume 1 - No 2 - Julho/Dezembro 2011ZAINA, Luciana Aparecida Martinez et al. Uma abordagem para recomendaçãode objetos de aprendizagem em ambientes educacionais. Revista deComputação e Tecnologia da PUC-SP, v. 2, p. 23-32, 2010.Sobre as Autoras Luciana Guimarães Rodrigues de Lima Mestre em Linguística Aplicada pelo Programa Interdisciplinar de Linguística Aplicada da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Participa do projeto Portal Espaço GD como pesquisadora Associada do GERGAV - Grupo de Estudos de Representação Gráfica em Ambientes Virtuais - da Escola de Belas Artes da UFRJ. Editora Executiva das Revistas EducaOnline e Realidade Virtual. Professora de Artes Visuais da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. Professora de Artes Visuais da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e da UniverCidade, onde leciona a disciplina Novas Tecnologias para Comunicação para o curso de Publicidade e Propaganda. Cristina Jasbinschek Haguenauer Graduada em Engenharia Civil pela UERJ (1985), Mestre em Engenharia pela PUC-RJ (1988) e Doutora em Ciências de Engenharia UFRJ (1997). Atualmente é professora Associada da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Atua em ensino, pesquisa e consultoria na área de Tecnologias da Informação e da Comunicação, com foco em Educação a Distância, Capacitação Profissional, Formação Continuada, Produção de Hipermídia, Jogos Educativos, Ambientes Virtuais de Aprendizagem, Portais de Informação e Realidade Virtual. 15Universidade Federal do Rio de Janeiro – Escola de ComunicaçãoLaboratório de Pesquisa em Tecnologias da Informação e da Comunicação – LATEC/UFRJ

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