Your SlideShare is downloading. ×
Plano de ação luiz 2011
Plano de ação luiz 2011
Plano de ação luiz 2011
Plano de ação luiz 2011
Plano de ação luiz 2011
Plano de ação luiz 2011
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×

Thanks for flagging this SlideShare!

Oops! An error has occurred.

×
Saving this for later? Get the SlideShare app to save on your phone or tablet. Read anywhere, anytime – even offline.
Text the download link to your phone
Standard text messaging rates apply

Plano de ação luiz 2011

653

Published on

A História é uma ação do ser humano. Precisa ser compreendida como principal ação em s/ vivência.

A História é uma ação do ser humano. Precisa ser compreendida como principal ação em s/ vivência.

Published in: Education, Technology
0 Comments
1 Like
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

No Downloads
Views
Total Views
653
On Slideshare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
0
Actions
Shares
0
Downloads
21
Comments
0
Likes
1
Embeds 0
No embeds

Report content
Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
No notes for slide

Transcript

  • 1. Plano de Ação Pólo de Rondonópolis-2011 LUIZ CARLOS VARELLA DE OLIVERA Os estudos na Área de Ciências Humanas buscam fundamentação na concepção dométodo histórico dialético com o entendimento de que o conhecimento é construído sóciohistoricamente na relação entre homens e destes com o contexto social, político, econômico,cultural, natural e tecnológico em constante processo de transformações, e que envolvediretamente o cotidiano dos professores e estudantes. Entendemos, então, que o processo de desenvolvimento e aprendizagens considera arealidade dos estudantes e professores e os conhecimentos já construídos por eles, suaspercepções sobre como ocorre o processo de transformações históricas e geográficas nos várioscontextos, bem como suas capacidades de se compreenderem como sujeitos integrantes nesseprocesso. Prima-se, portanto, pela necessidade de uma proposta curricular inovadora planejadaa partir do cotidiano da escola, considerando os seguintes questionamentos:Quem são os estudantes? O que esperam aprender? Quais projetos podem ser construídoscoletivamente?Em que estes projetos poderão auxiliá-los em seu dia-a-dia?Que atividadesestimularão a participação no processo?O que e como avaliar? Nessa perspectiva podemos ultrapassar aquela concepção de ensino que está centradana mera transmissão de conteúdos, passando a compreender e exercitar uma práxispedagógica orientada pela investigação diagnóstica de suas ações e a construção de saberes deforma integrada entre as áreas de conhecimento, no espaço escolar e na comunidade. Paraefeito didático, abordaremos as orientações para o Ensino Fundamental de acordo com cadaciclo de formação.História A História enquanto uma disciplina escolar surge no século XIXe as práticas pedagógicas e as metodologias de ensino eramfortemente dominadas pelo positivismo histórico. Nessa concepção, oensino da História se fundamenta nos agentes históricos individuais,nos grandes heróis, nos “vultos” políticos e religiosos ou mesmo nanação. Estes atores eram apresentados como os construtores econdutores do processo Histórico, vistos a partir da perspectivateleológica e linear baseada no ideário do progresso da humanidade. Esse ideário pode ser percebido claramente quando analisamosa questão da periodização da História, que está dividida em grandesetapas cronológicas do desenvolvimento da humanidade a partir deum recorte eminentemente eurocêntrico tratado e entendido comouniversal e que, portanto, não contemplava a possibilidade dedesenvolvimentos diferenciados das sociedades no devir histórico. O princípio educacional, constitutivo do Ensino da História naperspectiva do positivismo histórico, era a memorização. Em outraspalavras, dentro dessa concepção, o ofício do professor de Históriaera fazer com que seus estudantes decorassem acontecimentos esuas respectivas datas e nomes de personagens históricos. Dentro dessa perspectiva, aprender história era entendido
  • 2. como a capacidade de memorizar fatos, datas e personagens. Ametodologia empregada para o desenvolvimento dessa capacidadeestava baseada em exercícios de caráter mnemônico, cujo objetivoera desenvolver a memorização, necessária para se obter aaprovação na disciplina, ou seja, o “sucesso escolar”. É mais do que evidente que as críticas a essa metodologia deEnsino da História foram inevitáveis e contundentes diante dasimitações do método. Porém, devemos ressaltar que a memorizaçãoe, portanto, a metodologia mnemônica possui um lugar, uma funçãono Ensino de História. Na verdade, o que devemos abandonar é amemorização mecânica e não o desenvolvimento da capacidadecognitiva da memória. Consideramos importante que o estudante compreenda osfatos e os processos históricos, para que deste modo possareferenciá-los espacialmente e temporalmente, possibilitando novas ediversas relações de aprendizagem. Os estudantes do 3º Ciclo (12 a 14 anos) já vivem uma novarealidade e, por serem adolescentes, requerem um olhar sobre essaespecificidade, dando continuidade aos conceitos apreendidos no 1º e2º Ciclo. Espera-se que, ao final do 3º Ciclo, o estudante passe apensar de forma abstrata, interpretando, deduzindo, analisando,hipotetizando, criticando os fenômenos históricos como processossociais produzidos pelos seres humanos, no qual ele e o grupo socialdo qual faz parte são sujeitos nessa dinâmica histórico-social. As leituras desses estudantes adquirem agora um caráterpolítico, possibilitando a percepção dos conflitos e a compreensão davida pelo domínio de novos códigos. A formação no espaço escolar,desse modo, precisa incluir a reflexão sobre o comportamento dahumanidade; sobre as relações com o local, regional, nacional emundial; sobre o exercício da cidadania e a compreensão dasrelações de poder que marcam a historicidade, nos processos denegociação e conflitos entre diferentes grupos. Embora predominem hoje as preocupações do mundoglobalizado, a compreensão e o estudo da história brasileira devemter prioridade por sua especificidade. Estudar o local e o regional éfundamental, pois possibilita que o estudante entenda a história apartir do seu cotidiano, das suas relações sociais, dos seus hábitos ecostumes, das memórias construídas culturalmente, de maneira queele contextualize a dinamicidade das organizações sociais,econômicas, políticas, nacionais e mundiais. O ensino de História, diante da realidade apresentada nacontemporaneidade, requer a elaboração de propostas a partir de
  • 3. conceitos próprios, sendo estes fundamentais por aguçar oquestionamento e a identificação das contradições presentes nasociedade, para que se possa superar e compreender alguns dospressupostos da modernidade, como por exemplo, a promoção doindividualismo possessivo, articulado com a cultura consumista, quevaloriza o ter em detrimento do ser. Sendo assim, observa-se anecessidade de trazer para discussão, dentro e fora da sala de aula,questões sobre o humanismo, que possibilitem uma nova relação doscompromissos individuais e sociais com toda a humanidade. A formação educacional do ser humano, do qual o processo deensino-aprendizagem escolar é apenas um dos aspectos, a partir dasegunda metade do século passado, tornou-se cada vez mais ampla ecomplexa em decorrência das transformações de todas as ordens queas sociedades experimentaram nesse período. Esse quadro que seconfigurou passa a exigir da escola uma participação cada vez maisativa e efetiva na educação das crianças, dos adolescentes e mesmodos adultos. Nas sociedades em que estamos inseridos, marcadas pelointenso desenvolvimento das tecnologias da informação, há situaçõesque desafiam e exigem dos professores uma nova postura diante doconhecimento e suas formas de mediação. Dessa forma, osprofessores estão imersos numa realidade que aponta para desafiosque questionam a própria função social do professor e da escola. Paraenfrentar esses desafios e marcar seu lugar nesta sociedade doconhecimento, o professor, necessariamente, precisa refletir sobresuas práticas, no sentido de propor e apontar os caminhos a seremtrilhados. O currículo de História deve se apresentar dinâmico,considerando que os estudantes, neste momento, estão atentos àstransformações do cotidiano e aos ciclos da natureza, apropriando-sedos signos e significados da conturbada vida urbana, da televisão,das diferentes mídias disponíveis, sendo seduzidos por apelosconsumistas da sociedade capitalista e utilizam do imaginário,estabelecendo pontes com os ícones recriados a partir de diferentestemporalidades. Assim, o currículo para o ensino de História, precisa apropriar-sedo diálogo interdisciplinar, assegurando ao estudante deste ciclo, apossibilidade de abrir fronteiras, ressignificando os saberes e aspráxis sociais. Para tanto, é imprescindível que todos os envolvidos no sistemaeducacional, empreendam um esforço de revisão de seuspressupostos teóricos e metodológicos, que fundamentam as práticaspedagógicas tradicionais, especialmente os professores que atuam no
  • 4. Ensino de História. Esse esforço significará a utilização de outrosreferenciais que embasarão as novas práticas pedagógicas, nosentido de consolidar a escola como um espaço por excelência deinclusão, tanto social quanto cultural. A construção de novas propostas teóricas e metodológicaspara o ensino da História possui como condição essencial,entendermos a escola como uma instituição, na qual se estabelecemrelações sociais e políticas, bem como um espaço social de(re)elaboração de saberes e valores éticos e culturais. O objetivo da escola, especialmente do Ensino de História, nãoé a aquisição acumulativa e acrítica de informações, mas sim aconstrução de uma postura diante do conhecimento, que possibilite,ao estudante, reconhecer-se como um ser social, político e culturalatravés de sua participação na ação coletiva de ensino eaprendizagem. O que estamos querendo apontar é para uma redefinição dospapéis e das relações estabelecidas entre professores e estudantesno processo de (re)construção de conhecimentos. O professor deveconhecer os métodos de construção do conhecimento e osprocedimentos de socialização destes. O saber do professor seconstitui enquanto um saber plural, proveniente de diversas fontes,adquiridas ao longo do tempo, nos diferentes espaços de vida e deformação. São, portanto, capacidades da História para o 3º ciclo: · Reconhecer as diferentes manifestações humanas nas diversastemporalidades – sociais, políticas, econômicas e artísticas – comoprodutoras de cultura; Perceber as múltiplas formas de constituição cultural, nosprocessos de negociação e conflito entre diferentes grupos; · Construir a noção de simultaneidades, mudanças,permanências, rupturas, continuidades, descontinuidades etransformações no tempo histórico; Discutir e analisar os processos de construção da memóriasocial, partindo da crítica dos diversos lugares de memóriasocialmente instituídos; Identificar e contextualizar o espaço social local, regional,nacional e mundial; Reconhecer a formação e as características identitárias dosdiversos grupos, identificando semelhanças e diferenças, de forma aperceber e entender as transformações sociais, espaciais, culturais,
  • 5. históricas e ambientais, incluindo-se especificamente essesconhecimentos concernentes à História de Mato Grosso; Compreender a diversidade cultural, destacando os diferentesmodos e as relações com o trabalho; Compreender e problematizar os atuais conhecimentoshistóricos acerca dos processos, rupturas e as trajetórias dosdiferentes modos de ser, viver e pensar de homens e mulheres emdiferentes tempos e espaços; Desenvolver/construir os conceitos e categorias da Históriapertinentes ao 3ºciclo. Diante dessas sugestões emanadas das OrientaçõesCurriculares do Estado de Mato Grosso minha ação, enquantoProfessor formador deste centro, será sugerir às escolas queeu acompanho as seguintes temáticas para seremtrabalhadas, após ser observado o diagnóstico realizadopelos respectivos professores dessas unidades educacionais: • Trabalhar temáticas voltadas ao Projeto “Sala do Educador” e seus desdobramentos. • Acompanhar ações do PPP. • Do currículo:Lei 11.769/08. • Estudo e prática dos primeiros capítulos do Relatório Delors (Capítulo I e II). Da Comunidade de Base a Sociedade Mundial; Da Coesão social à Prática Democrática. • Das Orientações Curriculares: contribuir com as escolas para adaptação à realidade da instituição. • Implementação dos estudos no Sala do professor formador. • Participação de congressos e simpósios. • Participação de capacitação em Cuiabá - SUFP. • Disponibilidade para atender solicitações de Professores Formadores que atendam outras escolas. • Implementação e articulação com as unidades escolares no uso diversificado da TIC. • Atendimento às solicitações da rede municipal: Lei 10639/03,11645/08,11769/08 na educação infantil . Bibliografia Consultada
  • 6. • Orientações Curriculares Estado de Mato Grosso, 2011• Educação: Um Tesouro a descobrir; relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI. 1996• Escravo nem Pensar. Como abordar o tema do trabalho escravo na sala de aula e na comunidade, 2007• BORDEST, Suise Monteiro Leon. Org). Educação Ambiental e cenários do universo pantaneiro, Cuiabá, EdUFMT, FAPEMAT, 2010.• FERREIRA, Ivanildo José, MARKUS, Maria Elsa (Orgs.). Práticas socioculturais na História Regional. Rondonópolis, MT: Styllus, 2006.• TEDESCHI, Losandro Antônio. Abordagens Interculturais, Porto Alegre, Martins Livreiro, 2008.• RODRIGUES, Raimundo Nina. Os Africanos no Brasil, São Paulo, Madras, 2008.• BENISTE, José. Mitos Yorubás, O Outro Lado do Conhecimento, Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2006.• MÁXIMO, Antônio Carlos, NOGUEIRA, Genialda Soares. Formação Continuada de Professores em Mato Grosso. Brasília: Liber Livro, 2009.

×