Conservação do Ecossistema Amazônico,

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Apresentação do Prof. Paulo Kageyama (ESALQ-USP) para o Projeto Repórter do Futuro, módulo Descobrir a Amazônia - Descobrir-se Repórter 2013.

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Conservação do Ecossistema Amazônico,

  1. 1. BIODIVERSIDADE TROPICAL:CÓDIGO FLORESTAL EMUDANÇAS CLIMÁTICASRepórter do Futuro –Floresta TropicalIEA-São Paulo, 25/05/2013Paulo KageyamaESALQ/USP
  2. 2. LARGEA - ESALQ / USPLaboratório Reprodução Genética Espécies Arbóreas Estudo da Biodiversidade das Florestas Tropicaiscom Técnicas de Genética Molecular; Aplicação desses Conhecimentos em ProjetosSocioAmbientais nos diversos Biomas; Esses Conhecimentos tomam Importância cadavez maior no Debate Internacional e Nacional:– Biodiversidade - Convenção da Biodiversidade*– Mudanças Climáticas – Convenção do Clima– Código Florestal - Congr. Nacional; Sociedade– Rio + 20: Internacional – Economia Verde
  3. 3. BIODIVERSIDADE - CONTEXTO MUNDIAL O BRASIL É O PAÍS DE MAIOR BIODIVERSIDADEDO PLANETA: E DAÍ? IMPORTÂNCIA SOCIO-AMBIENTAL, RESPONSABILIDADES E DESAFIOS; IMPORTÂNCIA: PERPECTIVAS PARA A SUACONSERVAÇÃO** E, PRINCIPALMENTE, O USOSUSTENTÁVEL* E REPARTIÇÃO DE BENEFÍCIOS*; O BRASIL POSSUI 20% DA BIODIVERSIDADE DOPLANETA, 25 MI AMAZÔNIDAS, 200 ETNIAS DEÍNDÍGENAS, BIOMAS DE ALTA BIODIVERSIDADE.“A AMAZÔNIA É A PRINCIPAL QUESTÃO: POR QUE?”“MAIOR E 85% AINDA EM PÉ”
  4. 4. RANKING MUNDIAL DE BIODIVERSIDADEDOS PAÍSES DO PLANETAMittermeier et al. (1997) (CI)PAÍSES DIVERSIDADE * ENDEMISMO * TOTAL------------------------------------------------------------------------------------BRASIL 30 18 48INDONÉSIA 18 22 40COLÔMBIA 26 10 36AUSTRÁLIA 05 16 21MÉXICO 08 07 15MADAGASCAR 02 12 14-------------------------------------------------------------------------------------*Diversidade: Organismos escolhidos; Endemismo: só no Brasil
  5. 5. BIODIVERSIDADE DAS FLORESTAS TROPICAISO QUE TEMOS? O QUE CONHECEMOS?ORGANISMOS Total Conhecido* Total Estimado------------------------------------------------------------------------------------Plantas 250.000 (50%) 500.000Microrganismos*** 100.000 (1%) 10 MilhõesAnimais** 1.100.000 (3%) 40 Milhões------------------------------------------------------------------------------------Total Geral 1.450.000 (3%) 50 Milhões* Só conhecimento taxonômico; ** Grande maioria insetos*** Microrganismos e insetos são o predomínio no Mundo !!!
  6. 6. CONVENÇÕES DE DIVERSIDADE BIOLÓGICAE DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS/ONU Principais resultados da Rio 92 - Conferênciada ONU para Meio Ambiente; (RIO +20 !) Acordo negociado entre Governos dos Paísesdas Nações Unidas (191); (188) e (143) Tratado Internacional com Força de Lei*, paraPaíses que ratificam a Convenção; Compromisso de cumprir as Decisões aprova-das nas COPs (Conference of Parties);“Quem não ratificou nem a Convenção daBiodiversidade e nem o Protocolo de Kiotoe Por que Não?”
  7. 7. OBJETIVOS DA CONVENÇÃO DABIODIVERSIDADE (3) Conservação* da Diversidade Biológica ouda Biodiversidade - CDB; Uso Sustentável dos Recursos Genéticosda Biodiversidade; Repartição Justa e Eqüitativa dos RecursosBiodiversidade.“A ênfase para os Países Ricos é mais para oprimeiro objetivo: a Conservação”
  8. 8. CONFERÊNCIA DAS PARTES DACDB - COP 8 A Conferência das Partes (COP) é o órgão supremodecisório no âmbito da CDB - Convenção sobre aDiversidade Biológica; As reuniões da COP são realizadas a cada doisanos; rodízio entre os continentes:COP 1:Bahamas 1994; COP 2: Indonésia 1995; COP3: Argentina 1996; COP 4: Eslováquia 1998; COP 5:Quênia 2000; COP 6: Holanda 02; COP 7: Malásia 04COP 8: Brasil 06; COP 9 –Alemanha – 08; COP 10 –Japão-Nagóia 10; COP 11 – Índia-Hyderabad 12; Coréia Sul
  9. 9. QUANTIFICAÇÃO DA DIVERSIDADE DEESPÉCIES DA FLORESTA TROPICAL DIVERSIDADE DA MATA ATLÂNTICA (REIS, 1996)– NÚMERO TOTAL DE ESPÉCIES ARBÓREAS = 35%– NÚMERO TOTAL DE ESPÉCIES: LIANAS/EPÍFITAS = 42%– NÚMERO TOTAL DE ESPÉCIES: ARBUSTOS/ERVAS = 23% EM 1 SÓ HECTARE DE MATA ATLÂNTICA– NÚMERO MÉDIO: 150 ESPÉCIES DE ÁRVORES/HA– NÚMERO TOTAL DE PLANTAS: 500 ESPÉCIES; E– 50.000 ESPÉCIES DE ANIMAIS/MICRORGANISMOSANTÍTESE: 1 SÓ GENÓTIPO/TRANSGÊNICO EM MILHARES DEHA NA MONOCULTURA DA AGROPECUÁRIA E FLORESTA ?
  10. 10. Biodiversidade Para Quem? (Kricher 97) O número de spp de insetos e de microrganismosnesses ecossistemas é cerca de 100 vezes o númerode plantas (500), ou 50.000 espécies por hectare; Na co-evolução* das florestas tropicais, as plantaspassaram a produzir os compostos secundáriosquímicos, base para os fármacos e fitoterápicos. Os Compostos Secundários, ou princípios ativos, vêmhá longo tempo sendo utilizados pelas Comunidades,utilizando-se do Conhecimento Tradicional; Essa prospecção pode ser via Moléculas para a Indústriade Fármacos, ou compostos ativos pela Indústria deFitoterápicos, assim como para as Fármacias Vivas; Uso nas Indústrias de Biotecnologia: Biopirataria*
  11. 11. BIOPIRATARIA E BIODIVERSIDADE(Uso Sustentável e Repartição de Benefícios) Lei de Acesso aos Recursos Genéticos eRepartição Justa e Equitativa de Benefíciosdos Recursos Genéticos da Biodiversidade*; Regime Internacional de Acesso aosRecursos Genéticos; Proposta feita na COP 8Curitiba-PR; (COP 10 Protocolo Nagóia)*.
  12. 12. Lei de Acesso ao Material Genético eseus Produtos, aos ConhecimentosTradicionais Associados e Repartição deBenefícios (discutida no CGEN/MMApor dois anos; na Casa Civil até hoje).
  13. 13. Plantas, animais,fungos emicroorganismosVariedades CrioulasConhecimentosTradicionais AssociadosGenesBiomoléculasExtratosCARACTERÍSTICASEPROPRIEDADESFUNCIONAISMaterial Genético e seus ProdutosProdutoscomerciaisCultivaresCosméticosFármacos
  14. 14. Quais os problemas para a Lei de Acesso?i) A biopirataria corre solta, sem arepartição justa de benefícios;ii) Os conhecimentos tradicionais não sãovalorizados, e sim explorados: povosindígenas, comunidades tradicionais, ..iii) A biodiversidade é um patrimônionacional; a quem cabe os benefícios?Em Contrapartida: Desmatamento !!!
  15. 15. USO DAS TERRAS NO BRASIL (850 Mi Ha)Uso da Terra Área (Ha) Porcentagem---------------------------------------------------------------------------Pecuária Total 200 Mi 22%Agronegócio 80 Mi 10%Agricult Familiar 100 Mi 12%Amazônia 450 Mi 50% (17%)*Pecuária 45 Mi 60%Pec. Abandonada 20 Mi 30%Agricultura 10 Mi 10%---------------------------------------------------------------------------Pecuária no Brasil tem produtividade de 1,2 cab/ha;Amazônia menos de 1,0 cab/ha; ideal: 2-3 cab/ha
  16. 16. DESMATAMENTO DAAMAZÔNIA2/3* DAS EMISSÕES DE CARBONO DO BRASILCOP 15 (2010) Copenhagen: Brasil redução 38% ? EXPLORAÇÃO MADEIREIRA PREDATÓRIA PECUÁRIA EXTENSIVA (APÓS MADEIRA)- AMAZÔNIA: 45 MI HA ( 0,9 CABEÇA/Ha);- EX-PECUÁRIA: 20 MI HA (ABANDONADOS); SOJA INTENSIVA: CERRADO DAAMAZÔNIA« A PECUÁRIA É PARA REFORMAAGRÁRIA E OAGRONEGÓCIO QUE NOS ENVENENA* »
  17. 17. As setas indicam os corredores de expansão. Área cultivadacom soja e gado, na Amazônia Brasileira. Fonte:IBGE. Pecuária: menos de 1 cab/Ha*Soja e Gado: Avanço na Amazônia
  18. 18. Plano de Ação para Prevenção e Controledo Desmatamento na Amazônia - CEDAm*GRUPO PERMANENTE DE TRABALHO INTERMINISTERIALSOBRE DESMATAMENTO NA AMAZÔNIAInstituído por Decreto de 3 de julho de 2003Reuniu 13 ministérios coordenados pela Casa Civilda Presidência da República*
  19. 19. Taxa de Desmatamento daAmazônia Brasileira – 1988/20102008: 13 Km2; 2009/12: 07 Km2; 2013: 06 Km288/8903/0404/0505/0606/0717,613,811,113,814,929,118,213,217,4 17,318,2 18,223,124,627,218,7149,602/0301/0290/9189/9098/9999/0000/0193/9494/9595/9696/9797/9891/92
  20. 20. CUSTO PARA MANTER A BIODIVERSIDADE* REDUZIR DESMATAMENTO E MANEJO SUSTENTÁVEL– PLANO DE COMBATE AO DESMATAMENTO: A ESTRUTURA PARA AS AÇÕES NA AMAZÔNIA DO GTINTERMINISTARIAL CUSTOU EM TORNO DE US$ 50 MI / ANO. AREDUÇÃO DE 500 MI HA CUSTOU CERCA DE US$ 100/HA/ANO;– RECUPERAÇÃO DA FLORESTA: O PLANTIO MISTO DE ESPÉCIES NATIVAS PARA ARESTAURAÇÃO FLORESTAL, OU “REFAZER” A FLORESTA, TEMFICADO CERCA DE US$ 2.000 / HA;– MANEJO SUSTENTÁVEL DA FLORESTA: MANEJO SUSTENTÁVEL DA FLORESTA, COM MANUTENÇÃO DORECURSO E A BIODIVERSIDADE. QUAL O CUSTO PARA MANTERO SERINGUEIRO NA RESEX? US$ 20,00 / HA / ANO.
  21. 21. Floresta Tropical: Mata AtlânticaNum hectare de Mata Atlântica temoscerca de 500 espécies vegetais, sendoem torno de 150 espécies de árvores ecerca de 350 espécies de não árvores(lianas, epífitas, arbustos e herbáceas);Estima-se existirem cerca de 100 vezesmais espécies de insetos e microorga-nismos do que de plantas, ou 50 000espécies por Ha, na Floresta Tropical.
  22. 22. Aplicação: Uso da Biodiversidade*(30 a) Biodiversidade e o Uso como Ferramenta nosAgroecossistemas = Equilíbrio Ecológico; 1- Amazônia: Ilhas de Alta Produtividade deSeringueiras - IAPs, no Acre; 2- Mata Atlântica: Restauração de ÁreasDegradadas com Espécies Nativas; 3- Plantações de Exóticas com APPs e RLscomo Buffer de Biodiversidade; 4- Agricultura Familiar: Construção de NovosSistemas de Produção com Biodiversidade; Considerações Finais: Que lições tirar para oUso dessa nossa Biodiversidade?
  23. 23. Biodiversidade Tropical A Biodiversidade é a responsável pelodelicado equilíbrio nas florestas tropicais,pois biodiversidade e equilíbrio sempreestão associados nesses ecossistemas. O que é então essa tal BiodiversidadeTropical e como a mesma pode serreferência para os agroecossistemas? Existem experiências de êxito em comoessa biodiversidade pode ser utilizadacomo ferramenta nos Agrossistemas?Biodiversidade Dentro e Entorno do Talhão
  24. 24. ILHAS DE ALTA PRODUTIVIDADE – IAPsSERINGUEIRAS DO ACRE – AMAZÔNIA(RESEX CHICO MENDES – 1990/95*)
  25. 25. RESEX NO ACRE – CONSERVAÇÃO E USO
  26. 26. ILHAS DE ALTA PRODUTIVIDADE – IAPsACRE - AMAZÔNIA A SERINGUEIRA É NATIVA DA AMAZÔNIA E PORISSO É ATACADA PELO FUNGO MAL DAS FOLHAS(Mycrociclus ulei), IMPEDINDO PLANTAÇÕES NAREGIÃO DE ORIGEM, OU NA AMAZÔNIA; O PLANTIO DE PEQUENAS ILHAS (1 Ha)-IAPs DESERINGUEIRA NO MEIO DA FLORESTA (RESEX)TEVE SUCESSO, SEM DOENÇA, A PLANTA FOIPROTEGIDA PELA BIODIVERSIDADE AO REDOR;• A BIODIVERSIDADE NO ENTORNO DA ÁREAPRODUTIVA (TALHÃO) PODE SER IMPORTANTEPARA O EQUILÍBRIO DOS CULTIVOS, MESMO QUESEJAM MONOCULTIVOS CLONAIS.*(Tomate, Eucal)
  27. 27. RESTAURAÇÃO DE MATAS CILIARES COMALTA DIVERSIDADE DE ESPÉCIES NATIVAS(CESP/ESALQ – 1988/2000)
  28. 28. RESTAURAÇÃO DE MATAS CILIARES COMALTA DIVERSIDADE DE ESPÉCIES A Tecnologia para a Restauração de ÁreasDegradadas no Brasil, a partir dos 80, teve resultadosmuito importantes, para a valorização das espéciesnativas e para a restauração de matas ciliares; O plantio de cerca de 100 ou mais espécies nativasdiferentes juntas por hectare foi tornado possível apartir da pesquisa desenvolvida por universidades einstituições de pesquisas nessas duas últimas décadas;•Os dois conceitos fundamentais utilizados para essarestauração foram basicamente: i) a diversidade deespécies (100) e ii) a sucessão ecológica (P,I,T,C).
  29. 29. MODELO BÁSICO DE ASSOCIAÇÃO ENTRE GRUPOS ECOLÓGICOS(BUDOWSKI, 1966)RESTAURAÇÃO: BIODIVERSIDADE E SUCESSÃO
  30. 30. ALTA DIVERSIDADE DE ESPÉCIES EEQUILÍBRIO DO ECOSSISTEMA Não se tem constatado ataque de pragas e/ou doenças,em nenhuma dessas 100 espécies, o que parecesurpreendente, comparando-se com outras culturas; Mesmo as formigas cortadeiras, as mais temíveis eincontroláveis por meios naturais, não têm necessitadomais do seu controle, após os dois anos do plantio; Deve-se creditar o não ataque de pragas e doençasnessas plantações mistas à alta diversidade de espécies,à maneira do que ocorre nas florestas naturais.
  31. 31. PROJETO (APLICAÇÃO):RESTAURAÇÃO FLORESTAL EQUANTIFICAÇÃO DE SEQUESTRO DECARBONO NA AES TIETÊMDL/ONU – Convenção de Mudanças ClimáticasCooperação: ESALQ/USP e AES Tietê2008-2013 – 10 000 Ha
  32. 32. Dar suporte técnico-científico às diferentesetapas do plantio de restauração, visando àmaximização da remoção de carbonoatmosférico e também da restauração dabiodiversidade, por métodos que visamaprimorar as técnicas existentes.Objetivo geral
  33. 33.  Importância da cooperação universidade x empresa: avanço dapesquisa e contribuição com novas tecnologias; Implementação da Metodologia ARAM 0010 nas condições derestauração de áreas degradadas ciliares; CMC/ONU Consolidação e continuidade de 20 anos de pesquisa daESALQ/USP através do Projeto Carbono AES; O projeto visa contribuir com o meio ambiente, assim comocom comunidades vizinhas (social).RESTAURAÇÃO E MUDANÇAS CLIMÁTICAS
  34. 34. Sequestro de C em reflorestamentos heterogêneoscom espécies nativas01020304050607080901001101201301401501601700 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 26 28 30Idade (anos)EstoquedeC(tC/ha)Melo e Durigan, 2006 CURVA AES Dados AES Suganuma, 2007
  35. 35. PLANTIOS DE EUCALIPTOS COM APPsE RESERVAS LEGAIS(EMPRESA FLORESTAL – 2008)CÓDIGO FLORESTAL ??
  36. 36. PLANTIOS DE EUCALIPTOS CLONAISCOM APPs E RESERVAS LEGAIS Os plantios de florestas no Brasil, basicamente comespécies exóticas (Eucalyptus e Pinus), teve grandeimpulso com os incentivos fiscais e se consolidou,embora com débitos sociais/ambientais; O setor de plantações florestais foi o pioneiro emincorporar as APPs e RLs em suas plantações, porimportante e significativo segmento do setor; Plantações florestais não têm esquemas deproteção às pragas e doenças a partir deagrotóxicos por avião*; as APPs e RLs - ou abiodiversidade natural - é a única ferramenta.
  37. 37. Plantação FlorestalFloresta Natural(APP)Uma especie/clones80-100 espécies diferentesx
  38. 38. PLANTIOS DE EUCALIPTOS COM APPsE RESERVAS LEGAIS Pesquisas têm mostrado que talhões clonais deEucaliptos, com baixa diversidade genética, comáreas de APPs e RLs no entorno* apresentammuito menor ataque de pragas e doenças; Dessa forma, a biodiversidade nativa tem sidouma ferramenta importante para possibilitar onão uso em grande escala de agrotóxicos nosempreendimentos de florestas de exóticas*(Ex?).
  39. 39. AGROBIODIVERSIDADE NAAGRICULTURA FAMILIAR – SAFs e SSPs(Assentamentos Reforma Agrária 1995/2012)
  40. 40. ESTABELECIMENTOS RURAIS E PRODUÇÃO DEALIMENTOS NO BRASILCategorias No Estabeleci/ % Área Ha % Financia/-----------------------------------------------------------------------------------------------Patronal 554 mil 11,4 240 mi 67,9 73,8Familiar 4.139 mil 85,2 107 mi 30,5 25,3Outros** 164 mil 3,4 5,8 mi 1,7 0,9-----------------------------------------------------------------------------------------------FONTE: CNPq (2002) ; ** Governo e Igreja
  41. 41. BIODIVERSIDADE EM PEQUENASPROPRIEDADES FAMILIARES Agricultores Familiares vêm usando técnicasde SAFs-Sistemas Agroflorestais, com espéciesarbóreas e agrícolas na áreas de produção,com maior equilíbrio nos agroecossistemas; Espécies de luz e de sombra são associadasem modelos adequados, usando os nutrientes dosolo com as raízes profundas das árvores e asraízes rasas das plantas agrícolas*. NACE/ESALQ: Pesquisas com AssentamentosRurais – Sistemas de Produção baseados naBiodiversidade e Agroecologia (1995-2012)*
  42. 42. Exemplo de estrutura que queremos !!
  43. 43. “PROJ BIOENERGIA COM BIODIVERSIDADEE SEGURANÇA ALIMENTAR - PONTAL (SP)” Projeto mais recente, financiado pelo MDA:Uso de Palmeira Nativa da Região-Macaúba,que produz 10 vezes mais do que a Soja (sic);SAF de Macaúba* com plantas alimentares; Pesquisa Participativa com a Comunidade, comparcerias Locais: APTA, Embrapa, IAC, INCRA,ITESP e Empresa Esmagadora, com um fortecomponente de Formação, Educação e Extensão; O desafio, como dito, é: como ampliar essaforma de produção + sustentável de Agriculturapara a comunidade de 6 Mil Famílias do Pontal !
  44. 44. Mapeamento de PopulaçõesNativas de Macaúba (5 Mil Ha ?)
  45. 45. Produtividade da Macaúba*densidade de plantionas APD (ind/ha)Rendimento óleo (kg/ha)Hipótese A Hipótese B500 8 000 10 500A produtividade estimada éde 10 vezes mais que a soja!Potencial!“O MDA aprovou a 1a Fase do projeto Macaúba e renovoupor mais 2 anos(2014), totalizando 80 famílias assentadas”*
  46. 46. “PROJ ASSENTAMENTO SUSTENTÁVEL NOEXTREMO SUL DA BAHIA” Fomos convidados pela Empresa Fibria* afazer com o MST um Projeto de AssentamentoSustentável, com princípios da Agroecologia,com Cessão das Terras para Reforma Agrária; O MST aceitou a proposta propondo que juntocom o Projeto de Assentamento fosse criado umCentro de Formação e Educação sobreAgroecologia e SAFs, visando a comunidade; O Centro de Formação foi inaugurado com apresença do Governador da Bahia; Pesquisadoresda ESALQ, junto com Técnicos e Agricultores doMST, iniciaram o Projeto em Junho de 2012.
  47. 47. Bela Manhã, 5 anos de acampamento (lona!)
  48. 48. Recepção pelos Acampados doMST Local !
  49. 49. Objetivos e estrutura do Centro deFormação do Sul da Bahia (Esalq/Mst)Centro referência regional – AgroecologiaÁrea demonstrativa de tecnologias adequadasCentro de educação sócio-ambientalModelo de eficiência ambientalFormação : Agricultores, Técnicos, Comunidade
  50. 50. Cadeias Produtivas e Agroindústrias Fruticultura tropical – em SAFs Hortifrutigranjeiros – Orgânicos Medicinais e Fúngicos (Fiocruz) Leite e derivados - Pequenos Animais Cacau orgânico – (Cabruca) Produtos Florestais não madeireiros– Sementes Florestais, Mel , Ornamentais, ... Produtos Madeireiros de alto valor agregadoEmbasamento técnico e científico paraviabilizar as Cadeias Produtivas !!!
  51. 51. CULTIVO ORGÂNICO EM APIAÍ-SP NOVALE DO RIBEIRA (IAP*) PLANTIO DE TOMATE RODEADO DEBIODIVERSIDADE (ORGÂNICO), EM PEQUENASCLAREIRAS NA MATA ATLÂNTICA; POSSIBILIDADE TAMBÉM DO PLANTIO DEOUTRAS ESPÉCIES NATIVAS, MUITOATACADAS POR PRAGAS E/OU DOENÇAS; É A BIODIVERSIDADE NO ENTORNO DA ÁREAPRODUTIVA, FAZENDO O PAPEL DE BUFFER,PROTEGENDO O TALHÃO CARRO-CHEFE.
  52. 52. Produção agroecológica de TomateControle biológico - ISCA
  53. 53. COMPARAÇÃO DE CULTIVO DE TOMATECONVENCIONAL E ORGÂNICO EM APIAI-SPCultivos Produtividade Custo RetornoTipos por 1000 pés Produção Econômico----------------------------------------------------------------------------Convencional 200 Cx 5.000,00 1.000,00Orgânico (Mata) 50 Cx(100 cx) 700,00 800,00*----------------------------------------------------------------------------Tomas & Kageyama (2011, Diss Mestrado)Obs: Preço/Cx: R$ 30; Convencional: 36 aplicações*
  54. 54. Cultivo da Banana no Vale do Ribeira:Convencional X Orgânico (SAF)Melo, C.V. (2009) – Eldorado-SPTipo Cultivo Convencional SAF Orgânico------------------------------------------------------------------No Pessoas 7 6Ha em Uso 6 5Hs Semana 36 45M.O Contratada 10 0M.O Mutirão 0 0,5------------------------------------------------------------------
  55. 55. RESUMO FINAL DO PROJETO DA BANANAProdutividade Convencional SAF Orgânico-----------------------------------------------------------------Kg/Pl Banana 30,6 6,8Custo Produção 7.812,30 172,30Renda Liqu/Ha 1.858,60 2.572,10-----------------------------------------------------------------Obs. Conceito de Produtividade ?
  56. 56. CONSIDERAÇÃO FINAIS Brasil: País de Maior Biodiversidade: a Convenção daBiodiversidade atende muito mais a Conservação doque o Uso Sustentável e Repartição de Benefícios; A Biodiversidade pode ser Ferramenta de Equilíbrio:agroecossistemas construídos com alta diversidadesão altamente vantajosos para a Agricultura Familiar; Tem-se questionado as tecnologias que vêm sendoadotadas para o meio rural, baseadas no uso cada vezmaior de agrotóxicos* (Saúde Humana); Áreas mal usadas da Pecuária (200 M Ha): prioritáriaspara a Reforma Agrária e a Produção de AlimentosSaudáveis e Socialmente Justas (Cod Ftal e Rio + 20).
  57. 57. Prof. Paulo KageyamaESALQ. Universidade de São Paulopkageyama@usp.br

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