RDC_50_Climatizacao

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  • 1. RESOLUÇÃO RDC/Anvisa nº 50 de 2002 INSTALAÇÕES PREDIAIS ORDINÁRIAS E ESPECIAIS INSTALAÇÕES DE CLIMATIZAÇÃO
  • 2. INSTALAÇÕES DE CLIMATIZAÇÃO (IC) São aquelas que criam um microclima nos quesitos de temperatura, umidade, velocidade, distribuição e pureza do ar.
  • 3. INSTALAÇÕES DE CLIMATIZAÇÃO (IC)
    • BASE LEGAL
      • ABNT NBR 6401 - Instalações Centrais de Ar Condicionado para Conforto - Parâmetros Básicos de Projeto;
      • ABNT NBR 7256 - Tratamento de Ar em estabelecimentos assistenciais de saúde;
      • Portaria GM/MS nº 3523 de 28/08/98 - limpeza e manutenção de sistemas de climatização;
      • Recomendação Normativa 004-1995 da SBCC – Classificação de Filtros de Ar para Utilização em Ambientes Climatizados;
      • ABNT NBR 14518 – Sistemas de Ventilação para Cozinhas Profissionais.
  • 4. INSTALAÇÕES DE CLIMATIZAÇÃO (IC)
    • AR CONDICIONADO (AC)
      • Os setores com condicionamento para fins de conforto, como salas administrativas, quartos de internação, etc., devem ser atendidos pelos parâmetros básicos de projeto definidos na norma da ABNT NBR 6401:1980.
      • Os setores destinados à assepsia e conforto, tais como salas de cirurgias, UTI, berçário, nutrição parenteral, etc., devem atender às exigências da ABNT NBR 7256:2005 .
  • 5. INSTALAÇÕES DE CLIMATIZAÇÃO (IC)
      • Controle do ambiente térmico
    • (temperatura e umidade)
      • Controle da qualidade do ar
    • (agentes biológicos e químicos, odores)
    • Ar condicionado e infecção hospitalar
      • Só pode controlar infecções transmissíveis pelo ar
      • Pode se tornar fator agravante se não for bem projetado, executado, operado e mantido
  • 6. O AMBIENTE TÉRMICO
      • Conforto térmico essencial na cirurgia
    • - alivia estresse térmico do cirurgião
    • - evita contaminação por suor
      • O ambiente térmico como fator de terapia
    • - surtos de calor e umidade alta prejudicam pacientes cardíacos ou com disfunção do sistema termo regulador
    • - ar muito quente e úmido favorece grandes queimados com lesões expostas
  • 7. O AMBIENTE TÉRMICO
      • Umidade do ar
    • - muito alta favorece proliferação de fungos
    • - muito baixa prejudica vias respiratórias de pacientes sensíveis
      • Condições especiais
    • - exigidas por equipamento de diagnóstico e terapia.
  • 8. QUALIDADE DO AR
      • Controle da contaminação microbiológico do ar
      • Controle de odores e poluentes químicos
    • Processos de controle
      • Filtragem do ar
      • Controle dos fluxos de ar
      • Renovação do ar / Exaustão
  • 9. QUALIDADE DO AR
    • Filtragem
    • Filtros Absolutos (HEPA filters)
      • ar virtualmente livre de qualquer partícula de matéria
    • (retêm mais de 99,97% das partículas de 0,3 micra)
      • utilizados apenas em áreas muito críticas
    • Filtros finos de alta eficiência
      • podem reter 99% ou mais dos agentes microbiológicos;
      • adequados na maioria das aplicações de risco
    • Observação: Filtros não retêm gases
  • 10. QUALIDADE DO AR
    • Renovação / Exaustão
      • Odores e gases
    • - Removidos na fonte por exaustão localizada quando possível
    • - Diluídos por mistura com ar exterior quando difusos no ambiente
      • Locais contaminados
    • - Ar totalmente rejeitado ao exterior por exaustão mecânica, substituído por ar limpo
  • 11. ABNT NBR 7256:2005
    • Estipula
      • Parâmetros de projeto para cada ambiente de acordo com
    • - as exigências especiais de temperatura e umidade
    • - o nível e o tipo do risco à saúde por exposição ao ar
      • Requisitos técnicos para os componentes e instalações
      • Requisitos de proteção contra incêndio
      • Precauções em caso de obras dentro ou na vizinhança de áreas críticas
  • 12. INSTALAÇÕES DE CLIMATIZAÇÃO (IC)
    • AR CONDICIONADO (AC)
      • No atendimento dos ambientes críticos e semi-críticos devem ser tomados cuidados, principalmente por envolver trabalhos e tratamentos destinados à análise e erradicação de doenças infecciosas, devendo portanto ser observados os sistemas de filtragens, trocas de ar, etc.
      • Toda a compartimentação do estabelecimento estabelecida pelo estudo arquitetônico, visando atender à segurança do EAS e, principalmente, evitar contatos de pacientes com doenças infecciosas, deve ser respeitada quando da setorização do sistema de ar condicionado.
  • 13.
    • FLUXOS DE AR
      • Sempre em direção da área mais limpa para a área mais contaminada
      • Difusores de insuflação de baixa turbulência nos ambientes críticos evitam dispersão dos contaminantes
      • Recirculação do ar admitida apenas entre áreas com a mesma exigência da assepsia
      • Gradientes de pressão interna - positiva nas áreas limpas, negativa nas áreas contaminadas
      • Importância da compartimentação física dos locais e do controle da circulação
  • 14. ABNT NBR 7256:2005
    • Risco à saúde por exposição ao ar ambiental
      • Nível 1 - risco muito baixo
      • Nível 2 - fortes evidências de risco
      • Nível 3 - fortes evidências de grave risco
    • Tipo de risco
      • Biológico
      • Químico
      • Radiológico
    • Avaliação apenas qualitativa - não há tentativa de quantificar
  • 15. ABNT NBR 7256:2005
    • Ambientes nível de risco 3
      • Isolamento protetivo (pacientes imunosuprimidos)
      • Isolamento de bloqueio (pacientes com graves infecções transmissíveis pelo ar)
      • Cirurgia de alto risco e complexidade (cirurgia óssea, cardiológica, neurológica, transplantes)
      • Grandes queimados (lesões expostas)
  • 16. ABNT NBR 7256:2005
    • Ambientes nível de risco 3
      • Laboratório de biologia molecular (cabines de segurança biológica)
      • Banco de tecidos (músculos, ossos)
      • Manipulação de parenterais
      • Esterilização gasosa - ( óxido de etileno, cancerígeno, explosivo)
      • Lavanderia , (recebimento e triagem de roupa suja)
  • 17. ABNT NBR 7256:2005
    • Ambientes nível de risco 2
      • Cirurgia geral, parto cirúrgico
      • UTI, UTI neonatal
      • Grandes queimados (lesões protegidas)
      • Sala de emergência ( politraumatismo, parada cardíaca)
      • Salas de inalação, broncoscopia
      • Salas de exames invasivos
  • 18. INSTALAÇÕES DE CLIMATIZAÇÃO (IC) AR CONDICIONADO (AC) Tomada de Ar As tomadas de ar não podem estar próximas dos dutos de exaustão de cozinhas, sanitários, laboratórios, lavanderia, centrais de gás combustível, grupos geradores, vácuo, estacionamento interno e edificação, bem como outros locais onde haja emanação de agentes infecciosos ou gases nocivos, estabelecendo-se a distância mínima de 8,0 m destes locais.
  • 19. INSTALAÇÕES DE CLIMATIZAÇÃO (IC) AR CONDICIONADO (AC) Renovação de ar: O sistema de condicionamento artificial de ar necessita de insuflamento e exaustão de ar do tipo forçado, atendendo aos requisitos quanto à localização de dutos em relação aos ventiladores, pontos de exaustão do ar e tomadas do mesmo. Todo retorno de ar deve ser feito através de dutos, sendo vedado o retorno através de sistema aberto (plenum). Para os setores que necessitam da troca de ar constante, deve ser previsto um sistema energético, para atender às condições mínimas de utilização do recinto quando da falta do sistema elétrico principal, com o mínimo período de interrupção.
  • 20. INSTALAÇÕES DE CLIMATIZAÇÃO (IC)
    • VENTILAÇÃO (V)
    • Exaustão (E)
    • Lavanderia
      • é obrigatória a existência de sistemas de exaustão mecânica na lavanderia, tanto na área "suja" quanto na área "limpa". Estes sistemas devem ser independentes um do outro.
  • 21. INSTALAÇÕES DE CLIMATIZAÇÃO (IC)
    • VENTILAÇÃO (V)
    • Exaustão (E)
    • Lavanderia
      • a saída do exaustor da sala de recepção de roupa suja deve estar posicionada de modo que não prejudique a captação de ar de outros ambientes. Preferencialmente, esta saída deve estar acima aproximadamente 1.0 m da cumeeira do telhado da edificação.
      • devem-se utilizar filtros F1 nessas saídas caso a mesma interfira na captação de ar de outros ambientes, quer seja por janelas ou tomadas de ar de sistemas de ar condicionado.
  • 22. INSTALAÇÕES DE CLIMATIZAÇÃO (IC)
    • VENTILAÇÃO (V)
    • Exaustão (E)
    • Lavanderia
      • caso a lavanderia utilize ozônio em seu processo de lavagem, é necessário um sistema de exaustão de ar na sala do gerador de ozônio, além do exaustor da sala de recepção de roupa suja onde estão situadas as lavadoras de roupa.
      • deve ser prevista coifa com exaustor sobre as calandras, com altura máxima de 60 cm acima das mesmas, além de outros exaustores perto de lavadoras, secadoras e prensas. Alguns equipamentos possuem exaustão própria. Nestes casos a coifa é dispensável.
  • 23. INSTALAÇÕES DE CLIMATIZAÇÃO (IC) VENTILAÇÃO (V) Exaustão (E) Lavanderia
  • 24. INSTALAÇÕES DE CLIMATIZAÇÃO (IC) VENTILAÇÃO (V) Exaustão (E) Farmácia O duto de exaustão da capela de fluxo laminar de manipulação de quimioterápicos deve possuir filtros finos.
  • 25. ABNT NBR 7256:2005
    • Componentes e sistemas
    • Requisitos relativos à qualidade do ar e à confiabilidade para:
      • Filtros
      • Condicionadores
      • Umidificadores
      • Salas de máquinas
      • Tomadas e descargas de ar
      • Dutos de ar
  • 26. ABNT NBR 7256:2005
    • Componentes e sistemas
    • Proteção contra incêndio
      • Conscientização do projetista de ar condicionado - não substitui projeto especializado
    • Recomendações básicas
      • Respeito à compartimentação corta fogo
      • Materiais incombustíveis
      • Dutos de ar potenciais condutores de fogo e fumaça
      • Registros corta fogo e fumaça, detetores de fumaça
  • 27. ABNT NBR 7256:2005
    • Obras na vizinhança de áreas críticas
      • Alto risco de contaminação por poeira, fungos
      • Isolamento estanque da área em obras
      • Exaustão da área isolada.
  • 28.  
  • 29.  
  • 30. UNIDADE DE CONDICIONAMENTO
  • 31. CLIMATIZAÇÃO DE SALA CIRÚRGICA
  • 32. ENDEREÇO NA INTERNET http://www.anvisa.gov.br [email_address]  (61) 3448-1046 fax: (61) 3448-1302