Capezio magazine

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5 edição da Revista Capézio Magazine

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Capezio magazine

  1. 1. Linha 7 Passos Sete sapatilhas Capezio e uma perfeita pra você. Ortopedia Estudo realizado por Dr. João Hollanda sobre o casamento entre pés, nivel técnico e sapatilhas afim de prevenir lesões. Edição 05 Novidades Confira as novidades da Capezio para Jazz, Sapateado,Para onde vai o Jazz? Ballet e Hip HopCaio Nunes libera sua sabedoria eopinião sobre esta modalidade. Festivais e Cultura Entenda tudo sobre os principais festivais de dança do paísA Divindade da Dança E mais...Matérias com Bispo John e Karina O Ballet Raymonda, Coreologia, eBernassi Opiniões
  2. 2. Max tênis Colorido e nova coleção de Jazz by Caio Nunes Nova CK40, Novo corte,www.capezio.com.br novo cetim, alta resistência e biodegrada’vel. Esta um show! Novas estampas Use capezio e s SH 19, Novo sapateado Steven Harper leve, moderno e colorido | @capeziobrazil
  3. 3. JMCOM Glove foot, a sapatilha que cai como luva no seu pé Botinha de aquecimento,surpreenda-se! macacões e polainas coloridas e novo casaquinho!do Linha 7 passos Sete sapatilhas e uma perfeita para você
  4. 4. Esta edição da Capezio Magazine está cheia de boas novas! Cara nova, Ma-térias Interessantes, Opiniões e Produtos de Lançamento. A ideia é trazer avocês, bailarinos e bailarinas de todas as modalidades de dança, a relevânciadeste segmento no Brasil. Por meio da democratização de conteúdos de debate, educativos e contri-butivos para todas as modalidades, a Capezio Magazine visa incentivar emvocês o interesse cultural sobre essa Arte da qual sempre tivemos paixão, aDança! Luiz Cavalcante Diretor da Capezio do Brasil
  5. 5. Revista Capezio Magazine Rua Agostinho Gomes, 1537 Diretor Ipiranga, São Paulo – SP, Luiz Cavalcante CEP: 04206-000 Conselho Editorial +55 11 2272-9677 Luiz Cavalcante www.capezio.com.br/magazine Rodnei Elorza magazine@capezio.com.br Maurício de Oliveira Julia Cavalcante Editora Chefe Julia Cavalcante Editor de Arte Rodrigo Guergolet03- Repertório Redação Caio Nunes05- Teatro Musical João de Holanda07- Festivais, e Julia Cavalcante Jonh GaspiCultura Juliana Mel13- Estudos da Dança Karina Bernassi Luiz Cavalcante15- Presença Pedro Kraszczuk17- Opinião Rodrigo Guergolet Steven Harper Arte Yoshi Suzuki Fotos Viviani Reis Alceu Bett Nádia Kafka19- Divindade daDança Capa Rodrigo Guergolet (Criação)23- Capa Viviani Reis (Fotografia)27- Ortopedia Karina Motta (Modelo)30- Sessão Capezio Publicidade Rodnei Elorza Gisele Caetano 02
  6. 6. Repertório Por: Juliana Mel A história do Ballet Raymonda Uma Aventura Medieval com um Toque A História: Oriental Contado em três atos, o ballet começa no palácio em Foi a partir da fusão de duas culturas distintas, a Me- que vive Raymonda, onde estão sendo feitos os pre- dieval e a Oriental, que nasceu o ballet Raymonda, parativos para sua festa de aniversário. A condessa uma história que se passa na Hungria durante a 5ª Sybil de Daurice, tia de Raymonda, adentra no sa- Cruzada, chefiada pelo rei húngaro André II. Com lão e mostra a todos cortesãos a estátua da Dama libreto original escrito por Lydia Pashkova, o ballet Branca, uma antepassada que castiga todos aqueles narra a história de uma jovem amada por dois ho- que não respeitam as tradições de sua família. Em mens, o cavaleiro Jean de Brienne, noivo da protago- seguida, o cavaleiro Jean de Brienne chega ao palá- nista, e Abderakhman, um cavaleiro sarraceno que se cio para se despedir de Raymonda, pois irá lutar nas apaixona perdidamente por ela. Cruzadas. Ele promete a sua amada estar presente Por não conter grandes emoções, o libreto não em sua festa. agradou muito Ivan Vsevolojsky, diretor do Teatro Durante a noite, o fantasma da Dama Branca sur- Imperial de St. Petersburg, e o mesmo tentou rees- ge para Raymonda e ela é conduzida ao Reino Mágico creve-lo juntamente com Marius Petipa. Segundo al- da Fantasia, onde se encontra com Jean de Brienne e gumas anotações de Petipa que foram encontradas, dançam alegremente por muito tempo... Entretanto Abderakhman levaria Raymonda a força para seu seu noivo repentinamente desaparece, dando lugar a reino, situado na Espanha, e ela participaria desse um estranho cavaleiro oriental que faz à Raymonda ato utilizando trajes típicos. Petipa porém teve que uma apaixonada declaração de amor. Assustada, ela renunciar e trabalhar com base no projeto original. desfalece, acordando no dia seguinte com a impres- A música do ballet foi composta por Aleksandr Gla- são de que tudo aquilo poderia ser uma premonição. zunov e sua estreia se deu no ano de 1898. No segundo ato acontece a festa de aniversário de Raymonda. Os convidados vão chegando ao palácio03
  7. 7. e Raymonda imediatamente nota a presença do cava-leiro sarraceno Abderakhman e sua enorme comitiva.Percebendo que se tratava do cavaleiro de seu sonho, amoça fica assustada. Abderakhman entretém a todos com danças típicasde sua terra e oferece a jovem poder e riquezas em tro-ca de sua mão, porém a moça o repele. Enfurecido, eletoma a decisão de leva-la à força para seu reino. Nessemomento, entram no palácio Jean de Brienne e os ou-tros cavaleiros que voltaram das Cruzadas. Tendo co-nhecimento da situação, Jean inicia um duelo com seurival, acabando vencedor, podendo dessa forma conti-nuar feliz na companhia de sua amada. O ballet termina com o casamento de Raymondae Jean de Brienne, que é comemorado com umgrande baile húngaro. A Peça ao Longo dos Tempos: Embora Raymonda seja uma das grandesrelíquias do período clássico, são bem poucasas companhias que encenam a peça completa.É muito comum vermos a encenação do GrandPas Classique Húngaro do 3º Ato em galas, como arealizada pelo Les Trockadero de Monte-Carlo,que montaram sua própria versão do 3º ato doballet de Glazunov, intitulada “O Casamen-to de Raymonda”. George Balanchine, um grande admira-dor desse compositor, também criou sua pró-pria versão utilizando alguns trechos da peça, eintitulou como “Raymonda Variations”. Entre as companhias que montam a obra integralestão o Kirov/Mariinsky, com coreografia de MariusPetipa revisada por Konstantin Sergeyev, o Bolshoicom coreografia e libreto revisado por Yuri Grigo-rovich e a Ópera de Paris, com coreografia de Ru-dolf Nureyev. Repertório Em 2011, Sergey Vikharev fez uma reconstruçãocompleta, tanto coreográfica como cenográfica, parao ballet do Teatro Alla Scala de Milão, que acreditoser uma das mais belas versões já criadas para Ray-monda. Neste ano, Cecília Kerche se apresentará com aescola do Teatro Bolshoi no Brasil o 3º ato completo deRaymonda, na versão de Yuri Grigorovich, na Noitede Abertura do Festival de Dança de Joinville. www.capezio.com.br/magazine
  8. 8. Teatro Musical da RedaçãoA Dança do Leão No início do ano que vem um novo ritmo, cores des saltos, piruetas e passos de dança afro. As core-primitivas, batidas ancestrais e movimentos afros ografias, por sua vez, seguem a cartilha ditada porprometem tomar conta do palco do Teatro Abril, em Garth Fagan, premiado profissional que nasceu emSão Paulo, onde o musical “O Rei Leão” ganhará re- Kingston, Jamaica e por mais de 33 anos percorreu omontagem sob a batuta da produtora Time for Fun. mundo com a Cia Garth Fagan Dance. Fagan também Após acumular mais de 19 produções internacio- é conhecido por criar sua própria linguagem de dançanais, com bilheteria de R$ 4,8 bilhões, o espetáculo moderna, afro-caribenhos e ballet. Coreografou paracontinua a reinar como um fenômeno cultural e de Alvin Ailey American Dance Theater, Dance Theatrepopularidade – e desembarca no país disposto a exi- of Harlem, Jose Limon Company, 50º Anniversary ofbir uma nova faceta do teatro musical, pautada no New York City Ballet, entre outros. Ainda em cena, aafro jazz, com coreografias e movimentação cênica descontração e espontaneidade que marcam a dançainéditas em solo nacional nesta seara. africana, mescladas a ações corporais que se comple- Com elenco local formado por talentos genuina- tam com máscaras, figurino típico, maquiagem apu-mente brasileiros, o espetáculo terá em seu casting rada e apetrechos por vezes circenses para comporatores, cantores e bailarinos de todas as regiões do personagens denotam o alto rigor técnico.país. A expectativa é a de que 59 profissionais este- Julie Taymor, aclamada diretora da versão original,jam em cena para apresentar a sexta produção mais deixou seu legado a partir deste espetáculo, traduzidoduradoura na história dos musicais da Broadway e em oito línguas diferentes (japonês, alemão, coreano,uma das seis produções na história do teatro a per- francês, holandês, mandarim, espanhol, e agora, por-manecer em cartaz por dez anos ou mais. tuguês). Com agressividade e fervor, músicas de El- A tarefa de recriar em cena leões, zebras, girafas, ton John e Tim Rice, ela mistura elementos de arte ebabuínos e demais personagens que integram a his- artesanato africano para retratar personagens antro-tória produzida pela Disney Theatrical Productions pomórficos , dando a embalagem do show que faz denão será fácil. Dos bailarinos é exigida base clássica “O Rei Leão” um marco na história dos musicais.apurada para movimentos que se traduzem em gran- No ritmo do afro jazz, musical “O Rei Leão” desembarca no país em março de 2013 05 www.capezio.com.br/magazine
  9. 9. 06
  10. 10. Festival de Dança de Joinville Foto:Alceu Beth Agencia Espetaculum Festivais, Galas e Cultura A Capezio Maga- zine, realizou um levantamento dos principais festivais de dança do Bra- sil, e traz pra você as contribuições de cada um deles para o desenvolvimento dessa arte no nosso país. Passo de Arte Foto: Reginaldo Azevedo Gala ENDA Foto Renato Hatushi07 www.capezio.com.br/magazine
  11. 11. Promodança Festival Passo de Arte O Passo de Arte completa 20 anos em 2012 Por meio do Instituto Gama de Arte e sob e acontece de 07 a 17 de julho em Indaiatubaa autorização de Jonh Cranko do Stutgard (SP). Em todos esses anos, contou com o apoioBallet, o Festival Cidade de Santos Dançar da Capezio.a Vida, que acontece entre os dias 05 a 15 dejulho, seleciona bailarinos para essa escola nos O projeto cresceu e se tornou um dos maio-workshops clássicos, lecionados por Valléria res do Brasil, tendo Regionais no Rio de Janei-Mattos, Alfredo Ligabue e Jair Moraes. ro, Espirito Santo, Minas Gerais, São Paulo e Fortaleza, que são festivais com premiações próprias e seletivas para a competição Inter- Também no mesmo festival há uma oficina nacional.de Improvisação e Criação Coreográfica comMarcelo Cardoso Gama que indica professores Ao todo mais de 6.000 bailarinos disputa-e bailarinos para uma residência em Moscou, ram estas regionais, concorreram a prêmios emEssen e Leipzig. dinheiro e vagas para a 20ª Competição Inter- nacional.Há também um workshop de 5 dias com o pro- Com essa estrutura, o Passo de Arte primafessor Li Yaming (Pacific Dancearts and Coas- por descobrir e proporcionar oportunidades detal City Ballet) de ballet clássico e alongamen- profissionalização a jovens talentos da dança.to, oferecendo bolsas para o Canadá. Sem limitede idade, no entanto, com limite de vagas. A estrutura do Passo de Arte promove aos bailarinos e coreógrafos a oportunidade de conquistar bolsas de estudos em escolas e com- Para mais informações, basta contatar a panhias nacionais e internacionais.Promodança por meio do telefone (11) 2249-7318; ou então mande um e-mail para promo- Este ano em comemoração aos 20 anos, osdancasp@yahoo.com.br. principais convidados serão o ballet Grand De- file coreografado por Carlos dos Santos Jr e o Grupo Raça com For You de Edy Wilson. 08
  12. 12. Gala Clássica Internacional ENDA A Gala Clássica Internacional tem como objetivo proporcionar ao público brasileiro um O tradicional Encontro Nacional da Dan- pouco sobre a arte do Ballet Clássico Mundial ça (ENDA) é promovido todos os anos pelo em um só espetáculo, promovendo um inter- SINDDANÇA - Sindicato dos Profissionais da câmbio entre bailarinos estudantis com baila- Dança (SP). Neste ano, será realizado no im- rinos profissionais internacionais. portante Memorial Da América Latina, hoje uma das grandes casas de espetáculos da capi- tal paulista. O SINDDANÇA vem, há tempos, levando o ENDA para teatros de grande porte, Esta Gala foi uma iniciativa de Priscilla com estrutura do mais alto nível, trazendo aos Yokoi para proporcionar conhecimento aos bailarinos nacionais a oportunidade de dançar estudantes brasileiros. “Neste evento, eles podem em um palco de grande estilo. dividir o palco com profissionais globais do Ballet Clássico no mesmo dia. Dessa forma, ocorre uma tremenda troca de experiências que contribui para O ENDA foi idealizado para ser justamente o desenvolvimento da carreira de um brasileiro que o Grande Palco daqueles que, por longos anos, ainda esteja em sua fase inicial.”, relata Priscila. trabalham duro na busca de suas performances perfeitas. Muitos desses bailarinos revelados no ENDA atuam profissionalmente no Brasil Em sua segunda edição, que ocorre segundo e no exterior. semestre de 2012, a Gala Clássica Internacio- nal proporcionará a 150 estudantes de 12 a 18 anos workshops gratuitos, com maitres inter- Do Encontro Nacional da Dança nasceu a nacionais e audição para a Escola Bolshoi do Grande Gala ENDA, uma gala que reúne os Brasil. campeões do festival em palcos como Teatro Municipal, Teatro Alfa, Memorial da América Latina e tantos outros.09
  13. 13. Festival Contemporâneo 1º Festival Internacional de Goias O Festival Contemporâneo de Dança de São O Festival Internacional de Dança de Goi-Paulo está na sua 5ª Edição e será realizado no ás foi criado para disponibilizar maior acesso amês de novembro de 2012. Em 2011, o festival bons palcos, espetáculos e workshops aos gran-apresentou inúmeras novidades, visando difun- des talentos que se desenvolvem no Brasil, paísdir a dança contemporânea proveniente de di- em que a dança tem se destacado como uma dasversas partes do mundo, contando com artistas artes mais promissoras. A sua primeira ediçãoe coreógrafos marroquinos, suecos, espanhóis, foi neste ano, apresentada com muito profis-alemães e brasileiros. Em destaque, ficou o solo sionalismo e seriedade e pôde trazer ao BrasilDance for Nothing de Eszter Salamon (artista grandes nomes da dança internacional, gruposhúngara, radicada em Berlim), que foi compos- de diversos estados, prêmios em dinheiro e bol-to com base na obra de John Cage Lecture of sas de estudos no exterior.Nothing. Com a presença de grandes nomes da dan- O Festival visa abrir a nossa concepção so- ça internacional e com jurados e convidados debre a dança contemporânea, levantando críti- alto nível, o Festival conquista seu espaço nocas e visões diferenciadas sobre os conceitos e cenário cultural brasileiro, pretendendo, a cadaas expressões artísticas da dança. ano, inovar e criar possibilidades de divulgar o Brasil no exterior, bem como facilitar o ingres- Para isso, são oferecidos workshops, pales- so de bailarinos em grandes escolas e compa-tras e debates com artistas, coreógrafos, filó- nhias mundiais.sofos e dramaturgos renomados do Brasil e domundo. Para mais informações, acesse o site festivalcontemporaneodedanca.com www.capezio.com.br/magazine
  14. 14. Festivais, Galas e Cultura Festival de Dança de Joinville Consagrado, o Festival de Dança de Joinville completa 30 anos em seu apogeu. Historicamente, nada menos que 3,5 milhões de pessoas passaram por Joinville para assistir aos espetáculos de dança que integram o calendário do maior Festival do mundo que se faz presente no Livro dos Recordes. Dia 18 de julho serão abertas as cortinas para a 30ª Edição, que seguirá até o dia 28, com uma completa agenda de eventos e espetáculos, além de 1.800 vagas para cursos, oficinas e workshops. Haverá 2.579 coreografias, com destaque e premiação em troféus, títulos, medalhas e viagens para estudo e aprimorações. As atrações convidadas para a Noite de Abertura e Noite de Gala representam uma celebração a todos que passaram pelo palco de Joinville – palco sinônimo de trampolim para a carreira e sucesso nacional e internacional de muitos bailarinos. Ana Botafogo e Cecília Kerche estarão na noite que abre a comemoração. Ana fará uma homenagem à Isadora Duncan (precursora do balé moderno, um símbolo para o feminismo); e Cecília vai se juntar a Escola do Teatro Bolshoi com o 3º Ato do ballet de repertório Raymonda. Para a Noite de Gala, o destaque vai para grupos e bailarinos que fizeram história no Festival. O coreógrafo Ricardo Scheir será o responsável pela montagem que une bailarinos de 15 grupos de dança, formando um espetáculo inédito, desde a dança primitiva, passando pelas crianças do Meia-Ponta, o início da profissionalização da dança, os clássicos do balé, o balé moderno e suas projeções. A edição 2012 inclui o lançamento de um livro sobre os 30 anos do Festival, um documentário e a inauguração da calçada da fama, com 150 estrelas que irão eternizar figuras da dança que pas- saram pelo palco do Festival de Joinville.11 www.capezio.com.br/magazine
  15. 15. Estudo da Dança Por: Rodrigo Guergolet História? Pré-História? Coreologia!13 www.capezio.com.br/magazine
  16. 16. A dança foi sempre muito presente na cultu- tes em diversos lugares do mundo, por exemplo,ra das mais várias civilizações do mundo, sendo a escrita apareceu primeiramente no Oriente pró-utilizada com diversas funções incluindo estética, ximo, na Mesopotâmia há cerca de 40 séculos an-mágico-religiosa, utilitária e teórico-cognitivo. tes da era cristã, diferente da América, Austrália Na atualidade vemos a dança como uma arte e África central, que só conheceram a escrita node cena, que usa dos movimentos corporais para século XV, com a colonização europeia, findandoexpressar sentimentos por meio de signos, e pode a pré-história milênios depois do Egito, da Gréciater várias funções semióticas, por exemplo, a mo- e da própria Mesopotâmia.vimentação corporal no palco tem a função esté- Estabelecendo um paralelo entre as localida-tica, dentro do espetáculo teatral, ajuda a concei- des para linguagens artísticas, podemos afirmartuar a peça, e em uma instituição religiosa tem a que o teatro, por exemplo, passa a ter históriafunção de louvar a “Deus” como vemos na belissi- apenas em 556 a.C. quando temos noticias de umma matéria de Karina Bernassi nesta revista. autor de teatro. A dança tem grandes relações com a história Seguindo essa linha de raciocínio por um lado,das culturas de todas as sociedades e por esse mo- as Artes Visuais são naturalmente um registrotivo há muitos tipos de dança ativos no mundo gráfico e assim podem ser consideradas históriahoje, assim, como houve diversos tipos de dan- desde seu nascimento. Ainda na mesma linha po- ça extintos na história, demos afirmar que a música só passou a ser histó- que nem chegamos a ria com o nascimento das partituras, que foi siste- ter conhecimento. matizada somente em 1030 por Guido D ’Arezzo, Muitos historiado- e só então difundida e unificada. res afirmam (mesmo Podemos então concluir que a dança é a única que algumas linhas linguagem artística que não está englobada den- do estudo da história tro da esfera da história, sendo classificada então não concordem), que a como pré-história, tendo em vista que ela nunca história é dividida em foi realmente sistematizada em uma forma de es- duas grandes áreas, a crita formal. Alguns teóricos da dança como Del pré-história e a histó- Sarte, Meyerhold e Laban começaram trabalhos ria. A primeira consis- bem sólidos nesse aspecto, no entanto, as tentati- te no estudo de uma vas resultaram em complexas escritas não muito sociedade que não teve difundidas no meio, como Rudolf Laban, que de- escrita formal, sendo senvolveu a escrita mais próxima do sucesso, no o objeto de estudo as entanto, não muito precisa e pouco disseminadas obras de pintura, es- no mundo. cultura, arquitetura e Segundo a autora Ligia Trindade há no Brasil qualquer documento apenas um coreologo (profissional especializado arqueológico que possa em escrita de dança), credenciado para exercer facilitar o entendimen- essa função no Brasil. Emilio Martins frequentou to desses povos. Por por três anos e se formou no curso de Coreologia outro lado a história é do Benesh Notation de Londres sendo considera- o estudo das sociedades do segundo a autora o único profissional especia- que possuem uma es- lizado nesta área. crita formal e por isso um registro mais claro e gráfico dos aconteci- mentos. Devido a essa divi- são, a história se repar- tiu em tempos diferen- www.capezio.com.br/magazine 14
  17. 17. Presença da Redação Ocorreu na Câmara Municipal dos vereadores de São Paulo uma Sessão em Homenagem ao dia do Ballet Classico e às personalidades da dança clássica. A Solenidade foi apresentada por Priscila Yokoi São Paulo é carente de uma Cia de Ballet Clássico,com o objetivo de incentivar a prática do ballet clás- o que faz com que muitos bailarinos desistam dasico entre adultos e crianças, além de estimular os profissão, devido à falta de emprego, ou optem porbailarinos brasileiros a permanecerem em nosso pais seguir carreira no exterior. “Isso é muito triste, meue lutarem por criações de Cias de Ballet Clássico. desejo e de muitos é que São Paulo possa fazer par-“Mais do que uma prática do corpo, o ballet é capaz de te dessa cultura maravilhosa proporcionada pelo balletdisciplinar mente e espírito, permitindo que por meio da clássico”, destaca.arte as pessoas se expressem como indivíduos, o que pode Nesse dia foi divulgado o projeto para criaçãoser passado para os outros aspectos de suas vidas”, comen- do Dia do Ballet Clássico contando com apoio data Priscilla. vereadora Edir Sales, que em 11 de junho, durante O ballet clássico não é apenas uma arte, mas tam- Sessão Solene na Câmara Municipal de São Paulobém uma profissão. Entretanto, atualmente centenas foram entregues 16 diplomas e 5 placas de Pratade bailarinos brasileiros se vêem sem perspectivas aos profissionais colaboradores do Ballet, para ho-diante de um mercado de trabalho absolutamente menageá-los pela persistência, força e coragem derestrito. Entre os inúmeros desafios, Priscilla co- permanecerem nessa modalidade tão escassa e ain-menta que, ao contrário de outras cidades do mundo, da assim dando muitos frutos pelo nosso Brasil. 15
  18. 18. Referencias
  19. 19. Opinião - Pina 3D Por: Julia Cavalcante Assisti à Pré-Estreia do Filme Pina 3D, com sedede obter mais conhecimento. Geralmente, costumofazer um pouco de pesquisas antes de assistir a umfilme, principalmente a um filme no qual estaria comtamanha expectativa de ver. Mas, desta vez, não foiisso o que aconteceu. E, como resultado, o filme mepegou de surpresa quando vi que o formato era deum documentário sobre a contribuição de Pina paracada um de seus bailarinos, e para a dança e dança-teatro. Sinceramente, no momento eu não sabia quaiseram as coreografias ali envolvidas, me recordei ape-nas de duas das quais já havia assistido no You Tube,coincidentemente. Primeiramente, posso dizer que um documentáriosobre a dança em 3D é coisa de gênio. Naturalmen-te, pessoas imaginariam que um filme do tipo 007em três dimensões certamente se lançaria antes dePina no cinema... Mas, Wim Wenders foi gênio emreconhecer que, de fato, não há como expressar aessência de Pina apenas nos palco ou então numatelinha de duas dimensões, ainda que fosse numformato de documentário. Os takes da filmagem, ora focados, ora abertos, Pina Bausch 1940 – 2009ora na frente de seus olhos devido aos efeitos visuais, Foto: Wilfried Krügerformaram um composto que faz o espectador, ou pelo Somos privilegiados por possuir em nossa histó-menos a mim, transcender. ria alguém que nos demonstrasse este Dom. Isso é Muito da transcendência que senti no filme reside divino! Mas, mais privilegiados do que nós, foram osno fato de eu realmente ter sido pega de surpresa por seus bailarinos, que tiveram a oportunidade de dan-ele. Com isso, noto que consegui captar um pouco çar uma auto-tradução.mais sobre a essência de Pina Bausch, pois de fato Acredito que Carlos Drummond de Andrade ex-não estava preocupada com os títulos e outras críti- pressou, na poesia Sentimento do Mundo, uma per-cas que poderiam surgir após a pré-estreia. feita sintonia com o que Pina transmitiu com suas Como todos sabem, Pina Bausch foi uma grande vivências:tradutora do ser humano, possuía uma sensibilida- “Tenho duas mãos e o sentimento do mundo, masde que, desde a antiguidade, já estaria em extinção. estou cheio de escravos, minhas lembranças escor-Em outras palavras, uma artista rara. Seus alunos da rem e o corpo transige na confluência do amor.”Tanztheater Wuppertal deixaram claro em seus de- Salve Carlos Drummond de Andrade! Salve Pinapoimentos a facilidade que Pina tinha em ler a poesia Bausch!que existia dentro de cada um deles, e de fazer daqui-lo uma arte. Tudo isso, sem deixar, evidentemente,de expressar em suas coreografias os temas ou con-flitos da sociedade atual como (des)equilíbrio, paixão,temores, monotonia e outros. 17 www.capezio.com.br/magazine
  20. 20. ESTÚDIO DE DANÇA MÁRCIA PEE Av. Damasceno Vieira, 1068, Vila Mascote, SP FONE: (11) 5564-6934Ballet Clássico e Contemporâneo, Baby Class, Jaz, ritmos Latinos, Dança de Salão, Dança do Ventre e Street Dance KELLY ALBUQUERQUEAv. Castanheiras, 820, Salas 206 à 211, Bis Center (big Box) - Águas Claras/DF FONE: (61) 3965-7060/3144-0526Baby-class, Jazz, Street-Dance, Ballet Clássico (infantil e Adulto), Dança de Salão e Forró STUDE SEASONS SHCGN CLR 703 -W3 - B1.D, 51, Sobreloja - Asa Norte/DF FONE: (61) 99799210Ballet Clássico (do iniciante ao profissional), Ballet iniciante para adultos, Psico-Ballet, Baby-class, Exame da Royal Academy of Dance, Jazz, Contemporâneo, Danças Medievais e Irlandesas. CURSO DE BALLET REGINA CORVELLO SHIS EQL 06/08, Lote A - LAGO SUL BRASÍLIA-DF FONE: (61) 9694-5653Ballet Clássico - Nível iniciante ao Avançado, Ballet adulto iniciante, Baby-class. email:reginacorvello@hotmail.com ENSAIO BALLET STUDIO DE DANÇA R. Sargento Manuel Barbosa e Silva, 323, Jardim Marajoara/SP FONE: (11) 3289-4473 E-MAIL: ensaioballet@gmail.com Ballet Clássico Infantil e Adulto, Ballet Contemporâneo, Jazz e Brincadança. Onde Aprender? www.capezio.com.br/magazine
  21. 21. Divindade da Dança Por Bispo Jonh GaspiA influência da dança no mundo espiritualI Co 15: 44 “Semeia-se corpo natural, ressuscitará corpo espiritual. Se há corpo natural, há também corpo espiritual”. Falar da Interferência da Dança no mundo espiri- entregue por Deus para nós, porque não entrega-lotual é falar da essência verdadeira da Dança entregue como forma de adoração?por Deus para a expressão corporal do homem, ou A expressão da Dança é uma maneira de expri-seja, descobriremos o verdadeiro sentido e razão da mir sentimentos e emoções do nosso interior e quan-nossa Dança. do direcionamos isso ao Senhor entraremos no que Quando falamos de mundo espiritual, entendemosque existe um Deus Soberano e criador de todas ascoisas e que podemos adorá-Lo com as manifestaçõesdo nosso corpo. O ser humano é trino (corpo, alma e espírito) equando nos atentamos para esta verdade, enxerga-mos a capacidade do homem em ter contato com oseu criador de diversas formas, e uma delas é a mani-festação da dança. Quando estudamos a comunicaçãoespiritual do homem com Deus desde os primórdios,percebemos que a dança e a expressão corporal éutilizada para ser um instrumento de adoração. Agrande maioria das religiões e culturas se manifes-tam com danças para se comunicar com seu “deus”. É interessante como Jesus e João Batista (no ven-tre de Maria e Isabel), ao se encontrarem, se movi-mentaram espiritualmente de modo que ambas ficamcheias do Espírito Santo, com isso, podemos perceberna palavra de Deus que a essência do movimento estano mover do Espírito de Deus. Lc 1:41 “Ao ouvir Isa-bel a saudação de Maria, saltou a criancinha no seuventre, e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.” A bíblia diz que Deus nos criou e criou todas ascoisas não somente para existir, mas para o Seu lou-vor e adoração. Cl 1:16 “porque Nele foram criadastodas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e asinvisíveis, ... tudo foi criado por Ele e para Ele”. A expectativa do criador é receber em louvor o queEle criou e Deus tem recebido também a manifesta-ção da dança para Sua adoração. Se temos este dom 19 www.capezio.com.br/magazine
  22. 22. chamamos de “Mundo Espiritual”, e a partir deste des experiências com Deus.momento sentiremos muito além do que nossa alma O homem pode utilizar a sua dança para ado-pode sentir, pois estaremos movendo nosso corpo rar a Deus demonstrando:em direção ao sagrado. Claro, que isto irá depender 1 – Adoração (com movimentos de prostração e con-da nossa intenção e vontade de agradar e adorar o tração) – LC 7:38 “e estando por detrás, debruçadaSenhor com nosso corpo. A palavra diz em Fp 3:21 aos seus pés, chorando, começou a regar-lhe os pés“que transformará o corpo da nossa humilhação, para com lágrimas e os enxugava com os cabelos da suaser conforme o corpo da sua glória, segundo o seu cabeça; e beijava-lhe os pés e ungia-os com o bálsa-eficaz poder de até sujeitar a si todas as coisas” ou mo.”seja, quando nos derramamos aos pés de Jesus, com 2 – Alegria e Júbilo (com grandes saltos e giros) – IIum coração quebrantado e contrito, Ele se agrada e Sm 6:14 “e Davi dançava com todas as suas forçasentramos em Sua presença. Sl 51:17 “Os sacrifícios diante do Senhor...”para Deus são o espírito quebrantado; a um coração 3 – Intercessões (com atitudes corporais voltadas aquebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus.” um sentido específico para abençoar e edificar vidas) Estamos em uma geração onde as igrejas cristãs – Ex 17:11 “E acontecia que, quando Moisés levanta-têm desenvolvido e resgatado esta forma de adorar a va a sua mão, Israel prevalecia; mas quando ele abai-Deus em seus cultos, utilizando a dança como forma xava a sua mão, Amaleque prevalecia.”de adoração e atitudes proféticas. Hoje são milhares 4 – Guerras (Movimentos corporais intensos de lu-de dançarinos no Brasil e no mundo todo que tem se tas onde se manifesta o posicionamento espiritual dedespertado para esta atitude espiritual e vivido gran- um homem como guerreiro do Senhor) – II Cr 20:21 “Josafá ordenou cantores para o Senhor , que, vesti- dos de ornamentos sagrados e marchando à frente do exército, louvassem a Deus.” 5 – Diversos propósitos de Deus (a dança que é di- recionada pelo Espírito Santo e é conduzida para um fim espiritual específico) Ec 3:4 “Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dan- çar” A palavra em I Co 6:09 diz “Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?” Quando nos consagramos para isso, podemos vi- ver uma dança espiritual diante de Deus. Para refletir: para quem tem sido dedicada a nos- sa dança? Será que este dom que foi entregue por Deus para nós somente tem sido para satisfazer nos- sas vontades, egos, realizações pessoais? Creio que é tempo olhar para Jesus, e depois derramarmos nosso corpo, alma e espírito em adoração para Aquele que é o único digno de toda honra e toda Glória. Será que dançar para um grande público, em uma grande Cia. ou em um lindo e conhecido teatro são as maiores experiências que um dançarino pode ter? Dançar para o Senhor é construir um altar de ex- periências sobrenaturais através da dança, é entregar os movimentos, gestos e cada expressão do nosso corpo em forma de adoração. Se você nunca fez isto, não perca tempo, e viva a maior experiência da sua vida. 20
  23. 23. Divindade da Dança Revisão: Alessandro Cristo Por Karina Bernassi Fonte: PINHEIRO DIOGO, Adriana. Adoração Criativa. Goias: Vinha Editora, 2007 Dança do Altar A igreja Cristã se moderniza e resgata todas as formas de artes, para expandir sua mensagem ao mundo. A história recente da igreja cristã é situada nas daica. Desta nova versão da Festa dos Tabernáculos décadas de 50 e 60 e mostra a propagação da dan- (1982), participaram músicos, cantores e bailarinos ça, teatro e música como formas de evangelismo. Foi cristãos de todo o mundo. com o movimento do protestantismo avivado, que Foram esses profissionais que, em 1994, trouxe- ascendia nos Estados Unidos nessa época, que a dan- ram ao Brasil a visão de como se pode cultuar a Deus ça cristã começou a ser praticada em locais públicos por meio da dança. Sua técnica tinha por base a dança como praças e escolas, além de igrejas em pequenas clássica e depois evoluiu em movimentos contempo- comunidades. A dança e a música cristãs são resulta- râneos, até chegar no que conhecemos por dança ex- dos de uma fusão de influências de grandes corais de perimental ou criativa. vozes afro-americanas que entoavam suas canções ao som do blues e do jazz com roupas e danças extrava- No Brasil gantes dividindo opiniões entre os religiosos ortodo- xos da época. Porém, há apenas 20 anos que a dança Após 1995, houve o que se pode chamar de “des- passou a fazer parte dos cultos, com a participação de pertar” de muitos bailarinos profissionais cristãos bailarinos ao lado dos músicos nos períodos de cele- dentro das igrejas. Quase ao mesmo tempo, em co- bração ou adoração. munidades de diferentes denominações pelo país, es- A literatura especializada data em 1982 a primei- ses bailarinos se apropriaram da dança experimental, ra vez que isso aconteceu. Foi em Jerusalém (Israel), utilizando tecidos, fitas e outros adereços para en- na primeira Festa dos Tabernáculos promovida pela fatizar movimentos espontâneos que aumentassem a Embaixada Cristã, já que a celebração mantém-se fluência na adoração a Deus. desde os tempos bíblicos até hoje como tradição ju-21
  24. 24. Foto: Viviane Reis Pr. Geraldo DiasPra. Adriana Pinheiro e Isabel Coimbra Bailarino clássico profissional, recebeu seu chamado profético na festa cristã dos Tabernáculos em Jerusalém. Ministrou seminários com danças por todo o Brasil. Montou a Companhia de Dança Proféti- ca. As coreografias Como o intuito da dança cristã é adorar a Cristo, seja no louvor, no ensino ou no evangelismo, valores bíblicos devem dire- cionar os temas a serem coreo- Precursores grafados, a forma de dançar e até mesmo o figurino. A técnica, no entanto, seja qualPra. Adriana Pinheiro for a modalidade, continua a mesma. A Companhia Rhema, da qual faz parte, difundiu Os grupos costumam utilizar cores epelo país sua visão e entendimento espiritual e artís- formas como elementos simbólicos. Ob-tico sobre o bailarino adorador, por meio de apostilas viamente, cada elemento não possui ume seminários que se propagaram pelas igrejas de todo significado único, e variam de acordo como país e em eventos do exterior. o momento e objetivo da dança. Uma cena em roda pode significar unidade entre asIsabel Coimbra pessoas e, ao mesmo tempo, proteção de Sua Companhia Mudança, parte do ministério de Deus. Dançar vestido de vermelho remete Divindade da Dançalouvor “Diante do Trono”, de Minas Gerais alcançou à ideia da cobertura pelo sangue de Cris-grande reconhecimento nacional em igrejas evangé- to, da proteção contra o mal e da aliançalicas de diferentes denominações, e fez com que au- com Deus. A cor amarela lembra o ouro,mentasse a aceitação da dança em comunidades até o que traz à lembrança o caráter de Deus.então fechadas para essa linguagem artística. A cor prata aponta para a redenção reali- zada por Jesus Cristo na cruz do Calvário. O verde pode significar o óleo da unção, como marca da presença de Deus. Objetos também ajudam na adoração. Símbolos judaicos, por exemplo, fazem parte do culto de algumas igrejas evangélicas, como o candelabro. No protestantismo, esse objeto está ligado a Jesus Cristo, como representação da luz do mundo. Por isso, é usado com frequência por alguns grupos de dança. www.capezio.com.br/magazine
  25. 25. Capa Por Caio NunesO Jazz não Morreu O Jazz chegou fortemente influenciado pelos executados na música jazz ou não. Muito da dançasons de palmas no final dos anos de 1800, quando Jazz de hoje foi herdada pela mãe de todas as dançasos tambores eram proibidos nas comunidades afro- – Ballet Clássico.americanas que chegaram aos Estados Unidos em Poderíamos citar além de Jack Cole, outros nomesnavios negreiros. Estes sons e movimentos passaram preciosos do Jazz como Bob Fosse, Gus Giordano,a influenciar fortemente a Broadway e Hollywood. Os Alvin Ailey, Luigi, Bill “Bojangles” Robinson, Jeromenegros dançavam para manter a saúde e ridicularizar Robbins, John Gregory, Katherine Dunham, Mattos brancos que costumavam dançar as polcas, as Mattox e Jo Jo Smith, entre outros que somaram navalsas e as quadrilhas. Já em outra fase, os negros essência do Jazz no mundo.muitas vezes iam às ruas e aos becos de Nova Iorqueem uma forma improvisada de dançar. No Brasil Jack Cole é, por alguns, considerado o pai da dança Nos anos 70 /80, o Jazz obteve um grande boomJazz. Ele trouxe os movimentos isolados podendo ser no Brasil, houve uma novela chamada Baila Comigo 23 www.capezio.com.br/magazine
  26. 26. exibida pela TV Globo onde a Deborah Bastos, Dinah Perry, Jheanabertura dessa novela era a atriz Beth Alex, Tania e Nadia Nardini entreFaria e bailarinos dançando uma outros.movimentação muito jazzística com Eu me lembro que no Rio deexplosão de energia. O mestre querido Janeiro, no bairro de Copacabana,Lennie Dalle (o qual eu devo muito em uma avenida principal see me ensinou muitas coisas em seus concentravam várias academias decursos e na própria montagem dos Dzi dança. Em seus intervalos, a classeCroquetts, companhia da qual eu fiz se encontrava, cruzando as ruasparte) assinava parte da coreografia ou andando pelo bairro comda novela. O Lennie chegou ao Brasil malhas e roupas de aula de jazztrazido pelo empresário Aberlado dance, torços na cabeça e sempreFigueiredo no final dos anos 60 para muito felizes, com a sensação demontar shows e, a partir daí, tudo liberdade.mudou. Jazz é isso, é liberdade, garra, Em algumas academias existiam forca, felicidade! E é claro que semprelivros com pessoas em uma lista de com um bom acabamento, com umaespera para poderem fazer aulas boa técnica.de jazz. E isso pode ter acontecidocom Vilma Vernon, Marly Tavares, E hoje?Carlota Portella, Rosely Rodrigues, Hoje em dia no Brasil, o jazzJoyce Kermann, Rose Calheiros, caminha muito bem, obrigado! 24
  27. 27. Capa Temos em nosso País grandes talentos do Jazz enquantoatuando em nível nacional e internacional. Apenas do outros seeixo SP/RJ, temos Edy Wilson pela direção do grupoRaça, Erika Novaschi como importante coreógrafa deLyrical Jazz e pelo Grupo Galpão 1, Cristina Cará peladireção coreógrafa da Companhia de Jazz Cristina apaixonaramCará, Edson Santos como professor e coreógrafo de pelo ballet contemporâneo. O movimentoModern Jazz e diretor da Cia. Independente de Dança contemporâneo, sem dúvida nenhuma trouxede SP, Marly Tavares como professora reconhecida grandes resultados e influências para a dançapela sua carreira “jazzística”, Ana Araújo com seu no Brasil, inclusive nos meus trabalhos. Mas atrabalho em São José dos Campos, Kiko Guarabyra composição deste movimento com a mistura decomo professor e coreógrafo de grandes eventos gêneros do Jazz com outras modalidades trouxeem teatros no Rio de Janeiro, Carlotta Portella pela o atraso e o enfraquecimento do Jazz no Brasil. Eescola e pelo grupo Vacilou Dançou, os três irmãos isso não foi por falta de potencial, mas por falta deNardini no grupo Bandança, Regina Sauer com a pessoas que quisessem abraçar a ideia. Ou seja, nessaescola e companhia Nós da Dança, a companhia de fase, o Jazz por aqui ficou atrasado e ganhou rótulodança Entre os Dentes que é minha, Camila Juste de “meio careta”. As salas de aulas já não eram tãopela escola e grupo com forte no trabalho no jazz cheias, havia apenas aquelas pessoas que acreditavamem São Paulo, e muitos outros. Na TV, Juan Carlos no crescimento (formadores de opiniões) e nuncaBerardi foi o percursor em coreografar e dar uma perderam a sua essência com dignidade, humildade egrande continuidade com o Jazz nas redes televisivas pesquisa de um estudo mais aprofundado. nacionais. A partir dele, A Retomada as portas se abriram Essa tendência de Musicais no Brasil (coisa que para muitos de nós, sempre foi forte nos USA) reaqueceu um pouco o como Beth Oliosi, Jazz por aqui. Joyce Kermann, Ligia No trajeto do jazz, algumas pessoas migraram de Castro, Oswald para outras modalidades talvez por carência, Berry, Fly, Silvio afinidade ou por precisarem ter mais resultados e Lemgruber e eu, que reconhecimento. Eu me coloco em exceção, pois eu já estou há 28 anos trabalho e sempre trabalhei com o que amo. Nunca com trabalhos na TV, desisti de acreditar e investir nessa maravilhosa arte Palcos e Cinema. de dançar! E assim como eu, muitas pessoas seguem, acreditam e investem... O Jazz caiu? Sabemos que a Persistência é amiga fiel. Por isso, No final dos é muito bom poder ver o nosso Jazz bombando (de anos 90 para 2000, uma forma diferente) novamente! alguns líderes do Com a dança nas novelas, cinema, e teatro musical, Jazz deixaram de fazer a linha de shows está representada, na sua maioria, pesquisas em busca das pelo Jazz e isso vem trazendo um grande mercado tendências desta modalidade. de trabalho, voltado aos bailarinos, atores e cantores Houve uma mistura de gêneros nacionais. Eventos, Festivais e Congressos específicos por alguns “encabeçadores” de Jazz estão acontecendo e trazendo esta modalidade 25 www.capezio.com.br/magazine
  28. 28. a um novoo crescimento. No Rio de Janeiro existe o que a internet pode apresentar e, com isso, copiamo CQID de Jazz, Curso de qualificação profissional obras equivocadas. É importante sabermos aproveitarpara instrutores de dança na modalidade Jazz o qual apenas o que a tendência dita e o que aborda comeu trabalho em cima de um programa de aula básico verdade as nossas necessidades e, a partir disso,para os níveis infantil, infanto juvenil e adulto. Os criar.CQID´s são regulamentados pela Lei Federal LDB9394/96 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação). Criação prediletaTemos tido um bom resultado, e alguns excelentes Eu tenho obras feitas que gosto muito, seja peloprofessores alunos que trazem muito material ée processo de criação, pelo processo de montagem, ouuma troca artisticamente engrandecedora. outros fatores. Mas é claro e natural que haja alguns Eu costumo viajar quase todos os anos para trabalhos que eu repenso e me cobro bastante, chegoreciclar. O tipo de aula de Teatro Musical que eu até a me julgar e achar que eu não acertei tanto. Eudesenvolvo no Brasil é diferente das que eu pratico diria que 95% eu amo muito e 5% eu desconfio delá fora. Eu não tento reproduzir momentos talvez ingratos ou de erros.fielmente as coreografias dos Além do meu enorme contato com asmusicais apresentados em NY, eu Escolas de Danca, eu sou umcrio movimentações que possam homem de TV, Cinema enarrar uma história Teatro. Por isso, os produtoscom sensualidade e que eu faço com imagensque consigam ter a minha possuem efeitos visuais queassinatura para um Jazz pode valorizar ou derrubar oMusical. meu trabalho. Como um dos A tendência é cada vez mais prediletos, eu posso destacareventos de dança onde o Jazz possa o que eu fiz em Paris,mostrar que não foi uma fasehouve fases chamado Brasil 500de altos e baixos e sim uma dança, uma Anos. Gosto tambémtécnica que vem evoluindo com o mundo! do trabalho 40 anos TV GloboNos festivais e Dercy de No Brasil, ainda não temos Festivais onde se Verdade. No cinema, Os Normais (2) ficouencontram todas as modalidades de Jazz (Modern divertidíssimo. No teatro, o Musical Aida. EJazz, Afro Jazz, Lyrical Jazz, Soul Jazz, Rock Jazz, em ballet, essa minha última obra chamadaJazz de Rua, Free Style e etc.) Por isso, precisamos Rakataca.ficar atentos para inscrever os nossos trabalhose tomar cuidado com as misturas de técnicas. É Paixão por coreografarclaro que se podem misturar as técnicas de jazz É uma sensação maravilhosa poderem uma coreografia. Mas desde que isso não seja conduzir um artista até ele achar oapresentado em uma competição! Talvez essa caminho e a cara do que eu gostaria quemistura fique belíssima dentro de um espetáculo, ele representasse. Tem bailarinos queseja ele profissional ou não; afinal tudo é dança! conseguem acertar o que eu imaginava Para uma competição em festivais, é preciso ou, até mesmo, acrescentar significadomostrar que se está dentro de uma modalidade harmônico ao que eu criei. Isso tudo étécnica com criatividade, terminações corretas e bom demais: o composto de coreografar,acabamentos. Muitas vezes, os diretores e coreógrafos dançar, sentir e ver que o bailarino e osão os principais culpados, pois acabam priorizando público encontraram uma identificaçãoo conjunto da obra e não se preocupam na direção não tem preço! Não digo que isso sejatécnica do bailarino. normal, pois normal não somos apenas Capa por termos escolhido essa profissãoCrítica Construtiva (risos). Muitas pessoas acham que ter referência é copiar
  29. 29. OrtopediaQUAL A MELHOR SAPATILHA DE PONTA PRA MIM? por Dr. João de Hollanda, ortopedista especializado em traumatologia do grupo de ortopedia do Hospital Santa Casa de São Paulo. Não existe uma sapatilha de ponta que seja ideal sapatilha inadequada pode gerar sobrecargas nãopara todas as bailarinas, a melhor sapatilha depende apenas nos pés, mas também nos joelhos, quadris edas características próprias dos pés, da força muscu- coluna. , e sSempre que uma bailarina estiver se quei-lar e da experiência que a bailarina tem para dançar xando de uma dor nestes lugares deve ser pensadonas pontas. Assim, a sapatilha que sua amiga ou pro- se a sapatilha que ela está usando está adequada.fessora achar que seja a melhor para elaé melhor paraum não necessariamente será a melhor para você e O pé da bailarinapara todas as outras pessoas. , eE se uma bailarinaprofissional usa determinada sapatilha isso não sig- O pé possui um arco natural que pode ser maiornifica que aquela sapatilha seja melhor do que as ou- ou menor de acordo com a pessoa. Quando o arco étras. maior, o pé é chamado de cavo, e quando o arco é me- A escolha errada de uma sapatilha, além de pre- nor ele é chamado de plano. Bailarinas com pé cavojudicar a bailarina tecnicamente, pode levar a sobre- tendem a ter maior flexibilidade do pé, facilitando ocargas nos músculos e articulações e provocar lesões. exercício na ponta, e de modo geral apresentam umO mau alinhamento do corpo devido ao uso de uma colo mais acentuado do que aquelas que têm pés planos. Os pés podem ainda serem do tipo egípcio, grego ou quadrado. Pés egípcios são aqueles em que o dedão é maior do que todos os ou- tros dedos, pés gregos apresentam o segundo dedo maior do que os demais, e o pé quadrado apresenta os três dedos aproximadamente do mesmo tamanho. Além disso, os pés quadrados tendem a ser mais largos e com menor mobi- lidade na região metatarsiana, e os pés gregos e egípcios tendem a ser mais estreitos e com maior mobilidade neste local. 27 www.capezio.com.br/magazine
  30. 30. Técnica será necessário para subir na ponta e para realizar exercícios de elevè e relevèe, desta forma bailarinas Antes de mais nada, é importante entender que os iniciantes devem escolher sapatilhas de gáspea maisexercícios de ponta devem ser feitos de forma natu- baixa e palmilhas mais flexíveis. Bailarinas mais ex-ral, não adianta subir na ponta e quando estiver na perientes podem escolher sapatilhas de gáspea maisponta dos pés não ser capaz de fazer nada. Assim, no alta ou mais baixa e palmilhas mais durascomeço a bailarina deve usar uma sapatilha que seja ou mais flexiveisflexíveis, de acordo comfácil de subir e ficar na ponta. Bailarinas mais expe- o gosto pessoal e com o estilo da dançarientes geralmente têm mais força no pé e maior faci- que está sendo ensaiado ou apresenta-lidade para fazer os exercícios, podendo então trocar do. Danças que envolvem muitos saltospara sapatilhas mais exigentes tecnicamente. Tentar exigem maior flexibilidade da sapatilha,usar estas sapatilhas desde o começo, além de preju- e danças como um pas-de-deux ou quedicar as condições físicas das bailarinas, irá frustrá- apresentem muitos giros e movimentoslas, uma vez que terão dificuldades mesmo para os mais lentos exigem sapatilhas mais rígi-exercícios mais básicos. das e que sustentem melhor o pé.Características das sapatilhas Largura do box As principais características que as bailarinas de- As sapatilhas podem ter palmilhasservem levar em conta na escolha da sapatilha são a al- mais largas ou mais estreitas eno Box Ortopediatura da gáspea, a largura do Box, a largura da forma mais largos ou mais estreitos, e o uso dee a rigidez da palmilha. Outras características como cada tipo de sapatilha deve depender doos tipos de costura e o formato do decote influenciam formato do pé da bailarina. O importantena estética da sapatilha, mas não devem ser os fatores é que a sapatilha se adapte bem ao pé, e aprioritários da escolha. bailarina não sinta o pé nem muito solto nem muito apertado.Altura da gáspea e rigidez da palmi-lha Quanto mais alta for a gáspea e mais dura for apalmilha, maior a rigidez da sapatilha e mais força
  31. 31. Pg35- Linha 7 Passos Sete sapatilhas Capezio ePg41 - Capezio Gospel uma perfeita para vocêA história da linha do Peixinho eperspectivas Pg37– Caio Nunes para Capezio Jazz Lançamento de coleçãoPg33– NOVA CK40 para Jazz com cores eBiodegradável e alta movimento.durabilidadePg32 – Novo Sapato StevenHarperLindo, Despojado eprofissional 32
  32. 32. ONDE COMPRAR? CAPEZIO PORTO ALEGRE /RS R:Vigário José Inacio, 508 Loja 212 Centro-Porto Alegre-Rs - Cep: 90020-110 Tel: (51) 3212-1368 CAPEZIO OSWALDO CRUZ /SP CAPEZIO JOINVILLE /SC R: Avenida Brasil, 523 R: Visconde De Taunay, 166 Sala 05 Centro - Osvaldo Cruz - Sp Cep: 17700-000 Centro - Joinville - Sc Cep: 89201-420 Tel: (18) 3528-6997 Tel: (47) 3439-3845 CAPEZIO AUGUSTA /SP CAPEZIO UBERLANDIA /MG R. Augusta, 2767 Lj.11 Cerq. César R. Machado De Assis, 501 Lj 7 E 9 Centro São Paulo Sp Cep 01412-100 Uberlandia Mg Cep 38400-112 Fone 3088-6066 Fone (34) 3255-7499 CAPEZIO ITAIM /SP CAPEZIO NOVA IGUAÇU /RJ R. Joao Cachoeira, 225 Vl N. Conceição Av Mal. Floriano Peixoto,1480 Lj 142 Centro São Paulo Sp Cep 04535-010 Nova Iguaçu Rj Cep 26220-060 Fone 3079-9801 Fone (21) 2767-0055 CAPEZIO CENTRO /SP CAPEZIO MOEMA /SP R. 07 De Abril, 125 Loja: Nº20 Av Moaci, 435 Moema São Paulo Sp Cep 01043-000 São Paulo Sp Cep 04083-000 Fone/Fax 3129-7127 Fone 5041-9744 CAPEZIO SANTANA /SP CAPEZIO FORTALEZA / CE R: Alfredo Pujol,381 Santana Av Dom Luis, 300 Lj 152 1º Piso - Meireles São Paulo Sp Cep 02017-110 Fortaleza Ce Cep 60160-230 Fone 2959-8184 Fone (85) 3264-9490 CAPEZIO ABC /SP CAPEZIO TATUAPE /SP Rua: Reginaldo De Lima,152 Bairro: Pq. São Diogo R. Itapura, 1529 Tatuape S.B. Do Campo Sp Cep 09732-550 São Paulo Sp Cep 03310-000 Fone 4123-4349 Fone 2295-2839 CAPEZIO SANTO ANDRÉ /SP CAPEZIO RECIFE /PE Av Lino Jardim, 580 Vila Bastos Av Herculano Bandeira, 513 1ª And. Sala 12 Santo Andre Sp Cep 09041-030 Bairro Pina Recife Pe Cep 51110-131 Fone 4994-2895 Fone (81) 3325-1236 CAPEZIO GUARULHOS /SP CAPEZIO BROOKLIN /SP R. Timoteo Penteado, 5 Loja 07 Térreo R. Barão Do Triunfo, 502 Lj, 10 Brooklin Vl Progresso Guarulhos Sp Cep 07094-000 São Paulo Sp Cep 04602-002 Fone 2463-3675 Fone 5044-5481 CAPEZIO SÃO JOSÉ RIO PRETO /SP CAPEZIO ABC /SP R. Antonio De Godoy, 3676 Bairro Redentora R: Visconde De Taunay, 166 Sala 05 S.J. Rio Preto Sp Cep 15015-100 Centro - Joinville - Sc Cep: 89201-420 Fone (17) 3232-5039 Tel: (47) 3439-3845 CAPEZIO RIO PRETO /SP CAPEZIO COPACABANA /RJ Rua João Penteado,646 R. Barata Ribeiro, 370 Lj 112 Copacabana Ribeirão Preto Sp Cep 14025-010-Boullevard Rio De Janeiro Rj Cep 22040-001 Fonefax (16) 3636-7604 Fone (21) 2235-5503 CAPEZIO FLAMENGO /RJ CAPEZIO BRASILIA ASA SUL R. Marques De Abrantes, 177 Lj 112 Flamengo Shcs Eq 302/303 Bl A N6 Lj 115 Rio De Janeiro Rj Cep 22230-061 Fashion Mall Brasilia Df Cep 70338-400 Fone (21) 2554-8554 Fone (61) 3321-1216 CAPEZIO BELO HORIZONTE /MG CAPEZIO BAURU /SP R. Antonio De Albuquerque, 749 Lj 6 E 8 Rua:15 De Novembro,13- 59 Centro Savassi Belo Horizonte Mg Cep 30112-010 Bauru Sp Cep: 17015-042 Fone (31) 3225-3383 Fone: (14) 3227-2232 CAPEZIO BRASILIA ASA NORTE /DF CAPEZIO CURITIBA /PR Scln, Quadra 308 Bl B Loja 07 Asa Norte Rua:Barão De Antonina, 269 Bairro: São Francisco Brasilia Df Cep 70747-520 Curitiba Pr Cep:80530-050 Fone (61) 3349-5117 Fone: (41) 3225-3592 CAPEZIO SALVADOR / BA CAPEZIO LONDRINA /PR Av Otavio Mangabeira, 815 Lj 36 Pituba Sol Rua Paranaguá, 921 Lj 03 Centro Salvador Ba Cep 41830-050 Londrina Pr Cep 86020-030 Fone: (71) 3347-7533 Fone: (43) 3324-6905 CAPEZIO PENHA / SP CAPEZIO OSVALDO CRUZ /SP R. Cap. Avelino Carneiro, 232 Penha Estrada Vicinal Osvaldo Cruz Parapuã S/Nº São Paulo Sp Cep 03603-010 Bairro: Ibc - Osvaldo Cruz Sp Cep: 17700-000 Fone 2641-7499 Fone: (18) 3528-4688 CAPEZIO GOIANIA /GO CAPEZIO MARILIA /SP Av 85, 1853 Sala 10 Gal. Via Maria - Marista Rua: Xv De Novembro Nº 523 Goiânia Go Cep 74160-010 Centro Marília Sp Cep: 17500-050 Fone (62) 3241-1669 Fone: (14) 3422-2765 CAPEZIO PORTO ALEGRE /RS BIRIGUI /SP R. Mostardeiro, 120 Lj 05 Rio Branco R: Maestro Antonio Passarelli, 160 Centro Porto Alegre Rs Cep 90430-000 Birigui - São Paulo - Cep: 16200-004 Fone (51) 3222-2826 Tel: (18) 3641-461631
  33. 33. Por Steven Harper Seção CapezioRevisado pela Redação CAPEZIO TAP Sapateado fresquinho por aí... Desenvolvido para Steven Harper, a Capezio lança o mais novo sapato para TAP voltado ao público avançado e profissional. Steven nos conta sobre esse sapato que não sai dos seus pés. O momento chegou! O vido pensando no meu estilo, Mas, para quem quer, existe novo sapato da Capezio é lindo que é, digamos, “leve”. Eu faço também a versão com e chapi- e atende ao sapateador avança- poucos toe sands ou outros nhas mais densas, que tornam do e profissional. Tenho usado movimentos que submetem o o sapato mais pesado. direto em aulas e shows, com sapato a muita pressão. Preci- É um sapato bonito, elegan- muita satisfação! so de um sapato que não pese te, de linhas modernas e que Cada sapateador tem seu no meu pé, que seja ágil, fle- atende tanto a homens quanto estilo e precisa encontrar o sa- xível, confortável e com tona- mulheres. pato que melhor o atende. lidade de som clara. Por isso, Esse sapato foi desenvol- pedi que viesse com sola leve. www.capezio.com.br/magazine 32
  34. 34. Por Julia Cavalcante Seção CapezioRevisado pela Redação CAPEZIO BALLETLinha 7 Passos, sete sapa-tilhas e uma perfeita paravocê!07 Cerrito183 Partner Estudante175 Contempora182 Partner Box179 Fouettè180 Partner181 Partner Mushilan
  35. 35. Capezio + Mercado A Capezio possui uma ampla variedade de sapatilhas de ponta, cada uma voltada para um tipo de pé e direcio- nadas a todos os níveis técnicos do ballet. Após análise com bailarinas em teatros e academias, notamos a dificuldade que a maioria delas tem em en- contrar a sapatilha perfeita para seus pés. Geralmente, a bailarina usa a sapatilha que está mais acostumada a calçar. E pensa: “Se eu tiver que passar para outra ponta, vou estranhar no começo, mas, já que tudo na vida é assim, depois acostumo novamente.” Porém, para o ballet, deve ser diferente. Cada bailarina precisa de uma sapatilha que se adapte a sua necessidade. O instrumento prin- cipal de uma bailarina é a sapatilha de ponta. Sem a ponta, não se tem bailarina clássica. Para auxiliar essas bailarinas e professores na decisão de compra da sapatilha perfeita, a Capezio viabiliza para você informações provenientes de estudos junto à fábrica, à profissionais da dança, engenheiros e or- topedistas, democratizando o conhecimento a todas as bailarinas e professores do Brasil por meio da Linha 7 Passos.   A Linha 7 Passos Cada perfil de pé possui alguns poucos tipos de sapati- lha que vestem perfeitamente. Por isso, a Capezio decidiu incentivar o aprofundamen- to de um estudo para o casamento perfeito entre o pé e a sapatilha de ponta. Com o auxílio de profissionais como Priscilla Yokoi (bailarina profissional indepen- dente), Pedro Kraszczuk (engenheiro, bailarino e pro- fessor), Danilo (modelista de sapatilhas da Capezio) e Dr. João Hollanda (ortopedista do grupo de trauma- tologia da Santa Casa de São Paulo), conseguimos dar início a essa história. Portanto, a Linha 7 Passos traz as sete melhores sa- patilhas da Capezio, e informa quais as especificações de cada uma delas e para que tipo de pé e nível técnico elas se direcionam. A linha conta com a versatilidade da Capezio, nos quesitos altura de gáspea, resistência de palmilha e largura de Box. São 7 sapatilhas e uma perfeita para você.Faça sua pesquisa, consultando nos- sos folhetos e website.www.capezio.com.br/magazine 34
  36. 36. Por Caio Nunes Seção CapezioRevisado pela Redação CAPEZIO JAZZ Anunciamos Caio Nunes para Capezio Jazz. A Capezio está lançando uma linha para Jazz com bolsa, casacos, calças, short- saia, blusinhas, estampas, e max-tênis colorido, tudo assinado por Caio Nunes, o nosso mais novo parceiro. Caio revela como se deu essa parceria e quais as vantagens dessa nova linha: linda, colorida e atualizada. Eu sempre fui fã da Capezio... Eu sempre curti moda, e Esse lançamento da Linha de Um tempo atrás eu e Luiz sempre adorei criar os figuri- Roupas para Jazz é apenas Cavalcante (Diretor Capezio) nos dos meus ballets. Gosto um início dessa nova fase da conversamos sobre a possibi- tanto que até no Show do Capezio e Caio Nunes. lidade de criarmos uma linha Zezé Di Camargo e Luciano Confira as peças que criamos direcionada ao Jazz. Até eu assinei o figurino do Bal- nos stands e lojas da Cape- que conseguimos conciliar let ao qual eu coreografei. zio, tem tênis, casaquinho, as agendas e começar essa vestido, blusinha, calça, bolsa parceria. e tudo o mais.... 38 www.capezio.com.br/magazine
  37. 37. “Pensamos em ter vários outros pro-dutos e trazer muitas novidades para o Jazz em nosso País. Quando o propó-sito é o mesmo: A DANÇA, surgem-segrandes parcerias. Foi assim que acon- teceu entre mim e o Luiz” “O objetivo é poder levar às pessoas mais opções de roupas confortáveis para essa modalidade, roupas que pos- sam levar inspirações na qualidade dos seus movimentos. Que possamos, com essa nova linha da Capezio, ter um olhar contemporâneodo jazz, onde o bailarino (a) se olhe noespelho e se sinta lindo (a), se sinta bem e possa mostrar beleza da sua roupa junto a sua dança!”www.capezio.com.br/magazine 38
  38. 38. Por Pedro Kraszczuk Seção CapezioRevisado pela Redação CECÍLIA KERCHE Com produção e distribuição da Capezio, a Cecília Kerche lança a NOVA CK40. A sapatilha espetacológica! O bailarino, professor, marido de Cecília e engenheiro especialista em sapatilhas, Pedro Kraszczuk conta sobre essa nova obra clássica e milimetricamente calculada! A sapatilha CK40 sempre foi muito conhecida no mer- cado. Mas a decisão de desenvolver a NOVA CK 40 se deu por três fatores: 1º Descoberta de uma cola à base de água, tronando a sapatilha ecologicamente correta, o que contribui para uma vida mais saudável tanto para a bailarina como ao nosso planeta. 2º A CK 40 ANTIGA é uma classe de sapatilhas que chamamos de ensacada e na NOVA CK40, o Box é palmilhado na sola, oferecendo maior conforto e fle- xibilidade. 3º Cecilia Kerche é única e especial, criei a NOVA CK40 para ser exclusiva e diferenciar os produtos da marca CK das demais. Em estudo, Cecília e Gracy Kerche Na nossa nova sapatilha, a inteligência está na baila- rina que a usa! 39 www.capezio.com.br/magazine
  39. 39. A sapatilha NOVA CK40 che-ga no mercado com cetim maisbrilhoso, decote princesa e pal- milha de alta durabilidade.A sapatilha pode ser usada porpés gregos, egípcios e quadra-dos, pois, sob encomenda, suaforma pode vir com largura B,C, D ou E. Nas lojas, você vaiencontrar a sapatilha de largu-ra D, com palmilha normal, re- forçada ou super reforçada.
  40. 40. Por Luiz Cavalcante Seção CapezioRevisado pela Redação GOSPEL Em setembro de 2011, a Capezio lançou uma nova marca para a entrada de uma linha de produtos para bailarinos cristãos. Chama-se Capezio Gospel. Luiz Cavalcante, evangélico e evangelista, idealizador da linha, conta-nos sobre sua inspiração. A Dança Cristã é um mo- igrejas evangélicas, eu pedi Este evento já proporcionou vimento que está em fase de diante de Deus que me fosse um grande passo para a dança multiplicação, colocando o dado um logo para lançar uma cristã; primeiro por meio da Brasil em uma das primeiras linha de produtos que identi- visibilidade diante de grava- posições do mundo com a lin- ficasse os bailarinos cristãos. doras, lojistas, ministérios e guagem cristã na dança. Isso Isso foi no começo de 2011 igrejas que ainda não aceitam é para que todos os brasileiros e depois, as portas foram se a dança como forma de adora- se atentem de que podemos abrindo... Nós tivemos a opor- ção; segundo pela realização dançar em todas as modalida- tunidade de patrocinar a 1ª de contatos importantes que des com o principal objetivo Arena da Dança na 10ª Feira fizeram lotar as agendas dos de louvar o Senhor, mesmo de Negócios Expo-Cristã. Foi ministérios com workshops e que seja apenas dentro de nos- a primeira vez que todos os espetáculos pelo Brasil todo. sos corações. ministérios de dança puderam O trabalho deles está muito Ciente deste movimento, unir suas forças em função de bom. que envolve o Brasil todo nas um único objetivo. 41 www.capezio.com.br/magazine
  41. 41. Seção Capezio O Peixinho nhasse o peixe na terra queria Senhor através da dança. O peixe significa vida em deixar claro que ele era Cris- Cristo! Jesus falou para o tão. Tempo de dançar apóstolo Pedro que ele seria Por essas duas razões: (i) um pescador de vidas no texto como forma de identificação O Slogan Tempo de Dan- de Lucas 5.10: “Não temas, de dos bailarinos cristãos, e (ii) çar tem um significado muito agora em diante, serás pescador como forma de edificação e forte. Este foi o texto bíblico de homens.”. atração da Vida, a Capezio fez revelado para mim no desen- Além disso, o peixe era (e uso do peixinho no seu logo volvimento desta linha. Em ainda é) um símbolo de identi- gospel. Eclesiastes 3.10, Deus revela ficação dos cristãos no tempo Quando se observa o nos- que há tempo para todo o pro- do Império Romano. Diante so logo do Gospel, entende-se pósito debaixo do céu, e agora de uma reunião entre tribos que tudo o que foi feito é para já é tempo de dançar para a diferentes, o homem que dese- honrar e glorificar o nome do honra e glória do Senhor.“ O Logo “O logotipo é composto de 3 fa- tores: Capezio, Peixinho e Tempo de dançar, sendo que este compos- to significa Verdadeira Vida para a Dança Hoje, engrandecendo o nosso Deus.” Os Produtos “É importante que os bailarinos cristãos sejam vistos de forma diferente tanto para o mundo da dança como para o mundo cristão. É preciso que eles tenham essa identidade. Por isso, os produtos foram desenvolvidos especialmen- te para aqueles que, assim como nós, acreditam que já é Tempo de Dançar para a honra e glória do Senhor.”
  42. 42. Reverence Kerche CeciliaNesta edição, o nosso Reveren-ce à uma das grandes divas doballet clássico, Cecília Kerche.Obrigado pela sua carreira,que abriu portas a bailarinosbrasileiros no exterior; obri-gado pela sua elegância, quemantém viva a importânciatécnica e artística para o bal-let no Brasil; e obrigado pelosseus produtos, que, assim comovocê, primam pela qualidade.
  43. 43. DANCE COM OS NOVOS PRODUTOSwww.capezio.com.br JMCOM Gospel Line

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