ESQUIZOFRENIA – MÓDULO X <ul><li>Tratamento da Esquizofrenia </li></ul><ul><li>Questões Gerais </li></ul><ul><li>Tratament...
<ul><li>Intervenções Comunitária </li></ul><ul><li>Reabilitação </li></ul><ul><li>Programas Específicos de Intervenção Pre...
<ul><li>TRATAMENTO DA ESQUIZOFRENIA </li></ul><ul><li>Questões Gerais </li></ul><ul><li>Aspectos Transversais - estado clí...
<ul><li>Manejo Psiquiátrico </li></ul><ul><li>●   Estabelecimento e manutenção de uma aliança terapêutica. </li></ul><ul><...
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<ul><li>TERAPIA ELETROCONVULSIVA – ECT </li></ul><ul><li>Tão eficaz quanto os antipsicóticos </li></ul><ul><li>Antipsicóti...
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<ul><li>2 – Reabilitação </li></ul><ul><li>Treinamento de Habilidades Sociais </li></ul><ul><li>Reabilitação Ocupacional <...
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CóPia De Curso De Esquizofrenia MóDulo X

  1. 1. ESQUIZOFRENIA – MÓDULO X <ul><li>Tratamento da Esquizofrenia </li></ul><ul><li>Questões Gerais </li></ul><ul><li>Tratamentos Farmacológicos </li></ul><ul><li>Terapia Eletroconvulsiva </li></ul><ul><li>Intervenções Psicosociais Específicas </li></ul><ul><li>Individuais – Psicoterapia de insight x TCC </li></ul><ul><li>Intervenções Familiares </li></ul><ul><li>Grupais – Treinamento de Habilidades Sociais </li></ul><ul><li>Psicoeducação </li></ul>
  2. 2. <ul><li>Intervenções Comunitária </li></ul><ul><li>Reabilitação </li></ul><ul><li>Programas Específicos de Intervenção Precoce </li></ul>
  3. 3. <ul><li>TRATAMENTO DA ESQUIZOFRENIA </li></ul><ul><li>Questões Gerais </li></ul><ul><li>Aspectos Transversais - estado clínico atual </li></ul><ul><li>Aspectos Longitudinais - freqüência, gravidade, os tratamentos e </li></ul><ul><li>conseqüências de episódios passados </li></ul><ul><li>Envolvimento do paciente e sua família. </li></ul><ul><li>Muitos pacientes necessitam de abordagens abrangentes ao longo da vida </li></ul><ul><li>Objetivo do tratamento = diminuir a mortalidade e morbidade associadas ao </li></ul><ul><li>transtorno. </li></ul><ul><li>diminuir a freqüência, gravidade e conseqüências </li></ul><ul><li>psicosociais dos episódios </li></ul><ul><li> Maximizar o funcionamento psicossocial </li></ul><ul><li>Objetivos específicos depende da fase do tratamento e de outras características </li></ul><ul><li>específicas do paciente. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Manejo Psiquiátrico </li></ul><ul><li>● Estabelecimento e manutenção de uma aliança terapêutica. </li></ul><ul><li>● Monitoramento do estado psiquiátrico do paciente </li></ul><ul><li>● Oferecimento de uma educação com relação à esquizofrenia e seu tratamento </li></ul><ul><li>● Determinação da necessidade de medicamentos e tratamentos específicos </li></ul><ul><li>e desenvolvimento de um plano geral de tratamento. </li></ul><ul><li>● Melhora na adesão ao plano de tratamento </li></ul><ul><li>● Aumentando o entendimento e a adaptação aos efeitos psicossociais do </li></ul><ul><li>transtorno </li></ul>
  5. 5. <ul><li>● Promovendo o reconhecimento precoce de episódios e a introdução do tratamento e auxiliando na identificação de fatores que precipitam ou perpetuam os episódios. </li></ul><ul><li>● Iniciando os esforços para aliviar o sofrimento e melhorar o funcionamento familiar. </li></ul><ul><li>● Facilitando o acesso a serviços e coordenando recursos entre os sistemas de saúde mental, saúde médica em geral e outros serviços </li></ul>
  6. 6. <ul><li>TRATAMENTO FARMACOLÓGICO </li></ul><ul><li>Tratamento de episódios agudos </li></ul><ul><li>OBJETIVOS </li></ul><ul><li>● Prevenir danos </li></ul><ul><li>● Controlar comportamento perturbado </li></ul><ul><li>● Reduzir a gravidade da psicose e sintomas associados (agitação, agressividade, sintomas negativos e afetivos) </li></ul><ul><li>● Determinar e tratar os fatores que levaram à ocorrência do episódio agudo. </li></ul><ul><li>● Efetuar retorno rápido ao melhor nível de funcionamento. </li></ul><ul><li>● Desenvolver uma aliança terapêutica com o paciente e familiares. </li></ul><ul><li>● Formular planos de tratamento de curto e longo prazo. </li></ul><ul><li>● Viabilizar a relação do paciente com a cuidado adequado para tratamento na comunidade </li></ul><ul><li>Prevenção de episódios futuros </li></ul><ul><li>Melhoras dos sintomas entre os episódios </li></ul>
  7. 7. <ul><li>TERAPIA ELETROCONVULSIVA – ECT </li></ul><ul><li>Tão eficaz quanto os antipsicóticos </li></ul><ul><li>Antipsicóticos + ECT = Superior a cada um isoladamente. </li></ul><ul><li>Não é tão eficiente para pacientes crônicos </li></ul><ul><li>Indicado quando o tratamento antipsicótico não é eficaz ou tolerado </li></ul>
  8. 8. <ul><li>INTERVENÇÕES PSICOSSOCIAIS ESPECÍFICAS </li></ul><ul><li>Terapia Individual </li></ul><ul><li>Somatório de várias abordagens e estratégias ajustadas para cada paciente. </li></ul><ul><li>Técnicas de apoio e resolução de problemas </li></ul><ul><li>Estratégias de apoio voltadas para a realidade </li></ul><ul><li>TCC – aumenta a capacidade de enfrentamento dos processos delirantes- </li></ul><ul><li>alucinatórios </li></ul><ul><li>Terapias exploratórias – pequeno número de pacientes que atingiram uma </li></ul><ul><li>remissão estável e estabeleceram uma aliança terapêuticas sólida </li></ul>
  9. 9. <ul><li>Intervenções Familiares </li></ul><ul><li>Com objetivo de promover mudanças no ambiente familiar adverso e diminuir o </li></ul><ul><li>nível de estresse (comportamento crítico e superprotetor de algum família) e a </li></ul><ul><li>recaída </li></ul><ul><li>Educação, orientação e apoio </li></ul><ul><li>Treinamento e ajuda a lidar com o paciente. </li></ul>
  10. 10. <ul><li>TERAPIAS DE GRUPO </li></ul><ul><li>Psicoeducação, aconselhamento, terapia de grupo </li></ul><ul><li>Aqui e agora </li></ul><ul><li>Efetivos para aumentar a habilidade dos pacientes (enfrentamento dos sintomas psicóticos) </li></ul><ul><li>Ensino de habilidades interpessoais e de enfrentamento </li></ul><ul><li>Oferecimento de uma rede social de apoio (diminui o isolamento social) </li></ul><ul><li>Monitoramento dos pacientes no início dos sintomas </li></ul><ul><li>Psicoeducação </li></ul><ul><li>Educação sobre a doença, seu curso, as medicações e seus efeitos </li></ul><ul><li>colaterais, alimentação, enfrentamento e habilidade de soluções de </li></ul><ul><li>problemas dentro da família, </li></ul><ul><li>Adesão do paciente ao tratamento. </li></ul>
  11. 11. <ul><li>PROGRAMAS ESPECÍFICOS DE INTERVENÇÃO PRECOCE </li></ul><ul><li>Intervenção na fase prodrômica = prevenção de recaídas e de </li></ul><ul><li>internações ou reinternações </li></ul><ul><li>Programas específicos de psicoeducação de pacientes e familiares sobre os </li></ul><ul><li>sinais e sintomas prodrômicos -> Intervenção </li></ul>
  12. 12. <ul><li>INTERVENÇÃO PRECOCE EM PACIENTES VÍRGENS DE TRATAMENTO </li></ul><ul><li>UNIVERSAL, SELETIVA OU FOCAL </li></ul><ul><li>CRITÉRIOS PREDITIVOS PARA PSICOSE INCIPIENTE </li></ul><ul><li>EXEMPLO DO PROGRAMA PACE </li></ul><ul><li>Estratégia de aproximação – identificação de 1 grupo de alto risco para a psicose dentro de um período curto de seguimento. </li></ul><ul><li>Avaliação da psicopatologia e de preditores potenciais </li></ul><ul><li>(variáveis neurocognitivas e de imaginologia neurológica) </li></ul><ul><li>CRITÉRIO DE INCLUSÃO (PROSPECTIVO) = INDIVÍDUOS COM </li></ul><ul><li>CARACTERÍSTICAS PSICÓTICAS ATENUADAS E/OU SINTOMAS </li></ul><ul><li>PSICÓTICOS ISOLADOS </li></ul>
  13. 13. <ul><li>SINTOMAS ISOLADOS – DSM – IV </li></ul><ul><li>1 - idéia de referência </li></ul><ul><li>2 - crenças estranhas ou pensamentos mágicos </li></ul><ul><li>3 - perturbação perceptiva </li></ul><ul><li>4 - pensamento e discurso bizarros </li></ul><ul><li>5 - ideação paranóide </li></ul><ul><li>6 - comportamento ou aspectos bizarros ou perturbação de personalidade esquizotípica </li></ul><ul><li>Desvio dos sintomas da norma no mínimo 2x/ e devem permanecer por pelo </li></ul><ul><li>menos uma semana. </li></ul><ul><li>1 ou 2 no item referente à alucinação da Brief Psychiatric Rating Scale (BPRS); </li></ul><ul><li>2- 3 no item de conteúdo bizarro do pensamento ou </li></ul><ul><li>2-3 no item de desconfiança ou convicção afirmada com um grau razoável, definida por 2 escalas de valores de delírio da Comprehensive Assessment of Symptoms and History (CASH). </li></ul>
  14. 14. <ul><li>Os sintomas psicóticos atenuados ( brief psycotic symptoms – BLIPS) </li></ul><ul><li>presença de pelo menos 1 dos seguintes sintomas: </li></ul><ul><li>alucinações, definida por um resultado de 3 ou mais itens da BPRS – </li></ul><ul><li>alucinações; delírio, definido por um resultado de 4 ou mais no item </li></ul><ul><li>conteúdo bizarro do pensamento da BPRS – relativo à desconfiança </li></ul><ul><li>ou afirmado com uma forte convicção, por 3 ou mais valores de delírio </li></ul><ul><li>da CASH; ou perturbação formal do pensamento definida por um </li></ul><ul><li>resultado de 4 ou mais no item da BPRS – desorganização conceptual. </li></ul><ul><li>A duração da BLIPS deve ser inferior a uma semana com resolução </li></ul><ul><li>espontânea. </li></ul>
  15. 15. <ul><li>A segunda estratégia de identificação dos indivíduos de alto risco a curto </li></ul><ul><li>prazo foi a aplicação de uma estratégia de aproximação à abordagem de </li></ul><ul><li>alto risco genético, o que implicou em seleção de fatores de risco de </li></ul><ul><li>perturbação psicótica, tanto de traço como de estado. Os fatores de risco </li></ul><ul><li>de traço escolhidos foram a história familiar em primeiro grau com </li></ul><ul><li>qualquer perturbação psicótica ou a presença de perturbação </li></ul><ul><li>esquizotípica de personalidade do espectro esquizofrênico </li></ul>
  16. 16. <ul><li>INSTRUMENTOS UTILIZADOS </li></ul><ul><li>1- Psicopatologia </li></ul><ul><li>∙ Brief Psychiatric Rating Scale </li></ul><ul><li>∙ Scale for the Assessmen of Negative Symptoms </li></ul><ul><li>∙ Hamilton Scale for Depression </li></ul><ul><li>∙ Hamilton Rating Scale for Anxiety </li></ul><ul><li>∙ Mania Rating Scale </li></ul><ul><li>∙ Quality of Life Scale </li></ul><ul><li>∙ Schedule for Clinical Assessment in Neuropsychiatry </li></ul><ul><li>2 - RMC em lamelas de 1,2 mm para medir o volume do cérebro </li></ul>
  17. 17. <ul><li>3 - Testes Neurocognitivos : </li></ul><ul><li>∙ National Adult Reading Test (NART) – avaliar a inteligência pré-mórbida </li></ul><ul><li>∙ Controlled Oral Word Association Test (COWAT), Verbal Fluency Test, Wisconsin Card Sorting Test e o Trail Making Test – avaliar o funcionamento executivo. </li></ul><ul><li>∙ Red Auditory Verbal Learning Test (RAVLT) </li></ul><ul><li>Dejeto Symbol-Delay – avaliar a memória. </li></ul><ul><li>4- História do desenvolvimento </li></ul><ul><li>∙ Family Interview for Genetic Studies – documentar a história familiar de </li></ul><ul><li>perturbação psicótica </li></ul><ul><li>∙ Lewis Obstetric Complications Scale – avaliar perturbações obstétricas </li></ul><ul><li>∙ Premorbid Adjustment Scale (PAS) – avaliar o desenvolvimento. </li></ul><ul><li>∙ Personality Disorders Examination (PDE) – itens de traços de esquizoidia e </li></ul><ul><li>esquizotipia - avaliar aspectos da personalidade </li></ul><ul><li>∙ Dados sobre idade materna, história maternal geral, </li></ul><ul><li>∙ Sucesso em marcos (andar, falar) </li></ul>
  18. 18. <ul><li>As medidas psicopatológicas e o Structure Clinical Interview completo foram repetidas mensalmente e o Quality of Life Scale foi repetido no final dos 12 meses </li></ul><ul><li>O estudo preditivo – PACE iniciou-se em março de 1995 e acabou com um número de 49 participantes para a investigação. </li></ul><ul><li>35 com critérios atenuados de admissão </li></ul><ul><li>12 com critérios para BLIPS </li></ul><ul><li>18 com critérios de marcadores de traços. </li></ul><ul><li>Quanto à sobreposição: </li></ul><ul><li>6 doentes preencheram os critérios de traços e atenuados, </li></ul><ul><li>4 satisfizeram os critérios BLIPS e atenuados e </li></ul><ul><li>2 satisfizeram os critérios de traço e BLIPS </li></ul><ul><li>2 sujeitos satisfizeram todos os três critérios. </li></ul><ul><li>Durante os doze meses, 20 (40,8%) sujeitos ficaram psicóticos e dois sujeitos desenvolveram psicose após aos 15 e 25 meses. Dos 20 que ficaram psicóticos, </li></ul>
  19. 19. <ul><li>- 12 apresentaram psicose do tipo esquizofrênico (11 esquizofreniforme e 1 esquizofrenia); </li></ul><ul><li>- 3 apresentaram psicose afetiva (1 perturbação bipolar e 2 depressão maior com aspectos psicóticos); </li></ul><ul><li>- 1 apresentou perturbação esquizoafetiva tipo depressiva </li></ul><ul><li>- 1 apresentou psicose breve de mais de uma semana </li></ul><ul><li>- 2 apresentaram perturbação psicótica sem outras especificações </li></ul><ul><li>- 1 apresentou quadro de psicose mas faltam dados. </li></ul>
  20. 20. <ul><li>O poder preditivo mais significativo foi: </li></ul><ul><li>- duração dos sintomas maior que 900 dias </li></ul><ul><li>- resultado menor que 51 na Avaliação Global de Funcionamento </li></ul><ul><li>- resultado maior que 2 na sub-escala psicótica do BPRS </li></ul><ul><li>- resultado de atenção maior que 1 na SANS </li></ul><ul><li>- resultado maior que 18 na HRS- Depressão </li></ul><ul><li>- volume normal do Hipocampo esquerdo </li></ul><ul><li>- dependência de cannabis </li></ul><ul><li>- idade materna maior que 30 anos </li></ul>
  21. 21. <ul><li>INTERVENÇÕES SOCIAIS E COMUNITÁRIAS </li></ul><ul><li>1 - Intervenções </li></ul><ul><li>manejo de caso - criação de uma equipe ou de um indivíduo designado para garantir o contínuo recebimento de serviços coordenados, contínuo e abrangente. </li></ul><ul><li>PACT - Tratamento comunitário Assertivo </li></ul><ul><li>manejo + tratamento ativo por equipe </li></ul><ul><li>SQZ marginalmente ajustados e de fraco funcionamento. </li></ul><ul><li>equipes que trabalham 24 horas do dia, 7 dias da semana </li></ul><ul><li>tratamento na casa do paciente. </li></ul><ul><li>razão paciente/quipe = 10/1 </li></ul><ul><li>Asilo de Fairwather - residências comunitárias para pacientes que apresentam quadros e estruturas compatíveis e complementares. </li></ul><ul><li>Hospitalização -> residência comunitária </li></ul><ul><li>d) Clubes psicossociais - clubes com funções recreativas, ocupacionais e residenciais onde o paciente vai gradativamente assumindo mais e mais responsabilidades e privilégios nas áreas </li></ul><ul><li>de recreação, trabalho e supervisão residencial. </li></ul>
  22. 22. <ul><li>2 – Reabilitação </li></ul><ul><li>Treinamento de Habilidades Sociais </li></ul><ul><li>Reabilitação Ocupacional </li></ul><ul><li>Oficinas Protegidas </li></ul><ul><li>Apoio ao emprego </li></ul><ul><li>Clubes para busca de emprego </li></ul><ul><li>Modelo da Universidade de Boston </li></ul><ul><li>Emprego de Transição </li></ul><ul><li>Remediação e Terapia Cognitiva </li></ul><ul><li>3 – Grupos de auto-ajuda </li></ul>
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