Escola Estadual Arlindo De Andrade Gomes Aluno:Loester Franco Botelho 1º Ano / Turma A Período : Matutino Disciplina Filosofia
O Sofista Sócrates Imagem
Sócrates Biografia Sócrates nasceu em Atenas, provavelmente no ano de 470 AC, e tornou-se um dos principais pensadores da Grécia Antiga. Podemos afirmar que Sócrates fundou o que conhecemos hoje por filosofia ocidental. Foi influenciado pelo conhecimento de um outro importante filósofo grego: Anaxágoras. Seus primeiros estudos e pensamentos discorrem sobre a essência da natureza da alma humana. Sócrates era considerado pelos seus contemporâneos um dos homens mais sábios e inteligentes. Em seus pensamentos, demonstra uma necessidade grande de levar o conhecimento para os cidadãos gregos. Seu método de transmissão de conhecimentos e sabedoria era o diálogo. Através da palavra, o filósofo tentava levar o conhecimento sobre as coisas do mundo e do ser humano. Conhecemos seus pensamentos e idéias através das obras de dois de seus discípulos: Platão e Xenofontes. Infelizmente, Sócrates não deixou por escrito seus pensamentos. Sócrates não foi muito bem aceito por parte da aristocracia grega, pois defendia algumas idéias contrárias ao funcionamento da sociedade grega. Criticou muitos aspectos da cultura grega, afirmando que muitas tradições, crenças religiosas e costumes não ajudavam no desenvolvimento intelectual dos cidadãos gregos. Em função de suas ideias inovadoras para a sociedade, começa a atrair a atenção de muitos jovens atenienses. Suas qualidades de orador e sua inteligência, também colaboraram para o aumento de sua popularidade. Temendo algum tipo de mudança na sociedade, a elite mais conservadora de Atenas começa a encarar Sócrates como um inimigo público e um agitador em potencial. Foi preso, acusado de pretender subverter a ordem social, corromper a juventude e provocar mudanças na religião grega. Em sua cela, foi condenado a suicidar-se tomando um veneno chamado cicuta, em 399 AC.
Idéias principais Do Sócrates “ Para conseguir a amizade de uma pessoa digna é preciso desenvolvermos em nós mesmos as qualidades que naquela admiramos.” “ Meu conselho é que se case. Se você arrumar uma boa esposa, será feliz; se arrumar uma esposa ruim, se tornará um filósofo.” “ Aquilo que não puderes controlar, não ordenes.” “ Deve-se temer mais o amor de uma mulher, do que o ódio de um homem.” “ Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância.” “ O ideal no casamento é que a mulher seja cega e o homem surdo.” “ Uma vida sem desafios não vale a pena ser vivida.” “ Só sei que nada sei.” “ Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo e os deuses.” “ Sob a direção de um forte general, não haverá jamais soldados fracos.” Não vivemos para comer, mas comemos para viver
Obra de Sócrates As Nuvens, uma das peças mais célebres de Aristófanes, são uma comédia dirigida contra os sofistas, que o autor confunde com Sócrates, o filósofo mais conhecido e que mais dava nas vistas no seu tempo. Foram representadas vinte e três anos antes da acusação de Sócrates. O grande comediógrafo grego insurgiu-se contra as propostas pedagógicas e éticas dos sofistas, pretendendo demonstrar as funestas consequências da educação nova. Sabe-se que n’ As Nuvens, Aristófanes ridicularizou Sócrates e fez dele uma caricatura cheia de facécia e de mau humor; Sócrates é aí dado como um sofista ateu e blasfemador que abusa da credulidade dos seus alunos fazendo-os dissertar sobre assuntos mais fúteis. Nesta comédia, durante a acusação de Sócrates, Aristófenes apresenta-o como uma personagem que anda pelo ar. Foi representado no teatro Dionysus
Teatro Dionysus cartaz referente a uma obra de Aristófanes representada na Alemanha
Vocabulário de Sócrates Se, todavia, o diálogo descamba para a confusão, não é porque Eutifron seja um astuto ou um imbecil. Nem, tampouco, porque Sócrates saiba o que venha a ser a piedade, dado que ainda a ignora. Mas é porque os dois interlocutores não estão no mesmo plano. Eutifron busca a piedade para o lado dos fatos: é por esta razão, pois, e não porque seja, como já se afirmou, "rebelde às abstrações", que começa por definir a piedade citando ações piedosas. Sócrates busca-a ao contrário, não sem certa angústia discreta que dá ao diálogo um tom quase comovente, do lado da relação interior da alma com a divindade. Repúdio da mitologia em nome da razão? Aqui o vocabulário do século XIX é completamente inadequado. Não é tanto o conformismo ateniense que Sócrates recusa. O que ele procura é, sobretudo, interiorizá-lo, retomá-lo pela alma, no sentido empregado pelos químicos, quando falam em retomar pela água. O benévolo Eutifron não pode naturalmente compreender esta linguagem nova que o acusado não ousou usar perante os juizes, certo de ser mal interpretado. Daí o caráter paradoxalmente especioso da defesa de Sócrates na Apologia. Creio nos denses, rogo-os e sacrifico-lhes, — mas não creio da mesma maneira que vós, e nisto consiste para vós a impiedade. Afastando-se ("Que jazes, companheiro? vais embora e me deixas cair do alto de minha esperança"), Eutifron abandona Sócrates em face da acusação de impiedade formulada por Meletos-Anytos.
Platão
Biografia Um dos filósofos que mais influenciaram a cultura ocidental, Platão, cujo nome verdadeiro era Aristócles, nasceu de uma família rica, envolvida com políticos. Muitos estudiosos de sua obra dizem que o grego ficou conhecido como Platão por causa do seu vigor físico e ombros largos ("platos" significa largueza). A excelência na forma física era muito apreciada na Grécia antiga e os seus "diálogos" estão repletos de referências às competições esportivas. Ainda na juventude, tornou-se discípulo de Sócrates, com quem conviveu durante oito anos, iniciando-se na filosofia. Depois de acompanhar todo o processo que condenou o seu mestre (Sócrates, acusado de corromper a juventude e de não acreditar nos "deuses", foi obrigado a beber o veneno cicuta, que o levaria à morte), Platão, desiludido com a democracia ateniense, viaja para outras cidades da Grécia, Egito e sul da Itália, e começa a escrever. Platão teve uma educação semelhante à dos jovens aristocratas da sua época, recebendo aulas de retórica, música, matemática e ginástica. Em 387 AC, funda em Atenas uma escola chamada Academia, com uma exigência, escrita na fachada: "Que aqui não entre quem não for geômetra". Em pouco tempo, esta escola tornou-se um dos maiores centros culturais da Grécia, tendo recebido políticos e filósofos como Aristóteles, Demóstenes, Eudoxo de Cnido e Esquines, entre outros. A sua obra conta com 28 diálogos (alguns historiadores dizem que foram 30) basicamente centrados em Sócrates, onde procura definir noções como a mentira (Hípias menor), o dever (Críton), a natureza humana (Alcibíades), a sabedoria (Cármides), a coragem (Laques), a amizade (Lísis), a piedade (Eutífron) e a retórica (Górgias, Protágoras).
Entre 387 e 361 AC, escreveu Menexeno, Ménon (sobre a virtude), Eutidemo (sobre a erística), Crátilo (sobre a justeza dos nomes), O banquete (sobre o amor), Fédon, a república (sobre a justiça), Fedro, Teeteto (sobre a ciência) e Parmênides. Os diálogos da maturidade são O sofista (sobre o ser), O político, Timeu (sobre a natureza), Crítias (sobre Atlântida), Filebo (sobre o prazer) e As leis. O filósofo também deixou algumas cartas. Pela tradição familiar, o seu destino deveria ser a política. Mas, a experiência dos políticos que governaram Atenas por imposição de Esparta (404AC/403 AC), entre os quais estavam dois de seus tios, fez Platão afastar-se dessa forma de política. De acordo com o filósofo, uma cidade-modelo deveria distribuir os seus habitantes em três segmentos: os sábios deveriam pertencem à ordem dos governantes, os corajosos, que deveriam zelar pela segurança, à ordem dos guardiões, e os demais, responsáveis pela agricultura e comércio, fariam parte da ordem dos produtores. O filósofo também não concordava que os políticos mais votados assumissem os principais cargos em uma cidade ou país. Para Platão, nem sempre o mais votado era o mais bem preparado. Dentro deste contexto, era necessário criar uma alternativa para impedir que a corrupção e a incompetência tomassem conta do poder público. A forma dos escritos platônicos é o diálogo, transição espontânea entre o ensinamento oral e fragmentário de Sócrates e o método estritamente didático de Aristóteles. No fundador da Academia, o mito e a poesia confundem-se muitas vezes com os elementos puramente racionais do sistema. A atividade literária do filósofo grego compreende mais de cinqüenta anos da sua vida: desde a morte de Sócrates até a sua morte.
Obras A obra de Platão é uma jóia da literatura de todos os tempos e um monumento filosófico de valor eterno. As questões postas, dizendo respeito á conduta ética e política dos atenienses, ao seu comportamento como indivíduos e em sociedade, gozam da maior pertinência vinte e quatro séculos depois. A sua finalidade é sempre a busca da verdade por meio da dialéctica. Na grande maioria dos diálogos, a figura central é Sócrates, que interroga, argumenta e discute com um vasto leque de personagens, na maioria dos casos sofistas ou figuras que representam a estrutura da cidade. Alguns deles são expressamente dedicados ao mestre, quer para contar o processo de que foi alvo e a sua defesa em tribunal (Apologia), quer a sua permanência na prisão (Críton), quer os últimos momentos antes de beber a cicuta (Fédon). A colecção das obras de Platão compreende trinta e cinco diálogos e um conjunto de treze cartas. Os seus diálogos podem ser considerados dentro de quatro períodos distintos: · Diálogos considerados de juventude ou socráticos, até cerca de 390 a.C. (antes da morte de Sócrates). Apologia de Sócrates Críton ou Do Dever Íon ou Da Ilíada Laqués ou Da coragem Lísis ou Da Amizade Cármides ou Da Sabedoria Eutífron ou Da Santidade
· Diálogos ditos de transição: Eutidemo ou Da Erística Hípias menos ou Da Mentira Crátilo ou Da Etimologia Hípias Maior ou Do Belo Menexeno ou Do Epitáfio Górgias ou Da Rétorica República - livro I Protágoras ou Dos sofistas Ménon ou Da Virtude · Diálogos de maturidade (escritos provavelmente entre 387 a.C. e 368 a.C.): Fédon ou Da Alma Banquete ou Do Bem República - livros II a X Fedro ou Da Beleza · Diálogos considerados de velhice: Parménides ou Das Formas Teeteto ou da Ciência Sofista ou Do Ser Político ou Da Realeza Filebo ou Do Prazer Timeu ou Da Natureza Crítias ou Da Atlântida Leis (inacabado) Há ainda outras obras cuja autoria é contestada: Alcibíades I e II, Epinómide ou Do Filósofo, Hiparco, Minos, Os Rivais, Téages e Clítofon
Idéia principal “ Uma vida não questionada não merece ser vivida.” “ Você pode descobrir mais sobre uma pessoa em uma hora de brincadeira do que em um ano de conversa.” “ Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz.” “ Tente mover o mundo - o primeiro passo será mover a si mesmo.” “ Só os mortos conhecem o fim da guerra.” “ O que faz andar o barco não é a vela enfunada, mas o vento que não se vê.” “ O livro é um mestre que fala mas que não responde” “ A coisa mais indispensável a um homem é reconhecer o uso que deve fazer do seu próprio conhecimento.” “ Só pelo amor o homem se realiza plenamente.” “ O cansaço físico, mesmo que suportado forçosamente, não prejudica o corpo, enquanto o conhecimento imposto à força não pode permanecer na alma por muito tempo.” “ Tudo quanto vive provém daquilo que morreu.”
Vocabulário Em Platão, ou ao menos em alguns de seus diálogos, o particípio ente ( o)/n ) é constantemente utilizado para designar aquilo que permanece idêntico a si mesmo ( a)ei w(sau/twj, a)ei kata tau)ta ), aquilo que, não padecendo das alterações do devir, constitui a natureza essencial de algo, pela qual este último é cognoscível. Explícita ou implicitamente, Platão se vale da equivalência entre o particípio ente e o nome essência ( ou)si/a ), sem dar mostras de se importar muito com esse detalhe terminológico: com ambos esses termos, pois, demarca-se o domínio do inteligível , daquilo que constitui uma natureza estável sempre idêntica consigo mesma. O horizonte fundamental que subjaz a essa terminologia platônica consiste na pretendida contraposição entre a unidade conceitual da forma ( eidoj ), e a esfera evanescente das misturas sensíveis ( ta sugkexume/na ). Ente e essência , assim, encontram seu significado mais imediato e fundamental justamente nessa contraposição ao gigno/menon , àquilo que admite determinações contrárias e que demarca o domínio do visível ou sensível 1. E qualquer sutil diferença de significado que possa haver entre ambos esses termos é, sem dúvida alguma, menos evidente e, sobretudo, menos importante do que essa oposição fundamental de ambos à instabilidade e contingência do devir . No livro VII da República , precisamente em 518c, após completar a exposição do célebre mito da caverna, Sócrates, para definir o processo pelo qual se efetua a paidéia , a formação do governante filósofo de sua Cidade, se utiliza justamente dessa contraposição entre o)/n e gigno/menon : a paidéia , pois, não se configura como uma implantação da ciência na alma, mas sim como um reto direcionamento da capacidade cognoscitiva da alma, a qual, a partir da observação daquilo que vem a ser ( e)k tou= gignome/nou ), deveria passar à contemplação daquilo que é ( ei)j to o)/n ). Em linhas gerais, e para os restritos objetivos que aqui nos interessam, o significado dessa contraposição é o seguinte: ao passo que o)/n , sem
ARISTÓTELES
ARISTÓTELES Biografia Notável filósofo grego, Aristóteles (384 - 322 a.C.), nasceu em Estágira, colônia de origem jônica encravada no reino da Macedônia. Filho de Nicômaco, médico do rei Amintas, gozou de circunstâncias favoráveis para seus estudos. Em 367 a.C., aos seus 17 anos, foi enviado para a Academia de Platão em Atenas, na qual permanecerá por 20 anos, inicialmente como discípulo, depois como professor, até a morte do mestre em 347 a.C. O fato mesmo de ser filho de médico poderá ter dado a Aristóteles o gosto pelos conhecimentos experimentais e da natureza, ao mesmo tempo que teve sucesso como metafísico. Depois da primeira estadia em Atenas, ausentou-se por 12 anos, com uma permanência inicial na Ásia menor, onde se dirigiu, ainda solteiro, para uma comunidade de platônicos estabelecida em Assos (Trôade). Ali reinava então sobre Assos e Atarneo, o tirano Hérmias, um eunuco, em cuja corte passou três anos. Casou então Aristóteles com Pítias, irmã de Hérmias. Morto este pelos persas, retirou-se Aristóteles para Mitilene. Depois do falecimento de Pítias, se casará com Hérpilis, da qual nascerá Nicômaco, a quem dedicará posteriormente o livro Ética a Nicômaco.
Entrementes, importantes transformações estavam a ocorrer no mundo helênica, que então se unificou. Felipe II (rei da Macedônia de 356 a 336 a.C.) desenvolveu o país e criou um exército poderoso. Sucessivamente foi anexando as cidades gregas, aproveitando as velhas discórdias, derrotando finalmente Atenas e Tebas, em Queronéia (338 a.C.). Reuniu as cidades gregas em uma liga, sob sua direção, no Congresso de Corinto (337 a.C.), pregando sempre a guerra contra o então grande Império Persa, que já há mais de um século ocupava as cidades gregas da Ásia Menor. Ofereceu-se também uma nova oportunidade a Aristóteles, que foi chamado em 343 ou 342 para a corte do rei Felipe II, em Pela, como educador de seu filho Alexandre (356-323 a.C.). Mas ficou nesta função somente dois anos, depois dos quais aconteceu o totalmente inesperado, - o assassinato do rei Felipe II. Foi assim que já cedo o jovem Alexandre deveu assumir o trono, em 336 a.C., com apenas 20 anos. Atravessando o Bósforo, partiu em 334 a.C. para a conquista do império persa. Foi de um sucesso espetacular, vencendo a Dario, na Batalha de Granico. Completou sua façanha, indo até a Índia. Estabeleceu sua capital em Babilônia. No Egito fundou a Alexandria, que logo passou à ser um grande centro de cultura. Estava mudada a estrutura política do então mundo conhecido, o que não demoraria a ter repercussão na filosofia.
Sem função na Macedônia, voltou Aristóteles para Atenas, pelo ano 335 a. C., com Teofrasto, outro homem notável pelo saber. Auxiliado sempre por Alexandre que o prestigiava, Aristóteles fundou o Liceu (cerca de 334 a.C.) no ginásio do templo de Apolo Liceu (Liceu é referência ao local do templo). Onde criou escola própria no ginásio Apolo Liceu. Em pouco mais de dez anos de atividade, fez Aristóteles de sua escola um centro de adiantados estudos, em que os mestres se distribuiam por especialidades, inclusive em ciências positivas. Falecido Alexandre prematuramete em 323 a.C., com apenas 13 anos de reinado, recrudeceu o sentimento antimacedônico em Atenas, com Demóstenes ativando o partido nacionalista, a situação se tornou difícil para Aristóteles. Além disto, sua filosofia de idéias objetivas não poderia escapar à reação do sacerdote Eurimedote, que o acusava de impiedade. Teve, então, Aristóteles de optar por retirar-se de Atenas, deixando o Liceu sob a direção de Teofrasto. Oculto em uma sua propriedade em Cálcis, de Eubea, ali morreu já no ano seguinte aos 62 anos. Mas o Liceu teve continuidade, como também a Academia de Platão Uma notícia diz que Aristóteles, o mais ilustre dos discípulos de Platão, "tinha a voz débil, pernas delgadas e olhos pequenos; que vestia sempre com esmero, levava anéis e cortava a barba".
A estátua, que dele se conserva, o apresenta com a testa e a cabeça menor, que a de Platão; cabelo aparado, sem ser calvo como Sócrates; barba não alongada; boca pequena, entre lábios finos. Tal foi o maior dos mestres. O nome Escola Peripatética derivou do uso de Aristóteles haver dado lições em amena palestra, ao mesmo tempo que passeava pelos caminhos do ginásio
Obras de Aristóteles Obras de Lógica ou Organon: incluem Categorias, Sobre a Interpretação, os Analíticos ( Primeiros e Segundos) e os Tópicos. Obras sobre física e a concepção do universo: compreendem Física, Sobre o Céu, Sobre a Geração e a Corrupção e Meteorológicos. Obras psicológicas e biológicas: abrangem Sobre a Alma, além de pequenos textos reunidos sobre o título de Parva Naturalia e História dos Animais ( com partes de autoria duvidosa). Tratados de metafísica: Andronico denominou Metafísica (literalmente "depois da física) a estas partes dos apontamentos de Aristóteles. Obras ético-políticas: compreendem a Ética a Eudemo (organizados por Eudemo, discípulo de Aristóteles), a Ética a Nicómaco (organizada por Nicómaco, filho de Aristóteles), a Grande Moral ( de autoria duvidosa), a Política e a Constituição de Atenas. Obras sobre a linguagem e a estética: incluem a Retórica e Poética.
Principais Domínios de Investigação Toda a sua filosofia assenta numa observação minuciosa da natureza, da sociedade e dos indivíduos, organizando de uma forma verdadeiramente enciclopédica. A sua ideia fundamental era a de tudo classificar, dividindo as coisas segundo a sua semelhança ou diferença, obedecendo a um conjunto de perguntas muito simples: Como é esta coisa ? (o género). O que é que a difere doutras que lhe são semelhantes? ( a diferença). A partir daqui começava a hierarquizar todas as coisas, de uma forma tão ordenada que até então nunca ninguém conseguira fazer. Lógica: o primeiro sistema lógico, que permitiu estabelecer um conjunto de princípios e regras formais por meio das quais se tornou possível distinguir as conclusões falsas das exactas. Na Idade Média os seus escritos sobre lógica foram os manuais mais importantes usados nas universidades, sobretudo na forma que lhes deu o filósofo português Pedro Hispano ( Papa João XXI).
Física: a física era a chave da natureza das coisas, não apenas da forma como se comportavam no presente, mas também no que pontencialmente viriam a transformar-se. Quanto à constituição das coisas defendia a teoria dos quatro elementos: agua, terra, fogo e ar. Os corpos celestes, com excepção da terra, eram constituídos por um quinto elemento puro e incorruptível. O universo é concebido de forma hierarquizada, tendo no centro a terra, girando à sua volta todos os corpos celestes. Biologia: recusando a separação das ideias da natureza, como fazia Platão, Aristóteles, apontou como tarefa para o investigador a de descobrir e classificar as formas do mundo material. Os últimos 12 anos da sua vida foram preenchidos com esta tarefa. Partindo de uma observação sistemática dos seres vivos, e não desdenhando estudar vermes ou insectos, registou perto de 500 classes diferentes de animais, dos quais dissecou aproximadamente 50 tipos. Foi o primeiro que dividiu o mundo animal entre vertebrados e invertebrados; sabia que a baleia não era um peixe e que o morcego não era um pássaro, mas que ambos eram mamíferos. Política: a sua primeira preocupação foi a elaborar uma listagem tão completa quanto possível sobre os diferentes modelos políticos que existiam no seu tempo. Enumerou um total de 158 constituições de cidades ou países diferentes. Partindo da sua diversidade procurou depois as suas semelhanças e diferenças, pondo em evidência o que constituía a natureza de cada regime. Evitou, quanto pode, mostrar as suas preferências por um ou outro regime político.
Pensamento de Aristóteles "A educação tem raízes amargas, mas os frutos são doces". Aristóteles (D.L. 5, 18). “ Nós somos aquilo que fazemos repetidamente. Excelência, então, não é um modo de agir, mas um hábito.” “ A cultura é o melhor conforto para a velhice.” “ Ter muitos amigos é não ter nenhum.” “ O sábio nunca diz tudo o que pensa, mas pensa sempre tudo o que diz.” “ A alma é a causa eficiente e o princípio organizador do corpo vivente.” “ O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflete” “ Devemos nos comportar com os nossos amigos do mesmo modo que gostaríamos que eles se comportassem conosco.” “ É fazendo que se aprende a fazer aquilo que se deve aprender a fazer.” “ As pessoas dividem-se entre aquelas que poupam como se vivessem para sempre e aquelas que gastam como se fossem morrer amanhã.” “ Não há nada na nossa inteligência que não tenha passado pelos sentidos.” “ Todos os homens, por natureza, desejam saber.” O prazer no trabalho aperfeiçoa a obra.
Limitar-nos-emos mais especialmente aos problemas gerais da lógica de Aristóteles, porque aí está a suagnosiologia. Foi dito que, em geral, a ciência, a filosofia - conforme Aristóteles, bem como segundo Platão - tem como objeto o universal e o necessário; pois não pode haver ciência em torno do individual e do contingente, conhecidos sensivelmente. Sob o ponto de vista metafísico, o objeto da ciência aristotélica é aforma, como idéia era o objeto da ciência platônica. A ciência platônica e aristotélica são, portanto, ambas objetivas, realistas: tudo que se pode aprender precede a sensação e é independente dela. No sentido estrito, a filosofia aristotélica é dedução do particular pelo universal, explicação do condicionado mediante a condição, porquanto o primeiro elemento depende do segundo. Também aqui se segue a ordem da realidade, onde o fenômeno particular depende da lei universal e o efeito da causa. Objeto essencial da lógica aristotélica é precisamente este processo de derivação ideal, que corresponde a uma derivação real. A lógica aristotélica, portanto, bem como a platônica, é essencialmente dedutiva, demonstrativa, apodíctica. O seu processo característico, clássico, é o silogismo.Os elementos primeiros, os princípios supremos, as verdades evidentes, consoante Platão, são fruto de uma visão imediata, intuição intelectual, em relação com a sua doutrina do contato imediato da alma com as idéias - reminiscência. Segundo Aristóteles, entretanto, de cujo sistema é banida toda forma de inatismo, também os elementos primeiros do conhecimento - conceito e juízos - devem ser, de um modo e de outro, tirados da experiência, da representação sensível, cuja verdade imediata ele defende, porquanto os sentidos por si nunca nos enganam. O erro começa de uma falsa elaboração dos dados dos sentidos: a sensação, como o conceito, é sempre verdadeira. Por certo, metafisicamente, ontologicamente, o universal, o necessário, o inteligível, é anterior ao particular, ao contigente, ao sensível: mas, gnosiologicamente, psicologicamente existe primeiro o particular, o contigente, o sensível, que constituem precisamente o objeto próprio do nosso conhecimento sensível, que é o nosso primeiro conhecimento.
Assim sendo, compreende-se que Aristóteles, ao lado e em conseqüência da doutrina de dedução, seja constrangido a elaborar, na lógica, uma doutrina da indução. Por certo, ela não está efetivamente acabada, mas pode-se integrar logicamente segundo o espírito profundo da sua filosofia. Quanto aos elementos primeiros do conhecimento racional, a saber, os conceitos, a coisa parece simples: a indução nada mais é que a abstração do conceito, do inteligível, da representação sensível, isto é, a "desindividualização" do universal do particular, em que o universal é imanente. A formação do conceito é, a posteriori, tirada da experiência. Quanto ao juízo, entretanto, em que unicamente temos ou não temos a verdade, e que é o elemento constitutivo da ciência, a coisa parece mais complicada. Como é que se formam os princípios da demonstração, os juízos imediatamente evidentes, donde temos a ciência? Aristóteles reconhece que é impossível uma indução completa, isto é, uma resenha de todos os casos os fenômenos particulares para poder tirar com certeza absoluta leis universais abrangendo todas as essências. Então só resta possível uma indução incompleta, mas certíssima, no sentido de que os elementos do juízo os conceitos são tirados da experiência, a posteriori, seu nexo, porém, é a priori, analítico, colhido imediatamente pelo intelecto humano mediante a sua evidência, necessidade objetiva.
Vocabulário de Aristóteles mais, delimita a esfera daquilo que é sempre do mesmo modo , o gigno/menon delimita a esfera daquilo que é suscetível de infindáveis nascimentos e perecimentos, aquilo que se manifesta como não permanecendo idêntico a si mesmo , mas que pode se manifestar como contrário . Não cabe nos limites desta nossa apresentação esgotar os sentidos dessa contraposição conceitual, mas, não obstante, principalmente em vista do que vamos ressaltar em Aristóteles, podemos dizer que essa oposição entre ente e o que vem a ser , como traço de demarcação entre, respectivamente, o mundo inteligível e o mundo sensível , tem por objetivo predominante delimitar uma oposição mais fundamental: a saber, a que se dá entre, por um lado, a determinação formal separada em si mesma , em sua unidade conceitual simples, à parte de qualquer outra consideração, e, por outro lado, a composição ou mistura dessa determinação formal com, por assim dizer, outras determinações que lhe acompanham num mesmo complexo sensível. Em 524b, de fato, buscando discriminar as sensações que convidam a alma a um exame ulterior que já se configura como início da ascensão dialética , Sócrates afirma que a visão (aqui entendida como modelo para a sensação em geral) percebe duas determinações, conceitualmente distintas em si mesmas, como misturadas ou mesmo confundidas , de modo a levar a alma a um impasse com respeito à determinação precisa do objeto que ela tem diante de si: uma mesma e única coisa, pois, aparece simultaneamente como grande e pequena, como maior e menor, etc.
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