Parnasianismo

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Parnasianismo

  1. 1. Profª Milsa Duarte Ramos Vaz<br />Literatura<br />Anderson Sandim<br />Elen Bianca<br />Leandro Martin<br />Mithiel Ortiz<br />Sabrina Portilho<br />Geovani Pires<br />João Pedro<br />Sherillyn Oliveira<br />Kassia Dias<br />Amanda Marinho<br /> 2º Tec.<br />Parnasianismo<br />Escola Agrícola<br /> 2011<br />
  2. 2. Parnasianismo<br />O parnasianismo é uma escola literária ou um movimento literário essencialmente poético, contemporâneo do Realismo-Naturalismo. Um estilo de época que se desenvolveu na poesia partir de 1850, na França.<br />
  3. 3. Origens<br />Se originou na França, representou na poesia o espírito positivista e científico da época, surgindo no século XIX em oposição ao romantismo.<br />Nasceu com a publicação de uma série de poesias, precedendo de algumas décadas o simbolismo. O seu nome vem do Monte Parnaso, a montanha que, na mitologia grega era consagrada a Apolo e às musas, uma vez que os seus autores procuravam recuperar os valores estéticos da antiguidade clássica.<br />Caracteriza-se pela sacralidade da forma, pelo respeito às regras de versificação, pelo preciosismo rítmico e vocabular, pela rima rica e pela preferência por estruturas fixas, como os sonetos. O emprego da linguagem figurada é reduzido, com a valorização do exotismo e da mitologia. Os temas preferidos são os fatos históricos, objetos e paisagens. A descrição visual é o forte da poesia parnasiana, assim como para os românticos são a sonoridade das palavras e dos versos. O primeiro grupo de parnasianos de língua francesa reúne poetas de diversas tendências, mas com um denominador comum: a rejeição ao lirismo como credo. Os principais expoentes são Théophile Gautier (1811-1872), Leconte de Lisle (1818-1894), Théodore de Banville (1823-1891) e José Maria de Heredia (1842-1905).<br />
  4. 4. Características<br />Preciosismo<br />Objetividade e impessoalidade<br />Arte Pela Arte<br />Estética/Culto à forma<br />Rimas Ricas<br />Valorização dos Sonetos<br />Metrificação Rigorosa<br />Descritivismo<br />Temática Greco-Romana <br />Cavalgamento ou encadeamento sintático <br />
  5. 5. Parnasianismo em Portugal<br />Em Portugal, o movimento não foi muito importante, tendo como autores Gonçalves Crespo (que na verdade era um escritor brasileiro que se casou com uma portuguesa e se mudou para Portugal), João Penha, António Feijó e Cesário Verde.<br />
  6. 6. Parnasianismo no Brasil<br />No Brasil, o parnasianismo dominou a poesia até a chegada do Modernismo brasileiro. A importância deste movimento no país deve-se não só ao elevado número de poetas, mas também à extensão de sua influência, uma vez que seus princípios estéticos dominaram por muito tempo a vida literária do país, praticamente até o advento do Modernismo em 1922.<br />Na década de 1870, a poesia romântica deu mostras de cansaço, e mesmo em Castro Alves é possível apontar elementos precursores de uma poesia realista. Assim, entre 1870 e 1880 assistiu-se no Brasil à liquidação do Romantismo, submetido a uma crítica severa por parte das gerações emergentes, insatisfeitas com sua estética e em busca de novas formas de arte, inspiradas nos ideais positivistas e realistas do momento.<br />Dessa maneira, a década de 1880 abriu-se para a poesia científica, a socialista e a realista.<br />
  7. 7. Autores<br />
  8. 8. Olavo Bilac<br />Jornalista e poeta brasileiro, membro fundador da Academia Brasileira de Letras. Criou a cadeira 15, cujo patrono é Gonçalves Dias.<br />Conhecido por sua atenção a literatura infantil e, principalmente, pela participação cívica, era  republicano e nacionalista; também era defensor do serviço militar obrigatório.<br />Bilac escreveu a letra do Hino à Bandeira e fez oposição ao governo de Floriano Peixoto. Foi membro-fundador da Academia Brasileira de Letras, em 1896.<br /> Em 1907, foi eleito “príncipe dos poetas brasileiros”, pela revista Fon-Fon. <br />Bilac, autor de alguns dos mais populares poemas brasileiros, é considerado o mais importante de nossos poetas parnasianos <br />
  9. 9. Olavo Bilac Principais Obras:<br />Através do Brasil<br />Crítica e fantasia (1904)<br />Crônicas e novelas (1894)<br />Ironia e piedade, crônicas (1916)<br />Livro de Leitura<br />Poesias (1888)<br />Tarde (1919) <br />Teatro Infantil<br />Tratado de versificação (1910)<br />
  10. 10. Alberto de Oliveira<br /><ul><li>Poeta, professor e farmacêutico brasileiro. Figura como líder do Parnasianismo brasileiro, na famosa tríade Alberto de Oliveira, Raimundo Correia e Olavo Bilac.
  11. 11. Foi secretário estadual de educação, membro honorário da Academia de Ciências de Lisboa e imortal fundador da Academia Brasileira de Letras. Adotou o nome literário Alberto de Oliveira no livro de estréia, após várias modificações dispersas nos jornais.</li></li></ul><li>Alberto de Oliveira Principais Obras:<br />Canções Românticas<br />Meridionais. <br />Sonetos e Poemas. <br />Versos e Rimas.<br /> Poesias (edição definitiva). <br />Páginas de Ouro da Poesia Brasileira. <br />Céu, Terra e Mar. <br />Ramo de Árvore<br />
  12. 12. Raimundo Corrêa<br />Magistrado, professor, diplomata , juiz e poeta brasileiro.<br />Raimundo Correia iniciou a sua carreira poética com o livro "Primeiros sonhos", revelando forte influência dos poetas românticos Fagundes Varela, Casimiro de Abreu e Castro Alves. Em 1883 com o livro "Sinfonias", assume o parnasianismo e passa a integrar, ao lado de Alberto de Oliveira e Olavo Bilac, a chamada "Tríade Parnasiana".<br />Os temas adotados por Raimundo Correia giram em torno da perfeição formal dos objetos. Ele se diferencia um pouco dos demais parnasianos porque sua poesia é marcada por um forte pessimismo, chegando até a ser sombria. Ao analisar a obra de Raimundo Correia percebe-se que há nela uma evolução. Ele iniciou sua carreira como romântico, depois adotou o parnasianismo e, em alguns poemas aproximou-se da escola simbolista.<br />
  13. 13. Principais Obras<br />Primeiros Sonhos (1879)<br />Sinfonias (1883)<br />Versos e Versões (1887)<br />Aleluias (1891)<br />Poesias (1898)<br />
  14. 14. Francisca Julia<br /> Poetisa brasileira.<br />Colaborou no Correio Paulistano e no Diário Popular, que lhe abriu as portas para trabalhar em O Álbum, de Artur Azevedo, e A Semana, de Valentim Magalhães, no Rio de Janeiro. Foi lá que lhe ocorreu um fato bastante curioso: ninguém acreditava que aqueles versos fossem de mulher e o crítico literário João Ribeiro, acreditando que Raimundo Correia usava um nome falso, passou a "atacá-lo" sob o pseudônimo de Maria Azevedo. No entanto a verdade foi esclarecida após carta de Júlio César da Silva enviada a Max Fleiuss.<br />A partir daí João Ribeiro empenha-se para que o seu primeiro livro seja publicado e, em 1895, Mármores sai pela editora Horácio Belfort Sabino. Já a essa altura era Francisca Júlia considerada grande poetisa nos círculos literários. Olavo Bilac louvou-lhe o culto da forma, a língua, remoçada "por um banho maravilhoso de novidade e frescura", sua arte calma e consoladora. Sua consagração se refletiu nas inúmeras revistas que começaram a estampar-lhe o retrato.<br />
  15. 15. Obras:<br />1895 - Mármores<br />1899 - Livro da Infância<br />1903 - Esfinges<br />1908 - A Feitiçaria Sob o Ponto de Vista Científico (discurso)<br />1912 - Alma Infantil (com Júlio César da Silva)<br />1921 - Esfinges - 2º ed. (ampliada)<br />1962 - Poesias (organizadas por Péricles Eugênio da Silva Ramos)<br />
  16. 16. Dom Casmurro<br />
  17. 17. Obrigado.<br /> Bom dia!<br />

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