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Paper apresentado no TIC 2011 estabelecendo KPIs para medir o fluxo de informações do processo de projeto em BIM.

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  • 1. V TIC - Salvador, Bahia, Brasil, 4 e 5 de agosto de 2011 DESENVOLVIMENTO E APLICAÇÃO DE INDICADORES DE DESEMPENHO NA ANÁLISE E MELHORIA DA GESTÃO DO FLUXO DE INFORMAÇÕES DO PROCESSO DE PROJETO EM BIM Leonardo Manzione (1) Mariana Wyse Abaurre (2) Silvio Burrattino Melhado (3) TGP, Escola Politécnica, USP (1) leonardo.manzione@usp.br, (2) marianawyse@usp.br, (3) silvio.melhado@usp.br Léon Berlo TNO Built Environment and Geosciences, Delft leon.vanberlo@tno.nl Rafael Sacks Technion-Israel Institute of Technology, Haifa cvsacks@techunix.technion.ac.ilResumoAtravés da interoperabilidade permitida pelo uso dos padrões IFC, o uso da tecnologia BIM e os model serversestão desenvolvendo um ambiente de troca sincronizada e contínua de informações entre os agentes do projetoatravés de um único modelo de dados. Ainda que as novas tecnologias permitam o Projeto simultâneo, osproblemas relacionados com a gestão do fluxo de informações crescem exponencialmente, requerendo odesenvolvimento de novas metodologias de gestão adequadas para os ambientes colaborativos do BIM.Problemas usuais como soluções técnicas incompletas ou incorretas, se não tratadas metodologicamente dentroda plataforma BIM, podem rapidamente criar gargalos para o desenvolvimento do projeto. Estes gargalosresultam em desperdícios no processo (como tempo gasto em espera, sequencias de processamento que causamciclos desnecessários de iteratividade, ciclos de logo prazo e etc.) A aplicação de conceitos que permitam aestruturação e medição do fluxo de informações pode otimizar o processo e reduzir o desperdício de recursos,mas a falta de uma metodologia específica para medir o fluxo de informações no ambiente BIM constitui umabarreira de pesquisa. Tomando como diretriz um estudo prévio no qual uma série de indicadores de desempenho(KPI – key performance indicators), este artigo desenvolve a metodologia para utilizar estes indicadores em umprojeto BIM.Palavras-chave: Medição do Fluxo de Informação. Projeto Colaborativo. Model Server. Gestão de Projetos.AbstractThanks to the interoperability provided by the IFC standard, BIM technologies and IFC model servers arebeginning to enable a design environment where the exchange of information among the actors can besynchronous and continuous using a single and central data model. Although this new set of technologies enablesconcurrent design, the problems associated with managing the flow of information itself in a concurrent designenvironment requires explicit management of editing rights and version control at the level of individual objects,rather than at the file level. However, while these are technical issues that have standard solutions, managingdesigners’ involvement in the process also becomes more challenging, requiring the development of newmanagement methods suitable for the BIM collaborative environment. Common problems such as information‘overflow’, incomplete modelling solutions or incorrectly matched technical solutions, and inventories of workin progress due to inattentive designers, if not treated methodically in the BIM platform, can quickly causebottlenecks for the advancement of the process. The bottlenecks result in process waste (such as time spentwaiting, large inventories of design information, processing sequences that cause unnecessary iterations, longcycle times and schedule overruns, etc.). Application of concepts that allow structuring and measuring of theinformation flow can improve the process and reduce the waste of resources, but there is no specific
  • 2. V TIC - Salvador, Bahia, Brasil, 4 e 5 de agosto de 2011methodology for measuring information flow in a BIM environment. Taking a previous study, in which sevenkey performance indicators were developed and validated for application with conventional technology, as astarting point, this work has developed the methodology for using these indicators in a BIM project.Keywords: Information flow measure. Collaborative design. Model server. Design management.1 INTRODUÇÃOQuando falamos sobre a construção de edifícios, é comum encontrarmos reclamações quantoà demora nas entregas das etapas de Projeto. O processo de projeto é gerenciadoinformalmente, com técnicas inapropriadas de planejamento e baixa utilização de recursos deTI. As reclamações também são constantes por parte dos projetistas em função da necessidadede retrabalho, maior fator responsável pela perda de lucro dos escritórios de projeto(MANZIONE, 2006).Em função da interoperabilidade permitida pela linguagem IFC, as tecnologias BIM e modelservers estão começando a gerar ambientes de projeto em que a troca de informações entre osagentes pode ocorrer simultânea e continuamente pela utilização de um único modelo central(LONDON, 2010). Apesar destas tecnologias permitirem o projeto simultâneo, os problemasassociados à gestão do fluxo de informações em um ambiente de projetos simultâneos exigegerenciamento específico da edição de permissões, controle de versões e inclusive do nível deobjetos mais do que do nível de arquivos. No entanto, enquanto as questões técnicas aindapossuem soluções tradicionais, a gestão da participação dos projetistas no processo se tornamais desafiadora, demandando o desenvolvimento de métodos de gerenciamento adequadospara o ambiente colaborativo do BIM.O objetivo deste artigo é a proposta de uma nova metodologia para a organização,planejamento e controle dos processos de projeto em BIM, focando na definição deindicadores (KPIs – Key Performance Indicators) para medir a eficiência do processo.As informações são o combustível do processo de projeto e organizar adequadamente o fluxodessas informações se constitui em uma das chaves para se garantir o atendimento dosobjetivos de um projeto.O processo de projeto tem uma natureza variável. Nos primeiros estágios de desenvolvimentoo conteúdo das informações tem um alto impacto na solução final e, à medida que o processocaminha para os estágios mais avançados, este impacto diminui, correspondendo à passagemde um estado menos estruturado e de maior incerteza, onde preponderam as negociações, paraum estágio mais estruturado, onde há um aumento da complexidade do fluxo de informaçõescom um número crescente de agentes (AUSTIN, 2002).Tradicionalmente o processo de projeto tem sido planejado com as mesmas técnicas utilizadaspara a obra. Porém estas técnicas não possibilitam representar os ciclos e as interações queexistem em um processo complexo como o do projeto. Elas monitoram o progresso do projetobaseadas apenas na conclusão e entregas de desenhos em 2D ao invés de analisar oincremento e o avanço de um projeto através das informações chave que vão se agregando aolongo do processo. Com a tecnologia BIM o impacto do conteúdo das informações tem seuaumento potencializado na medida em que é possível com ela agregar todos os agentes desdeo princípio do processo graças a sua riqueza semântica.Essa riqueza semântica da tecnologia BIM ao facilitar as trocas e a integração entre os agentesgera uma dificuldade adicional ao processo, na medida em que se torna necessária umametodologia estruturada para a gestão do fluxo das informações e do seu processo de projetocomo um todo. Dentro dessa linha, a bibliografia nos mostra diversas publicações nos últimosanos que abordam conceitos e metodologias desenvolvidas com o objetivo de orientar a
  • 3. V TIC - Salvador, Bahia, Brasil, 4 e 5 de agosto de 2011implementação do BIM como um processo (Pennsylvania State University, 2010; FALLON,2007). Outras metodologias estruturadas, tendo como origem a metodologia ADePT(AUSTIN, 1999; AUSTIN, 2002) foram desenvolvidas e procuraram estruturar o processo deprojeto de maneira genérica, porém sem um foco preciso no BIM. Mais recentemente, oprojeto Inpro (BENNING et al., 2010) pode ser considerado como uma iniciativa de maioramplitude, na medida em que organiza as fases iniciais do processo de projeto em BIMalinhando dentro de um Hub Colaborativo em IFC as demandas de Gestão e de Tecnologia daInformação.No universo BIM, a preparação para os Manuais de entrega de informações (IDM) (WIX,2006) tem sido utilizada como uma metodologia para a estruturação do seu processo. Oprincipal objetivo de desenvolver IDM e MVD é o de definir as especificações para mapear atroca de informações entre os modelos de objetos em IFC para a sua implementação nainterface entre softwares. Posteriormente são desenvolvidas as regras para a sua utilização emmodelos de processo através da BPMN (WHITE, 2004; OUYANG, 2009).A BPMN foi adotada dentro da metodologia da IDM como ferramenta de mapeamento doprocesso e se mostra eficiente, pois cria uma ponte entre a concepção do Processo de Projeto ea sua implementação estabelecendo as fases, definindo as responsabilidades dos agentesenvolvidos e criando os modelos de troca das informações através de Exchange Requirements(SACKS, 2010). Embora toda a metodologia desenvolvida tenha consistência e sirva aos seuspropósitos específicos, fica faltando ainda uma abordagem sistêmica que combine o conjuntodesses métodos e que possibilite o planejamento e controle do processo em uma plataformaintegrada em IFC.2 PROPOSIÇÃO DE UM MODELO INTEGRADO DA GESTÃO DO PROCESSO DEPROJETO EM BIMA metodologia B.I.M.M. (BIM Integrated Management Model), mostrada na Figura 1, foiplanejada para gerir esse fluxo de informações de maneira integrada, aproveitando o conteúdosemântico da tecnologia BIM e combinando diversas metodologias de planejamento e gestão.Esse trabalho é o tema central da pesquisa de Doutorado do primeiro autor. Essa pesquisa estáem desenvolvimento e ao final estabelecerá os procedimentos necessários para cada uma dasfases relacionadas de 1 a 11, bem como propor a infraestrutura de um Hub Colaborativo parao seu suporte.Resumidamente, serão apresentados os passos dessa metodologia e posteriormente serádetalhado o procedimento para a medida do processo através de Key Performance Indicators(KPIs).A metodologia está estruturada a partir da interligação de quatro loops principais: Loop deModelagem, Loop de Planejamento, Loop de controle e Loop de edição da modelagem. Osobjetivos, métodos e ferramentas de TI utilizadas estão listadas na Tabela 1.
  • 4. V TIC - Salvador, Bahia, Brasil, 4 e 5 de agosto de 2011 Instalações COORDENAÇÃO ANÁLISE DO IFC Trocas e Atualizações do 8 Modelo Central 7 9 PAINEL DE CONTROLE CONTROLE LOOP Medidas dos KPIs 6 PPC 5 Estrutura MODELAGEM Last Planner Arquitetura AÇÕES 4 CPM/GANTT Estrutura Analítica CORRETIVAS PLANEJAMENTO do Projeto e do LOOP Modelo BIM 10 10 Arquitetura EVOLUÇÃO DO IDM/BPMN MODELO 1 Estrutura Instalações 2 Coordenação 11 3 Design Structure Matrix MODELAGEM EDIÇÃO DO CONCLUSÃO (DSM) DO PROCESSO MODELO DO MODELO LOOP 3 LOOP Information Delivery Manual (IDM) Raias das Business Process Disciplinas Modelling Notation (BPMN) Exchanges 2 Requirements B.I.M.M. Hub de Colaboração Figura 1 - Modelo de Gerenciamento Integrado em BIMLoop de Modelagem: Organizar o processo de projeto requer que sejam estudadas asprecedências entre as atividades a partir da organização do seu fluxo de informações e nessesentido a aplicação da metodologia da BPMN pode levar a falhas, na medida em que ela nãopossibilita a otimização do fluxo de informação e dessa forma poderão ocorrer entradas deinformação em momentos avançados que resultarão em ciclos de retrocesso.A DSM (Design Structure Matrix) é uma ferramenta que possibilita a otimização do fluxo deinformações e já foi estudada intensamente (STEWARD, 1981). Propomos como melhoria aoprocesso a utilização da DSM de maneira combinada com a BPMN otimizando o processo.Loop de Planejamento: No loop de planejamento precisamos ser cuidadosos ao destinguir osdiferentes níveis de planejamento. Acreditamos que a DSM e o Pert CPM (Critical PathMethod) devem ser utilizados para o macro planejamento, aonde são definidas somente asprincipais metas do projeto.Nos ciclos de planejamento são verificadas a completude das fases detalhadas e as atividadesocorrentes em cada uma delas. Depois do planejamento, pode ser utilizada a DSM paraotimização do mapeamento do projeto junto com os mapas de processos da IDM parapreparar os cronogramas de cada uma das fases. Esta metodologia pode ser utilizada paraperíodos de 1 a 3 meses de planejamento.Neste nível de resolução, as transferências de informação podem ser monitoradas utilizando-se ciclos de controle. O planejamento para cada uma das fases deve emergir do esforçocoletivo, onde os diferentes agentes se reúnem para preparar o mapa dos processos e definir ointercambio de informações entre eles próprios.Isto deve gerar um plano prático e factível, de forma similar ao planejamento semanal para
  • 5. V TIC - Salvador, Bahia, Brasil, 4 e 5 de agosto de 2011produção de atividades utilizando o sistema Last Planner (LPS).Loop de Controle: O loop de controle usa o BIMserver (BERLO, 2010) como repositóriopara o modelo BIM e o IFC analyzer (LIMPMAN, 2010) como ferramenta paradesenvolvimento de análise de arquivos IFC.Avaliar o conteúdo do modelo IFC com o IFC analyzer permite que se meça a eficiência doprojeto através da medição do fluxo de informação através de indicadores chave -KPIs (KeyPerformance Indicators) (SACKS, 2010).A partir daí o loop de controle caminha da modelagem para o BIMserver para o IFC analyzerpara os KPIs para o quadro de controle.Loop de Modelagem: O loop de modelagem ocorre através do processo, desde o início eprogride incrementalmente conforme o projeto progride. O Loop de Planejamento e o Loopde Controle retroalimentam o loop de modelagem. Tabela 1 - Procedimentos de Gestão da Modelagem em BIM: Passos e EtapasLOO PASSO NOME OBJETIVOS METODOLOGIA E P FERRAMENTAS DE TI 1 WBS / MBS • Definir papéis e diciplinas em faixas • Work Breakdown Structure • Divisão do trabalho e modelo em lotes (Estrutura do trabalho)MODELAGEM DO gerenciáveis • Model Breakdown Structure PROCESSO (Estrutura do modelo) 2 IDM / BPMN • Modelo de processamento • Manual de entrega de • Solicitações de informação (Exchange informações Requirements) • Business Process Modeling • Troca de modelos Notation (BPMN) 3 DSM • Otimização do fluxo de informação da • Design Structure Matrix (DSM) BPMN 4 CPM • Macro plano • Critical Path Method (CPM)PLANEJAMENTO • Fases sequenciais, agendamento de • MSProject, Primavera, etc. tarefas e informações e metas do Projeto 5 PPC • Planejamento de curto prazo, tarefas a • Percentual do Plano Concluído ser realizadas e informações a serem (PPC) entregues em períodos curtos (uma semana) 6 Modelagem • Modelagem em níveis incrementais • softwares BIM 7 Coordenação • Sobreposição/Mesclagem de modelos e • BIMServer (TNO) integração em IFC • Identificação de incompatibilidadesCONTROLE 8 Análise do • Desenvolvimento de análise dos • IFC File Analyzer - NIST IFC arquivos IFC 9 Quadro de NA Nível de ação VI Volume de informações KPIs: TP Tamanho dos pacotes VD Velocidade de Medição dos desenvolvimento Key TED Trabalho em GA Gargalos Performance desenvolvimento Indicators RE Retrabalho 10 Ação A partir dos KPIs as ações de correção necessária serão levantadas para definer GEMMODELA- os próximos passos de retroalimentação do processo e modelagem. 11 Evolução O desenvolvimento do modelo de projeto ocorrerá através de ciclos evolutivos coordenados até que alcance sua forma final.
  • 6. V TIC - Salvador, Bahia, Brasil, 4 e 5 de agosto de 20113 METODOLOGIA DOS KPIS (KEY PERFORMANCE INDICATORS)Para que a metodologia proposta possa ser estruturada, são necessários diversos passos sendoque a medida do desempenho do processo é um dos mais importantes. Por esse motivo oobjetivo desse artigo é definir especificamente os KPIs para o ambiente BIM e dessa maneiraestabelecer medidas para a avaliação do fluxo das informações dentro do modelo de gestãoapresentado anteriormente.Partindo de estudo anterior desenvolvido por (SACKS, 2010), no qual vários KPIs foramdesenvolvidos e validados para aplicação em tecnologias tradicionais (2D), este trabalhodesenvolveu a metodologia para utilizar estes indicadores em um Projeto em BIM.Como ponto de partida para o experimento foi utilizado um modelo BIM de um edifíciohabitacional simples apenas com a disciplina de Arquitetura (Figura 2). Foram simuladoscinco estados de evolução desse modelo: para cada um deles foi gerado o arquivo IFC ecarregado no BIMServer como um usuário hipotético e após os IFCs foram processados noIFC file analyzer gerando-se as respectivas planilhas. Figura 2: Estágios de evolução do modelo de exemploPara o cálculo dos KPIs algumas definições preliminares são necessárias. Esses conceitosforam definidos em um trabalho anterior de (SACKS, 2010) e são reproduzidas textualmenteutilizando as telas geradas pelo IFC file analyzer. Para que se possa entender conceitualmenteo uso do IFC Analyzer, a Figura 3 abaixo mostra a correspondência entre as definições deInformation Objects e Information Attributes cruzando-as e correspondendo-as com o Schemado IFC. INFORMATION OBJECTS INFORMATION ATTRIBUTES Figura 3: Correspondencia entre o IFC analyzer e o IFC Schema Tabela 2: Definições Básicas PACOTE DE INFORMAÇÃODefinição Representa o modelo completo ou parcial que será enviado (Figura 4). Information IFA Package IFC file analyser spreadsheet A entire model or a subset of a model representing the whole content of in an exchange. the package information Figura 4: Pacote de Informações
  • 7. V TIC - Salvador, Bahia, Brasil, 4 e 5 de agosto de 2011 OBJETODefinição É um componente distinto de uma edificação com atributos ou características técnicas e de engenharia (Figura 5). ITEM DE INFORMAÇÃODefinição É uma simples informação. Pode ser textual ou gráfica. O pacote de informações representa um conjunto de itens de informação (Figura 5). Information Object Information Iten A single piece of information Figura 5: Objeto e Item de informação ATRIBUTO DE INFORMAÇÃODefinição É um atributo técnico, de engenharia ou gerencial de um objeto, como por exemplo suas dimensões, material, nome do formecedor, cor, preço, etc. O conteúdo do atributo pode aparecer em inúmeros pacotes de informação (Figura 6). IfcArbitraryClosedProfileDef IfcArbitraryProfileDefWithVoids IfcCircleProfileDef IfcExtrudedAreaSolid IfcRectangleProfileDef IfcDoorLiningProperties IfcDoorStyle IfcPropertySet IfcPropertySingleValue IfcRelDefinesByProperties IfcWindowLiningProperties IfcWindowStyle IfcMaterial Figura 6: Atributo de informação AÇÃODefinição É executada por um membro do projeto para comunicar informação. Em nosso caso: upload ou download de um arquivo IFC para o modelo central no BIMServer e vice-versa. VOLUME DE INFORMAÇÃODefinição É um grupo de pacotes de informações trasnferidos conjuntamente.4 DEFINIÇÃO DOS KPIs E CONCEITUAÇÃOApós essas definições e com os dados do modelo de exemplo da Figura 3, foram calculadosos KPIs, utilizando-se o IFC analyzer e os dados do BIMServer, indicados nas Tabelas 3 e 4 erepresentados graficamente através de um dashboard conforme a Figura 8.Na Tabela 3, os KPIs definidos por (SACKS, 2010) para um projeto convencional foramadequados para utilização em ambiente BIM: Tabela 3: Definição dos KPIs NA: NÍVEL DE AÇÃODefinição: A quantidade de informação transferida, (Figura 7).Objetivo Este índice tem como objetivo principal medir as ações dos membros da equipe de projetoFormula Este KPI é calculado pela medição das ações dos usuários diretamente pelo BIMServer log file. A media entre os períodos t1 a t2 para um número específico de membros do Projeto nTM é definida como:
  • 8. V TIC - Salvador, Bahia, Brasil, 4 e 5 de agosto de 2011 Actions at BIMServer Revisions, Checkouts Figura 7: Nível de ação = Ações de um usuário no BIMServer por unidade de tempo TP: TAMANHO DO PACOTEDefinição: Quantifica o nível de detalhe dos pacotes de informaçãoObjetivo Esse KPI mede o nível de detalhe da informação contida nos pacotes e possibilita a avaliação da taxa de aumento desses detalhes e permite inferir o grau de conclusão do projeto. Uma mudança no tamanho do pacote da informação não necessariamente reflete o aumento ou a redução do conteúdo da informação que é transferida, por esse motivo esse KPI é baseado na contagem das unidades de informação.Formula nIAi v é o número de atributos pertencentes ao objeto com valores definidos (no instante t), e nIO é o número total de objetos no pacote. Na planilha do IFC analyser o Package Size é calculado diretamente somando-se o número de entidades que correspondem às classes do IFC Shared Building Elements, (Tabela 4).Obsv. Um ponto importante é a medição do quanto falta para a conclusão do pacote, e sera prévia à definição do seu tamanho. A sollução para este problema não é simples, pois a definição e especificação da quantidade de informação que o Projeto deve conter irá demandar o planejamento de pacotes e seu referenciamento com etapas específicas de desenvolvimento. Estimando-se o TP total podemos definir o TPMaturidade conforme fórmula abaixo. No exemplo o TPM foi calculado dividindo-se o valor de cada PS de cada versão do modelo pelo PS total da ultima versão, pois nesse caso esse valor já era conhecido ou poderia ser estimado.Formula TED: TRABALHO EM DESENVOLVIMENTODefinição: É o número de informações disponíveis porém não utilizadasObjetivo Como esse KPI mede o atraso entre o upload e o download da informação ele indica possíveis gargalos em membros da equipe que acumulam muita informação antes de iniciar o trabalho.Formula Esse KPI é baseado no cálculo do interval de tempo entre a disponibilização de informações e o download ou visualização do mesmo pelo usuário a que se destina. Trabalhando com um odelo central no BIMserver o cálculo deste KPI é simples e utiliza o BIMserver log file para verificar as ações, quando ocorreram e qual o usuário responsável (k). Tupj é o dia em que ocorreu o upload do pacote j, Tamanho do pacote (TP) foi definido anteriormente e Uj = 1, se o pacote j foi visualizado ou sofreu download pelo usuário k, Uj = 0 se não ocorreram nenhuma das ações. No exemplo o TED foi calculado a partir da distribuição normalizada do número de entidades IFC contadas no IFC analyzer em cada uma das versões do modelo. VI: VOLUME DE INFORMAÇÃODefinição: É o volume de informação transferidaObjetivo Esse KPI reflete a quantidade de informação que é acumulada por um determinado membro da equipe desde a sua última entrega de informação. Observa-se com freqüência a tendência dos profissionais em transmitir as informações em grandes lotes, normalmente antes de reuniões ou em vésperas de pagamentos. Esse procedimento é adotado para a otimização da produção dos escritórios, porém prejudica o fluxo dos demais parceiros que precisam ficar parados esperando pela informação. Contudo, recomenda-se que a informação seja transferida em pequenos lotes.Formula nIP é o número de pacotes de informação dentro do lote. No exemplo foram contados com o IFC analyzer o número de information objects em cada uma das versões do modelo.
  • 9. V TIC - Salvador, Bahia, Brasil, 4 e 5 de agosto de 2011 VD: VELOCIDADE DE DESENVOLVIMENTODefinição: Representa a velocidade com a qual a informação está sendo transferida para a equipe.Objetivo Possibilita identificar gargalos dentro do processo na medida em que velocidades baixas podem apontar tanto para atrasos quanto para a transmissão feita em grandes lotes.Formula Facilmente medido pois é calculado diretamente pelos valores do tamanho de pacotes (TP) e Volume de Informações(VI). GA: GARGALOSDefinição: Identifica possíveis gargalos entre os parceitos do processo em qualquer momento do processo.Objetivo Possibilita identificar os pontos onde a informação fica obstruída em seu fluxo.Formula Facilmente medido pois é correlacionado com a VD e o TED. Com o IFC analyzer esse KPI foi calculado graficamente correlacionando-se os indices VD e TED, foi também calculado o índice de correlação linear, no caso obtivemos -0,79 o que mostra uma forte correlação entre esses índices. RE: RETRABALHODefinição: Quantidade de retrabalho incluída no pacote de informaçãoObjetivo O objetivo é identificar retrabalhos resultantes de interações negativas e por esse motivo o cálculo do KPI precisa ser sempre acompanhado pela análise direta do projeto observando-se o teor ocorrido das mudanças para que se possa separar as interações negativas das positivas.Formula nIAt é obtido através da contagem dos Information Attributes cujos valores foram modificados entre o intervalo de tempo T e T-1. Usando o IFC analyzer esse KPI é obtido processando-se simultaneamente as versões do modelo em T e T-1 e obtendo-se por comparação entre o número de entidades IFC a diferença na contagem dos atributos cujos valores foram modificados, (Tabela 4) Nível de Ação Maturidade do Pacote de Trabalho Trabalho em Desenvolvimento Volume de informação Velocidade de Desenvolvimento Gargalos Retrabalho Figura 8: Quadro de KPIs
  • 10. V TIC - Salvador, Bahia, Brasil, 4 e 5 de agosto de 2011 Tabela 4 - Planilha do IFC analyzer e cálculo dos KPIs MODEL VERSIONS V1: 19/04/11 V2: 20/04/11 V3: 21/04/12 V4: 22/04/13 Action Rate 2,00 2,00 2,00 2,00 Revisions feed at BIMServer 19/4/11 20/4/11 21/4/11 22/4/11 Download feed at BIMServer 20/4/11 21/4/11 22/4/11 23/4/11 Total Actions made 2 2 2 2 Time interval (days) 1 1 1 1 Package Size Maturity 0,0631 0,5908 0,8929 1,0023 Package Size Excel formula E15/I15 F15/I15 G15/I15 H15/I18 Total of Information O bjects 56 524 792 889 Information Objects formula SUM(E37:E49) SUM(F37:F49) SUM(G37:G49) SUM(H37:H49) Work in Process Normalized -0,92 0,22 0,80 1,06 KPIs Dashboard Work in Process 3.376,00 20.156,00 28.624,00 32.460,00 Average 16.923,20 Standard deviation 14.651,56 Interval time between download and upload (days) 1 1 1 1 Uj 1 1 1 1 Batch Size 3.376 20.156 28.624 32.460 Percent Increase of Batch Size 497% 42% 13% Development Velocity Normalized 1,31 -1,14 -0,64 Development Velocity 16.780 8.468 3.836 Average 7.238,75 Standard deviation 7.266,57 Normalized value 1,31 0,17 -0,47 Bottlenecks graphic graphic graphic graphic Rework Information Attributes whose values have changed Total of Information Attributes 3.320 19.632 27.832 31.571 Total of Information Objects 56 524 792 889 IfcBeam 22 24 SHARED BUILDING ELEMENTS IfcColumn 4 4 INFORMATION OBJECTS = IfcColumnType 4 4 IfcCovering 4 4 4 4 IfcDoor 1 97 97 IfcFooting 51 IfcOpeningElement 98 198 198 IfcRailing 4 4 IfcRoof 6 IfcSlab 2 10 18 25 IfcStair 8 8 IfcWallStandardCase 50 314 336 367 IfcWindow 97 97 97 INFORMATION ATTRIBUTES IfcFlowSegment 1 IfcPipeSegmentType 1 IfcArbitraryClosedProfileDef 4 30 56 69 IfcArbitraryProfileDefWithVoids 32 32 32 IfcCircleProfileDef 12 12 IfcExtrudedAreaSolid 52 468 678 764 IfcRectangleProfileDef 48 406 578 651 IfcDoorLiningProperties 1 11 11 IfcDoorStyle 1 11 11 IfcPropertySet 310 2.204 3.122 3.589 IfcPropertySingleValue 664 3.539 5.126 5.924 IfcRelDefinesByProperties 310 2.204 3.122 3.5895 CONCLUSÕESO artigo procurou apresentar inicialmente uma proposta de metodologia para a Gestão doProcesso de Projeto em BIM. O modelo apresentado ainda está em desenvolvimento e suaapresentação nesse artigo foi feita de maneira resumida. Entende-se que o processo de projetotenha que ter além dos controles gerenciais de prazos, feitos a partir de cronogramas, umcontrole mais granular do seu desempenho.Esse controle pode ser feito a partir do cálculo dos indicadores de desempenho do processo.Esses KPIs foram demonstrados anteriormente em um ambiente de projeto convencional queutilizou arquivos em CAD 2d e a proposta do artigo foi demonstrar a sua validação para usono ambiente BIM.Para isso foram simuladas situações de um projeto hipotético onde o BIMServer foi utilizadopara hospedar as versões do modelo no formato IFC e posteriormente cada uma dessas
  • 11. V TIC - Salvador, Bahia, Brasil, 4 e 5 de agosto de 2011versões foram processadas utilizando-se o IFC analyzer.Prevê-se a continuidade do presente trabalho quando for possível encontrarem-se projetosreais aonde um Model Server possa ser utilizado, pois atualmente essa tecnologia ainda épouco adotada.O cálculo desses KPIs ficou facilitado e provado no ambiente BIM e pode ser automatizadoem trabalhos futuros. Uma proposição para futuros trabalhos pode ser o desenvolvimento deuma interface que opere em conjunto com o BIMServer onde o IFC analyzer possa seracionado a partir das ações dos participantes, uma vez que ele possui também a possibilidadede ser disparado a partir de linha de comando. Nessa proposição seria necessária também odesenvolvimento de uma interface gráfica que possibilite a visualização em tempo real dosgráficos dos KPIs REFERÊNCIASAUSTIN, S.. Analytical design planning technique: a model of the detailed building design process.Design Studies. n.20, p. 279-296, 1999.AUSTIN, S. Modeling and managing project complexity. International Journal of ProjectManagement. n. 20, p.191-198, 2002.AUSTIN, S. et al. Design Chains: a Handbook for Integrated and Collaborative Design.Loughborough, 2001.BENNING, P., et al. Collaboration processes. Framework for Collaboration. Inpro Report, InproConsortium. n. 43, 2010.BERLO, L. et. al. BIMSERVER.ORG – an Open Source IFC Model Server. In: CIBINTERNATIONAL CONFERENCE - APPLICATIONS OF IT IN THE AEC INDUSTRY &ACCELERATING BIM RESEARCH WORKSHOP, 27., 2010, Cairo. Proceedings… Cairo, [s.n.],2010.FALLON, K., et. al. General Buildings Information: Handover Guide: Principles, Methodology andCase Studies. National Institute Of Standards and Technology. n. 99, 2007.LIPMAN, R. Developing Coverage Analysis for IFC Files. In: CIB INTERNATIONALCONFERENCE - APPLICATIONS OF IT IN THE AEC INDUSTRY & ACCELERATING BIMRESEARCH WORKSHOP, 27., 2010, Cairo. Proceedings… Cairo, [s.n.], 2010.LONDON, K., et al. Towards the Development of a Project Decision Support Framework forAdoption of an Integrated Building Information Model using a Model Server. Building InformationModeling and Construction Informatics. [s.n.], p. 270-300, 2010.MANZIONE, L. Estudo de Métodos de Planejamento do Processo de Projeto de Edifícios.Dissertação de Mestrado, Universidade de São Paulo, SP. 2006.National Institute of Building Sciences. National Building Information Model Standard. Overview,Principles and Methodologies. 2007.OUYANG, C., et al. From Business Process Models to Process-oriented Software Systems: TheBPMN to BPEL Way. ACM Transactions on Software Engineering and Methodology. 2009.Pennsylvania State University, The. BIM Project Execution Planning Guide – Version 2.0. ThePennsylvania State University. n.127, 2010.SACKS, R., et al. Introducing a new Methodology to Develop the Information Delivery Manual forAEC Projects. In: CIB INTERNATIONAL CONFERENCE - APPLICATIONS OF IT IN THE AECINDUSTRY & ACCELERATING BIM RESEARCH WORKSHOP, 27., 2010, Cairo.Proceedings… Cairo, [s.n.], 2010.
  • 12. V TIC - Salvador, Bahia, Brasil, 4 e 5 de agosto de 2011STEWARD, D. The Design Structure System: a Method for Managing the Design of ComplexSystems. IEEE Transactions on Engineering Management. n. 28, p. 71-74, 1981.TRIBELSKY, E., and SACKS, R. An empirical study of information flows in multi-disciplinary civilengineering design teams using lean measures. Architectural Engineering and DesignManagement. [s.n.], 2011.WHITE, S. A. Introduction to BPMN. IBM Corporation. 2004.WIX, J. Information Delivery Manual Guide to Components and Development Methods.buildingSMART, Oslo, n. 82, 2006.