O uso da imagem no conteúdo webjornalístico ambiental

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O uso da imagem no conteúdo webjornalístico ambiental. Internet, Webjornalismo.

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    1. 1. A Natureza em Construção “Regina Horta Duarte é uma das mais destacadas pesquisadoras de um novo ramo do conhecimento, a história ambiental. Professora da Universidade de Minas Gerais, Regina defende uma abordagem politizada do tema, mas alerta sobre os riscos de distorção e autoritarismo decorrentes de uma historiografia militante. Segundo ela, os desafios impostos pelas questões socioambientais exigem a superação das visões tradicionais que imperam nos dois extremos do debate: o das biociências e o das ciências sociais. "A história tem boas novas", diz a estudiosa. E parte destas "novidades" se refere a uma dimensão ainda pouco compreendida da diversidade que nos envolve: aquela que tem sido historicamente criada pelos homens em suas inúmeras formas de interpretação da natureza e de relação com o meio ambiente” (Página22, dezembro de 2007.
    2. 2. O USO DA IMAGEM NO CONTEÚDO WEBJORNALÍSTICO AMBIENTAL
    3. 3. INTRODUÇÃO • O primeiro capítulo trata do jornalismo ambiental e seus pressupostos teóricos. O segundo vai nos levar ao conhecimento da web e a prática do jornalismo no ambiente de rede. O terceiro apresenta o webjornalismo e a webnotícia com suas características e especificidade que podem potencializar a informação dos webjornais. No quarto e último capítulo teremos uma análise da editoria de ambiente (que trata de jornalismo ambiental) do webjornal da Folha de São Paulo (Folha online). • A produção da notícia na Internet apresenta um processo específico, que requer do webjornalista o domínio de ferramentas (softwares) e das características próprias do meio.
    4. 4. CAPÍTULO UM: Pressupostos teóricos do jornalismo ambiental Tópicos 1.1 1.2 1.3 Jornalismo Ambiental, o que fortaleceu a sua prática Problematização dos conceitos e terminologias Objeto e perspectivas do jornalismo ambiental A comunidade científica que se atinha sobre ao ambientalismo, sofria a transformação do paradigma da ecologia rasa para a ecologia profunda. Segundo Frijot Capra, em artigo do livro Meio Ambiente no Séc 21: “A ecologia rasa é antropocêntrica. Considera que o homem, como fonte de todo valor, está acima ou fora da natureza e atribui a esta um valor apenas instrumental ou utilitário. A ecologia profunda não separa o homem do ambiente; na verdade, não separa nada do ambiente. Não vê o mundo como uma coleção de objetos isolados e sim como uma rede de fenômenos indissoluvelmente interligados e interdependentes” (TRIGUEIRO, 2003).
    5. 5. 1. Jornalismo ambiental, o que fortaleceu a sua prática O jornalismo ambiental começa a tomar forma de prática jornalística com a “Conferência Mundial da ONU sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento”. A Rio-92, como foi denominada, reuniu uma quantidade até então nunca vista de entidades sobre a temática ambiental. Foram “104 reis, rainhas e chefes de estado, acompanhados de um séqüito de 10 mil delegados de 180 países, 9 mil jornalistas credenciados para cobrir o evento e encontros paralelos, com destaque para o Fórum Global, que reuniu 5.600 ONGs de 165 países para discutir meio ambiente” (TRIGUEIRO, 2005). Este importante evento gerou para os meios de comunicação uma enorme demanda por notícias ambientais.
    6. 6. 2. Problematização dos conceitos e terminologias  De acordo com o filósofo húngaro Ervin László, fundador do Clube de Budapeste, “o pensamento evolutivo necessário para que se estabeleça uma nova situação favorável aos seres humanos na biosfera implica mudanças para o indivíduo, sociedade, instituições e empresas” (PÁGINA22, 2007). Ele afirma que o termo “sustentabilidade” é utilizado para salvaguardar a natureza ou manter o status quo, por isso não é um conceito dinâmico.  O filósofo afirma que o aparecimento da bomba atômica mudou toda a ciência menos o pensamento usual do Business (negócios).  “Para a ciência isso significa trazer ao imaginário do público a compreensão de que estamos mudando o equilíbrio natural na biosfera” (PÁGINA22, 2007).
    7. 7. 3. Objeto e perspectivas do jornalismo ambiental  “Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), criado conjuntamente pela Organização Meteorológica Mundial (WMO) e pelo Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas (UNEP), em 1988” (TRIGUEIRO, 2005). O jornalismo ambiental consulta estes relatórios internacionais para manter atualizado sua prática e o IPCC foi um dos primeiros documentos a influenciar decisões de governos de muitos paises que aderiram ao Protocolo de Quioto, em 1997.  Considerada a mais moderna e revolucionária de todas as mídias, “a Internet se releva em poderoso instrumento de pressão - permite a mobilização e interação de um contingente de pessoas, assim como a comunicação entre usuário quase que instantaneamente - em favor de causas ecológicas” (TRIGUEIRO, 2005).
    8. 8. CAPÍTULO DOIS: Jornalismo on-line e webjornalismo ambiental Tópicos 2.1 2.3 A Internet e o Jornalismo praticado na rede Do Jornalismo On-line para o Webjornalismo Potencialidades da Internet 2.4 Webnotícia ambiental 2.2 No Webjornalismo, uma das características marcantes da utilização da Internet é que “o intervalo entre o processo de aprendizagem pelo uso, e de produção pelo uso, é extraordinariamente abreviado, e o resultado é que envolve o usuário num processo de aprendizagem através da produção, num feedback intenso entre a difusão e o aperfeiçoamento da tecnologia”.
    9. 9. 2.1 A Internet e o Jornalismo praticado na rede As “características e especificidades das ações humanas que resultaram na constituição da rede que utilizamos para nos comunicar a nível global” (CASTELLS, 2003), influenciam diretamente na forma de organização das ciências da comunicação jornalística, independente do meio que o jornalismo se aproprie para informar a população.
    10. 10. 2.2 Do Jornalismo On-line para o Webjornalismo Segundo Canavilhas, um dos objetivos do webjornalismo é criar um jornalismo participativo por via da interação entre emissor e receptor. Para tanto, a utilização dos recursos multimídia na construção da notícia permite ao leitor a associação mental entre texto e imagem sem que a informação perca a concisão. Entretanto, sua leitura exigirá maior atenção do produtor da notícia. O webjornalismo deve encontrar a especificidade do próprio meio e é na introdução de novos elementos não textuais que obrigará o jornalista a produzir informação de forma análoga, sem uma estrutura narrativa rígida, o que permitirá ao leitor fazer uma leitura pessoal. Canavilhas afirma que “o jornalista passa a ser um produtor de conteúdos multimídia de finalidade jornalística – webjornalísta” (CANAVILHAS, 2004).
    11. 11. 2.3 Potencialidades da Internet Há o desafio de desenvolver as seis características básicas desse novo meio: a “Multimidialidade/Convergência, Interatividade, Hipertextualidade, Personalização, a Memória” (PALACIOS, 2003). Segundo Palacios cabe ainda acrescentar a Instântaneidade do Acesso como mais uma característica. O webjornalismo pode explorar todas as potencialidades que os outros meios oferecem em um só espaço e sem se opor a eles. Temos ainda alguns aspectos importantes. Por exemplo, o banco de dados faz com que a narrativa jornalística seja construída de acordo com o interesse do leitor, a partir dos links relacionados àquela notícia. O modelo hipertextual avançado representa a terceira fase do jornalismo,o webjornalismo, é o estágio em que os links dividem em blocos os textos linkados, cada um disponibilizando entrevistas, vídeos e imagens que fazem o discurso jornalístico.
    12. 12. 2.4 Webnotícia ambiental Se faz necessária a reflexão sobre como fazer o webjornalismo ambiental a visar o encontro das potencialidades do meio. Daí, a importância da multimidialidade e interatividade para construir um conteúdo informativo melhorado, mais atraente para o leitor. Ao explorar a convergência dessas duas especificidades do meio, o webjornalista ambiental deve ter em mente a exploração dessas duas características.
    13. 13. CAPÍTULO TRÊS: O USO DA IMAGENS NO CONTEÚDO WEBJORNALÍSTICO AMBIENTAL Tópicos 3.1. Inserção da imagem no conteúdo do webjornalismo ambiental 3.2. Considerações sobre a interatividade 3.3. Considerações sobre a narrativa webjornalística 3.4. Considerações sobre o uso do infográfico 3.5. Webnotícia, produto do webjornalismo Neste capítulo vamos explorar a utilização da multimidialidade, da interatividade e do hipertexto como características ideais para desenvolver as potencialidades da webnotícia.
    14. 14. 3.1. Inserção da imagem no conteúdo do webjornalismo ambiental O sentido em que nos interessa compreender a imagem advém da sua utilização no campo da óptica, da informática e da sua concepção mais “simples” e metafórica. Portanto, o uso da imagem no conteúdo webjornalístico ambiental a que me refiro, aqui, deve ser compreendido como: representação gráfica plástica em movimento, desenho ou fotográfica de pessoa ou de objetos, apresentada de forma dinâmica e armazenada na forma de instruções para sua produção por um dispositivo de saída. Por exemplo o computador ou a impressora.
    15. 15. 3.2. Considerações sobre a interatividade Para Lucia Santaella a interatividade desempenha um papel fundamental nas transformações cognitivas do leitor no ciberespaço. O computador vai intermediar a relação homem-máquina e esta interação estabelecida pelos mecanismos diversos que o aparelho contém é considerada interativa por constituir-se pelo conjunto de informações no espaço virtual, do qual, o usuário estabelecerá uma relação própria.
    16. 16. 3.3. Considerações sobre a narrativa webjornalística Para Palácios, “na hipermédia, saltando de nódulo em nódulo, o leitor produz sumário e elipse” (PALACIOS, 1999). Significa dizer que o usuário seleciona de forma mais fácil os pontos de referência dentro do conteúdo textual, ao rastrear com o olhar os sinais que geralmente são representados por palavras destacadas com o uso do link. “Nossa experiência de leitura dos hipertextos deixa claro que é perfeitamente válido afirmar-se que cada leitor, ao estabelecer sua leitura, estabelece também uma determinada linearidade específica, provisória, provavelmente única”. Importa para nós agora, ao pensar as considerações feitas anteriormente, o fato de que a imagem como parte da estrutura narrativa, se revestirá de todas as características necessárias para potencializar a notícia na Web. Ela pode até mesmo constituir uma célula de informação contendo (vídeo, som, texto, gráfico e infográfico) a própria estrutura multilinear e narrativa dentro de si.
    17. 17. 3.4. Considerações sobre o uso do infográfico Segundo Beatriz Ribas, “a infografia multimídia ao ser realizada através de outros processos tecnológicos, agrega as potencialidades do meio e ser apresentada em outro suporte, estende sua função, altera sua lógica e incorpora novas formas culturais” (RIBAS, 2004). A imagem aliada ao texto e potencializada pelo meio Web, não significa perda de sentido, tão pouco se conclui em um formato de leitura linear. Segundo Teixeira, “muitos infográficos promovem uma compreensão de fenômenos específicos a partir do enfoque no universal – procedimento comum quando se trata de temas ligados a saúde, física, astronomia e outros fins” (TEIXEIRA, 2006).
    18. 18. 3.5. Webnotícia, produto do webjornalismo A webnotícia e suas características, apresenta-se como o seu produto final idealizado para concretizar as transformações da informação no webjornalismo. Na atualidade é visível a necessidade de se pensar a sociedade através dos novos paradigmas da evolução sustentável. Explorar a imagem pode ajudar a informar com mais clareza os fenômenos que acontecem a nível global.
    19. 19. CAPÍTULO QUATRO: ANÁLISE DA EDITORIA DE AMBIENTE DO WEBJORNAL DA FOLHA DE SÃO PAULO Tópicos Editoria de Ambiente da Folha On-line Conclusão Na editoria de ambiente não encontramos imagens em movimento segundo o período referente a 01/08 a 30/09. Somente estão disponíveis para o leitor, imagens de forma parada, apenas como em fotografias de acontecimentos usadas nos jornais impressos.
    20. 20. Editoria de Ambiente da Folha On-line A editoria de ambiente da Folha on-line, com relação à utilização da imagem, caracteriza-se pela predominância de um jornalismo de primeira geração. Ou seja, a simples transposição da imagem para o ambiente da Internet. Grande parte do conteúdo informativo é formado por nota e matéria curta sem a utilização de imagens. Importa para a constituição da webnotícia, uma estrutura que contemple as seis características (ver cap.2 pág.30) para que o usuário possa encontrar durante a leitura as especificidades do meio mais atratividade, uma leitura multilinear e didática (ver cap.3), uma narrativa clara e objetiva (ver cap.3 pág.42 a 44).
    21. 21. Conclusão Falta à editoria de ambiente da Folha online, explorar as potencialidades do meio, tanto a multimidialidade, a interatividade e o uso do hipertexto são ferramentas que aumentam exponencialmente a qualidade da informação. Segundo as observações feitas no capitulo três, o usuário, diante da webnotícia, passa por um processo cognitivo diferente (ainda não se sabe as transformações que ocorrem) com relação ao caminho de leitura (ver pág.39 a 42) que era feito nos antigos meios de comunicação. Há um novo quadro de profissionais que sai das faculdades com certo conhecimento sobre as novas tecnologias da informação e softwares. São futuros jornalistas que estão habilitados para realizar as mudanças necessárias para fazer do jornalismo que se pratica na web um trabalho de excelência e inovador.
    22. 22. Anexo “A Agência Ewé de Notícias Ambientais é integrante da disciplina Atelier de Produção de Texto III e IV, de prática de reportagem, e pertence ao currículo do curso de Comunicação Social - Jornalismo - das Faculdades Jorge Amado (FJA), localizadas em Salvador (BA). Idealizada como uma agência ambiental para funcionar a partir do primeiro semestre de 2005, a disciplina tem por finalidade preparar os alunos para que produzam notícias e reportagens sobre o maior bem humano: o ambiente onde se vive. A diferença que os alunos de Comunicação das Faculdades Jorge Amado (FJA) encontram é o acompanhamento da evolução das novas tecnologias que o mundo globalizado produz, o que vai qualificá-lo para o mercado de trabalho e prepará-lo para as dinâmicas da comtemporaneidade.

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