A Identidade da Terminologia

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  • Ele é um profissional que pode vir de qq área de atuação, TI, Linguística, RP, Tradução...
  • Criada em 1988, a  Rede Ibero-americana de Terminologia  (RITerm) é uma rede de intercâmbio e de trabalho na área da  terminologia  e tem por objetivo de estabelecer um canal de cooperação entre seus membros para consolidar as terminologias nos países hispanófonos e lusófonos.
  • A Identidade da Terminologia

    1. 1. A IDENTIDADE DAA IDENTIDADE DA TERMINOLOGIATERMINOLOGIA E O PERFIL DO TERMINÓLOGOE O PERFIL DO TERMINÓLOGO Profa. Ms. Simone Vieira Resende 2012 Apresentação baseada no artigo com o mesmo título de autoria da pesquisadora Maria da Graça Krieger
    2. 2. Tradutor TerminólogoTradutor Terminólogo
    3. 3. A TERMINOLOGIAA TERMINOLOGIA  Terminologia = estudo e aplicação dos termos técnicos e/ou científicos. (léxico especializado de uma área técnica)  Objeto central de investigação teórica e de trabalhos aplicados: as unidades lexicais especializadas = unidades terminológicas  Aplicação: sua face aplicada caracteriza-se pela produção de dicionários técnicos científicos, glossários e bancos de dados.  Ela é necessária em: tradução, a documentação, voltada à construção dos sistemas remissivos que permitem recuperar a informação, a sistemas informáticos que visam ao processamento da linguagem natural entre tantas outras atividades
    4. 4. O TERMOSO TERMOS  termos técnico-científicos: objetos centrais da disciplina terminológica, são componentes linguísticos e cognitivos nucleares dos textos especializados; constituindo-se, consequentemente, em peças-chave de representação e de divulgação do saber científico e tecnológico.  Daí a importância de identificá-los e traduzi-los adequadamente, embora os termos não sejam os únicos elementos que permitem que a comunicação profissional cumpra suas finalidades.  Papel dos termos: delimitar conceitos próprios de uma área técnico-científica, diferenciando-se, nessa medida, da palavra que desempenham papel essencial no âmbito do conhecimento especializado.
    5. 5. A TERMINOLOGIAA TERMINOLOGIA “Para os especialistas, a terminologia é o reflexo formal da organização conceptual de uma especialidade e um meio inevitável de expressão e de comunicação profissional” (CABRÉ, 1993, p.37).
    6. 6. O PERFIL DO TERMINÓLOGOO PERFIL DO TERMINÓLOGO  O perfil do terminólogo: mundo iberoamericano. Por que?  Duas razões: Avaliar os efeitos dos conhecimentos e necessidades de manejo terminológico nas práticas profissionais; Pensar na formação em Terminologia.
    7. 7. Quem é o termonólogo?Quem é o termonólogo? (…) un terminólogo puede ser el investigador que trabaja sobre la disciplina, o el lingüista o el especialista que elabora diccionarios o realiza trabajos puntuales; un terminólogo puede ser el agente cultural o lingüístico dedicado a la implantación de la terminología en un âmbito determinado de actuación.” (Cabré, 2000:20-21)
    8. 8. O TERMINÓLOGOO TERMINÓLOGO Quem é o terminólogo? não é obrigatoriamente um especialista, ou seja, alguém que teve a oportunidade de receber uma formação específica em Terminologia, o “nosso terminólogo” corresponde a um profissional que lida com termos técnicos de diferentes formas e com finalidades pragmáticas distintas.
    9. 9. O TERMINÓLOGOO TERMINÓLOGO  Cenário: Rede Iberoamericana de Terminologia – RITerm.  Características: o terminólogo é sempre um sujeito que lida com a terminologia no exercício de distintas atividades profissionais:  Tradutor  O documentalista  O redator técnico, responsável pela elaboração de manuais técnicos entre outros tipos de documentos que contêm terminologias.  Incluem-se também atividades informatizadas relacionadas a bancos de dados terminológicos,  processamento da linguagem natural para fins que envolvem linguagens especializadas.
    10. 10. NA EUROPANA EUROPA Em alguns países, essas características estão mais presentes do que em outros. “En Catalunya, y también en España en general, la activitat terminológica se da en diferentes profesionales activamente: mediadores, traductores, planificadores de la lengua, técnicos lingüistas, documentalistas e incluso especialistas.” (ESTOPÁ, 2006).
    11. 11. NA EUROPANA EUROPA Cataluña é um dos maiores exemplos de política linguística centrada no desenvolvimento do catalão e, na Iberoamérica, é o maior de todos os projetos linguísticos.
    12. 12. NO CANADANO CANADA O Canadá é também exemplo de conflitos políticos que se refletem sobre as línguas nacionais como a disputa entre o inglês e o francês, tendo ambos se tornado idiomas oficiais do país.
    13. 13. NA AMÉRICA LATINANA AMÉRICA LATINA Nesses lugares a atividade de padronização terminológica é fortemente desenvolvida. Por que isso não acontece aqui? Porque essa não é a realidade da América Latina que, a rigor, desconhece a figura do terminólogo.
    14. 14. A TERMINOLOGIAA TERMINOLOGIA Por duas razões:  Não há competição linguística. Sem relações polêmicas, o português e o espanhol não costumam disputar espaços, nem prestígio. A convivência é pacífica. Por isso, não se vislumbra o panorama de um idioma pretender hegemonia sobre o outro;  a região não conta com projetos públicos de Terminologia, isto apesar de algumas tentativas de dotar o Mercosul de um banco de dados terminológicos, sistematizando as terminologias de interesse maior no português do Brasil e no espanhol dos países da América Latina.
    15. 15. A TERMINOLOGIA E O TRADUTORA TERMINOLOGIA E O TRADUTOR Isto não significa, contudo, que não existam profissionais desenvolvendo, de diferentes modos, atividades terminológicas, ou melhor, atividades que envolvem algum manejo das terminologias. As mais comuns estão vinculadas às áreas de interface tradicional com a Terminologia: a Tradução, a Documentação e a Informática.
    16. 16. OS TRADUTORESOS TRADUTORES  Há tradutores-terminólogos: na medida em que a tradução técnica, obrigatoriamente exige do tradutor competência para reconhecer e transpor para a língua de chegada os termos presentes no seu texto de partida, além de saber arquivar de modo organizado os resultados de suas pesquisas. “ As comunicações especializadas são o habitat das terminologias” (KRIEGER, 2001)
    17. 17. A INVISIBILIDADEA INVISIBILIDADE Não há como desconhecer o valor intrínseco dos termos para a tradução técnica. Efetivamente, tradução e terminologia têm destinos cruzados. A não visibilidade do terminólogo.
    18. 18. A INVISIBILIDADEA INVISIBILIDADE É justamente o tradutor mais consciente de seu trabalho, com melhor preparo e, hoje em dia, acho que já pode se dizer, formação, que vai diferenciar-se e manter-se no mercado. E nesse sentido a disciplina de Terminologia tem muito a contribuir, pois integra uma “bagagem” essencial de conhecimento que deverá ser explorada depois, na prática da tradução: como metodologias de pesquisa e, consequentemente, como embasamento do trabalho que apresenta ao cliente. (LOGUÉRCIO, 2006).
    19. 19. Por que estudar a teoria daPor que estudar a teoria da Terminologia?Terminologia? A teoria deve ser dada de modo que o estudante conheça as bases epistemológicas da disciplina, seus objetos de estudos e as problemáticas neles envolvidas, tornando-se capaz de refletir sobre esses objetos e as metodologias de aplicação adequadas a cada caso. Vincular o que se aprente na faculdade com a área profissional.
    20. 20. A TEORIA E A PRÁTICAA TEORIA E A PRÁTICA  Em contrapartida, quando o estudo de termos técnico- científicos restringe-se unicamente a valorizar a terminalidade profissional, subordinando a Terminologia, por exemplo, a soluções para a tradução ou para a documentação, ficará à margem um conhecimento teórico essencial.  Em consequência, forma-se um profissional sem fundamentos para lidar reflexivamente com os termos e encontrar soluções metodológicas adequadas aos próprios fins de sua atuação profissional
    21. 21. CONCLUSÃOCONCLUSÃO O termo técnico-científico necessita ser estudado em toda a profundidade. O termo e texto especializado mantêm uma relação de absoluta indissociabilidade, já que não existe comunicação profissional sem terminologia
    22. 22. Revista Trama - Volume 2 - Número 4 - 2ºRevista Trama - Volume 2 - Número 4 - 2º Semestre de 2006 - p. 155-164Semestre de 2006 - p. 155-164 Universidade Estadual do Oeste do Paraná Colegiado do Curso de Letras — Campus de Mal. Cândido Rondon REVISTA TRAMA Versão eletrônica disponível na internet: www.unioeste.br/saber

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