Apa Workshop Nov 08 Livia Tirone

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LIVIA TIRONE (Lisboa 1961) arquitecta e administradora da empresa Tirone Nunes, desde 1991 pioneira na área da construção sustentável em Portugal, projectou e contribuiu para a realização de mais de 200 habitações bioclimáticas e alguns milhares de metros quadrados de escritórios e áreas comerciais, todas com excelente desempenho energético-ambiental. Dedica-se hoje prioritariamente à divulgação de “boas práticas” na construção, sendo também consultora de Promotores Imobiliários. Desde 2004 é administradora delegada da Agência Municipal de Energia e Ambiente de Lisboa, nomeada para o cargo pela Câmara Municipal de Lisboa. É autora do livro CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL (2007) e promotora da iniciativa com o mesmo título.

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Apa Workshop Nov 08 Livia Tirone

  1. 1. CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL SOLUÇÕES EFICIENTES HOJE, A NOSSA RIQUEZA DE AMANHÃ www.construcaosustentavel.pt
  2. 2. ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE CONSERVAÇÃO DA NATUREZA Apoio:
  3. 3. AS CIDADES SÃO O NOSSO DESAFIO 50% da população mundial vive em cidades (hoje 3.000 Milhões de pessoas) 80% da população da Europa vive em cidades (hoje 400 Milhões de pessoas) A população do planeta vai aumentar de 6.000 para 9.000 Milhões durante a nossa vida
  4. 4. AS CIDADES SÃO O NOSSO DESAFIO As pessoas passam 90% do seu tempo em edifícios; O ambiente construído é um estável recurso ambiental;
  5. 5. AS CIDADES SÃO O NOSSO DESAFIO 40% da energia primária produzida nos países da OCDE é utilizada para operar edifícios; Os edifícios são um dos principais sectores responsáveis pela produção de resíduos; A indústria da construção explora os recursos naturais para além de níveis sustentáveis;
  6. 6. AS CIDADES SÃO O NOSSO DESAFIO 85% do impacte ambiental dos edifícios acontece durante a fase em que são habitados (operação); Apenas 15% do seu impacte acontece durante a sua construção, reabilitação e demolição; Custo inicial de construção de um edifício na Europa equivale em média ao custo dos primeiros 7 a 20 anos de operação; Isto significa que em média na Europa cada 13 anos os edifícios duplicam o custo de construção, apenas para serem habitáveis.
  7. 7. TEMPERATURAS NA EUROPA As temperaturas médias na região mediterrânica coincidem com as temperaturas que as pessoas consideram confortáveis em espaços interiores;
  8. 8. RADIAÇÃO SOLAR NA EUROPA A radiação solar na região mediterrânica é extremamente favorável para a produção descentralizada de energia;
  9. 9. VENTO NA EUROPA O Vento na Europa é muito favorável para a produção descentralizada de energia;
  10. 10. CHUVA NA EUROPA A chuva na Europa na região mediterrânica é extremamente favorável para a produção descentralizada de energia bem como para a reciclagem para usos não potáveis.
  11. 11. O SECTOR DA CONSTRUÇÃO  Instituições Europeias  Estados Membros  Autarquias Locais  Concessionárias Todos os actores do sector da construção  Bancos têm de ser abordados individual e colectivamente;  Instituições de Crédito  Seguradoras Deve ser feito um esforço adicional na  Promotores reabilitação de edifícios;  Mediadoras Imobiliárias  Equipa de Projecto O acto de projectar tem de ser praticado de  Empreiteiros forma integrada, envolvendo todos os  Fabricantes actores relevantes desde o primeiro  Utilizador Final momento;
  12. 12. PRINCIPAIS BARREIRAS PARA O ALARGAMENTO DE BOAS PRÁTICAS A relação entre a economia e o ambiente não é explícita nas nossas acções no dia- a-dia e a falta de informação e de know-how relevantes para inverter as tendências dificultam aos principais actores económicos implementar boas práticas; A falta de diálogo entre todos os actores do sector da construção causa custos desnecessários e resultados pouco eficientes; A mensagem política ainda confunde o mercado; A gestão nacional, regional e local, com os seus processos burocráticos, que se dedica à verificação de conformidades e não à gestão de oportunidades.
  13. 13. DIMENSÃO AMBIENTAL “O sistema terrestre é finito, materialmente fechado e não cresce…” Herman Daly “Devemos apenas explorar recursos naturais provenientes de ecossistemas bem geridos, utilizando-os da forma mais eficiente e produtiva, exercendo cautela em todas as modificações que fazemos à Natureza.” Karl-Henrik Robert
  14. 14. DIMENSÃO SOCIAL Os espaços públicos da cidade exprimem o seu primeiro nível de identidade; A intensidade com a qual os utilizadores se identificam com os espaços que habitam e utilizam determina a atitude que tomam perante esses espaços e perante as outras pessoas; Contextos urbanos atractivos promovem a criação de comunidades coesas;
  15. 15. DIMENSÃO SOCIAL Para além de corredores de acesso aos apartamentos, e de elevadores e escadas, os edifícios com várias habitações devem dispor de espaços comuns que permitem aos habitantes interagir de forma descontraída; Estes espaços podem ser utilizados por todos os habitantes do edifício e podem também ser reservados para actividades privadas; Espaços verdes comuns que promovem actividades de jardinagem podem ter uma função terapêutica para além de serem um prazer visual para todos;
  16. 16. DIMENSÃO ECONÓMICA “No novo modelo económico, o progresso não pode ser visto com a expansão quantitativa, mas terá que ser visto como a melhoria qualitativa que assenta no facto do sistema terrestre ser finito, não crescente e materialmente fechado.” Herman Daly, Beyond Growth
  17. 17. DIMENSÃO ECONÓMICA “Se com os nossos actos destruímos o Planeta, para que serve a nossa riqueza económica?” Al Gore, Uma verdade inconveniente
  18. 18. DIMENSÃO ESPACIAL O nosso estilo de vida mudou e as nossas casas precisam ser adaptadas às necessidades contemporâneas;
  19. 19. DIMENSÃO ESPACIAL
  20. 20. ACRESCENTAR INTELIGÊNCIA AOS ESPAÇOS QUE HABITAMOS
  21. 21. CONFORTO AMBIENTAL A ausência de conforto produz sofrimento e é por isso um grande motivador de actuação - tanto no sentido de abrir ou fechar uma janela, operar um estore, como no sentido de nos induzir a consumir energia para atingir o grau de conforto desejado;
  22. 22. CERTIFICAÇÃO ENERGÉTICA DE EDIFÍCIOS A Certificação Energética dos Edifícios é uma medida obrigatória promovida pela Comissão Europeia com o objectivo de optimizar o desempenho energético-ambiental do meio edificado, através da colocação da informação relevante ao dispor do utilizador final e aumentando o seu poder de escolha com base em dados quantificados;
  23. 23. CERTIFICAÇÃO ENERGÉTICA DE EDIFÍCIOS
  24. 24. CERTIFICAÇÃO AMBIENTAL EM PORTUGAL A Certificação Ambiental dos Edifícios é uma medida voluntária que tem o objectivo de optimizar o desempenho energético-ambiental do meio edificado, através da colocação da informação relevante ao dispor do utilizador final e aumentando o seu poder de escolha com base em dados quantificados;
  25. 25. CERTIFICAÇÃO AMBIENTAL EM PORTUGAL
  26. 26. REDUZIR AS NECESSIDADES DE ENERGIA A primeira acção, rumo à optimização do desempenho energético-ambiental dos edifícios, deve ser a redução das respectivas necessidades energéticas, promovendo simultaneamente uma maior qualidade de vida para as pessoas;
  27. 27. REDUZIR AS NECESSIDADES DE ENERGIA
  28. 28. ORIENTAÇÃO SOLAR DOS EDIFÍCIOS
  29. 29. ORIENTAÇÃO SOLAR DOS EDIFÍCIOS
  30. 30. ORIENTAÇÃO SOLAR DOS EDIFÍCIOS H ≈ 0,6 d + h H - Altura do edifício 2 (edifício que sombreia) d - Distância entre edifícios h - Altura do piso 0 do edifício 1 (medida entre a cota de soleira e o pavimento do piso 1).
  31. 31. DIMENSÕES ADEQUADAS DOS VÃOS CONSOANTE A ORIENTAÇÃO SOLAR
  32. 32. CAIXILHARIAS DE QUALIDADE
  33. 33. VIDROS DUPLOS
  34. 34. VIDROS DUPLOS
  35. 35. SOMREAMENTO EXTERIOR
  36. 36. SOMBREAMENTO EXTERIOR
  37. 37. SOMBREAMENTO EXTERIOR
  38. 38. ISOLAMENTO TÉRMICO EXTERIOR
  39. 39. ISOLAMENTO TÉRMICO EXTERIOR
  40. 40. ISOLAMENTO TÉRMICO EXTERIOR
  41. 41. ISOLAMENTO TÉRMICO EXTERIOR
  42. 42. ISOLAMENTO TÉRMICO EXTERIOR
  43. 43. INÉRCIA TÉRMICA
  44. 44. INÉRCIA TÉRMICA
  45. 45. INÉRCIA TÉRMICA
  46. 46. INÉRCIA TÉRMICA
  47. 47. PAREDES TROMBE
  48. 48. PAREDES TROMBE
  49. 49. PAREDES TROMBE
  50. 50. PAREDES TROMBE
  51. 51. COBERTURAS AJARDINADAS
  52. 52. COBERTURAS AJARDINADAS
  53. 53. ESPAÇOS DE ATENUAÇÃO CLIMÁTICA
  54. 54. ESPAÇOS DE ATENUAÇÃO CLIMÁTICA
  55. 55. ARREFECIMENTO PASSIVO
  56. 56. PERMEABILIDADE DAS SUPERFÍCIES
  57. 57. SISTEMAS ENERGÉTICOS
  58. 58. SISTEMAS SOLARES TÉRMICOS
  59. 59. SISTEMAS SOLARES TÉRMICOS
  60. 60. SISTEMAS SOLARES TÉRMICOS
  61. 61. LÂMPADAS EFICIENTES
  62. 62. EQUIPAMENTOS EFICIENTES
  63. 63. DESCENTRALIZAÇÃO DA OFERTA DE ENERGIA Com a directiva da Comissão Europeia sobre Eficiência Energética e Serviços de Energia são criadas as condições de base para a descentralização da produção de energia e é promovido o acesso à riqueza de recursos renováveis que a natureza oferece;
  64. 64. DESCENTRALIZAÇÃO DA OFERTA DE ENERGIA Nas nossas cidades todos os edifícios podem hoje ser, para além de consumidores, também produtores de energia. A microgeração de energia térmica ou eléctrica, proveniente de energias renováveis à escala dos edifícios, permite satisfazer as necessidades de consumo do próprio edifício, bem como fornecer energia às redes locais de energia eléctrica ou térmica. A microgeração de energia à escala dos edifícios tem um papel mais e mais importante nas nossas cidades e terá que desenvolver em paralelo com uma crescente capacidade de armazenamento descentralizado de energia.
  65. 65. OPTIMIZAÇÃO DA PROCURA DE ÁGUA A água própria para consumo humano existe em quantidade ínfima no nosso planeta; Os edifícios podem ser concebidos e construídos de forma a optimizar consideravelmente a procura de água potável, canalizando-a apenas para aqueles usos que precisam de todas as suas qualidades;
  66. 66. OPTIMIZAÇÃO DA PROCURA DE ÁGUA Novo Sistema Voluntário de Certificação de Eficiência Hídrica, desenvolvido pela ANQIP em Aveiro, no âmbito do Programa Nacional para o Uso Eficiente da Água, irá certificar equipamentos e dispositivos hídricos, favorecendo aqueles com melhor desempenho;
  67. 67. DESCENTRALIZAÇÃO DA OFERTA DE ÁGUA A água potável que utilizamos deve ser reciclada e reutilizada e, também, as águas cinzentas e toda a água da chuva que cai nas coberturas dos edifícios, devem ser recolhidas e, com o devido tratamento, reutilizadas para as funções que não carecem de água potável;
  68. 68. QUALIDADE DA PROCURA DE MATERIAIS Cada acto de compra é a nossa expressão de poder individual mais directa, e é interpretada como o nosso desejo em relação à forma como o mercado se deve transformar; É importante que nos informemos sobre a origem do produto, os seus impactos energético- ambientais e sociais durante todo o seu ciclo de vida;
  69. 69. REUTILIZAÇÃO E RECICLAGEM DE PRODUTOS EM FIM DE VIDA Os edifícios devem contribuir para promover a reutilização e reciclagem de produtos em fim de vida; O Meio edificado deve dispor de espaços a várias escalas que facilitem aos utilizadores dar o seu melhor contributo para os processos de valorização de resíduos;
  70. 70. Cada gesto conta… www.construcaosustentavel.pt TIRONE NUNES

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