Monteiro Lobato

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Monteiro Lobato

  1. 1. José Bento MONTEIRO LOBATO  Taubaté-SP, 1882  São Paulo-SP, 1948
  2. 2. <ul><li>José Bento MONTEIRO LOBATO nasceu em Taubaté-SP, no ano de 1882. </li></ul>
  3. 3. Monteiro Lobato <ul><li>PRINCIPAIS OBRAS (Lit. Infanto-Juvenil) </li></ul><ul><li>Reinações de Narizinho </li></ul><ul><li>Viagem ao céu e O Saci </li></ul><ul><li>Caçadas de Pedrinho </li></ul><ul><li>O poço do Visconde </li></ul><ul><li>Memórias da Emília e Peter Pan </li></ul><ul><li>Emília no país da gramática </li></ul><ul><li>Geografia de Dona Benta </li></ul>
  4. 4. <ul><li>PRINCIPAIS OBRAS (Lit. Adulta) </li></ul><ul><li>Urupês </li></ul><ul><li>Cidades mortas </li></ul><ul><li>Negrinha </li></ul><ul><li>Idéias de Jeca Tatu </li></ul><ul><li>O presidente negro </li></ul><ul><li>O escândalo do petróleo e Ferro </li></ul><ul><li>A barca de Gleyre (2 volumes) </li></ul>Monteiro Lobato
  5. 5. <ul><li>O caboclo do interior de São Paulo </li></ul>
  6. 6. <ul><li>As polêmicas de Lobato </li></ul><ul><li>O caboclo do interior de SP </li></ul><ul><li>No livro Urupês , estão publicados dois artigos importantes de ML. O primeiro, 'Velha Praga', teria sido a gênese da carreira de escritor. Sendo ele fazendeiro no interior de SP e sentindo-se prejudicado pelo excesso de queimadas provocadas pelos caboclos, escreve um texto indignado e o envia à seção de reclamações do jornal 'O Estado de São Paulo' que, percebendo o valor do escrito, publica-o, com destaque, fora das 'Queixas e Reclamações'. </li></ul>Monteiro Lobato
  7. 7. <ul><li>As polêmicas de Lobato </li></ul><ul><li>O caboclo do interior de SP </li></ul><ul><li>Em 'Velha Praga', o então fazendeiro ML chama o caboclo ignorante da roça de 'piolho da terra' e descreve-o como um ser seminômade que se instala em qualquer pedaço de terra, faz o seu rancho de sapé [que brota da terra como um 'urupê', de um dia para o outro], queima e destrói o máximo em troca de uma pequeníssima roça para subsistência mínima e, geralmente 'tocado' pelo proprietário da terra, parte, com a família miserável, para um novo sítio e novas devastações. </li></ul>Monteiro Lobato
  8. 8. <ul><li>urupê [Do tupi.] Substantivo masculino. 1.Bras. Bot. Fungo da família das poliporáceas ( Polyporus sanguineus ); orelha-de-pau, pironga. </li></ul><ul><li>Fonte: Dicionário Aurélio Eletrônico </li></ul>
  9. 9. <ul><li>As polêmicas de Lobato </li></ul><ul><li>O caboclo do interior de SP </li></ul><ul><li>No artigo 'Urupês', ML define e caracteriza, com precisão de detalhes o nosso caboclo, que ele chama de Jeca Tatu , como uma criatura ignorante, preguiçosa, inútil, sem nenhuma ambição, nenhum senso de arte, nenhum desejo de permanência e de realização. Entre outras coisas, o artigo diz: 'Todo o inconsciente filosofar do caboclo grulha nesta palavra atravessada de fatalismo e modorra: nada para a pena. </li></ul>Monteiro Lobato
  10. 10. <ul><li>Ao lado, uma representação da personagem Jeca Tatu. </li></ul>
  11. 11. <ul><li>A exposição Malfatti </li></ul>
  12. 12. <ul><li>As polêmicas de Lobato </li></ul><ul><li>A exposição Maltatti </li></ul><ul><li>Em 1917, a pintora brasileira Anita Malfatti organiza sua segunda exposição individual na cidade de São Paulo, adotando as técnicas do Expressionismo. Os quadros escandalizaram aqueles que tinham uma visão tradicional da arte e, entre eles, estava Monteiro Lobato. O autor, mais uma vez, escreveu ao jornal O Estado de S. Paulo e, através do artigo Paranoia ou mistificação? lançou violentas críticas à Anita. </li></ul>Monteiro Lobato
  13. 13. <ul><li>Há duas espécies de artistas. Uma composta dos que vêm as coisas e em consequência fazem arte pura, guardados os eternos ritmos da vida, e adotados, para a concretização das emoções estéticas, os processos clássicos dos grandes mestre. (...) </li></ul><ul><li>A outra espécie é formada dos que vêm anormalmente a natureza e a interpretam à luz das teorias efêmeras, sob a sugestão estrábica de escolas rebeldes, surgidas cá e lá como furúnculos da cultura excessiva. São produtos do cansaço e do sadismo de todos os períodos de decadência; são frutos de fim de estação, bichados ao nascedouro. Estrelas cadentes, brilham um instante, as mais das vezes com a luz do escândalo, e somem-se logo nas trevas do esquecimento. </li></ul>
  14. 14. A evolução da personagem Jeca Tatu
  15. 15. <ul><li>Pobre Jeca Tatu! Como és bonito no romance e feio na realidade! [...] </li></ul><ul><li>Quando comparece às feiras, todo mundo logo advinha o que ele traz: sempre coisas que a natureza derrama pelo mato e ao homem só custa o gesto de espichar a mão e colher [...]. </li></ul><ul><li>Às vezes se dá ao luxo de um banquinho de três pernas - para hospedes. Três pernas permitem equilíbrio inútil, portanto, meter a Quarta, o que ainda o obrigaria a nivelar o chão. Para que assentos, se a natureza os dotou de sólidos, rachados calcanhares sobre os quais se sentam </li></ul><ul><li>Nenhum talher. Não é a munheca um talher completo - colher, garfo e faca a um tempo? [...] </li></ul><ul><li>Na mansão de Jéca a parede dos fundos bojou para fora um ventre empanzinado, ameaçando ruir; os barrotes, cortados pela umidade, oscilam na podriqueira do baldrame. Afim de neutralizar o desaprumo e prevenir suas conseqüências, ele grudou na parede uma Nossa Senhora enquadrada em moldurinha amarela - santo de mascate. [...] </li></ul><ul><li>Um pedaço de pau dispensaria o milagre! mas entre pendurar o santo e tomar da foice, subir ao morro, cortar a madeira, atorá-la, baldeá-la e especar a parede, o sacerdote da Grande lei do Menor Esforço não vacila. É coerente. </li></ul>Monteiro Lobato
  16. 16. <ul><li>Jeca Tatu era um pobre caboclo que morava no mato, numa casinha de sapé. Vivia na maior pobreza, em companhia da mulher, muito magra e feia, e de vários filhinhos pálidos e tristes. </li></ul><ul><li>Jeca Tatu passava os dias de cócoras, pitando enormes cigarrões de palha, sem ânimo de fazer coisa nenhuma. </li></ul><ul><li>Dava pena ver a miséria do casebre. Nem móveis, nem roupas, nem nada que significasse comodidade. Um banquinho de três pernas, umas peneiras furadas, a espingardinha de carregar pela boca, muito ordinária, e só. </li></ul><ul><li>Jeca só queria beber pinga e espichar-se ao sol, no terreiro. Ali ficava horas, com o cachorrinho rente, cochilando. A vida que rodasse, o mato que crescesse na roça, a casa que caísse. Jeca não queria saber de nada. Trabalhar não era com ele. </li></ul><ul><li>Um dia um doutor portou lá por causa da chuva e espantou-se de tanta miséria. Vendo o caboclo tão amarelo e magro, resolveu examiná-lo. - Amigo Jeca, o que você tem é doença. [...] Quem sofre de amarelão sara com a ANKILOSTOMINA FONTOURA. Eu vou curar você. [...] </li></ul><ul><li>Quando o doutor voltou, Jeca estava bem melhor, graças à ANKILOSTOMINA e ao BIOTÔNICO. </li></ul>Monteiro Lobato
  17. 17. Monteiro Lobato
  18. 18. <ul><li>- Mas, Zé, se essas terras do Taquaral fossem divididas por essas cento e tantas famílias que já vivem lá, não acha que ficava muito melhor? </li></ul><ul><li>- Melhor para quem? Para o coronel? </li></ul><ul><li>- Não. Para o mundo em geral, para todos. </li></ul><ul><li>- Pois está claro que sim. Em vez de haver só um rico, que é o coronel Tatuíra, haveria mais de cem arranjados, todos vivendo na maior abundância, donos de tudo quanto produzissem, não só da metade e o melhor de tudo seria a segurança, a certeza de que ninguém dali não saía por vontade dos outros, tocado como um cachorro, como eu fui. Ah, que grande felicidade! Mas quem pensa nisso no mundo? Quem se incomoda com o pobre Zé Brasil? Ele que morra de doenças, ele que seja roubado, e metido na cadeia se abre a boca para se queixar. O mundo é dos ricos e Zé Brasil nasceu pobre. Ninguém no mundo pensa nele, olha para ele, cuida de melhorar a sorte dele... </li></ul><ul><li>- Não é assim, Zé. Apareceu um homem que pensa em você, que por causa de você já foi condenado pela lei desses ricos que mandam em tudo – e passou nove anos num cárcere. </li></ul><ul><li>- Quem é esse homem? </li></ul><ul><li>- Luiz Carlos Prestes... </li></ul>Monteiro Lobato
  19. 19. <ul><li>Nenhuma personagem da literatura brasileira ganhou tanta projeção cinematográfica como o Jeca Tatu. Encenado em vários filmes por Mazzaropi , Jeca é completamente inspirado na figura criada por Lobato, antes das duras críticas que recebeu por criar uma perso-nagem com falta de iniciativa disfarçada em ingenuidade. </li></ul>Monteiro Lobato 
  20. 20. Monteiro Lobato
  21. 21. Monteiro Lobato
  22. 22. Monteiro Lobato

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