Autor: Lisliê Lúcia Lima Pereira RibeiroInstituição: Faculdade Mário Schenberg – GrupoLusófona Brasil - Cotia SP - 2011Pós...
O estudo sobre a formação de professores melançou o desafio de refletir sobre os anseios e asrazões que me conduziram ao m...
Entrei para a escola aos sete anos de idade, nãofiz a pré-escola, pois, não era oferecido pelogoverno como atualmente. Sem...
Quando cheguei à escola estava eufóricapara conhecer a minha professora e aturma, confesso que me assustei, estavamatricul...
Em casa sempre fomos incentivados a estudar. Meupai, todo fim de semana fazia a mesma coisa: escolhiaum texto e chamava ca...
O tempo foi passando, e eu tinha certeza de que queria serprofessora. Até o momento que iniciei o ensino médio. Nessaépoca...
Durante os três anos do ensino médio, a escola queestudava, realizou testes vocacionais com os alunos, todosos que eu fiz ...
O tempo passou, em 2005 me casei e vim morar noestado de São Paulo, na cidade de Cotia e, surgiu àoportunidade de cursar o...
Por ser um curso na modalidade EAD, foimuito criticado, as pessoas não confiavam quese pudesse aprender com vídeos-aula, e...
Antes de terminar o magistério iniciei a graduação emPedagogia. Em 2007 ingressei por concurso público narede municipal de...
Nesta época conheci duas professoras: Ângela eViviane, que ingressaram comigo e por coincidência fomospara a mesma escola....
Foi junto com elas que aprendi a por em prática a teoriaestudada no magistério e na graduação, e a realizar oprojeto “Roda...
Em 2008 me formei, que sensação boa! Porém, percebique faltava algo em minha formação. Queria algumasrespostas que a gradu...
Dentre essas questões que me afligiam, busquei a Pós-Graduação     em    Psicopedagogia.  O    atendimentopsicopedagógico ...
Terminei a especialização e decidi dar um tempo emmeus estudos acadêmicos para realizar meu anseiode ser mãe e dedicar-me ...
Em agosto de 2010, surgiu uma oportunidadeúnica, realizar o curso de Pós-Graduação com acessoao mestrado europeu, juntamen...
Decidir iniciar o curso foi desafiador, permanecer nele estásendo mais ainda.Durante o módulo de Modelos e Práticas de For...
Neste módulo, além de refletir sobre minhaformação, refleti também sobre a formação dosprofessores no Brasil e em Portugal...
Partindo    da     contextualização   histórica,  Tanuri(2000), refaz o percurso histórico da formaçãodocente, no Brasil, ...
Nóvoa (1995 ), em seu texto “Os professores e suaformação”, refaz o percurso histórico da formaçãodocente em Portugal, cit...
Em decorrência do contexto histórico, a profissãodocente, ao longo século XIX, é associada aoapostolado e ao sacerdócio, c...
Penso que estas questões colocadas por Nóvoa estãoacontecendo na atualidade do nosso país, uma vez quenão se tem claro que...
Hoje o professor em vez de dedicar-se ao processo ensinoaprendizagem do aluno, fica tão ocupado com aburocracia, o preench...
II - elaborar e cumprir plano de trabalho, segundo aproposta pedagógica do estabelecimento de ensino;III - zelar pela apre...
Assim, de acordo com minha experiência profissional, épossível afirmar que a teoria muitas vezes não temrelação com a prát...
A formação do professorcrítico-reflexivo inicia-se nagraduação, tendo seqüêncianos cursos de formaçãocontinuada e não tem ...
O grande desafio atual na formação de professores, éconceber a escola como um espaço educativo, ondetodos os envolvidos po...
REFERÊNCIASNóvoa, A. Os profesores na virada do milênio: doexcesso dos discursos à pobreza das práticas.Cuadernos de Pedag...
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×

Apresentação lisliê

963

Published on

Published in: Education
0 Comments
1 Like
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

No Downloads
Views
Total Views
963
On Slideshare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
0
Actions
Shares
0
Downloads
9
Comments
0
Likes
1
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

Transcript of "Apresentação lisliê"

  1. 1. Autor: Lisliê Lúcia Lima Pereira RibeiroInstituição: Faculdade Mário Schenberg – GrupoLusófona Brasil - Cotia SP - 2011Pós-Graduação em Supervisão Pedagógica eFormação de Formadores com acesso aoMestrado Europeu em Ciências da EducaçãoDocente Responsável - Profª Dra. Maria ReginaPeres
  2. 2. O estudo sobre a formação de professores melançou o desafio de refletir sobre os anseios e asrazões que me conduziram ao magistério. Desfioque me fez reportar, de modo reflexivo, as minhasorigens.Nasci no estado de MinasGerais, na cidade de BeloHorizonte, no dia 22 de janeiro de1.984, numa família relativamentenumerosa. Tenho seisirmãos, dentre os quais sou aquarta filha.
  3. 3. Entrei para a escola aos sete anos de idade, nãofiz a pré-escola, pois, não era oferecido pelogoverno como atualmente. Sempre estudei emescola pública, num primeiro momento foi àmunicipal e num segundo momento a estadual. Lembro-me de que ainda criança, tinha muita vontade de aprender a ler e a escrever, porque meus três irmãos mais velhos já sabiam, e eu não conseguia entender o significado daqueles símbolos.
  4. 4. Quando cheguei à escola estava eufóricapara conhecer a minha professora e aturma, confesso que me assustei, estavamatriculada em uma turma de “repetentes” da1ª série, todos os outros alunos eram maisvelhos, só eu tinha sete anos. A professora foi muito importante para minha adaptação, o nome dela era Realina. Gostei do nome dela, por ser diferente como o meu, mas além do nome ela também era diferente das demais professoras que via passando pelo corredor, ela sorria, brincava e nos abraçava. E assim mesmo, fazendo parte de uma turma tão heterogênea, consegui me sobressair e passar de ano.
  5. 5. Em casa sempre fomos incentivados a estudar. Meupai, todo fim de semana fazia a mesma coisa: escolhiaum texto e chamava cada um dos filhos paraler, depois fazia a mesma coisa com a tabuada.
  6. 6. O tempo foi passando, e eu tinha certeza de que queria serprofessora. Até o momento que iniciei o ensino médio. Nessaépoca surgiu uma interrogação enorme em minha cabeça: Eagora, vou ser mesmo professora? E a resposta foi negativa.Almejava uma profissão que fosserespeitada, valorizada e que o retorno financeiro fossesignificativo. Os professores do ensino médiodemonstravam justamente o contrário.
  7. 7. Durante os três anos do ensino médio, a escola queestudava, realizou testes vocacionais com os alunos, todosos que eu fiz apontava para a área de Humanas, maisespecificamente a Pedagogia.Mesmo assim, prestei vestibular para enfermagem, nãodeu certo e precisei ir para o mercado de trabalho semuma formação. Neste tempo, comecei a dar aulas de reforço para crianças perto da minha casa e gostei, meu pai ficou orgulhoso e dizia para as pessoas que tinha uma filha professora.
  8. 8. O tempo passou, em 2005 me casei e vim morar noestado de São Paulo, na cidade de Cotia e, surgiu àoportunidade de cursar o Magistério. Foi um curso emEAD, oferecido em parceria pela Secretaria Municipal deEducação de Cotia e o IESDE – Inteligência Educacionale Sistema de Ensino, todo ministrado por vídeo-aulas, com atividades presenciais e a distancia.
  9. 9. Por ser um curso na modalidade EAD, foimuito criticado, as pessoas não confiavam quese pudesse aprender com vídeos-aula, eu atéentendo, mas felizmente não é o meu caso.Iniciei o curso e me apaixonei pelas disciplinas.Percebi quanto tempo perdera tentando realizaroutras atividades as quais não me identificava.Quando realizei o estágio fiquei apreensiva com onúmero de alunos, as condições de trabalho, avalorização, o respeito, mas como tinha medecidido resolvi correr o risco.
  10. 10. Antes de terminar o magistério iniciei a graduação emPedagogia. Em 2007 ingressei por concurso público narede municipal de Cotia. Comecei a lecionar e me sentiperdida, só tinha a prática do estágio. Que desafio!
  11. 11. Nesta época conheci duas professoras: Ângela eViviane, que ingressaram comigo e por coincidência fomospara a mesma escola. Alguns meses depois para completara “nossa turma”, chamada carinhosamente de “Isabetes”chegou a Nilde. Acabamos nos tornando companheiras detrabalho, por semelhança em nossos ideaise, consequentemente amigas.
  12. 12. Foi junto com elas que aprendi a por em prática a teoriaestudada no magistério e na graduação, e a realizar oprojeto “Roda de Leitura”, que faz toda a diferença emminha prática pedagógica.
  13. 13. Em 2008 me formei, que sensação boa! Porém, percebique faltava algo em minha formação. Queria algumasrespostas que a graduação não tinha fornecido. Minhasindagações eram diferentes daquelas que me levaram arealizar a graduação.Desejava saber como trabalhar com alunos especiais;como favorecer o processo ensino aprendizagem dosalunos; como trabalhar com os alunos indisciplinados;como relacionar a teoria e a prática; dentro do meucontexto, da minha realidade de sala de aula.
  14. 14. Dentre essas questões que me afligiam, busquei a Pós-Graduação em Psicopedagogia. O atendimentopsicopedagógico foi essencial para responder algumasdessas questões e também para embaralhar outras, porexemplo, como favorecer os alunos com problemas deaprendizagem em uma sala de aula com 35 alunos, seeles precisam de um acompanhamento individualizado? Novamente, vem a questão da teoria e da prática. Na teoria tudo parece possível, mas a prática é complexa e desafiadora.
  15. 15. Terminei a especialização e decidi dar um tempo emmeus estudos acadêmicos para realizar meu anseiode ser mãe e dedicar-me ao meu filho.
  16. 16. Em agosto de 2010, surgiu uma oportunidadeúnica, realizar o curso de Pós-Graduação com acessoao mestrado europeu, juntamente com meu marido eminhas amigas. Relutei, porque agora não teria maistodo o tempo para dedicar-me aos estudos, visto queagora tenho um filho que requer minha atenção.No entanto, por ser uma oportunidade única, aceiteio desafio e hoje estou aqui persistindo nessa jornadapara melhor compreender minha prática em sala deaula e, assim aperfeiçoá-la.
  17. 17. Decidir iniciar o curso foi desafiador, permanecer nele estásendo mais ainda.Durante o módulo de Modelos e Práticas de Formação deProfessores, pude refletir sobre a minha formação, desdea mais tenra idade e, percebi que desde os primeiros anosescolares até a graduação, minha formação foitradicional, ou seja, transmissão de conhecimentos, osquais seriam cobrados em avaliações.
  18. 18. Neste módulo, além de refletir sobre minhaformação, refleti também sobre a formação dosprofessores no Brasil e em Portugal, tendo em vista acontextualização histórica da formação deprofessores, suas incumbências e o desafio de formarprofessores crítico-reflexivo.
  19. 19. Partindo da contextualização histórica, Tanuri(2000), refaz o percurso histórico da formaçãodocente, no Brasil, em seu artigo “História da Formaçãode Professores”. A autora percorre os diversos períodoshistóricos do país, desde a colonização, onde as escolasnormais fizeram parte do sistema provincial com omodelo europeu, devido a nossa colonização; até chegara atual LBD 9394/96, onde estabelece a formação emnível superior para os professores, porém, admitindo aformação em nível médio.
  20. 20. Nóvoa (1995 ), em seu texto “Os professores e suaformação”, refaz o percurso histórico da formaçãodocente em Portugal, citando as principais mudançasocorridas, dentre elas: a substituição da igreja, que até o final do século XVIII era responsável pela educação, pelo professor; investimento na formação de professores, devido ao último lugar nas estatísticas europeias; a profissionalização dos professores, devido ao excesso de professores sem formação especifica; e a formação continuada, para assegurar o sucesso da Reforma do Sistema Educacional
  21. 21. Em decorrência do contexto histórico, a profissãodocente, ao longo século XIX, é associada aoapostolado e ao sacerdócio, como uma vocação. Nestemesmo período, a profissão docente vive umaambigüidade,segundo Nóvoa (1995), o professor “não deve saberdemais, nem de menos; não deve se misturar com opovo, nem com a burguesia; não devem ser pobres, nemricos...” (p.16) Portugal foi impelido a realizar mudanças, uma vez que o país estava em desenvolvimento, e a educação não poderia ficar em último plano.
  22. 22. Penso que estas questões colocadas por Nóvoa estãoacontecendo na atualidade do nosso país, uma vez quenão se tem claro quem é o professor, qual sua formação esua incumbência, citando Nóvoa ainda, “a tendência nosentido da intensificação do trabalho dos professores, comuma inflação de tarefas diárias e uma sobrecargapermanente de actividades.”(p.24).
  23. 23. Hoje o professor em vez de dedicar-se ao processo ensinoaprendizagem do aluno, fica tão ocupado com aburocracia, o preenchimento de papelada, que na maioriadas vezes ficam engavetadas, que o essencial naprofissão docente se perde que é a dedicação ao processoensino aprendizagem. Se formos olhar o que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, (LDBEN) nº 9394/96, nos diz sobre as incumbências dos professores, encontraremos no artigo 13, o seguinte:Os docentes incumbir-se-ão de:I - participar da elaboração da proposta pedagógica doestabelecimento de ensino;
  24. 24. II - elaborar e cumprir plano de trabalho, segundo aproposta pedagógica do estabelecimento de ensino;III - zelar pela aprendizagem dos alunos;IV - estabelecer estratégias de recuperação para osalunos de menor rendimento;V - ministrar os dias letivos e horas-aulaestabelecidos, além de participar integralmente dosperíodos dedicados ao planejamento, à avaliação e aodesenvolvimento profissional;VI - colaborar com as atividades de articulação da escolacom as famílias e a comunidade.
  25. 25. Assim, de acordo com minha experiência profissional, épossível afirmar que a teoria muitas vezes não temrelação com a prática vivenciada no cotidianoescolar, justamente por conseqüência da inflação detarefas delegadas ao professor.Paralelamente as incumbências do professor, temos asua formação, que atualmente fala-se em professorcrítico-reflexivo, inspirado na proposta de Schon (1990).
  26. 26. A formação do professorcrítico-reflexivo inicia-se nagraduação, tendo seqüêncianos cursos de formaçãocontinuada e não tem umfim, visto que uma formaçãocrítico-reflexivo deve estimulara autoformação, o pensamentoautônomo, havendo trocas epartilhas, pois, o professor ésimultaneamente formado eformando.
  27. 27. O grande desafio atual na formação de professores, éconceber a escola como um espaço educativo, ondetodos os envolvidos possam aprender e ensinar, tendoobjetivos comuns entre o grupo de docentespertencentes à escola. “A inteligência se alimenta de desafios. Diante de desafios, ela cresce e floresce. Sem desafios, ela murcha e encolhe”. Rubem Alves
  28. 28. REFERÊNCIASNóvoa, A. Os profesores na virada do milênio: doexcesso dos discursos à pobreza das práticas.Cuadernos de Pedagogía, Barcelona, n. 286, p. 102-108.1999.Nóvoa, A. Os professores e sua formação. Lisboa:D.Quixote, 1995.Tanuri, L. M. História da formação de professores.Revista Brasileira de Educação, nº14, Mai/Jun/Jul/Ago:2000.Zeichner, K. A formação reflexiva de professores:idéias e práticas. Lisboa:Educa, 1993.
  1. A particular slide catching your eye?

    Clipping is a handy way to collect important slides you want to go back to later.

×