Animais Marinhos Em Vias De ExtinçãO

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Animais Marinhos Em Vias De ExtinçãO

  1. 1. Animais marinhos em vias de extinção<br />Tartaruga marinha<br /> <br />Nome Científico: Dermochelys coriácea Distribuição geográfica: Águas mornas e temperadas ao longo do mundo. Habitat natural: Águas mornas e temperadas ao longo do mundo.Hábitos alimentares: A tartaruga marinha alimenta-se de moluscos, algas, Crustáceos e carne. Tamanho: Comprimento: pode atingir os 2 metros.Peso: Pode chegar até 500 kg. Período de gestação: 3 meses, período após o qual os ovos eclodem.Número de crias: De 1 a 2 centenas de ovos por vez.Tempo médio de vida: Cerca de 180 anos. Estado de conservação da espécie: A poluição, as redes de pesca em que ficam presas e a procura dos seus ovos pela cozinha asiática têm reduzido significativamente esta espécie. <br /> As tartarugas marinhas surgiram acerca de 150 milhões de anos e conseguiram sobreviver a mudanças ocorridas no planeta ao longo de todo este tempo. Tiveram origem na terra e, na sua aventura para o mar, foram evoluindo e ao mesmo tempo diferenciando-se de outros repteis. O número das suas vértebras diminuíram e as restantes fundiram-se às costelas, formando uma carapaça forte e leve. Perderam os dentes, ganharam uma espécie de bico e as patas transformaram-se em remos. Todas estas alterações permitiram a sua adaptação ao mar terra, fora do alcance das marés. As tartarugas marinhas podem chegar aos 800 kg, como sendo o caso da Tartaruga de Couro, ou 350 kg, no caso da Tartaruga Verde e atingirem os 2 metros de comprimento. Elas possuem a visão, o olfacto e a audição bastante desenvolvido assim como o sentido de orientação. A sua maturidade sexual é atingida por volta dos 15 anos de vida. São animais ovíparos, põem os seus ovos em terra, fora do alcance das marés. A maior tartaruga marinha, a alaúde, consegue colocar 100 ovos em apenas dez minutos. A maioria das tartarugas marinhas é carnívora, alimentando-se de invertebrados e peixes. A tartaruga verde é herbívora quando adulta, podemos encontrar esta espécie em todos os continentes com excepção da Antárctida, desde as águas tropicais e subtropicais dos oceanos Atlântico, Pacífico ao Índico. Existem sete espécies de tartarugas nos oceanos. Esta espécie embora seja uma espécie protegida encontra-se ameaçada por inúmeras actividades humanas: - Quando vêm á praia para depositarem os seus ovos, podem ser mortas e virar sopa, uma iguaria apreciada em várias regiões, assim como os seus ovos, de gosto muito forte podem se transformarem-se em omeletas com altos poderes afrodisíacos O aproveitamento da sua carapaça, para o fabrico de armações de óculos, que chegam a valer 3 a 4 mil dólares; - São vitimas das redes de pesca principalmente de camarão, acabando por se afogarem por não conseguirem subir á tona para respirar; - São vítimas da poluição, pois muitas confundem sacos plásticos com agua-vivia (sua refeição predilecta), acabando por engolir as embalagens e morrendo sufocadas.     Podemos dizer que o homem conseguiu a proeza de colocar as 8 espécies de tartarugas marinhas existentes, na lista dos animais em extinção. Dezenas de ambientalistas, para mantê-las vivas, procuram proteger os ninhos e criar leis que defendam os animais da morte, criaram desta forma o Projecto Tartarugas Marinhas (Tamar).    <br /> <br />BALEIA-AZUL<br />A baleia-azul (Balaenoptera musculus) é um Mamífero marinho. Como outras baleias, as baleias azuis usam lâminas córneas na sua cavidade bucal para filtrar seu alimento (krill). Vive em todos os oceanos e está ameaçada pela caça intensa e indiscriminada.Vive em todos os oceanos e está ameaçada pela caça intensa e indiscriminada.A baleia-azul possui uma pequena aleta  (abertura) que é visível apenas num curto período, quando a baleia mergulha. Tal aleta pode produzir jactos de água de até nove metros altura. O seu pulmão pode conter aproximadamente cinco mil litros de ar.É também o animal mais ruidoso do mundo. Emitem sons de baixa frequência que atingem os 188 decibéis — mais fortes que o som de um avião a jacto — que podem ser ouvidos a mais de 800 quilómetros de distância.Baleias azuis não são fáceis de se capturar. A sua velocidade e poder mostram que elas não foram o alvo de baleeiros antigos que, ao invés, tinham como alvo cachalotes. Como o número destes declinou, baleeiros começaram a olhar com mais cobiça a baleia-azul. Em 1864, o navio a vapor norueguês Svend Foyn foi equipado com arpões especialmente concebidos para capturar grandes baleias. De início problemático, o método eventualmente entrou em moda e no final do século XIX o número de baleias-azuis no Atlântico Norte estava em declínio.A matança de baleias-azuis espalhou-se rapidamente, e em 1925, os Estados Unidos, o Reino Unido e o Japão tinham se juntado à Noruega na caça às baleias-azuis, capturando e matando-as e processando-as em grandes navios-fábricas. E, em 1930, 41 navios mataram 28.325 baleias azuis. No final da segunda guerra mundial, populações de baleias azuis já eram escassas, e em 1946, as primeiras leis que restringiam o comércio de baleias foram introduzidas. Tais leis eram ineficientes devido à falta de diferenciação entre diferentes espécies. Espécies ameaçadas de extinção podiam ser igualmente caçadas com aquelas que tinham uma população relativamente abundante. Quando a caça da baleia-azul finalmente foi proibida, nos anos 60, 350 mil baleias azuis tinham sido mortas. A actual população mundial de baleias azuis é estimada entre três a quatro mil, com duas mil concentradas na costa californiana. Tal grupo representa a maior esperança num longo e gradual processo de aumento populacional da baleia-azul, que está nas listas dos animais ameaçados de extinção desde os anos 60. <br /> <br /> <br /> <br />Mercados <br /> <br />A tartaruga verde está em grave perigo de extinção. Mesmo com a proibição de comércio internacional, a sua venda na China não é considerada ilegal. O tubarão é outra espécie ameaçada porque a sopa feita com esse animal é muito popular no país asiático, o que se traduz na pesca de mais de 100 milhões de tubarões por ano no mundo. Em um mercado público de Guangzhou, o peixe Napoleão, importado da Índia, é um produto comum. Como a espécie demora muito tempo para alcançar sua fase adulta, o Napoleão tem sido pescado ainda jovem, o que prejudica sua reprodução e coloca em risco a sua existência.As trutas coral também são encontradas no mercado de Guangzhou. O aumento na pesca dessa espécie, importada das Filipinas, o coloca na lista de animais ameaçados de extinção. As trutas são muito consumidas pelas crianças nas festas de aniversário e no Dia das Mães.<br /> <br /> <br /> <br />Baleia-branca<br /> <br />A Baleia Branca  é um mamífero cetáceo, mede até 5 m de comprimento e pesa 1.5 toneladas e tem entre 8 a 10 dentes em cada maxilar. A Baleia Branca habita nas águas frias em torno do círculo polar árctico, alimentando-se de uma grande variedade de peixes, lulas, crustáceos e polvos. A Baleia Branca é protegida desde 1935 por leis internacionais, algumas raras capturas são permitidas anualmente aos esquimós. A comissão Baleeira (órgão com poderes para fixar em cada ano as cotas de captura para cada espécie de Baleia) criou em 1972 um projecto de controlo internacional para garantir que as frotas baleeiras e as estações de captura, com base em terra, respeitem a proibição de caçar baleias-boreais ou baleias brancas, no entanto as leis não são respeitadas.  <br /> <br />Cavalo-marinho  <br />              A pesca em grande quantidade é uma das causas principais que levam os cavalos-marinhos á sua extinção em todo o Mundo. A China é o país que mais consome o cavalo-marinho, para fins farmacêuticos e em seguida por Tawain, Hong Kong e também na Singapura. A pesca ao cavalo-marinho é abundante. Os locais da criação natural não são respeitados, nem idade nem sexo das espécies colectadas. Os cavalos-marinhos mais novos saem do mar antes de estarem preparados para reproduzirem, bem como os adultos maduros sexualmente e muitos machos já grávidos, que se invariavelmente perdem as crias. Outra causa responsável por este acontecimento é a alteração nas zonas ribeirinhas, devido ao desenvolvimento da indústria e comércio, assim como o aumento da população ribeirinha, provocando alterações no seu habitat. Os Cavalos-Marinhos são exóticos e chamam a atenção pela singularidade. Os cavalos-marinhos caracterizam-se pela longa cauda, focinho e uma bolsa para proteger os ovos. No fundo do mar, conseguem se proteger dos seus predadores através de uma camuflagem natural. Mas, apesar de tanta beleza e encantamento, há quem esteja a contribuir para que a espécie entre na lista dos peixes ameaçados de extinção. O Homem destrói habitats importantes para o ciclo de vida da espécie, como mangues e recifes de corais, o homem captura espécies para comercialização ou mata exemplares involuntariamente por meio da pesca de arrasto. Actualmente, existem 33 espécies científicas comprovadas de cavalos-marinhos no mundo.  <br /> <br />Estrela-do-mar <br /> <br /> <br /> <br />O corpo da estrela-do-mar pode ser liso granuloso ou com espinhos bem visíveis e apresenta 5 pontas ocas que podemos designar por braços. Devido ao seu endoesqueleto apresenta um corpo duro e rígido. Esta consegue-se dobra e girar os braços quando passeia ou quando o seu corpo se encontra em espaços irregulares entre rochas e outros abrigos. O seu corpo tem simetria pentarriada e pode ter entre alguns centímetros e metro de diâmetro. As estrelas-do-mar possuem pés ambulacrários que permitem moverem-se usando a retracção e distensão dos mesmos. A sua respiração é branquial e a sua reprodução é feita essencialmente através da regeneração, ou seja se um braço desse animal for cortado pode desenvolver uma estrela-do-mar nova e se for sexuada a estrela-do-mar tem um estado larvar.  Este animal marinho não podem mastigar os alimentos, para se alimentarem laçam o estômago pela boca, localizada em sua face oral na parte inferior.  As estrelas-do-mar não possuem cérebro, o seu sistema nervoso é ventral e ganglionar. Existem cerca de 1800 espécies de estrelas-do-mar.   As estrelas-do-mar, podem ser carnívoras, necrófagas, detríticas e as suspensívoras. As carnívoras alimentam-se de bivalves, caranguejos, corais, poliquetas e outros equinodermos, as necrófagas de peixes, invertebrados mortos, as detríticas alimentam-se de matéria orgânica e organismos microscópicos as suspensívoras de partículas em suspensão. Desta forma, podemos dizer que as estrelas-do-mar apresentam um papel de “predador do topo da cadeia alimentar”, pois podem alterar a composição das espécies de uma zona interdita ou de qualquer nicho ecológico, assim como provocar sérios danos nos recifes de coral, sendo o caso do coral australiano que pelo final da década de 60 já tinham consumido cerca de 350 km de recife de coral e expandiam-se para o Oceano Pacifico. Podemos dizer por sua vez, que a extinção desta espécie deve-se a algumas causas, como por exemplo: - A utilização de pesticidas e à sua consequente disseminação no meio ambiente, entrando na cadeia alimentar, envenenando os organismos platónicos que servem de alimento para as larvas das estrelas; - “Tritão gigante” (búzio gigante) – o maior predador desta espécie; - Quando se tornam praga na ostricultura e noutras culturas de bivalves, há necessidade de recorrendo a sua remoção manual para evitar prejuízos elevados; - Apanha da estrela-do-mar para fins comerciais - mercado de adornos ou para o mercado da aquariofilia e a sua utilização como material biológico para instituições de ensino.     No Brasil apanhar a espécie Oreaster Reticulatus, é actualmente proibida devido tratar-se de uma espécie em “perigo”.  <br /> <br />Tubarão<br /> <br /> <br /> <br />Conforme estudos, calcula-se que os tubarões existiam há cerca de 450 Milhões de anos sem grandes alterações em sua morfologia, permitindo um bom nível de adaptação e evolução. Esta espécie ocupou vários nichos Ecológicos desde os mares tropicais aos oceanos Árctico e Antárctico. São conhecidas cerca de 400 espécies em todo o planeta em que os tamanhos podem variar entre os 0,10m e os 18m de comprimento. Os tubarões têm a sua pele protegida por escamas placóides, com denticules dérmicos, apresentando desta forma uma pele muito áspera. Têm um olfacto muito apurado, o que permite-lhes identificar substâncias diluídas na água, como por exemplo são capazes de aperceberem-se de uma gota de sangue a 300 m de distância em pleno oceano, designados por narizes nadadores. Tem uma grande sensibilidade às vibrações, conseguindo aperceber-se do som de um peixe a uma distância de 250 a 600 m. Esta espécie alimenta-se de plâncton, pequenos peixes, grandes peixes (foca), desde pequenos crustáceos como caranguejos e lagosta, lulas cardumes de peixes, moluscos do fundo do mar, e até pássaros marinhos. Estes são muito importantes no ecossistema marítimo porque comem os peixes velhos e doentes contribuindo assim para um oceano limpo. Metades das espécies de tubarões que existiam nos oceanos desapareceram em pouco mais de três décadas. Para este desaparecimento podemos apontar algumas causas, como por exemplo: - Pesca para lhes tirarem as barbatanas, que são vendidas a preços exorbitantes. Estas têm propriedades medicinais para a cura de diversos males, propriedades afrodisíacas, etc. Após terem serem cortadas, os pescadores voltam a lançar o tubarão ao mar, acabando por morrer asfixiado. As barbatanas chegam a atingir 200€/kg. Por ano são pescados em média 75 milhões de tubarões. Não admira desta forma que esta espécie se encontre em perigo de extinção. Desta forma podemos dizer que, os “animais em vias de extinção”, deve-se em grande parte ao homem directamente ou indirectamente. O único inimigo do homem é ele próprio. É o único animal existente á face da terra capaz de destruir em segundos o que levou séculos a construir. Para o seu bem-estar e conforto utiliza todos e quaisquer recursos sem avaliar as consequências. A distribuição de florestas, a utilização de pesticidas, a extracção e uso de combustíveis não só contribui para a distribuição da camada de Ozono prejudicando o efeito de estufa, alterando assim o aquecimento global, como também destrói o habitat de inúmeras espécies de animais e como se não bastasse, ainda pratica a caça furtiva. São estes factores de preocupação a nível mundial. A maioria dos países, juntamente com as instruções de protecção á Naturezas e ao ambiente, luta para o fim a esta catástrofe, apesar do Japão e da Noruega, tentarem anular a caça á baleia. A catástrofe é inevitável, se não nos unirmos contra estas barbaridades, pois a boa vontade da maioria do planeta não é suficiente. Inúmeras espécies já foram extintas e se não pensarmos neste caso muitas mais espécies virão a ser extintas.                       <br />Bibliografia<br />http://animaisdomundo.com.sapo.pt/america.htmlhttp://www.vagueira.com/animais.htmlhttp://aquariovgama.marinha.pt/AVGama/Site/PT/ProfsAlunos/factos_animais_curiosos/Repteis/tartarugas_marinhas.htm http://www.naturlink.pt/canais/Artigo.asp?iArtigo=18264&iLingua=1 http://www.naturlink.pt/canais/Artigo.asp?iArtigo=18264&iLingua=1 http://arcadenoe.sapo.pt/artigo/tartarugas_caracteristicas_e_doencas/162http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20080817124418AA3T4aE<br />Trabalho realizado por:<br />André Brito nº 1<br />João Lopes nº 12<br />Miguel Fontes nº 14<br />Paulo Montrond nº 15<br />

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