MANUAL DA LEVEZA
VISITA DE MÉDICO AO CHACRA RAIZ

VITORINO DE SOUSA
Antes de enviar a versão final deste texto para a editora a fim de ser impresso, gostaria de fazer
alguns agradecimentos.
...
A justiça divina, ou karma, é apropriada à intensidade e à natureza de todos os nossos actos físicos,
palavras e pensament...
ALGUNS ESCLARECIMENTOS

Ponto 1.
O conteúdo deste livro sobre cura energética visa, é claro, a ascensão. Por isso se chama...
Ponto 6.
Escolhi o chacra raiz, não só por ser o primeiro, mas também porque não se pode fazer uma sandes
decente sem disp...
INTRODUÇÃO

Embora, geralmente, te consideres como um complexo biológico funcionando exclusivamente com base
em reacções b...
Pode dizer-se que os chacras são antenas que te sintonizam com o teu mundo exterior, com a Natureza
e com o Universo, atra...
Se estes procedimentos se limitarem a aliviar a dor, já é bem bom... e não tiveste que ir ao hospital,
ou ao médico, gasta...
Se reparares, paira no ar a sensação desagradável de que muitas pessoas, especialmente as mais idosas, pensam mais ou meno...
tência. Portanto, experimenta considerar o que ocorre no teu corpo físico como sendo o reflexo materializado (somatização)...
Portanto, a grande armadilha do eu-ego é:

Procura, mas não encontres!
O que é a cura senão o reconhecimento de tudo aquil...
Por conseguinte, deixa OQNTN em paz, sabendo que lhe dás uma grande alegria, sempre que lhe demonstras que sabes cuidar do...
A vida, porém, também não te castiga; a vida somente te devolve, exactamente, o que semeaste. Portanto, o teu eu-ego preci...
Pouco importa se acreditas que esse esquecimento foi o que originou a descida da alma à matéria.
O que importa é que a tua...
Usando uma analogia, digamos que o corpo físico está para a totalidade energética do ser humano, tal
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Estou a falar-te da chamada auto-imagem – isso que tu pensas que és.
E aquilo que tu pensas que és, aquilo que tu pensas q...
8ª dimensão – Este é o plano da mente grupal, onde entrarás em contacto com o que tens de mais sublime.
Caracteriza-se pel...
Perante este desabafo, decerto justificável para ti, resposta do eco decerto não será:

Ah! como eu amo aquele irmão!
Tu s...
situação, se tentamos ligá-lo a ideias, condições, ou exigências, ele nos abandona e reaparece, transformado em
dor, para ...
Todavia, assistir ao rol de desgraças que sadicamente preenche os noticiários televisivos, poderá ser
uma excelente oportu...
Como te disse, nada pode impedir-te de mergulhar nas tuas condições interiores para redescobrires a
tua verdadeira naturez...
no passado. Tudo isso precisa de ser resgatado - não através do sofrimento - mas metamorfoseando,
fazendo diferente, compe...
Quando se ouve alguém dizer a outra pessoa: «Amo-te», o que, frequentemente, quer dizer é: «Tenho medo e
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Muitas destas carências afectivas tu sente-las no corpo, é verdade, mas tu não és um corpo. Tens um
corpo (com necessidade...
Como já te disse, perdoar a alguém implica não considerar, não ver, a atitude que gerou o conflito,
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•

Se te separaste recentemente de alguém com quem mantiveste uma relação especial, o melhor
que tens a fazer é: guardar e...
Depois, no dia seguinte, antes de saíres de casa, olha para o espelho: terás tu uma expressão diferente?
No entanto, conti...
Como já deves ter reparado, só te apercebes da presença do ar, quando ele está cheio de poluição, ou há nevoeiro. Ora, o c...
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Manual Leveza

  1. 1. MANUAL DA LEVEZA VISITA DE MÉDICO AO CHACRA RAIZ VITORINO DE SOUSA
  2. 2. Antes de enviar a versão final deste texto para a editora a fim de ser impresso, gostaria de fazer alguns agradecimentos. No plano supra-físico: • Ao meu Instrutor Interno por, ao longo dos anos, me ter conduzido - muito sorrateiramente - para onde era mais conveniente. No princípio não percebi; hoje, porém, reconheço que, sem essa orientação, jamais poderia ter escrito o que escrevi. No plano tridimensional: • A André Louro de Almeida, pois o título que me sugeriu fez com que esta obra se tornasse um MANUAL e aproximasse bastante mais da LEVEZA - o que muito é conveniente! Agradeço-lhe, ainda, a concepção gráfica da capa... assim como tudo o que me tem chegado por seu intermédio. • A Lucília e Armando Almeida, pela revisão do texto, por se terem disponibilizado para o publicar... e pela amizade e carinho que me dispensam. Sem a intervenção destas várias entidades, operando em vários níveis, tu, leitor, jamais estarias a ler este livro. Vitorino de Sousa Cascais, 5 de Junho de 2002 2
  3. 3. A justiça divina, ou karma, é apropriada à intensidade e à natureza de todos os nossos actos físicos, palavras e pensamentos. A consequência de um acto físico será sentida principalmente no corpo físico, más palavras trarão também más palavras dirigidas a nós e pensamentos ruins repercutirão em nosso corpo mental. Se alguém achar estranho que possa haver karma relacionado aos pensamentos, basta recordar quantas vezes se sentiu perturbado, triste, desanimado, deprimido, com medo e, outras vezes, também o oposto desses estados mentais. Esses sentimentos são invariavelmente resultados do karma mental. O papel da mente na geração do karma é o primeiro ensinamento apresentado no livro sagrado dos budistas, o Dhammapada. Todas as coisas são precedidas pela mente, guiadas pela mente e criadas pela mente. Tudo o que somos hoje é o resultado do que temos pensado. O que pensamos hoje é o que seremos amanhã; nossa vida é uma criação da nossa mente. Se um homem fala, ou age com uma mente impura, o sofrimento o acompanha tão de perto como a roda segue a pata do boi que puxa o carro. Se um homem fala, ou age com a mente pura, a felicidade o acompanha como sua sombra inseparável. Raul Branco, OS ENSINAMENTOS DE JESUS E A TRADIÇÃO ESOTÉRICA CRISTÃ. Pensamento, S. Paulo, Brasil, pp.158. 3
  4. 4. ALGUNS ESCLARECIMENTOS Ponto 1. O conteúdo deste livro sobre cura energética visa, é claro, a ascensão. Por isso se chama MANUAL DA LEVEZA. O processo de ascensão planetário em curso está ( ...) relacionado com a substância do planeta Terra que irá subir uma dimensão. Todas as consciências encarnadas neste universo temporal têm como única função a elevação da substância, nos seus diferentes patamares, a um estado imaculado. Compete-lhes, por isso mesmo, trabalhar a substância dos seus corpos para que um dia a possam entregar, devidamente refinada, nos braços doces do aspecto feminino do Universo. (...) Quando encarnaram neste Universo, foi-vos passado para as mãos o barro em bruto e foi-vos dito: “Trabalha-o com o Fogo do teu Espírito”. (...) Esta é a razão de ser da vossa existência dentro deste Universo Temporal. Nada mais vos é pedido que a transubstanciação desse barro, cumprindo-se a vossa Tarefa Maior: o retorno da substância ao centro que lhe deu expressão.1 Mas, como não há ascensão sem autotransformação, também poderia chamar-se METAMORFOSES. Ponto 2. O subtítulo deste livro é VISITA DE MÉDICO AO CHACRA RAIZ, porque nele se apresenta uma “breve passagem” pela questão da cura do medo. Assim, para que a visita de médico passe a disponibilidade total, aqui te deixo estas páginas para que, cada vez menos, recorras ao médico - o que, aliás, está perfeitamente ao teu alcance. Ponto 3. Nas páginas seguintes, não encontrarás a palavra dever,2 porque ninguém deve nada a ninguém, nem deves fazer seja o que for; quanto muito, podes fazer, ou convém que faças. Ponto 4. Este texto, assim como a minha existência, já foram devidamente agradecidos ao meu Grande Amigo. Mas, por via das dúvidas, repito: obrigado por já teres solucionado todos os problemas que parece que tenho; obrigado por já teres respondido, ainda antes de eu ter perguntado.3 Ponto 5. O propósito deste texto é analisar o centro energético designado por chacra raiz. Mas, também se fala de meditação, de astrologia e dos outros grandes chacras. Tudo está ligado, porque tudo é a Unidade. 1 - REFLEXÕES PARA OS TEMPOS DE HOJE. Consulta as Notas finais. 2 - Excepto nas citações apresentadas, de outros autores. 3 - Está-se mesmo a ver que tenho AMIZADE COM DEUS! 4
  5. 5. Ponto 6. Escolhi o chacra raiz, não só por ser o primeiro, mas também porque não se pode fazer uma sandes decente sem dispor de um pão de qualidade. Ora, o estado em que está o teu chacra raiz é o pão de que dispões para fazeres, da tua vida, a tua tosta mista particular! Ponto 7. Como já percebeste, optei por tratar-te por tu. Como te considero meu irmão e minha irmã, não vejo razão para estarmos aqui com cerimónias, que só servem para aumentar o senso de separação. Ponto 8. Não me julgues mal se, aqui, ou ali, te parecer que estou a falar de cátedra. Imensas vezes, ao escrever tu, senti vibrar as minhas cordas mais profundas, porque, o que há de mais perturbador nestas páginas, provém da minha experiência pessoal e da observação da minha própria forma de ser humano. Ao escrever tu, identifiquei-me com o eu, porque eu não sou diferente de ti. Mas, afinal, o que é eu e tu, se todos somos a Unidade? Ponto 9. Como não sou filiado, ou seguidor, de qualquer religião instituída, evitei chamar Deus, Fonte, Uno, Alá, Jeová, Criador, Supremo Arquitecto, Pai, etc, à divindade suprema. Todos os grandes mestres e grandes sacerdotes de todas as grandes filosofias e religiões sustentam que se trata de O Que Não Tem Nome. Por isso mesmo, ao longo destas páginas, “isso” será referido como OQNTN. Ponto 10. Ponto. Perdão, pronto. Continuemos. 5
  6. 6. INTRODUÇÃO Embora, geralmente, te consideres como um complexo biológico funcionando exclusivamente com base em reacções bioquímicas, tu és, de facto, um complexo energético que depende da captação e da transmutação da energia (Prana, Chi, Ki, Axé, Orgon, etc.). E, assim, hás-de considerar-te sob pena de não compreenderes profundamente como funcionas. Provavelmente, consideras como única realidade o mundo material e, por consequência, o corpo físico, porque a matéria é a única frequência vibratória que os teus sentidos físicos são capazes de perceber. A verdade, porém, é que, rodeando e interpenetrando o corpo físico, existe uma variedade enorme de estruturas e movimentos energéticos. É a chamada aura. Sem contar com o corpo físico, tu és uma criatura composta, essencialmente, por três elementos: 1) Os corpos subtis, ou energéticos: etérico, emocional, mental, e espiritual; 2) Os chacras, ou centros energéticos; 3) Os nadis, ou meridianos. Como os nadis, ou meridianos, são canais de energia, é claro que possuis um sistema energético nos planos subtis (circulação da energia), à semelhança do que ocorre com o sistema circulatório (circulação do sangue), no plano físico. Os chacras são bombas, ou válvulas de energia que recebem, transformam e distribuem as diferentes frequências da Energia Global, distribuindo-as depois pelos diversos componentes do corpo físico e pelos corpos subtis, a fim de os alimentar, conservar e desenvolver. Assim, o teu grau de autoconsciência depende das frequências energéticas que consegues assimilar. A palavra chakra é um termo sânscrito (antigo idioma hindu) que significa roda, ou disco, pois quem possui clarividência vê-os dessa forma. São centros energéticos que organizam e se relacionam com os níveis fundamentais do funcionamento humano, essencialmente o físico/etérico, o emocional e o mental. Embora os textos antigos falem de cerca de 80.000 chacras - a maioria dos quais são minúsculos –, apenas 7 são considerados fundamentais, nesta fase do desenvolvimento da humanidade terrestre; dos restantes, tidos por secundários, os mais significativos encontram-se junto do baço, na nuca, nas palmas das mãos e na planta dos pés. O investimento que fazes no teu próprio desenvolvimento, assim como o empenho com que te entregas ao processo de autoconhecimento, a fim de reconheceres a Luz que és - e sempre foste - depende, sobretudo, da noção que guardas dos diversos planos da tua consciência. Ora, a amplitude desses diversos planos da consciência depende directamente dos chacras... e das suas respectivas taxas de bloqueio, as quais equivalem, evidentemente, ao teu grau de desequilíbrio, tensão, medo, memórias reprimidas, etc. Portanto, quanto mais estiveres consciente de quem és, de como é a tua programação mental e de como funcionas, isto é, quanto maior for o teu autoconhecimento, mais os chacras estarão abertos e activos; por sua vez, quanto mais forte e harmónico for o funcionamento deles, mais facilmente desenvolves essa autoconsciência. Há, assim, um círculo permanente de influências recíprocas, que se intensificará a partir do momento em que decidires enveredar pelo saneamento global das tuas aflições. 6
  7. 7. Pode dizer-se que os chacras são antenas que te sintonizam com o teu mundo exterior, com a Natureza e com o Universo, através da captação das vibrações ambientais correspondentes à sua própria frequência de vibração. Estas vibrações ambientais poderão ser positivas e negativas; tudo depende se, internamente, te sentes bem, ou mal, ou se, externamente, convives com pessoas e ambientes leves, ou pesados. Assim, quando estás em equilíbrio, sintonizas e captas as altas frequências de energia que irão alimentar sadiamente o teu ser; ao invés, quando estás em depressão, sintonizas e captas as frequências inferiores que irão perpetuar o teu mal-estar. A solução é, pois, elevar, internamente, o nível energético, repondo a frequência correcta (vibração/cor) de cada chacra. Ao beneficiares do funcionamento harmonioso dos teus centros energéticos, emites mensagens e vibrações curadoras que vão interferir positivamente e beneficiar todos os seres vivos - vegetais, animais e humanos - que te rodeiam. Portanto, se conheceres as significações destes órgãos fundamentais e souberes trabalhar com eles, disporás de algumas das ferramentas mais importantes para o autoconhecimento. Pouco a pouco, irás descobrindo potencialidades latentes e - mais importante ainda - metamorfosearás as condições e a forma como vives esta existência, para que a LEVEZA adquirida facilite a ascensão da tua consciência. Partir, todos acabaremos por partir; mas podemos desencarnar saudavelmente!4 Certamente, já ouviste falar em Consciência Cósmica. Portanto, se Universo é sinónimo de Consciência e se tu és um ser com um determinado grau de consciência, é evidente que tu és um pedacinho, um prolongamento, uma extensão (como queiras), dessa Consciência, dessa Mente cósmica. Similarmente, também já ouviste falar de energia. Ora, a Consciência, tal como o Universo, é energia. Portanto, independentemente da confusão, ou da surpresa que isto possa causar na tua mente, tu és uma Consciência, um ser de energia. Em última análise, o teu corpo físico é luz cristalizada! E os outros corpos, para além do corpo físico, também são energia. A diferença é que a vibração específica de cada um deles é mais subtil do que a vibração da matéria física. É, por isso, que a visão comum não os detecta. Por conseguinte, sendo tu um ser de energia, haverás de reconhecer que uma força vital actua em ti através de uma variada gama de frequências vibratórias. Um detalhe interessante é que algumas dessas frequências vibratórias são dirigidas pela tua própria mente! Assim, em nome da tua saúde e do teu bem-estar, procura lembrar-te sempre que A energia respeita a direcção do pensamento. Dado que, assim como pensares, assim se comportará a energia, a tua vida é, em grande parte, o resultado dos teus pensamentos. Ora, como estás sempre a pensar, trata de pensar positivamente e de fazer as escolhas que te aproximem da Luz, pois essa é a melhor maneira de usares o teu livre-arbítrio. Como costuma dizer-se, assim como semeares, assim colherás. Se, por qualquer razão, a mente bloquear a livre circulação energética - seja porque te permites viver prolongadamente uma situação frustrante, seja porque insistes em alimentar inibições, etc., é certo que, mais cedo, ou mais tarde, irás lidar com algum tipo de sintoma, dor, doença, ou incapacidade. Portanto, qualquer desconforto físico, mental, ou emocional assenta num bloqueio energético criado, consciente ou inconscientemente, pela mente. Qualquer sintoma físico resulta de algum engarrafamento energético, que sentes sob a forma de uma sensação desagradável. Se descongestionares a circulação é bem provável que, na esmagadora maioria dos casos, a dor venha a desaparecer. Como podes fazer isso? • • • Tomando consciência do que é ineficaz no teu comportamento; Enviando, mentalmente, outro tipo de energia para o local afectado; Canalizando energia através dos dois pequenos chacras das palmas das mãos. 4 - Como vês, evito o termo morrer! 7
  8. 8. Se estes procedimentos se limitarem a aliviar a dor, já é bem bom... e não tiveste que ir ao hospital, ou ao médico, gastar tempo e dinheiro. Todavia, os sintomas podem não desaparecer definitivamente. O tratamento por canalização de energia, por vezes, é insuficiente para cortar a raiz do que provoca a dor: remove o desconforto, sim, mas a sua causa poderá permanecer intocável por não estar no ponto do teu corpo físico onde tu o sentes. Ora, se, usando a mente ineficazmente (sem teres consciência disso, claro!), levas a energia a produzir resultados indesejáveis... então também podes ganhar consciência do processo e passar a produzir resultados desejáveis. Queres um exemplo daquilo a que eu chamo usar a mente incorrectamente? Imagina, pois, que esperavas ter uma nota positiva no exame da última cadeira do curso... mas o malvado do professor – mui injustamente, é bom de ver, brindou-te com uma negativa. Perante tal tão infame injustiça, a tua mente vai desenvolver uma série de pensamentos pouco lisonjeiros para o professor, os quais acabarão por desencadear raiva e ódio dentro de ti... o que não é nada recomendável. Este episódio deixar-te-á, pelo menos, bastante mal disposto. Não quer dizer que adoeças por causa disto, mas o teu bem-estar e a tua harmonia, certamente, desapareceram, porque a tua mente desatou a gerar emoções altamente corrosivas. Se, perante este quadro, te decidires por • • • Tomar consciência do que foi ineficaz no teu comportamento;5 Enviar, mentalmente, outro tipo de energia para o local afectado;6 Canalizar energia através dos dois pequenos chacras das palmas das mãos.7 isso ajudar-te-á a regressar à harmonia do Amor... essa elevada vibração que, sob o efeito do ódio, te parece tão difícil de experimentar. Agora: por que razão a harmonia parece ser tão esquiva, tão difícil de experimentar? Porque, quando o eu-ego8 está no comando - o que, num ser comum, acontece em 99% do tempo de vigília - não podes evitar a presença do medo, essa fonte inesgotável do ódio, da raiva e de todas as outras emoções corrosivas, venenosas e letais. O medo é o oposto polar da harmonia - a filha dilecta do Amor. Certa vez, há mais de 2000 anos, alguém veio à Terra dizer-nos que não se pode servir a estes dois amos ao mesmo tempo. Como a nossa ignorância, então, não tinha limites, não só fomos incapazes de fazer a escolha correcta, como acabámos por pregá-lo numa cruz.9 Deus não é o autor do medo. Tu és. Escolheste criar de modo diferente Dele e fizeste, portanto, o medo para ti mesmo. Não estás em paz, porque não estás a cumprir a tua missão. Deus deu-te uma função muito sublime que tu não estás a encontrar. O teu ego escolheu sentir medo ao invés de a encontrar. Quando despertares, não serás capaz de compreender isso, porque isso é literalmente inacreditável. Não acredites no inacreditável agora. Qualquer tentativa de aumentar a sua credibilidade meramente adia o inevitável. A palavra “inevitável” é amedrontadora para o ego, mas alegre para o Espírito. Deus é inevitável e tu não podes evitá-Lo, assim como Ele não pode evitar-te.10 Tu tens medo de imensas coisas; umas vezes tens noção disso, outras vezes não. Em casos extremos, até tens medo de seres curado! 5 - Se calhar a nota negativa não foi tão injusta assim; se foi, reage. Mas acalma-te primeiro! 6 - Fecha os olhos e visualiza uma esfera de luz amarelo-dourado sobre o estômago. 7 - Apoia a mão direita sobre o estômago e imagina que a luz amarelo-dourado sai da palma da tua mão. 8 - Aquilo que tu não és, mas julgas ser; a parte de ti que está mais afastada da Luz. 9 - É caso para perguntar: será que, desde então até ao presente, desbastámos consideravelmente essa ignorância? 10 - UM CURSO EM MILAGRES. Consulta as Notas finais. 8
  9. 9. Se reparares, paira no ar a sensação desagradável de que muitas pessoas, especialmente as mais idosas, pensam mais ou menos assim: Se eu me curar, onde irei encontrar outra razão para viver? Quem me dará a atenção que agora recebo por estar doente? Decerto concordas que, perante um quadro desta natureza, onde a dor e o sofrimento são considerados como “razões para viver”, não há política de saúde que resista. O teu ser estará pronto para ser curado quando a tua mente chegar à conclusão que a dor e o sofrimento não têm qualquer utilidade... excepto a de te levar a reconhecer que algo não vai bem na tua forma de pensar e agir. Se te dispuseres a reconhecer o aviso que o desconforto te envia e, consequentemente, te empenhares em mudar de atitude, tens fortes probabilidades de que o equilíbrio se restabeleça dentro de ti. Mas, se calhar, a tua mente ainda te sussurra que o teu desconforto decorre do insustentável comportamento das outras pessoas. Queres um exemplo disto? Imagina então que, de repente, ficas verde de raiva e vermelho de frustração porque o Governo aumentou o preço da gasolina. E justificas a tua raiva e frustração asseverando que a tua boa disposição ter-se-ia mantido se o aumento não tivesse sido implementado. A verdade, porém, é que permites que a tua boa disposição dependa do preço da gasolina, que, por sua vez, depende das decisões do Governo, isto é, a tua boa disposição depende das decisões do Governo! Se tu fosses da raça judia e vivesses na Alemanha nazi ainda poderia compreender, agora assim... é um pouco absurdo, não? Reconhece, de uma vez por todas, que as raízes dos teus problemas não estão enterradas no chão das criaturas que te rodeiam, e de quem tu gostas, mais, ou menos. Voltando ao exemplo da gasolina, o que te incendiou, não foi o aumento do combustível, mas sim as emoções que se geraram dentro de ti em função da forma como reagiste ao dito aumento. E, para cúmulo da irritação, o teu vizinho do lado, perante o mesmíssimo aumento, ficou imperturbável! Em vez de te servir de exemplo, a serenidade dele ainda te irrita mais! Esta distinção entre o teu comportamento (inadequado) e o do teu vizinho (adequado)11, prova que a questão não é o que te acontece, mas sim a forma como reages ao que te acontece. Portanto, reconhece que a parcela inadequada da tua mentalidade que reagiu inadequadamente, pode ser metamorfoseada - tal como tal todas as outras “inadequações” - para que a LEVEZA adquirida facilite a ascensão da tua consciência. Assim, antes de mais nada, começa por considerar que, se calhar, é mesmo verdade que A origem do que te perturba está dentro de ti. *** Sempre que algum dos teus órgãos, glândulas, músculos, nervos, etc, se desarmoniza ao ponto de acreditares que estás doente, tal não quer dizer que essa parte do corpo, por si só, tenha adoecido. A verdade é que, como já te disse, o sintoma surge para te demonstrar que algo não está bem. Não está bem, onde? Na tua programação mental, ou seja, nas ideias que tens acerca de quem tu És e do que és capaz, donde resulta a forma como escolhes agora e como tens vindo a escolher ao longo do tempo. Ora, é precisamente a forma como escolhes e como tens vindo a escolher que, inevitavelmente, gera as tuas emoções, as quais interferem e condicionam, positiva ou negativamente, o desenrolar da tua exis- 11 - Repara que não uso os termos certo e errado! 9
  10. 10. tência. Portanto, experimenta considerar o que ocorre no teu corpo físico como sendo o reflexo materializado (somatização) da forma como a tua mente está organizada e funciona. Além de outras vantagens, a prática continuada desta estratégia proporcionar-te-á um grau cada vez mais elevado de autoconhecimento. A meu ver, o tão propalado caminho espiritual resume-se a encontrar a resposta para a seguinte pergunta: Por que a minha mente não me vê como um Eu-espírito? Quando te propuseres a estudar e a aprofundar a relação entre o Espírito, a alma e os três corpos do veículo que serve para permaneceres encarnado na Terra, começarás a derrubar as barreiras que te impedem de reencontrar o Amor – que é a tua verdadeira essência. Dito de outra maneira: pouco a pouco, voltarás a perceber que, na essência, a matriz do teu ser, por ser imaculada, não pode adoecer! A projecção corrompida dessa matriz perfeita - o teu corpo - acaba por adoecer aqui, porque não te dás conta de como a tua mente se corrompeu, à força de tanto ser mal usada! E, enquanto não te deres conta, não poderás começar a metamorfosear a situação, para que a LEVEZA adquirida facilite a ascensão da tua consciência. A cura não está fora; está - e sempre esteve - dentro de ti, porque, enquanto Espírito, enquanto matriz perfeita, obviamente, não podes adoecer. O problema é que continuas a pensar que és um corpo a passar por experiência espiritual, em vez de reconheceres que és um Eu-espírito12 a manifestar a sua natureza divina dentro de um corpo adequado à terceira dimensão! A grande dificuldade é que aquilo que o teu eu-ego terreno julga que é, impede que aquilo que és na realidade se manifeste plenamente. O teu eu-ego não pode impedir-te de seres uma pinga de OQNTN; isso não é matéria sobre a qual possas aplicar o teu livre-arbítrio. Podes, contudo, adiar a plena manifestação dessa verdade. Tal escolha, porém, não é pecado13, nem tens a culpa de assim teres vindo a escolher. Mas essa escolha tem consequências. A mais absurda de todas é que nunca mais entras para o grupo daqueles que da lei da morte se vão libertando!14 A doença - qualquer doença - é, apenas, a evidência de quão longe estás de reconhecer que és a energia sublime de OQNTN a tentar lembrar-se que é a energia sublime de OQNTN. Assim sendo, a cura não se manifesta enquanto mantiveres o teu Médico Interno no calabouço bafiento da tua mente errática e incerta, duvidosa e ignorante. Quando decidires dares-te ao trabalho de te saneares mentalmente, a cura não tem outro remédio senão manifestar-se. Então, se é a mente que adoece, então é a mente que tem de ser curada. Dirigir a energia, exclusivamente, sob a forma de atenção e investimento, para outro tipo de solução, pode redundar em perda de tempo. Dito de outra forma: se te limitas a ir ao médico perguntar o que se passa no teu corpo, sem considerares o que se passa na tua mente, poderás estar a arriscar a tua verdadeira cura. Se queres que seja pura a água do rio, que passa à tua porta, convém que a nascente dele esteja descontaminada. Passares a vida a descontaminar a água suja que passa à tua porta, sem te preocupares com a contaminação da nascente, esgota-te e acabará por te matar. Eliminando o desequilíbrio na origem, poderás compreender-te muito mais profundamente. No final, trata-se apenas de uma questão de saber escolher! 12 - Entende Eu-espírito como sinónimo de mónada. 13 - Segundo UM CURSO EM MILAGRES: O pecado não existe. Concordo inteiramente. Portanto, a partir de agora, procura ter isto em consideração sempre que leres a palavra pecado ou qualquer tempo do verbo pecar. 14 - Citação de uma passagem de OS LUSÍADAS, de Luís de Camões. 10
  11. 11. Portanto, a grande armadilha do eu-ego é: Procura, mas não encontres! O que é a cura senão o reconhecimento de tudo aquilo que se interpõe no caminho do conhecimento? E de que outra forma pode alguém desfazer ilusões, a não ser olhando directamente para elas, sem as proteger? Não temas, portanto, pois estarás a olhar para a fonte do medo e estás a começar a aprender que o medo não é real. (...) Não tenhas medo, portanto, de olhar para o medo, pois ele não pode ser visto. A claridade desfaz a confusão por definição e olhar para a escuridão através da luz não pode deixar de a dissipar.15 Felizmente, cada vez é maior o número de pessoas que estão a despertar para o facto de que as disfunções no corpo físico são o reflexo do que a mente desequilibrou. A Organização Mundial de Saúde, também. As tensões no corpo físico (dores, mazelas, fracturas, etc.) limitam-se, por conseguinte, a espelhar o desalinhamento do eu inferior. Se eliminares estas tensões através da sua consciencialização e da consequente correcção da postura, os sintomas físicos tendem a desaparecer. Nunca é demais repetir que, embora pareça inacreditável, a harmonia é o teu estado natural. Experimentarás esta verdade se passares a considerar-te um ser espiritual e não como um agregado de carne, órgãos e ossos extraordinariamente bem organizado. A harmonia é o teu estado natural, porque a tua essência tem a natureza do Amor. Sendo tu uma sonda de OQNTN, não poderia deixar de ser assim. Todavia, como a tua alma está, agora, aqui na Terra, presa dentro de um corpo físico, terás de aprender a considerar e a lidar com tudo o que isso implica. Mas, olharás para ti, e para os outros, através da essência espiritual? Duvido. Por isso te parece que estás separado do teu irmão e, é claro, a ambos parece que estão separados do OQNTN. Assim é, porque a tua mente inferior não te deixa perceber a verdadeira origem do ser humano, nem relembrar por que regressaste a este planeta. Mas, não te condenes nem sintas vergonha, porque isso faz parte do jogo que, noutra dimensão, concordaste em participar. A personalidade, inicialmente, serviu como os «olhos e os ouvidos» do ESPÍRITO sobre este planeta. Mas, há muitíssimo tempo, quando decidiram brincar ao jogo da separação, a personalidade assumiu uma identidade separada do ESPÍRITO. Então, vocês moldaram um ego externo que assumisse o papel do ESPÍRITO e determinasse o que era real, e o que fazer tendo por base essa percepção de «real». Então, para que o eu-ego se mantivesse inconsciente da separação do ESPÍRITO (a chamada «queda do homem»), resolveram depositar uma energia muito especial na estrutura genética da espécie humana. Trata-se da vibração da vergonha, a qual opera de forma diferente em cada pessoa: uns sentem-se como «anjos caídos», outros como se tivessem sido apanhados a cometer uma terrível ofensa, outros, ainda, como se estivessem sujos e enlameados. Porém, todos fazem grandes esforços para evitar este sentimento de não serem merecedores.16 Com base nisto, é muito natural que reclames: Eu não pedi para nascer! É comum ouvir isto. Mas é uma grande manifestação de ignorância. A saúde não se alcança, nem se conquista; recupera-se. Não vale a pena perderes tempo a pedir a OQNTN que te dê saúde,17 porque já recebeste o que tinhas a receber. E evita fazer chantagem prometendo-Lhe que - se ficares curado - vais a Fátima ao pé-coxinho, ou fazes o caminho de Santiago às cambalhotas, ou rezas 3.967 terços ajoelhado sobre grãos de milho, ou outros disparates do género. Se achas que tens de pedir a cura a alguém, experimenta começar por pedi-la ao teu médico interno, isto é, à parte mais saudável da tua própria mente. Depois, se achares que é caso disso, marca uma consulta com o teu médico habitual. 15 - UM CURSO EM MILAGRES. Consulta as Notas finais. 16 - UM MANUAL PARA A ASCENSÃO. Consulta as Notas finais. 17 - Talvez acrescentes: para levar a minha cruz ao calvário! 11
  12. 12. Por conseguinte, deixa OQNTN em paz, sabendo que lhe dás uma grande alegria, sempre que lhe demonstras que sabes cuidar dos assuntos que te dizem respeito. Uma sugestão: decide-te a reparar que já não tens 6 anos, deixa-te de pedinchices e assume a responsabilidade pela tua própria existência. Neste caso, como noutros, é muito arriscado depender de entidades externas, estejam elas encarnadas, ou não. Na origem, o teu ser foi criado perfeito para toda a eternidade.18 Porém, ao desvirtuares essa perfeição para poderes brincar a este jogo da cabra-cega, ficaste preso ao “vale de lágrimas” onde ele ocorre. Portanto, uma vez que tudo faz parte desta brincadeira cósmica, escusas de pedir perdão pelos teus pecados e pelos resultados deles, assim como escusas de pedir a cura das doenças que tu julgas que foram geradas pelos teus pecados e pelos resultados deles. Não há pecados! O que há é experiências bem sucedidas e experiências mal sucedidas; o que há é testes superados e testes não superados... em função das escolhas que fazes. Ora, OQNTN – a matriz do Amor – não julga, nem avalia, nem critica, nem condena o que fazes com a tua natureza divina, isto é, com a tua vibração sublime; em vez disso, OQNTN espera que tu aprendas a criar à Sua imagem e semelhança, isto é, perfeitamente... o que implica que te relembres do que é preciso para seres capaz de escolher sempre perfeitamente!19 Essencialmente, a tua mente é perfeita, tal como, essencialmente, a água do esgoto é pura. Está é suja! Quer isto dizer que há uma parte da tua mente que possui a capacidade de escolher entre o que é hábil e o que é inábil. Todavia, a decisão de fazer uma escolha hábil, ou inábil diz respeito a ti, e não a OQNTN. O eu-ego foi criado através do hábito de escolher mal e em exclusivo benefício próprio. Mas, como sempre que se cria um problema também se cria a solução dele, quando criaste o eu-ego criaste, também, o Tempo e o Espaço... para poderes ter tempo e espaço para aprenderes a escolher! Quando esse trabalho for completado por ti, por mim e por todas as outras pessoas que enxameiam este lindo planeta, o Tempo e o Espaço deixam de ser precisos e, por isso, desaparecerão. Portanto, neste plano, o Tempo e o Espaço existem em função do trabalho que os seres humanos têm para fazer. E qual é esse trabalho? Reciclar aquela parte da psique (ego) que, enquanto te assegura que só ele existe, trata de te convencer que essa ideia mirabolante de estares ligado a OQNTN não tem pés nem cabeça. Como desta estratégia depende a sobrevivência dele, imagina o que tens de enfrentar e vencer! No fundo, porém, não tens de enfrentar e vencer nada; é o próprio eu-ego que te leva a ter a sensação que a tarefa é ciclópica. Fá-lo para ver se tu desistes... o que significa a continuação da sua sobrevivência! Até à data, esta estratégia tem sido imensamente bem sucedida, e poucos são aqueles que conseguiram perceber que, afinal, tudo não passa de uma ilusão; se duvidas, nota quantas vezes a tua natureza imortal já encarnou e desencarnou! Sim, quantas vezes é que o teu eu-ego já te matou? Cada vez que voltas à Terra, voltas para relembrar que não tens necessidade de voltar. Contudo, quantas vezes já voltaste? O teu sofrimento é o fruto dessa inábil escolha primordial, que te leva a dares ouvidos ao eu-ego – isso que te hipnotiza fazendo oscilar as coisas do mundo físico à frente dos olhos, isso que não te deixa sentir o Amor que há para ser sentido, isso que te convence a fazer imensas coisas quando, afinal, nada há para fazer, mas, sim, há tudo para ser. OQNTN nunca te castigou, não castiga, nem castigará. Quem te castiga - e de que maneira! -, é o teu próprio receio da punição de OQNTN! E, se não for OQNTN, serão os acontecimentos trágicos na vida na Terra que terão de te castigar, pois dificilmente suportas a ideia de viver sem sofreres qualquer género de punição. 18 - Repara que o conceito de eternidade só faz sentido numa dimensão onde existe a noção de tempo. 19 - Repara que utilizei o termo relembres em vez de aprendas. De facto, espiritualmente, não há nada a aprender; em termos de eu-ego... há tudo a relembrar! 12
  13. 13. A vida, porém, também não te castiga; a vida somente te devolve, exactamente, o que semeaste. Portanto, o teu eu-ego precisa de aprender como se fazem as escolhas adequadas. O teu eu-ego é, evidentemente, uma manifestação do teu eu-espírito, mas possui uma característica particular, própria de todos os eu-ego: desconhece que pertence ao ESPÍRITO.20 Existem duas verdades, ramos da Verdade maior, que muito poderão facilitar-te a vida. • • O pecado não existe. Enquanto filho de OQNTN, não podes errar.21 Para entenderes isto, hás de colocar-te, evidentemente, numa perspectiva espiritual, pois, de outra forma, estas sentenças parecer-te-ão absurdas e sem qualquer sentido. De facto, se não saíres do nível do eu-ego, como podes conceber que não podes errar? Desde este ponto de vista, basta que te lembres do dia de ontem para encontrares uma mão cheia de escolhas impróprias. Por conseguinte, a necessidade de absolvição dos teus pecados, como lhes chamas, torna-se irrelevante se não saneares os padrões mentais que os induziram. Ajoelhar junto do altar para buscar a absolvição dos pecados, abrir a boca, comer uma rodela de farinha, sair todo contente... e continuar a pecar, é um ritual que cria um círculo vicioso que ultraja a Inteligência Cósmica... ou seja, o mais alto padrão que tu és. Os resultados do que decides fazer da tua existência só a ti dizem respeito; só a ti interessam. Só a ti podem interessar, mas não preocupar-te. Interessa-te, mas não te preocupes com eles: ocupa-te deles! Mas, normalmente, não fazes tal. Se duvidas, repara no que acontece sempre que te parece que cometeste algum pecado, sempre que julgas que fizeste algo errado. Nessas ocasiões, repara como os remorsos te martirizam, como os complexos de culpa te corroem e como te apressas a pedir perdão! Pedes perdão, porque receias que alguma punição te caia em cima da cabeça. Mas, como OQNTN é apenas Amor e como perdoar significa não considerar, não ver o pecado, facilmente se deduz que, nas Altas Esferas, não há quem te possa punir.22 O perdão reconhece que aquilo que pensaste que o teu irmão te fez, não ocorreu. Deus não perdoa pecados tornando-os reais; Ele vê que não há pecados. O perdão é a cura da percepção da separação.23 Todavia, as Baixas Esferas por onde os teus corpos veraneiam, estão repletas de entidades cheias de vontade de castigar. Queres exemplo? O teu pai, a tua mãe, o teu marido, a tua esposa, os teus filhos e filhas, o teu professor, o teu chefe.24 A mais poderosa de todas as entidades castigadoras, porém, está dentro de ti, vás lá tu para onde fores - é o medo! Neste mundo, o pai, por vezes, não é punitivo; o filho é que o julga assim. No “outro mundo”, OQNTN nunca é punitivo; o filho é que o julga assim. Portanto, a falha não está no ser que cria, mas no medo de quem foi criado. E esse medo, só quem foi criado pode eliminar. Assim sendo, a única oração que, com, ou sem palavras, convém elevar é: Possa eu reconhecer a minha origem cósmica. 20 - UM MANUAL PARA A ASCENSÃO. Consulta as Notas finais. 21 - Esta é a mensagem básica e essencial de UM CURSO EM MILAGRES. 22 - Tal como não há quem te recompense. No processo de reconhecimento de que és um Eu-espírito não há castigos, nem recompensas; só há expansão da consciência. Quando escolhes adequadamente, a tua consciência expande-se; quando escolhes inadequadamente... é o teu eu-ego que decide o que acontece! 23 - UM CURSO EM MILAGRES. Consulta as Notas finais. 24 - E um ou dois polícias! 13
  14. 14. Pouco importa se acreditas que esse esquecimento foi o que originou a descida da alma à matéria. O que importa é que a tua alma está, agora, na matéria. Portanto, a questão primordial é: como alçarei a minha alma daqui para fora se não largar o lastro da ignorância? Outra vez: tu não és um corpo físico, sequer és um veículo tridimensional composto por um corpo físico/etérico, um corpo emocional e um corpo mental. Não, a tua alma desenvolveu um veículo tridimensional para que possas – finalmente! – reconhecer-te como Eu-espírito. Quando acabares essa tarefa, esse veículo deixará de ser preciso. Quando desencarnares, deixá-lo-ás para trás. Quando desencarnares pela última vez, deixá-lo-ás para trás pela última vez. Tenho cá a impressão de que foi isso mesmo que Jesus fez: depois de percorrer o Caminho, restaurou a verdadeira natureza da sua mente e, só então, a sublime vibração de Cristo pôde baixar sobre ele. No entanto, a vibração crística está presente - e sempre esteve – no altar sagrado do mais profundo plano interno dos seres humanos (no teu também, sabias?). Ali foi guardada para que a Humanidade terrena – fizesse o que fizesse - não pudesse perder o contacto com a matriz da sua sublime capacidade de amar e, portanto, de perdoar. A tão anunciada Segunda Vinda de Cristo à Terra significa, apenas, o reconhecimento dessa verdade pelos seres humanos.25 E a Humanidade bem precisa de aprender as vantagens do perdão.26 O que poderias querer que o perdão não possa dar? Queres paz? O perdão oferece-a. Queres a felicidade, uma mente serena, certeza acerca do teu propósito e um senso de valor e beleza que transcende o mundo? Queres atenção, segurança e o calor da protecção garantida para sempre? Queres uma quietude que não possa ser perturbada, uma gentileza que jamais possa ser ferida, um consolo profundo e duradouro e um descanso tão perfeito que jamais possa ser transtornado? O perdão oferece-te tudo isso, e mais. Ele brilha nos teus olhos quando acordas e dá-te alegria para saudar o dia. Conforta a tua fronte enquanto dormes e repousa sobre as tuas pálpebras para que não tenhas sonhos de medo, ou de mal, malícia e ataque. E, quando acordas de novo, ele oferece-te um 27 outro dia de felicidade e paz. O perdão oferece-te tudo isso, e mais. Como, em essência, somos todos Um e alguns já conseguiram libertar-se, então, todos os outros que integram o Um podem fazer o mesmo. Tu também, sabias? Resta aprender a escolher; Depois, é investir, perseverar... sem criar expectativas! Em suma, é perfeitamente escusado preocupares-te com os resultados das tuas falhas, enquanto a tua mente inferior permanecer adormecida para os conceitos distorcidos que as geraram. E, como te esqueceste de como se escolhe, escolhes inadequadamente. Assim, quando os padrões mentais distorcidos se manifestam, repetes a falha - o que aumenta ainda mais a preocupação com os resultados. E assim sucessivamente, dentro deste círculo vicioso. Para prevenires a repetição, melhor seria que escolhesses livrares-te do peso desses acontecimentos e te concentrasses naquilo que os proporcionou. Decerto passarias a voar acima da turbulência do plano físico, decerto passarias ao lado de muito desconforto, certamente metamorfosearias a tua condição de ser humano. Enfim, viverias muito mais saudavelmente. A LEVEZA assim adquirida facilitar-te-ia a ascensão da tua consciência. *** 25 - Na pagina 68 do Texto de UM CURSO EM MILAGRES, Jesus afirma: A Primeira Vinda de Cristo é apenas um outro nome para a criação, pois Cristo é o Filho de Deus. A Segunda Vinda de Cristo não significa nada mais do que o fim do domínio do ego e a cura da mente. Fui criado, como tu, na primeira e tenho-te chamado para te unires a mim na segunda. 26 - Se duvidas, atenta nos noticiários televisivos. 27 - UM CURSO EM MILAGRES. Consulta as Notas finais. 14
  15. 15. Usando uma analogia, digamos que o corpo físico está para a totalidade energética do ser humano, tal como o papel está para fotografia. Da mesma forma que se quiseres guardar uma foto do teu filho a brincar no jardim, precisas de ter um suporte físico para essa imagem, também precisas que um dos teus campos energéticos seja suficientemente denso para servir de suporte ao que se passa nos outros campos mais subtis. Uma pessoa que saiba ler e interpretar a composição de um campo energético humano, pode identificar, nessa aura, os distúrbios ainda não manifestados. Identifica-os, porque eles já lá estão... embora o teu corpo físico ainda não os sinta. Para que tal aconteça precisas de esperar que esses distúrbios cheguem ao nível mais denso da vibração energética. Antes disso, acharás que estás de boa saúde e, portanto, sem qualquer necessidade de ires ao médico. Os corpos físicos dos seres humanos são entidades milagrosas, com consciência própria, que se auto-regulam de uma forma extraordinária. E tu passas a vida arquitectando a consciência de acordo com as opiniões, tuas e alheias, acerca do teu corpo físico. De facto, através da ressonância, os pensamentos e as emoções que tu manténs acerca de ti mesmo possuem um enorme impacto sobre a consciência do teu corpo: o medo da doença, ou da morte pode, literalmente, programá-lo para que adoeça. Estes processos são responsáveis pela corrupção do ADN (o que, com frequência, gera o cancro) e das condições normalmente atribuídas ao envelhecimento. Escusado será dizer que, ao invés, pensamentos de saúde e de bem-estar programam o corpo físico para que desencadeie os seus próprios mecanismos de cura.28 Provavelmente, já ganhaste o hábito de seleccionar os alimentos necessários ao corpo físico. Mas, talvez, ainda não te tenhas habituado a raciocinar em termos de corpo mental e corpo emocional. Muito ganharias, porém, se desses mais atenção aos nutrientes com que alimentas esses corpos. Todavia, não foste educado nesse sentido. E continuas a não ser.29 O tipo de educação que continua a irradiar da consciência colectiva da sociedade, persiste em considerar apenas o que a visão comum consegue perceber. A verdade, porém, pode ser comparada com um iceberg: cerca de 85% não se vê! Assim, se não consegues enxergar os corpos subtis, tal não significa que eles não existam! Hoje em dia até já podem ser fotografados.30 Portanto, como a mente é a tua arma mais poderosa, passa a prestar mais atenção à forma como está organizada e funciona. Neste sentido: • • Nota que tipo de pensamentos geras mais frequentemente e Repara na forma como os expressas verbalmente. Relembra que, quer queiras quer não, o que pensares, ou desejares, seja negativo ou positivo, para ti, ou para os outros, tem fortíssimas possibilidades de, mais dia menos dia, se tornar realidade. Assim, analisa bem o que desejas para ti, nunca esquecendo que a realização desses desejos depende da forma como te defines e procede daquilo que tu pensas que és. Aceita esta tarefa, pois isso condiciona a criação do teu futuro. Os termos e conceitos que a tua mente escolhe para definir a tua realidade, formam a película onde se imprime o filme da tua existência. Se te interessa a colheita, escolhe bem as sementes que vais usar. Sendo assim, procura vigiar, não só o que entra pelos teus ouvidos, emitido pelas outras pessoas, mas também o que se gera dentro da tua própria mente, pois isso cria a opinião que guardas a teu respeito. 28 - UM MANUAL PARA A ASCENSÃO. Consulta as Notas finais. 29 - Bom, tens aqui alguma informação que poderá ajudar a colmatar essa lacuna! 30 - Daqui a pouco, falaremos sobre o casal Kirlian. 15
  16. 16. Estou a falar-te da chamada auto-imagem – isso que tu pensas que és. E aquilo que tu pensas que és, aquilo que tu pensas que fizeste e sentiste, o nome e a nacionalidade que pensas ter, enfim, toda a história pessoal desta tua existência, é a matéria que constitui o teu eu-ego terreno. Serve para aqui, mas não tem qualquer serventia no plano espiritual, tal como escafandro do escafandrista não tem qualquer serventia quando ele chega à superfície. Ora, se queres emergir para a superfície onde se encontra a verdade espiritual, convém que dispas esse traje, isto é, deixares de te identificar com a tua história pessoal, com o que fizeste, ou deixaste de fazer, com os teus êxitos e fracassos. Essa roupagem é feita com os fotogramas dos episódios que aconteceram aqui. Tudo isso, é claro, poderia ter acontecido não para ganhares recompensas, protagonismo, ou reconhecimento, mas sim para perceberes quem realmente és, para reconheceres onde ancora a tua verdadeira natureza. No fundo, trata-se de uma sequência de imagens, proporcionada pela passagem do tempo, que tu, nesta dimensão, sentes como uma coisa linear. Mas, tal como todas as imagens, não passa de um símbolo que procura definir quem tu És. Em última análise, a auto-imagem é uma definição e, como tal, nada tem de real. Porém, a realidade espiritual - a única que convém que mobilize a tua aspiração - não precisa de palavras, imagens, ou outros símbolos para ser definida. Na Terra, porém, convém que os uses porque é a única forma de apreenderes a realidade espiritual. Porquê? Porque, enquanto te mantiveres no estado de Bela Adormecida, não tens como aceder ao conhecimento directo! A realidade espiritual, no plano que lhe corresponde – e no qual tu realmente vives – não precisa de definições. Nessa dimensão, o teu Eu-espírito simplesmente é: palavras e imagens deixam de ser precisas. Assim, do ponto de vista espiritual, o que gera opiniões diversificadas não pode ser real. E, não sendo real, tem, necessariamente, de ser ilusório. Nota: se várias pessoas têm opiniões diversificadas acerca das qualidades e defeitos do teu eu-ego, então, o teu eu-ego não pode ser real. Todavia, se essas pessoas já tiverem transcendido o estado de Bela Adormecida, estarão despertas o suficiente para já não terem opiniões acerca de como tu és, passando a ter a certeza de quem tu És. Saberão que, aqui na Terra, és um Eu-espírito, uma sonda prospectiva de OQNTN, enviada para reconhecer que, embora estando na 3ª dimensão, não pertences a ela. Sim, o teu Reino não é deste mundo! Para teres uma ideia mais clara sobre as dimensões, aqui te deixo um excerto interessante:31 3ª dimensão - Os corpos físicos existem na 3ª dimensão, baseados na matéria física. 4ª dimensão – Trata-se do plano astral, baseado nas emoções. Estas duas dimensões constituem o que denominamos o Âmbito da Criação Mais Densa. Estas são as dimensões, nas quais se desenrola o jogo da separação; só aqui é possível manter a ilusão do bem e do mal, o sentir-se separado, tanto do ESPÍRITO, como uns dos outros. E os seres humanos tornaram-se peritos nisto! Este jogo da separação foi muito bem sucedido, mas chegou o momento de dar o apito final; é por isso que este planeta está num estado de ascensão. Neste momento, a Terra encontra-se a vibrar na zona superior do plano astral, muito perto da fronteira com a 5ª dimensão, a do Corpo de Luz. Como parte do processo de ascensão, estas duas dimensões mais densas vão ser absorvidas pelas dimensões mais elevadas e deixar de existir. 5ª dimensão – Esta é a dimensão do Corpo de Luz, na qual tu sabes que és um Mestre e um ser multidimensional. Aqui, tornas-te um ser completamente orientado pela espiritualidade. Muitos já vêm desde este ponto para se converterem em Trabalhadores de Luz. 6ª dimensão – Contém as matrizes dos padrões do ADN para todos os tipos de espécies da criação, incluindo as da humanidade. Nela também estão armazenados os idiomas da Luz. Esta dimensão é constituída, essencialmente, por cores e tonalidades. Trata-se da dimensão onde a consciência cria através do pensamento. É um dos «sítios» onde trabalhas durante o sono. Pode ser difícil de compreender, porque não estás num corpo, a menos que escolhas criar um. Quando estás a operar a partir desta dimensão és como um pensamento vivo. Crias através da tua consciência, mas não tens, necessariamente, veículos para ela. 7ª dimensão – Esta é a dimensão da criatividade pura, a da luz pura, a da tonalidade pura, a da geometria pura e a da expressão pura. É um plano de infinita refinação. 31 - UM MANUAL PARA A ASCENSÃO, canalizado para a Terra por Serapis... desde a 11ª dimensão! Consulta as Notas finais. 16
  17. 17. 8ª dimensão – Este é o plano da mente grupal, onde entrarás em contacto com o que tens de mais sublime. Caracteriza-se pela perda do sentido do «eu». Quando viajas, multidimensionalmente, é aqui que tens os maiores problemas para manter a tua consciência unida, dado que és puro «nós», a funcionar com objectivos de grupo. Assim, poderá parecer-te como se tivesses adormecido, ou ficado «em branco». 9ª dimensão – Com base neste esquema que estamos a usar, é o plano da consciência colectiva dos planetas, dos sistemas de estrelas, das galáxias e das dimensões. Também aqui é muito difícil manter a consciência do «eu». Aqui, és tão imenso que tudo é «todos»! Imagina que és a consciência de uma galáxia: tu és cada forma de vida, cada estrela e planeta e cada mente grupal de cada uma das suas espécies! Se visitares esta dimensão será muito difícil manteres-te consciente. 10ª dimensão – Esta é a fonte dos Raios, o lugar daqueles a quem chamamos Elohim. É aqui que a Luz se diferencia. É a origem dos planos da Criação a enviar para os níveis do Âmbito da Criação Intermédia (da 5ª à 9ª dimensão). Aqui, poderás ter um sentido do «eu», embora muito diferente daquele a que estás habituado na Terra. 11ª dimensão – Esta é a dimensão da realização da Luz, quer dizer, o ponto antes da Criação, a de um estado de expectativa delicioso, similar ao instante que precede um espirro, ou um orgasmo. É o âmbito do Ser conhecido como Metatron, dos Arcanjos e do Akáshico Superior para este sistema da Fonte, isto é, os registos akáshicos para os planetas e as galáxias, tal como para a totalidade deste sistema da Fonte. Tu estás num dos muitos sistemas da Fonte; portanto, temos estado a descrever apenas um dos muitos sistemas da Fonte; se fores a outros sistemas, experimentarás coisas distintas. Enquanto Arcanjo, a minha «base» é esta 11ª dimensão. Vimos até vós como mensageiros; aliás, esse é, precisamente, o significado da palavra «Arcanjo». Ser mensageiro é uma das minhas funções, dado que tenho muitas outras: a de Elohim, por exemplo, mas essa não pode ser descrita por palavras. Sim, temos muitos, muitos tipos de tarefas. 12ª dimensão – Esta é dimensão do Ponto Único, na qual a totalidade da consciência se reconhece a si mesma na unicidade completa com Tudo O Que É. Não existe qualquer separação. Se sintonizares este nível, saberás que és completamente uno com Tudo O Que É, com a força criadora. Não voltarás a ser o mesmo porque, desde que tenhas experimentado a Unicidade, jamais poderás continuar a sustentar o mesmo tipo de separação. Portanto, por agora, concentra-te no teu corpo mental. Considera os pensamentos que criam inveja, cepticismo, desconfiança, ódio, raiva, vingança, ciúme e intolerância. Tal como acontece no corpo físico, esses “alimentos” acabam por fermentar dentro do corpo mental, gerando resíduos. O principal de entre todos esses resíduos chama-se agressividade. Bom, e que destino dás a esse tipo de dejectos? Escolhes projectá-los para o exterior agredindo os outros, ou preferes reprimi-los dentro ti, agredindo a ti mesmo? E, acaso tu e eles não são a mesma coisa? Acaso tu e eles não são a Unidade? Então, qual é a diferença? Nas tuas deambulações por este mundo, decerto, já ouviste falar de diarreia mental. É uma expressão que, referindo-se ao corpo mental, usa uma sintomatologia do corpo físico. Mas não é tão disparatada assim, pois só uma mente doente pode sofrer de diarreia, tal como só uns intestinos doentes te levam à casa de banho mais vezes do que seria desejável. Esta expressão também pode ser aplicada no contexto do corpo emocional, quando experimentas um desarranjo ao nível das emoções. Será que as emoções extremas, as geradas pelos tais pensamentos de inveja, cepticismo, desconfiança, ódio, raiva, vingança, ciúme e intolerância - todos filhos do medo! - serão bons alimentos para essa dimensão da consciência a que se dá o nome de corpo emocional? Pergunto-te: costumas digerir facilmente esse tipo de nutrientes, ou acabas por senti-los a azedar dentro de ti, poluindo-te durante dias, senão mesmo durante meses, ou anos? Se sofres desta espécie de indigestão, por que continuas a acolher pensamentos de inveja, cepticismo, desconfiança, ódio, raiva, vingança, ciúme e intolerância? Tratando-se de uma escolha – e assim é - por que preferes que esse lixo mental transforme a tua existência, e a dos outros, num inferno? Sim, o inferno existe, mas a sua localização não é onde tu pensas; é dentro de ti. No entanto, continuas a lamentar-te que não há meio de teres um pouco de paz e tranquilidade. Imagina que sobes ao topo de uma montanha e gritas: Ah! como eu odeio aquele filho duma senhora desavergonhada! 17
  18. 18. Perante este desabafo, decerto justificável para ti, resposta do eco decerto não será: Ah! como eu amo aquele irmão! Tu sabes, mas tendes a esquecer, que a Vida funciona respeitando o princípio do boomerang: o que é projectado, acaba sempre por retornar para quem o projectou. Outra pergunta: De que forma essas emoções perniciosas, corrosivas e letais se reflectem nos teus relacionamentos? Decerto criando imensos problemas. Claro! Considera como, nós, seres humanos, nos temos vindo a relacionar ao longo dos séculos. Serás capaz de negar que os factos tidos como mais importantes da nossa História resultam da inveja, da desconfiança, do ódio, da raiva, da vingança, do ciúme e da intolerância os tais filhos do medo? Mesmo assim, mesmo perante tão lamentável currículo, continuamos a cometer a estupidez de esquecer que o Amor é o melhor antídoto para este feio leque de emoções. Se preferires desdobrar o conceito de Amor em perdão, compreensão, compaixão e tolerância, etc, vai dar no mesmo. Por isso, Só há duas polaridades básicas: o Amor e o medo. Mas, afinal, qual é a utilidade de considerar os dois lados da moeda? Decerto, não te é difícil visualizar o medo como uma vibração de sinal negativo. Ora, qualquer vibração negativa não se elimina através da preocupação por ser negativa; anula-se criando uma carga positiva. Portanto, em vez de te preocupares com o medo, começa por reconhecer os estragos que, ao longo do tempo, ele provoca no teu corpo físico; depois, convoca a vibração do Amor e cria com ele uma carga positiva. Se a tua mente, através dos pensamentos e das acções correspondentes, se habituar a alimentar o Amor, o medo ficará cada vez mais fraquinho, acabará por desfalecer e, mais cedo ou mais tarde, morrerá à mingua. Dito de outra forma: se, do alto da tua montanha, passares a gritar: Ah! como eu amo aquele irmão! Garanto-te que a resposta do eco será: Eu também te amo, meu irmão! Ou seja: se passares a preferir o Amor, incondicionalmente, em breve o medo desaparecerá. No lugar dele surgirá a saúde plena em todos os outros corpos. Mas isto pressupõe, evidentemente, um investimento na metamorfose da mentalidade! *** Mas, afinal, o que vem a ser isso de Amor incondicional? Trata-se do elevadíssimo sentimento que gera a sensação de irmandade com todos os seres (e não só com alguns humanos!) deste planeta. O amor é uma questão de coração que só pode surgir a partir da alegria sentida pela vida e sem um objectivo concreto. Mas, sobretudo, primeiro há que despertá-lo em nós mesmos, antes de o podermos encontrar no mundo exterior, pois, nesse mundo exterior somente reencontraremos o que trazemos dentro de nós. Fazer e viver são manifestações de ser e sentir. Por isso, é um erro crer que o amor depende primordialmente de circunstâncias, ou de condições objectivas. Na realidade, o amor é a expressão de um estado de alma, um sentimento que se projecta desde o interior para o exterior. Somente quando estamos cheios de amor podemos provocá-lo à nossa volta. Se nós mesmos não estivermos predispostos ao amor, seremos cegos e surdos perante ele. (...) Se cremos que o amor deveria ser assim, ou de outra forma, que deveria referir-se a esta, ou àquela pessoa, ou a uma determinada 18
  19. 19. situação, se tentamos ligá-lo a ideias, condições, ou exigências, ele nos abandona e reaparece, transformado em dor, para que tomemos consciência do nosso erro. Quando se crê ser possível ganhar o amor através de boas acções, ou forçá-lo com o terror psíquico, e não o conseguimos, reagimos com autocompaixão, com queixas, ou desespero, auto-sacrifício, chantagem e ciúmes.32 Deus disse mais, ou menos o mesmo a Neale Donald Walsch, quando este, às tantas, lhe perguntou: O que é o amor? É um sentimento que não tem condições, nem limites, nem necessidade. Uma vez que não tem condições, não requer nada de modo a ser expresso. Não pede nada em troca. Não se retracta como forma de retaliação. Uma vez que não tem limites, não estabelece limites a ninguém. Não conhece fim, é eterno. Não conhece fronteiras nem barreiras. Uma vez que não tem necessidade, não procura tomar nada que não seja voluntariamente oferecido. Não procura reter nada que não pretenda ser retido. Não procura dar nada que não seja alegremente aceite. E é livre. O amor é livre, pois a liberdade é a essência de Deus, e o amor é Deus, expresso.33 Todavia, quantas pessoas estão já em condições de praticar este Amor incondicional? Se o exemplo das pessoas que te rodeiam não te convence por estares perto delas, considera aqueles líderes que teimam em sujeitar à guerra os povos que comandam. Bom... considera a sua falta de Amor, mas cuida que emoções corrosivas, como as acima citadas, não despertem dentro de ti e se projectem sobre eles. Não convém que isso ocorra, porque essas criaturas fazem parte de OQNTN... tal como tu.34 Eles, como tu, são luz; acontece, porém, que os seus eu-ego acabaram por os convencer totalmente de que são aquilo que não são... nem nunca foram. Muitas destas alminhas obscurecidas estão encarnadas presentemente e, como se fala delas nos órgãos de informação, nem vale a pena citá-las aqui. Mas podes aproveitá-las para fazer uma experiência: evoca qualquer um desses irmãos, cuja ignorância o levou a manifestar-se como assassino e repara qual das duas bolhas vibra dentro da tua mente: a que contém o medo, ou a que contém o Amor? Se escolheres a vibração do medo, sentirás ódio e raiva; Se escolheres a vibração do Amor, sentirás compaixão. Portanto, atenção: com essa escolha interferes no teu estado de saúde. Dado que a Mente é só uma, tem cuidado com o que possas sentir. Se a tua mente está dentro da deles - e vice-versa - não os rejeites nem lhes queiras mal, não os julgues nem critiques; aceita-os incondicionalmente. Porém, se algum dia vieres a estar dentro do seu nefasto campo de acção, da sua letal esfera de influência, tens todo o direito de te protegeres das consequências da sua perversão. Aceitar um assassino não significa que tenhas de conviver com ele, ou que te deixes assassinar! Rejeita o assassínio, mas trata de perdoar ao assassino. Sem isso, jamais poderás compreendê-lo e recebê-lo dentro do teu coração. Ora, só poderás reconhecer OQNTN quando todos, anjinhos e diabinhos, estiverem, lado a lado, no altar do teu templo interno. Dito assim, poderá parecer-te que deixei enrodilhar a minha mente ao ponto de estar aqui a escrever coisas sem sentido. Isto, porque estás habituado a ver, na TV, pessoas manifestando estericamente a sua indignação às portas dos tribunais, porque o réu foi condenado a uns míseros 5 anos de prisão quando, afinal, aquele bandalho rameloso merecia ser cortado aos bocadinhos! Vês isso tantas vezes que achas que tem de ser mesmo assim. Não é natural, mas é normal. E se, alguma vez, chegaste a apoiar a revolta cega da populaça esbugalhada, não desanimes. Não te atormentes, se não consegues sentir compaixão por quem mata, ou manda matar, porque todos temos de reaprender a usar o perdão incondicional. 32 - Vide Dr. Gotz Blome, EL NUEVO MANUAL DE LA CURACION POR LAS FLORES DE BACH (Ed. Robin Book, Barcelona.) 33 - Vide Neale Donald Walsch, AMIZADE COM DEUS (Editora Sinais de Fogo, Cascais, Portugal), p. 161. 34 - Qualquer pessoa que evoques, ou cites, faz parte de ti mesmo; de alguma forma és tu. Portanto... não te maltrates, maltratando os outros! 19
  20. 20. Todavia, assistir ao rol de desgraças que sadicamente preenche os noticiários televisivos, poderá ser uma excelente oportunidade para testares a forma como a metamorfose da tua mente está evoluindo. Ou seja: quando ouvires notícias sobre o ataque de qualquer governante assassino, lamenta as mortes ocorridas, mas não o condenes. Ao invés, pensa nele com Amor, pois bem precisa. E quando ouvires notícias sobre quem organizou a defesa a esse ataque e, por isso, também matou, lamenta as mortes ocorridas, mas não o condenes. Ao invés, pensa nele com Amor, pois também precisa! Presentemente, o que vês quando atentas no que se passa à tua volta? Vês criaturas humanas vivendo isoladas dentro de padrões de competitividade, pensando que só lhes resta lutar isoladamente pela sobrevivência e combater para suplantar os outros. Vês que, sem se darem conta, se prestam a integrar o batalhão dos novos escravos – embora irreconhecíveis, porque estão embrulhados na bandeira do que aprenderam a chamar democracia. Portanto, se tu és como os infelizes que olham para a vida e só vêem uma batalha onde é preciso matar para não ser morto, dificilmente viverás saudavelmente; apenas sobrevives pessimamente. Se a tua decisão ainda vai no sentido de te manteres dentro de uma realidade, onde as palavras-chave são: inveja, cepticismo, desconfiança, ódio, raiva, vingança, ciúme e intolerância, lembra-te de que és co--responsável pela criação da tua própria realidade! Se tiveres pensamentos claros, mas repletos de medo, estarás a transmitir um sinal claríssimo de que esperas que algo de mal te aconteça... o que é alimentado pelo combustível proveniente das poderosas emoções que acompanham o processo. E, dado que o Universo se adapta muito facilmente, não tardará a «gerar» o que pensaste.35 Podes viver respeitando todas aquelas palavras-chave, mas também podes metamorfosear essa situação para que a LEVEZA facilite a ascensão da tua consciência. Como sempre, é só uma questão de escolha. Nem tu, nem ninguém, está condenado a viver seja o que for, ou seja de que maneira for. O que acontece é que, provavelmente, gostas de te lamentar. E, ao achares a lamentação útil, acabas por acomodar-te às situações. Se ainda te lamentas, permite-me outra pergunta: O que já fizeste para criar as vias alternativas que poderiam proporcionar-te uma vida saudável e, assim, acabar com as lamentações? E, se achas que já fizeste muito, até que ponto perseveraste? Pouco interessa o que te acontece; o que é verdadeiramente fundamental é como os teus campos reagem àquilo que te acontece! Se pensas e afirmas que a existência é dura, como podes passar por ela levemente? Lembra-te: tu és o produtor, argumentista, realizador, editor e distribuidor do filme da tua vida. Por isso, a vida não é dura, nem é mole; a vida, simplesmente, é; tu tens a capacidade de fazer dela o que quiseres. A vida é como a plasticina: podes dar-lhe a forma que quiseres. Pode não ser fácil, mas é muito simples! É simples, porque deriva da Luz. Tenhas, ou não tenhas dinheiro, beneficies, ou não da chamada “educação”, enfim, sejam quais forem as tuas condições exteriores, nada - mas nada! - pode impedir-te de mergulhar nas tuas condições interiores para redescobrires a tua verdadeira natureza. Isto, claro, desde que tu suspeites, pelo menos, de que natureza se trata! Nota bem: se, por exemplo, achas que tens natureza de escritor e, depois de te teres posto a escrever, acabas por verificar que ninguém liga nenhuma ao que escreves, é natural que passes por imensos dissabores. Tu não tens de produzir textos para chegares a ser escritor; tens de te limitar a ser escritor. Tu não tens de produzir para chegares a ser; tens de te limitar a ser. Se, depois de ser, te parecer que tens de produzir alguma coisa, produz. O eu-ego faz; o Eu-espírito é. Mas, essa, é a velha questão do autoconhecimento. Lembra-te: a vibração de pensamentos negativos não entra em ressonância com a vibração daquilo a que tu chamas sorte, porque essa vibração só entra em ressonância com pensamentos positivos. 35 - UM MANUAL PARA A ASCENSÃO. Consulta as Notas finais. 20
  21. 21. Como te disse, nada pode impedir-te de mergulhar nas tuas condições interiores para redescobrires a tua verdadeira natureza, porque isso é uma decisão da tua mente. Agora: estarás tu pronto a tomar essa decisão? Repara que podem até prender-te e torturar-te. Porém, só o corpo físico pode ser preso e torturado. E, embora a mente esteja envolvida no processo de reconhecimento da dor, essa mesma mente, através do poder da vontade, pode ficar fora do processo. Não é fácil, talvez também não seja simples, mas é possível. Por que será que, perante torturas para extorquir confissões e denúncias, uns aguentam e outros confessam, ou denunciam de imediato? Terá isso a ver com a capacidade do corpo físico resistir à dor, ou tem a ver com o domínio mental? E quando bebes para afogar as mágoas do abandono, ou da solidão, estarás a lidar com o corpo físico? Não me parece; decides pôr álcool a circular no sangue presumindo que, com as informações baralhadas e o sistema nervoso anestesiado, as emoções deixam de te atazanar, e mais facilmente te esquecerás do desgosto. Bebes para esquecer? Não me parece; bebes para fingir que esqueces e para fugir à questão essencial. A imagem de Humphrey Bogard encostado ao balcão de um bar, com olhos de carneiro mal morto, mortalmente deprimido e a beber copos de um trago, pode ter sido muito atraente numa época em que os filmes eram a preto e branco. Mas... ainda não estás farto dos matizes de cinzento? Não queres jorros de luz na tua vida? Realmente, nem a profanação do corpo físico - seja qual for o método utilizado - poderá impedir-te de caminhar rumo ao teu centro. Só tu poderás impossibilitar-te de atingir o teu altar interior. A única força suficientemente poderosa para sabotar o teu plano de redescoberta espiritual não está fora de ti; está na tua mente. E, como foste tu que geraste e alimentaste essa força durante sabe-se lá quantas existências, trata-se de uma forte contrariedade que não pode, nem convém, ser desprezada. É, por isso, que precisas de lhe dar muita atenção. Estou, outra vez, a falar-te do eu-ego, isto é, do medo. Ora, quando se trata de mudar de rumo e começar a caminhar para dentro em vez de para fora, essa baixíssima vibração aparece, muito frequentemente, sob a forma de desinteresse, distracção, inércia, comodismo, etc. De facto, através do medo, o teu eu-ego desmobiliza-te e cria-te outros interesses mundanos – alguns bem aliciantes - porque não pretende passar por mudanças e metamorfoses. O eu-ego/medo/peso detesta a LEVEZA e, por isso, evita juntar lenha para se queimar. Sabe que, se ceder o lugar ao Eu-espírito, certamente acabará por experimentar a perda de dinheiro, parcerias, regalias, amigos, etc. O trágico é que, muitas vezes, o esforço de manutenção do que está velho e empedernido tem um preço muito alto. Estancar a corrente da existência, interpondo diques à sua passagem, é uma escolha altamente inadequada; reter o fluxo da vida é uma batalha antecipadamente perdida, porque aquilo que o eu--ego não quer perder, acaba por apodrecer e surgir à superfície sob a forma de distúrbios do corpo físico; os valores de que o eu-ego não abre mão, metamorfoseiam-se e surgem na consciência sob a forma de crispação, rigidez, reumático e escleroses de múltiplos tipos. Bom, não deixa de ser uma mudança de rumo. Só que para pior. Os padrões que, dia a dia, vais escolhendo – depois de os teres pensado pensando - para conduzir a tua existência, contribuem para definir o tipo dessa existência e sua taxa de desafios superados, ou não superados. Ora, aprender a pensar adequadamente é algo que se enquadra, inteiramente, na tua responsabilidade pessoal. Mudar a maneira de pensar poderá dar trabalho e requer empenho, mas só tu podes encarregar-te dessa tarefa. Serás tu daquelas pessoas que dizem: Isto é o meu carma, que hei de fazer? Se pensas assim, limitas-te a gerar mais carma! O carma com polaridade negativa não é para ser suportado com resignação. É mais salutar encará-lo como um conjunto de energias que, devido a escolhas inábeis feitas anteriormente, ficaram bloqueadas 21
  22. 22. no passado. Tudo isso precisa de ser resgatado - não através do sofrimento - mas metamorfoseando, fazendo diferente, compensando, regenerando, para que a LEVEZA facilite a ascensão da tua consciência. Porém, criar preocupações sobre uma polaridade negativa não te eleva acima da negatividade. Como já vimos acima, a solução é investir na criação de uma polaridade positiva. Em última análise, se os teus problemas são cármicos, ou não, pouco interessa. Sabes por quê? Porque tudo é cármico! Vê bem: de todas as experiências vividas, quais delas não fazem parte da tua memória ancestral? Nenhuma. Está tudo lá! Portanto... É verdade que, em qualquer momento, podes ter que enfrentar uma situação nova, não cármica, digamos assim. Todavia, embora não possas saber se é cármica, ou não, a forma como vais lidar com essa nova experiência, certamente foi aprendida em algum momento das tuas existências anteriores; a resposta que deres a essa nova experiência é induzida por uma instrução preexistente na tua mente. A origem do acontecimento pode não ser cármica, mas a forma como reages a ele tem de ser. Portanto, não há nada de novo debaixo da roda do Sol, como já alguém disse. Vás para onde vás, levas contigo as sombras que obscurecem a tua consciência, assim como levas a sombra que o teu corpo físico faz, quando está sob a luz do Sol. Assim sendo, empenha-te na compensação dessas questões cármicas. O mais cedo possível. Se não tratares disso agora, terás de fazê-lo mais tarde, pois ninguém se ilumina enquanto tiver bloqueios por anular. Prepara-te, todavia, pois esse caminho é bastante desafiador para o eu-ego, isto é, faz bastante medo! Terás de mudar de hábitos físicos, mentais e emocionais, sendo que essa mudança depende das correcções operadas na mente; terás de desapegar-te, terás de criar novos padrões de resposta para todo o tipo de estímulos exteriores, assim como terás de encontrar a resposta adequada a todo o tipo de estímulos interiores. Não tens alternativa, meu irmão. Adiar não te servirá de nada, porque estás condenado à Luz. Por muito que te esforces, não podes evitar a tua verdadeira natureza, não podes extirpar OQNTN de dentro do teu ser. Podes negar a tua natureza divina, mas não podes eliminá-la. Por conseguinte, se pretendes reconhecer OQNTN enquanto estás encarnado – para isso desceste, mais uma vez, a esta 3ª dimensão – convém que acabes com a ignorância, metamorfoseando o teu sistema de conceitos e valores, de crenças e concepções. Sem isso, continuarás a passar por este mundo sem perceber que este mundo existe para te dar a oportunidade de reaprender a passar por ele de uma forma mais sublime. Revendo o que já se disse atrás, um bom ponto de partida é deixares de acreditar que, se não fossem os outros, a tua vida seria uma maravilha. Com esta atitude te enganas, pois não é sacudindo a água do capote que o eu-ego borrifou sobre ti, que passas a viver melhor. Ao invés, cada vez tenderás a ficar mais doente. E, nota, para te sentires doente, nem precisas de sintomas físicos, basta que o bem-estar tenha desaparecido. A tua natureza é espiritual. Mas, aqui na terra – por enquanto - tudo começa na mente inferior do eu inferior e acaba na Mente Superior do Eu Superior. Este é o trabalho de elevação a ser feito. E enquanto não for feito... nada feito! *** Voltando ao Amor incondicional: Para praticá-lo basta que reconheças - e aceites - o carácter único de cada criatura, basta que admitas o que está na essência da ligação entre ti e as outras criaturas: a Criação, una e indivisível. 22
  23. 23. Quando se ouve alguém dizer a outra pessoa: «Amo-te», o que, frequentemente, quer dizer é: «Tenho medo e preciso de ti para seres o meu escudo de protecção». Ou, quando Estanislau (que é casado com Fenegundes), mantém relações sexuais com Hermenegilda, Fenegundes logo massacrará o marido com o seguinte discurso: «Como foste capaz de me fazer uma coisa destas!? Sempre julguei que me amavas!» Mas, o que é que a divindade de Estanislau – pergunto eu - tem a ver com os direitos de exclusividade que Fenegundes pensa ter sobre o corpo do marido? O que, de facto, ocorre aqui é que Fenegundes está a sentir-se insegura. Se ela fosse capaz de ver a divindade em si mesma e em Estanislau, muito provavelmente, o comentário seria: «Então? Foi bom?» Mas – por favor! – trata de ver a perfeição em tudo isto. Conseguir levar a separação até este ponto requisitou a vossa máxima engenhosidade... a qual se transformou num êxito inaudito!36 Portanto, será que reconheces - e aceitas - que as pessoas com quem te relacionas, a todos os níveis, têm o direito de expressar a espontaneidade inerente à sua condição de seres singulares? Se a resposta for não, reconhece que ainda estás atascado no pântano do amor condicional, aquele tipo de coisa que se define por: só te amo • • • • • • • se não me deres desgostos... se me amares eternamente... se não deixares a banheira cheia de cabelos... se não chegares tarde a casa... se não deitares cinza para o chão... se não me atraiçoares... se deixares de te babar sempre que vês a vizinha... E nunca mais acabam os ses! Se insistes neste padrão manipulador, como podes saber se a tua parceria está contigo de livre vontade? Esteja como estiver, essa pessoa sentir-se-á tolhida pelos teus condicionalismos, pois não lhe dás a liberdade de escolher entre ficar, ou ir embora. Se calhar permanece contigo, porque receia o que lhe poderias fazer se resolvesse libertar-se. Duas pessoas envolvidas num relacionamento terão de proceder, evidentemente, a alguns ajustes de comportamento. Mas a tolerância e a aceitação lá estarão para assegurar o êxito. E se, apesar disso, acabarem por verificar que o relacionamento está a ficar sem sentido ou, estando no início, não tem condições de vir a fazer sentido, convém que não passem a desprezar-se mutuamente. Afinal, o relacionamento não acabou; apenas mudou de estado. Ou, simplesmente, não chegou a atingir os níveis que, no princípio, se mostravam promissores. Tarefa primordial é eliminar o sentimento de posse, o qual gera ódios vários e ciúmes multifacetados. Estas emoções insalubres, como já sabes, alteram a vibração do teu sistema energético e fazem com que te apeteça trinchar a criatura que se atreveu a fugir ao teu controlo! Será de estranhar que, nesta disposição, desates a criticar e a ofender? O Amor está onde não há julgamento; está onde há liberdade em vez de condicionamentos; está onde existe a aceitação em vez da crítica azeda e destrutiva; está onde não há amarras, nem qualquer expectativa, ou ansiedade, está onde predomina a dádiva. O Amor vibra onde há altruísmo, pois quem dá, verdadeiramente, nada espera em troca. Ao invés, quem dá para receber está, embora eventualmente sem querer, a fazer chantagem com a outra pessoa, com base nas suas carências afectivas. Porém, poderá um Eu-espírito - perfeito na sua essência - ter carências afectivas? É claro que não. Só alguém que ainda não percebeu quem verdadeiramente é, se deixará desequilibrar por carências afectivas. Muitas destas carências afectivas tu sente-las no corpo. Então, o carnaval de hormonas daí resultante leva-te a desejar quem julgas que amas. Se te parece que estou a brincar, pergunta-te quantas vezes já te aconteceu ficares com a sensação que o “amor” desapareceu, depois de uma exaustiva e reconfortante noite de cama? 36 - UM MANUAL PARA A ASCENSÃO. Consulta as Notas finais. 23
  24. 24. Muitas destas carências afectivas tu sente-las no corpo, é verdade, mas tu não és um corpo. Tens um corpo (com necessidades específicas, é certo), para que possas viver nesta dimensão, até seres capaz de reconhecer que o teu Reino não é deste mundo. Ora, se uma criatura extraordinária disse isto há mais de 2000 anos, então, também tu poderás vir a dizer e a sentir o mesmo, porque, potencialmente, és igual a ele. Se ele o disse, tu também podes vir a dizer. Ele disse-o para te mostrar que tu também podes vir a dizê-lo. Dado que conviria que invertesses a tua percepção, vou repetir algo que já te disse antes: Tu não és um ser humano a passar por uma experiência espiritual; és um ser espiritual experimentando uma experiência humana. Vives o Amor quando não impões condições de espécie nenhuma, quando és capaz de aceitar e amar alguém, seja quem for, seja de que género for, tenha lá a cor, cheiro, forma, ou carácter que tiver, independentemente da religião praticada, das preferências ou defeitos, do seu partido político ou clube de futebol. Vives o Amor, quando integras um conceito tão simples como a aceitação. A aceitação, porém, que parece ser uma coisa simples, acaba por parecer inacessível, porque vivenciála implica saber o que é o desapego. Procura entender aceitação como o inverso de rebelião e revolta. Viver em aceitação não significa que tenhas a obrigação de aceitar tudo, seja lá o que for, venha de onde vier, inclusive dos progenitores. O que tal coisa significa é que aquilo que não consegues aceitar não pode empestar os teus campos energéticos de vibrações corrosivas, tais como a agressividade e a intolerância. Enquanto achares que tens o direito de te indignares, indigna-te... mas não azedes! Enquanto não consegues evitar o “estado sulfúrico”, evita descarregar a tua fúria sobre quem não tem qualquer responsabilidade no que está a acontecer-te. Se sentes fúria, procura um saudável canal de saída para essa energia: grita quando passa o comboio, dá cabeçadas na parede, esmurra as ondas no mar, ou dá palmadas na água da piscina, enquanto nadas. Faz o que te apetecer, menos duas coisas: • • guardar essa energia envenenada dentro de ti; agredir os teus irmãos fora de ti. Sabes por que não convém que faças isso? Porque como não há nem dentro nem fora, guardar a energia envenenada dentro é o mesmo que conspurcar o fora; agredir os irmãos fora de ti é o mesmo que agredires o teu dentro! Na verdade, vivendo em aceitação, não tens a obrigação de aceitar tudo. Se te amas de verdade, se te estimas e se te valorizas, decerto há muitas coisas que não aceitas, ou toleras. A tua resposta, porém, jamais poderá ser armar sarilhos, ofender, agredir, maldizer, injuriar, etc. Já te disse atrás: podes não aceitar o roubo, mas tenta perdoar ao ladrão! Aceita o que te for possível, mas tenta perdoar tudo. Ser-te-á mais fácil chegar a esse perda, se impedires que a intolerância recaia sobre as pessoas cujo comportamento não consegues compreender! Jesus, decerto, sentiu imensa dificuldade em aceitar a crucificação, mas aceitou quem o crucificou, pedindo ao Pai que lhes perdoasse, pois não sabiam o que faziam. E, hoje, sem andarmos por aí a crucificar pessoas, continuamos sem saber o que fazemos! Importa, pois, aprender o perdão. Mas, perdoar a quem? Bom, para começar, a ti próprio. Se não te perdoares, como poderás perdoar aos outros? 24
  25. 25. Como já te disse, perdoar a alguém implica não considerar, não ver, a atitude que gerou o conflito, quer ele tenha sido provocado por ti, ou pelo outro. É irrelevante considerar quem provocou o conflito, porque todos somos Um. Mas, não basta projectar a palavra perdão da boca para fora, mantendo uma postura de intolerância. O Amor que doas a ti mesmo, estás a doa-lo à Humanidade; reciprocamente, o Amor doado a qualquer membro da Humanidade também chega a ti. Assim é porque, embora aos olhos físicos não pareça, somos células do mesmo Órgão. Todos - mas todos! - têm a liberdade de ser como são, tal como tu, decerto, reivindicas a liberdade de seres como és. Então, se não gostas que interfiram contigo, por que interferes com os outros? Portanto, como a separação não existe a não ser ao nível do eu-ego, açaima-o e convida os outros a fazerem o mesmo. Se, de momento, por qualquer conjunto de circunstâncias, te for difícil conviver com o comportamento de alguém, o mais saudável é, como te disse acima, não criares aversão, nem aderires à maledicência. Ao invés, começa por tentar perceber se aquilo que detestas nessa pessoa é algo de que ainda não estás consciente (afinal, ela pode estar a servir-te de espelho!); depois, procura querer-lhe bem. Finalmente, envia-lhe muita Luz, desejando que encontre o seu caminho. E, já agora, que experimente a felicidade, tal como tu desejas experimentá-la. Se, por outro lado, a criatura - cujo comportamento está desfasado em relação ao que pretende atingir37- estiver a espelhar algo que já não consta no teu inconsciente, então ainda é mais simples: procede exactamente da mesma maneira: procura querer-lhe bem, envia-lhe muita Luz, desejando que encontre o seu caminho e que experimente a felicidade, tal como tu desejas experimentá-la! Mais: se essa disposição dela, azeda, ou macambúzia, já não reflecte nada que precises de metamorfosear, se já não sintonizas com a baixa vibração que a pessoa está a emitir, tempos houve em que já te sentiste assim; tu sabes o que aquilo é, sabes o que custa, sabes o que dói. Então, porque já passaste por aquilo, o mínimo que podes fazer para ajudá-la é fazeres como te sugeri. E, se estiver receptiva, lembra-lhe que a sua origem é OQNTN. Olha: para não perderes tempo a ver se as pessoas que encontras pela frente espelham, ou não espelham facetas que desconheces acerca de ti mesmo, o melhor é seres assim para toda a gente! O diagnóstico de qualquer pessoa, cujo comportamento esteja desfasado em relação ao que pretende atingir, é facílimo de fazer: trata-se, somente, de falta de Amor. Se calhar é só falta de carinho, de atenção, de estímulo, ou de reconhecimento. Muito bem. Mas não deixa de ser falta de Amor. Sempre que desatinas – e esta é a forma mais suave de descrever a predisposição para o disparate demonstras claramente que te esqueceste da tua origem divina, que perdeste de vista o teu Eu-espírito. Se não te tivesses esquecido que és OQNTN “oqntnando” na Terra, parecerias menos insensato! Nunca é demais repetir: o Universo é a vibração à qual, aqui na Terra, onde ainda precisamos de palavras para nos entendermos, se chama Amor. E como o Universo é infinito, também o Amor é infinito. Portanto, ama sem ses! Acaso te separaste recentemente daquilo a que chamavas uma relação especial? A relação especial nada tem em comum com o verdadeiro amor, ainda que o ego não veja nenhuma diferença entre eles. A relação especial sempre se baseia na exclusão, ao passo que o amor real, por necessidade, assenta na inclusão. De facto, a relação especial de amor implica na crença de que o amor não pode ser compartilhado, uma vez que o acto de compartilhá-lo é visto como uma perda. Dado que a esperança de salvação se concentra numa pessoa especial, se a atenção dela se desvia para outro lado, isso é experimentado como uma ameaça. Compartilhar este amor especial com mais alguém, para nós, significa perdê-lo, pelo que temos de protegê-lo e vigiá-lo zelosamente, com receio de que a ganância de outro se converta na nossa perda.38 37 - Todas as pessoas querem atingir a paz , o sossego, a harmonia, enfim o Amor! 38 - Vide Kenneth Wapnick, PSICOLOGIA CRISTIANA EN UN CURSO EN MILAGROS (Foundation for “A Course in Miracles”, 1ª edição em castelhano, 1994), p.18. 25
  26. 26. • Se te separaste recentemente de alguém com quem mantiveste uma relação especial, o melhor que tens a fazer é: guardar essa pessoa no coração. Se não fores capaz de a guardar... aguarda! Um dia, isso acontecerá naturalmente. • Se manténs, ou pretendes vir a ter uma relação especial com alguém, o melhor que tens a fazer, quando chegar a hora da separação, é: continuar a guardar essa pessoa no coração. Se não fores capaz de a guardar... aguarda! Um dia, isso acontecerá naturalmente. E o que é que acontece se estiveres envolvido numa relação que começou a definhar? O velho método consistia em transigir e trabalhar essa relação na esperança de conseguir reconciliar as diferenças. Agora, porém, já sabes que as vossas «assinaturas» energéticas não estão a engrenar. Assim, dado que ninguém tem a culpa, façam as pazes e sigam em frente. Que cada um siga o seu caminho, antes que comecem as lamentações. Manterem-se de molho na escuridão não serve a nenhum dos dois e muito menos ao ESPÍRITO. Tu e a tua parceria tinham um acordo de espírito para espírito, para ficarem juntos durante um certo período; e, durante esse lapso, as vossas «assinaturas», de facto, encaixaram-se. Porém, quando um acordo termina, a ressonância começa a falhar e não tarda a darem-se conta de que a «outra metade» quase parece um estranho. O melhor que têm a fazer nestas condições é honrar a situação e declarar um empate! E afastem o medo de que não virão a ter mais relações, uma vez que a ressonância desse medo, vibrando nos vossos campos, afastará os pretendentes. Ao invés, mantenham-nos a vibrar numa saudável expectativa e confiança, e limitem-se a observar!39 Seja como for, não te culpabilizes. Seja como for, não sintas remorsos do que fizeste, ou deixaste de fazer. Seja como for, não deixes azedar o teu coração, pois nunca é o Eu-espírito que quer mal a outra pessoa; é só o teu eu-ego, porque o seu orgulho foi ferido de morte. Tanto assim é que, quando isso acontece, a tua alma sente-se mal, porque o eu-ego está a querer mal a outra pessoa. A tua alma sente-se mal, porque sabe que a outra pessoa também é uma alma, cuja origem divina é igualzinha à dela; sente-se mal, porque quando um eu-ego quer mal a outro eu-ego, quer mal a si mesmo. O pior é que nem dá pelo que está a fazer. E sempre que o eu-ego está a fazer, o Eu-espírito não está a ser. E tu, que não consegues distinguir o eu-ego do Eu-espírito, ficas sem saber o que fazer e, pior ainda, sem saber como ser. Sabes qual é a escolha adequada para esta situação? Esquecer o querer mal e optar pela paz; compreender, perdoar e continuar a sentir Amor pela outra pessoa... mesmo que, de momento, não te apeteça nada voltar a vê-la! Agora, ou depois, tenta ser de acordo com esta escolha. Amar não significa, obrigatoriamente, estar junto de. Aliás, muitas vezes, até não convém estar junto de, porque isso, normalmente, desagua no sentimento de posse. E, quando assim é, mais cedo ou mais tarde, o sentimento de perda é inevitável. Portanto, reconhece que tipo de emoções mais facilmente acordam dentro da tua mente. Se forem negras, invoca a Luz. Anota, também, que tipo de situações as desencadeiam. Por exemplo, será saudável parares na estrada para te intrometeres nos resultados de um acidente, justificando que vais ajudar, isto quando já lá estão os bombeiros, a polícia, e mais 53 cidadãos movidos pela curiosidade? E o que me dizes sobre apreciar as notícias televisivas, onde se explora a violência, o sangue, a morte e desgraça, enquanto ingeres o jantar? Será isto alimento de qualidade para o teu corpo emocional? Duvido. O confronto com um choque emocional, poderá ter como resultado, no mínimo, uma noite mal dormida. E agora, diz-me: como acorda a tua mente no dia seguinte? Tranquila, harmonizada e em paz? Repara na expressão das pessoas logo de manhã. Se prestares atenção às suas reacções na rua, dentro dos transportes, públicos, ou privados, aí encontrarás uma boa resposta. 39 - UM MANUAL PARA A ASCENSÃO. Consulta as Notas finais. 26
  27. 27. Depois, no dia seguinte, antes de saíres de casa, olha para o espelho: terás tu uma expressão diferente? No entanto, continuas a garantir que precisas de paz, harmonia e tranquilidade.40 Por isso, aprende a desidentificares-te do desatino que grassa no mundo exterior. Uma boa maneira é evitá-lo; outra, melhor ainda, é não seres tu mesmo a fomentá-lo. *** Se duvidas da existência dos corpos sobre os quais acabámos de conversar, falemos então um pouco do casal Kirlian e das suas interessantíssimas fotografias dos campos vibratórios que rodeiam as coisas físicas. Na base da descoberta deste casal, que viveu na Rússia nas primeiras décadas deste século, e que hoje é usada como técnica de diagnóstico, está o facto de terem começado a fazer experiências fotográficas com folhas de árvore... usando, obviamente, uma técnica diferente da utilizada para fotografar as reuniões familiares. As primeiras revelações mostravam o contorno da folha e, à volta, confirmando a sua forma, via-se uma faixa esbranquiçada, correspondente ao respectivo campo energético. A fase seguinte da experiência, consistiu em cortar um pedaço da folha. Voltaram a fotografar e obtiveram a silhueta da folha cortada... rodeada pelo campo energético completo! Portanto, mesmo sem a existência da matéria física, o resto continuava lá, a vibrar! Se convocares uma pessoa a quem tenham amputado um braço, e lhe tirares uma fotografia Kirlian, verás que o braço não aparece, obviamente, mas a aura estará lá, inteirinha, com braço e tudo! Quem trabalha com amputados sabe como eles podem ter sensações num membro perdido. Em face disto, vais continuar a encarar-te exclusivamente como um conglomerado de ossos, tecidos e músculos, ou como um complexo de campos energéticos? Cada pessoa é um agregado vibratório, encarnado na Terra para se autoconhecer, para expandir a sua consciência o mais largamente possível. Partindo desta premissa, fica claro que todos os factos, eventos e fenómenos da existência são apenas a matéria prima que permitirá moldar uma nova mentalidade capaz de chegar a reconhecer a Quem serve. Isto se, evidentemente, a mente quiser tirar proveito adequado dos factos, eventos e fenómenos da existência! Se não quiser, acabará por se sentir vítima dos factos, eventos e fenómenos de baixa vibração e acabará por sentir ter saudades dos de alta vibração, sentindo pena que tenham acabado. Ou seja, tal mente não tem sossego de maneira nenhuma! Esta boa filosofia de passares a ver-te a ti mesmo como um amplo espectro de vibrações, ajudar-te-á a retirar os véus que ofuscam a esplendorosa Luz do Eu-espírito que te anima. Os caminhos são incontáveis, mas o ponto de chegada é o mesmo para todos, sejam eles cristãos, muçulmanos, protestantes, budistas, hinduístas, judeus, ateus, etc. Daí, ser incompreensível o fundamentalismo religioso. Este comportamento, que leva á intolerância mais agreste e aos actos mais abjectos, é tão absurdo como duas pessoas que, pretendendo chegar a uma determinada cidade, se rejeitassem mutuamente por quererem ir por caminhos diferentes. Portanto, para funcionarem na perfeição, os teus vários corpos necessitam de nutrientes de primeira qualidade. Infelizmente, o ambiente onde vives está altamente poluído, não só pela poluição química, mas também pelas baixíssimas vibrações decorrentes dos milhões de mortes, torturas, aversões, intolerâncias, invejas, violências, ciúmes, medo, inseguranças, ameaças reais e inventadas, que ocorrem diariamente neste depauperado planeta. Assim, sendo, como pode tudo isto ser uma alimentação sadia seja para que corpo for? 40 - O princípio da escassez - a crença de que estamos vazios e incompletos, e temos necessidades - é um dos aspectos da culpa. Leva-nos a procurar ídolos ou relações especiais que preencham a escassez que experimentamos dentro de nós. Com frequência é associado com sentimentos de privação, pelo que acreditamos que outros nos estão a privar da paz. A verdade, porém, é que nós mesmos nos privámos dela. Contrasta com o princípio de abundância de OQNTN. 27
  28. 28. Como já deves ter reparado, só te apercebes da presença do ar, quando ele está cheio de poluição, ou há nevoeiro. Ora, o campo energético que contêm a energia da realidade de consenso é muito menos evidente do que isso, especialmente se vives dentro dele desde sempre. Trata-se de um campo que forma uma enorme esfera à tua volta e à volta do planeta, tal como acontece com o ar... só que é muito menos benéfica! Assim, da mesma forma que, cada vez que inalas, ou exalas, compartilhas um pouco de ar com todos os outros seres deste planeta, cada vez que tens um pensamento, ou sentes uma emoção também compartilhas essas energias com a realidade de consenso. E isto ocorre sem que ninguém faça nada de especial. Até quando estás em casa, tranquilamente, sentado na sala a ler um livro, estás imerso nessa coisa... tal como, neste momento, as ondas de rádio de todas as estações emissoras estão a inundar os teus corpos!41 Resumindo: se não aprenderes a cuidar da tua saúde física, emocional, mental e espiritual, ninguém o fará por ti. Daqui se conclui que é agora, apressando-te devagar como disse um Mestre, que tens de elevar a tua taxa de vibração e adquirir LEVEZA, purificando-te o mais possível, física, mental, emocional e espiritualmente. Se vives condicionado pelo resultado das tuas existências anteriores, parece óbvio que irás viver as próximas existências em função dos resultados que estás a criar nesta. Talvez seja difícil de admitir mas a cama onde dormes presentemente, tu a fizeste ao longo do passado ancestral. Da mesma forma, a cama onde irás dormir no futuro, está a ser feita agora, através das escolhas que fazes e do esforço para interpretar produtivamente as experiências. O objectivo a atingir é chegares a reconhecer a tua verdadeira natureza. Nada mais! Afinal, a tua saúde depende disso. Já sei que, se vivesses em contacto com a Natureza, num local tranquilo e energicamente limpo, este trabalho seria bem menos exigente. A evidência, porém, é que não vives em contacto com a Natureza, num local tranquilo e energicamente limpo. Assim sendo, para que serve este tipo de lamentação? Quando te lamentares sobre este tema, ou sobre qualquer outro, avalia o que já investiste para metamorfosear a situação, para que a LEVEZA facilite a ascensão da tua consciência. E se, de momento, não podes alterá-la, aceita-a e passa a encará-la sob um ponto de vista que te seja favorável. É sempre possível. Muitos são os que conseguiram sobreviver aos campos de concentração através desta estratégia. Lembra-se: é com o teu empenhamento e investimento que contribuis para desanuviar o ambiente que te rodeia e, por extensão, o ambiente global, isto é, a acima citada realidade de consenso. Já se sabe que, individualmente, não podes limpar toda a imundície que vai por esse mundo; podes, no entanto, contribuir para a limpeza dele, depondo o teu lixo pessoal, devidamente acondicionado, dentro do contentor. Esta analogia pode ser aplicada à tarefa de ajudares a limpar a aura do planeta através da remoção do teu lixo energético pessoal! Se pensares há quantos séculos nos andamos a matar uns aos outros, se te lembrares quanto sangue tem sido derramado, quanto ódio e vingança temos irradiado, poderás ter uma ideia da carga negativa que impregna a aura desta nossa aldeia global. Julgas que o ódio e a raiva sentidos por todos os seres humanos que já passaram por este planeta, não deixaram o seu fedor energético na atmosfera da Terra? Isso é a realidade de consenso! É essa a energia que tu respiras e absorves, é com essa a energia que, em parte, alimentas os teus corpos. Sendo assim, não te parece ter chegado a hora de acordar e assumir, de uma vez por todas, a responsabilidade de estares aqui, percebendo por que estás aqui? Se te desculpares, dizendo que não pediste para nascer, estás a optar por uma incomensurável manifestação de ignorância. É, pois, uma escolha inadequada. Através dessa argumentação degenerada, o teu eu-ego demonstra uma estupidez aberrante e sem limites. Aliás, nem outra coisa seria de esperar. Por conseguinte, reflecte sobre o teu comportamento, sobre os teus pensamentos e emoções, e considera o comprimento de onda, a vibração em que funcionas. Afinal, o que ressoas tu? 41 - UM MANUAL PARA A ASCENSÃO. Consulta as Notas finais. 28

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