Produtos Mer Fin Jun08 Geral

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Produtos do Mercado Financeiro: uma abordagem analítica

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Produtos Mer Fin Jun08 Geral

  1. 1. Produtos do Mercado Financeiro Lilian Gallagher
  2. 2. Programa <ul><li>Renda Fixa </li></ul><ul><li>Indicadores </li></ul><ul><li>Ações </li></ul><ul><li>Derivativos </li></ul><ul><li>Fundos de investimento </li></ul><ul><li>Riscos </li></ul>
  3. 3. Renda Fixa
  4. 4. Renda Fixa x Renda Variável?
  5. 5. Principais conceitos <ul><li>Prefixado x Pós-fixado x Flutuante </li></ul><ul><li>Funding </li></ul><ul><li>Compulsório </li></ul><ul><li>Mercado primário x secundário </li></ul>
  6. 6. Ganho com renda fixa <ul><li>Juros </li></ul><ul><li>Ágio e deságio </li></ul>
  7. 7. Produtos <ul><li>CDB / RDB </li></ul><ul><li>CDI </li></ul><ul><li>Poupança </li></ul><ul><li>Letra hipotecária – LH </li></ul><ul><li>Operação compromissada </li></ul><ul><li>Títulos públicos </li></ul><ul><li>Debênture </li></ul><ul><li>Commercial paper (nota promissória) </li></ul>Fundo Garantidor de Crédito
  8. 8. Títulos do Tesouro Nacional <ul><li>Prazo mínimo: 90 dias </li></ul><ul><li>Diversos indexadores </li></ul><ul><li>Juros periódicos: CUPOM </li></ul><ul><li>NTN-B, C, D, F </li></ul>Nota do Tesouro Nacional NTN <ul><li>Rentabilidade: Selic </li></ul>Letra Financeira do Tesouro LFT <ul><li>Emitida com deságio </li></ul><ul><li>Prefixada </li></ul><ul><li>Curto prazo (min: 28 dias) </li></ul>Letra do Tesouro Nacional LTN
  9. 9. Títulos Públicos Federais por indexador 100 0 37,3 33,4 26,3 2,1 0,9 1.224,87 2007 100 0 35,2 38,9 22,4 2,2 1,3 1.081,66 2006 100 0 24,5 56,4 13,8 2,2 3,1 1.003,67 2005 100 0 20,1 52,4 14,9 2,7 9,88 810,26 2004 100 0 12,5 61,4 13,6 1,8 10,8 731,43 2003 100 0 2,2 60,8 12,5 2,1 22,4 623,19 2002 100 0,2 7,8 52,8 7 3,8 28,6 624,08 2001 100 0,7 14,8 52,2 6 4,7 22,3 510,7 2000 100 0,5 9 57 5,6 5,4 22,8 414,9 1999 100 0,7 3,5 69,1 0,4 5,4 21 323,86 1998 100 0,6 40,9 34,8 0,3 8 15,4 255,51 1997 100 1,4 61 18,6 1,8 7,9 9,4 176,21 1996     xado Selic preço     R$ Bi Total Outros Prefi- Over/ Índices TR Câmbio fora BC Período Índice de correção Dívida Fim de
  10. 10. Debênture <ul><li>Valor mobiliário emitido por S.A. que representa direito de crédito contra a emissora. </li></ul><ul><li>Médio e longo prazo </li></ul><ul><li>Tipos de debêntures: </li></ul><ul><ul><li>Nominativa e escritural </li></ul></ul><ul><ul><li>Simples,conversíveis, permutáveis </li></ul></ul>
  11. 11. Quanto à espécie <ul><ul><li>garantia real </li></ul></ul><ul><ul><li>garantia flutuante </li></ul></ul><ul><ul><li>sem preferência ou quirografária </li></ul></ul><ul><ul><li>subordinadas </li></ul></ul>
  12. 12. Outras informações <ul><li>Agente fiduciário </li></ul><ul><li>Banco mandatário </li></ul><ul><li>Melhores esforços x garantia firme </li></ul><ul><li>Emissão pública x privada </li></ul><ul><li>Ganhos: </li></ul><ul><ul><li>Juros </li></ul></ul><ul><ul><li>Prêmios </li></ul></ul><ul><ul><li>Participação nos lucros </li></ul></ul><ul><ul><li>Deságio </li></ul></ul>
  13. 13. Títulos no mercado externo <ul><li>Global Bonds </li></ul><ul><li>Treasury Bonds </li></ul><ul><li>Eurobonds / notes </li></ul><ul><li>Bill x Note x Bond </li></ul>
  14. 14. Análise dos Títulos de Renda Fixa <ul><li>Yield-to-Maturity </li></ul><ul><li>Duration </li></ul><ul><li>Rating </li></ul>
  15. 15. Preço de mercado <ul><li>O preço de mercado de um papel de renda fixa é função de 4 fatores: </li></ul><ul><ul><li>Valor de face </li></ul></ul><ul><ul><li>Cupom </li></ul></ul><ul><ul><li>Prazo de vencimento </li></ul></ul><ul><ul><li>Taxa de juros atual do mercado </li></ul></ul>
  16. 16. Preço unitário <ul><li> </li></ul><ul><li> PU = VN / (1 + i) (n/360) </li></ul><ul><li> ou </li></ul><ul><li> PU = VN / (1 + i) (n/252) </li></ul><ul><li>Onde: </li></ul><ul><li>PU = Preço Unitário expresso com 6 casas decimais </li></ul><ul><li>i = Taxa anual na base 360 dias (pode ser 252, depende do papel) </li></ul><ul><li>n = Número de dias corridos (ou úteis) entre a liquidação da operação e o vencimento </li></ul><ul><li>VN = Valor nominal </li></ul><ul><li>PU: histórico ≠ mercado </li></ul>
  17. 17. Exemplo <ul><li>Qual o PU de uma LTN com 63 dias úteis a decorrer cotada a 19,50%? </li></ul><ul><li>Obs.: A LTN é cotada em dias úteis </li></ul><ul><li>PU = 1000 / (1 + 0,1950) (63/252) </li></ul><ul><li>PU = 956,440645 </li></ul>
  18. 18. Current Yield <ul><li> </li></ul><ul><li>CY = C i / P m </li></ul><ul><li>Onde: </li></ul><ul><li>CY = o rendimento corrente do título </li></ul><ul><li>C i = o cupon anual do título i </li></ul><ul><li>P m = o valor de mercado do título </li></ul>
  19. 19. Exemplo: <ul><li>Qual o current yield de um título de renda fixa que está sendo negociado a 98,75% de seu valor de face e cujo cupom anual é de 15%? </li></ul><ul><li>CY = 15 / 98,75 = 15,19% </li></ul>
  20. 20. Yield to Maturity <ul><li>Rendimento real do papel: </li></ul><ul><li>Leva em consideração os juros do cupom do papel, o preço de compra, o valor de resgate, tempo entre o pagamento dos juros, e o prazo restante até o vencimento. </li></ul><ul><li>Pressupostos: </li></ul><ul><ul><li>1. Mantém o papel até o vencimento </li></ul></ul><ul><li>2. Reinveste os cash flows intermediários pela mesma taxa do YTM </li></ul><ul><li>Cálculo semelhante à Taxa Interna de Retorno (IRR) </li></ul>
  21. 21. Duration <ul><li>Mede a volatilidade do preço do papel através da “duração” do papel. </li></ul><ul><li>Média ponderada dos prazos a decorrer de um título de renda fixa em função de seus fluxos de caixa (rendimentos + valores de resgate), trazidos a valor presente. </li></ul><ul><li>Leva em consideração cupom e prazo de vencimento. </li></ul><ul><li>Não é mais do que o período de recuperação do investimento. Este indicador possibilita ainda estudar qual o impacto do aumento da taxa de juros no preço da obrigação. </li></ul>
  22. 22. Macaulay Duration <ul><li>D =  (C t (t) / (1+i) t ) /  (C t / (1+i) t ) </li></ul>Onde: t = período de pagamento do cupom C t = juros ou pagamento do principal que ocorre no período t i = YTM Preço VP cash flow n n t=1 t=1
  23. 23. Exemplo 8,0% 8,0% YTM 8% 4% Cupom anual 10 anos 10 anos Vencimento $1.000 $1.000 Valor de Face Título B Título A
  24. 24. Cálculo da Macaulay Duration – Título A * Título descontado pelo YTM 8,12 anos Duration 8,1193 1,0000 731,58 (7) Soma 6,5850 0,6585 481,73 0,4632 1040 10 0,2466 0,0274 20,01 0,5002 40 9 0,2360 0,0295 21,61 0,5403 40 8 0,2233 0,0319 23,34 0,5835 40 7 0,2070 0,0345 25,21 0,6302 40 6 0,1860 0,0372 27,22 0,6806 40 5 0,1608 0,0402 29,40 0,7350 40 4 0,1302 0,0434 31,75 0,7938 40 3 0,0938 0,0469 34,29 0,8573 40 2 0,0506 0,0506 37,04 0,9259 40 1 (6) (1) X (5) (5) (4) / (7) (4) PV (2) X (3) (3) 1/(1+ 0,08) n (2) $ Cash Flow (1) Ano
  25. 25. Cálculo da Macaulay Duration – Título B * Título descontado pelo YTM 7,21 anos Duration 7,2053 1.0000 1.008,00 Soma 4,9629 0,4963 500,26 0,4632 1080 10 0,3573 0,0397 40,02 0,5002 80 9 0,3430 0,0429 43,22 0,5403 80 8 0,3242 0,0463 46,68 0,5835 80 7 0,3001 0,0500 50,42 0,6302 80 6 0,2701 0,0540 54,45 0,6806 80 5 0,2333 0,0583 58,80 0,7350 80 4 0,1890 0,0630 63,50 0,7938 80 3 0,1520 0,0760 76,58 0,8573 80 2 0,0735 0,0735 74,07 0,9259 80 1 (6) (1)x(5) (5) (4) / (7) (4) $ PV fluxo (2)x(3) (3) 1/(1+ 0,08) n (2) $ Cash Flow (1) Ano
  26. 26. Conclusão <ul><li>A duration de um papel “zero cupom” será igual ao prazo de vencimento. </li></ul><ul><li>A duration de um papel com cupom será sempre menor que seu prazo de vencimento. </li></ul><ul><li>Há uma relação inversa entre cupom e duration. </li></ul><ul><li>Há geralmente uma relação positiva entre prazo até vencimento e duration. A taxa de duration vai diminuindo a medida que o vencimento vai se aproximando. </li></ul>
  27. 27. Duration modificada <ul><li>Medida de sensibilidade do preço do título à taxa de juros </li></ul>Preço Yield ΔP ΔY Curva de juros
  28. 28. Cálculo da duration modificada Dm = D / (1 + YTM)
  29. 29. Exemplo <ul><li>Com base nos mesmos títulos, e tendo que: </li></ul><ul><li>Título A está sendo negociado a um PU de mercado de $ 731,60 e o título B ao par, calcular a Duration modificada. </li></ul>731,60 40 40 ... 40 1040 Título A YTM A = 8,0% YTM B = 8,0% Dm A = 8,12 / (1 + 0,08) = 7,51 Dm B = 7,21 / (1 + 0,08) = 6,68
  30. 30. Conclusão <ul><li>Dada uma variação na taxa de juros de mercado da ordem de 1%, o preço de mercado do papel varia: </li></ul><ul><ul><li>Para o título A: 7,51% </li></ul></ul><ul><ul><li>Para o título B: 6,68% </li></ul></ul>
  31. 31. Rating <ul><li>Nota final que resulta de uma opinião que uma agência tem sobre o risco relativo da emissão de uma empresa ou governo, baseada na: </li></ul><ul><ul><li>capacidade e vontade do emissor para pagar completamente e no prazo acordado, principal e juros, durante o período de vigência do instrumento de dívida; </li></ul></ul><ul><ul><li>severidade da perda, em caso de inadimplência. </li></ul></ul>
  32. 32. Principais agências de rating no Brasil <ul><li>Standard & Poor’s (S&P) </li></ul><ul><li>Moody’s </li></ul><ul><li>Fitch </li></ul><ul><li>LF Rating </li></ul>
  33. 33. Rating nacional Fitch Moody’s “ br”, “bra” D DD DDD C CC CCC B D BB C BBB B A F3 AA F2 AAA F1 Longo Prazo Curto Prazo C Ca Caa Ba Baa ST-4 A ST-3 Aa ST-2 Aaa ST-1 Longo Prazo Curto Prazo
  34. 34. Rating – Investment Grade BBB- Baa3 BBB Baa2 Capacidade de pagamento adequada BBB+ Baa1 BBB BBB A- A3 A A2 Grau Médio Forte capacidade de pagamento A+ A1 A A AA- Aa3 AA Aa2 Alta qualidade AA+ Aa1 AA AA Alto Grau - Mais alta qualidade; extremamente forte AAA Aaa AAA AAA Definição S&P Moody’s Fitch Duff and Phelps
  35. 35. High Yield = Especulativo Em falência ou inadimplência ou com outros problemas CC C D Ca CC C DDD DD D CC C CC+ Caa3 Vulnerabilidade presente à inadimplência CCC Caa2 Default CCC+ Caa1 CCC CCC B- B3 B B2 Obrigações de alto risco B+ B1 B B obrigações; incerteza corrente BB- Ba3 Provável cumprimento de BB Ba2 Especulativa BB+ Ba1 BB BB Definição S&P Moody’s Fitch Duff and Phelps
  36. 36. Principais indicadores <ul><li>Taxa DI = “CDI” </li></ul><ul><li>IGP-M x IGP-DI </li></ul><ul><li>Dólar PTax </li></ul><ul><li>TR </li></ul><ul><li>TJLP </li></ul>
  37. 37. Ações
  38. 38. Características <ul><li>Título de propriedade </li></ul><ul><li>Menor fração do capital de uma empresa </li></ul><ul><li>Nominativas e escriturais </li></ul><ul><li>Ordinárias x preferenciais </li></ul>
  39. 39. Direitos e proventos dos acionistas <ul><li>Dividendos </li></ul><ul><li>Juros sobre capital próprio </li></ul><ul><li>Subscrição </li></ul><ul><li>Venda do direito de subscrição </li></ul><ul><li>Bonificações </li></ul><ul><li>Split x Inplit </li></ul>
  40. 40. Operacionalidade <ul><li>sistema eletrônico de negociação </li></ul><ul><li>Liquidação: </li></ul><ul><ul><li>Mercado a vista: Física e Financeira:D+3 </li></ul></ul><ul><ul><li>Mercado a termo: Financeira D + n </li></ul></ul><ul><ul><li>(n = 30, 60, 90, 120, 180) </li></ul></ul>
  41. 41. Operações <ul><li>Day-trade </li></ul><ul><li>Descoberto </li></ul><ul><li>Arbitragem </li></ul><ul><li>Aluguel de ações </li></ul>
  42. 42. Aluguel de ações <ul><li>Tomador do aluguel tem o ativo disponível em sua carteira durante contrato. </li></ul><ul><li>Recompra em no máximo até D-3 da liquidação. </li></ul><ul><li>Margem </li></ul><ul><li>Por que alugar ações: </li></ul><ul><ul><li>Vendas a vista; </li></ul></ul><ul><ul><li>Garantia de operações em mercados de liquidação futura; </li></ul></ul><ul><ul><li>Cobertura no lançamento de opções de compra. </li></ul></ul>
  43. 43. Quanto à liquidez <ul><li>“ Blue Chips” ou de 1a. Linha </li></ul><ul><li>Ações de 2a. Linha </li></ul><ul><li>Ações de 3a. Linha </li></ul>
  44. 44. Valor de uma ação <ul><ul><li>de mercado </li></ul></ul><ul><ul><li>de livro / nominal </li></ul></ul><ul><ul><li>patrimonial </li></ul></ul><ul><ul><li>de liquidação </li></ul></ul><ul><ul><li>de subscrição </li></ul></ul><ul><ul><li>intrínseco </li></ul></ul>
  45. 45. Índices de ações <ul><li>IBOVESPA </li></ul><ul><li>IBrX </li></ul><ul><li>IBrX-50 </li></ul><ul><li>ISE </li></ul><ul><li>IEE </li></ul><ul><li>ITEL </li></ul><ul><li>INDX </li></ul>
  46. 46. IBOVESPA FONTE: BOVESPA Média aritmética = 32,6% Retorno acumulado = 35.477,6% Retorno anualizado = 15,8% 151,14 1988 -71,99 1987 73,39 2007 -0,52 1986 45,54 2006 52,23 1985 44,83 2005 67,37 1984 28,23 2004   120,63 1983 141,3 2003   -17,1 1982 -45,53 2002 7,43 1981 -25,34 2001 -4,5 1980 -17,97 2000 -22,97 1979 70,15 1999 -19,85 1978 -38,53 1998 8,42 1977 34,85 1997 -8,87 1976 53,23 1996 10,51 1975 -13,91 1995 14,3 1974 59,59 1994 4,72 1973 111,24 1993 -49,6 1972 -3,66 1992 87,12 1971 288,63 1991 35,9 1970 -72,73 1990 133,02 1969 24,06 1989 47,23 1968 EM US$   EM US$   % ANUAL MÊS/ANO % ANUAL MÊS/ANO VARIAÇÃO   VARIAÇÃO  
  47. 47. Análise dos títulos de renda variável <ul><li>Análise técnica </li></ul><ul><li>Análise fundamentalista </li></ul><ul><ul><li>Múltiplos </li></ul></ul>
  48. 48. Análise técnica <ul><li>O valor de mercado de qualquer produto ou serviço está baseado somente pela interação entre oferta e demanda. </li></ul><ul><li>A oferta e a demanda são governadas por inúmeros fatores, tanto racionais como irracionais, tais como fatores de variáveis econômicas defendidas por analistas fundamentalistas, bem como opiniões, humor e suposições. O mercado pesa todos esses fatores continuamente e automaticamente. Não há somente investidores racionais no sentido econômico da palavra. </li></ul><ul><li>Desprezando flutuações menores, os preços para ativos individuais e o valor total do mercado tende a se mover de acordo com tendências, que persiste por períodos apreciáveis de tempo. </li></ul><ul><li>Tendências predominantes mudam em reação a mudanças no relacionamento entre oferta e demanda. Essas mudanças, não importam porque ocorram, podem ser detectadas mais cedo ou mais tarde pela ação do próprio mercado. </li></ul>
  49. 49. Fundamentos <ul><li>Preço e volume negociados; </li></ul><ul><li>Padrões regulares que podem ser visualizados nos gráficos das ações; </li></ul><ul><li>Componentes psicológicos dos investidores, tais como lembrança do valor de aquisição ou venda de papéis, bem como emoções sentidas durante o ganho ou perda com essas negociações; </li></ul><ul><li>Análise de tendências e determinação de preços alvos . </li></ul>
  50. 50. Ciclo típico do mercado de ações
  51. 51. Principais múltiplos <ul><li>Cot/VPA = preço de mercado da ação/valor patrimonial. </li></ul><ul><li>EBITDA = Mede o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização. Analisa a rentabilidade do negócio em si, pois elimina os efeitos das decisões contábeis e financeiras. </li></ul><ul><li>P/L = preço de mercado da ação/lucro líquido por ação. É medido em anos e indica o tempo que o investidor terá para retornar o investimento sob a forma de lucros, além da valorização da ação. </li></ul>
  52. 52. <ul><li>Dividend yield = último dividendo pago pela empresa / preço de mercado da ação. Uma análise mais rápida deste indicador permite uma conclusão do tempo em que uma ação leva seu investimento a reaver o valor pago pela mesma. Este indicador mede a rentabilidade dos dividendos, assumindo-se a manutenção da taxa de distribuição do último exercício. </li></ul><ul><li>Pay-out (taxa de distribuição) = (total de dividendos + juros sobre o capital em T0 / lucro líquido em T0) x 100 </li></ul>
  53. 53. <ul><li>Valor da Empresa (VE): é calculado como a soma entre o Valor de Mercado e a Dívida Líquida da Empresa, e reflete o valor total da empresa. Ou seja, o capital próprio (acionistas) e o de terceiros (dívida líquida). Em geral, o valor da empresa é usado no cálculo de índices relativos a Vendas, EBIT e EBITDA (todos eles representam fluxos disponíveis a acionistas e credores). </li></ul><ul><li>VE/EBITDA : o EBITDA é uma medida aproximada do fluxo de caixa operacional da Empresa, pois exclui depreciação e despesas financeiras. Esse múltiplo relaciona valor da empresa com a sua capacidade de geração de caixa (fluxo de caixa). Esse múltiplo não se aplica a empresas financeiras, pois para essas empresas endividamento financeiro (e despesas financeiras) faz parte de suas atividades normais. </li></ul>
  54. 54. Fluxo de caixa descontado <ul><li> n </li></ul><ul><li> P 0 =  (D t / (1 + k) t ) </li></ul><ul><li>Onde: </li></ul><ul><li>P0 = valor presente da ação </li></ul><ul><li>Dt = dividendo durante o período </li></ul><ul><li>k = taxa de desconto que representa o retorno requerido pelo investidor no ativo j </li></ul>t=1
  55. 55. <ul><li>Suponhamos que um investidor tenha estimado em R$ 0,40 e 0,44 os dividendos correntes a serem distribuídos, respectivamente, ao final de cada um dos próximos dois anos. Admitindo-se que o valor previsto de venda ao final do segundo ano seja de R$ 5,50 por ação, o preço máximo a ser pago por essa ação hoje, ao fixar-se em 18% ao ano a rentabilidade mínima desejada, é igual a: </li></ul><ul><li>D1 = 0,40 D2 = 0,44 P2 = 5,50 k = 18% </li></ul><ul><li>P0 = (0,40 / 1,18) + (0,44 / 1,182) + (5,50 / 1,182) </li></ul><ul><li>P0 = 0,339 + 0,316 + 3,950 </li></ul><ul><li>P0 = 4,60 / ação </li></ul>4,60 0,44 + 5,50 0,40
  56. 56. Modelo Gordon <ul><li>P 0 = D 1 / (k – g) </li></ul><ul><li>Onde: </li></ul><ul><li>D1 = dividendo </li></ul><ul><li>g = taxa de crescimento dos dividendos </li></ul>
  57. 57. Exemplo <ul><li>Consideremos uma ação com um dividendo corrente de R$ 1 por ação, e que tem a expectativa de crescer para R$ 1,09 no próximo ano. Você acredita que, no longo prazo, o lucro desta companhia e os dividendos vão continuar crescendo 9%. No longo prazo, você espera que a taxa de inflação vá cair. Você estabelece uma taxa de retorno para o longo prazo sobre essa ação de 13%. Com estes dados, calcule P0. </li></ul><ul><li>P1 = 1,09 g = 0,09 k = 0,13 </li></ul><ul><li>P 0 = D1 / (k – g) </li></ul><ul><li>P 0 = 1,09 / 0,13 – 0,09 </li></ul><ul><li>P 0 = R$ 27,25 </li></ul>
  58. 58. Derivativos
  59. 59. O que são derivativos? <ul><li>Instrumentos utilizados para minimizar os riscos contra oscilações de preços futuros de ativos, taxas de juros, indexadores e moedas. </li></ul><ul><li>Além da função de hedge , pode ser utilizado como alavancagem , aumentando as possibilidades de ganho sobre um determinado capital. </li></ul>
  60. 60. Definição <ul><li>Termo – acordo de compra e venda para liquidação futura </li></ul><ul><li>Futuro – contrato a termo padronizado </li></ul><ul><li>Opção – direito de compra e venda sobre ativos </li></ul><ul><li>Swap – acordo para troca de fluxos de caixa </li></ul>
  61. 61. Mercado de balcão <ul><li>Maior flexibilidade - hedge sob encomenda </li></ul><ul><li>Partes definem ativo, volume, vencimento </li></ul><ul><li>Ausência de liquidez </li></ul><ul><li>Risco de crédito </li></ul><ul><li>Falta de transparência na formação do preço </li></ul>
  62. 62. Bolsas de valores ou mercadorias <ul><li>Contratos padronizados – ativo, volume e vencimento </li></ul><ul><li>Clientes negociam apenas preço e quantidade </li></ul><ul><li>Transparência na formação de preços </li></ul><ul><li>Mercado secundário (liquidez) </li></ul><ul><li>Redução do risco de crédito – clearing house </li></ul>
  63. 63. Participantes do mercado <ul><li>Hedger – atua no mercado buscando proteção contra oscilação de preços (risco de mercado) </li></ul><ul><li>Ex: Exportador, Importador, Empresa com dívidas em dolar </li></ul><ul><li>Especulador – aposta na tendência dos preços (garante a liquidez) </li></ul>
  64. 64. Termo
  65. 65. Conceitos <ul><li>Acordo de compra e venda de um ativo com preço e prazo estabelecidos. </li></ul><ul><li>Contratos intransferíveis </li></ul><ul><li>Prazos: 30, 60, 90, 120, 150 e 180 dias (BOVESPA – min 12 dias) </li></ul><ul><li>Valor a Termo = Preço a Vista x (1 + i) n </li></ul><ul><li>Garantias: </li></ul><ul><ul><li>Cobertura </li></ul></ul><ul><ul><li>Margem (dinheiro, títulos públicos, ações, ouro, fiança) </li></ul></ul>
  66. 66. Exemplos <ul><li>Se um importador deseja garantir a taxa de câmbio para 30 dias ele pode comprar dólar a termo junto a um banco. </li></ul><ul><li>Investidor não tem dinheiro agora mas deseja garantir o preço. </li></ul>
  67. 67. Características <ul><li>Contratos feitos sob encomenda </li></ul><ul><li>Inexistência de mercado secundário – risco de liquidez </li></ul><ul><li>Risco de contraparte – risco de crédito </li></ul><ul><li>Geralmente são negociados em balcão </li></ul><ul><li>Não há transparência na formação dos preços </li></ul><ul><li>Contratos não são padronizados </li></ul><ul><li>Geralmente são liquidados com a entrega do ativo </li></ul><ul><li>Para sair da posição é necessário encontrar uma contraparte disposta a fazer uma operação inversa pelo prazo que falta </li></ul>
  68. 68. Estratégias <ul><li>Alavancagem </li></ul><ul><ul><li>Investidor aposta numa queda da ação mas não tem o ativo em carteira. </li></ul></ul><ul><ul><li>Investidor aposta numa alta firme do mercado e deseja comprar uma quantidade de ações superior à que sua disponibilidade financeira permitiria comprar a vista naquele momento. </li></ul></ul><ul><li>Proteger Preços - investidor espera uma alta no preço de uma ação mas seus recursos estão aplicados em outro ativo, que não pode se desfazer. </li></ul><ul><li>Aumentar a Receita – Investidor quer se desfazer da ação e só vai precisar dos recursos no futuro. </li></ul>
  69. 69. <ul><li>Operação Caixa – investidor em ações precisa de recursos para uma aplicação rápida, mas não quer deixar a posição na ação. </li></ul><ul><li>Operação Financiamento – investidor não está interessado em correr o risco da ação, mas apenas em ganhar a diferença existente entre os preços a vista e a termo, ou seja, os juros da operação. </li></ul><ul><li>Diversificação - investidor quer apostar na alta do mercado, mas não quer concentrar todos os seus recursos em apenas um ativo para não assumir riscos muito elevados. </li></ul>
  70. 70. Futuros
  71. 71. Conceitos <ul><li>Um contrato de futuro dá ao detentor tanto o direito como a obrigação de conduzir a transação envolvendo outro título ou commodity – ativo – numa data futura pré-determinada a um preço pré-definido. </li></ul><ul><li>Contrato a termo padronizado: Bolsa estipula ativo, volume e data de liquidação. </li></ul><ul><li>Clientes negociam preço e quantidade. </li></ul><ul><li>Ajuste diário </li></ul>
  72. 72. Margem de garantia <ul><li>Garante o pagamento de 2 ajustes diários </li></ul><ul><li>Calculada pela Bolsa com base em dados históricos (últimos 40 pregões) e cenário de estresse </li></ul><ul><li>São aceitos dinheiro, títulos públicos e outros ativos indicados pela Bolsa </li></ul><ul><li>Se um participante não paga o ajuste diário, a bolsa liquida sua posição e utiliza as garantias </li></ul><ul><li>Podem ser alteradas pela Bolsa em função da volatilidade </li></ul><ul><li>Garantias são executadas em cascata </li></ul><ul><li>Saldo da margem < saldo mínimo: chamada de margem </li></ul><ul><li>Saldo da margem > saldo mínimo: cliente pode sacar </li></ul>
  73. 73. Contratos negociados na BM&F <ul><li>Contratos financeiros: </li></ul><ul><li>Juros DI Taxa de câmbio Ouro </li></ul><ul><li>Ibovespa Cupom cambial Títulos da dívida externa </li></ul><ul><li> </li></ul><ul><li>Contratos de commodities: </li></ul><ul><li>Soja Milho Açúcar </li></ul><ul><li>Café Boi gordo Algodão </li></ul><ul><li>Álcool anidro Etanol </li></ul>
  74. 74. Características dos contratos futuros Produto Quantidade por contrato futuro Meses de vencimento Café 100 sacas de 60 quilos Março, maio, julho, setembro e dezembro Açúcar 270 sacas de 50 quilos Março, maio, agosto, outrubro e dezembro Álcool 30 metros cúbicos Março, maio, agosto, outrubro e dezembro Soja 450 sacas de 60 quilos Fevereiro, março, maio, julho, setembro e novembro Milho 450 sacas de 60 quilos Fevereiro, março, maio, julho, setembro e novembro Algodão 12.750 quilos Março, maio, julho, outubro e dezembro Boi gordo 330 arrobas Todos os meses  
  75. 75. Depósito interfinanceiro – DI futuro <ul><li>Objeto de negociação: taxa de juros efetiva ano </li></ul><ul><li>A taxa reflete a expectativa do mercado mediante a acumulação das taxas diárias do CDI até o vcto </li></ul><ul><li>Negocia taxa, mas registra PU </li></ul><ul><li>PU = 100.000 / (1 + 1) du/252 </li></ul><ul><li>Quantidade de contratos = valor da posição / PU </li></ul><ul><li>Comprado em DI (taxa) é equivalente a vendido em PU </li></ul><ul><li>Vendido em DI (taxa) é equivalente a comprado em PU </li></ul><ul><li>PU ajuste do dia anterior é corrigido pelo CDI </li></ul><ul><li>Ganho ou Perda = PU ajuste – PU ajuste D-1 corrigido </li></ul>
  76. 76. Opções
  77. 77. Conceitos <ul><li>Direito de compra e venda sobre ativos </li></ul><ul><li>Opção americana x européia </li></ul><ul><li>Titular (comprador) </li></ul><ul><li>Lançador (vendedor) </li></ul><ul><li>Call (opção de compra) </li></ul><ul><li>Put (opção de venda) </li></ul><ul><li>Série de opções </li></ul><ul><li>Se lançador: apresentar cobertura ou margem </li></ul>
  78. 78. Denominação das opções na Bovespa Opção Vencimento Compra Venda A M Janeiro B N Fevereiro C O Março D P Abril E Q Maio F R Junho G S Julho H T Agosto I U Setembro J V Outubro K W Novembro L X Dezembro EXEMPLOS: PETR H18 - Opção de Compra sobre Petrobrás PN, com vencimento em agosto e preço de exercício de $ 180,00 por lote de mil ações*. VALE V23 - Opção de Venda sobre Vale do Rio Doce PNA, com vencimento em outubro e preço de exercício de $ 30,00 por ação*. (*) A identificação das séries autorizadas e seus respectivos preços de exercício são divulgadas diariamente pela BOVESPA
  79. 79. Considerações precificação opções <ul><li>Valor tempo </li></ul><ul><li>Valor intrínseco </li></ul><ul><li>Taxa de juros </li></ul><ul><li>Volatilidade </li></ul>
  80. 80. Classificação das opções Preço de exercício menor que o preço do objeto. Preço de exercício maior que o preço do objeto. Fora do Dinheiro ( “Out of the money” ) Preço de exercício igual ao preço do objeto. Preço de exercício igual ao preço do objeto. No Dinheiro ( “At the money” ) Preço do exercício maior que o preço do objeto. Preço de exercício menor que o preço do objeto. Dentro do Dinheiro ( “In the money” ) OPÇÃO DE VENDA OPÇÃO DE COMPRA CLASSIFICAÇÃO
  81. 81. Classificação call
  82. 82. Classificação put
  83. 83. Valor tempo <ul><li>Opção: compra de ação Alegre PN </li></ul><ul><li>Prazo até vencimento da opção: 20 dias </li></ul><ul><li>Preço a vista da ação Alegre PN: $ 92,00 </li></ul><ul><li>Preço de exercício: $ 86,00 </li></ul><ul><li>Cotação opção: $ 7,00 </li></ul>Leva em consideração: prazo até vencimento, volatilidade, custo do dinheiro e rendimento Prêmio: $ 7,00 Valor intrínseco: $ 6,00 Valor tempo: $ 1,00
  84. 84. Swap
  85. 85. Características <ul><li>Swap = Troca de fluxo financeiro </li></ul><ul><li>Esses fluxos podem se referir a: </li></ul><ul><ul><li>Moedas – trocar RS$ x US$ ou Dolares x Yenes </li></ul></ul><ul><ul><li>Taxas de Juros – trocar prefixado x posfixado </li></ul></ul><ul><ul><li>Indexadores – trocar variação cambial x CDI, CDI x IGPM </li></ul></ul><ul><li>Ajuste no vencimento por diferença </li></ul><ul><li>Negociação em balcão </li></ul><ul><li>Bancos são obrigados a registrar na Cetip ou na BM&F </li></ul>
  86. 86. Características <ul><li>Não há movimentação de caixa no momento D+0 </li></ul><ul><li>O valor fixado pelas partes é apenas referência (Valor Nocional) </li></ul><ul><li>Sempre há uma posição ativa e uma passiva </li></ul><ul><li>No vencimento ocorre a liquidação por diferença </li></ul><ul><ul><li>Comprado  comprado, dado ou aplicado no indexador 1 </li></ul></ul><ul><ul><li>Vendido  vendido, tomado ou captado no indexador 1 </li></ul></ul><ul><li>Empresa com dívidas em dólar realiza swap com um banco </li></ul><ul><ul><li>recebe variação do dólar + cupom e paga CDI </li></ul></ul>
  87. 87. IR e ajuste negativo Valor aplicado R$ 100.000   Taxa pré 35% a.a.   Valor no resgate R$ 135.000 100.000 + (100.000 x 35%) Rendimento R$ 35.000 135.000 – 100.000 Alíquota IR* 20%   (-) Valor IR recolhido R$ 7.000 35.000 x 20% Valor a receber R$ 128.000 135.000 – 7.000 Rentabilidade DI 27%   (+)Ajuste (R$ 8.000) (100.000 x 27%) – (100.000 x 35%) Líquido a receber R$ 120.000  
  88. 88. Com mais detalhes... Valor reajustado DI R$127.000 100.000 + (100.000 x 27%) Ganho hipotético R$ 27.000 127.000 – 100.000 IR a recolher hipotético R$ 5.400 27.000 x 20% Líq. a receber hipotético R$121.600 127.000 – 5.400 Valor líquido recebido R$120.000 Conforme cálculo anterior Perda no IR R$ 1.600 121.600 – 120.000
  89. 89. Fundo de Investimento
  90. 90. Estrutura legal do fundo <ul><li>Formado sob a forma de condomínio </li></ul><ul><li>Tem CNPJ </li></ul><ul><li>Não faz parte do balanço do banco => não gera funding para o banco </li></ul><ul><li>Não tem garantia do FGC </li></ul><ul><li>Tem demonstrativos financeiros próprios </li></ul><ul><li>O banco não é dono do fundo, e sim os cotistas </li></ul>
  91. 91. Vantagens de um fundo <ul><li>“ A união faz a força” </li></ul><ul><li>Gestão profissional </li></ul><ul><li>Diversificação </li></ul><ul><li>Equidade </li></ul><ul><li>Facilidade no acompanhamento da performance </li></ul>
  92. 92. Órgãos reguladores / fiscalizadores <ul><li>CVM </li></ul><ul><li>ANBID = auto-regulador </li></ul>
  93. 93. Figuras de um fundo <ul><li>Gestor </li></ul><ul><li>Administrador </li></ul><ul><li>Distribuidor </li></ul><ul><li>Custodiante </li></ul><ul><li>Auditor </li></ul>
  94. 94. Fonte: ANBID Principais gestores de fundos –abril 2008   100,0% 1.210.862,4 TOTAL    100,0% 26,7% 322.834,5 OUTROS   73,3% 2,1% 25.982,4 BANCO SAFRA INVEST. 10 71,2% 3,4% 41.744,8 ABN AMRO REAL 9 67,7% 4,4% 53.587,0 HSBC 8 63,3% 4,4% 53.775,9 SANTANDER 7 58,9% 4,6% 55.844,4 UNIBANCO 6 54,3% 4,8% 58.182,6 UBS PACTUAL 5 49,5% 5,8% 70.697,3 CEF 4 43,6% 12,2% 147.224,1 BRADESCO 3 31,5% 12,5% 151.023,8 ITAU 2 19,0% 19,0% 229.965,6 BB 1 Acumulado Market share PL admin R$ MM Gestor  
  95. 95. Principais administradores – abril 2008   100,0% 1.210.862,4 TOTAL   100,0% 23,5% 285.070,6 OUTROS   76,5% 3,5% 41.775,2 ABN AMRO REAL 10 73,0% 4,8% 57.608,2 UNIBANCO 9 68,2% 4,9% 58.780,6 SANTANDER 8 63,4% 5,1% 62.053,9 UBS PACTUAL 7 58,3% 5,1% 62.159,7 BNY MELLON DTVM 6 53,1% 5,2% 62.457,7 HSBC 5 48,0% 5,8% 70.639,1 CEF 4 42,1% 11,2% 135.264,5 BRADESCO 3 31,0% 11,8% 142.601,4 ITAU 2 19,2% 19,2% 232.451,3 BB 1 Acumulado Market share PL admin R$ MM Administrador  
  96. 96. Chinese Wall $ Banco $ Clientes
  97. 97. Chinese Wall $ Banco $ Clientes Empresas de Asset Management
  98. 98. Tipos de fundos – quanto à emissão de cotas <ul><li>Abertos – Emitem e resgatam cotas indefinidamente, de acordo com suas regras. </li></ul><ul><li>Fechados – Emitem uma quantidade de cotas pré estabelecida. Não há resgate. As vendas têm que ser feitas no mercado secundário (balcão / bolsa para alguns). Podem ter prazo de encerramento ou não. São montados com finalidade específica. Valores da cota: patrimonial e de mercado. </li></ul>
  99. 99. Tipos de fundos – quanto à regulamentação <ul><li>FI / FIC de FI </li></ul><ul><li>FI Imobiliário </li></ul><ul><li>FIDC / FIC-FIDC </li></ul><ul><li>Fundo de Previdência </li></ul><ul><li>Fundo de Privatização </li></ul>
  100. 100. Estrutura – FIC Asset Success FIC Havens FI Asset A FI Asset B FI Asset H FI Asset G FI Asset F FI Asset E FI Asset C FI Asset D
  101. 101. Estrutura - FIC FI DI FIC DI Diamante FIC DI Rubi FIC DI Quartzo FIC DI C Topázio Tx adm: 0,5% 1,0% 2,0% 4,0% Investimento Mínimo: R$ 250.000 R$ 100.000 R$ 20.000 R$ 500
  102. 102. Classificação CVM 409 <ul><li>Curto prazo </li></ul><ul><li>Referenciado </li></ul><ul><li>Renda fixa </li></ul><ul><li>Ações </li></ul><ul><li>Cambial </li></ul><ul><li>Dívida Externa </li></ul><ul><li>Multimercado </li></ul>
  103. 103. Instrução CVM 450 <ul><li>30/03/2007 </li></ul><ul><li>Objetivos </li></ul><ul><ul><li>Melhorar nível de informação aos investidores; </li></ul></ul><ul><ul><li>Ampliar alternativas de investimento; </li></ul></ul><ul><ul><li>Assegurar que o perfil de risco do cliente seja analisado. </li></ul></ul>
  104. 104. Principais alterações - 450 <ul><li>Investimento no exterior: </li></ul><ul><ul><li>Fundos Multimercado – até 20% </li></ul></ul><ul><ul><li>Outros fundos – até 10% </li></ul></ul><ul><li>Fundos para investidores “super qualificados” (invest. mínimo = R$ 1milhão) não têm restrições de limite. </li></ul><ul><li>Fundo de Crédito Privado </li></ul><ul><ul><li>mais de 50% PL em crédito privado </li></ul></ul><ul><ul><li>Termo de ciência de risco </li></ul></ul><ul><li>Prazo máximo de ocultação de carteira: 30 dias. </li></ul>
  105. 105. Fundos por segmento – fevereiro 08 Disponível em < http://www.anbid.com.br/documentos_download/fundos_investimentos/boletins_mensais/Boletim_fev_08.pdf >
  106. 106. Classificação ANBID <ul><li>Curto prazo </li></ul><ul><li>Referenciado: DI, dólar, euro, outros </li></ul><ul><li>Renda fixa: pré / crédito / indexadores / alavancados </li></ul><ul><li>Multimercado: balanceado, s/c alancagem, s/c rd variável </li></ul><ul><li>Capital protegido </li></ul><ul><li>Investimento exterior </li></ul><ul><li>Ações: indexados, ativos s/c alavancagem, setoriais, outros, fechados </li></ul><ul><li>Privatização </li></ul><ul><li>Imobiliário </li></ul>
  107. 107. Cota <ul><li>PL / quantidade de cotas </li></ul><ul><li>Abertura x fechamento </li></ul><ul><li>“ Come cotas” </li></ul><ul><li>Marcação a mercado </li></ul>
  108. 108. Marcação a mercado Preço de ajuste do pregão fornecido pela BM&F. Mercados futuros Cotações médias do encerramento do pregão da BOVESPA. Não havendo negociação no dia, é mantido o preço médio do último pregão em que houve negociação. Ações e opções de ações Metodologia de marcação a mercado Título
  109. 109. Taxa contratada (% do indexador) no início da operação e percentual deste mesmo indexador exigido para operação similar da data de análise ao vencimento. Operações pós fixadas Valor de vencimento (valor de resgate) deste título trazido a valor presente pelo fator de desconto (referente à data de vencimento do título) obtido com base na curva de juros prefixados verificada no mercado. Operações prefixadas Metodologia de marcação a mercado Título
  110. 110. Valor projetado de resgate deste título trazido a valor presente pelo fator de desconto (referente à data de vencimento do título) obtido da curva de juros de mercado em reais. Operações indexadas ao IGPM (+ cupon) Levam em conta a variação do dólar com retornos especificados em variação cambial + cupom contratado. Operações indexadas ao Dólar (+ cupon) Metodologia de marcação a mercado Título
  111. 111. Individualizar cada parcela que compõem os swaps, considerando tanto as pontas ativas quanto as passivas. Estruturas com swap Metodologia de marcação a mercado Título
  112. 112. Taxa de administração <ul><li>Fixa </li></ul><ul><li>Performance </li></ul><ul><ul><li>critério de linha d’água </li></ul></ul><ul><ul><li>Que fundos podem cobrar performance? </li></ul></ul><ul><li>Taxa de entrada </li></ul><ul><li>Taxa de saída </li></ul>
  113. 113. Investidor Qualificado <ul><li>Instituições financeiras; </li></ul><ul><li>Companhias seguradoras e sociedades de capitalização; </li></ul><ul><li>Entidades abertas e fechadas de previdência complementar; </li></ul><ul><li>Pessoas físicas ou jurídicas que possuam investimentos financeiros em valor superior a R$ 300.000,00 e que, adicionalmente, atestem por escrito sua condição de investidor qualificado mediante termo próprio; </li></ul><ul><li>Fundos de investimento destinados exclusivamente a investidores qualificados; e </li></ul><ul><li>Administradores de carteira e consultores de valores mobiliários autorizados pela CVM, em relação a seus recursos próprios. </li></ul>
  114. 114. Taxa de administração - Outras observações: <ul><li>Fatores que afetam o custo: risco e volume de aplicação mínimo. </li></ul><ul><li>Só pode ser elevada mediante Assembléia Geral de Condôminos. </li></ul><ul><li>Além da Tx Adm, o fundo incorre em outras despesas. </li></ul><ul><li>FIC têm que informar tx adm total </li></ul>
  115. 115. Fundo Exclusivo <ul><li>Liberdade na definição dos objetivos e estratégias de investimento. </li></ul><ul><li>Facilidade de controle </li></ul><ul><li>Vantagens fiscais: </li></ul><ul><ul><li>CPMF ( x Conta Investimento) </li></ul></ul><ul><ul><li>IOF </li></ul></ul>
  116. 116. Documentos do fundo <ul><li>Prospecto – política de investimento e riscos </li></ul><ul><li>Regulamento </li></ul><ul><li>Termo de adesão </li></ul><ul><li>Termo de ciência de risco </li></ul>
  117. 117. Art. 30 Instrução CVM 409 <ul><li>Todo cotista ao ingressar no fundo deve atestar, mediante termo próprio, que: </li></ul><ul><ul><li>recebeu o regulamento e, se for o caso, o prospecto; </li></ul></ul><ul><ul><li>tomou ciência dos riscos envolvidos e da política de investimento; </li></ul></ul><ul><ul><li>tomou ciência da possibilidade de ocorrência de patrimônio líquido negativo, se for o caso, e, neste caso, de sua responsabilidade por conseqüentes aportes adicionais de recursos. </li></ul></ul>
  118. 118. Instrução CVM 450 <ul><li>Adequar os fundos à nova realidade de mercado </li></ul><ul><li>Permite aplicação no exterior: </li></ul><ul><ul><li>20% fundos multimercados e </li></ul></ul><ul><ul><li>10% outros fundos </li></ul></ul>
  119. 119. Clube de Investimento
  120. 120. O que é um clube de investimento? Aplicação financeira criada por um grupo de pessoas que desejam investir seu dinheiro em ações de empresas, tornando-se sócio delas.
  121. 121. Para montar um clube de investimento você vai precisar de: □ Um estatuto social □ Um administrador, que deve ser uma Corretora membro da BOVESPA, uma Distribuidora ou um banco. □ Três sócios fundadores no mínimo
  122. 122. Gestão <ul><li>Contratada </li></ul><ul><li>Participantes do Clube </li></ul><ul><li>Compartilhada </li></ul>
  123. 123. Reuniões de acompanhamento
  124. 124. Algumas regras básicas <ul><li>150 participantes no máximo (exceção para funcionários de empresas) </li></ul><ul><li>51% mínimo aplicado em ações </li></ul><ul><li>Registro e fiscalização da BOVESPA, em conjunto com a CVM </li></ul>
  125. 125. Suporte Instituto Nacional de Investidores – INI www.ini.org.br
  126. 126. Metodologia <ul><li>Investir com regularidade, independentemente das perspectivas do mercado </li></ul><ul><li>Reinvestir todos os lucros </li></ul><ul><li>Investir nas empresas em crescimento </li></ul><ul><li>Diversificar para reduzir o risco </li></ul><ul><li>Comprar empresas com boa governança corporativa </li></ul>
  127. 127. Previdência privada <ul><li>PGBL x VGBL </li></ul><ul><li>Tributação </li></ul>
  128. 128. Análise dos fundos <ul><li>Gestor </li></ul><ul><li>Objetivos </li></ul><ul><li>Taxa de administração </li></ul><ul><li>Carteira </li></ul><ul><li>Rentabilidade </li></ul><ul><li>Riscos </li></ul><ul><li>Imposto de renda </li></ul>
  129. 129. Imposto de renda 15% 20% 24 meses ou mais 17,5% 20% 12 a 24 meses 20% 20% 6 a 12 meses 22,5% 22,5% Até 6 meses Outros Fundo Curto Prazo Prazo
  130. 130. Imposto de renda prev. privada 10% 10 anos ou mais 15% 8 a 10 anos 20% 6 a 8 anos 25% 4 a 6 anos 30% 2 a 4 anos 35% Até 2 anos Alíquota Prazo de permanência
  131. 131. Gestão de Riscos
  132. 132. <ul><li>Fronteira Eficiente </li></ul><ul><li>Desvio padrão </li></ul><ul><li>Tracking error </li></ul><ul><li>Tipos de risco </li></ul><ul><li>VaR </li></ul><ul><li>Stress test </li></ul><ul><li>Back test </li></ul><ul><li>Beta </li></ul><ul><li>Índice de Sharpe </li></ul>
  133. 133. Tracking error <ul><li>Risco associado ao deslocamento entre o retorno da carteira e o do benchmark que se deseja bater ou seguir. Medido pelo Erro Quadrático Médio (EQM). </li></ul><ul><li>Erro Quadrático Médio – Média dos quadrados das diferenças entre o benchmark e o retorno observado. </li></ul><ul><li>Semelhante ao desvio padrão. </li></ul><ul><li>Diferença: utiliza o benchmark e não a média dos retornos. </li></ul>
  134. 134. Tipos de risco <ul><li>Mercado </li></ul><ul><li>Crédito </li></ul><ul><li>Liquidez </li></ul><ul><li>Operacional </li></ul><ul><li>Legal </li></ul>
  135. 135. Risco sistemático Risco não-sistemático Risco sistemático Não-diversificável Desvio-padrão No. ativos
  136. 136. Value at Risk (VaR) <ul><li>Mede a pior perda esperada ao longo de determinado intervalo de tempo, sob condições normais de mercado e dentro de determinado nível de confiança. </li></ul><ul><li>Surgiu em 1994, depois de uma série de desastres com derivativos. </li></ul><ul><li>Instrumento abrangente e de fácil aceitabilidade e compreensão para mensurar o risco de mercado. </li></ul><ul><li>Induziu ao conceito de gestão de risco global da carteira. </li></ul><ul><li>Fornece aos usuários uma medida concisa do risco de mercado. </li></ul><ul><li>Mede o risco utilizando a mesma unidade de moeda constante do resultado do banco. </li></ul>
  137. 137. Exemplo <ul><li>Se o VAR de uma carteira de um banco é de R$ 35 milhões, a um nível de confiança de 99%, isso significa dizer que há apenas uma oportunidade em 100, sob condições normais de mercado, de ocorrer um prejuízo acima de US$ 35 milhões. Este único valor resume a exposição do banco ao risco de mercado, bem como a probabilidade de uma oscilação adversa. </li></ul>
  138. 138. O VaR serve para <ul><li>Fornecimento de informações gerenciais: serve para informar a alta gerência dos riscos incorridos em transações e operações de investimento, bem como acionistas. </li></ul><ul><li>Alocação de recursos: estabelecimento de limites de posição para traders e para decisão sobre onde alocar recursos. </li></ul><ul><li>Avaliação de performance: pode ser usado para que o desempenho se ajuste ao risco. </li></ul>
  139. 139. Stress test <ul><li>Análise que estima a perda financeira em cenários econômico-financeiros críticos. </li></ul><ul><li>Permite complementar a análise do VaR, que considera as condições de mercado como de normalidade. Enquanto o VaR tende a avaliar o risco “cotidiano”, em condições de normalidade, o Stress Test avalia o risco em situações de crise . A análise conjunta tende a ser muito mais eficiente. </li></ul>
  140. 140. Back testing <ul><li>Como os administradores de recursos sabem que os modelos quantitativos de análise podem oferecer retornos ajustados ao risco acima da média? </li></ul><ul><ul><li>Eles esperam que o futuro seja similar ao passado, porque as estratégias quantitativas foram back tested. </li></ul></ul><ul><ul><li>Examinam se a composição e o retorno das carteiras teriam funcionado a contento no passado, através da utilização de dados históricos. </li></ul></ul><ul><ul><li>O back test busca avaliar a consistência entre o resultado do VaR e o resultado efetivo do fundo , avaliando empiricamente a robustez dos modelos utilizados para estimar o risco do fundo. </li></ul></ul><ul><ul><li>Compara as oscilações efetivamente ocorridas com os valores do VaR calculados historicamente. </li></ul></ul><ul><ul><li>Risco da ferramenta: as relações existentes no passado não são garantias de repetição no futuro. </li></ul></ul>
  141. 141. Beta M ede o risco sistemático baseado na covariância do ativo com o mercado Retorno da ação Retorno do Mercado Beta Beta
  142. 142. Índice de Sharpe <ul><li>William F. Sharpe, em 1966, escreveu um paper onde ele procurava avaliar a performance dos fundos de investimentos. </li></ul><ul><li>Usa o desvio padrão dos retornos como uma medida de risco. </li></ul><ul><li>Avalia o portfolio manager com base em retorno e diversificação </li></ul>
  143. 143. Sharpe <ul><li>R i = média dos retornos da carteira i num período t </li></ul><ul><li>RFR = média dos retornos de um título sem risco num períod t </li></ul><ul><li> i = desvio padrão do retorno da carteira i num período t </li></ul>S i = R i – RFR  i
  144. 144. Exemplo <ul><li>Assumindo que o risco do mercado é 0,14, a taxa sem risco é 0,08 e que o desvio padrão do retorno anual do mercado é 0,20, examine os portfolios abaixo: </li></ul><ul><li>Portfolio Retorno médio Desvio padrão </li></ul><ul><li>anual do retorno </li></ul><ul><li>D 0,13 0,18 </li></ul><ul><li>E 0,17 0,22 </li></ul><ul><li>F 0,16 0,23 </li></ul>
  145. 145. Calculando... S m = R m – RFR = 0,14 – 0,08 = 0,300  m 0,20 S D = R D – RFR = 0,13 – 0,08 = 0,278  D 0,18 S E = R E – RFR = 0,17 – 0,08 = 0,409  D 0,22 S F = R F – RFR = 0,16 – 0,08 = 0,348  D 0,23
  146. 146. Estratégia de Stop loss <ul><li>A estratégia de stop loss procura definir a perda máxima aceita para mudança de posição. </li></ul>
  147. 147. Alocação de portfolio <ul><li>Etapas: </li></ul><ul><ul><li>Demonstrativo Financeiro Pessoal </li></ul></ul><ul><ul><li>Definição de necessidades (fluxo de caixa) </li></ul></ul><ul><ul><li>Definição de perfil </li></ul></ul><ul><ul><li>Definição de objetivos </li></ul></ul><ul><li> Asset Allocation </li></ul>
  148. 148. Processo 1. Definir política de investimento Foco: necessidades de cto e lgo pzo; familiaridade c/ mer. Fin.; expectativas  2. Examinar cenários atuais e projetados nas áreas financeira, econômica, política e social Foco: expectativa no curto e médio prazo para usar na montagem de um portfolio específico  3. Implementar o plano, montando o portfolio Foco: Atender as necessidades do investidor com o menor risco possível  4. Fazer feedback: monitorar e atualizar as necessidades do investidor, condições de mercado e performance do portfolio
  149. 149. Muito obrigada Lilian Gallagher Tels: 2215-0276 ou 9225-7227 [email_address]
  150. 150. <ul><li>Telefones : (21) 3814-3927 </li></ul><ul><li>Internet : www.andima/treinamento.com.br </li></ul><ul><li>E-mail : [email_address] </li></ul>

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