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Características do jornalismo online em sites de telejonais brasileiros   um estudo preliminar - liana vidigal rocha
 

Características do jornalismo online em sites de telejonais brasileiros um estudo preliminar - liana vidigal rocha

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O objetivo do artigo é identificar as características do jornalismo online presentes na página da web do Jornal Nacional, da Rede Globo. O programa foi escolhido para dar início a esse estudo por ...

O objetivo do artigo é identificar as características do jornalismo online presentes na página da web do Jornal Nacional, da Rede Globo. O programa foi escolhido para dar início a esse estudo por ser o telejornal com maior índice de audiência em TV aberta. O artigo mostra ainda quais as características do jornalismo online já foram identificadas pelos pesquisadores.

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    Características do jornalismo online em sites de telejonais brasileiros   um estudo preliminar - liana vidigal rocha Características do jornalismo online em sites de telejonais brasileiros um estudo preliminar - liana vidigal rocha Document Transcript

    • SBPJor – Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo VIII Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo (Universidade Federal do Maranhão, São Luís), novembro de 2010:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: Características do jornalismo online em sites de telejornais brasileiros – um estudo preliminar Liana Vidigal Rocha 1Resumo: Um dos grandes diferenciais da internet em relação aos demais veículos decomunicação é a informação em tempo real. Entretanto, isso não significa que os sitesjornalísticos explorem todas as suas características, seja por razões econômicas ou porconveniência. As características do jornalismo na internet aparecem, majoritariamente, comopotencialização e não como ruptura. Essa ruptura se dá no momento em que a internet nãoapresenta limites, nem de tempo e nem de espaço. Portanto, o objetivo do artigo é identificar ascaracterísticas do jornalismo online presentes na página da web do Jornal Nacional, da RedeGlobo. O programa foi escolhido para dar início a esse estudo por ser o telejornal com maioríndice de audiência em TV aberta. O artigo mostra ainda quais as características do jornalismoonline já foram identificadas pelos pesquisadores.Palavras-chave: jornalismo online; características; sites; telejornais, Jornal NacionalIntrodução A internet pode ser definida como uma rede de computadores conectados de“forma transcontinental e que compartilham o mesmo conjunto de protocolos”2 (2000).Para Castells (2001, p. 8), a internet é um “meio de comunicação que permite, pelaprimeira vez, a comunicação de muitos com muitos, num momento escolhido, em escalaglobal”. Motivada pela Guerra Fria, a rede nasceu no Pentágono, em Washington, e foirealizado pela agência norte-americana ARPA (Advanced Research Projects Agency –Agência de Pesquisas em Projetos Avançados). O objetivo era criar uma malha decomunicação que não fosse centralizada e vulnerável no caso de um ataque nuclear.1 Doutora e Mestre em Ciências da Comunicação pela ECA-USP, jornalista diplomada, professora-adjunta do cursode Comunicação Social da Universidade Federal do Tocantins (UFT). Email: lividigal@uol.com.br.2 VOLLTATH, Berenice. Recursos Audiovisuais em sala de aula. Rev. PEC, Curitiba, v.1. n.1, p.5-10, jul.2000-jul.2001. Disponível em http://www.bomjesus.br/publicacoes/pdf/revista_PEC/recursos_audiovisuais_em.pdfAcessado em 11 jul 2010.
    • SBPJor – Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo VIII Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo (Universidade Federal do Maranhão, São Luís), novembro de 2010:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: A Internet tem seus precedentes no contexto da Guerra Fria e do início da corrida espacial, quando o presidente americano Dwight Eisenhower resolveu criar a Arpa (Advanced Research Projects Agency), como resposta ao lançamento do primeiro satélite espacial, o Sputinik, pela União Soviética, em 1957. [...] A primeira missão da Arpa foi colocada em prática em 1962 ao encarregar a Rand Corporation de desenvolver mecanismos que assegurassem as comunicações do governo americano numa situação de ataque nuclear.3 (FREITAS, 1999). De acordo com Freitas (1999), no ano de 1967, “quatro universidades norte-americanas seriam escolhidas para implementar a rede de pacotes”. Tal rede recebeu onome de Darpanet, mas, em seguida, foi rebatizada de Arpanet. Em 1972, acontece aprimeira demonstração pública da rede, poucos meses antes de ser anunciada a invençãodo e-mail. No ano seguinte, surge a primeira conexão internacional com a incorporaçãoda Universidade de Londres ao projeto. Inicia-se um período de extraordinário avanço técnico e de internacionalização da Arpanet, com as primeiras conexões com a University College de Londres, na Inglaterra, e o Royal Radar Establishment, na Noruega. O primeiro serviço comercial conectado à Arpanet, o Telenet da BBN, entraria em operação em 1973 (FREITAS, 1999). No início dos anos de 1980, a Arpanet se tornou “grande demais para atender osrequisitos de eficiência e segurança dos militares”4. A solução encontrada foi criar umarede privativa que recebeu o nome de Milnet. Nessa mesma época, a National ScienceFoundation fundou a Csnet, uma rede voltada para a comunidade científica, e, emparceria com a IBM, a Bitnet, direcionada para estudiosos de matérias não-científicas. A conjunção destas e de outras redes levou o nome de Arpa-Internet, mais tarde conhecida apenas como internet. Com a queda nos preços dos equipamentos, a internet acabou se estendendo aos lares, formando a grande teia de uso comum que conhecemos hoje. Em 1996, esta malha interligava 100 mil redes.5 No Brasil, as iniciativas começaram em 1988 com a reunião de pesquisadores,representantes do governo e da Embratel para a discussão de uma rede nacional com3 FREITAS, Hélio. Nem tudo é notícia – o Grupo Folha na Internet. Universidade Metodista de SãoPaulo. Dissertação de Mestrado do curso de Pós-graduação em Comunicação Social. São Bernardo doCampo, 1999. Disponível em http://www2.metodista.br/unesco/helio/capitulo2.htm. Acessado em: 10 dejulho de 2010.4 Informações obtidas no site da RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa. Disponível em:http://www.rnp.br/noticias/imprensa/2002/not-imp-marco2002.html Acessado em 20 jul 2010.5 Idem.
    • SBPJor – Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo VIII Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo (Universidade Federal do Maranhão, São Luís), novembro de 2010::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::fins acadêmicos. Nesse mesmo ano, o CNPq e a Fapesp ligaram-se a redesinternacionais (Bitnet e Hepnet) e, em 1989, a Universidade Federal do Rio de Janeiro(UFRJ) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) se conectaram àBitnet. A RNP surgiu em 1989 para unir essas redes embrionárias e formar um backbone de alcance nacional. Um ano antes, o Instituto Brasileiro de Análises Econômicas e Sociais (Ibase) começou a testar o AlterNex, o primeiro serviço brasileiro de internet não-acadêmica e não-governamental.6 Em 1995, o governo decide que a exploração comercial da Internet seria daEmbratel e da RNP (Rede Nacional de Pesquisas), sendo que os primeiros provedoresapareceram em julho desse mesmo ano. Até o momento a população mal sabia o que erainternet. Foi com a novela Explode Coração, veiculada pela Rede Globo em 1995, quemilhões de brasileiros viram como funcionava a comunicação em rede. O primeiroboom da Internet no Brasil aconteceu em 1996. Em abril desse ano, foi criado oUniverso Online, do Grupo Folha, que, mais tarde, se transformaria em UOL, um dosmaiores provedores do país.7 Em 1999, o número de internautas ultrapassava a marca dos 2,5 milhões. Nessemesmo ano, o Yahoo! Brasil entra em operação, a Telefônica compra o ZAZ e lança oTerra Networks. A rádio Jovem Pan inicia suas transmissões via web e o Grupo Globoanuncia a criação do portal Globo.com (o objetivo era disponibilizar todo o conteúdo dejornalístico e de entretenimento produzidos pelos veículos da empresa). A um passo do século XXI, o Brasil começa a utilizar a conexão banda larga e oIG lança o primeiro provedor de acesso grátis à internet. Em 2004, o país já tinha cercade 30 milhões de internautas e era líder mundial de inscritos no Orkut, um dos sites decomunidades virtuais mais procurados do mundo e que rapidamente se tornouextremamente popular no Brasil.6 Idem.7 FREITAS, Hélio. Nem tudo é notícia – o Grupo Folha na Internet. Universidade Metodista de SãoPaulo. Dissertação de Mestrado do curso de Pós-graduação em Comunicação Social. São Bernardo doCampo, 1999. Disponível em http://www2.metodista.br/unesco/helio/capitulo2.htm. Acessado em: 10 jul2010.
    • SBPJor – Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo VIII Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo (Universidade Federal do Maranhão, São Luís), novembro de 2010::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::Características e gerações Segundo J. B. Pinho (2003, 49-55), a internet é uma “ferramenta decomunicação bastante distinta dos meios de comunicação tradicionais – televisão, rádio,cinema, jornal e revista”. E por esse motivo possui peculiaridades que a diferenciamcomo instrumento de informação. De acordo com o pesquisador, as características dainternet que podem ser destacadas são: Não-linearidade: as estruturas de informação disponíveis nos sites não implicamem uma sequência pré-determinada, ou seja, o internauta não precisa seguir um únicocaminho. A internet oferece diferentes trajetórias de leitura e o principal responsável poressa facilidade é o hipertexto.8 Fisiologia: a leitura de conteúdo na tela do computador é mais cansativa que nosuporte papel, fazendo com que a leitura no meio online seja feita de forma maisvagarosa. Por este motivo, a recomendação era que o texto para a internet fosse umpouco mais curto. Com o desenvolvimento da internet e das suas potencialidades, essaindicação foi colocada em xeque. De acordo com Abreu9 (2009), “o ideal é darmoscondições aos usuários, por meio dos hiperlinks, para decidirem o quão curta ou extensaserá a leitura de acordo com os interesses e repertórios de cada um”. Dirigibilidade: Os veículos eletrônicos e impressos sofrem com a falta de tempoe espaço, além de terem editores que decidem o que será ou não notícia. No caso dainternet, a vantagem é que a informação pode ser dirigida para o público-alvo sem anecessidade de se utilizar determinados filtros. Qualificação: para Pinho (2003, p. 53), o público da internet era jovem equalificado (com alto nível de instrução)10. Porém, na época em que o autor escreveu olivro, essa característica se aplicava bem à internet. Com o passar dos anos, o que se viu,foi a presença do computador e da internet no cotidiano da população, independente de8 Segundo Primo e Recuero (apud Aquino, 2007), o hipertexto passou por três momentos: no primeiro sãoprocessos hipertextuais praticados nos textos impressos; no segundo as páginas web, criadas porprogramadores, os usuários comuns da Internet podem, na maioria das vezes, realizar uma navegaçãonão-linear por entre as trilhas hipertextuais; e no terceiro, finalmente, seria a prática convergente etambém a prática de um hipertexto construído de forma colaborativa, que se concretiza na web 2.0 cujaprincipal característica é a cooperação.9 ABREU, André. O mito do texto curto. Fevereiro de 2009. Texto disponível emhttp://imezzo.wordpress.com/2009/02/17/o-mito-do-texto-curto/#comments Acessado em 20 jul 2010.
    • SBPJor – Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo VIII Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo (Universidade Federal do Maranhão, São Luís), novembro de 2010::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::sexo, idade e classe social. Além disso, programas de inclusão digital foram criados noBrasil, permitindo que um maior número de pessoas tivesse acesso às tecnologias. Instantaneidade: a velocidade da internet faz com que as notícias sejampublicadas de forma mais rápida, permitindo a transferência de som, cor e movimentopara qualquer parte do mundo em questão de segundos. Além disso, a internetproporciona ainda, ao jornalismo, a chance das informações serem atualizadas. - Custos de produção e de veiculação: sem dúvidas, em relação a outros veículosde comunicação (televisão e jornal, por exemplo), “a internet é pouco dispendiosa”.Manter uma página na internet com conteúdo atualizado requer um investimento muitomenor se comparado a outras mídias, por exemplo, a televisão. Com o surgimento dosblogs, então, é possível manter uma página com conteúdo jornalístico na internet a umcusto baixíssimo. O blog é considerado uma ferramenta dinâmica, informativa, com altopoder de comunicação e democrático (qualquer pessoa com acesso à internet pode criar,escrever e publicar informações). Acessibilidade: basta estar conectado à internet para o usuário acessar um site aqualquer hora do dia, qualquer dia da semana ou do ano. Interatividade: as formas de interatividade na internet são diversificadas.Contudo, é importante ressaltar que o internauta pode interferir na informação, auxiliarna construção do conteúdo e interagir com diferentes pessoas ao mesmo tempo. No casodo jornalismo, o usuário pode sugerir pautas, criticar e/ou elogiar conteúdos, entrar emcontato com a redação (jornalista), participar de fóruns de discussão e de enquetes, etc. Pessoalidade: diretamente ligada à interatividade, esta característica prevê umacomunicação não somente pessoal como também interpessoal. Envio e recebimento dee-mails, chats e canais de comunicação são exemplos de interação por meio docomputador. Recepção ativa: ao contrário do rádio e da TV, a audiência na internet precisa“buscar a informação de maneira mais ativa”, isto é, com o número elevado de dadosdisponíveis na rede, o internauta é o principal responsável pela busca da informação,fazendo com que a internet seja uma mídia pull (que puxa a atenção e o interesse dousuário).
    • SBPJor – Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo VIII Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo (Universidade Federal do Maranhão, São Luís), novembro de 2010:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: No que se refere ao jornalismo, é possível afirmar que, ao longo dos anos, ospesquisadores elaboraram um conjunto de características que sintetizam asespecificidades da prática jornalística nas redes digitais (PALÁCIOS e RIBAS, 2007, p.35). As principais propriedades são: Hipertextualidade: é a possibilidade de interconectar textos, sites, arquivos e etcpor meio de links. Por meio da hipertextualidade o internauta pode acessar informaçõescontextualizadas e mais aprofundadas, visto que os links podem ser compostos porconteúdo multimídia ou, até mesmo, dados resgatados de material mais antigo. Multimidialidade: pode ser entendida como a convergência das mídiasconvencionais (texto, imagem e som) na narração do fato jornalístico. Contudo,Baldessar, Antunes e Rosa (2009) afirmam que: A multimidialidade no computador deve ser entendida como uma sobreposição de mídias feita com uso de hipermídia aliada ao controle do usuário e interatividade do mesmo. No jornalismo, a multimidialidade é vista em reportagens especiais onde são utilizados vários tipos de mídias: vídeos, imagens, infográficos, sons, ilustrações, hiperlinks, hipermídias e texto. Interatividade: o meio online faz com que o usuário possa fazer parte doprocesso de produção da notícia por meio dos chats, das enquetes e do e-mail. Alémdisso, a própria navegação pelos hipertextos também pode ser considerada umacircunstância interativa; A interatividade busca a inclusão do usuário/leitor como participante do processo jornalístico através de troca de e-mails (leitor/jornalista); da participação com comentários, enquetes e opinião; discussão em fórum e chats; e da navegação livre e seletiva de conteúdos (TOLDO E GONÇALVES, 2008). Personalização de conteúdo: o internauta, agora, tem a chance de configurar osprodutos jornalísticos de acordo com seus interesses, descartando material maçante. Umexemplo de personalização de conteúdo é a newsletter, espécie de boletim informativocujo conteúdo é enviado por e-mail para usuários cadastrados. Memória: a internet tem a capacidade de acumular um elevado número deinformações que, geralmente, são colocadas à disposição do usuário para que possa teracesso, com maior facilidade, ao material mais antigo. Também chamada de banco dedados, a memória pode ser considerada coletiva na medida em que está conectada (ouinterconectada) com outras diferentes informações e/ou usuários.
    • SBPJor – Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo VIII Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo (Universidade Federal do Maranhão, São Luís), novembro de 2010:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: Atualização contínua (instantaneidade): Essa característica refere-se ao acessorápido, a facilidade de produção e a disponibilização do conteúdo jornalístico nainternet. O diferencial do jornalismo na internet é que o material pode ser atualizadoconstantemente (até mesmo várias vezes ao dia). Entretanto, por ser atualizadoconstantemente, um site de notícias pode oferecer ao usuário muito mais conteúdo doque ele é capaz de assimilar. É possível afirmar que o jornalismo online passou por estágios que contribuírampara o seu desenvolvimento. Na primeira geração, chamada de reprodução, o conteúdodas publicações impressas era transposto para o meio online sem qualquer alteração. Asredações jornalísticas ainda não dispunham também de recursos dedicadosexclusivamente à edição digital do material. A segunda geração do jornalismo online refere-se à introdução do hipertexto, autilização do e-mail e a incorporação de elementos audiovisuais, como arquivos deáudio e vídeo, caracterizando-se como uma etapa em que a configuração física de umjornal eletrônico começa a separar-se do impresso. A terceira geração pode ser entendida como a de incrementação dos conteúdosmultimídia (imagem, texto, som e vídeo). Foi nesse momento que a oferta de serviçosorientados ao entretenimento, a criação de comunidades e o comércio eletrônico tiveramum considerável aumento. É a fase do desenvolvimento de conteúdo exclusivo para aweb. As empresas jornalísticas, exclusivas ou não da web, tiveram que incorporarelementos interativos (chats, fóruns, enquetes, comentários etc) e contratar profissionaisespecializados no trabalho da edição digital. Finalmente, a quarta geração do jornalismo online está ligada à fase dojornalismo participativo, que pode ser entendido como “o ato de um cidadão ou grupoparticipar ativamente no processo de busca, análise, produção e disseminação denotícias e informações” (GILLMOR, 2004).Telejornalismo e Internet: tempos de convergência De acordo com Squirra (2002, online), o telejornalismo é um “gênerojornalístico que representa uma prática de difusão de informações conhecida, estudada ejá bem familiar para a sociedade”. Em contrapartida, a internet é uma mídia recente,
    • SBPJor – Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo VIII Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo (Universidade Federal do Maranhão, São Luís), novembro de 2010::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::atraente e que chama a atenção de pesquisadores, “apesar de configurar-se como recursoexclusivo de parte da população”. A migração de conteúdos das redes e emissoras de televisão para a internet coma criação de portais e sítios próprios marca um momento peculiar do telejornalismo,pois desperta um novo relacionamento com o telespectador - internauta. A partir dadefinição proposta por Silva Júnior (2001) ao analisar o desenvolvimento de sites dejornais, Amaral (2007) apresenta modelos de classificação para o telejornalismo na web: MODELOS DE TELEJORNALISMO VIRTUAL Modelo I -  Simples transposição do telejornal para o ciberespaço Transpositivo em Tempo via transmissão pela Internet em tempo real; Real  Transmissão simultânea na televisão e na Internet, mantendo o mesmo conteúdo. Modelo II -  Os telejornais são colocados em menus on demand Transpositivo em que o internauta acessa de acordo com seu On Demand interesse e no momento que preferir. Modelo III -  Os telejornais são disponibilizados na Internet ao Transpositivo vivo, em tempo real e também permanecem no menu On demand e em tempo de arquivos on demand para que o internauta acesse real quando quiser.  Os telejornais são disponibilizados pela Internet com sua estrutura modificada, diferente do que foi Modelo IV - transmitido pela televisão. Geralmente, as Semi-Transpositivo reportagens são fracionadas por assunto e a disposição das matérias nas páginas do website segue o padrão de importância editorial atribuída à notícia.  Algumas emissoras disponibilizam os telejornais na ìntegra somente para assinantes.  Os telejornais são apresentados exclusivamente pela Modelo V – Internet, utilizando a linguagem tradicional do Convencional jornalismo de televisão. Este modelo pode ser Hipermidiático subdividido em outros dois sub-modelos: o convencional hipermidiático original, produzido inteiramente pelo portal ou site, e o modelo hipermidiático terceirizado que utiliza material de terceiros, notadamente de agências de notícias.
    • SBPJor – Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo VIII Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo (Universidade Federal do Maranhão, São Luís), novembro de 2010::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::  Os telejornais são apresentados somente pela Internet, por empresas de televisão que produzem Modelo VI -Hipermidiático conteúdos exclusivos para a rede. Esse modelo reúne Convergente Interativo todos os elementos interativos possibilitados no ambiente virtual como chats, entrevistas ao vivo, envio de e-mails, vídeos, áudios e dados disponibilizados numa convergência de mídias. Quadro 1- Fonte: AMARAL (2007, p. 8 -9). A presença dos telejornais na internet interfere também na rotina de produção,uma vez que cria a necessidade de se produzir conteúdos que respeitem ascaracterísticas principais de cada mídia, televisão e Internet, e ao mesmo tempo sejamcomplementares entre si. Esta constatação esbarra na dificuldade de aliar o que Fachine(2009) chama de “lógica” de cada meio. Para a autora, a televisão operaria com a“escala coletiva e a lógica da oferta”, enquanto que a Internet com a “escala individual ea lógica da demanda”, e que o respeito a essas especificidades evitaria “os equívocosprovocados pela „importação‟ de formatos interativos da Internet pela TV sem quesejam levadas em consideração as características próprias a cada dispositivo.” Como conciliar os desejos de „assistir‟, que remete a uma situação espectatorial de caráter mais contemplativo e coletivo e de „interagir‟, que apela à ação e à individualidade? A busca por respostas a tais questões deve começar pela compreensão da interatividade como forma de comunicação ancorada, essencialmente, na participação. Pode ser pensada tanto como procedimento (tecnológico), quanto como processo (comunicacional) de troca de conhecimento, ideias, sentimentos movidos pelo desejo de intervir. (FACHINE, 2009, p. 153). Na avaliação de Médola (2006, p. 189), na transposição de produtosaudiovisuais dos suportes analógicos para o digital ainda são mantidos muitos aspectosrelacionados às formas de recepção anteriores, muito embora sejam criadas estratégiaspara que o telespectador - internauta tenha uma programação adaptável: Locar um vídeo ou DVD para assistir em casa é substituído pelo banco de dados de vídeos e programas colocados à disposição na rede pelo site Globo Media Center. Delegar ao enunciatário a ação de organizar uma programação própria, com o recurso de play list, remete certamente ao tipo de autonomia conferido pelo efeito zapping, possibilitado pela introdução do controle remoto. Condutas semelhantes a atos anteriores, mas que diferem basicamente na facilidade de acesso e velocidade temporal.
    • SBPJor – Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo VIII Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo (Universidade Federal do Maranhão, São Luís), novembro de 2010::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::Elementos identificados no site do telejornal O site do Jornal Nacional pode ser acessado através do portal Globo.com.Editada por Alfredo Bokel, a página do telejornal oferece ao internauta o conteúdo dasedições do programa, além de um blog com os bastidores das reportagens (JN Especial)cujos posts são escritos pelo próprio editor e invariavelmente pelos profissionais queproduziram as matérias. A página é dividida, basicamente, em três colunas: duas exclusivas paraconteúdo jornalístico veiculado pelo telejornal (localizadas à esquerda e no centro dapágina) e uma terceira, à direita da página, que mescla material jornalístico (notícias doG1) com publicitário (Globo Shopping, Bradesco e Natura). No alto da página, há duas barras de navegação: a primeira com botões do portalGlobo.com (notícias, esportes, entretenimento e vídeos) e a segunda com botões paranavegação no próprio site (JN Especial; Redação; História; Fale Conosco; Vídeos;Telejornais e G1.com.br). No final da página, é possível acessar, por meio de pequenasfotografias e ícones, as aberturas que marcaram o JN, os detalhes do telejornal, a equipeque faz o programa e o contato com a redação11. O site trás sempre uma reportagem em destaque no centro da página e logoabaixo as demais matérias com uma imagem e uma pequena chamada sobre o assunto.O internauta pode assistir ao vídeo já na homepage ou então clicar na tela e ter acessoao vídeo e ao texto ao mesmo tempo. Um detalhe importante é que o textodisponibilizado para o usuário refere-se à descrição do texto da reportagem, ou seja, nãohá qualquer modificação ou adaptação da informação para a web, confirmando a idéiada transposição de conteúdo específica da primeira geração do jornalismo online. Aseguir, uma descrição das características do jornalismo online encontradas no site doJornal Nacional. Hipertextualidade – Essa é uma das características mais exploradas no site doJN. Na homepage, o internauta pode acessar as principais notícias do dia veiculadaspelo telejornal com apenas um click. As manchetes, os vídeos e, inclusive, o materialpublicitário estão disponíveis no formato de hiperlink. Apenas as chamadas do vídeo em11 Na verdade, ao clicar neste ícone para entrar em contato com a equipe do jornal, o usuário é remetido àCentral de Atendimento ao Telespectador.
    • SBPJor – Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo VIII Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo (Universidade Federal do Maranhão, São Luís), novembro de 2010::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::destaque não oferecem essa possibilidade, visto que tratam-se de resumos para areportagem a ser exibida ao lado. Os textos que acompanham os vídeos não possuemhipertextos, fato que poderia ser revisto pelo editor do site, na medida em que asOrganizações Globo produzem material mais do que suficiente para oferecer ao usuáriocomo complementação e, até mesmo, contextualização. O site também não oferece, aofinal dos textos das reportagens, links relacionados com o tema acessado. Esse recurso,caso existisse, auxiliaria o internauta a encontrar mais de uma informação (oureportagem) referente ao assunto. Multimidialidade – Representada nos formatos de texto, vídeo e fotografia apágina do JN não oferece arquivos de áudio, ilustrações ou infográficos. É possívelperceber que a preocupação do site resume-se à transposição dos vídeos apresentadosnas edições do telejornal. O mesmo acontece com os textos que são apenas umareprodução do material veiculado na reportagem. Em contrapartida, no blog dotelejornal é possível encontrar posts com acervo de fotografias de reportagens e seusbastidores. Interatividade – O canal de interatividade mais visível na página do JN estálocalizado na barra de navegação. O Fale Conosco, por meio do CAT (Central deAtendimento ao Telespectador), oferece ao internauta a possibilidade de enviar“elogios, críticas e sugestões, assim como tirar as dúvidas sobre a programação”.Entretanto, para entrar em contato é necessário cadastrar-se no site. Se quiser umaforma mais rápida, pode seguir a @rede_globo no Twitter e ficar por dentro dasnovidades da emissora. Por outro lado, se o internauta estiver disposto „a gastar umpouco‟ poderá conversar com a central por meio de um número de telefone. Para quenão pairem dúvidas em relação ao serviço, a empresa disponibiliza na página as regrasda “Política de Relacionamento com o telespectador”, cujo conteúdo é assinado pelaCentral Globo de Comunicação. Ao final de cada vídeo, há também outras formas de interatividade: ocompartilhamento de informações e o contato com a redação. Para enviar o conteúdo dareportagem, o internauta pode clicar no ícone de enviar para um amigo ou então, clicarnos ícones das mídias sociais disponíveis no site (Twitter, Facebook e Orkut). No casode querer e/ou precisar falar com a redação, o usuário pode clicar no ícone Entre em
    • SBPJor – Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo VIII Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo (Universidade Federal do Maranhão, São Luís), novembro de 2010::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::contato. É necessário preencher algumas informações, como nome, e-mail, cidade ondereside, Estado, sexo, assunto e, finalmente, a mensagem. Não se trata de um longoquestionário, mas essa formalidade pode afugentar internautas menos pacientes. O sitenão disponibiliza um endereço de e-mail direto, nem da redação e muito menos dosprofissionais do programa. Outra forma de interatividade encontrada no site foi a atribuição de notas. Cadavídeo postado no site está sujeito a ser avaliado pelo internauta. Ao marcar a figura deuma estrela, o internauta vota no conteúdo do material. Esse serviço, caso sejacontabilizado e avaliado por parte da equipe técnica do site, pode vir a ser uma fonte depesquisa no que diz respeito à qualidade e à importância das notícias apresentadas pelotelejornal. Em relação às enquetes, não foram detectados qualquer exemplo. Já o blog do telejornal oferece um espaço para comentários dos internautas.Todos os posts possuem, ao menos, um comentário sobre as informações. Porém, umdetalhe chama a atenção: os comentários analisados para esta pesquisa apresentaramapenas elogios ao material postado. Não foram detectadas críticas ou palavras de baixocalão tão comuns em outros blogs e sites que oferecem este canal decomunicação/interatividade. Personalização de conteúdo – A página do JN não oferece conteúdopersonalizado ao internauta. No pé da página, está disponibilizada a newsletter do G1,mas este estudo não aborda o portal de notícias, apenas a página específica do telejornal. Memória – Na página inicial do telejornal, há o botão Buscar. Ao inserir umapalavra-chave, como “Nardoni”, são disponibilizados os vídeos sobre o caso IsabellaNardoni, que podem ser acessados de três formas diferentes: relevantes, recentes ouantigos. Ao clicar em Vídeos, na barra de navegação, o internauta pode procurar areportagem desejada em seções diferenciadas: „Edições‟, „Arquivo JN‟ e „Caso Bruno‟. Na seção Edições, é possível acessar o material procurado pelo dia, mês ou anoem que foi ao ar. Inclusive, há um calendário interativo para facilitar o acesso. Na seçãoArquivo JN, o usuário pode clicar nos vídeos disponibilizados na página. O que chama aatenção é que as reportagens são colocadas de forma aleatória. Não há uma organizaçãoespecífica das datas em que foram veiculadas. Por exemplo, matérias apresentadas pelo
    • SBPJor – Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo VIII Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo (Universidade Federal do Maranhão, São Luís), novembro de 2010::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::telejornal no ano de 1989 (Morte do ator Lauro Corona) estão ao lado de material maisrecente, como A tragédia do avião da TAM, em 2007. A terceira seção disponibilizada pelo telejornal trata de um fato atual intituladoCaso Bruno. Nela, é possível encontrar todos os vídeos que foram veiculados pelotelejornal sobre o acontecimento, que estão organizados de forma cronológica, do maisrecente para o mais antigo. Por fim, o JN oferece ao internauta a possibilidade de buscarvídeos de forma específica, inserindo palavras-chave que servirão como filtros. Aoinserir “Copa do Mundo da África”, foram disponibilizados todos os vídeos referentesao evento, desde os fatos que antecederam a competição até a grande final. No total,foram 132 vídeos divididos em nove páginas. Atualização contínua – O site do Jornal Nacional é atualizado de segunda asábado, dias em que vai ao ar na Rede Globo. Assim que o programa é apresentado natelevisão, seu conteúdo é inserido na internet. Na edição do dia 23 de julho, a primeirareportagem foi publicada às 21h03 e a última às 21h46. Não há atualização de conteúdoaté o horário da edição seguinte do telejornal.Considerações Finais É possível afirmar que o site do Jornal Nacional é basicamente transpositivo, ouseja, praticamente não há conteúdo feito para a Internet. O que na verdade existe é umaorganização do conteúdo (entenda-se vídeos) na página do telejornal e informaçõessobre os bastidores de determinadas reportagens. O site oferece mais de umapossibilidade de busca de conteúdo jornalístico, no entanto, o material refere-se apenasàs reportagens veiculadas na televisão. Dentre os modelos de classificação para o telejornalismo na web propostos por(Amaral, 2007), é possível dizer que o Jornal Nacional se encaixa no modeloTranspositivo On Demand, ou seja, o telejornal é colocado em menus on demand e ointernauta acessa o conteúdo de acordo com seu interesse e no momento que preferir. O fato do telejornal ser disponibilizado na rede somente após sua veiculação naTV significa que não existe a possibilidade do internauta assistir ao telejornal pelo siteem tempo real. Caso o telespectador não tenha acesso a um aparelho de TV no momentoda exibição do programa, o site não supre essa necessidade.
    • SBPJor – Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo VIII Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo (Universidade Federal do Maranhão, São Luís), novembro de 2010:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: Outra questão detectada nessa pesquisa foi a falta de conteúdo personalizado. Ésabido que o portal Globo.com oferece todos os vídeos da emissora de televisão,contudo, o acesso ao telejornal na íntegra é fornecido somente para assinantes. No casoda personalização de conteúdo, é possível dizer que essa característica poderia serfacilmente oferecida. Caso uma lista de reprodução de vídeos (playlist) fosse criado, porexemplo, o internauta teria a chance não somente de armazenar material de seu interessecomo organizar um conteúdo que atendesse as suas necessidades. Há ainda a questão da memória (banco de dados) não ser permanente. Ostelejornais antigos não podem ser acessados na íntegra, apenas os vídeos de reportagens,cuja pesquisa precisa ser feita de maneira criteriosa a fim de obter o resultado desejado.O site do Jornal Nacional também não oferece “pesquisa avançada”, isto é, não há comorefinar a pesquisa com o intuito de conseguir um resultado mais preciso. A multimidialidade também é pouco explorada no site. Não há infográficos,ilustrações ou arquivos de áudio. O elemento de destaque realmente são os vídeos,principal produto do telejornal. As fotografias aparecem somente no blog do programa ereferem-se mais aos bastidores da reportagem que ao fato noticiado. Foi possívelobservar ainda que apenas as notícias do G1 têm destaque na página do Jornal Nacional. Portanto, as características do jornalismo na internet aparecem,majoritariamente, como potencialização e não como ruptura. No entanto, a ruptura se dáno momento em que a internet não apresenta limites, nem de tempo e nem de espaço.Contudo, isso não significa que os sites jornalísticos explorem todas essascaracterísticas seja por razões econômicas ou por conveniência.ReferênciasABREU, André. O mito do texto curto. Fevereiro de 2009. Texto disponível emhttp://imezzo.wordpress.com/2009/02/17/o-mito-do-texto-curto/#comments Acessado em 20 jul2010.AMARAL, Neusa Maria. Televisão e Telejornalismo: modelos virtuais. XXX CongressoBrasileiro de Ciências da Comunicação. Santos: INTERCOM, 2007. CD ROM.AQUINO, M. C. J. . Hipertexto 2.0, Folksonomia e Memória Coletiva: um estudo das tagsna organização da web. In: CELACOM 2007: XI Colóquio Internacional sobre a EscolaLatino Americana de Comunicação, 2007, Pelotas. CELACOM 2007: XI ColóquioInternacional sobre a Escola Latino Americana de Comunicação, 2007.
    • SBPJor – Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo VIII Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo (Universidade Federal do Maranhão, São Luís), novembro de 2010::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::BALDESSAR, Maria José; ANTUNES, Thomas Michel; ROSA, Gabriel Luis.Hipertextualidade, multimidialidade e interatividade: três características que distinguemo Jornalismo Online. Artigo apresentado no III Simpósio Nacional da AbCiber, no eixotemático “Jornalismo e novas formas de produção da Informação. Disponível em:http://www.abciber.com.br/simposio2009/trabalhos/anais/pdf/artigos/5_jornalismo/eixo5_art22.pdf Acessado em 20 jul 2010.CASTELLS, Manuel. A galáxia da internet. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003.FACHINE, Yvana. A programação da TV no cenário de digitalização dos meios:configurações que emergem dos reality shows. In: FREIRE FILHO, João (org.). A TV emtransição: tendências de programação no Brasil e no mundo. Porto Alegre: Sulina, 2009.FREITAS, Hélio. Nem tudo é notícia – o Grupo Folha na Internet. Universidade Metodistade São Paulo. Dissertação de Mestrado do curso de Pós-graduação em Comunicação Social. SãoBernardo do Campo, 1999. Disponível emhttp://www2.metodista.br/unesco/helio/capitulo2.htm. Acesso em 15 jul 2010.GILLMOR, Dan. We the Media. O‟Reilly, 2004.MÉDOLA, Ana Sílvia Lopes Davi. Globo Media Center: televisão e Internet em processo deconvergência midiática. In: LEMOS, André; BERGER, Christa; BARBOSA, Marialva. Livroda XIV Compós: Narrativas midiáticas. Porto Alegre: Sulina, 2006.MIELNICZUK, Luciana. Sistematizando alguns conhecimentos sobre o jornalismo na web. In:MACHADO, Elias; PALACIOS, Marcos. Modelos de jornalismo digital. Salvador: Calandra,2003. p. 37-54.PALÁCIOS, Marcos; RIBAS, Beatriz. Manual de laboratório de jornalismo na Internet.Salvador: EDUFBA, 2007.PINHO, J. B. Jornalismo na internet: Planejamento e Produção da Informação On-line.Summus Editorial, 2003.RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa). A RNP e a história da internet brasileira.Agência Eletrônica, março de 2002. Disponível em:http://www.rnp.br/noticias/imprensa/2002/not-imp-marco2002.html Acessado em 20 jul 2010.SILVA JÚNIOR, José Afonso da. A relação das interfaces enquanto mediadoras deconteúdo do jornalismo contemporâneo: agências de notícias como estudo de caso.Universidade de Pernambuco, Recife, 2001. Biblioteca On-line de Ciências da Comunicação.Disponível em www.bocc.uff.br/pag/junior-jose-afonso-interfaces-mediadoras.pdf . Acesso em06 jul 2010.SQUIRRA, Sebastião C. de Moraes. O telejornalismo na internet. Comunicação & Sociedade.São Bernardo do Campo: PósCom-Umesp, a. 24, n. 38, p. 43-52, 2o. sem. 2002.TOLDO, Claudio José; GONÇALVES, Leila Laís. Webjornalismo hipermidiático na web2.0: o uso de ferramentas gratuitas para noticiar. Artigo apresentado no II Simpósio
    • SBPJor – Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo VIII Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo (Universidade Federal do Maranhão, São Luís), novembro de 2010::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::Nacional da AbCiber (Associação Brasileira de Pesquisadores em Cibercultura), novembro de2008. Disponível em http://www.portalsatc.com/satcportal/site/fotos/artigostec/portal/4572.pdfAcessado em 21 jul 2010.VOLLTATH, Berenice. Recursos Audiovisuais em sala de aula. Rev. PEC, Curitiba, v.1, n.1,p.5-10, jul.2000-jul.2001. Disponível emhttp://www.bomjesus.br/publicacoes/pdf/revista_PEC/recursos_audiovisuais_em.pdf Acessadoem 11 jul 2010.