Kanban, elementos visuais para gestão de impacto

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Apresentação sobre Kanban apresentada por Leandro Faria no Agile Talk 2012, em Belo Horizonte.

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Kanban, elementos visuais para gestão de impacto

  1. 1. LEANDRO FARIA PMP, CSM, ITIL, FCE, MCITP, MCPD, MCP, MCT Especialista em engenharia de software e gerenciamento de projetos; Graduado em Sistemas de Informação e pós-graduado em Gerenciamento Estratégico de Projetos pela Universidade FACE/FUMEC; Diversas certificações técnicas e gerenciais na área; Executivo nomeado da diretoria de administração e finanças do capítulo mineiro do Project Management Institute (PMI-MG); Presidente e fundador do Scrum Minas, primeiro e único user group oficial da Scrum Alliance em Minas Gerais, e um dos primeiros no Brasil; Praticante de lean software development; Empreendedor e entusiasta de startups;
  2. 2. AGENDA Os Jardins do Palácio Imperial do Japão O Conceito de Sistema “Puxado” Teoria das Restrições Porque Kanban? Kanban Boards Métricas Takeaways Literatura Recomendada Dúvidas?
  3. 3. OS JARDINS DO PALÁCIO IMPERIAL DO JAPÃOEm Tóquio, no Japão, existe um períododurante o início de abril que é conhecidocomo temporada da flor da cerejeira.Nesta época os Jardins do Oriente, noPalácio Imperial do centro deTóquio, ficam cheios de visitantes eturistas que vão lá para desfrutar datranquilidade do parque e da beleza dasakura (flor de cerejeira).
  4. 4. OS JARDINS DO PALÁCIO IMPERIAL DO JAPÃOAo entrar no parque, cada visitante recebe um “AdmissionTicket”. Um pequeno cartão de plástico sem numeração ouidentificação com a seguinte mensagem no verso “Por favor devolvaeste cartão no portão de saída do parque”. A entrada é grátis, e oticket não é utilizado para nenhum tipo de cobrança. Fim Início Saída Entrada (+1 Ticket) (-1 ticket) Visitante
  5. 5. OS JARDINS DO PALÁCIO IMPERIAL DO JAPÃO Se o ticket não tem nenhuma identificação única, e se não é utilizado para cobrança de entrada, para que ele existe?
  6. 6. OS JARDINS DO PALÁCIO IMPERIAL DO JAPÃO Para controlar o WIP. WIP = Work In Progress Cada visitante que recebe um ticket na entrada do parque é considerado um WIP. Como existe um limite de pessoas dentro dos jardins, quando os cartões acabam as pessoas foram uma fila do lado de fora dos portões aguardando que novos cartões estejam disponíveis, devolvidos pelos visitantes que saíram.
  7. 7. OS JARDINS DO PALÁCIO IMPERIAL DO JAPÃO O WIP associado a um limite, põe em prática conceitos conhecidos como sistemas “puxados” (pull systems). Em resumo, o Palácio Imperial de Tóquio utiliza um sistema kanban!
  8. 8. O CONCEITO DE SISTEMA PUXADOUm sistema “puxado”, determina que o WIP em uma organização, em um time, ou uma célula, deve ser configurado levando em consideração a capacidade de execução de trabalho, ou como conhecemos, pelo seus limites.
  9. 9. O CONCEITO DE SISTEMA PUXADO Sistema “Empurrado” (Push) Sistema “Puxado” (Pull)• Em uma cadeia de fornecimento • Em uma cadeia de fornecimento push-based, a configuração do pull-based, a nível de produção é aquisição, distribuição e estabelecida de acordo com produção são orientadas pela padrões históricos de demanda e pela capacidade de produção, não levando em WIP da organização ou time. consideração a capacidade de • Como principal resultado temos WIP da organização ou time. um ritmo sustentável de• Normalmente causa: produção e a redução dos overstocking , bottlenecks e sintomas causados por delays. sistemas push-based.
  10. 10. O CONCEITO DE SISTEMA PUXADO Certo número de cartões equivalente à capacidade de um sistema é colocado em circulação; Um cartão é anexado a um trabalho; Cada cartão age como um mecanismo de sinalização; Um novo trabalho pode ser iniciado apenas quando um cartão está disponível; Este cartão livre é anexado e um trabalho e o segue à medida que um cartão está disponível; Quando algum trabalho for concluído, seu cartão é liberado e reciclado; Com um cartão agora livre, um novo trabalho da fila pode ser iniciado.
  11. 11. O CONCEITO DE SISTEMA PUXADO Certo número de cartões equivalente à capacidade de um sistema é colocado em circulação; Um cartão é anexado a um trabalho; Cada cartão age como um mecanismo de sinalização; Um novo trabalho pode ser iniciado apenas quando um cartão está disponível; Este cartão livre é anexado e um trabalho e o segue à medida que um cartão está disponível; Quando algum trabalho for concluído, seu cartão é liberado e reciclado; Com um cartão agora livre, um novo trabalho da fila pode ser iniciado.
  12. 12. O CONCEITO DE SISTEMA PUXADO Certo número de cartões equivalente à capacidade de um sistema é colocado em circulação; Um cartão é anexado a um trabalho; Cada cartão age como um mecanismo de sinalização; Um novo trabalho pode ser iniciado apenas quando um cartão está disponível; Este cartão livre é anexado e um trabalho e o segue à medida que um cartão está disponível; Quando algum trabalho for concluído, seu cartão é liberado e reciclado; Com um cartão agora livre, um novo trabalho da fila pode ser iniciado.
  13. 13. O CONCEITO DE SISTEMA PUXADO Certo número de cartões equivalente à capacidade de um sistema é colocado em circulação; Um cartão é anexado a um trabalho; Cada cartão age como um mecanismo de sinalização; Um novo trabalho pode ser iniciado apenas quando um cartão está disponível; Este cartão livre é anexado e um trabalho e o segue à medida que um cartão está disponível; Quando algum trabalho for concluído, seu cartão é liberado e reciclado; Com um cartão agora livre, um novo trabalho da fila pode ser iniciado.
  14. 14. O CONCEITO DE SISTEMA PUXADO Certo número de cartões equivalente à capacidade de um sistema é colocado em circulação; Um cartão é anexado a um trabalho; Cada cartão age como um mecanismo de sinalização; Um novo trabalho pode ser iniciado apenas quando um cartão está disponível; Este cartão livre é anexado e um trabalho e o segue à medida que um cartão está disponível; Quando algum trabalho for concluído, seu cartão é liberado e reciclado; Com um cartão agora livre, um novo trabalho da fila pode ser iniciado.
  15. 15. O CONCEITO DE SISTEMA PUXADO Certo número de cartões equivalente à capacidade de um sistema é colocado em circulação; Um cartão é anexado a um trabalho; Cada cartão age como um mecanismo de sinalização; Um novo trabalho pode ser iniciado apenas quando um cartão está disponível; Este cartão livre é anexado e um trabalho e o segue à medida que um cartão está disponível; Quando algum trabalho for concluído, seu cartão é liberado e reciclado; Com um cartão agora livre, um novo trabalho da fila pode ser iniciado.
  16. 16. O CONCEITO DE SISTEMA PUXADO Certo número de cartões equivalente à capacidade de um sistema é colocado em circulação; Um cartão é anexado a um trabalho; Cada cartão age como um mecanismo de sinalização; Um novo trabalho pode ser iniciado apenas quando um cartão está disponível; Este cartão livre é anexado e um trabalho e o segue à medida que um cartão está disponível; Quando algum trabalho for concluído, seu cartão é liberado e reciclado; Com um cartão agora livre, um novo trabalho da fila pode ser iniciado.
  17. 17. O CONCEITO DE SISTEMA PUXADO Certo número de cartões equivalente à capacidade de um sistema é colocado em circulação; Um cartão é anexado a um trabalho; Cada cartão age como um mecanismo de sinalização; Um novo trabalho pode ser iniciado apenas quando um cartão está disponível; Este cartão livre é anexado e um trabalho e o segue à medida que um cartão está disponível; Quando algum trabalho for concluído, seu cartão é liberado e reciclado; Com um cartão agora livre, um novo trabalho da fila pode ser iniciado.
  18. 18. A TEORIA DAS RESTRIÇÕES A Teoria das Restrições (TOC - Theory of Constraints) é uma filosofia de negócios introduzida por Eliyahu M. Goldratt no seu livro A Meta, de 1984; Ela é baseada na aplicação de princípios científicos e do raciocínio lógico para guiar organizações humanas; De acordo com a TOC, toda organização tem - em um dado momento no tempo - pelo menos uma restrição que limita a performance do sistema (a organização em questão) em relação à sua meta; Para gerir a performance do sistema, a restrição deve ser identificada e administrada corretamente.
  19. 19. A TEORIA DAS RESTRIÇÕESO Kanban implementa conceitos da Teoria das Restrições, em um modelo de sistema “puxado”.
  20. 20. PORQUE KANBAN? O conceito de sistema puxado foi amplamente utilizado em aplicações desupply chain management, em especial pelo pioneiro Sistema Toyota deProdução, base para diversos frameworks e metodologias inspiradas em Lean Manufacturing, criando por exemplo, sistemas como o Just in time.
  21. 21. PORQUE KANBAN? Kanban é uma palavra japonesa que significa “etiqueta” ou “cartão sinalizador”; Em administração da produção kanban significa um cartão de sinalização que controla os fluxos de produção ou transportes em uma indústria. O cartão pode ser substituído por outro sistema de sinalização, como luzes, caixas vazias e até locais vazios demarcados; No caso da Toyota, cartões kanban são utilizados para sinalizar a necessidade de repor estoques.
  22. 22. PORQUE KANBAN? “kanban” com “k” minúsculo, refere-se aos cartões sinalizadores há muito tempo utilizados na indústria. “Kanban”, com “K” maiúsculo, é utilizado para se referir ao método de melhoria de processo incremental que surgiu entre 2006 e 2008 e é hoje amplamente utilizado e aprimorado pela comunidade lean software development.
  23. 23. KANBAN BOARDSQuadros de cartões e pos-its se tornaram um mecanismo de controlevisual popular no desenvolvimento de software ágil, para controle doWIP. No Kanban, são comumente conhecidos como Kanban boards. Vale observar que os Kanban boards não são inerentemente sistemas Kanban, são apenas ferramentas de controle visual.
  24. 24. KANBAN BOARDSLIVE DEMO
  25. 25. MÉTRICAS Um diagrama de fluxo cumulativo é um gráfico de área que representa a quantidade de trabalho em um determinado estado. A distância entre a primeira e a última linha horizontalmente representa o WIP; A distância entre a primeira e a última linha representa uma média de lead time (tempo médio entre o início e fim de uma funcionalidade).
  26. 26. MÉTRICAS A diminuição do WIP comprovadamente diminui o lead time médio. Isto significa menos trabalho em progresso, mais entregas, menor chance de erros e consequentemente melhoria na qualidade.
  27. 27. MÉTRICASUm sistema puxado expõe os gargalos e cria folgas onde não há gargalos.
  28. 28. TAKEAWAYS Visualize Limite o WIP Gerencie o Fluxo Políticas Transparentes Aumente a Colaboração
  29. 29. TAKEAWAYS Sistemas Kanban podem ser utilizados em qualquer situação em que há um desejo de limitar a quantidade de itens dentro de um sistema; A quantidade de cartões de sinalização “kanban” em circulação limita o trabalho em progresso (WIP); Um novo trabalho é puxado para dentro do processo assim que um cartão de sinalização é liberado; Kanban boards comuns no desenvolvimento ágil de software não são sistemas Kanban; Sistemas Kanban criam uma tensão positiva no ambiente de trabalho pois força um discussão sobre os problemas e gargalos;
  30. 30. TAKEAWAYS O método Kanban (com “K” maiúsculo) utiliza um sistema kanban como catalisador de mudança; Kanban requer que as políticas do processo sejam explicitamente definidas; Kanban possibilita a melhoria incremental do processo através da descoberta repetitiva dos problemas que afetam o desempenho dos processos;
  31. 31. LITERATURA RECOMENDADA Muitos dos temas e conceitos aqui abordados foram elaborados por David J. Anderson, e retirados do seu livro: “KANBAN, Mudança evolucionária de sucesso para seu negócio de tecnologia”, recentemente traduzido para o português, o qual deixo como literatura recomendada; Uma definição contemporânea do método Kanban pode ser encontrada on-line no web site da Limited WIP Society: www.limitedwipsociety.org.
  32. 32. DÚVIDAS? contato@leandrofaria.com. br leandrofaria.com.br twitter.com/lhfaria

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