Aula 5 - Metrias da Ciência da Informação

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Aula 5 - Metrias da Ciência da Informação

  1. 1. Aula 5<br />Disciplina: Recuperação da Informação <br />Letícia Strehl<br />16 abr. 2009<br />
  2. 2. Conteúdos da Aula 5<br />As metrias da Ciência da Informação<br />Leis bibliométricas<br />O estudo e avaliação da produção científica: critérios e indicadores<br />
  3. 3. Metrias da CI<br />
  4. 4. VELHO, Léa. Estudos de cienciometria na América Latina. Apresentação no EEBC realizado em set. 2008 <br />
  5. 5. Bibliometria: conceito<br />É o estudo dos aspectos quantitativos da produção, disseminação e uso da informação registrada. Desenvolve padrões e modelos matemáticos para medir esses processos, usando seus resultados para elaborar previsões e apoiar tomadas de decisão.<br />TAGUE-SUTCLIFFE, J. An introduction to infometrics. Information Processing & Management, Oxford, v.28, n.1, p.1-3, 1992. <br />
  6. 6. Cientometria: conceito<br />É o estudo dos aspectos quantitativos da ciência como disciplina ou atividade econômica. A cientometria é um segmento da sociologia da ciência, sendo aplicada no desenvolvimento de políticas científicas. Envolve estudos quantitativos das atividades científicas, incluindo a publicação e, portanto, sobrepondo-se à bibliometria.<br />TAGUE-SUTCLIFFE, J. An introduction to infometrics. Information Processing & Management, Oxford, v.28, n.1, p.1-3, 1992. <br />
  7. 7. Infometria: conceito<br />É o estudo dos aspectos quantitativos da informação em qualquer formato, e não apenas registros catalográficos ou bibliografias, referente a qualquer grupo social, e não apenas aos cientistas. A infometria pode incorporar, utilizar e ampliar os muitos estudos de avaliação da informação que estão fora dos limites tanto da bibliometria como da cientometria.<br />TAGUE-SUTCLIFFE, J. An introduction to infometrics. Information Processing & Management, Oxford, v.28, n.1, p.1-3, 1992. <br />
  8. 8. Webometria: conceito<br />É o estudo dos aspectos quantitativos da construção e do uso de recursos de informação, estruturas e tecnologias publicadas na Web, orientando-se pelas abordagens bibliométricas e infométricas.<br />BJÖRNEBORN, L. Small-world link structures across an academic web space: a library and information science approach. (2004). (Ph.D. thesis) - Department of Information Studies, Royal School of Library and Information Science, Denmark., 2004. Link<br />
  9. 9. Cibermetria: conceito<br />É o estudo dos aspectos quantitativos da construção e do uso de recursos de informação, estruturas e tecnologias na Internet como um todo, orientando-se pelas abordagens bibliométricas e infométricas.<br />BJÖRNEBORN, L. Small-world link structures across an academic web space: a library and information science approach. (2004). (Ph.D. thesis) - Department of Information Studies, Royal School of Library and Information Science, Denmark., 2004. Link<br />
  10. 10. Relacionamento entre as “metrias” da CI<br />Aspectos que não incluem documentos, como dados econométricos<br />Aspectos que não incluem documentos, como chats<br />BJÖRNEBORN, L. Small-world link structures across an academic web space: a library and information science approach. (2004). (Ph.D. thesis) - Department of Information Studies, Royal School of Library and Information Science, Denmark., 2004. Link<br />
  11. 11. Tipologia para definição e classificação das Metrias<br />MACIAS-CHAPULA, C. A. O papel da informetria e da cienciometria e sua perspectiva nacional e internacional. Ciência da Informação, v.27, n.2, p.nd-nd. 1998. Link<br />VANTI, N. Da bibliometria à webometria: uma exploração conceitual dos mecanismos utilizados para medir o registro da informação ea difusão do conhecimento. Ci. Inf., v. 31, n. 2, p. 152-162, 2002.<br />
  12. 12.
  13. 13. As gerações da bibliometria e cientometria<br />VELHO, Léa. Estudos de cienciometria na América Latina. Apresentação no EEBC realizado em set. 2008 <br />
  14. 14. Cientometria e bibliometria: áreas de concentração (1)<br />aspectos estatísticos da linguagem e freqüência de citação de frases, tanto em textos (linguagem natural), como em índices impressos e em formato eletrônico;<br />características da relação autor-produtividade medidas por meio do número de artigos ou outros meios; grau de colaboração;<br />características das publicações, sobretudo a distribuição em revistas de artigos relativos a uma disciplina;<br />análise de citação: distribuição entre autores, artigos, instituições, revistas, países; uso em avaliação; mapa de disciplinas baseado na co-citação;<br />TAGUE-SUTCLIFFE, J. An introduction to infometrics. Information Processing & Management, Oxford, v.28, n.1, p.1-3, 1992. <br />MACIAS-CHAPULA, C. A. O papel da informetria e da cienciometria e sua perspectiva nacional e internacional. Ciência da Informação, v.27, n.2, p.nd-nd. 1998. Link<br />
  15. 15. Cientometria e bibliometria: áreas de concentração (2)<br />uso da informação registrada: circulação em bibliotecas e uso de livros e revistas da própria instituição; uso de bases de dados;<br />obsolescência da literatura, avaliada pelo uso e pela citação;<br />crescimento de literaturas especializadas,bases de dados, bibliotecas;<br />crescimento simultâneo de novos conceitos;<br />definição e medida da informação;<br />tipos e características dos níveis de desempenho da recuperação.<br />TAGUE-SUTCLIFFE, J. An introduction to infometrics. Information Processing & Management, Oxford, v.28, n.1, p.1-3, 1992. <br />MACIAS-CHAPULA, C. A. O papel da informetria e da cienciometria e sua perspectiva nacional e internacional. Ciência da Informação, v.27, n.2, p.nd-nd. 1998. Link<br />
  16. 16. LETA, Jacqueline. Bibliometria, cienciometria, infometria: o estado da arte no Brasil. Apresentação no EEBC realizado em set. 2008 <br />
  17. 17. VELHO, Léa. Estudos de cienciometria na América Latina. Apresentação no EEBC realizado em set. 2008 <br />
  18. 18. Nossa realidade na UFRGS: CAPES, CNPq, alocação de vagas docentes e progressão funcional docente<br />VELHO, Léa. Estudos de cienciometria na América Latina. Apresentação no EEBC realizado em set. 2008 <br />
  19. 19. Leis<br />
  20. 20. Lei de Lotka<br />Alfred J. Lotka<br />Regra que exprime o padrão de produtividade dos autores na literatura científica da seguinte forma:<br />O número de autores (N) que publica cai aproximadamente na proporção do inverso do quadrado do número de artigos publicados (n):<br />N  1/n2<br />MEADOWS, A.J.A comunicação científica. Brasília: Briquet de Lemos, 1999. p. 87<br />
  21. 21. Lei de Lotka - Exemplo<br />Em uma década:<br />100 autores produzem 1 artigo<br />25 autores produzem 2 artigos<br />11 autores produzem 3 artigos<br />E assim por diante..<br />MEADOWS, A.J.A comunicação científica. Brasília: Briquet de Lemos, 1999. p. 87<br />
  22. 22. Lei de Zipf<br />George KingsleyZipf<br />Regra que exprime o padrão de ocorrência de palavras nos textos científicos.<br />Se as palavras num texto razoavelmente extenso forem contadas e classificadas por ordem de freqüência, verificar-se-á que essa ocorrência será proporcional à ordem que as palavras ocupam na classificação.<br />MEADOWS, A.J.A comunicação científica. Brasília: Briquet de Lemos, 1999. p. 122<br />
  23. 23. Lei de Zipf - Exemplo<br />1º lugar – palavra escrita 100 vezes<br />2º lugar – palavra escrita 50 vezes<br />3º lugar – palavra escrita 33 vezes<br />4º lugar – palavra escrita 25 vezes<br />
  24. 24. Lei de Bradford<br />Samuel C. Bradford<br />Regra que exprime o padrão dispersão das informações relativas a certo assunto em diversos títulos de periódicos.<br />A diversidade de periódicos pode ser dividida em três grupos:<br />Um número PEQUENO de títulos com MUITOS artigos sobre o tema<br />Um número MAIOR de títulos com MENOS artigos sobre o tema<br />Um número GRANDE de títulos com POUCOS artigos sobre o tema<br />MEADOWS, A.J.A comunicação científica. Brasília: Briquet de Lemos, 1999. p. 222<br />
  25. 25. Lei de Bradford – Exemplo<br />Dispersão relativa de artigos em duas especialidade diferentes<br />MEADOWS, A.J.A comunicação científica. Brasília: Briquet de Lemos, 1999. p. 223<br />
  26. 26. Critérios e indicadores<br />O estudo e avaliação da produção científica<br />
  27. 27. VELHO, Léa. Estudos de cienciometria na América Latina. Apresentação no EEBC realizado em set. 2008 <br />
  28. 28. Critérios de avaliação da produção científica<br />O que é produzido?<br />Quanto é produzido?<br />Com que qualidade é produzido?<br />
  29. 29. Critérios de avaliação da produção científica (1):O que é produzido?<br />Abordagem de problemas de caráter predominantemente nacional<br />(Produção Endógena)<br />X<br />Tratamento de temáticas comuns aos interesses dos países desenvolvidos – mainstream<br />(Produção Exógena)<br />FORATTINI, O.P. A tríade da publicação científica. Revista de Saúde Pública,  São Paulo,  v. 30,  n. 1,  1996.<br />
  30. 30. Critérios de avaliação da produção científica (2)<br />“Em termos de comunicação científica, as duas principais características do pesquisador são a quantidade de informações que comunica e a sua qualidade.“<br />&quot;Como se pode estudar isto?&quot;<br />Como?<br />Quanto?<br />MEADOWS, A.J.A comunicação científica. Brasília: Briquet de Lemos, 1999. p. 85<br />
  31. 31. Indicadores<br />Os indicadores bibliométricos (cientométricos, webométricos, infométricos, etc.) permitem a comparação entre um conjunto de agentes científicos com a finalidade de detectar diferenças relevantes que sirvam para caracterizar o comportamento de cada um dos elos do sistema .<br />MALTRÁS BARBA, Bruno. Los Indicadores Bibliométricos: fundamentos y aplicación al análisis de la ciencia. Gijón, Ediciones Trea, 2003.<br />
  32. 32. Tomada de decisão<br />Moya Anegón, Felix de. Análisis bibliométrico de los resultados de investigación en ciencias sociales y humanidades: limitaciones y oportunidades. Apresentação realizada no &quot;Seminário de Comunicação Científica, São Paulo, 13 de junho de 2008&quot;.<br />
  33. 33. Moya Anegón, Felix de. Análisis bibliométrico de los resultados de investigación en ciencias sociales y humanidades: limitaciones y oportunidades. Apresentação realizada no &quot;Seminário de Comunicação Científica, São Paulo, 13 de junho de 2008&quot;.<br />
  34. 34. Antecedentes<br />Os valores atribuídosaosprodutos da atividade científica são relativos aospadrõesadvindos das características dos diferentes campos científicos<br />Qualquermetodologia de avaliação debe considerar a natureza dos campos<br />Moya Anegón, Felix de. Análisis bibliométrico de los resultados de investigación en ciencias sociales y humanidades: limitaciones y oportunidades. Apresentação realizada no &quot;Seminário de Comunicação Científica, São Paulo, 13 de junho de 2008&quot;.<br />
  35. 35. Indicadores de produtividade <br />
  36. 36. Critérios de avaliação da produção científica (3):Quanto é produzido?<br />Esta é fácil:<br />Determina-se quantas publicações foram escritas por um cientista em um dado momento! <br /> Fácil... será?<br />A questão deixa de ser trivial quando as diferenças entre as áreas do conhecimento são examinadas. <br />
  37. 37. Fonte: Censo 2004 do diretório dos grupos de pesquisa do CNPq. Disponível em:<br />http://dgp.cnpq.br/censos/estratificacao/2004/index_estratificacao_2004.htm<br />
  38. 38. Posição brasileira no ranking de produtividade mundial em 2007, por área<br />
  39. 39. Indicadores de produtividade: perguntas mais freqüentes<br />Quantas publicações foram produzidas por um determinado autor ou instituição?<br />Quantas publicações foram produzidas sobre determinado assunto?<br />
  40. 40. A “análise de resultados” da WoS (analyze results) ajuda a responder estas perguntas de forma mais específica<br />
  41. 41. Análise de resultados<br />Autor<br />País/território<br />Tipo de documento<br />Instituição<br />Ano de publicação<br />Periódico<br />Área<br />
  42. 42. A análise da produtividade institucional com recursos da Scopus<br />
  43. 43. Produtividade Institucional<br />
  44. 44. SPINAK, Ernesto. Indicadores cienciométricos. Ciência da Informação, Brasília, v. 27, n.2, p.142, maio/ago. 1998. Link<br />
  45. 45. Fim<br />

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