Mm Brusque

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Participatory Appraisal of Competitive Advantage Metodhology

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Mm Brusque

  1. 1. Criar uma vantagem competitiva em Brusque Parceria: Associação Comercial e Industrial, Câmara de Dirigentes Lojistas e Prefeitura Municipal de Brusque Apoio técnico: Fundação Empreender Projeto Marketing Municipal
  2. 2. 1. O que significa vantagem competitiva no nivel local e regional?
  3. 3. Por que criar uma vantagem competitiva? <ul><li>Num mundo globalizado e competitivo, desenvolvimento econômico é cada vez menos baseado em vantagens estáticas </li></ul><ul><li>Desenvolvimento econômico deve ser baseado em vantagens dinâmicas - através da criação de vantagens competitivas </li></ul>
  4. 4. Quais são vantagens estáticas e dinâmicas? <ul><li>Vantagens estáticas </li></ul><ul><li>Disponibilidade de matéria-prima </li></ul><ul><li>Disponibilidade de mão-de-obra barata </li></ul><ul><li>Disponibilidade de terrenos, localização </li></ul><ul><li>Cultura local </li></ul><ul><li>Vantagens dinâmicas </li></ul><ul><li>Matéria-prima criada (p.ex. legumes biológicos) </li></ul><ul><li>Mão-de-obra qualificada e especializada </li></ul><ul><li>Infra-estrutura física e institucional muito eficiente </li></ul>
  5. 5. Como criar uma vantagem competitiva? <ul><li>Desenvolver um perfil específico - especialização regional </li></ul><ul><li>Investir em qualificação de mão-de-obra em todos os níveis </li></ul><ul><li>Criar entidades de apoio para o setor privado </li></ul><ul><ul><li>metrologia e ensaios, apoio tecnológico </li></ul></ul><ul><ul><li>formação profissional </li></ul></ul><ul><ul><li>novos empreendimentos </li></ul></ul><ul><ul><li>financiamento </li></ul></ul><ul><ul><li>informação sobre mercados, design, etc. </li></ul></ul>
  6. 6. Criar uma vantagem competitiva: A visão do Michael Porter (o “diamante”) Empresas chaves Concorrência local Demanda sofisticada Instituições de suporte Entidades de classe Empresas de suporte (fornecimento, prestação de serviços)
  7. 7. Criar uma vantagem competitiva: A visão da competitividade sistêmica <ul><li>Nível Meta </li></ul><ul><li>Nível Macro </li></ul><ul><li>Nível Meso </li></ul><ul><li>Nível Micro </li></ul><ul><li>visão, capacidade estratégica, </li></ul><ul><li>espírito de cooperação </li></ul><ul><li>condições macroeconômicas </li></ul><ul><li>política orçamentária municipal </li></ul><ul><li>instituições de suporte (formação, tecnologia, apoio, financiamento) </li></ul><ul><li>capacidade gerencial e tecnológica </li></ul><ul><li>cooperação e aprendizagem juntas </li></ul>
  8. 8. Vantagens competitivas dinâmicas ... <ul><li>têm como resultado um perfil de especialização que dificilmente é replicado por uma outra região </li></ul><ul><li>são a base de um processo sustentado de crescimento e criação de emprego e renda </li></ul>
  9. 9. 2. O diagnóstico de Brusque
  10. 10. A estrutura econômica de Brusque
  11. 11. Brusque não possui 3, mas 5 setores principais <ul><li>Setor têxtil tradicional (tecido plano, cama, mesa e banho) </li></ul><ul><li>Setor têxtil de malha (tecelagem e confecção) </li></ul><ul><li>Indústria metalmecânica </li></ul><ul><li>Comércio de pronta entrega </li></ul><ul><li>Comércio do centro da cidade </li></ul>
  12. 12. Duas visões das empresas têxteis e de confecções <ul><li>Distinção por tipo de ramo : </li></ul><ul><li>Setor têxtil tradicional (tecido plano, cama, mesa e banho) </li></ul><ul><li>Setor têxtil de malha (tecelagem e confecção) </li></ul><ul><li>Distinção por tipo de empresa: </li></ul><ul><li>Empresas tradicionais, hierarquizadas, gestão não participativa </li></ul><ul><li>Empresas modernas, com gestão atualizada, com participação dos funcionários </li></ul>
  13. 13. Setor Têxtil e Confecção: pontos fortes <ul><li>atualização tecnológica </li></ul><ul><li>mão-de-obra preparada </li></ul><ul><li>boa participação no mercado nacional </li></ul><ul><li>dinamismo do setor </li></ul><ul><li>empreendedorismo forte </li></ul><ul><li>sindicatos laborais bem estruturados </li></ul><ul><li>recuperação de médias e grandes empresas </li></ul><ul><li>o setor está bem </li></ul>
  14. 14. Setor Têxtil e Confecção: pontos fracos <ul><li>pouca união entre as empresas </li></ul><ul><li>sindicato patronal fraco </li></ul><ul><li>antagonismo entre empresas e sindicatos laborais </li></ul><ul><li>“ faccionistas” do comércio exterior </li></ul><ul><li>sem visão clara do futuro </li></ul><ul><ul><li>quanto à organização do setor </li></ul></ul><ul><ul><li>quanto à comercialização </li></ul></ul>
  15. 15. Estrutura do comércio de confecção
  16. 16. Tendências no comércio de confecção <ul><li>Tipo de loja </li></ul><ul><li>Cadeias (p.ex. C&A) </li></ul><ul><li>Lojas em shopping centers </li></ul><ul><li>Supermercados </li></ul><ul><li>Lojas de departmento </li></ul><ul><li>Venda de fábrica </li></ul><ul><li>Lojas mendentes </li></ul><ul><li>Sacoleira </li></ul><ul><li>Feira </li></ul><ul><li>Tendência mundial </li></ul><ul><li>crescer </li></ul><ul><li>crescer </li></ul><ul><li>crescer </li></ul><ul><li>crescer </li></ul><ul><li>crescer </li></ul><ul><li>diminuir </li></ul><ul><li>diminuir </li></ul><ul><li>diminuir </li></ul>
  17. 17. A competitividade do setor têxtil tradicional (tecido plano, cama, mesa e banho) Forte : Empresas chaves Concorrência local Forte : Demanda sofisticada Forte : Instituições de suporte Fraco : Entidades de classe Forte : Empresas de suporte (fornecimento, prestação de serviços)
  18. 18. A competitividade do setor têxtil de malha (tecelagem e confecção) Forte : Empresas chaves Concorrência local Fraco : Demanda sofisticada Fraco : Instituições de suporte Entidades de classe Forte : Empresas de suporte (fornecimento, prestação de serviços)
  19. 19. Setor Metalmecânico <ul><li>Pontos Fortes </li></ul><ul><li>crescimento do setor </li></ul><ul><li>empresas líderes muito bem preparadas (em tecnologia e gestão) </li></ul><ul><li>forte investimento em capacitação de mão-de-obra </li></ul><ul><li>união entre o setor </li></ul><ul><li>Pontos Fracos </li></ul><ul><li>insuficiente qualificação dos terceirizados </li></ul><ul><li>dificuldade de acesso a mão-de-obra qualificada (para pequenas) </li></ul>
  20. 20. A competitividade do setor metalmecânico Forte : Empresas chaves Concorrência local Forte : Demanda sofisticada Forte : Instituições de suporte Entidades da classe Forte : Empresas de suporte (fornecimento, prestação de serviços)
  21. 21. Setor de Comércio de pronta entrega: pontos fortes <ul><li>Setor dinâmico </li></ul><ul><li>Diferencial da cidade </li></ul><ul><li>Variedade de produtos </li></ul><ul><li>Preço baixo </li></ul><ul><li>Certa preocupação com futuro </li></ul><ul><li>Brusque = marca reconhecida no sul do Brasil </li></ul>
  22. 22. Setor de Comércio Pronta entrega: pontos fracos <ul><li>Falta de conhecimento analítico da situação atual </li></ul><ul><li>Falta de análise de comportamento do cliente </li></ul><ul><li>Pouco conhecimento das tendências do comércio de confecção </li></ul><ul><li>Visão pouco clara de futuro </li></ul><ul><li>Falta de união </li></ul>
  23. 23. Considerações sobre o comércio de pronta entrega baseadas em “Achismo” <ul><li>Brusque é “final da rota”? E, se for assim, o que significa isto? </li></ul><ul><li>Há uma tendência de transferência de comércio de atacado para comércio de varejo? Em que proporção? </li></ul><ul><li>Qual a verdadeira importância do guia? </li></ul><ul><li>Quantos ônibus vêm diariamente a Brusque? E com que tipo de comprador? </li></ul>
  24. 24. Entidades de Suporte: Pontos fortes <ul><li>Espírito de parceria </li></ul><ul><li>Ação conjunta entre as entidades </li></ul><ul><li>Pré-disposição para atender a demanda </li></ul><ul><li>Instalações adequadas para prestação de serviços </li></ul><ul><li>Reestruturação do SEBRAE </li></ul><ul><li>Atendimento razoável à demanda das médias e grandes empresas </li></ul><ul><li>FEBE iniciando processo de abertura e integração com a comunidade </li></ul><ul><li>Estação comunitária de tratamento de efluentes </li></ul>
  25. 25. Entidades de Suporte: pontos fracos <ul><li>Pouco atendimento da demanda das empresas de menor porte (SENAI) </li></ul><ul><li>Atuação pouco expressiva do SEBRAE </li></ul><ul><li>FEBE entidade tradicionalmente fechada </li></ul><ul><li>Formação profissional não atende a demanda das empresas </li></ul>
  26. 26. Brusque: pouco avanço na educação (escolaridade média 1970 x 1991)
  27. 27. Prefeitura <ul><li>Pontos fortes : </li></ul><ul><li>Campanha para atração de empresas </li></ul><ul><li>Projeto para criação de distrito industrial </li></ul><ul><li>Estilo administrativo </li></ul><ul><li>Goza de credibilidade </li></ul><ul><li>Estreito contato com setor privado (visitas) </li></ul><ul><li>Pontos fracos </li></ul><ul><li>Capacidade financeira </li></ul><ul><li>Pavimentação das ruas </li></ul><ul><li>Transporte coletivo </li></ul><ul><li>Rede de esgoto inexistente </li></ul>
  28. 28. A capacidade financeira da prefeitura é limitada
  29. 29. Observações gerais <ul><li>Empresários e funcionários em geral com pouca propensão à capacitação </li></ul><ul><li>A informalidade da economia é expressiva, reconhecida e aceita como tal </li></ul><ul><li>Falta política de incentivo à agricultura minifundiária (Ex.:substituição lenha/gás) </li></ul><ul><li>Câmara de vereadores está mais voltada a indicações </li></ul><ul><li>Comunidade passiva em relação às ações dos políticos </li></ul><ul><li>Falta um espírito regional (microregião, Vale do Itajaí) </li></ul>
  30. 30. Conclusões do diagnóstico <ul><li>A economia anda bem e superou crises. Isso gera uma despreocupação com o futuro. </li></ul><ul><li>Há uma série de deficiências estruturais (capacitação empresarial, educação e formação). Mas não é previsível quando haverá uma crise estrutural. </li></ul><ul><li>Atualmente as condições para uma ação para geração de emprego e renda não são favoráveis. </li></ul><ul><li>Não há a cultura necessária para ações preventivas. </li></ul>
  31. 31. Criar uma vantagem competitiva: A visão da competitividade sistêmica <ul><li>Nível Meta </li></ul><ul><li>Nível Macro </li></ul><ul><li>Nível Meso </li></ul><ul><li>Nível Micro </li></ul><ul><li>+ Espírito de união entre entidades </li></ul><ul><li>- Pouca visão de futuro </li></ul><ul><li>+ Atuação séria da prefeitura </li></ul><ul><li>- Pouca capacidade de investimento </li></ul><ul><li>+ Boa estrutura de instituições de suporte </li></ul><ul><li>- Atendimento insuficiente à demanda </li></ul><ul><li>+ Competitividade das empresas líderes </li></ul><ul><li>- Pouca união entre empresas </li></ul>
  32. 32. 3. Propostas para o Marketing Municipal de Brusque: Como criar uma vantagem competitiva?
  33. 33. Divulgar Brusque <ul><li>União entre empresas para marketing conjunto - vender Brusque e não só a empresa individual </li></ul><ul><li>Criar um logotipo de Brusque </li></ul><ul><li>Fomentar através de campanhas publicitárias o “Turismo de Compras” </li></ul><ul><li>ACIBr - CDL - AMPE </li></ul>
  34. 34. Estudar tendências mercadológicas e populacionais <ul><li>Projeto além do Achismo: formar grupo de trabalho para analisar as tendências do comércio de confecção (ACIBr - AMPE) </li></ul><ul><li>Pesquisa anual tipo “Cliente Feliz” (ACIBr -CDL - SEBRAE) </li></ul><ul><li>Pesquisa sobre grau de educação e formação da população (SENAC - SENAI -FEBE) </li></ul>
  35. 35. Alavancar a boa vontade das Entidades de Suporte <ul><li>Divulgar ofertas de cursos profissionalizantes da região através de palestras (SENAI -SENAC - SEBRAE...) </li></ul><ul><li>Entidades participarem das reuniões dos núcleos setoriais para definição da demanda (SENAI - SENAC - SEBRAE...) </li></ul><ul><li>Série de palestras por empresários locais sobre gestão participativa (ACIBr - CDL) </li></ul>
  36. 36. Geração de emprego, trabalho e renda <ul><li>Reengenharia do Projeto “Brusque em Ação” (Entidades - Conselho Municipal de Trabalho e Emprego) </li></ul><ul><li>Criar política de geração de emprego para os setores em extinção (Produção de lenha) (Conselho Municipal de Trabalho e Emprego) </li></ul><ul><li>Programa trabalho com formação - Ex.: recuperação de ruas municipais - (Prefeitura Municipal) </li></ul>
  37. 37. Promover do Desenvolvimento Micro-regional <ul><li>Estimular ações de desenvolvimento que congreguem municípios vizinhos através de entidades de suporte (ACI´s - SENAI - SEBRAE - SENAC...) </li></ul><ul><ul><li>Marketing </li></ul></ul><ul><ul><li>Turismo </li></ul></ul><ul><ul><li>Ecologia </li></ul></ul><ul><ul><li>Educação e Formação Profissional </li></ul></ul>
  38. 38. Ação sobre Políticos <ul><li>Pressão sobre a Câmara de Vereadores para aprovação de Projetos </li></ul><ul><li>Cobrança e acompanhamento de ações do Poder Executivo. </li></ul><ul><li>Cobrança e acompanhamento de ações e posicionamentos dos Deputados da Cidade e Região </li></ul>
  39. 39. Os próximos passos <ul><li>articulação com empresas e entidades para definir prioridades e atividades (definição de responsabilidades) </li></ul><ul><li>definir responsáveis pelo monitoramento do processo </li></ul>
  40. 40. Agradecemos o apoio de todos que participaram na pesquisa!
  41. 41. Fundação Empreender <ul><li>Uma fundação de Associações Comerciais e Industriais (ACIs) em Santa Catarina, Brasil, para apoiar o desenvolvimento de associações empresarias </li></ul><ul><li>Em parceria com a Câmara de Artes e Ofícios de Munique e Alta Baviera (HWK), Munique, Alemanha </li></ul><ul><li>Apoio: SEQUA, Bonn, e Ministério de Cooperação Econômica e Desenvolvimento, Bonn, Alemanha </li></ul><ul><li>O objetivo do Projeto de Parceria em implantação desde 02/91 é entre outros a divulgação e difusão das experiências sobre o desenvolvimento organizacional de associações empresariais e a abertura destas para integração de médias e pequenas empresas. Nós oferecemos o nosso know how através de treinamentos, consultoria, e publicações. </li></ul><ul><li>Este arquivo faz parte do nosso material de apresentação e orientação para dirigentes e executivos de associações empresariais, para colaboradores de projetos de cooperação técnica e outros interessados. Estamos permanentemente empenhados em desenvolver, complementar e aprimorar este material e também procuramos adaptá-lo para grupos alvo específicos (no nome do arquivo, o penúltimo algorismo refere-se ao ano da edição e o ultimo indica a versão). Atualmente dispomos de versões em português, espanhol, alemão e inglês. </li></ul><ul><li>Este arquivo poderá, conforme desejo dos interessados, ser aplicado, reproduzido ou modificado (não cobramos direitos autorais). </li></ul><ul><li>Temos entretanto um grande pedido: enviem-nos, por favor, exemplares (na forma de arquivo ou impressos) e outras informações, quando utilizarem o referido arquivo o algum dos seus elementos. Nós precisamos deste retorno e feed back para comprovar os efeitos do nosso trabalho perante todas as instituições que apoiam / financiam a Fundação Empreender. Nossas agradecimentos! </li></ul><ul><li>A Equipe da Fundação Empreender Fundação Empreender a/c Associação Comercial e Industrial de Joinville Rua do Príncipe, 330 - 10. andar - C.P. 137 89201-901 Joinville, Santa Catarina, Brasil Tel. 0055-(0)47-461-3367 / Fax 0055-(0)47-461-3334 E-mail: acihwk@netville.com.br E-mail: mueglo@dialup.internet.de </li></ul>
  42. 42. <ul><li>Este documento foi elaborado por </li></ul><ul><li>Jairo Aldo da Silva (Fundação Empreender) </li></ul><ul><li>Jörg Meyer-Stamer (Fundação Empreender </li></ul><ul><li>Maurício Lessa dos Reis (Fundação Empreender) </li></ul><ul><li>Colaboração: </li></ul><ul><li>Marlise Imhof, Valter Stoltenberg (ACIBr) </li></ul>

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