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  1. 1. Almeida Garrett
  2. 2. Quem foi Almeida Garrett? <ul><li>João Baptista da Silva Leitão foi dramaturgo, poeta, romancista e político, demonstrou ser o inovador da escrita e da composição literária do século XIX. Na conturbada vida política da primeira metade do século, distinguiu-se como jornalista, deputado e ministro. Foram as suas responsabilidades políticas que o levaram a fundar o Teatro Nacional (hoje Teatro Nacional D. Maria II ) e o Conservatório. </li></ul>
  3. 3. <ul><li>Na sua actividade de dramaturgo propõe-se criar um repertório dramático português. Como romancista, Garrett é considerado o criador da prosa moderna em Portugal. Na poesia, é dos primeiros a libertar-se dos cânones clássicos e a introduzir em Portugal a nova estética romântica. </li></ul>
  4. 4. A vida e as obras de Garret <ul><li>Em 1823-27 Com a Vilafrancada, é preso no Limoeiro. Vai para o seu primeiro exílio em Inglaterra, Birmingham. Vive numa precária subsistência. Em 1824, vai para França, no Havre. Escreve &quot;Camões&quot; e &quot;Dona Branca&quot;. Em Dezembro, fica desempregado. Com a morte de D. João VI, em 1826, é amnistiado mas só regressa a Portugal depois da outorga régia da Carta Constitucional por D. Pedro. Depois de ver morrer a sua filha recém-nascida, Garrett escreve a Lírica de João Mínimo. Em 1838: enquanto continua a redigir leis, escreve &quot;Um Auto de Gil Vicente , e é nomeado cronista-mor do reino. </li></ul>
  5. 5. <ul><li>Em 1842, é eleito deputado e entra nas Cortes. Publica &quot;O Alfageme de Santarém&quot;. Em 1843 - 17 de Julho: inicia a celebérrima viagem ao vale de Santarém que na está na origem de &quot;As Viagens da Minha Terra&quot;. Escreve a sua outra obra-prima: &quot;Frei Luís de Sousa&quot;. Em 1844, publica anonimamente uma autobiografia na revista &quot;Universo Pitoresco&quot;. No Parlamento, reclama a reforma da Carta Constitucional e revela-se contra a pena de morte. </li></ul>
  6. 6. <ul><li>Em 1845, Aparece em capítulos, em Junho, na &quot;Revista Universal Lisbonense&quot;, &quot;Viagens na Minha Terra&quot;. É representada &quot;Falar Verdade a Mentir&quot;, enquanto outra, &quot;As Profecias do Bandarra&quot; se estreia. Envolve-se na campanha eleitoral da oposição ao cabralismo. Em 1846, Publica &quot;Viagens na Minha Terra&quot;. Conhece Rosa Montufar, com quem tem uma ligação amorosa que se prolongará até ao ano da sua morte. Chegou a ministro, por cinco meses. Está na reforma da Academia Real das Ciências, redige o primeiro Acto Adicional à Carta, que discute na própria casa com os ministros. Em 1853, é criado um conselho dramático no D. Maria II, por decreto de 22 de Setembro, foi seu presidente, demitindo-se a pedido dos actores e dramaturgos. Começa a escrever o testamento. </li></ul>
  7. 7. O teatro de Garrett <ul><li>Garrett só voltou ao teatro muitos anos após a estreia de &quot;Catão&quot;, quando o projecto oficial, por ele proposto de criar um teatro nacional, o obrigou a produzir um repertório apropriado, a partir, praticamente do nada. Esse era um projecto dos Árcades que Garrett adaptou à nova teoria literária, esforçando-se por nacionalizar a teoria do drama romântico (que bania a distinção entre o drama e a comédia). </li></ul>
  8. 8. <ul><li>Porém, a sua obra prima Frei Luís de Sousa contém em germe características imanentes ao romantismo e ao classicismo. O Mito Sebástico preenche a trama desta peça que alguns querem ver como uma análise psicanalítica de Portugal. Algumas características da teoria do &quot;drama&quot;: multiplicidade de localização a alongamento do tempo, para permitir uma acção mais livre; recurso ao característico, local, histórica e psicologicamente; efeitos de contraste entre o grotesco e o sublime; diversidade dos tipos humanos, até nas suas formas patológicas e vulgares. </li></ul>
  9. 9. <ul><li>A tradição Vicentina é invocada em &quot;Um Auto de Gil Vicente&quot;. Bernardim Ribeiro, Garcia de Resende, Gil Vicente e o rei D.Manuel vêm à ribalta a evocar um passado de grandezas. Conquanto a autor tenha intencionalmente visado um contraste de caracteres - Gil Vicente/Bernardim - as pessoas e seus problemas não passam de motivos decorativos deste espectáculo todo exterior. </li></ul><ul><li>  </li></ul>
  10. 10. <ul><li>Em, 1854, numa casa na Rua de Santa Isabel, Almeida Garrett morre, vítima de cancro de origem hepática. O seu biógrafo Francisco Gomes de Amorim escreve: &quot;Eram seis horas e vinte e cinco minutos da tarde de sábado nove de Dezembro de mil oitocentos e cinquenta e quatro.&quot; </li></ul>
  11. 11. O Romantismo <ul><li>As grandes modificações políticas, económicas e sociais do século XIX fizeram sentir os seus reflexos, nomeadamente no campo literário e artístico. O ideário romântico teve expressão na poesia, no teatro, no romance histórico, bem como na pintura e escultura e em todas as artes. Se foi marcante no plano estético, não deixou de ter uma intervenção pertinente e oportuna na sociedade civil. Assim, lirismo, sensibilidade e individualismo têm eco junto da burguesia citadina portuguesa, que fruindo os novos gostos </li></ul>
  12. 12. <ul><li>recebeu de bom-grado as medidas legislativas de 1836, que estiveram na base do relançamento do teatro português. </li></ul><ul><li>A ascensão da burguesia como classe de Poder, que varreu os absolutismos da Europa, teve contraponto artístico o movimento romântico, que se pode considerar como o espelho onde o burguês gostava de se mirar, nomeadamente na virtudes de que se julgava imbuído. O primeiro dos ideais romântico é, sem dúvida, o culto do eu. Associado ao individualismo surge a livre expressão da sensibilidade. São os ideais românticos condimentados com a necessidade de evasão e exotismo no espaço e no tempo, </li></ul>
  13. 13. <ul><li>fórmula com tradução artística no gosto pelas paisagens medievais e pela fuga para espaços inexplorados das Américas, ou do Extremo Oriente. O herói romântico é invariavelmente pálido, olheirento, tomado de um spleen enfastiante e, por vezes, enfastiado. A heroína tem uma dupla face: mulher-anjo (Joaninha dos Olhos verdes) ou mulher-diabo (Milady) dos Três Mosqueteiros, de Alexandre Dumas. </li></ul><ul><li>A crença nas virtudes do ego gera, com frequência uma visão egocêntrica e antropocêntrica dos fenómenos políticos e sociais.  </li></ul>
  14. 14. Trabalho elaborado por: Raquel Silvestre nº 14 Turma: 11º D

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