Para os defensores das novas ideias, a instrução devia ser para todos os cidadãos. Isto era muito difÃcil de atingir num paÃs de analfabetos (muito perto de 90% da população não sabia ler nem escrever). Apesar disso foram tomadas, logo nos primeiros anos do regime liberal, algumas medidas:
- o ensino primário passou a ser livre e um direito de cada cidadão; eram três anos de frequência obrigatória e mais um ano para os que assim o desejassem. ConstruÃram-se muitas escolas e aumentou o ordenado dos professores;
A liberdade de imprensa permitiu um grande aumento do número de publicações, sobretudo jornais. Todos estes jornais e revistas eram um estÃmulo à produção literária. Grandes escritores estrearam-se com artigos, novelas e romances nos folhetins dos jornais diários.
O Movimento Romântico inspirou-se nas lendas e tradições mais antigas da nossa história e esteve sempre ligado ao sentimento e ao sonho. Destacaram-se: - no teatro - Almeida Garrett foi o seu melhor representante; - no romance - Camilo Castelo Branco e Júlio Dinis; - no romance histórico - Alexandre Herculano.
A vida no campo era dura e o trabalho do camponês estava sujeito a uma rotina muito ligada à s estações do ano e à s alterações do estado do tempo. A maior parte das propriedades eram pequenas e eram os membros da mesma famÃlia que as trabalhavam para retirar da terra o seu sustento - agricultura de subsistência.
Alimentação e Vestuário
Alimentação
Com o aumento da produção agrÃcola, as condições de vida melhoraram, e passou a haver menos fomes.
Os vegetais eram a base da alimentação. Diariamente, os trabalhadores alimentavam-se de broa de milho, azeitonas, algum bacalhau ou sardinha, vinho e sopa (feita de batatas e legumes frescos e secos, e temperada com azeite).
Os camponeses viviam com grandes dificuldades, e o pouco dinheiro que tinham servia apenas para comprar azeite, sardinhas, sal e sabão. Por isso, a roupa tinha de durar vários anos.
Vestuário
Os camponeses não usavam sapatos e andavam, quase sempre, descalços ou de tamancos. O vestuário variava conforme o clima e os trabalhos que se faziam. No litoral, com um clima mais ameno, os homens vestiam calças curtas ou arregaçadas ecamisas ou camisolas de lã (no Inverno). No interior, com um clima mais rigoroso, todos usavam capas durante o Inverno.
Tradições populares
A música era uma das principais manifestações culturais das gentes do campo.
A procissão, a bênção do gado e o grande arraial eram e são obrigatórios nesta festa. As cerimónias começam no «Dia da Santa», primeiro domingo depois do dia 22 de Maio. Os romeiros vêm de perto e de longe, com os seus rebanhos e manadas, para a tradicional «bênção do gado». Os pastores e seus animais dão três voltas em redor do cruzeiro que fica no Largo da Igreja. O padre e o auxiliar espalham água-benta, depois de terem recitado a bênção tradicional. O povo crê que todos ficam protegidos da doença da raiva. É o momento mais curioso da festa.
Este carro era puxado por dois animais e podemos imaginá-lo carregado de lavadeiras, sentadas em cima das trouxas, a caminho de Lisboa. Faziam a viagem de oito em oito ou de quinze em quinze dias, conforme o número de peças, as necessidades das freguesas ou o estado do tempo. As lavadeiras pagavam ao carroceiro, à ida e à vinda.
No dia-a-dia, as senhoras burguesas usavam vestidos de cetim, com meias de algodão e botas de pele de vitela.
O vestuário do povo não seguia a moda; estava adaptado ao trabalho diário; mas, aos domingos, os populares usavam um traje diferente, feito com tecidos de melhor qualidade.
Imagens
Bibliografia
Retirado de HGP - 6.º Ano de EmÃlia Maçarico, Helena de Chaby e Manuela Santos Texto editora
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