Multiculturalismo e a sociologia

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Sociologia,Multiculturalismo,Cultura,Sociedade,Civilizações,Darcy Ribeiro,Educação,Etnocentrismo,

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Multiculturalismo e a sociologia

  1. 1. AFINAL O QUE É MULTICULTURALISMO E QUAL SUA IMPORTÂNCIA PARA O ENSINO NA SOCIOLOGIA? PROF. João Marcus - Intro a Sociologia - Multiculturalismo na visão Sociológica Leonardo S.L.de Barros Mat.20112321048 UNIRIO - 2011
  2. 2. MULTICULTURAL ISMO [mais um ?]
  3. 3. INTRODUÇÃO <ul><li>Falar de multiculturalismo é falar do manejo da diferença em nossas sociedades. </li></ul><ul><li>No entanto, isto é ainda pouco para definir </li></ul><ul><li>as implicações do termo. </li></ul>
  4. 4. CONCEITO <ul><li>Multiculturalismo (ou pluralismo cultural) é um termo que descreve a existência de muitas culturas numa localidade, cidade ou país, sem que uma delas predomine, porém separadas geograficamente e até do convívio, no que se convencionou chamar de “mosaico cultural”. </li></ul><ul><li>O Canadá e a Austrália são exemplos de multiculturalismo ; porém , alguns países europeus advogam discretamente a adoção de uma política multiculturalista . </li></ul>
  5. 5. ASPECTOS GERAIS <ul><li>O multiculturalismo implica em reivindicações e conquistas das chamadas minorias (negros, índios, mulheres, homossexuais, etc...). </li></ul><ul><li>A doutrina multiculturalista da ênfase a idéia de que as culturas minoritárias são discriminadas , sendo vistas como movimentos particulares , mas elas devem merecer reconhecimento público . Para se consolidarem, essas culturas singulares devem ser amparadas e protegidas pela lei . O multiculturalismo opõe-se ao que ele julga ser uma forma de etnocentrismo (visão de mundo da sociedade branca dominante, que se toma por mais importante que as demais). </li></ul><ul><li>A política multiculturalista visa resistir à homogeneidade cultural, principalmente quando esta homogeneidade é considerada única e legítima , submetendo outras culturas a particularismos e dependência. Sociedades pluriculturais coexistiram em todas as épocas, e hoje, estima-se que apenas 10 a 15% dos países sejam etnicamente homogêneos. </li></ul>
  6. 6. ENFIM.... <ul><li>A diversidade cultural e étnica muitas vezes é vista como uma ameaça para a identidade da nação. </li></ul><ul><li>Em alguns lugares o multiculturalismo provoca desprezo e indiferença , como ocorre no Canadá entre habitantes de língua francesa e os de língua inglesa. </li></ul><ul><li>Mas também pode ser vista como fator de enriquecimento e abertura de novas e diversas possibilidades , como confirmam o sociólogo Michel Wieviorka e o historiador Serge Gruzinski , ao demonstrarem que o hibridismo e a maleabilidade das culturas são fatores positivos de inovação . </li></ul><ul><li>Charles Taylor , autor de Multiculturalismo, Diferença e Democracia, acredita que toda a política identitária não deveria ultrapassar a liberdade individual. Indivíduos, no seu entender, são únicos e não poderiam ser categorizados . Taylor definiu a democracia como a política do reconhecimento do outro, ou seja, da diversidade . </li></ul>
  7. 7. QUESTÕES POLÊMICAS SOBRE O TEMA <ul><li>O reconhecimento da não-homogeneidade étnica e cultural das sociedades; </li></ul><ul><li>O reconhecimento da não-integração dos grupos que carregam e defendem as diferenças étnicas e culturais à matriz dominante do nation-building nessas sociedades – após o fracasso seja de políticas assimilacionistas , seja de políticas diferencialistas (baseadas na restrição de acesso ou mesmo na idéia de “desenvolvimentos separados” ); </li></ul><ul><li>A mobilização dos próprios recursos políticos e ideológicos da tradição dominante nos países ocidentais – o liberalismo – contra os efeitos desta não-integração; </li></ul><ul><li>A demanda por inclusão e por pluralidade de esferas de valor e práticas institucionais no sentido da reparação de exclusões históricas; </li></ul><ul><li>A demanda por reorientação das políticas públicas no sentido de assegurar a diversidade/pluralidade de grupos e tradições . </li></ul>
  8. 8. NO BRASIL
  9. 9. MULTICULTURALISMO NO BRASIL <ul><li>Multiculturalismo no Brasil é a mistura de culturas. Trata-se da miscigenação dos credos e culturas que ocorrem no Brasil desde os tempos da colonização. </li></ul><ul><li>E uma das principais características da cultura brasileira é esta diversidade . </li></ul><ul><li>O processo imigratório teve grande importância para a formação desta cultura. </li></ul>
  10. 10. AÇÕES AFIRMATIVAS <ul><li>SÃO medidas especiais e temporárias, tomadas ou determinadas pelo estado , espontânea ou compulsoriamente , com o objetivo de eliminar desigualdades historicamente acumuladas, garantindo a igualdade de oportunidades e tratamento, bem como de compensar perdas provocadas pela discriminação e marginalização, decorrentes de motivos raciais, étnicos, religiosos, de gênero e outros. Portanto, as ações afirmativas visam combater os efeitos acumulados em virtude das discriminações ocorridas no passado . (GTI, 1997;Santos,1999;Santos,2002). </li></ul>
  11. 11. OUTRAS TERMINOLOGIAS <ul><li>Ação afirmativa; </li></ul><ul><li>Ação positiva; </li></ul><ul><li>Discriminação positiva; </li></ul><ul><li>“ equal oportunity policies”; </li></ul><ul><li>Políticas compensatórias. </li></ul>
  12. 12. EXCLUSÃO SEPARAÇÃO INTEGRAÇÃO INCLUSÃO Ações Afirmativas e Inclusão Social LEGENDA : pontos redondos =pessoas com necessidades especiais pontos quadrados =pessoas ditas normais círculo grande =sistema escolar regular circulo pequeno =sistema escolar especial. Beyer, Hugo Otto, Educação Inclusiva ou Integração Escolar? Implicações pedagógicas dos conceitos como rupturas paradigmáticas (In: ENSAIOS PEDAGÓGICOS, 2006, p. 85-88)
  13. 13. Aplicar Políticas Afirmativas Criar Oportunidades Incluir socialmente JUSTIÇA e PAZ SOCIAL A inclusão social e o Povo Negro do Brasil A questão do Povo Negro do Brasil Desigualdade Política Nacional de Igualdade Racial Programa Brasil Quilombola Política Nacional de ATER SOCIEDADE BRASILEIRA
  14. 14. Globalização e Multiculturalismo
  15. 15. <ul><li>O período em que vivemos, é marcado por diversas transformações em todo o mundo. </li></ul><ul><li>As formas de vida bastante rígidas ou severas que eram utilizadas para regular as relações em sociedade, vêm sendo, pouco a pouco, desgastadas . </li></ul><ul><li>Isto traz diversas conseqüências no dia-a-dia das pessoas. </li></ul><ul><li>É, pois, um momento de crise nestas formas de vida. </li></ul>O Homem racional e o Cidadão da modernidade
  16. 16. CHOQUE de CIVILIZAÇÕES A VITÓRIA do TERROR?
  17. 17. Teoria do Choque de Civilizações 3 - SÍNICA 3 2 - ISLÂMICA 2 4 - BUDISTA 4 4 4 7 - HINDU 7 6 6 - ORTODOXA 5 5 – LATINO-AMERICANA 5 8 - AFRICANA 8 1 - OCIDENTAL 1 1 1 1 9 - JAPONESA 9
  18. 19. <ul><li>Em meio à luta contra o terror detonada pelo 11 de Setembro, o presidente americano George W. Bush referiu-se à empreitada da coalizão ocidental no Oriente Médio e no Afeganistão como uma &quot; cruzada &quot;. </li></ul><ul><li>&quot;O terrorismo continua atuando, não devido a seu poder ideológico ou físico , mas porque as nações que dele são vítimas não conseguem detê-lo&quot;. (A.M. Rosenthal. &quot;O Globo&quot;, 02/08/96, p. 07) </li></ul>
  19. 21. <ul><li>A civilização é um processo social em si, inerente aos agrupamentos humanos que tendem sempre a evoluir com a variação das disponibilidades econômicas, principalmente alimentares e sua decorrente competição por estes com os agrupamentos vizinhos. </li></ul>CIVILIZAÇÕES Teorias em conflito
  20. 22. <ul><li>Civilização é um complexo conceito da antropologia e história . Numa perspectiva evolucionista é o estágio mais avançado de determinada sociedade humana, caracterizada basicamente pela sua fixação ao solo mediante construção de cidades, daí derivar do latim civita que designa cidade e civile (civil) o seu habitante. </li></ul><ul><li>Para Darcy Ribeiro[2] , a evolução sociocultural consiste no movimento histórico de mudança dos modos de ser e de viver dos grupos humanos , desencadeado pelo impacto de sucessivas revoluções tecnológicas (agrícola, industrial, etc.) sobre sociedades concretas, tendentes a conduzi-las à transição de uma etapa a outra, ou de uma a outra formação sociocultural. </li></ul><ul><li>[2] ver referências </li></ul>CIVILIZAÇÕES
  21. 23. O FOCO NA CULTURA <ul><li>Identidade cultural </li></ul><ul><li>A &quot;Civilização&quot; também pode se referir à cultura de uma sociedade complexa, e não apenas à sociedade em si. Toda sociedade civilização, ou não, tem um conjunto específico de idéias e costumes e um determinado conjunto de manufaturas e artes que a tornam única. </li></ul><ul><li>As civilizações tendem a desenvolver culturas complexas , que incluem a literatura , a arte , arquitetura , uma religião organizada e costumes complexos associados à elite. </li></ul>
  22. 24. O FOCO NA CULTURA <ul><li>Centralidade nos fenômenos sociais contemporâneos e em suas análises. </li></ul><ul><li>Papel constitutivo da cultura. </li></ul><ul><li>Revolução cultural. </li></ul><ul><li>Diversidade de culturas. </li></ul><ul><li>Associação das diferenças culturais às relações de poder . </li></ul>
  23. 25. Civilizações lendárias e fictícias <ul><li>A cultura popular e o gênio de alguns escritores também falam de certas civilizações lendárias , que supostamente foram esquecidas pelo tempo, mas das quais de fato não existem provas concretas. </li></ul><ul><li>O padrão comum nestes casos é o de uma terra utópica de riqueza e prosperidade de alguma forma isolada do resto do mundo e que eventualmente é destruída em uma catástrofe . Dentre estas civilizações lendárias se destacam: </li></ul><ul><li>O afundamento de Atlântida corresponde ao Dilúvio Universal ? </li></ul>Nárnia Terra-Média Krypton Eldorado Klingons Ciméria Shangri-La Agharta Lemúria Avalon
  24. 26. CURRÍCULO E CULTURA <ul><li>Ampliação do termo currículo. </li></ul><ul><li>Currículo , como a cultura: prática social; produz significados; contribui para a construção de identidades . </li></ul><ul><li>Políticas de identidade . </li></ul><ul><li>Como respondemos, no campo do currículo, ao caráter multicultural de nossas sociedades ? </li></ul>
  25. 27. MULTICULTURALISMO <ul><li>ATITUDE A SER DESENVOLVIDA EM RELAÇÃO À PLURALIDADE CULTURAL. </li></ul><ul><li>META A SER ALCANÇADA EM UM ESPAÇO SOCIAL. </li></ul><ul><li>ESTRATÉGIA POLÍTICA. </li></ul><ul><li>CORPO TEÓRICO DE CONHECIMENTOS. </li></ul><ul><li>CARÁTER ATUAL DAS SOCIEDADES OCIDENTAIS. </li></ul>
  26. 28. STUART HALL <ul><li>MULTICULTURAL: características sociais e problemas de governabilidade apresentados por sociedades com diferentes comunidades culturais . </li></ul><ul><li>MULTICULTURALISMO: estratégias e políticas usadas para governar ou administrar problemas de diversidade e multiplicidade em sociedades multiculturais. </li></ul>
  27. 29. Condições de emergência das sociedades multiculturais <ul><li>Fim do velho sistema europeu e lutas de libertação das colônias. </li></ul><ul><li>Fim da Guerra Fria e ruptura da União Soviética. </li></ul><ul><li>Globalização e seus efeitos. </li></ul>
  28. 30. MULTICULTURALISMO NA EDUCAÇÃO <ul><li>MULTICULTURALISMO BENIGNO </li></ul><ul><li>MULTICULTURALISMO CRÍTICO </li></ul><ul><ul><li>Sensibilidade para a pluralidade; </li></ul></ul><ul><ul><li>Redução de preconceitos e discriminações; </li></ul></ul><ul><ul><li>Responsabilidade de todos no esforço por reduzir a opressão; </li></ul></ul><ul><ul><li>Contextualização e compreensão da produção das diferenças; </li></ul></ul>
  29. 31. IDENTIDADES NA MODERNIDADE <ul><li>Parte fundamental da dinâmica pelo qual indivíduos e grupos compreendem elos (mesmo imaginários) que os unem. </li></ul><ul><li>Mudanças no campo religioso e revolução científica – centralidade à subjetividade . </li></ul><ul><li>Tensões: subjetividade individual X coletiva ; concepção concreta e contextual X concepção abstrata . </li></ul><ul><li>Identidades reduzidas à lealdade ao Estado </li></ul><ul><li>Desestabilizam-se as idéias de identidade pessoal e nacional </li></ul>
  30. 32. IDENTIDADES NA CONTEMPORANEIDADE <ul><li>Produto de uma sociedade da qual desaparece um centro produtor de identidades fixas. </li></ul><ul><li>Fragmentadas, descentradas, mutáveis, contraditórias . </li></ul><ul><li>Definidas nas relações com os outros. </li></ul><ul><li>Fragmentação entre os membros de um grupo identitário. </li></ul>
  31. 33. IDENTIDADE e DIFERENÇA <ul><li>Entidades inseparáveis e mutuamente determinadas. </li></ul><ul><li>Diferença: conjunto de princípios organizadores da seleção, inclusão e exclusão que informam o modo como indivíduos marginalizados são posicionados e construídos em teorias sociais dominantes, práticas sociais e agendas políticas. </li></ul>
  32. 34. Imperativo Transcultural <ul><ul><li>As pessoas têm direito a serem iguais sempre que a diferença as tornar inferiores; Contudo, têm também direito a serem diferentes sempre que a igualdade colocar em risco suas identidades. </li></ul></ul><ul><ul><li>(Boaventura de Souza Santos) </li></ul></ul>
  33. 35. CV DE UM SOCIÓLOGO DARCY RIBEIRO
  34. 36. <ul><li>Já sabendo que sua doença era terminal, Darcy Ribeiro confessou no livro de memórias: </li></ul>DARCY RIBEIRO Pensador Apaixonado pelo Brasileiro &quot;Termino esta minha vida já exausto de viver, mas querendo mais vida, mais amor, mais saber, mais travessuras&quot;. Tudo muito coerente com quem sempre se declarou um “fazedor”.
  35. 37. <ul><li>Filho de farmacêutico e professora,Mudou-se para o Rio de Janeiro para estudar medicina. Até ingressou na faculdade, mas abandonou o curso depois de três anos. </li></ul><ul><li>Transferiu-se para São Paulo, indo estudar ciências sociais na Escola de Sociologia e Política , graduando-se em 1946. </li></ul><ul><li>Em 1949, entrou para o Serviço de Proteção aos Índios (antecessor da Funai). Passou várias temporadas com os indígenas do Mato Grosso (então um só estado) e da Amazônia. Colaborou ainda para a fundação do Museu do Índio (que dirigiu) e a criação do parque indígena do Xingu . Escreveu diversas obras de etnografia e defesa da causa indigenista, </li></ul><ul><li>Em 1955, organizou o primeiro curso de pós-graduação em antropologia , na Universidade do Brasil (Rio de Janeiro). Passou a trabalhar no Ministério da Educação e Cultura. Lutou em defesa da escola pública e fundou a Universidade de Brasília (da qual seria reitor em 1962-3). </li></ul><ul><li>Em 1961, foi Ministro da Educação no governo Jânio Quadros. Mais tarde, como Chefe da Casa Civil no governo João Goulart, desempenhou papel relevante na elaboração das chamadas reformas de base . </li></ul><ul><li>Com o golpe militar de 1964 , Darcy Ribeiro teve os direitos políticos cassados e foi exilado. </li></ul><ul><li>Viveu então em vários países da América Latina , defendendo a reforma universitária. </li></ul>DARCY RIBEIRO
  36. 38. <ul><li>Foi professor na Universidade Oriental do Uruguai e assessorou os presidentes Allende (Chile) e Velasco Alvarado (Peru). </li></ul><ul><li>Redigiu grande parte de sua obra de maior fôlego: os estudos antropológicos da &quot;Antropologia da Civilização&quot; , em seis volumes (o último, &quot;O Povo Brasileiro&quot; , ele publicaria em 1995 ). </li></ul><ul><li>Em 1976, retornou para o Brasil , dedicando-se à educação pública . Quatro anos depois, foi anistiado, iniciando uma bem-sucedida carreira política . </li></ul><ul><li>Em 1982, elegeu-se vice-governador do Rio de Janeiro . Nesse cargo, trabalhou junto ao governador Leonel Brizola na criação dos Centros Integrados de Educação Pública (Ciep). </li></ul><ul><li>Em 1990, foi eleito senador , posto em que teve destacada atuação. Em 1992, passou a integrar a Academia Brasileira de Letras . Além da obra antropológica, Darcy Ribeiro publicou os romances &quot;Maíra&quot; , &quot;O Mulo&quot; , &quot; Utopia Selvagem&quot; e &quot;Migo&quot; . </li></ul><ul><li>No último ano de vida, Darcy Ribeiro dedicou-se a organizar a Fundação Darcy Ribeiro , com sede na antiga residência em Copacabana (no Rio de Janeiro). </li></ul><ul><li>Vítima de câncer, Darcy Ribeiro morreu aos 74 anos. </li></ul>DARCY RIBEIRO
  37. 39. A POLÍTICA DA DIFERENÇA <ul><li>Os anseios de grupos subalternos expressam ética superior à dos grupos dominantes . </li></ul><ul><li>Nada garante a eliminação de conflitos entre os grupos subalternizados e em seus interiores. </li></ul><ul><li>Necessidade de fechamento para construir comunidades de identificação. </li></ul><ul><li>Impossibilidade de uma política de dispersão infinita. Não fechamento de uma identidade a outra. </li></ul>
  38. 40. DIÁLOGO <ul><li>Estratégia capaz de favorecer a articulação de diferentes lutas em um projeto comum. </li></ul><ul><li>Necessidade de examinar sua viabilidade. </li></ul><ul><li>Burbules: diálogo comunicativo, ocasionando descobertas, compreensão, aprendizagem, autonomia, independência, respeito, democracia. </li></ul><ul><li>As habilidades para o diálogo se aprendem no diálogo </li></ul>
  39. 41. DIÁLOGO (Elizabeth Ellsworth) <ul><li>O diálogo comunicativo só atua no nível consciente. </li></ul><ul><li>O inconsciente, que fala o discurso do Outro. </li></ul><ul><li>Desajustes entre interpelação e resposta </li></ul><ul><li>Ensinar é impossível. Novas possibilidades se abrem. </li></ul><ul><li>Não se deseja a leitura certa. </li></ul><ul><li>Que leitura realizarei nesta situação? Como responderei? </li></ul>
  40. 42. IMPLICAÇÕES PARA O CURRÍCULO <ul><li>Desenvolvimento de uma postura multicultural. </li></ul><ul><li>Articulação da pluralidade cultural mais ampla à pluralidade da sala de aula. </li></ul><ul><li>Desestabilização da lógica dominante ou a reescrita do conhecimento. </li></ul><ul><li>Crítica cultural. </li></ul><ul><li>Ancoragem social do conhecimento. </li></ul>
  41. 43. O professor de Ciências multiculturalmente orientado <ul><li>Desenvolvimento cultural: compreensão das culturas, consciência da discriminação, capacidade de interagir com diferentes culturas . </li></ul><ul><li>Desenvolvimento de formas de conhecer na ciência: validação externa, memorização, conhecimento intuitivo, observação e visualização de experimentos, construção das próprias idéias . </li></ul><ul><li>Desenvolvimento de formas de ensinar a ciência: auto-centrada, consciência das diferenças dos estudantes, promoção de mudanças no sistema . </li></ul>
  42. 44. MULTICULTURALISMO Uma história ainda não concluída
  43. 45. <ul><li>Melting Pot é um fenômeno onde várias culturas estão misturadas sem a intervenção do Estado, como é o caso dos Estados Unidos da América ou o Brasil. </li></ul><ul><li>O Canadá e Austrália são países que adotaram brilhantemente o conceito de multiculturalismo… </li></ul>MULTICULTURALISMO Uma história não concluída
  44. 46. Razões para defender o Multiculturalismo <ul><li>Tese A: </li></ul><ul><li>Cada cultura tem o seu código de valores. </li></ul><ul><li>É correto o que cada sociedade considera ser. </li></ul><ul><li>Diferentes sociedades possuem normas </li></ul><ul><li>e práticas culturais diferentes. </li></ul>
  45. 47. Porquê? <ul><li>Argumento 1: </li></ul><ul><li>Uma vez que as várias culturas existentes, que se distribuem por diferentes locais geográficos (diferenças climáticas, atividades empregadoras predominantes, diferentes níveis de instrução, estruturação da economia…), adquirem tradições culturais diferentes e como os valores são criações socioculturais aprendidas no processo de socialização, os valores serão diferentes . </li></ul>
  46. 48. <ul><li>Tese B: </li></ul><ul><li>Como existem diferentes culturas e nenhuma cultura podem ser considerada superior a outra , devemos ser tolerantes a todas as culturas, mesmo sendo contra todas as nossas preferências . Daqui desperta a necessidade de tolerar as diferenças culturais sem as considerar inferiores , apenas diferentes. </li></ul>
  47. 49. <ul><li>Argumento 2: </li></ul><ul><li>Não temos o direito de considerar que a nossa cultura é superior à outra e, como tal, deve ser o padrão a seguir , pois, como seres humanos, somos todos iguais . Como nós temos o direito de não gostar dos comportamentos de uma dada cultura, essa mesma cultura tem o igual direito de não gostar dos nossos comportamentos . Assim sendo, não temos o direito de “ impingir ” o nosso “ mosaico cultural ”, pois pode acontecer o mesmo para a nossa cultura. </li></ul>
  48. 50. <ul><li>Tese 3: </li></ul><ul><li>Considerar que dada cultura é melhor que outra, e como tal devemos adotá-la, é considerado imperialismo cultural. </li></ul>
  49. 51. <ul><li>Argumento 3: </li></ul><ul><li>A Partir do momento em que impomos a alguém que se aja por dado padrão comportamental , só por que não toleramos ou até aceitamos o seu, estamos a comungar de um imperialismo cultural , pois tal exigência têm como fim a imposição de dado comportamento ou padrão da sociedade. </li></ul>
  50. 52. Contra-Argumentos <ul><li>Considerar o nosso código de valores como sendo o melhor e todos os outros inferiores leva ao Etnocentrismo e à Xenofobia . </li></ul><ul><li>A posição multiculturalista não é contra os direitos humanos, simplesmente defende que todos nós temos direito à diferença . </li></ul>
  51. 53. Canadá <ul><li>Povos do mundo todo estabeleceram-se no Canadá, tornando-o um país verdadeiramente multicultural. Em 1991, mais de 11 milhões de canadenses ( inclusive os aborígenes ), ou 42% da população do país, declararam ter pelo menos alguma outra origem étnica que não fosse a inglesa ou a francesa. Entre os maiores grupos estão os alemães, os italianos, os ucranianos, os holandeses, os poloneses, os chineses, os sul-asiáticos, os judeus, os caribenhos, os portugueses e os escandinavos. </li></ul>
  52. 54. <ul><li>A fim de permitir que todos os membros da sociedade canadense exerçam totalmente e com igualdade os seus direitos de cidadania , responsabilidades e privilégios , o Canadá desenvolveu programas e leis concretas e avançadas. </li></ul>
  53. 55. Austrália <ul><li>A população é formada por povos de todas as partes do mundo. Cerca de 23% nasceram em outro país e mais de ¼ da população tem pelo menos um parente nascido no exterior . Pessoas de mais de 140 países escolheram tornar-se cidadãos australianos . </li></ul><ul><li>A diversidade cultural é fonte de vantagem competitiva, enriquecimento cultural e estabilidade social . </li></ul>
  54. 56. <ul><li>Essa diversidade tem sido nutrida pelas culturas aborígenes , pela primitiva colonização européia e pelas sucessivas ondas de imigração provenientes de todas as partes do mundo . </li></ul>
  55. 57. Monoculturalismo <ul><li>Em contraponto ao Multiculturalismo , podemos constatar a existência de outras políticas culturais seguidas. </li></ul><ul><li>O monoculturalismo , vigente na maioria dos países do mundo e ligado intimamente ao nacionalismo , pretende a assimilação dos imigrantes e da sua cultura nos países de acolhimento. </li></ul>
  56. 58. Angela Merkl “ O Multiculturalismo Falhou”
  57. 59. <ul><li>A tentativa da Alemanha de criar uma sociedade multicultural &quot;fracassou completamente&quot;, disse a chanceler alemã Angela Merkel , aquecendo ainda mais os debates sobre imigração e Islã que tem dividido o seu partido conservador. </li></ul><ul><li>Falando numa reunião de jovens membros do seu partido, Democratas Cristãos (CDU) , Merkel disse que permitir que pessoas de origens culturais diferentes vivam lado a lado sem integrá-las não funcionou num país que é o lar de quatro milhões de muçulmanos . </li></ul>
  58. 60. <ul><li>&quot;Essa abordagem fracassou, fracassou completamente&quot;, disse Merkel durante um encontro em Potsdam, no sul de Berlim. </li></ul><ul><li>Entendidos em política afirmam que Ângela Merkel está sendo pressionada pelo seu partido a tomar uma posição mais dura com os imigrantes que não se mostrarem dispostos a se adaptar à sociedade alemã , e suas declarações pareciam ter a intenção de apaziguar os seus maiores críticos. </li></ul>
  59. 61. <ul><li>Ela disse que muito pouco havia sido exigido dos imigrantes no passado e repetiu o seu discurso habitual , afirmando que eles precisam aprender alemão para poder estudar e ter melhores oportunidades no mercado de trabalho. </li></ul><ul><li>O debate sobre estrangeiros na Alemanha foi afetado pela publicação de um livro do ex-membro do banco central Thilo Sarrazin que acusa imigrantes muçulmanos de terem reduzido o nível de inteligência da sociedade alemã. </li></ul>
  60. 62. REFERENCIAS <ul><li>BONFIM, Eduardo. Multiculturalismo. Extraído do Portal Vermelho. Disponivel em <http://www.vermelho.org.br/>Acessado em: 05 dez 2011. </li></ul><ul><li>RIBEIRO, Darcy. Portal UOL Educação. Disponível em <http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u428.jhtm> Acessado em: 05 dez 2011. </li></ul><ul><li>SILVA, Sergio Luiz Pereira da. Sistema Currículo Lattes. Disponível em <http://lattes.cnpq.br/0404743472023277 > Acessado em: 05 dez 2011. </li></ul><ul><li>WIKIPEDIA, Civilizações. Disponível em <http://www. pt.wikipedia.org/wiki/Civilização> Acessado em: 05 nov 2011. </li></ul><ul><li>CHILDE, G. A evolução cultural do homem. Rio de Janeiro: Zahar, 1978. A edição original, Man Makes Himself, é de 1936. </li></ul><ul><li>RIBEIRO, Darcy. O processo civilizatório. RJ, Civilização Brasileira, 1975 </li></ul><ul><li>MATIAS, Glauber Rabelo. Aspectos do Evolucionismo Antropológico em O Processo Civilizatório de Darcy Ribeiro. Revista Urutágua – revista acadêmica multidisciplinar Nº 15 – abr./mai./jun./jul. 2008 – Quadrimestral – Maringá - Paraná . PDF Jul. 2011 </li></ul><ul><li>ELIAS, Norbert. O processo civilizador, v 1, e 2 RJ Jorge Zahar Ed., 1994 apud: Lima , Maria de Fátima F. Civilização e os modos à mesa: relações entre espaços de consumo alimentar e o processo civilizador. XII Simpósio Internacional Processo Civilizador / Recife Brail 11-13 Novembro de 2009 PDF Jul. 2011 </li></ul><ul><li>SPENDLER, Oswald, Decline of the West: Perspectives of World History (1919) (em inglês). </li></ul><ul><li>HUNTINGTON, Samuel P. The Clash of Civilizations, vol. 72, no. 3, Summer 1993Desenvolvimento de formas de conhecer na ciência: validação externa, memorização, conhecimento intuitivo, observação e visualização de experimentos, construção das próprias idéias . </li></ul><ul><li>Desenvolvimento de formas de ensinar a ciência: auto-centrada, consciência das diferenças dos estudantes, promoção de mudanças no sistema . </li></ul>

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