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Aula 05
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Princípios básicos e clássicos de animação

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In this class I address the classical principles of animation and showcase examples were the animators used each one of them.

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  1. 1. Universidade do Minho Instituto de Ciências Sociais Departamento de Ciências da Comunicação Aula 05 1. ANIMAÇÃO COM “A GRANDE“ 2. PRINCÍPIOS BÁSICOS E CLÁSSICOS DE ANIMAÇÃO 3. PROPOSTA DE TPC ATELIER AUDIOVISUAL E MULTIMÉDIA I - Multimédia Curso de Ciências da Comunicação - 2º Ano | 2º Semestre Professor Leonardo Pereira Ano Curricular - 2013 | 2014
  2. 2. Universidade do Minho Instituto de Ciências Sociais Departamento de Ciências da Comunicação Módulo Multimédia Atelier Audiovisual e Multimédia I - 2013 | 2014 Professor Leonardo Pereira 01 Animar com “A grande”
  3. 3. Universidade do Minho Instituto de Ciências Sociais Departamento de Ciências da Comunicação Módulo Multimédia Atelier Audiovisual e Multimédia I - 2013 | 2014 Professor Leonardo Pereira Animar com “A grande“ Quando se começa a animar é conveniente compreender que animar um objecto não é o mesmo que apenas dar-lhe movimento. É muito mais do que isso. É deixar transparecer na acção as propriedades físicas e emocionais dos objectos ou personagens envolvidos. Um objecto ou personagem: • Tem um determinado peso e massa (mais ou menos kgs ou gramas); • É feito de um material específico; • Pode ser rígido, deformável ou elástico; Está sujeito a interacções com o ambiente e objectos circundantes como: • Os efeitos da gravidade; • Os efeitos do atrito entre objectos; • Colisões e interacções com outros objectos; • E as transferências de energia cinética entre objectos. E pode ainda ter um temperamento: • Pode ser um objecto/personagem calmo; • Pode ser um objecto/personagem nervoso e agitado;
  4. 4. Universidade do Minho Instituto de Ciências Sociais Departamento de Ciências da Comunicação Módulo Multimédia Atelier Audiovisual e Multimédia I - 2013 | 2014 Professor Leonardo Pereira Animar com “A grande“ Por um exemplo, uma bola que cai vai-se comportar de maneira diferente em função: • Da gravidade; • Do seu peso; • e do material de que é feita. Repare-se como, neste exemplo, apesar de termos duas bolas no ar exactamente iguais, depois de vermos a animação percebemos que elas são completamente diferentes. Porquê? Porque se comportam fisicamente e interagem com o ambiente de formas diferentes dizendo ao espectador que têm propriedades físicas, também, diferentes. Uma é rígida e pesada mas a outra é deformável e não tão pesada como a primeira.
  5. 5. Universidade do Minho Instituto de Ciências Sociais Departamento de Ciências da Comunicação Módulo Multimédia Atelier Audiovisual e Multimédia I - 2013 | 2014 Professor Leonardo Pereira Animar com “A grande“ Outro exemplo... quando alguém atira uma bola o seu percurso vai depender: • Da gravidade que é exercida sobre a bola; • Do peso e massa da bola; • e da força e velocidade com que foi atirada. Mas seja qual for a combinação de variáveis e da distância percorrida pela bola, uma coisa é certa. A bola vai sempre descrever um arco! Seja este mais alongado ou menos alongado. Isto porque vai perdendo energia cinética e porque a gravidade actua cumulativamente sobre essa perda de energia.
  6. 6. Universidade do Minho Instituto de Ciências Sociais Departamento de Ciências da Comunicação Módulo Multimédia Atelier Audiovisual e Multimédia I - 2013 | 2014 Professor Leonardo Pereira Animar com “A grande“ ou ainda... quando algo colide com outro objecto a reacção de ambos vai depender: • Do peso de cada objecto; • Da rigidez ou elasticidade do material de cada objecto; • e da energia cinética transportada por cada objecto. Bola mole e deformável Parede pesada e rígida Bola deforma-se ligeiramente a alta velocidade Bola deforma-se ao embater na parede mas a parede não. Bola rígida e indeformável Parede elástica e deformável Bola não se deforma a alta velocidade Parede deforma-se ao receber a colisão da bola, mas a bola não se deforma.
  7. 7. Universidade do Minho Instituto de Ciências Sociais Departamento de Ciências da Comunicação Módulo Multimédia Atelier Audiovisual e Multimédia I - 2013 | 2014 Professor Leonardo Pereira Animar com “A grande“ e muitas outras situações existem... Portanto... Animar ou dar vida a algo inanimado, com credibilidade depende, em grande parte, da compreensão que temos da forma como os objectos e os materiais se comportam físi- camente, como interagem fisicamente no mundo real e de como a energia cinética os atravessa ou interage com eles. E foi exactamente isso, que nos anos 30, os animadores de Walt Disney começaram a fazer. Ou seja, estudaram o comportamento dos materiais no mundo real, o que os le- vou a criarem a linguagem da Arte da Animação. Esta linguagem traduziu-se e traduz-se hoje nos chamados Princípios básicos e clássicos de Animação.
  8. 8. Universidade do Minho Instituto de Ciências Sociais Departamento de Ciências da Comunicação Módulo Multimédia Atelier Audiovisual e Multimédia I - 2013 | 2014 Professor Leonardo Pereira Animar com “A grande“ Um bom animador tem de saber animar credivelmente um objecto, quer ele esteja em terra, dentro de água ou até mesmo na Lua. E só o poderá conseguir se compreender e utilizar os PBCAs.
  9. 9. Universidade do Minho Instituto de Ciências Sociais Departamento de Ciências da Comunicação Módulo Multimédia Atelier Audiovisual e Multimédia I - 2013 | 2014 Professor Leonardo Pereira 02 Princípios básicos e clássicos de Animação
  10. 10. Universidade do Minho Instituto de Ciências Sociais Departamento de Ciências da Comunicação Módulo Multimédia Atelier Audiovisual e Multimédia I - 2013 | 2014 Professor Leonardo Pereira Timing ou a noção de tempo O Timing refere-se à duração que uma acção demora a ser completada. Por exemplo, uma bola pode pinchar mais depressa (Fast Timing) ou mais devagar (Slow Timing). E isso vai afectar a percepção do grau de realismo ou de “cartonismo” da animação. BOINK BOINK BOINK BOINK BOINK 5 Segs = Slow timing 2 Segs = Fast timing
  11. 11. Universidade do Minho Instituto de Ciências Sociais Departamento de Ciências da Comunicação Módulo Multimédia Atelier Audiovisual e Multimédia I - 2013 | 2014 Professor Leonardo Pereira Fast Timing O Fast Timing é uma estratégia de animação baseada na descrição de movimentos e comportamentos a alta velocidade, mas com poucos desenhos e com truques visuais. Tendencialmente é uma estratégia de animação que se utiliza mais quando o resultado final pretendido é de comportamento e movimento mais “cartoonista“ e menos realista.
  12. 12. Universidade do Minho Instituto de Ciências Sociais Departamento de Ciências da Comunicação Módulo Multimédia Atelier Audiovisual e Multimédia I - 2013 | 2014 Professor Leonardo Pereira Fast Timing Esta estratégia de “truques visuais” foi amplamente utilizada tanto em curtas como longas metragens de animação conhecidas do grande público como as seguintes: Ver excerto do Filme Alladin em: https://www.youtube.com/watch?v=5OCF_icJIYU Ver episódio 43 do Road Runner & Wile E Coyote em: https://www.youtube.com/watch?v=jrpaUOVwNeU
  13. 13. Universidade do Minho Instituto de Ciências Sociais Departamento de Ciências da Comunicação Módulo Multimédia Atelier Audiovisual e Multimédia I - 2013 | 2014 Professor Leonardo Pereira Slow Timing O Slow Timing baseia-se na descrição de movimentos e comportamentos a uma velocidade normal onde todos os detalhes do movimento e comportamento físico dos personagens são descritos. O resultado é um comportamento e movimento realista e muito fluido. Ver excerto de Snow White and the Seven Dwardfs em (ver execerto do minuto 14): https://www.youtube.com/watch?v=lxj_A1CKxPk Ver excerto de Alice in wonderland em (ver execerto do minuto 2): https://www.youtube.com/watch?v=sdWYzMgpGPA
  14. 14. Universidade do Minho Instituto de Ciências Sociais Departamento de Ciências da Comunicação Módulo Multimédia Atelier Audiovisual e Multimédia I - 2013 | 2014 Professor Leonardo Pereira Squash & Stretch Elasticidade O Squash & Strech refere-se à compressão ou extensão física de um objecto em fun- ção de uma determinada acção que está a ser executada pelo mesmo e em função da elasticidade do material de que é composto. No mundo real os objectos tendem a esticar quando se encontram em movimento e a comprimir quando colidem com alguma coisa ou quando outra força externa oferece resistência ao seu movimento. O exemplo mais básico do uso deste princípio de animação é o exemplo clássico da bola a saltitar. Estica à medida que acelera Comprime quando colide ou encontra resistência
  15. 15. Universidade do Minho Instituto de Ciências Sociais Departamento de Ciências da Comunicação Módulo Multimédia Atelier Audiovisual e Multimédia I - 2013 | 2014 Professor Leonardo Pereira A elasticidade e a atribuição desta propriedade em objectos ou personagens, que se pretende animar, é de vital importância pois ela confere um lado físico-material e fluidez à acção e aos comportamentos. A sua importância é facilmente compreendida quando vemos um exemplo extremo desta propriedade, mesmo em objectos do mundo real que aparentemente não são elásticos, como uma bola de golfe “rígida” que afinal se deforma em colisões. Squash & Stretch Elasticidade Ver vídeo de impacto da bola de golfe em slow motion em: https://www.youtube.com/watch?v=aMqM13EUSKw
  16. 16. Universidade do Minho Instituto de Ciências Sociais Departamento de Ciências da Comunicação Módulo Multimédia Atelier Audiovisual e Multimédia I - 2013 | 2014 Professor Leonardo Pereira Squash & Stretch Elasticidade Mas há mais situações em que se pode aplicar este princípio e propriedade para além de uma simples bola a pinchar ou de uma bola de golfe “rígida“. Repare-se como, enquanto este rato da animação “Country Cousin“ mastiga, toda a sua face comprime e estica. Ver excerto de Country Cousin em (ver execerto do minuto 2:35): https://www.youtube.com/watch?v=3U7adg_yPLM
  17. 17. Universidade do Minho Instituto de Ciências Sociais Departamento de Ciências da Comunicação Módulo Multimédia Atelier Audiovisual e Multimédia I - 2013 | 2014 Professor Leonardo Pereira Squash & Stretch Elasticidade O Pluto é um personagem onde se sente muito a elasticidade do seu corpo e do seu comportamento/acção através do uso e abuso do Squash & Strech. Ver excerto de Disney Pluto Classic Collection Volume 4 em (ver excerto do minuto 31): https://www.youtube.com/watch?v=ygQZQXc_C-M
  18. 18. Universidade do Minho Instituto de Ciências Sociais Departamento de Ciências da Comunicação Módulo Multimédia Atelier Audiovisual e Multimédia I - 2013 | 2014 Professor Leonardo Pereira O princípio da antecipação diz respeito a uma acção executada numa direcção que an- tecipa outra acção na direcção contrária à primeira, por forma a preparar o espectador para a acção que se lhe sucede. Este princípio deriva de um comportamento que tanto o Homem como os animais executam sempre que iniciam uma acção caracterizada por um grande esforço físico onde vai ser necessário aplicar muita energia. O mundo do desporto é um excelente exemplo de um contexto onde este comportamento acontece frequentemente. Anticipation Antecipação Ver excerto de exemplo em (a partir do minuto 3:40): https://www.youtube.com/watch?v=n6_Q563nGh0
  19. 19. Universidade do Minho Instituto de Ciências Sociais Departamento de Ciências da Comunicação Módulo Multimédia Atelier Audiovisual e Multimédia I - 2013 | 2014 Professor Leonardo Pereira Anticipation Antecipação E obviamente que, no mundo da animação, os animadores começaram, e bem, a tirar partido deste comportamento para acentuar a expressividade da acção e movimento dado aos personagens, como se pode ver neste exemplo do Pato Donald: Antes de “desatar“ a correr, o Donald atira os braços para trás, levanta uma das pernas e por fim dispara na direcção contrária ao movimento de antecipação. Antecipação é, essencialmente, o acumular prévio da tensão e energia que vai ser, na acção seguinte, dispendida ou libertada! Ver excerto de Donald Duck 1 Hour Of Classic Episodes em (a partir do minuto 1:00): https://www.youtube.com/watch?v=2FZn-M1JyI0
  20. 20. Universidade do Minho Instituto de Ciências Sociais Departamento de Ciências da Comunicação Módulo Multimédia Atelier Audiovisual e Multimédia I - 2013 | 2014 Professor Leonardo Pereira Anticipation Antecipação Mas há outras formas de antecipação mais caricaturais e menos realistas. O Speedy Gonzalez, antes de correr ou até mesmo quando pára de correr, antecede estes dois actos com pequenos saltos. Não sendo realista, porque ninguém salta no ar antes de começar a correr, é uma acção suplementar que cria tensão e diz ao espectador que o personagem vai fazer alguma coisa de diferente dali em diante. Ver excerto de Speedy Gonzales Cats And Bruises (a partir do minuto 2:30): https://www.youtube.com/watch?v=e57YCp6nGDc
  21. 21. Universidade do Minho Instituto de Ciências Sociais Departamento de Ciências da Comunicação Módulo Multimédia Atelier Audiovisual e Multimédia I - 2013 | 2014 Professor Leonardo Pereira Drag, Follow Through & Overlapping action Arrasto, continuidade e acção sobreposta O Princípio de Drag, Follow Through e Overlapping Action diz respeito à transferência de energia resultante de uma acção, entre objectos ou diferentes partes do corpo de um personagem que se encontram fisicamente ligados numa relação parental. Desconstruindo-se o princípio, este é composto pelas seguintes partes: 1. Drag Uma parte do corpo de um personagem arrasta outra parte desse corpo ao qual está ligada. 2. Follow Through A primeira parte do corpo pára o seu movimento. Mas a segunda continua a deslocar-se. 3. Overlapping action A segunda parte do corpo, ao con- tinuar a deslocar-se, sobrepõe-se à primeira.
  22. 22. Universidade do Minho Instituto de Ciências Sociais Departamento de Ciências da Comunicação Módulo Multimédia Atelier Audiovisual e Multimédia I - 2013 | 2014 Professor Leonardo Pereira Drag, Follow Through & Overlapping action Arrasto, continuidade e acção A proveniência deste princípio é muito fácil de compreender se olharmos para um exemplo muito parvo do mundo real, mas que é extremamente eficaz na ilustração do funcionamento e importância deste princípio, ou seja: O comportamento dos braços dos nossos tradicionais gigantones! Por força da actuação da inércia, a energia utilizada para deslocar o tronco do gigantone é transferida para os braços, onde é dissipada com o “balancear morto” dos braços. Ver o vídeo Mercado à moda antiga em: https://www.youtube.com/watch?v=i888LgIdmE4
  23. 23. Universidade do Minho Instituto de Ciências Sociais Departamento de Ciências da Comunicação Módulo Multimédia Atelier Audiovisual e Multimédia I - 2013 | 2014 Professor Leonardo Pereira Drag, Follow Through & Overlapping action Arrasto, continuidade e acção No mundo da animação encontramos exemplos da aplicação deste Princípio e compor- tamento físico em personagens como: Pocahontas e o seu cabelo com comportamento hiper realista: Ou ainda a Snow White com as suas roupagens naturais e esvoaçantes: Ver o vídeo Colors of the wind (a partir do minuto 1:14) em: https://www.youtube.com/watch?v=TkV-of_eN2w Ver o vídeo Snow White and the Seven Dwarfs (a partir do minuto 6:00) em: https://www.youtube.com/watch?v=lxj_A1CKxPk
  24. 24. Universidade do Minho Instituto de Ciências Sociais Departamento de Ciências da Comunicação Módulo Multimédia Atelier Audiovisual e Multimédia I - 2013 | 2014 Professor Leonardo Pereira Action & Reaction Acção e reacção Este príncípio refere-se à transferência de energia e movimento entre objectos ou personagens que não estão fisicamente ligados entre si nem têm qualquer tipo de relação parental, mas que estão assentes sobre uma mesma superfície. Repare-se como o Donald voa quando a boia, em tensão e esticada pelos tubarões, é libertada e provoca uma onda de energia ascendente que afecta o Donald. E repare-se como as árvores ao cairem ao chão, derrubadas pelo Bocas, “atiram“ ao ar os animais por perto, afectados pela onda de impacto da árvore a bater no chão. Ver o vídeo O Bocas - A Casa do Bocas (a partir do minuto 3:15) em: http://www.youtube.com/watch?v=k_7IhCCTQEg Ver o vídeo Donald Duck - Bee At The Beach (a partir do minuto 5:40) em: https://www.youtube.com/watch?v=MhB-qXIVnXc
  25. 25. Universidade do Minho Instituto de Ciências Sociais Departamento de Ciências da Comunicação Módulo Multimédia Atelier Audiovisual e Multimédia I - 2013 | 2014 Professor Leonardo Pereira Energy decay Dispersão energética Este príncípio refere-se à perda progressiva de energia cinética no movimento de um objecto, através da repetição, progressivamente menor, desse movimento. O funcionamento deste princípio é muito fácil de compreender se olharmos para um dos melhores exemplos do mundo real que existem para o ilustrar: As portas de saloon e o seu movimento dissipante. Como se pode ver neste vídeo, depois de as pessoas as empurrarem, as portas de saloon vão dissipando a energia acumulada nas suas dobradiças elásticas “ondeando“ cada vez menos até pararem por completo. Ver o vídeo Red Dog Saloon Doors em: https://www.youtube.com/watch?v=mlQkIiSLCUE
  26. 26. Universidade do Minho Instituto de Ciências Sociais Departamento de Ciências da Comunicação Módulo Multimédia Atelier Audiovisual e Multimédia I - 2013 | 2014 Professor Leonardo Pereira Energy decay Dispersão energética No mundo da animação vemos imensos exemplos do uso deste princípio, como nos seguintes excertos: Repare-se como o rodar desta tartaruga vai desvanecendo... Ou como esta portinhola do correio “baloiça” cada vez menos, à medida que vai perdendo energia cinética... Ver o vídeo Disney Pluto Classic Collection Volume 3 (a partir do minuto 4:10 e 6:55) em: https://www.youtube.com/watch?v=QSvAjppJ874 Ver o vídeo Disney Pluto Classic Collection Volume 3 (a partir do minuto 10:50) em: https://www.youtube.com/watch?v=QSvAjppJ874
  27. 27. Universidade do Minho Instituto de Ciências Sociais Departamento de Ciências da Comunicação Módulo Multimédia Atelier Audiovisual e Multimédia I - 2013 | 2014 Professor Leonardo Pereira Exaggeration Exagero O exagero é um princípio que está relacionado com a acentuação das emoções e dos comportamentos dos objectos e personagens. O objectivo deste princípio é pegar numa acção ou emoção realista e acentuá-la exagerando os arcos do movimento, o squash and strech das expressões ou ainda a velocidade da execução de uma acção. Se um personagem está triste... torna-o mais triste! Se um personagem é rápido... torna-o ainda mais rápido! Se um personagem é selvagem... torna-o ainda mais selvagem! Um dos exemplos mais extremos deste princípio é o comportamento de um personagem chamado Tazzzzzzzzzzzzzzzzzz..... Ver o vídeo Wild Turkey Surprise Bugs Bunny and Taz em: https://www.youtube.com/watch?v=FOTlNOZB4Zo
  28. 28. Universidade do Minho Instituto de Ciências Sociais Departamento de Ciências da Comunicação Módulo Multimédia Atelier Audiovisual e Multimédia I - 2013 | 2014 Professor Leonardo Pereira Exaggeration Exagero Outro exemplo genial do uso deste princípio é o comportamento de um dos personagens de Tex Avery chamado “Wolfie“, que exprime a sua paixão por outra personagem com comportamentos extremamente exagerados e inexequíveis no mundo real. Entre muitas outras personagens que usam e abusam nas suas acções de acentuações de escala, acentuações de velocidade entre outro tipo de acentuações exageradas que reforçam a tensão física e dramática da acção dos personagens. Ver o vídeo Put Your Arms Around Me, Wolfie em: https://www.youtube.com/watch?v=_oAgkTwFRuM Ver exemplos em: http://www.youtube.com/watch?v=8kP2piN-03k
  29. 29. Universidade do Minho Instituto de Ciências Sociais Departamento de Ciências da Comunicação Módulo Multimédia Atelier Audiovisual e Multimédia I - 2013 | 2014 Professor Leonardo Pereira Exaggeration Exagero Até no Cinema se percebeu o potencial do uso e abuso do exagero e do seu potencial dramático na acentuação da tensão da acção de um personagem. É o caso da máscara que em tudo o que faz ou executa, literalmente, exagera. Ver o vídeo Funny Scenes from The Mask part 2 em: https://www.youtube.com/watch?v=aH6m_JSZyig Ver o vídeo Funny Scene in ‘The Mask’ 1994 em: https://www.youtube.com/watch?v=eEQomU6iFtw
  30. 30. Universidade do Minho Instituto de Ciências Sociais Departamento de Ciências da Comunicação Módulo Multimédia Atelier Audiovisual e Multimédia I - 2013 | 2014 Professor Leonardo Pereira 04 TPC - Animar com princípios de animação Exercício e objectivos: Os alunos terão de produzir uma animação simples em Flash utilizando apenas formas geométricas simples. Terão de tentar explorar princípios básicos da animação clássica para conseguir atribuir comportamento e pro- priedades físicas e emocionais a um confronto entre três elementos geométricos diferentes — um quadrado, um círculo e uma linha — “personagens“ que terão propriedades físicas diferentes e que em função dessas propriedades terão de ser animadas de formas também diferentes pelos alunos. Propriedades dos personagens: • Quadrado: Feito de um material muito pesado e inflexível; • Círculo: Feito de um material leve e flexível. • Parede vertical (linha): Feita de um material muito resistente mas muito flexível. História e sinopse: Um quadrado aproxima-se de um círculo que está um pouco mais à frente do seu caminho. Ao deparar-se com o círculo pára o seu percurso por causa do círculo. Pouco depois o quadrado chuta o círculo contra a linha vertical, o círculo faz um ricochete violento e embate de volta no quadrado. Fim! Os alunos são, porém, livres de introduzir acções na narrativa descrita, desde que a animação contenha, pelo menos, os momentos chave descritos na página seguinte no storyboard deste enunciado.
  31. 31. Universidade do Minho Instituto de Ciências Sociais Departamento de Ciências da Comunicação Módulo Multimédia Atelier Audiovisual e Multimédia I - 2013 | 2014 Professor Leonardo Pereira 04 TPC - Animar com princípios de animação - continuação Storyboard: A animação deverá ter, os seguintes momentos chave: Duração: A animação deverá ter, entre 15 a 30 segundos no máximo. Entrega: Os alunos deverão entregar o trabalho em formato .swf no dia 25 de Março, para apresentação e discussão conjunta com o professor e restantes colegas. Stop! 1. O quadrado aproxima-se do círculo... 2. O quadrado ao se deparar com o círculo pára. 3. Logo depois o quadrado “chuta“ o círculo contra a parede. 4. O círculo bate na parede, faz ricochete com o limite superior do plano e atinge o quarado de volta. Fim.

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