Influência de Tolkien nas Artes
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Influência de Tolkien nas Artes

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Trabalho de conclusão do curso de Letras.

Trabalho de conclusão do curso de Letras.
Descreve brevemente como Tolkien influenciou as artes, musica, cinema, pintura, e a ficção fantástica, que surgiu com ele.

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Influência de Tolkien nas Artes Influência de Tolkien nas Artes Document Transcript

  • CENTRO UNIVERSITÁRIO BARÃO DE MAUÁ CURSO DE LETRAS - LICENCIATURA PLENAA INFLUÊNCIA DE TOLKIEN NAS ARTES ALYSSON ISMAEL DOS SANTOS LEONARDO ROSATI Ribeirão Preto 2011
  • 2 CENTRO UNIVERSITÁRIO BARÃO DE MAUÁ CURSO DE LETRAS - LICENCIATURA PLENAA INFLUÊNCIA DE TOLKIEN NAS ARTES ALYSSON ISMAEL DOS SANTOS LEONARDO ROSATI Monografia apresentada ao curso de Letras do Centro Universitário Barão de Mauá, de Ribeirão Preto, como requisito parcial para a obtenção da Licenciatura em Letras sob orientação da Professora Doutora Denise Campos e Silva Kuhn. RIBEIRÃO PRETO 2011
  • 3S233i Santos ,Alysson Ismael dos e Rosati, Leonardo A influência de Tolkien nas artes / Alysson Ismael dos Santos e Leonardo Rosati – Ribeirão Preto,2011. 54p.ilust. Trabalho de conclusão do curso de Letras do Centro Universitário Barão de Mauá. Orientador: Profª. Drª. Denise Campos e Silva Kuhn 1. Tolkien I. Kuhn, Denise Campos e Silva II. Rosati, Leonardo III. Título CDU 7.011.2TOLKIEN Bibliotecária Responsável: Vanda Lilian Lauande CRB8 3365
  • 4BANCA EXAMINADORA
  • 5J.R.R. TOLKIEN (1892 – 1973) Ao Mestre com carinho.
  • 6 RESUMO A obra de Tolkien criou um novo gênero de literatura: a ficção fantástica, que tornapossível criar uma realidade alternativa dentro de uma história de fantasia, uma epopéia com apossibilidade de ter existido em um tempo remoto. Muitos outros escritores basearam-se nesse novo conceito ao escreverem suas obras.Vários livros de ficção fantástica sofreram a influência de Tolkien, bem como filmes demonstros, heróis, seres fantásticos e aventuras épicas. Sua obra mais famosa, O Senhor dos Anéis, influenciou toda a literatura e artesubsequentes. Na década de sessenta, auge da contracultura pós-guerra, sua obra tornou-se umfenômeno de vendas e inspiração para muitos artistas plásticos, músicos, escritores, atores eroteiristas. Nesse momento histórico a indústria cinematográfica começou a produzir ficçãocientífica, deixando os clássicos e filmes de faroeste para trás. Paralelamente, a literatura deficção científica estava tomando conta das prateleiras das livrarias, ao lado da literaturaclássica e da literatura fantástica. Este trabalho analisa a obra de Tolkien tendo como foco principal a influênciaexercida por esta obra nas artes em geral.Palavras-chave: literatura inglesa, ficção fantástica, ficção científica
  • 7 ABSTRACT Tolkien’s work created a new literary genre: the fantastic fiction, making it possible tocreate an alternative reality inside a fantastic story, with the possibility of existing in a remotetime. Since then, many other writers based their works on that new concept. Many fantasticfiction books were influenced by Tolkien, as well as films of monsters, heroes, fantasticbeings and epic adventures. His most famous work The Lord of the Rings has influenced all subsequent literatureand art. In the sixties, the peak of the postwar counterculture, his work became a phenomenonof sales and inspiration for many artists, musicians, writers, actors and scriptwriters. On thathistorical moment the cinematographic industry started to produce science fiction, leavingWesterns aside. At the same time, science fiction literature was taking place in the shelves ofthe bookstores, beside the classic literature and the fantastic literature. The present study analyses Tolkien’s work, with the objective of verifying itsinfluence on posterior art in general.
  • 8 SUMÁRIORESUMO ..........................................................................................................................6INTRODUÇÃO ..............................................................................................................91. J.R.R. TOLKIEN ........................................................................................................102. A OBRA .....................................................................................................................143. A INFLUÊNCIA .......................................................................................................254. CONCLUSÃO ...............................................................................................................415. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..........................................................................426. ANEXOS .......................................................................................................................46
  • 9INTRODUÇÃO John Ronald Reuel Tolkien, famoso pela obra O Senhor dos Anéis, influenciouatravés de seus trabalhos e obras, muitas das artes contemporâneas de alguma forma; naliteratura, na música , na pintura, na televisão e cinema. A criação do novo gênero literário, a Ficção Fantástica, surgiu a partir da inovação deTolkien, pois antes havia os mitos, lendas e contos de fada. A ficção fantástica cria uma segunda realidade, uma possibilidade real de existência,como a ficção científica, daí a grandiosidade de sua influencia na mente de novos autores eprodutores. O primeiro capítulo faz uma breve referência à biografia do autor, sua vida, asdificuldades que enfrentou nas guerras, depois passando para o segundo capítulo descrevendosua formação acadêmica e seus principais trabalhos e obras, concluindo no terceiro capítulo ainfluência que repercutiu suas obras nas demais artes como a literatura, pintura, música,cinema, TV entre outras. Concluindo que nos dias de hoje é difícil analisar obras de fantasia eficção sem nos remeter à origem dessas obras.
  • 101. J.R.R. TOLKIEN John Ronald Reuel Tolkien (Bloemfontein, 3 de Janeiro de 1892 — Bournemouth, 2de Setembro de 1973) foi um escritor, professor universitário e filólogo britânico. Segunda Carpenter(1992), Tolkien nasceu na África do Sul e aos três anos de idade,com sua mãe e irmão, passou a viver na Inglaterra, terra natal de seus pais. Desde pequenofascinado pela linguística, cursou a faculdade de Letras em Exeter. Lutou na Primeira GuerraMundial, onde começou a escrever os primeiros rascunhos do que se tornaria o seu "mundosecundário" complexo e cheio de vida, denominado Arda, palco das mundialmente famosasobras O Hobbit, O Senhor dos Anéis e O Silmarillion, esta última, sua maior paixão, que,postumamente publicada, é considerada sua principal obra, embora não a mais famosa. (p. 16) Tornou-se filólogo e professor universitário, tendo sido professor de anglo-saxão (econsiderado um dos maiores especialistas do assunto) na Universidade de Oxford de 1925 a1945, e de inglês e Literatura inglesa na mesma universidade de 1945 a 1959. Mesmoprecedido de outros escritores de fantasia, tais como William Morris, Robert E. Howard e E.R. Eddison, devido à grande popularidade de seu trabalho, Tolkien ficou conhecido como o"pai da moderna literatura fantástica". Sua obra influenciou toda uma geração. Católico fervoroso, foi grande amigo de C.S. Lewis, autor de As Crônicas de Nárnia,ambos membros do grupo de literatura The Inklings.1.2 BiografiaA família Tolkien Segundo Tolkien em sua pesquisa,seus parentes paternos eram artesãos. A família teveorigem na Saxônia (Alemanha), mas viveu na Inglaterra desde o século XVII, tornando-se"rápida e intensamente inglesa (mas não britânica)". (LETTERS 2006, p.210) O sobrenome Tolkien é um anglicismo de Tollkiehn (em alemão, tollkühn, arrojado,audacioso, temerário, imprudente, que em uma tradução etimológica deveria ser dull-keen,algo como estúpido-sagaz, uma tradução literal de oxímoro; no conto The Notion Club Papers,Tolkien cria um personagem com o nome John Jethro Rashbold, fazendo piada com o seupróprio nome, já que Jethro e Reuel são nomes do mesmo personagem bíblico, o sogro deMoisés (Nr 10, 29), filho de Esaú (Gn 36,4) que significa amigo de Deus). Mesmo sendo umTolkien, considerava-se mais um Suffield (sua família materna) do que propriamente um
  • 11Tolkien. (LETTERS 2006) Aos três anos parte com a sua mãe, Mabel Suffield, dona de casa, e com o seu irmão,Hilary Arthur Reuel Tolkien, para a Inglaterra, onde pretendiam passar apenas umatemporada devido a questões de saúde de Mabel e dos seus filhos, mas devido à morte de seupai, eles ali permaneceram por toda a vida. O pai, Arthur Tolkien, um bancário que trabalhavapara o Bank of África, contraiu febre reumática e morreu em 1896 na África do Sul, antes dejuntar-se à família, e foi enterrado na própria África.Após a morte prematura do pai, a viúva passou então a assumir toda a educação dos filhos. Desde pequeno, Tolkien tinha características e hábitos bastante peculiares como o deobservar e atentar para todos os detalhes das paisagens e particularmente da topografia doslugares. Ele jamais esquecia um cenário já visitado e certamente todos eles influenciaram acriação da geografia do seu mundo imaginário. Alguns atribuem seu interesse pela geografia einspiração para a criação de certos territórios de Terra-Média à sua capacidade de captardiferentes paisagens e cenários, que são igualmente uma marca poderosa de toda sua obra. Outra paixão que lhe foi desperta desde cedo, particularmente por sua mãe, foi o daslínguas, especialmente as germânicas, o galês e o finlandês, que aparentemente formaram abase para o desenvolvimento das línguas de Terra Média. Em 1900 a situação financeira da família complicou-se. Mabel Suffield fazia parte daIgreja Anglicana, e quando tornou-se católica, sua família cortou a ajuda financeira que lhedava, e assim ela morreu, por diabetes, sem tratamento na época. Tolkien, que consideravaesse fato um sacrifício da mãe em nome da fé, converteu-se ao Catolicismo. Segundo Carpenter (2006), Tolkien tinha certo ressentimento contra a Igreja daInglaterra, pois suspeitava que a debilidade da saúde de sua mãe estivesse relacionada aosofrimento que a sua família, de confissão protestante, passou a lhe infligir após a sua adesãoao catolicismo romano. Os pais acusavam a sua irmã, que havia aderido ao catolicismo antesdela, de ter influenciado a sua decisão. Como se sabe, infelizmente, a rivalidade entrecatólicos e protestantes é antiga na Inglaterra. Suas lembranças da devoção da sua mãe àigreja tiveram grande influência sobre a conversão de Tolkien e de seu irmão ao catolicismoem 1900. Tolkien e seu irmão foram entregues então aos cuidados do Padre jesuíta FrancisXavier Morgan, que Tolkien mais tarde descreveu como um segundo pai, e aquele que lheensinara o significado da caridade e do perdão.Conheceu Edith Bratt em 1908, quando ele e seu irmão Hilary foram alojados no mesmo local
  • 12que a jovem, três anos mais velha, e os dois começam a namorar escondido. Entretanto, seututor, o Padre Francis Morgan, descobriu a situação e, acreditando que este relacionamentofosse prejudicar a educação do rapaz, proibiu-o de vê-la até que completasse vinte e um anos,quando Tolkien alcançaria a maioridade. Na noite do seu vigésimo primeiro aniversário,Tolkien escreveu a Edith, e convenceu-a a casar-se com ele, apesar de ela já estarcomprometida, e também a converteu ao catolicismo. Juntos eles tiveram quatro filhos: JohnFrancis Reuel Tolkien (1917–2003), Michael Hilary Reuel Tolkien (1920-1984), ChristopherJohn Reuel Tolkien (1924-) e Priscilla Anne Reuel Tolkien (1929-). Tolkien era um pai devoto. Essa característica mostrava-se bastante clara nos livros,muitas vezes escritos para seus filhos, como Roverandom, escrito quando um deles perdeu umcachorrinho de brinquedo na praia. Além disso, Tolkien mandava todos os anos cartas doPapai Noel quando os filhos eram mais jovens. Havia mais e mais personagens a cada ano,como o Urso Polar, o ajudante do Papai Noel, o Boneco de Neve, Ilbereth (um nomesemelhante ao da rainha Elbereth, a Valië), sua secretária, e vários outros personagensmenores. A maioria deles contava como estavam as coisas no Pólo Norte. Mestre Gil de Hamfoi, outrossim, uma história contada para entreter os filhos. Sua carreira docente teve início logo após a I Guerra Mundial, quando ele começou afazer leituras públicas, assumindo a cadeira de Literatura Inglesa na Leeds University. Apesarda resistência de certos professores, ele acabou sendo chamado para a cadeira de Línguaanglos saxônica na Universidade de Oxford. E viria a dedicar todo o resto da sua vidaacadêmica a esta mundialmente renomada instituição, uma das primeiras deste nível dahistória, pelo menos até quando se aposentou, em 1959. Grande parte da dedicação e zelo,criatividade e filosofia refletida nas suas obras devem-se às experiências e oportunidades paraestudos e contatos com colegas que teve ao longo da sua vida acadêmica. Isto pode vir atornar a leitura um tanto difícil para alguns leitores, desprovidas do mesmo background. Masna verdade, basta ter uma boa capacidade de observação e um espírito de aventura paraapaixonar-se logo por aquele mundo. No auge de sua carreira em Oxford, Tolkien tornou-se uma figura polêmica. Muitos ocriticavam por sua deficitária produção no campo estritamente ―acadêmico‖. Nos seus poucosescritos de crítica literária, ele não resistia a falar em contos de fada (fairy tales) e história dogênero, que eram desprezadas pela academia como ―literatura para crianças‖, ou seja, na quese devesse levar muito a sério. Tolkien acabou notabilizado assim, como:recriador contemporâneo dos mitos fantásticos, descreve as facetas que são necessárias num
  • 13bom conto de fadas: fantasia, recuperação, escape e consolo – recuperação de um desesperoprofundo, escape de algum grande perigo, mas, acima de tudo, consolo, para Tolkien, é oprincipal componente das histórias de fadas completas.
  • 142. A OBRAA vida na sua obra Segundo Carpenter (2006), a infância de Tolkien teve duas realidades distintas: a vidarural em Sarehole, ao sul de Birmingham, lugar que inspirou o famoso Condado, e o períodourbano na escura Birmingham, onde iniciou seus estudos. Nesta frase Tolkien fala sobreSarehole: ―A ancestral Sarehole há muito se foi, engolida pelas estradas e por novasconstruções. Mas era muito bonita na época em que vivi lá…‖ (TOLKIEN, 1965, p. 28) Ainda criança, mudou-se para Kings Heat, numa casa próxima a uma linha de trem.Foi aí que ele começou a desenvolver uma imaginação lingüística, motivada pelos estranhosnomes das paradas do percurso, tais como Nantyglo, Perhiwceiber e Seghenydd. Sua infânciafoi muito marcada pelos contos de fadas, que estimularam sua imaginação para o Faërie, BeloReino, como ele se referia ao mundo dos seres fantásticos. Em 1900, sua mãe abraçou a religião católica, fato que o influenciou profundamente,mesmo sem a menção direta de Deus na sua obra (Tolkien representa Deus por Eru, o qualcria todo universo e os seres que lá habitam). Tolkien disse que os mitos não-cristãosguardavam em si elementos do Grande Mito, o Evangelho, que adentraram o Mundo Primário,isto é, o mundo real, fato este que não vai contra a Igreja Católica. Sua mãe Mabel apresentou a ele e a seu irmão os contos de fadas em línguas como olatim e o grego. Desde a morte da mãe, quando os irmãos passaram aos cuidados de FrancisMorgan, o rapaz dedicou-se aos estudos demonstrando grande talento linguístico. Estudougrego, latim, línguas antigas e modernas, como o finlandês, que serviu de base para criação doidioma élfico Quenya e o galês, base para o outro idioma élfico, o Sindarin. Em 1905 osórfãos mudaram-se para a casa de uma tia em Birmingham. Em 1908 deu início à carreiraacadêmica, ingressando no Exeter College, da Universidade de Oxford. Em 1914, ano em que começou a Primeira Guerra Mundial, Tolkien ficou noivo deEdith Bratt. No ano seguinte, recebeu com honras o diploma de licenciatura em Literatura deLíngua Inglesa. A graduação e os méritos não o libertaram da convocação e em 1916, depoisde casar-se com Edith Bratt, foi chamado à guerra. Tolkien sobreviveu à Batalha do Somme(província de Soma), uma mal-sucedida incursão na França/Bélgica onde morreram mais de500 mil combatentes. Em 1917 nasceu o seu primeiro filho, John Francis Reuel Tolkien (maistarde padre John Tolkien) e no ano seguinte, depois de contrair tifo, J.R.R.Tolkien foi enviadode volta à Inglaterra. Foi neste período que iniciou o Livro dos Contos Perdidos (The Book of
  • 15Lost Tales), que mais tarde converteu-se em O Silmarillion, em 1919 quando ele retornou aOxford. Depois do fim da guerra Tolkien dedicou-se ao trabalho acadêmico como professor,tornando-se um grande e respeitado filólogo. Nesta mesma época ingressou na equipeformada para preparar o New English Dictionary, o equivalente inglês do dicionário brasileiroAurélio. O projeto já havia chegado à letra W, e seu supervisor, impressionado com o trabalhode Tolkien, afirmou que: Seu trabalho [de Tolkien] dá provas de um domínio excepcional de anglo-saxão e dosfatos e princípios da gramática comparada das línguas germânicas. Na verdade, não hesito emdizer que nunca conheci um homem da sua idade que se igualasse a ele nesses aspectos." Mas foi só em 1925, depois do nascimento de seus filhos Michael Hilary ReuelTolkien (1920) e Christopher John Reuel Tolkien (1924) que Tolkien publicou seu primeirolivro, ao lado de E. V. Gordon: Sir Gawain & the Green Knight, baseado em lendas dofolclore inglês. A sua filha mais nova, Priscilla Anne Reuel Tolkien, nasceria dali a cincoanos.Tolkien e as Sociedades Tolkien foi muito ligado a sociedades. Nas que participou, a literatura era o temafundamental, algo que o ajudou na criação de suas obras, pois nestas sociedades encontrouseu primeiro público e encorajadores. Em sua juventude, sua primeira sociedade foi a T.C.B.S. (Tea Club, BarrowianSociety), formada por Tolkien e três amigos. Não era dedicada apenas a literatura, mas elaestava presente. A Primeira Guerra Mundial dissolveu o grupo, matando Rob Gilson, e algumtempo depois G. B. Smith. Os dois restantes, Christopher Wiseman (inspiração para o nomedo terceiro filho de Tolkien) e Tolkien, foram amigos até o fim da vida de Wiseman. A frase a seguir é de G.B.Smith, pouco depois da morte de Rob Gilson“A morte pode nos tornar repugnantes e indefesos como indivíduos, mas não pode acabarcom os quatro imortais!‖ (SHIPPEY, 1978) (Tolkien, p. xviii) Anos depois, fundada por Tolkien, The Coalbiters se dedicava à literatura nórdica,muito apreciada por Tolkien, que incluía Beowulf e o Kalevala, por exemplo. Chamavam-sede Kolbitars, ou, "homens que chegam tão perto do fogo no inverno que mordem carvão", o
  • 16que originou no nome Coalbiters (mordedores de carvão). Entre seus membros estavam R. M.Dawkins, C. T. Onions, G. E. K. Braunholz, John Fraser, Nevill Coghill, John Bryson,George Gordon, Bruce McFarlane e C. S. Lewis. Outro grupo de que participava era chamado The Inklings, também dedicado àliteratura, que se reunia no pub The Eagle and Child (em português A Águia e a Criança) queos integrantes chamavam O Pássaro e o Bebê (The Bird and Baby em inglês). Os Inklingsincluíam C. S. Lewis e seu irmão H. W. Lewis, Charles Williams, Owen Barfield e HugoDyson. Quando Tolkien conheceu C. S. Lewis, este era agnóstico, e Tolkien logo seempenhou para convertê-lo ao catolicismo romano. No entanto, Lewis preferiu oanglicanismo, movimento protestante cristão no qual fora educado. A religião sempre foi ummotivo de afastamento entre Tolkien e C.S.Lewis, especialmente pela forma diferente comoambos a tratavam. Tolkien inclusive não apreciou muito a obra As Crônicas de Nárnia, porconsiderá-la demasiadamente alegórica (entretanto, ele não odiou o livro, como pensamalguns). A religião no livro de Lewis é bem explícita, ao passo que nos de Tolkien ela é ocultaem personagens, lugares e até atitudes, embora sem ser alegórica, construção de que Tolkiennão gostava. Apesar dos desentendimentos Tolkien e Lewis foram grandes amigos, amizadeessa explorada no livro O Dom da Amizade: Tolkien e C. S. Lewis. De fato, O Senhor dosAnéis provavelmente não existiria sem o incentivo de C. S. Lewis, que aliás foi o primeiro aouvir a história, e Tolkien jamais deixou de admirar a grande inteligência de Lewis.―Num buraco no chão vivia um hobbit‖ (TOLKIEN aput CARPENTER, 1927, p. 62) A idéia de seu primeiro grande sucesso, O Hobbit, surgiu em 1928, enquanto Tolkienexaminava documentos de alunos que queriam ingressar na Universidade e Tolkien contouque:―Um dos alunos deixou uma das páginas em branco – possivelmente a melhor coisa quepoderia ocorrer a um examinador – e eu escrevi nela: Em um buraco no chão vivia um hobbit,não sabia e não sei por quê.‖ (TOLKIEN apud CARPENTER, 1965, p. 62) Foi a partir desta frase que ele começou a escrever O Hobbit, somente dois anosdepois, mas o abandonou no meio. Tolkien emprestou o manuscrito incompleto para a Reverenda Madre de CherwellEdge na época, quando esta estava doente, e ele foi visto por Susan Dagnall, uma bacharel deOxford , que trabalhava para Allen & Unwin (comprada em 1990 pela Editora Harper Collins)
  • 17e analisado depois por Rayner Unwin (Filho de Stanley Unwin, fundador da Allen & Unwin,na época com 10 anos de idade) que ficou maravilhado pela história. Dagnall ficou tãoencantada com o material que encorajou Tolkien para que ele terminasse o livro, e em 1937 épublicada a primeira edição de O Hobbit. A saga do hobbit Bilbo – um ser baixo, pacato, de pés peludos e grandes, que seaventura na Terra Média ao lado do mago Gandalf e mais treze anões – teve tanto sucesso queTolkien foi sondado para novas aventuras. Tolkien oferece O Silmarillion, que eleconsiderava sua principal obra, mesmo que, hoje, não a mais conhecida. Stanley Unwinpreferiu não arriscar e não publicou a obra. Mesmo depois da recusa, Tolkien concordou emcontinuar a saga dos hobbits e começa a dar forma a uma nova obra, que lhe consumiu dozeanos de trabalho desde os primeiros rascunhos até a sua conclusão, mas que o tornaria um dosmais conceituados escritores de todos os tempos: O Senhor dos Anéis. O elo para a nova aventura surge no Anel que Bilbo rouba de Gollum em O Hobbit.Os primeiros rascunhos da obra datam de 1937, mas devido ao seu perfeccionismo, que oimpelia a ter de fazer vários rascunhos para cada uma de suas obras, foi somente em 1949 queO Senhor dos Anéis foi para as mãos de sua editora. Durante este longo tempo, Tolkientambém escreveu Leaf by Niggle em que o autor se manifesta de forma autobiográfica,projetando-se em Niggle, com suas dúvidas sobre o trabalho que estava escrevendo, "OSenhor dos Anéis", e sua relevância. Em princípio o texto foi recusado, pois a idéia deTolkien era lançar dois volumes, sendo eles "O Silmarillion" e "O Senhor dos Anéis", já queele os considerava interdependentes e indivisíveis. Entretanto o editor da Collins, uma outraeditora, havia gostado da idéia e começou a encorajar Tolkien a publicar os livros pela editoraCollins. Depois de grande atraso na publicação, Tolkien perde a paciência e desiste do acordo.Posteriormente, após algumas conversas com Rayner Unwin (já adulto e trabalhando naempresa do pai, Rayner foi um dos que recebiam os rascunhos de "O Senhor dos Anéis" deTolkien ao longo de sua composição), a decisão da Allen & Unwin foi reconsiderada e, em1954, foram publicados os dois primeiros volumes (A Sociedade do Anel e As Duas Torres).Em 1955 foi publicado o terceiro e último volume (O Retorno do Rei). A idéia original eralançar a obra toda num único volume, mas para baratear os custos de impressão, foi divididaem três volumes. Esse livro consolidava então o que Tolkien chamava de Mundo Secundário, comnovas normas, novos povos, uma realidade à parte: Arda, o cenário de uma das maiores obrasliterárias de todos os tempos. "Arda" é a Terra, povoada por seres fantásticos, como os Valar,
  • 18os Maiar, e os mais conhecidos, hobbits, elfos, anões, trolls, orcs e cercada de mistérios emagia:“[Criei] um Mundo Secundário no qual sua mente pode entrar. Dentro dele, tudo o que elerelatar é "verdade": está de acordo com as leis daquele mundo. Portanto, acreditamosenquanto estamos, por assim dizer, do lado de dentro.” (TOLKIEN apud CARPENTER,1965, p. 75) Apesar dos ataques da crítica, o livro teve grande sucesso dos dois lados do Atlântico,mas seus livros só alcançaram a classe de cult nos anos 60, devido ao fato de sua obra ter setornado mania entre os universitários dos Estados Unidos com a chegada de uma edição piratanorte-americana neste país. O nome de Tolkien ganhou notoriedade mundial, fato este que provocava maistranstornos que prazer ao autor, pois visitantes excêntricos afluíam ao seu encontro: fãs norte-americanos telefonavam-lhe durante a madrugada sem se lembrar do fuso horário porexemplo. Tais fatos tiveram grande peso em sua decisão de se mudar para Bournemouth.Exímio linguista Tolkien era um homem apaixonado por idiomas. Quando criança se encantava comnomes galeses que via nos caminhões de carvão. Com suas primas aprendeu rapidamente umalíngua artificial e bem simples criadas pelas garotas, chamada Animálico, com base nosnomes de animais. Juntos criaram outra língua, uma mistura de vários outros idiomas.Chamava-se Nevbosh, traduzido como Novo Disparate. Mais tarde criou o Naffarin, maiscomplexa e baseada na língua de seu tutor padre Francis Morgan: o espanhol. Tolkien, em Dezembro de 1910, tornou-se aluno do curso de literatura clássica naUniversidade de Oxford, onde obteve uma bolsa de estudos do Exeter College, masdesinteressou-se por este curso e começou a gastar mais tempo no estudos de filologia, sendoorientado por Joseph Wright, um dos grandes pesquisadores britânicos desta ciência e grandeconhecedor do tronco linguístico indo-europeu. Pediu transferência para a Honour School ofEnglish Language and Literature, onde teve um notável melhora devido ao seu interesse pelafilologia germânica. Desde criança já tinha em sua volta línguas clássicas como grego e o latim, e maistarde com o espanhol. Sempre achou o italiano muito elegante e, é claro, o inglês e o anglo-saxão o fascinavam. O francês não o cativava tanto, apesar de ser (como ainda é) aclamadacomo uma belíssima língua. Quando se deparou com a língua finlandesa ele se encantou, e
  • 19usou sua gramática, junto com a galesa, como base para as línguas que mais tarde apareceriamem seus livros. Línguas de gramática complexa e vasto vocabulário. Línguas que seriamestudadas a fundo por muitos de seus fãs: o Quenya, cujo exemplo máximo é expressado pelopoema Namárië, e o Sindarin, este último baseado no galês, as Línguas Élficas, todas movidaspelo som bonito (eufonia) e pela estética, como o "Repicar dos sinos" dizia ele. Foi baseado nestas línguas que Tolkien começou a desenvolver seu mundo. Para ele,primeiro vinha a palavra, depois a história. A composição para ele não era um passatempo(como foi acusado na época), mas um trabalho filológico. Ele criou um mundo onde suaslínguas pudessem ser faladas, e lendas para rodeá-las. Tolkien, consciente da língua como um organismo mutável, totalmente relacionadocom as histórias de um povo, afirmou certa vez que:“O Volapuque, Esperanto, o Ido, o Novial, são línguas mortas, mais mortas do que antigaslínguas sem uso, porque seus inventores jamais criaram lendas para acompanhá-las.”(TOLKIEN apud CARPENTER, 1957, p. 67)Mais tarde afirmou num artigo sobre filologia:―Meu conselho a todos que dispõem de tempo ou inclinação a se ocuparem com o movimentopor uma língua internacional, seria: "Apoiem lealmente o Esperanto".‖ (TOLKIEN aputCARPENTER, 1965, p. 68) Criou várias outras línguas (como o Khûzdul e o Valarin), mas nenhuma tão elaboradaquanto as duas élficas. Também desenvolveu alguns sistemas de escrita, as Angerthas (ourunas) e as Tengwar. Acreditava que uma língua bonita devia ter também um alfabetoelegante. Além do inglês, Tolkien conhecia cerca de dezesseis outros idiomas (à excepção doscriados por ele mesmo) que eram os seguintes: grego antigo, latim, gótico, islandês antigo,sueco, norueguês, dinamarquês, anglo-saxão, médio inglês, alemão, neerlandês, francês,espanhol, italiano, galês e finlandês. Quando O Hobbit foi traduzido para o islandês, Tolkien ficou encantado, porque,além de esta ser uma de suas línguas favoritas, ele achava que o livro combinaria muito comela. Muitos nomes, como Gandalf, foram retirados do antigo islandês.Aversão à tecnologia Segundo Carpenter 2006, se por um lado Tolkien exerceu grande influência na era da
  • 20informática, por outro, isso bate de frente com a visão nostálgica e radical do autor. Elesempre foi avesso a trens, automóveis, televisão e comida congelada, a indústria em si.Tolkien acreditava que essa dominação e controle que a tecnologia moderna exerce sobre oHomem, mesmo que usadas para o bem, "trazem sofrimento à criação" (referindo-se ao seuMundo Secundário). Este ponto de vista foi criado devido a sua experiência como veterano daPrimeira Guerra Mundial e pai de rapazes que lutaram na Segunda Guerra Mundial, e ele nãoalimentava mais a ilusão do papel benéfico e salvador do desenvolvimento das tecnologias.Com esse pensamento, ele coloca o problema da tecnologia no coração de O Senhor dosAnéis. O Um Anel é o instrumento máximo do poder. Poder esse que até Gandalf preferiu nãoarriscar, deixando o fardo para Frodo. E cabe ao pequeno hobbit o dilema da saga: ter o podernão é possuir o Um Anel, e sim destruí-lo. Frodo deve então renunciar ao poder porque elecorrompe. Só assim ele será capaz de destruir Sauron. (CARPENTER 2006)"Aqui, no fim de todas as coisas..." (TOLKIEN, 2000, p.227) Além de O Hobbit e O Senhor dos Anéis, foram publicados Sir Gawain and theGreen Knight (1925), Mestre Gil de Ham (1949), As Aventuras de Tom Bombadil (1963),Smith of Wootton Major (1967) e Sobre Histórias de Fadas (1965) entre outros. O escritorentão se aposenta e junto de sua mulher se muda para Bournemouth. Com a morte de suaesposa em 19 de Novembro de 1971, após 55 anos de casamento, Tolkien refugiou-se nasolidão em um apartamento na Universidade de Oxford. Numa carta ao seu filho Christopher,John Ronald Reuel Tolkien escreveu, sobre sua mulher Edith Bratt:[...]o cabelo dela era preto e sedoso, a pele clara, os olhos mais brilhantes do que os quevocês viram, e sabia cantar… e dançar. Mas a história estragou-se, e eu fiquei para trás, enão posso suplicar perante o inexorável Mandos.[...]. (TOLKIEN, aput CARPENTER, 1927,p. 397) No texto, Tolkien decide que no epitáfio de Edith estaria escrito Lúthien. Lúthien éuma personagem de O Silmarillion inspirada na esposa de Tolkien, como afirma o trecho damesma carta: “É breve e simples [o epitáfio], a não ser por Lúthien, que tem para mim maissignificado do que uma imensidão de palavras, pois ela era (e sabia que era) a minha Lúthien[...] Nunca chamei Edith de Lúthien, mas foi ela a fonte da história que, a seu tempo, setornou parte de O Silmarillion.‖ (TOLKIEN apud CARPENTER, 1927, p. 397)Lúthien era elfa, imortal, mas se apaixona por um mortal, Beren. Ela então desiste de sua
  • 21imortalidade. Ambos enfrentam muito para ficar juntos e, quando ele morre, Lúthien vai atéos Palácios de Mandos, o guardião das Casas dos Mortos. Beren a aguardava nos Palácios, eela canta diante de Mandos que, então, se comove, a única vez em toda sua existência, epermite que ambos voltem, como mortais. E assim foi. No túmulo, abaixo do nome EdithTolkien está escrito Lúthien, que, nas histórias, é a mais bela das elfas, a mais bela dos Filhosde Ilúvatar. A história dos dois está contada na Balada de Leithian. Em 1972, J. R. R. Tolkien recebeu o Doutorado Honorário em Letras daUniversidade de Oxford, e conseguiu seu último e mais importante título: a Ordem doImpério Britânico pela Rainha Elizabeth, uma das maiores honras britânicas. Era agora SirJohn Ronald Reuel Tolkien. No dia 28 de Agosto de 1973 Tolkien sentiu-se mal durante uma festa, e na manhã dooutro dia foi internado, com úlcera e hemorragia. No sábado descobriu-se uma infecção nopeito. Aos 81 anos de idade, então, nas primeiras horas do domingo de 2 de Setembro de1973, J. R. R. Tolkien morre na Inglaterra. Enterrado junto com a esposa, no Cemitério deWolvercote, no túmulo feito de granito da Cornualha, abaixo do seu nome há a inscriçãoBeren.O obituário escrito ao jornal The Sunday Times diz Dois de Setembro de 1973, Londres. J.R.R. Tolkien, lingüista, estudioso e autor desucesso, faleceu hoje em Bournemouth. Ele tinha oitenta e um anos… (The Sunday, 1973)Após sua morte, o seu filho Christopher editou e publicou "O Silmarillion" (em 1977), alémde nos anos 80 e 90 lançar a série The History Of Middle-Earth (A História da Terra-Média),uma gigantesca coletânea dividida em doze volumes, e Unfinished Tales of Númenor andMiddle-Earth (Contos Inacabados), seu livro mais recentemente publicado é Os Filhos deHurin ou Narn i hîn Húrin, também baseados em manuscritos do autor J.R.R. Tolkien, seupai, livro esse lançado em 2007. Em 1992, ano em que Tolkien completaria 100 anos, duas árvores foram plantadas emseu tributo em Oxford pela Tolkien Society e pela Mythopoeic Society, grupos de leitores eestudiosos de sua obra. Essas duas árvores fazem alusão às Duas Árvores de Valinor, quedavam luz a Valinor nos Dias Antigos. Em suma, nada melhor, do que as palavras do próprioautor, para sintetizar a essência da sua vida e obra:
  • 22 Nasci em 1892 e passei toda a infância numa região chamada ―The Shire‖, numa época anterior à mecanização da lavoura. Em outras palavras, e o que importa ressaltar é que sou cristão (o que se pode inferir muito bem das minhas histórias), na verdade sou católico romano. Já este segundo ―fato‖ pode não ser tão facilmente inferido… na verdade o que sou mesmo é um hobbit (em todos os aspectos, exceto pelo tamanho). Gosto muito dos jardins, árvores e lavouras não mecanizadas; fumo cachimbo e aprecio boa comida caseira… gosto dos trajes alinhados e tenho a pachorra de usar coletes, numa era tão sem graça, quanto a nossa. Amo cogumelos (colhidos diretamente do campo); meu senso de humor é coloquial (mesmo os meus críticos mais simpáticos costumam considera-lo tedioso); costumo ir dormir tarde e (de preferência) acordo tarde. Não sou de viajar muito. (TOLKIEN,apud CARPENTER, 1965, p. 285)Cronologia 1892 – No dia 3 de Janeiro nasce John Ronald Reuel Tolkien em Bloemfontein, África do Sul. É batizado em 31 de janeiro, na Catedral Anglicana de Bloemfontein. Seus padrinhos eram Edith Mary ―May‖ Incledon, G. Edward Jelf e Tom Hadley. 1895 – No início de Abril, Mabel Tolkien parte para a Inglaterra com seus dois filhos, Ronald e o seu irmão mais novo, Hilary e desembarcam três semanas depois em Southampton, Inglaterra. O pai, Arthur Tolkien, permanece na África do Sul. 1896 – Morre Arthur Tolkien no dia 15 de Fevereiro. O restante da família passa a viver em Sarehole (uma aldeia ao sul de Birmingham). Tolkien aprende a ler. 1899 – É possível que Mabel Tolkien tenha começado a levar seus filhos a St. Anne’s, uma igreja católica em Alcester Street, Birmingham, no fim deste ano. 1904 – Morre Mabel Tolkien no dia 14 de Novembro aos 34 anos de idade. 1905 – Ronald e seu irmão instalam-se na casa de sua tia Beatrice. 1908 – Ronald conhece Edith Bratt. Também neste ano ou no próximo, Tolkien teria comprado o livro A Primer of the Gothic Language, de Joseph Wright, de um amigo da escola; começa a desenvolver uma língua baseada no gótico. 1909 – Ronald fracassa na seu intenção de obter uma bolsa de estudo em Oxford.
  • 231910 – Ronald ganha uma bolsa de estudos para a Exeter College de Oxford.1911 – Forma-se o T.C.B.S. (Tea Club, Barrowian Society).1915 – Ronald recebe Honra de Primeira Classe em seus exames de graduação. Alista-se nos Lancashire Fusiliers e inicia seu treino em Bedford e Staffordshire.1916 – Ronald casa-se com Edith, e alguns meses mais tarde, em junho, embarcarumo à França. Dirige-se à Somme como subtenente do II de Lancashire Fusiliers eserve como oficial de sinais do Batalhão. Em Novembro retorna à Inglaterra e adoeceda febre das trincheiras.1917 – Convalescente, começa a escrever O Livro dos Contos Perdidos, que seconverterá mais tarde em O Silmarillion, sua mais importante obra. Em Novembronasce seu filho mais velho, John.1920 – É nomeado Professor Adjunto de Língua Inglesa na Universidade de Leeds.Nasce seu segundo filho, Michael, a quem é dedicado o livro Roverandom.1922 – Tolkien trabalha em conjunto com E. V. Gordon no livro Sir Gawain & TheGreen Knight1925 – Tolkien é designado à Cátedra de anglo-saxão Rawlinson & Bosworth, emOxford. Nasce seu terceiro filho, Christopher Tolkien.1926 – Começa sua amizade com C. S. Lewis. Formação do The Coalbiters.1929 – Nasce sua filha mais nova, Priscilla.1930 – Tolkien começa a escrever O Hobbit, mas o abandona antes de terminar.1931 – Formação do The Inklings (veja a figura ao lado).1936 – Susan Dagnall, da editora londrina Allen & Unwin, lê o manuscrito de OHobbit, e Tolkien conclui o livro a pedidos dela. É acertada sua publicação.1937 – Publicação de O Hobbit, no outono. Atendendo a um pedido de Stanley Unwin,Tolkien começa a escrever uma segunda parte que se converterá em O Senhor dosAnéis, sua mais famosa obra.1940 – Segundo filho de Tolkien, Michael, alista-se no serviço militar e começa atreinar como artilheiro antiaéreo. No ano seguinte, vira Oficial Cadete da FaculdadeMilitar Real.
  • 241943 – Terceiro filho de Tolkien, Christopher, é convocado pela Força Aérea. Anosdifíceis para Tolkien, sendo ele o seu filho preferido e de grande ajuda para o pai nodesenvolvimento de O Senhor dos Anéis.1945 – Morre Charles Willians, escritor e amigo de Tolkien, membro dos Inklings;Tolkien é nomeado para a Cátedra de Língua e Literatura Inglesa de Merton e deixa afaculdade de Pembroke.1949 – O Senhor dos Anéis é terminado; O livro Mestre Gil de Ham é publicado pelaAllen & Unwin.1954 – Publicação dos dois primeiros volumes de ―O Senhor dos Anéis.1955 – Publicação do terceiro volume de ―O Senhor dos Anéis‖.1962 – Publicação de As Aventuras de Tom Bombadil.1963 – Morre C.S.Lewis, grande amigo de Tolkien, membro dos Coalbiters e dosInklings.1964 – Publicação de Tree and Leaf.1967 – Publicação de Smith of Wootton Major.1971 – Edith Tolkien morre em Novembro, com oitenta e dois anos1972 – Tolkien recebe o Doutorado Honorário em Letras da Universidade de Oxford ea Ordem do Império Britânico, tornando-se Comendador do Império Britânico.1973 – No dia 28 de Agosto viaja para passar uns dias com seus amigos deBournemouth. Adoece e morre numa clínica nas primeiras horas de Domingo, 2 deSetembro, aos oitenta e um anos de idade.1992 – No ano do Centenário de Tolkien, a Tolkien Society e a Mythopoeic Societyplantam em Oxford duas árvores em seu tributo, relembrando a história das DuasÁrvores de Valinor criada por Tolkien, em seu livro ―O Silmarillion‖. (KYRMSE, Explicando Tolkien, 2003)
  • 253. A INFLUÊNCIALegado Apesar de ter dado início em 1937 com O Hobbit, o livro infanto-juvenil, foi somenteapós o lançamento da trilogia de O Senhor dos Anéis (1954-1955) que Tolkien passou a serconceituado por milhões de fãs. Em 1996, uma pesquisa feita pela livraria londrinaWaterstones, que conta com mais de 200 lojas em toda Grã-Bretanha, em parceria com ocanal de televisão Channel 4, elegou O Senhor dos Anéis como o melhor livro do século e OHobbit entre os vinte melhores. Uma outra pesquisa mais recente, datada de 2003, feita pelaBBC, perguntando às pessoas qual o livro favorito delas, "O Senhor dos Anéis" ficou emprimeiro, e "O Hobbit" em vigésimo quinto. São mais de 50 milhões de exemplares vendidosem vários países, traduzido para 34 idiomas, juntamente com legiões de fãs que se dedicam aler e estudar a obra do autor. (J.R.R. TOLKIEN: Master of the Rings. Direção: Chris Gormlie.Produção: Gavin Bott. [S.l.]: Cromwell, 2001. DVD; e A INFLUÊNCIA do Anel. Direção:Carlene Cordova. Produção: Cliff Broadway. [S.l.]: Sony Enterteinment, 2005. DVD.) O mundo artístico também foi muito influenciado por Tolkien. O cinema(principalmente a trilogia O Senhor dos Anéis), a música, o RPG (liderado pelo D&D), osdesenhos animados, a literatura, as histórias em quadrinhos, os jogos de computador e atémesmo a Internet, com milhares de websites dedicados a sua obra sofreram inúmerasinfluências do escritor freqüentemente aclamado como o maior autor do século XX empesquisas de opinião. (A INFLUÊNCIA do Anel. Direção: Carlene Cordova. Produção: CliffBroadway. [S.l.]: Sony Enterteinment, 2005. DVD.) John Ronald Reuel Tolkien foi membro da diretoria do New English Dictionary(1918-1920), professor de Língua Inglesa na Universidade de Leeds, cátedra Rawlinson &Bosworth, posto ligado à Faculdade Pembroke (em Oxford) (1920-1925), professor de anglo-saxão (inglês arcaico) em Oxford (1925-1945) e professor de Língua e Literatura Inglesa emMerton (1945-1959), o que caracteriza um jeito próprio de lidar com os livros e a mitologiasempre presente em seus livros. Mesmo com o sucesso de O Senhor dos Anéis, Tolkien só virou celebridade por voltada década de 1960, especialmente nos campi das universidades.[15]Estes fãs tiveram a mesma importância que os trekkers em Star Trek, os "star warriors" emStar Wars e os "excers" em Arquivo X para tornar a obra de Tolkien conhecida. Desde osencontros da primeira sociedade Tolkien, que se comunicava através de frases em cartazes no
  • 26metro de Nova York, a tolkienmania só cresceu e continua a influenciar muita gente. No augeda contracultura, a obra era considerada uma espécie de bíblia da Sociedade Alternativa. Combroches como "Frodo Vive" e "Gandalf para Presidente", os fãs se reuniam para celebrarTolkien. O público nessa época era composto, quase sempre, por geeks da computação ehippies. (A INFLUÊNCIA do Anel. Direção: Carlene Cordova. Produção: Cliff Broadway.[S.l.]: Sony Enterteinment, 2005. DVD) A criação de mundos complexos como a Terra-Média também deram uma arejada àliteratura ficcional, além de inaugurar um novo gênero literário, a literatura fantástica, algo deque Tolkien sentia falta na literatura. Muitos autores também criaram seus mundos próprios eessa realidade virtual criada por Tolkien foi o elemento-chave para a ficção científica de Duna(de Frank Herbert), para a fantasia de A Cor da Magia (de Terry Pratchett). Talvez até para o universo de Harry Potter de J. K. Rowling, tenha servido de base,apesar de Rowling gostar muito da obra tolkieniana, ter declarado: p. 62―Penso que, se deixarmos de lado o fato de que os livros falam de dragões, varinhas mágicas emagos, os livros de Harry Potter são muito diferentes, especialmente no tom. Tolkien crioutoda uma mitologia. Não penso que alguém possa dizer que eu tenha feito isso.‖(ROWLING,2003) Além disso, o autor David Colbert escreveu em seu livro "O Mundo Mágico doSenhor dos Anéis":―Muitas pessoas tentam comparar J. R. R. Tolkien e J. K. Rowling só porque ambos contamhistórias sobre mundos imaginários habitados por magos. Não há muita coisa semelhanteentre suas histórias.” (COLBERT, p. 65) Em 1974, Gary Gygax e Dave Anderson arrumaram uma maneira de interagir comesta realidade e criaram o Role-Playing Game (RPG) Dungeons & Dragons, um jogo depersonificações com temas fantásticos, inspirados na Terra-Média de Tolkien. Com o RPG foipossível se aventurar no universo de orcs, anões, elfos, dragões e até os hobbits, os Halflingsdo D&D, que mantêm muitas características dos Hobbits com leves alterações (inclusive opróprio Tolkien usava o nome halfling para os seus hobbits). O RPG serviu de estímulo para opúblico explorar e conhecer novos mundos. A própria Terra-média chegou a ter seu RPG, oMERP (Middle-Earth Role Playing), em 1982, só que o complexo sistema de regras e osfreqüentes equívocos em relação à trama atrapalharam sua difusão, e o MERP não saiu.Na década de 1970, um hacker fã de Tolkien deu uma ajuda ao programador do arcaico RPG
  • 27Adventure. O jogo foi transformado, ganhou o nome de Zork e virou hit entre os usuários daArpanet (embrião da Internet) porque estava cheio de referências ao mundo de Tolkien. Nosprimórdios da rede, essas realidades virtuais ganharam uma versão em texto, batizadas deMUD (Multi-User Dungeon/Dimension, que em português soa algo como "DimensãoMultiusuários"). Hoje, graças aos avanços da tecnologia, os MUD caíram em desuso e o que ésucesso são jogos multiplayer como EverQuest, Última Online, Asheron’s Call, Warcraft eKingdom Under Fire. Todos têm em comum cenários fantásticos e referências às obras deTolkien. A Internet teve papel importante na propagação dos trabalhos do autor. Através delafoi possível reunir fãs do mundo inteiro, que demonstram sua admiração e discutem a política,sociedade, as línguas, a biologia e a história da Terra-Média. Há milhares de sites dedicadosaos trabalhos de Tolkien que trazem ensaios, poemas, fan-fictions (contos de ficção escritospor fãs), sátiras, críticas, notícias, grupos de estudos, de discussão, fóruns e humor. Ao contrário dos "trekkers" e dos "star warriors" que aprovam e incentivam asseqüências das obras originais em livros, filmes, seriados, produtos e HQs, os fãs de Tolkienpreferem manter seu próprio ponto de vista sobre a obra. Com uma visão muito pessoal eparticular da saga de Frodo, os fãs não se arriscam a tocar na Terra-média. E esse é um dosmotivos que impediram uma proliferação ainda maior do legado do autor. A única exceçãotalvez seja o livro The Black Book of Arda, escrito por duas jovens russas no início dos anos90, que recontavam os acontecimentos de O Silmarillion, só que do ponto de vista dos vilões. A influência de Tolkien também pode ser percebida nas mais diversas formas de artes.Pintores como John Howe, Roger Garland, Ted Nasmith, Alan Lee, Tim Kirk e os irmãosHildebrandt entre outros figuram em enciclopédias ilustradas e centenas de galerias deimagens na Internet. Eles retratam com primazia várias passagens dos livrosHistória em quadrinhos Tolkien também marcou presença nas HQs. Há influência dele em Bone, de Jeff Smith,e na mega-série Elfquest,[20] que já tem mais de vinte anos de publicação e conta a históriade um mundo recheado de elfos. Também existe Lodoss, uma série criada por fãs-japonesesde RPG, que durante anos, anotaram suas aventuras e transformaram em duas sagas animadas.A primeira é The Record of Lodoss War (de 1991) e a mais recente saga chama-se Chroniclesof the Heroic Knight (de 1999), ambas trazem um mundo mágico de deuses, dragões,demônios, magos e guerreiros lutam pelo poder.
  • 28Música A obra do autor também marcou profundamente a música, principalmente estiloscomo o hard rock, o new age e variantes do heavy metal. Milhares de canções de bandascomo Led Zeppelin, Blind Guardian, a banda sueca Za Frûmi’s (que compôs uma música comuma versão modificada do idioma orc), Rush, Jethro Tull, e outras, são creditadas como dealguma forma associadas às obras de Tolkien.Cinema e televisão Em 1978, o animador britânico Ralph Bakshi (o mesmo de Super Mouse e Gato Felix)adaptou "O Senhor dos Anéis" para o cinema num longa-metragem de animação de duashoras. Outras duas obras de Tolkien viraram longas animados para a TV inglesa: O Hobbit(em 1977) e O Retorno do Rei (1980), ambas criadas para especiais de TV e dirigidas porJules Bass, o mesmo produtor de Thundercats e Silverhawks e co-diretor do longa metragemRudolph, a rena do Nariz Vermelho. O desenho animado Caverna do Dragão e o filme Dungeons & Dragons forambaseados no RPG D&D, e por isso também pode-se dizer que foram influenciados pela obrade Tolkien. Podem-se citar outras produções cinematográficas como O Cristal Encantado (1982),A História Sem Fim (1984), Labirinto (1986), A Lenda (1986), Willow – Na Terra da Magia(1988) e Coração de Dragão (1996). Peter Jackson, um antigo fã de Tolkien, dirigiu trêsfilmes da saga, produzidos simultaneamente (divididos do mesmo modo que os livros,lançados em 2001, 2002 e 2003), rendeu 17 Oscar à série, 4 ao primeiro, 2 ao segundo e 11concedidos ao terceiro, igualando-o aos recordes de Titanic e Ben-hur.3.2 Influenciando Guerra nas Estrelas Quando o John Ronald Reuel Tolkien (1892-1973) era uma criança ele ouvia ascrianças da vizinhança falando um idioma de brincadeira que chamavam Animalic.Tolkien contribuiu para criar o próximo idioma imaginário do bairro, Nevbosh ("tolice nova").Com doze anos sua mãe faleceu, e ele achou consolo no que se tornaria a obsessão de vida: aconstrução de um idioma elfico. Esta fascinação com idiomas ajudou eventualmente Tolkien a
  • 29atingir uma posição como Professor de Merton de Idioma inglês e Literatura em Oxford,especializando em Filologia. Ele gastou a maioria do tempo livre inventando "idiomas defantasia": "Quenya" é derivado do finlandês, "Sindarin" do galês. Quando criou estes idiomas,Tolkien teve uma revelação: Para ser "real", tem que refletir uma perspectiva cultural para oidioma; a "história" de uma cultura. Em outra palavra, um idioma real insinua e exige ummito. Por exemplo, a palavra inglesa "excruciante" alude à história da crucificação de Cristo.(Revista TOLKIEN, número 6, 1998) Tolkien publicou O Hobbit em 1936 e O Senhor dos Anéis em 1954. Foram escritosambos baseados nos idiomas imaginários, e ele ficou frustrado pois a maioria das pessoasachou que fosse o contrário. Em um artigo que explica a obsessão dele chamado Um VícioSecreto, Tolkien escreveu, "A criação de idioma e mitologia são funções relacionadas. Aconstrução do idioma criará uma mitologia." O trabalho de Tolkien foi um prazer despreocupado nos círculos acadêmicos duranteuma década: os professores e estudantes eram relutantes em admitir o quanto amavam ashistórias tolas sobre "duendes e dragões." Por volta dos anos sessenta O Senhor dos Anéis foiprovavelmente a história de fantasia mais influente no mundo Ocidental, enquanto ocupando amesma posição Guerras de Estrela foi nos anos setenta e o Ciclo de Anel de Wagner foi parao fim do século XIX. George Lucas freqüentemente afirmava que O Senhor dos Anéis foi a influênciaprincipal em Guerras de Estrela. O material superficial é o mais óbvio, mas a lição sutil queLucas aprendeu de Tolkien é como controlar os pontos delicados de um mito. A maneiracomo Tolkien escreveu aquele mito e conto de fadas parece ser o melhor modo paracomunicar moralidade - sugestões por escolher entre direito e errado - e na realidade isso podeser o propósito primário disso. Tolkien era devoto Cristão, e relutava em como falar sobre ABíblia Cristã. Ele observou que o Novo Testamento é estruturado em particular como um mito,e quis poder explorar isso sem dar a impressão que estava depreciando o que viu como umarevelação divina genuína. Finalmente ele decidiu que a Bíblia é um verdadeiro mito, ehistórias como O Senhor dos Anéis são "sub-criações. " Guerras de estrela pode ser Flash Gordon por fora, e a estrutura é basicamente deCampbell, mas o coração, o mito, foi retirado profundamente de Tolkien. Isso não significaLucas copiou Tolkien; a inspiração primária de Tolkien para o bem e o mau foi Sir Gawain eo Cavaleiro Verde do século XIV de autor desconhecido, e registrou a frustração dele em nãopoder achar as fontes para aquela história. Ele não teve nenhuma dúvida que tais fontes
  • 30existiram, e esperou aprender delas do mesmo modo que Lucas aprendeu dele. Todas asgrandes histórias têm raízes fundas. (Revista TOLKIEN, número 6, 1998) Aqui estão algumas das semelhanças superficiais entre Guerras de Estrela e O Senhordos Anéis:Trilogia: Guerra nas estrelas é a guerra do anel, o império contra ataca é As duas Torres, e oretorno de Jedi é obvio o Retorno do rei.Yoda é como Gollum : esverdeado, orelha pontuda, problema de fala.Sabre de luz igual as espadas que brilhavam no escuro.Obi-wan Kenobi similar a Gandalf.Darth Vader representa o Rei-bruxo, e o Imperador Palpatine igual a Sauron.Como Obiwan entrega a espata tirada da caixa a Luke, da mesma forma faz Bilbo ao entregarferroada a Frodo.Como Darth Vader corta a mão de Luke e seu sabre cai no abismo, Gollum corta o dedo deFrodo com o anel e também cai no abismo.Entre tantas outras.Influencia tolkien (1892 – 1973)O senhor dos anéis tornou-se o fenômeno do século XX. Tornou-se cult e reinventou o gênero de ficção de fantasia heróica moderna inspirandoincontáveis imitadores cujos trabalhos estão nas seções de fantasia e ficção. Criou um novogênero, a ficção fantástica. A maior influencia foi na escrita da literatura de fantasia em si. Um enorme numero deescritores encontrou um nicho no mercado que a obra de Tolkien abriu tão dramaticamente.Stephen R. Donaldson – The Chronicles of Thomas CovenantTerry Brooks – a viagem, serie ShannaraTed Williams – THE BURGLAR WHO TRADEDTerry Pratchet – serie discworld – a cord a magia entre outrosJK Rowling- harry potter
  • 31Só para nomear alguns. Mesmo os editores buscando um ―novo Tolkien‖, sua obra conseguiu efeitos que nãopodem ser facilmente duplicados. Não basta colocar criaturas fantásticas num mundo defantasia para conseguir este efeito, há muito trabalho literário e histórico por traz da grandeobra de Tolkien. Nasceu em 1892 em Blomfontein na África do Sul. Mudou-se para Inglaterra em 1896após a morte do pai. Em 1900 sua mãe tornou-se católica e isso influenciaria muito suaperspectiva do mundo. Sua mãe morreu em 1904, ele e o irmão foram criados pelo PadreFrancis. Em 1908 conheceu Edith que era 3 anos mais velha que ele. Ela tornou-se católica ecasaram-se em 1916. Começou seus estudos em Oxford em 1911. estudou os clássicos do inglês antigo, oidioma da Inglaterra anglo-saxônica, também o nórdico antigo, gales, gótico e finlandês.A historia dos idiomas antigos da europa inspirou Tolkien a escrever poemas e historias comidiomas que ele próprio criou baseado em seus estudos. Ao inventar esses idomas, foi levadoa inventar uma história para eles. Tolkien queria criar uma mitologia para a Inglaterra, com geografia, historia e suaobra definiu toda uma cultura da época.Ele inventou uma mitologia para a inglaterra, pois os Finlandeses tinham o Kalevala, osIslandeses tinham as Eddas. As lendas Arthurianas eram de origem francesa, importada. Elequeria uma lenda anglo-saxônica para os ingleses então baseou-se em Beowulf. Na primeira guerra mundial, participou da Batalha de Somme, onde viu seus amigosperderem a vida, e começou a questionar a razão das guerras. Isso o influenciou e acabourefletido em sua obra.O senhor dos Anéis trata sutilmente de assuntos do cotidiano, da guerra e as diferenças étnicas,também está baseado nas guerras antigas da Inglaterra. Depois da guerra trabalhou como lexicógrafo em Oxford no projeto que produziu aprimeira edição do Dicionário de Inglês de Oxford. (Oxford English Dictionary).
  • 32 Em 1920 foi nomeado Professor associado em Ingles e Literatura inglesa naUniversidade de Leeds, onde ensinou inglês antigo e medio, e nordico antigo.Em 1925 foi nomeado Professor de Anglo-Saxão em Oxford onde ficou até sua aposentadoriaem 1959. Como acadêmico suas publicações eram muito influentes, principalmente seustrabalhos de analise e tradução de textos antigos como Êxodo e Beowulf. Escreveu o Hobbit em 1937, uma historia de aventura com elfos, hobbits, cavaleiros edragão, voltado ao publico infantil. O Senhor dos Anéis foi lançado quase 20 anos depois, pois ele revisava sua obraconstantemente, era perfeccionista e também queria incluir partes de sua mitologia na obraque deveria ser uma continuação da primeira. Seu amigo C.S.Lewis produziu os sete livros das crônicas de Nárnia em sete anosapenas. Ele era seu amigo em Oxford e em apoiava e influenciava o outro. Tolkien levouLewis ao catolicismo e foi influenciado a escrever fantasia também. Os amigos Tolkien, Lewis, Charles Williams e outros formaram um grupo chamadoInklings, que se reuniam para trocar idéias literárias, ler poemas, criticar e mostrar seustrabalhos. Houve no final do século XIX uma divisão literária, onde havia uma preferência pelaliteratura realista do século 19, e o impulso de falar a verdade sobre a sociedade e a visãomundial, porém Tolkien acreditava que se podia dizer mais verdades com uma lendo ou contode fantasia do que com a própria historia. Colocou em suas obras várias características do que presenciou, e que marcaram suavida como as 2 guerras mundiais, a modernização, industrialização, poluição , as grandescidades vitorianas, o trem a vapor, mecanização e muito barulho. Em suas obras Tolkien criou raças, culturas, políticas e idiomas para individualizarsuas idéias.
  • 33 Tolkien começou inventando a língua elfica, depois criou um mundo onde ela poderiaser falada. Sua obra também traz influencias das culturas antigas nórdicas, viking, celta. Beowulffoi o ponto de referencia para suas obras sobre a Inglaterra antiga, inspirou-se na lenda dodragão, utilizou o idioma e a cultura em sua obra, principalmente na criação da cultura deRohan de O senhor dos Anéis, com sotaque, e escrita aliterada. Tolkien não gostava da idéia vitoriana dos Elfos: pequenas criaturas aladas queapareciam nos livros infantis em sua época. Para seus próprios elfos, ele buscou arepresentação do reino das fadas nos grandes romances medievais, tais como Sir Orpheo e aslendas de Arthur. Nestes textos os elfos aparecem como humanos embora sejam maisespirituais e belos. Esse traço também é comum em Shakespeare, nas literaturas escocesa eirlandesa. O senhor dos Anéis teve uma influencia notável nas artes. Grandes artistas visuaisdesenharam cenas do romance. A maior celebridade entre eles na época foi Roger Dean. Seusquadros mais famosos Roulaya e Castelo Verde foram inspirados no romance de Tolkien. O mundo do Rock também foi influenciado pelos escritos de Tolkien, grupos comoYes e Uriah Heep inspiraram-se em seus trabalhos. O imaginário foi refletido nas capas dosdiscos com Demons and Wizards, Magicians Birthday. Os Beatles tinham um projeto de produzir um filme sobre o Senhor dos Anéis, naépoca do seu sucesso quando o grupo produziu vários filmes para a televisão. Banda Mostly Autumn de Londres até hoje tem seu trabalho inspirado na fantasia deTolkien. O escapismo de suas obras é tão detalhado que é quase real, como se o lugar existisse.A maioria dos livros de fantasia não foram escritos até por volta dos anos 70.
  • 34 O sucesso e repercussão de seu trabalho reuniu milhares de pessoas que criaram aTolkien Society. Uma sociedade séria de estudos literários, principalmente de fantasia ebaseados nas obras e estudos do mestre Tolkien. Se pesquisar o nome Tolkien na internet, terá milhões de sites relacionados ediscussões sobre artes, musica, idiomas, livros, artigos de decoração, coleções, brinquedos,uma infinidade de assuntos relacionados, noticias sobre peças teatrais, eventos, filmes, tudobaseado em seu trabalho. As obras de Tolkien tornaram-se Cult nos anos 60, e o livro do senhor dos anéis éconsultado e estudado como uma bíblia. O livro foi fenômeno de vendas, e recebeu o titulomundial de O livro mais vendido do século XX (livro considerado literário, pois o livro maisvendido é a Bíblia, e sendo assim O senhor dos Anéis ocuparia então a segunda posição).Tornou-se um clássico da literatura inglesa, de reputação como Moby Dick e Guerra e Paz. Ele contava histórias para seus filhos e foi incentivado pelos amigos a publicá-la secompartilhá-las com o mundo. Os fans de ficção cientifica, em moda na época, descobriram que o senhor dos anéisera o novo clássico da literatura inglesa. Na 15ª convenção anual de ficção cientifica emLondres, Tolkien ganhou o premio internacional de fantasia. Grady Zimmerman, cineasta da época, criou o primeiro script para um filme de Osenhor dos anéis. Na pesquisa dos 100 melhores romances do século XX, O senhor dos anéis apareceem primeiro lugar. Inspirou escritores e atores, pois sua obra tranporta o leitor para outro mundo e assimincentivou a leitura, pois depois que lê senhor dos anéis, desperta no leitor um sentido decuriosidade e vontade de ler mais sobre o assunto.A contra cultura dos anos 60 nos Estados Unidos foi alimentada por 3 coisas principais:hippies, Rock & Roll e J.R.R. Tolkien.Tolkien não esperava por esse sucesso todo e o rumo que as coisas tomaram.
  • 35 Na década de 60, Muz Murray com um grupo de poetas e músicos realizaram umshow baseado na fantasia de tolkien onde participaram Marc Bolan (T-Rex), David Bowie eLemmy Kilmister (Motorhead). Sua obra estava também entre os usuários de drogas como a Maconha, LSD.―Os Hobbits parecem estar tão na moda quanto o LSD‖ – revista TIME da década de 60. O livro do Senhor dos Anéis tem temas como: amizade, lealdade, a luta do bem contrao mal, a humanidade, a luta pela igualdade e liberdade. As diferentes raças se unem parasalvar o mundo. Há também a luta pela preservação da natureza, contra o desmatamento e aindustrialização. Na Green Party, o Partido Verde desfila todo ano vestidos de Ents com a campanha dapreservação do meio ambiente, contra o desmatamento e poluição das florestas.Rock & Roll O Rock dos anos 60 começou a mencionar os personagens de Tolkien em suascomposições e varias se tornaram clássicos da historia do rock.Leonard Nimoy (Jornada nas Estrelas) gravou A Balada de Bilbo Baggins.Marc Bolan (The Wizard) –David Bowie, Pink Floyd, The Doors tocavam numa casa noturna chamada Middle-earth(Terra Média).Led Zeppelin, tocava rock fantasia nos anos 70 e mencionava as obras de Tolkien em suasmusicas ―Cavaleiros de Mordor‖, ―Misty Mountain Top‖, Battle of Evermore‖.Há diversas outras bandas como Yes, King Crimson, Rush com Rivendell em 75. E no Heavy Metal as bandas como MotorHead, Motley Cruel, Blind Guardian e atéRonnie James Dio (vocalista do Black Sabath) tiveram também sua inspiração em Tolkien.Destas a mais famosa é Blind Guardian que contava diretamente as histórias de Tolkien emsuas composições. Seguem algumas citações: There are signs on the ring which make me feel so down
  • 36 there’s one to enslave all rings to find them all in time and drive them into darkness forever they’ll be bound. Three for the kings of the elves high in light nine to the mortal which cry LORD OF THE RINGS (Blind Guardian, CD – 1991) In my thoughts and in my dreams They’re always in my mind These songs of hobbits, dwarves and men and elves come close your eyes you can see them too.THE BARD’S SONG – IN THE FOREST (Blind Guardian, CD – 1992) He gleams like a star And the sound of his horns Like a raging storm Proudly the high lord Challenges the doom Lord of slaves he cries TIME STAND STILL (Blind Guardian, CD – 1998) Mine’s a tale that can’t be told, My freedom I hold dear How years ago in the days of old When magic feel the air T’was ih the darkes depths of Mordor I met a girl so fair But Gollum, and the evil one crept up And slipped away with her, her, her ... yeah. RAMBLE ON (Led Zeppelin, CD – 1969)
  • 37 The sky is filled with good and bad that mortals never know Oh, well, the night is long the beads of time pass slow, Tired eyes on the sunrise, waiting for the eastern glow. The pain of war cannot exceed the woe of aftermath, The drums will shake the castle wall, The Ringwraiths ride in black, ride on.THE BATTLE OF EVERMORE (Led Zeppelin, CD – 1971) Long ago, in the early years of the Second Age, The great Elven-smiths forged rings of power But them the Dark Lord learned the craft of ring-making, And made the Master Ring ELVENPATH (Nightwish, CD – 1997) In the centre of the empire of darkness Black fortress stands might and proud The shelter for the traced and tortured For the one who’s dammed A dragon is watching for fortress Black knights are controlling the land To save their protégés from torment They fight to defend MORDOR (Running Wild, CD – 1985) Elven songs and endless nights Sweet wine and soft relaxing lights Time will never touch you Here in this enchanted place RIVENDELL (Rush, CD – 1974) So high my throne so cold as ice It makes my blue eyes turn red In this red covers my stronghold Angband
  • 38 As a shadow fog to keep it unseen... The Silmaril now covers my crown Keep away Ungolianth... UNGOLIANTH (Summoning, CD – 1995) In the shadow of the dark throne For the hour is at hand That long hath awaited thee Greenleaf Bearer of the Elvenbow Far beyond Mirkwood many trees on earth grow Thy last shaft when thou hast shot Under the mournful trees thou shalt walk Under the mournful trees thou shalt walk ELFSTONE (Summoning, CD – 1996) A hunt for an ancient treasure No herbs to restore his life To die by an orchish arrow Victorious the Olog-hai Slow you’ll die – the dark one smiles THE DARK ONE ( Unleashed, CD – 1991) - instrumental – LOTHLORIEN (Enya, CD – 1988) Speak to me in a language I can hear Humor me before I have to go Deep in thought I forgive everyone As the cluttered streets greet me once againI know I can’t be late, supper’s waiting on the table Tomorrow’s just an excuse awaySo I pull my collar up and face the cold, on my own The earth laughs beneath my heavy feet (...)I’ve journeyed here and there and back again.
  • 39 THIRTY THREE ( Smashing Pumpkins, CD – 1995) A maioria destes artistas teve a leitura das obras de Tolkien em sua juventude, que erauma novidade, era empolgante, comparada à tradicional leitura dos clássicos. Há uma cidadezinha na Califórnia que foi inaugurada em 1981 com o nome deHobbiton, cidade dos Hobbits na obra de mesmo nome e no senhor dos anéis. Na década de 70 surgiram os primeiros desenhos animados da obra. O Hobbit em1977. Saul Zaentz comprou os direitos de filmagem de O senhor dos Anéis. Ralph Bakshi produzidu o Senhor dos Anéis em 1978.O retorno do rei foi lançado em 1980 Depois de sua morte, seu filho Christopher Tolkien continuaou a organizar os escritosd seu pai e publicá-los. O Silmarillion foi lançado em 1977 e foi apontado em primeiro lugar no New YorkTimes. A febre Tolkien se espalhou e o merchandising explorou ao máximo esse novomercado de fans com posters, camisetas, calendários, jogos e brinquedos. Em 1974 a obra de Tolkien influenciou o lançamento do jogo Dungeons & Dragonscriando aí o gêneroRPG (Roling Playing Game) e a partir daí muitos outros RPGs de fantasiae ficção foram criados. Não haveria seções de fantasia nas livrarias se não fosse pelo trabalho de Tolkien. Eleabriu espaço para a indústria dos livros de fantasia influenciando muitos escritores desdeentão com o chamado ―elemento Tolkien‖. Inspirados pelo ―elemento Tolkien‖, Hollywood disparou em criações de fantasias nasproduções como Krull, The Sorcerer, The Sword and Sorcerer, The Beast Master, O cristalencantado, entre outros, criando assim o gênero de filme ―Capa e Espada‖. Muitos outrosseguiram esse conceito e os filmes de fantasia ganharam mercado.
  • 40 Star Wars tornou-se um clássico do cinema com sua ficção fantástica, gênero criadopor Tolkien, muitos não sabem mas a historia está baseada quase que totalmente na obra deTolkien, O Senhor dos Anéis, tem o ―elemento Tolkien‖, a mesma linha de pensamento, aidéia de trilogia, o roteiro e a complexidade da história. Surgiram os videogames com seus temas espaciais de ficção e depois com temas defantasia. Os jogos de computadores vieram em seguida. Vários jogos com temas de fantasia,RPG e do tipo capa e espada. As primeiras internets usavam um modem chamado Gandalf, personagem das obras deTolkien.Lista das influências de Tolkien nas artes:Pintura: Alan Lee, John Howe, Ted Nasmith, Greg e Tim Hildebrandt, Angus McBride.Rock: Led Zeppelin, Blind Guardian, Nightwish, Rush, Summoning, Unleashed, Angra.Filmes: Harry Potter, Star Wars,Desenhos: Caverna do Dragão, Animes.Literatura: Terry Pratchet, Harry Potter, Com o fenômeno da internet os fans puderam se comunicar com muito mais rapidez,criando blogs e sites de discussões. A maior e mais antiga discussão da internet é: Os Balrogstem asas? Referência a um personagem do livro O senhor dos anéis e do livro O Silmarillion.Uma busca rápida do nome O Senhor dos Anéis (Lord of the Rings), mostra mai de 6.500.000resultados de sites. Nesta pesquisa é possível encontrar blogs, fan-fics, filmes, produtos comobrinquedos, jóias, souvenirs, barbie, espadas, bobbies, cartas, cadernos, livros relacionados,material escolar e até viagens turísticas a locais famosos da obra ou da vida de Tolkien.Locais como Oxford, o bar Eagle and Child em Londres, a nova Zelândia, a cidade Hobbitonna Califórnia, entre outros são visitados anualmente por fans do mundo inteiro. Com a era do computador, internet, veio o ―Vírus‖ de computador. Todo ano no dia 22de setembro é lançado na rede um vírus chamado ―Frodo Lives‖ criado em 1990, paracomemorar o aniversário destes personagens da ficção de Tolkien.
  • 41Conclusão John Ronald Reuel Tolkien foi um estudioso, lingüista e mestre em Oxford, participouativamente dos projetos do idioma inglês inclusive da produção do primeiro dicionário deinglês de Oxford. Sua especialidade era línguas antigas, anglo-saxão, nórdico, e por serexímio filólogo, produziu a tradução e analise do poema Beowulf, considerado um marco doidioma inglês. Este estudo tornou-se oficial padrão da literatura dos países de língua inglesa. Seu passatempo era criar idiomas, com base nas flexões dos idiomas antigos, e ao criarum idioma ele acabava criando uma cultura e ambiente para este idioma; e foi assim quesurgiu sua obra mais famosa O Senhor do Anéis, que influenciaria toda literatura e arte aindapor vir. Na década de sessenta, auge da contracultura pós-guerra, sua obra tornou-se umfenômeno de vendas e inspiração para muitos artistas plásticos, músicos, escritores, atores,roteiristas, enfim. Nesse momento histórico a indústria cinematográfica estava produzindoficção científica, que como novidade acabava deixando os clássicos e filmes de faroeste paratrás. Em paralelo a isso, a literatura de ficção científica também estava tomando conta dasprateleiras das livrarias, ao lado da literatura clássica e da literatura fantástica. A obra deTolkien veio fundar um novo conceito de literatura: a ficção fantástica, que torna possívelcriar uma realidade alternativa dentro de uma história de fantasia, uma epopéia com apossibilidade de ter existido em um tempo remoto. A partir de então muitos outros escritores se basearam nesse novo conceito aoescreverem suas obras. Muitos livros de fantasia fantástica foram lançados nos anos seguintese influenciaram também a criação de filmes de monstros, heróis, seres fantásticos e aventurasépicas. Com achegada da televisão a cores, os desenhos animados de fantasia tomaram contadas telas americanas e logo se espalharam para o mundo todo. Daí com o avanço datecnologia, vieram os jogos, videogames, computadores e a maioria dos jogos eram baseadosno sistema RPG (Roling Playing Game) que por sua vez foi criado na década de setentabaseado na ficção fantástica de Tolkien. Hoje em dia é impossível assistirmos qualquer ficção ou fantasia sem nos remeter aopassado e pensar onde isso começou, ou então ainda estávamos assistindo adaptações declássicos da literatura, filmes do velho oeste ou de seres espaciais.
  • 425. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASCARPENTER, Humphrey. J.R.R. Tolkien: uma biografia. São Paulo: Martins Fontes, 1992.CARPENTER, Humphrey & TOLKIEN, Christopher (org). As Cartas de J.R.R. Tolkien.Curitiba: Arte e Letra, 2006.COLBERT, David. O mundo mágico do Senhor dos Anéis. Rio de Janeiro: Sextante, 2002.DROUT, Michael D.C. (ed). J.R.R. Tolkien Encyclopedia. New York: Routledge, 2007.FOSTER, Robert. The Complete Guide to Middle-Earth. New York: Ballantine, 2001.HAMMOND, Wayne G. & SCULL, Christina. J.R.R. Tolkien: Artist and Illustrator. NewYork: Houghton Mifflin, 2000.KYRMSE, Ronald. Explicando Tolkien. São Paulo: Martins Fontes, 2003.SHIPPEY, Tom. J.R.R. Tolkien: author of the century. London: Harper Collins, 2001.TODOROV, Tzvetan. Introdução à literatura Fantástica. São Paulo: Perspectiva, 1981.TOLKIEN, J.R.R. O Hobbit. São Paulo: Martins Fontes, 1999.__________ . O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel. São Paulo: Martins Fontes, 2000.__________ . O Senhor dos Anéis – As Duas Torres. São Paulo: Martins Fontes, 2000.__________ . O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei. São Paulo: Martins Fontes, 2000.__________ . O Silmarillion. São Paulo: Martins Fontes, 2001.__________ . Sobre Histórias de Fadas. São Paulo: Conrad, 2006.__________ . The Monsters and the Critics and Other Essays. London: George Allen &Unwin, 1983.WHITE, Michael. Tolkien: uma biografia. Rio de Janeiro: Imago, 2002.Referências em DVD:J.R.R. TOLKIEN: Master of the Rings. Direção: Chris Gormlie. Produção: Gavin Bott. [S.l.]:Cromwell, 2001. DVD.BEYOND the Movie: O Senhor dos Anéis. Direção: Chico Arnaldo Guizar. Produção:National Geographic. [S.l.]: Playarte, 2002. DVD.A INFLUÊNCIA do Anel. Direção: Carlene Cordova. Produção: Cliff Broadway. [S.l.]: SonyEnterteinment, 2005. DVD.
  • 436. ANEXOS:Arte de Alan Lee
  • 44Arte de John Howe
  • 45Arte de Hildebrandt
  • 46Arte de Ted Nasmith
  • 47Arte de Angus McBride
  • 48Música de EnyaMúsica:
  • 49Jogos:
  • 50Jogos e desenhos: Caverna do DragãoBlind Guardian:
  • 51Grupo YES: Green Castle Magician Birthday