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    Sessao3parte1 Sessao3parte1 Document Transcript

    • Tarefa 2
      (1ª parte)
      Análise Crítica ao Modelo de Auto-avaliação das Bibliotecas Escolares
      O presente Modelo de Auto-avaliação das Bibliotecas Escolares, enquanto instrumento pedagógico e regulador e de melhoria contínua do trabalho da BE, vai permitir ao PB e equipa envolvida e aos órgãos directivos proceder a uma avaliação do trabalho da biblioteca escolar bem como orientar esse mesmo trabalho da BE, definindo factores críticos de sucesso e identificando pontos fracos e fortes. A avaliação constitui um processo e não um fim em si mesmo, completando-se o seu ciclo ao fim de quatro anos.
      Surge esse modelo num contexto global de mudança, no qual as bibliotecas escolares devem evoluir, e em que são exigidos novos contextos e conceitos de aprendizagem, como por exemplo o aluno ser encarado como actor activo, como construtor do próprio conhecimento, numa perspectiva construtivista da realização das suas aprendizagens, também, como exemplo, a introdução das TIC obrigarem ao desenvolvimento de novas literacias e ao domínio de novos ambientes digitais.
      Com este novo modelo de auto-avaliação há necessidade de proceder à recolha de evidências sobre o impacto que a biblioteca escolar tem na escola, como centro de formação, informação e de lazer, em medir esse impacto que se requer qualitativo. Segundo Ross Todd, que cause um impacto positivo no processo de ensino - aprendizagem e no sucesso educativo dos alunos.
      Este modelo exerce um papel determinante, no sentido em que vai permitir dotar as bibliotecas escolares de um quadro de referência/ instrumento que lhes garanta a melhoria contínua da prestação de serviços e da qualidade da biblioteca escolar, através de uma auto-avaliação sistemática, que se traduz no desenvolvimento de práticas sistemáticas de recolha de evidências, associadas ao trabalho do dia-a-dia. Há que ter em conta que a realidade das escolas é diferente e ter em atenção as especificidades de cada uma.
      O referido modelo surge organizado sob quatro domínios, quatro áreas de funcionamento da BE, entendidas como fundamentais ao desenvolvimento e qualidade das BE. Como tal, considera-se que a biblioteca escolar deve ser um espaço apetrechado de múltiplos recursos e equipamentos, entendida como um espaço de aprendizagem, intrinsecamente relacionado com o processo de ensino-aprendizagem, de acordo com os objectivos educacionais e programáticos da escola; com a leitura, desenvolvendo-se as competências de leitura; e demais literacias, através de um programa de Literacia da Informação.
      A qualidade da colecção, disponibilizando-se um conjunto de recursos de informação em diferentes suportes que sejam adequados às necessidades dos utilizadores e as condições de acesso à BE, que permitam o desenvolvimento do trabalho individual e de grupo, a afectação de um professor bibliotecário, visto como um líder forte, um estratega, responsável qualificado que tenha a capacidade de fazer articular o trabalho com as diversas estruturas da escola e que promova estratégias de gestão e integração da BE na escola e no desenvolvimento curricular constituem áreas-chave integradoras daqueles domínios de funcionamento da BE.
      Em suma, o envolvimento de uma equipa motivada e interventiva, cujo trabalho esteja de acordo com a missão e objectivos da escola na construção dos saberes e a BE ser encarada como o núcleo central coadjuvante das aprendizagens parece-me por demais importante.
      Helena Caroça