HISTÓRIA DO  TEATRO
• O teatro surgiu a partir do desenvolvimento do homem, através das suas  necessidades. O homem primitivo era caçador e se...
• Na Grécia sim, surge o teatro. Surge o “ditirambo”, um tipo de  procissão informal que servia para homenagear o Deus Dio...
Os dois géneros básicos do drama teatral foram a tragédia e a comédia.Tragédia (tratava de assuntos sérios)A tragédia apre...
Édipo é filho de Laios, rei de Tebas que foi amaldiçoado de forma que seu primeiro filho tornar-se-ia seu assassino edespo...
Na época do Império Romano, o teatro entrou em declínio, porque osromanos preferiam o circo e, no início da Idade Média, e...
Na era medieval, dois lugares exerceram destacada função na vida do povo: as igrejas e as praças. O teatroexistia nesses d...
Teatro em PortugalAntes de Gil Vicente houve teatro?Esta é a primeira pergunta que surge naturalmente no nosso espírito ao...
Sec. XIXAlmeida Garrett(Porto, 1799 – Lisboa, 1854) Foi um proeminente escritor edramaturgo romântico, que fundou o Conser...
Origem e evolução do  teatro
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Origem e evolução do teatro

  1. 1. HISTÓRIA DO TEATRO
  2. 2. • O teatro surgiu a partir do desenvolvimento do homem, através das suas necessidades. O homem primitivo era caçador e selvagem, por isso sentia necessidade de dominar a natureza. Através destas necessidades surgem invenções como o desenho e o teatro na sua forma mais primitiva. O teatro primitivo era uma espécie de danças dramáticas colectivas que abordavam as questões do seu dia a dia, uma espécie de ritual de celebração, agradecimento ou perda. Estas pequenas evoluções deram-se com o passar de vários anos. Com o tempo o homem passou a realizar rituais sagrados na tentativa de apaziguar os efeitos da natureza, harmonizando-se com ela. Os mitos começaram a evoluir, surgem danças miméticas (compostas por mímica e música).
  3. 3. • Na Grécia sim, surge o teatro. Surge o “ditirambo”, um tipo de procissão informal que servia para homenagear o Deus Dioniso (Deus do Vinho). Mais tarde o “ditirambo” evoluiu. No início fazia-se teatro nas ruas, depois tornou-se necessário um lugar. E assim surgiram os primeiros teatros.• Os festivais dedicados à tragédia ocorriam em teatros de pedra e ao ar livre. Era nestes locais que se escolhiam os melhores atores. As apresentações destes festivais duravam vários dias. A plateia acompanhava as peças o dia todo. No palco, os actores usavam sapatos de sola alta, roupas almofadadas, máscaras feitas de panos pintados e eram decorados com perucas. Só os homens eram atores.
  4. 4. Os dois géneros básicos do drama teatral foram a tragédia e a comédia.Tragédia (tratava de assuntos sérios)A tragédia apresentava como principais características o terror e a piedade que despertava nopúblico.Diferentemente do drama, na tragédia , o herói sofre sem culpa. Ele teve o destino traçado e seusofrimento é irrefutável. Por exemplo, Édipo nasce com o destino de matar o pai, Laio, e secasar com a mãe. É um dos exemplos de histórias da mitologia grega que serviram de basepara o teatro.Dentre os principais autores e obras podem ser mencionados: Ésquilo (525 - 456 a.C.),;Sófocles (495 - 405 a.C.), que se destaca com as peças Édipo Rei; Eurípedes (480 - 406a.C.), etc.Comédia (tratava de assuntos cómicos)A comédia foi um gênero mais voltado para o quotidiano, para os costumes, que são tratadossobre tudo como objeto de crítica e sátira.A tragédia contava a história de deuses e heróis. A comédia falava de homens comuns.
  5. 5. Édipo é filho de Laios, rei de Tebas que foi amaldiçoado de forma que seu primeiro filho tornar-se-ia seu assassino edesposaria a própria mãe. Tentando escapar da ira dos deuses, Laios manda matar Édipo logo de seu nascimento. Noentanto, a vontade do destino foi mais forte e Édipo sobreviveu, salvo por um pastor que o entregou a Políbio, rei deCorinto. Já adulto Édipo descobre sobre a maldição que lhe foi atribuída e para que ela não fosse cumprida, foge de Corinto paraTebas, sem saber que lá sim é que seus pais verdadeiros o esperavam. No meio da viagem, encontra um bando de mercadores e seu amo (Laios), sem saber que seu destino estava já seconcretizando, mata a todos. Assim que chega a Tebas, Édipo livra a cidade da horrenda esfinge e de seus enigmas, recebendo a recompensa: éeleito rei e premiado com a mão da recém-viúva rainha Jocasta (viúva de Laios). Anos se passam e Édipo reina como um verdadeiro soberano e tem vários filhos com Jocasta, mas a cidade passa pormomentos difíceis e a população pede ajuda ao rei. Após uma consulta ao oráculo de Delfos, que responde pelo deus Apolo, os tebanos são alertados sobre alguém queprovoca a ira dos deuses: o assassino de Laios, que ainda vive na cidade. Édipo então decide livrar seu reino desse mal e descobrir quem é o assassino, desferindo uma tremenda maldição:«Proíbo que qualquer filho da terra onde me assistem o comando e o trono dê guarida ou conversa ao assassino, seja elequem for; que o aceite nos cultos e no lar, que divida com ele a água lustral! Eu ordeno, ao contrário, que o enxotem desuas casas, todos, por ser aquilo que nos torna impuros, conforme acaba de nos revelar, por seu oráculo, a fala do deus!(…) E ainda mais: rogo aos céus, solenemente, que o assassino, seja ele quem for, sozinho em sua culpa ou tenhacúmplices, tenha uma vida almadiçoada e má, pela sua maldade, até o fim de seus dias. Quanto a mim, se estiver ocriminoso em minha casa, privando comigo, eu espero que sofra as mesmas penas que dei para os demais.» Ele só não esperava que essa maldição iria sobrecair sobre ele próprio, assim que no mesmo dia descobrisse averdade, através do pastor que o encontrara ainda quando bebé, pendurado em um bosque pelos tornozelos. Jocasta suicída-se assim que descobre, e Édipo se cega, perfurando os próprios olhos e exilando-se.
  6. 6. Na época do Império Romano, o teatro entrou em declínio, porque osromanos preferiam o circo e, no início da Idade Média, em 476, o teatroquase desapareceu, porque a Igreja Católica considerava-o um pecado.Apesar de ter sido totalmente baseado nos moldes gregos, o teatroromano criou suas próprias inovações, com a pantomima (peça teatralem que os atores se exprimem apenas por gestos), em que só um actorrepresentava todos os papéis, com a utilização de máscara para cadapersonagem interpretado, sendo o actor acompanhado por músicos epor coro.Dramaturgos romanos mais conhecidos: Séneca, Plauto e Terêncio.
  7. 7. Na era medieval, dois lugares exerceram destacada função na vida do povo: as igrejas e as praças. O teatroexistia nesses dois locais. No primeiro, representavam-se peças religiosas, versando sobre temassagrados, extraídos da Bíblia ou de lendas piedosas.Mas o teatro viu o seu público aumentar quando saiu dos templos e passou a ser apresentado nas praças;embora as peças tivessem sempre uma atmosfera religiosa, o tema era um pouco mais livre; chamavam-sepeças "profanas".Os espetáculos teatrais na Idade Média eram caracterizados por fortes elementos de caráter religioso. Otema central das apresentações eram as cenas de Natal, da Paixão, da Ressureição de Cristo e da vida dosSantos. Com o passar do tempo, o público teatral aumentou e as encenações exigiram que asrepresentações fossem feitas em locais maiores, passando então a ser utilizado o adro (na frente) dasigrejas ou um palco era construído para essa finalidade.Outros gêneros do teatro profano foram a sotie ou farsa(tipo de teatro sobretudo cómico e de critica, quefazia rir) e a moralidade. A sotie era uma sátira onde todos os personagens diziam a verdade porqueestavam loucos, enquanto que a moralidade era uma apresentação de cunho moralista, onde ospersonagens simbolizavam o bem e o mal e nessa alegoria o bem sempre prevalecia.
  8. 8. Teatro em PortugalAntes de Gil Vicente houve teatro?Esta é a primeira pergunta que surge naturalmente no nosso espírito ao iniciarmos oestudo sobre Gil Vicente.Durante a idade Média e antes do Plauto português houve representações figurativasde carácter religioso e profano - os jograis e as jogralesas com os seus recitativos edanças teriam sido os nossos primeiros actores - mas não houve teatro.O Teatro em Portugal teve um desenvolvimento significativo com Gil Vicente, sendo oprimeiro autor a utilizar o género dramático.Paralelamente ao teatro vicentino desenvolve-se o de inspiração renascentista. É ocaso de António Ferreira (1528-1569), autor da tragédia Castro que se fundamentanum episódio da história nacional. Também Sá de Miranda e Luís de Camõestentaram o teatro. Do primeiro salienta-se a 1.ª comédia portuguesa emprosa, intitulada Estrangeiros. Do segundo, o Auto de El-Rei Seleuco.
  9. 9. Sec. XIXAlmeida Garrett(Porto, 1799 – Lisboa, 1854) Foi um proeminente escritor edramaturgo romântico, que fundou o Conservatório Geral deArte Dramática, edificou o Teatro Nacional D. Maria II emLisboa e organizou a Inspecção-Geral dosTeatros, revolucionando por completo a política culturalportuguesa a partir de 1836, no rescaldo das Guerras Liberais.Frei Luís de Sousa é a sua obra maior.
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