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ENERGIA ELÉTRICA: Saiba como minimizar esse importante custo da fazenda leiteira

ENERGIA ELÉTRICA: Saiba como minimizar esse importante custo da fazenda leiteira

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  • 1. Leite REVISTA Integral Revista Técnica da Bovinocultura de Leite - Número 25 - Ano 5 | Fevereiro/Março 2010 FIQUE POR DENTRO A pecuária leiteira e as redes sociais NUTRIÇÃO Fontes de fósforo para uso na alimentação animal ENERGIA ELÉTRICA Saiba como minimizar esse importante custo da fazenda leiteira
  • 2. NFT Alliance Programação de eventos Novo conceito estratégico Nova linha de mundial produtos Programa de controle de micotoxinas O amanhã Palestras on-line está nascendo. www.nutron.com.br Revista on-line E-books Para comemorar seus 15 anos de história, a Nutron está passando por um alinhamento estratégico mundial de marca e lançando seu novo site, que vai oferecer a você informações e ferramentas com tecnologia de alta performance. Você está convidado a participar desta evolução que está começando e que vai ajudar a moldar a nutrição do amanhã. Acesse: www.nutron.com.br
  • 3. Compromisso com a qualidade da informação Acredito, sinceramente, que a informação sas que estão se benefici- editorial deveria ser tratada e consumida, tal qual os ando, e muito, com essas itens mais básicos para a sobrevivência huma- ferramentas. na. Faço aqui uma comparação com as nossas Nessa edição apresenta- escolhas diárias, de alimentos, por exemplo, mos, ainda, vários outros assuntos e com as prescrições médicas de medicamen- de grande interesse para o dia-a-dia de téc- tos para restabelecer a nossa saúde. Qualquer nicos e produtores. Exemplo disso é o artigo falha nessas “escolhas” pode representar, do Dr. Eduardo Carvalhaes Nobre, da Eficiên- em curto ou longo prazo, riscos potenciais cia Máxima Consultoria, que traz dicas valio- à nossa sobrevivência. Assim também fun- sas de como economizar energia elétrica em ciona a informação. Se idéias equivocadas e fazendas leiteiras. amplamente refutadas pelas pesquisas são Na sessão Nutrição, apresentamos um ar- lançadas, sem um respaldo técnico, corre-se tigo sobre a etiologia do baixo pH ruminal e o risco de gerar sérios prejuízos econômicos possíveis medidas para reduzir a incidência de para uma determinada atividade. Nesse con- acidose ruminal subaguda (ASAR). A segunda texto, convidamos o Dr. Marcos Baruselli, ge- parte do artigo sobre mastite em novilhas rente de assuntos regulatórios da Tortuga, enfoca os impactos econômicos e as formas para esclarecer alguns pontos acerca da uti- de controle e prevenção, visando minimizar lização de fontes de fósforo na alimentação impactos na vida produtiva futura desses ani- animal. Como ele diz, com muita proprie- mais. Na sessão Mercado de Trabalho apre- dade, trata-se de um assunto técnico, e que sentamos dicas para ajudar aqueles que são deve ser abordado como tal. tímidos, mas que querem ou precisam falar Essa edição traz um assunto inovador e em público. Não deixe de ler! polêmico para a pecuária leiteira – as redes Além desses, muitos outros assuntos de sociais. Para aqueles que pensam que elas são extrema relevância são apresentados nessa passa-tempo de quem não tem o que fazer, edição. Esperamos que gostem e desejamos a apresentamos exemplos de pessoas e empre- todos uma ótima leitura! Flávia Fontes Editora Chefe expediente Editora Chefe Flávia Adriana Pereira Vieira Fontes Álan Maia Borges - UFMG Ana Luíza da Costa Cruz Borges - UFMG Diagramação Alessandra Alves SIGA-NOS DSc. Ciência Animal - CRMV-MG 5741 Angela Maria Quintão Lana - UFMG Antônio Último de Carvalho - UFMG Assinatura Anual (11 edições) Editora Técnica Elias Jorge Facury Filho - UFMG Brasil - R$ 95,00 Nadja Gomes Alves José Luiz Moraes- UNESP/Botucatu www.revistaleiteintegral.com.br Profa. Adjunta do Departamento de Zootecnia, Marcos Neves Pereira - UFLA Universidade Federal de Lavras Mônica M. O. Pinho Cerqueira - UFMG Norberto Mário Rodriguez - UFMG twitter.com/LEITE_INTEGRAL Jornalista Responsável Ronaldo Braga Reis - UFMG Alessandra Alves - MTB 14.298/MG Capa As idéias contidas nos artigos assinados não Consultoria Técnica Fazenda Leite Verde expressam, necessariamente, a opinião da revista Adriana de Souza Coutinho - UFLA (Jaborandi e Cocos/BA) e são de inteira responsabilidade de seus autores. milkpoint.com.br/mypoint/ revistaleiteintegral Administração / Redação Av. Getúlio Vargas, 874 - sala 607 | Funcionários 30112-020 | Belo Horizonte/MG Horário de atendimento: 9h às 17h30 Telefax: (31) 3281-5862
  • 4. 06 reprodução destaque 42 08 informes publicitários nutrição 50 resolva, se puder mercado de trabalho 16 52 manejo 20 você sabia? 54 sanidade 28 fique por dentro 56 aconteceu mercado 36 62 índice
  • 5. Destaque Destaque DR. THOMAS OVERTON Professor Associado de Ciência Animal da Universidade de Cornell, Ithaca NY Diretor-Associado PRÓ-DAIRY O Dr. Thomas Overton é uma das maiores autori- dades mundiais em sólidos do leite. Convidado pela Nutron e Novus, ele participou de um Seminário Inter- nacional em Poços de Caldas/MG (veja matéria nesta edição). Veja abaixo os principais conceitos apresenta- dos e discutidos nas suas apresentações: Pontos-Chave para se obter maior produtividade 1) Controle da ingestão de macro-minerais e teor de sólidos no leite: 2) Controle da ingestão de energia 3) Assegurar que as dietas sejam formuladas • Adequado manejo, principalmente nutri- para máximo consumo, por meio do manejo de cional, durante o período de transição fornecimento da alimentação e da minimização da • Fornecimento de forragens de excelente seleção no cocho qualidade • No manejo geral o ponto mais importante • Utilização de modelos para balancear as seria minimizar o estresse e evitar variações na in- exigências de nutrientes, visando à maximização gestão de matéria seca dos sólidos do leite • Implementação de adequado manejo de Recomendações para consumo de energia no fornecimento da dieta período seco: Principais fatores de manejo a serem trabalha- • Até 3 semanas pré-parto: 15-17 Mcal de dos durante o período de transição: NEL (energia líquida para lactação) por dia (aproxi- madamente 1,30 Mcal/Kg de NEL) • No manejo nutricional merecem destaque: • De 3 semanas pré-parto até o parto: 16-18 6
  • 6. Revista Leite Integral - Fevereiro/Março 2010 Mcal de NEL por dia (aproximada- • O fornecimento de di- dem representar aumento na in- mente 1,40 Mcal/Kg de NEL) etas com mais de 15% de PB não cidência de retenção de placenta • Variar a densidade ener- traz vantagens e pode ser até e cetose, e redução na produção gética da dieta de acordo com o prejudicial de leite. consumo de matéria seca: • Fornecimento de Lisina: • Dosagem de BHB (beta- - Se o consumo estiver baixo, 6,4 a 6,8% da PM hidroxibutirato), que indica o aumentar a densidade energética • Fornecimento de Metio- nível de corpos cetônicos no - Se o consumo estiver alto, nina: 2,2 a 2,3% da PM sangue. Deve ser menor que 10- reduzir a densidade energética 12 mg/dL. Valores superiores a • A única forma de mini- Aspectos relacionados ao am- esses, em mais de 15% das vacas, mizar variações entre vacas, no biente que têm maior impacto indicam necessidade de revisão consumo de alimentos, causadas no sucesso do período de tran- no manejo da transição, pois po- por problemas no manejo ou nas sição: dem representar aumento na in- instalações, é assegurar que to- cidência de retenção de placenta das as vacas do grupo estejam • Evitar a superlotação e cetose, e redução na produção “completamente alimentadas”, • Separar novilhas e vacas de leite. ou seja, atinjam seu consumo • Evitar as constantes mu- • Variações na produção máximo de matéria seca danças de lotes diária de leite no início da lacta- • Minimizar o estresse ção Recomendações para consumo calórico de proteína e aminoácidos no • Promover conforto e hi- Principais estratégias nutricio- período seco: giene do ambiente nais para maximizar o desem- penho de vacas em lactação: • A recomendação do NRC Como monitorar a adequação (2001) de aproximadamente do manejo de vacas de tran- • Otimizar o uso de forra- 900g/dia de proteína metabo- sição: gens lizável (PM) não inclui as exigên- • Balancear adequada- cias para a mamogênese • Dosagem de NEFA (ácidos mente os carboidratos: • A inclusão das exigências graxos não-esterificados), que -Efetividade da FDN para mamogênese aumenta para são os principais sinalizadores -Digestibilidade da FDN aproximadamente 1100g/dia o do balanço energético negativo. -Amidos e açúcares consumo recomendado de PM (se Deve ser menor que 0.3 mEq/L no • Balancear adequada- a formulação em termos de car- pré-parto e de 0.6 - 0.7 mEq/L no mente os teores de proteína me- boidratos estiver adequada, esta pós-parto. Valores superiores a tabolizável (PM) exigência pode ser suprida por esses, em mais de 15% das vacas, • Balancear adequada- uma dieta contendo 13 a 15% de indicam necessidade de revisão mente os aminoácidos. • proteína bruta-PB) no manejo da transição, pois po- 7
  • 7. Nutrição FONTES DE FÓSFORO PARA USO NA ALIMENTAÇÃO ANIMAL: UMA QUESTÃO TÉCNICA, E NÃO POLÍTICA Marcos Baruselli Gerente de Assuntos Regulatórios da Tortuga Nós, latino-americanos, talvez por influência comportamento peculiar. dos nossos colonizadores, temos a tendência de Volta e meia assistimos ao lançamento de “novas buscar soluções para problemas técnicos por meio opções” de fósforo para uso na alimentação animal de caminhos exclusivamente políticos. A questão como se fossem a “salvação da lavoura”, ou como referente às fontes de fósforo para uso na alimenta- se fossem a última novidade em tecnologia voltada ção animal é apenas mais um exemplo desse nosso para o campo. 8
  • 8. Revista Leite Integral - Fevereiro/Março 2010 Essas “novas opções” normal- se elas são tecnicamente viáveis do sal”. mente estão acompanhadas por ou não e, nesta hora, devemos um pacote de soluções mirabo- refletir com total imparcialidade, 2. Nível de biodisponibilidade lantes que incluem, por exemplo, focados apenas em aspectos téc- do fósforo na fonte: argumentos como “a salvação do nicos, e não políticos. pequeno produtor”, “a luta pelo Os aspectos a serem consi- Quanto mais biodiponível o barateamento do sal mineral”, derados na hora da escolha da fósforo contido na fonte, maior o ou então “a solução definitiva fonte de fósforo para uso na ali- aproveitamento deste por parte para o problema da deficiência mentação animal são, resumida- do organismo do animal, sendo de fósforo dos nossos rebanhos”. mente, os seguintes: o contrário também verdadeiro. Para os menos avisados e Formular suplementos minerais desprovidos de conhecimento 1. Custo de fósforo biologica- com fontes de fósforo de baixo técnico, tais argumentos podem mente ativo na fonte: nível de biodisponibilidade não agir como premissas para liberar representa uma correta suple- e propagar a utilização de fontes Em uma análise técnica crite- mentação mineral, em função da de fósforo não tradicionais em riosa, faz-se necessário conside- baixa taxa de absorção e reten- nossa pecuária, como fosfato de rar não apenas o preço por kg da ção do fósforo presente nestas rocha, o superfosfato triplo, en- fonte de fósforo ou do suplemen- fontes. É preciso deixar claro que tre outros fosfatos agrícolas. Por to mineral, mas também o valor suplementos minerais formulados oportuno, informamos ao leitor biológico do fósforo contido na com fontes de fósforo de baixa que o fosfato de rocha nada mais fonte, isto é, o quanto de fósforo biodisponibilidade expõem os é do que a rocha fosfática bruta, será efetivamente disponibiliza- animais às deficiências minerais, meramente moída e ensacada do para o animal. Este é um as- com consequentes quedas na e que, portanto, não sofreu ne- pecto muito importante, e revela produtividade. nhum tipo de tratamento químico o clássico exemplo do barato que com o objetivo de purificá-la e/ sai caro. Ou seja, no momento de 3. Nível de flúor na fonte: ou de torná-la mais biodiponível formular um suplemento mineral, aos animais. aquele que analisar meramente o Elevados teores de flúor na Na verdade, as fontes não preço da fonte de fósforo, sem fonte de fósforo podem ocasionar tradicionais de fósforo para uso levar em conta o valor biológico intoxicação, denominada de fluo- na alimentação animal, e que ativo deste macroelemento con- rose, que traz uma série de con- voltaram a ser chamadas de “no- tido nesta fonte, estará come- sequencias negativas sobre a bio- vas fontes”, não são tão novas as- tendo um erro técnico primário química do organismo animal. Os sim, pois este tema já vem sendo que poderá comprometer a cor- efeitos negativos da fluorose são discutido no Brasil há pelo menos reta suplementação mineral, irreversíveis, o que desperta uma quatro décadas. O que precisa- simplesmente com base na alega- grande preocupação na produção mos verdadeiramente saber é ção unilateral de “barateamento animal, em especial na bovino- 9
  • 9. Nutrição cultura, pelo fato de os bovinos aspecto prático da suplementa- Dentro desse contexto, a serem os animais domésticos de ção mineral. Na bovinocultura, fonte de fósforo mundialmente maior sensibilidade à toxicidade em especial a de corte, os suple- reconhecida como sendo de alto do flúor. Entre os sintomas de mentos minerais são fornecidos valor biológico e livre de im- intoxicação por flúor incluem-se ad libitum, isto é, são fornecidos purezas continua sendo o fosfato anomalias dentárias (manchas, à vontade aos animais, por meio bicálcico. Seu uso na alimenta- desgaste acelerado, destruição de cochos estrategicamente posi- ção animal é capaz de proporcio- do esmalte dos dentes, quebra e cionados nas pastagens. Neste nar uma relação custo/benefício queda dos dentes), manqueiras, caso, o uso de fontes de fósforo positiva, gerando lucros para o calos ósseos nas arcadas costais, não palatáveis e/ou que empe- produtor rural em função, basica- fraturas e diminuição do consumo dram, e inviabilizam o consumo mente, do aumento da produção de alimentos. Portanto, deve-se do suplemento por parte dos ani- animal e do estado de saúde dos analisar com muito critério téc- mais, deve ser evitado para não rebanhos. nico o nível de flúor contido na comprometer a suplementação Um artigo publicado na Folha fonte de fósforo. A AAFCO – As- mineral de qualidade e a produ- de São Paulo em 1999, assinado sociation of American Officials tividade animal. pelo professor Felix Ribeiro, da Publication, 2004 estabelece que A presença de certos metais USP de Pirassununga, com o título todas as fontes de fósforo para a indesejáveis nas fontes alternati- “o melhor fosfato para o gado”, alimentação animal devem con- vas de fósforo também deve ser já ressaltava, naquela época, que ter no máximo 1% de flúor em avaliada com muito critério para o fosfato bicálcico é o suplemen- relação ao teor de fósforo, o que não prejudicar, nem o desem- to alimentar de fósforo mais no- equivale a uma relação fósforo/ penho, nem a saúde animal. Nas bre e mais amplamente usado no flúor de no mínimo 100/1. Tra- análises técnicas mencionadas mundo para fornecer aos animais balhos de pesquisa realizados na acima, citamos apenas o caso do teores de fósforo de alta quali- USP – Universidade de São Paulo, flúor, mas outros metais indese- dade. Também ressaltava que, e também na UEL – Universidade jáveis, como cádmio e vanádio, embora seja grande a tentação Estadual de Londrina, demons- chumbo e arsênio também devem de uso das fontes alternativas, tram que fosfatos de rocha po- ter seu uso evitado na alimen- como os fosfatos de rocha e os dem apresentar relação fósforo/ tação animal. O uso das fontes fosfatos agrícolas, o uso destes flúor menor que 8/1, o que põe alternativas de fósforo pode ser deve ser restrito às plantas em em risco à saúde dos animais. uma via de contaminação de me- função dos seus altos níveis de tais pesados, como demonstram impureza e da sua menor biodis- 4. Palatabilidade da fonte para estudos realizados na UEL em ponibilidade. • os animais: 2003, que observaram níveis e- levados de vanádio e cádmio em A questão da palatabilidade amostras de fosfato de rocha e está diretamente relacionada ao superfosfato triplo. 10
  • 10. Revista Leite Integral - Fevereiro/Março 2010
  • 11. Nutrição ETIOLOGIA DO BAIXO PH RUMINAL E POSSÍVEIS MEDIDAS PARA REDUZIR A INCIDÊNCIA DE ACIDOSE RUMINAL SUBAGUDA (ASAR) PARTE I Alex Bach ICREA (Institució Catalana de Recerca i Estudis Avançats), Barcelona, Espanha Unitat de Remugants, IRTA (Institut de Recerca i Tecnologia Agroalimentàries), Caldes de Montbui, Espanha O adequado funcionamento do rúmen é essen- muito comum nos sistemas intensivos ou semi-in- cial para assegurar a saúde e a produtividade das tensivos de produção de leite e de acometer gru- vacas leiteiras. A acidose subaguda (ASAR) é uma pos de animais, a ASAR, normalmente, passa des- desordem da fermentação, caracterizada por lon- percebida pelos produtores. Neste artigo, serão gos períodos de baixo pH no rúmen. Apesar de ser identificadas as causas mais comuns de ASAR. 12
  • 12. Revista Leite Integral - Fevereiro/Março 2010 Introdução 15 fazendas em Wisconsin (EUA) sendo que os diferentes tipos de revelaram a presença de acidose ácidos diferem em sua habilidade O rúmen contém uma popu- ruminal em 19% e 26% de vacas de reduzir o pH. Por exemplo, lação de bactérias, fungos e pro- no início e no meio da lactação, dentre os AGV, o acetato é mais tozoários que pode fermentar respectivamente. Outro estudo, potente do que o propionato e o alimentos de valor nutritivo re- na mesma região, revelou uma butirato. Entretanto, estas dife- lativamente baixo, suprindo o a- incidência de acidose em 20,1% renças tornam-se relativamente nimal com os produtos finais des- das vacas no início e no pico de pequenas quando consideramos a sa fermentação. O produto final lactação. altíssima capacidade acidogênica mais importante da fermentação do ácido láctico. A implicação microbiana são os ácidos graxos destas diferenças é que, quando voláteis (AGV), que podem re- Etiologia da acidose ruminal a fermentação ruminal produz presentar uma proporção signifi- muito ácido láctico, as probabi- cativa das exigências de energia Devido à maior densidade lidades de reduzir o pH do rúmen da vaca, dependendo do nível de nutricional, em relação às forra- são muito maiores do que quando produção de leite. Além disso, a gens, a quantidade de leite pro- os produtos finais da fermentação digestão dos microrganismos ru- duzida, por unidade de massa di- são principalmente AGV. minais no intestino delgado provê etética, é maior com a utilização O rúmen, no entanto, pode uma valiosa fonte de proteína de concentrados. compensar a redução do pH, au- para os ruminantes. Entretanto, na medida em mentando a absorção de ácidos A acidose ruminal subaguda que fornecem mais energia ao orgânicos. À medida que o pH (ASAR) é o resultado da produção animal, os concentrados igual- ruminal diminui, a absorção de excessiva de AGV, que excede a mente fornecem mais substra- AGV aumenta, pois os mesmos capacidade da parede ruminal tos para a fermentação ruminal. se tornam mais indissociáveis. para absorvê-los, e caracteriza- Conseqüentemente, na tentativa Entretanto, a proporção de se por longos períodos de pH de suprir energia suficiente às va- ácido láctico indissociável, em baixo (entre 5,2 e 5,6) no rúmen. cas de alta produção, a propor- qualquer valor de pH ruminal, Em adição aos distúrbios de ção dos concentrados na dieta é será mais baixa que aquela dos saúde, a acidose ruminal pode freqüentemente aumentada em AGV. Assim, mesmo com a ab- causar redução na digestão da detrimento da fibra proveniente sorção aumentada, se a fermen- fibra e da proteína, acarretando da forragem. Este tipo de dieta, tação ruminal produzir excesso queda no consumo de alimentos rapidamente fermentável no rú- de ácido láctico, a ASAR poderá e alterações na composição do men e com baixo índice de fibra, ocorrer. leite. é considerado potencialmente Como ocorre em muitos pro- Períodos de baixo pH rumi- acidogênico. cessos biológicos, a ASAR não é nal são comuns em vacas lei- A causa principal de ASAR é somente uma conseqüência de teiras. Um estudo conduzido em o acúmulo de ácidos no rúmen, um desequilíbrio na proporção 13
  • 13. Nutrição dos tipos de ácidos produzidos minui, algumas bactérias sen- consumo levaria a uma recupe- durante a fermentação, mas da síveis sofrem um rompimento ração progressiva do ambiente combinação dos efeitos do tipo e expõem seus conteúdos no ruminal, com retorno do pH aos e da quantidade total de ácidos fluído ruminal. Esse conteúdo, valores normais, redução da os- produzidos no rúmen. Quando o em combinação com o acúmulo molaridade e da inflamação e, consumo diário total de carboi- de produtos finais da fermenta- posteriormente, recuperação do dratos não fibrosos (CNF) é con- ção (responsáveis pela diminu- apetite. Entretanto, a diminuição siderado (figura 1), as diferenças ição do pH no rúmen), causam na biodiversidade microbiana no no pH podem facilmente ser ex- um aumento da osmolaridade do rúmen, associada com a morte plicadas, mostrando que a causa fluido ruminal, com conseqüente de diversas espécies de microrga- principal de ASAR é o consumo redução do apetite. Além disso, nismos, aumenta a instabilidade total de CNF que apresentam o baixo pH pode propiciar o sur- da flora ruminal, e assim, o rú- altas taxas de fermentação, con- gimento de lesões no epitélio do men torna-se mais susceptível a duzindo a um acúmulo de ácidos rúmen, induzindo uma resposta distúrbios ou a novos episódios de no rúmen. inflamatória local que pode igual- acidose, em caso de alterações mente afetar o apetite. súbitas na dieta. Conseqüências da acidose rumi- Com a redução no consumo Em relação aos microrganis- nal de alimentos, menos energia es- mos do rúmen, os protozoários tará disponível para a produção ciliados são mais sensíveis do que A acidose ruminal está, geral- de leite, podendo ainda ocorrer as bactérias à redução no pH. Es- mente, associada com a redução alterações nos teores de proteína tes microrganismos são capazes no consumo de alimentos. e gordura. de reduzir a taxa e a extensão da Quando o pH do rúmen di- Teoricamente, a redução do fermentação do amido no rúmen, Figura 1. Relação entre o pH médio do rúmen e o consumo de CNF (expressados como porcentagem do PC ou kg/d) medido no gado de corte (quadrados) e leiteiro (círculos) consumindo diferentes rações. 14
  • 14. Revista Leite Integral - Fevereiro/Março 2010 uma vez que consomem açúcares, excede a capacidade de proces- nas papilas do rúmen, afetando a reduzindo a disponibilidade para samento pelas bactérias e o pH absorção dos AGV. Períodos pro- as bactérias produtoras de ácido do rúmen começa a cair. Com a longados de baixo pH podem re- lático. queda do pH, as bactérias que sultar na formação de ulcerações Algumas bactérias, como a degradam as fibras (celulolíti- e de tecido cicatricial, prejudi- Megasphera elsdenii e a Sele- cas), assim como os protozoários cando ainda mais a absorção de nomonas ruminatium, podem ciliados, são fortemente inibidas AGV. processar o ácido lático produ- e a população de lactobacilos A ocorrência de abscessos no zido, evitando quedas muito (produtores de ácido lático) au- fígado, o aumento na incidência acentuadas no pH ruminal. menta. Com isso, o pH cai ainda de mastite ambiental e de pro- Porém, quando ocorre um for- mais e ocorre uma redução na blemas de casco, e a baixa necimento excessivo de grãos na fermentação da fibra. eficiência do sistema imune tam- dieta (ricos em CNF), a taxa na A queda do pH pode também bém têm sido associados aos qual o ácido lático é produzido ser responsável por alterações quadros de ASAR. • Na próxima edição apresentaremos as formas de controle da ASAR. Rúmen com aspecto normal Rúmen com lesões causadas pela acidose 13
  • 15. Mercado de Trabalho FALAR EM PÚBLICO Dicas para pessoas tímidas que querem ou precisam falar em público Marcelo Pereira de Carvalho Diretor Executivo da AgriPoint Não sou daqueles palestrantes que têm o dom da comunicação. Pelo contrário: minha timidez praticamente me impedia de falar ao público. Há uns 8-9 anos (ou seja, eu já era bem crescido), tive que pedir emprestado um lenço ao participar de um programa de TV ao vivo, de tanto que suava. Eu simplesmente travava. Porém, com o tempo, pela necessidade ou desafio, não sei, fui controlando o processo, a ponto de hoje ser bem razoável. Apresento entre 20 e 30 palestras por ano, sendo que, no último ano , três delas foram no exterior, em outra língua. Outro dia estava pensando o que havia mudado para que passasse de um desastre total para alguém que dá conta do recado e, nessas divagações, pensei que talvez pudesse dar umas dicas que funcionaram para mim e que talvez funcionem para pessoas como eu que não são comunicadores natos. Vamos lá então: 1. Domine o assunto: não aceite falar sobre preparando. Dentro disso, nunca inclua slides com aquilo que você não sabe. Ou você fará feio, ou tópicos feitos por terceiros, porque cada um tem acabará por ignorar o tema e falar sobre o que sabe seu estilo de raciocinar. É comum, no meio da pa- (o que implica em fazer feio de qualquer forma). lestra, você parar para pensar: mas o que mesmo Dentro do seu tema, evite incluir itens sobre os ele queria dizer com isso? Não pode. quais você não tem muito conhecimento. Conhe- 3. Encontre seu estilo: se você não é daqueles cendo o tema, a auto-confiança melhora e a chance que fazem piadas e todo mundo ri, não tente fazer da palestra ser boa é bem maior. piadas. Você provavelmente se sairá melhor dentro 2. Conheça a seqüência de slides: se você es- do seu estilo do que tentando imitar um suposto tiver usando o Powerpoint, precisa conhecer bem a padrão que simplesmente não é o seu jeito. seqüência de slides de forma a criar uma transição 4. Não corra: é fundamental saber a duração lógica entre eles, um encadeamento que seja com- da apresentação e se nesse tempo eventuais per- preensível para a platéia. Não economize tempo se guntas já estarão incluídas. Como você sabe a du- 16
  • 16. Revista Leite Integral - Dezembro/Janeiro - 2009/2010 17
  • 17. Mercado de Trabalho ração da palestra e conhece seu claro que cabe, mas metade do as pessoas falarem como se não ritmo, não coloque slides a mais tempo, não dá). houvesse ninguém na sala. É pre- do que conseguirá abordar. A pior 8. Conheça o evento, os ciso criar a conexão, olhando as coisa é ter que correr ou ficar pu- parceiros, as empresas: são mui- expressões, vendo se tem gente lando slides por falta de tempo. to comuns gafes do tipo falar mal dormindo, percebendo se o nível Isso demonstra amadorismo e de um patrocinador do evento, de impaciência aumentou. Acho despreparo. Se você não conhece ou até do cliente (sim, isso e- que hoje, de certa forma, con- seu ritmo ou o tempo que cada xiste!), sem perceber na hora. sigo imaginar se as coisas estão quadro irá gastar, simule antes. Ok, se você quiser falar mal, vá indo bem ou não. Nem sempre 5. Use slides sem excesso em frente, mas se não é sua in- você acerta, nem sempre cria de informação: slide não é livro; tenção se indispor, vale a pena uma química com a platéia. Mas, o ideal é ter apenas tópicos e o dar uma pesquisada. Às vezes cabe a você tentar sentir isso em restante, você fala. Se você ti- você consegue passar o recado tempo para procurar corrigir. ver que ler todos os slides, não de uma outra forma e evita saias- 12. Esteja descansado: nem precisa da palestra, é só enviar o justas. sempre isso é possível, mas mui- PDF. Palestra boa é aquela que só 9. Tenha seu material atu- tas vezes o cansaço pode ser com o PDF a pessoa não entende alizado: se você fala de temas minimizado. Hoje, eu não faço muita coisa. Isso vale para grá- dinâmicos (como tendências de mais coisas como chegar às 03:00 ficos e tabelas: não inclua dados mercado), não dá para utilizar da manhã no aeroporto, ou diri- que não serão discutidos na hora. dados defasados. Quando alguém gir 6 horas até chegar ao local da 6. Conheça a platéia: cada coloca um gráfico cujo último palestra. Chego de véspera, com público tem conhecimentos e in- dado, digamos, é de 2006, causa calma. Com meu notebook, tele- teresses distintos. Não use o mes- uma tremenda má impressão. fone e internet, tanto faz onde mo conteúdo e a mesma forma Dependendo da situação, um mês estou. independentemente da platéia. ou até uma semana já é consi- 13. Mantenha exigência e- 7. Evite ao máximo mudan- derado defasado. levada em relação ao mate- ças de última hora: Certa vez, 10. Cuidado com o português rial que preparou e ao formato minutos antes de entrar para e a formatação: evite ao máximo da apresentação: se você for dar uma palestra de 1 hora, me os erros de português, letras exigente e gostar do que apre- foi avisado que eu teria apenas muito pequenas e cores que não senta, provavelmente o cliente 30 minutos por causa de atrasos permitem boa leitura. A apresen- e ouvintes também gostarão. na programação. Se você tem tação não é só conteúdo. A forma Seja crítico quando as coisas não alta capacidade de improvisa- importa bastante e pode jogar forem tão bem, mas não desa- ção, pode até achar razoável a por terra um bom conteúdo. nime. Comemore quando seu mudança. No meu caso, ou é o 11. Tente se ver do outro desempenho for bom e receber tempo previsto (e cabe a você lado: hoje, eu procuro, à medida elogios. Seja melhor da próxima também respeitar esse tempo), que falo, imaginar como a platéia vez. • ou nada feito (um ou outro ajuste está acompanhando. É comum 18
  • 18. Revista Leite Integral - Fevereiro/Março 2010
  • 19. Manejo Como economizar energia elétrica em fazendas leiteiras Parte I 20
  • 20. Revista Leite Integral - Fevereiro/Março 2010 Eduardo Carvalhaes Nobre Engº Eletricista Eficiência Máxima Consultoria Soluções para Redução de Custos Em tempos nos quais a sustentabilidade tornou-se uma necessidade em todos os setores produtivos, a gestão da energia elétrica assume importância primordial. Comparati- vamente a algumas outras atividades da agropecuária, a bovinocultura de leite exige grandes quantidades de energia elétrica em suas operações. Aprenda nesse artigo como ler o medidor de energia, como calcular o consumo exibido na fatura e o de cada equi- pamento individualmente, e como evitar os desperdícios. Introdução mesmo tinha controle de tudo e de todos”. Era mais uma pessoa relutante a novos métodos de gestão, Durante vários anos tive a oportunidade de mi- e que não admitia que em qualquer setor da ativi- nistrar treinamentos sobre esse tema a centenas de dade produtiva existe desperdício. Na hora, sem ter profissionais de diversos ramos de atividade. Em to- argumentos mais convincentes tracei a seguinte es- dos estes eventos percebia que as pessoas tinham tratégia: propus ao gerente que toda economia que uma imensa boa vontade em aprender a economizar nós obtivéssemos à partir daquela data, até o fim energia elétrica. Entretanto, nunca faziam o “dever do ano, fosse revertida na compra de um carro zero de casa” com resultados razoáveis, muitas vezes quilometro, que seria sorteado entre seus emprega- por desconhecimento técnico, outras por acharem dos na festa de Natal. Ele, obviamente espantado, que em casa, no trabalho ou na fazenda não existia começou a perceber com o desenrolar da conversa possibilidade de reduzir as despesas com a fatura que o desperdício existe em qualquer lugar e que de energia. precisa ser identificado, e os resultados podem ser No decorrer do treinamento ensinava a estas significativos, podendo representar um ganho para pessoas que economizar energia não era um “bicho todos. de sete cabeças”, e sim um método de identifica- Este fato mostra as seguintes verdades: as pes- ção, ação e avaliação, contínuo e persistente, que soas não sabem mensurar (e não é por culpa de- deve fazer parte do dia-a-dia de todos nós. las!) o quanto de energia que se pode economizar, Em certa ocasião, realizando uma consultoria e acreditam que em suas propriedades não existe em uma fazenda produtora de leite, o gerente in- desperdício de energia elétrica, ou de outro insu- formou que ali não havia desperdício e que “ele mo qualquer. Todos nós somos muito imediatistas, 21
  • 21. Manejo porque pensamos sempre nos retas do seu medidor de energia, Na Figura 1, a leitura do medi- ganhos e despesas do mês e não anotá-las a lápis, em papel de dor em 10/06/2001 é 3366. Veja fazemos o cálculo anual. pão, do que ter a mais alta tecno- que no 1° número o ponteiro está Estas dificuldades, técnicas logia de medição sem saber como entre os números 3 e 4. Considere ou gerenciais, podem ser contor- usá-la. sempre o menor valor, ou seja, o nadas. É só entender que energia Para avaliar o desperdício número 3. O mesmo raciocínio elétrica é um insumo caro, finito não é necessário ser um grande deve ser feito para os demais e perfeitamente gerenciável. matemático, e sim um bom ob- ponteiros: quando o ponteiro es- Basta que todos abram suas men- servador. tiver entre 2 números considere tes e descubram um novo mundo: Vamos começar pelo medidor sempre o menor número. Agora, a geração de recursos a partir do de energia elétrica, mais co- leia as informações de consumo desperdício. nhecido como “relógio de luz”. O da segunda leitura. Este artigo vai orientá-lo so- modelo mais comum é o que pos- Para calcular o consumo de bre como obter resultados ex- sui quatro ou cinco mostradores energia entre as duas datas faça pressivos de redução de despesas de ponteiros, que giram uns no a seguinte conta: com energia elétrica. Siga-nos... sentido horário, e outros no sen- tido anti-horário, conforme as se- Consumo de energia medido = Ler o medidor é fundamental tas indicativas. As leituras devem Consumo do dia 10/06/2001 – ser feitas sempre no sentido do Consumo do dia 10/05/2001 Existe uma máxima na gestão menor para o maior algarismo, e energética que diz: quem não do mostrador da esquerda para O resultado é: mede não gerencia. Isto é um o mostrador da direita, conside- Consumo = 3860 kWh – 3366 kWh fato. Para gerenciar qualquer rando-se que você está de frente = 494 kWh negócio temos que ter números, para o medidor. e saber lidar com eles. É impor- tante transformar números em informações úteis para que pos- samos avaliar se nossas ações es- tão sendo eficazes. Em linhas gerais temos que aprender a obter estes números da maneira mais fácil possível. Não adianta termos sistemas de monitoramento de energia de última geração, se não sabemos interpretar as informações obti- das. É melhor fazer leituras cor- 22 Figura 1. Medidor de Energia
  • 22. Revista Leite Integral - Fevereiro/Março 2010 Este valor pode ser influen- de leite no período, quantidade Aprenda a calcular o consumo ciado pela quantidade e potência de pessoas que trabalham na pro- de cada equipamento dos equipamentos que você tem priedade, quantidade de dias de em sua propriedade, o tempo de produção, etc. A utilização deste Todo equipamento elétrico uso por dia, a época do ano, sua índice de controle determina se possui uma potência, que nor- produção, etc. você esta economizando energia malmente está apresentada em O medidor de energia regis- elétrica ou não. Se de um mês Watts cujo símbolo é W. Esta tra o consumo em determinado para outro este valor diminui, informação vem estampada no período de leitura, que é a quan- você está economizando energia; produto ou na embalagem. Para tidade de dias que uma conces- se aumenta está havendo aumen- calcular o consumo de um equi- sionária faz uma leitura, e pode to de consumo ou desperdício. pamento elétrico você necessita variar de acordo com o planeja- Veja este exemplo: desta potência e do tempo de mento de cada empresa. Em mé- • A leitura realizada no funcionamento do equipamento. dia este período de leitura varia mês passado foi de 494 kWh/28 Depois é só fazer este cálculo: entre 28 e 32 dias. Na Figura 1 o dias. O cálculo do consumo espe- Consumo = Potência x Tempo período de leitura é de 30 dias, cífico é 17,6 kWh/dia (é só dividir Veja este exemplo por isso falamos que este medi- 494 por 28); dor registrou o consumo de 494 • A leitura realizada neste Um determinado equipamento kWh por mês. O certo seria con- mês foi de 463 kWh/28 dias. O tem a potência de 200 W e tra- siderar 494 kWh pelo período de cálculo do consumo específico é balha 15 horas por dia, durante o leitura. Se o período de leitura de 16,5 kWh/dia; período de 32 dias. uma fatura for de 28 dias, então • Logo, houve economia o consumo de energia é igual a de energia neste mês porque o Consumo = 200 W x 15 h/dia x 32 494 kWh por 28 dias e deve ser consumo específico foi menor, dias = 90.000 Wh/32 dias. escrito assim: 494 kWh/28 dias. porque houve uma diminuição do Este período de leitura vem es- consumo no mesmo período de Aqui temos que fazer uma peque- crito na fatura e pode ser visto no tempo. na conta que é transformar Wh box “Datas de Leitura”, campos Não considere o valor do con- (Watts hora) em kWh (quilo Watts Anterior e Atual. sumo mensal (kWh/mês) ou o va- hora). É só dividir o resultado Outro importante conceito é o lor pago (R$) no mês para verificar por 1000, similar ao cálculo que índice de controle que chamamos se você está economizando, pois fazemos quando queremos trans- de “Consumo Específico”, que se houver aumento da produção formar 1 km que é igual a 1000 pode ser definido como a relação ou da tarifa de energia elétrica metros ou 1 kg que é igual a 1000 entre o consumo de um determi- seu controle ficará comprometi- gramas. nado equipamento ou de uma ins- do. Faça os cálculos considerando No nosso exemplo, a geladeira talação por determinados parâ- o consumo específico. consome 90.000 Wh/32 dias que metros que podem ser: produção é equivalente a 90 kWh/32 dias. 23
  • 23. Manejo Figura 2. Selo Procel Este é o consumo de um e- necessita de um motor de 3 CV, anualmente quipamento elétrico em um de- trabalhando com um de 5 CV? aos produtos terminado período de tempo. Avaliando sobre outra ótica, re- que apresen- duzir a potência de um equipa- tam os me- A aritmética do desperdício de mento é uma ação tecnológica, lhores índices energia enquanto reduzir o seu tempo de eficiência de funcionamento é uma ação de energética Para economizar energia você gestão. dentro das tem que reduzir o consumo dos Ações tecnológicas, muitas suas catego- equipamentos elétricos, porque vezes, requerem investimentos. rias. o medidor de energia registra Para trocar um motor por outro Conheça esta grandeza. Lembra-se do cál- mais moderno, ou para trocar a relação culo Consumo = Potência x Tem- lâmpadas de alta potência por completa dos equipamentos que po? Desta forma, você tem dois outras de menor potência, mas têm esta garantia no site da Ele- caminhos: ou reduz a Potência do com alta luminosidade, é ne- trobrás no endereço eletrônico equipamento ou o seu Tempo de cessário investir. Aqui vai uma www.eletrobras.gov.br/procel funcionamento. orientação: equipamentos elé- Lembre-se que, se você não Para reduzir a potência você tricos não devem ser adquiridos levar em consideração a quanti- deve verificar se os seus equi- pelo seu custo inicial, e sim pelo dade de energia que um aparelho pamentos estão corretamente seu valor, acrescido da quanti- consome em determinado período dimensionados. Se estiverem su- dade de energia elétrica que ele de tempo, você pode economizar perdimensionados, com valores vai consumir durante sua vida na hora da compra porém, com acima do necessário, você estará útil. certeza, vai gastar muito mais desperdiçando energia. Neste Veja neste exemplo em energia elétrica durante anos caso, você necessita de um es- Uma geladeira com Selo Pro- e anos. Por isso, dizemos que na pecialista para determinar o e- cel Classe “A” custa R$1.500,00 aritmética do desperdício temos quipamento correto. Se o equipa- e consume 26,9 kWh por mês e que pensar em dimensionar os mento está correto, mas você o outra, modelo Classe “E” custa equipamentos elétricos correta- deixa ligado desnecessariamente, R$1.300,00, porém consome 63,7 mente e usá-los no tempo estrita- também ocorrerá desperdício de kWh por mês. Veja que a gela- mente necessário. E se pudermos energia. Desta forma, a correta deira Classe “A” consome menos reduzir a potência do equipamen- especificação de uma máquina, da metade da energia consumida to e ao mesmo tempo reduzir o aliada ao seu tempo de funcio- pela geladeira Classe “E”. seu tempo de uso? Neste caso es- namento, é que vai determinar a Quando for adquirir eletrodo- taremos reduzindo ainda mais o quantidade de energia gasta em mésticos ou outros equipamentos consumo e, conseqüentemente, o sua propriedade. escolha os que têm o Selo Procel gasto com energia elétrica. Vire Imagine uma picadeira que (Figura 2). Este Selo é concedido a chave do chuveiro elétrico da 24
  • 24. Revista Leite Integral - Fevereiro/Março 2010
  • 25. Manejo posição inverno para verão e você vai reduzir sua de energia local e faça os mesmos cálculos, conside- potência em 30%. Se você reduzir o tempo de banho rando as tarifas praticadas, no mês da simulação. em alguns minutos, vai economizar ainda mais. Este cálculo também vale para avaliar o quanto custa o desperdício. É só conhecer o valor a ser Calcule o custo da energia e do desperdício economizado por mês e multiplicar pela tarifa de energia elétrica vigente. Como exercício, vamos Para calcular quanto custa o consumo de equi- ver um exemplo: pamentos elétricos é necessário conhecer as tarifas Na residência, um chuveiro elétrico de 5 kW fun- em sua região. Na Cemig (Companhia Energética de ciona 60 minutos por dia (3 banhos de 20 minutos Minas Gerais), considerando as tarifas de BT (Baixa cada um, totalizando 1 hora de banho por dia), du- Tensão), em dezembro de 2009, sem impostos e rante o período de 30 dias. taxas os valores são: • Tarifa residencial (normal) é R$ 0,37652/ Consumo = Potência x Tempo = 5 kW x 1 hora x 30 kWh dias = 150 kWh/30 dias • Tarifa industrial, comercial e serviços é R$ 0,36859/kWh Custo (antes) = Consumo x Tarifa = 150 kWh/30 dias • Tarifa rural é R$ 0,22033/kWh x R$ 0,37652/kWh= R$ 55,00/30 dias Se um equipamento que consome 62 kWh/período Qual o valor em reais da economia se mudar a for ligado na residência, seu custo mensal será: chave da posição inverno para posição verão e o Custo = Consumo x Tarifa residencial tempo de cada banho for reduzido em 5 minutos? Custo = 62 kWh/ período x R$ 0,37652 = R$ 23,34/ período Potência = 3,5 kWh (redução de 30%) Tempo = 45 minutos (3 banhos de 15 minutos cada Se este equipamento for ligado na indústria o seu um totalizando 45 minutos ou ¾ de hora) custo mensal será: Novo Consumo = 3,5 kW x 3/4 hora x 30 dias = 78 Custo = 62 kWh/ período x R$ 0,36859 = kWh/30 dias R$ 22,85/ período Custo (depois) = Consumo x Tarifa = 78 kWh/30 dias x R$ 0,37652/kWh = R$ 28,00/30 dias E se for ligado na área rural o seu custo mensal será: Economia = Custo (antes) – Custo (depois) Custo = 62 kWh/ período x R$ 0,22033 = Economia = R$ 55,00 – R$ 28,00 = R$ 27,00 R$ 13,66/ período Com esta economia você pode comprar 9 quilos Analisando os resultados concluímos que o custo de feijão a cada 30 dias (em 12/11/2009). do funcionamento de equipamentos é mais caro na residência e mais barato no campo. Se você estiver em outra região do País, consulte a concessionária 26
  • 26. Revista Leite Integral - Fevereiro/Março 2010 Identifique quem mais consome energia consumo. Logo, vamos nos preocupar somente com estes dois itens. Na indústria, os motores elétricos Para se fazer um programa de economia, é ne- representam de 50% a 80% do consumo , por isto cessário saber quais são os equipamentos que mais devemos dedicar bastante tempo em conhecê-los bem, porque é aí que possivelmente existe o des- Gráfico Consumo Residencial perdício e, conseqüentemente, as oportunidades para reduzi-lo. No agronegócio, especificamente na pecuária leiteira, a utilização de motores elétricos é um fa- tor preocupante, pois os equipamentos de várias áreas desta atividade são acionados por estas má- quinas. Isto não quer dizer que motores são os vilões do desperdício, pois eles são fundamentais para qualquer setor. Podemos e devemos tratá-los com muito carinho, fazendo freqüentemente ma- consomem energia. Veja no gráfico a seguir os va- nutenções preventivas e corretivas. Temos que nos lores aproximados de consumo em uma residência. preocupar também com sua instalação, sua pro- Em valores aproximados, o aquecimento de teção elétrica, os acoplamentos, a partida, etc. água representa 30% da conta de energia, a refri- Vários procedimentos são fundamentais para que o geração outros 30%, e a iluminação mais 20%. De- motor elétrico trabalhe sem desperdiçar energia. vemos nos preocupar basicamente com estes três Além disso, a operação dos equipamentos de apoio itens e esquecer o ferro elétrico que consome só de uma fazenda leiteira são muito importantes para 5%. Nas áreas comercial e de serviços, a ilumina- se economizar energia e aumentar a vida útil das ção e o ar condicionado representam quase 80% do máquinas. •
  • 27. Sanidade MASTITE EM NOVILHAS PARTE II: IMPACTO ECONÔMICO, CONTROLE E PREVENÇÃO Mônica Maria Oliveira Pinho Cerqueira1; Renison Teles Vargas2; Adriano França da Cunha3; Arianna Drumond Lage3; Leorges Moraes da Fonseca1; Ronon Rodrigues1; Mônica de Oliveira Leite1; Cláudia Freire de Andrade Morais Penna1; Marcelo Resende de Souza1 1 Professores da Escola de Veterinária – UFMG 2 Professor do Centro Federal de Educação Tecnológica-Bambuí 3 Estudante do Curso de Pós-Graduação da Escola de Veterinária – UFMG. A mastite continua sendo uma das mais onerosas enfermidades que acometem os rebanhos leiteiros. Embora pouco diagnosticada, a mastite em novilhas pode ter impactos econômicos negativos na atividade leiteira. Na primeira parte desse artigo (edição dez/jan) apresentamos a prevalência, fontes de infecção e formas de identificação da mastite em novilhas. Nessa edição o enfoque serão os impactos econômicos e as formas de controle e prevenção, discutindo os prós e contras de estratégias como terapia da vaca seca, vacinação, aplicação de selantes, dentre outras. 1. Impacto econômico da mastite em novilhas autores em todo o mundo. Em novilhas, no entanto, esta estimativa não é muito freqüente. Pesquisas O impacto econômico da mastite sobre a estimaram uma redução na produção de leite de produção de leite tem sido descrito por diferentes primíparas em 0,4 kg/dia por aumento de duas vezes 28
  • 28. Revista Leite Integral - Fevereiro/Março 2010 na CCS acima de 50.000 céls/mL. carte a principal foi a mastite, vacinado com a vacina contra Na lactação, perdas de aproxima- responsável por 96% dos casos. O Escherichia coli – Cepa J5 - Envi- damente 80 kg na produção de isolamento de patógenos primári- racor J5® - Pfizer); leite por aumento de duas vezes os causadores de mastite entre da média geométrica da CCS são o parto e cinco dias de lactação G2 (somente tratado com an- também descritas. foi associado com um risco maior tibiótico Albadry plus®); Estudos sobre a associação que 60% de remoção dos animais negativa entre CCS no início da infectados do rebanho durante a G3 (somente vacinado com lactação e produção de leite são primeira lactação. Entre as cau- Enviracor J5®), recentes. Uma novilha com CCS sas mais comuns de descarte, de 50.000 céls/mL, aos 10 dias destacaram-se os problemas rela- G4 (não vacinado e não tra- de lactação, produziu de 119 a cionados à fertilidade. tado) 155 kg de leite a mais durante No Brasil, um estudo realizado os primeiros 305 dias. Uma maior para avaliar o efeito da antibioti- Embora não tenha sido obser- CCS entre 5 e 14 dias de lactação coterapia de vaca seca, associada vada diferença significativa na está associada com maior número ou não à vacinação contra mas- produção média dos animais dos de casos de mastite sub-clínica. tite ambiental em novilhas, resul- diferentes grupos, economica- Pesquisas relatam que a taxa tou em avaliação custo-benefício mente a produção foi menor no de descarte aumenta 4% no caso favorável para estas estratégias. G4 (não vacinado e não tratado). de novilhas com mastite clínica Os animais foram divididos nos Em relação aos grupos, o próximo ao parto. Aproxima- seguintes grupos: G1 teve um ganho substancial damente 11% das novilhas que em relação aos demais, pois os foram tratadas contra os patóge- G1 (tratado com antibiótico animais desse grupo produzi- nos causadores de mastite clínica específico para vaca seca a base ram leite com maior percentual antes do parto, ou nos primeiros de penicilina G procaína 200.000 de constituintes,apresentaram 14 dias após o parto, foram des- UI associado à novobiocina sódica menor freqüência de mastite cartadas um mês após o trata- 400 mg, em base de liberação clínica e ainda, a maior média de mento. Entre as causas do des- lenta - Albadry plus®- Pfizer e produção de leite. Tabela 1. Média da produção de leite (kg de leite, vaca/dia) de primíparas submetidas ou não a antibioticoterapia e vacinação no pré-parto durante o período de avaliação (191 dias). Grupos Produção de leite (kg de leite/vaca/dia) (Médias +/- s) G1 30,75+/- 2,90a Fonte: Vargas (2005) G2 29,61+/- 4,01a G3 27,66+/- 6,24a G4 26,57+/- 5,03a a Médias seguidas de letras iguais não diferem estatisticamente pelo teste SNK (p > 0,05). 29
  • 29. Sanidade Comparando-se os custos dos leite devem identificar e tratar rapia de vaca seca em novilhas é tratamentos preventivos em cada a infecção durante o período normalmente de 90 a 100%. Esse grupo e os custos da mastite pré-parto. As taxas de cura es- índice é bem maior que os 25% clínica com os ganhos financeiros pontânea para os principais pató- observados quando se faz o trata- no período do experimento, ob- genos causadores da mastite são mento durante a lactação. servou-se que o G1 teve um ganho extremamente baixas. Sem anti- Além do maior percentual de de R$3.092,67 referente à maior bioticoterapia, somente 9% das cura de infecção, diversos pes- produção de leite no período, infecções causadas por Staphy- quisadores têm observado maior quando comparado ao G4. Esse lococcus e 6% daquelas causadas produção de leite de novilhas ganho correspondeu a um valor por Streptococcus ambientais submetidas a tratamento com igual a R$386,58 por animal. O G2 serão curadas. Desta forma, vári- infusões intramamárias de an- teve um ganho no período de R$ os estudos realizados nos Estados tibiótico no pré-parto, quando 2.499,21, equivalente a R$277,69 Unidos têm demonstrado o suces- comparadas com novilhas não por animal. No G3, o ganho to- so do tratamento de vaca seca tratadas. Estudos realizados na tal do grupo foi de R$542,49 e para controlar e curar infecções Universidade de Tennessee (EUA) de R$67,81 por animal, quando intramamárias de novilhas no demonstraram que novilhas comparado ao dos animais do G4 pré-parto. tratadas produziram 10% a mais (Tabela 3). Pesquisadores da Louisiana de leite que animais não trata- (EUA) observaram que as infusões dos antes do parto (Tabela 3). O 2. Controle e prevenção de intramamárias de antibiótico du- tratamento com antibiótico no mastite em novilhas rante a gestação ou 60 dias an- pré-parto levou a um ganho de tes do parto apresentaram uma US$174,92 por novilha, demons- 2.1. Tratamento de vaca seca eficácia superior a 90% na cura trando que este tratamento é das infecções. O índice de cura economicamente compensador. Para controlar a mastite da mastite causada por Staphylo- Outra pesquisa realizada para em novilhas, os produtores de coccus aureus após o uso de te- avaliar o impacto econômico do Tabela 2. Avaliação financeira dos tratamentos preventivos (antibioticoterapia e vacinação) e curativos com uso de antibióti- co durante a lactação de primíparas em relação à produção de leite do G4 (191 dias). Parâmetros avaliados Custos e benefícios/grupos experimentais (R$) G1 G2 G3 G4 Custo do tratamento (R$ 51,12 x 8) (R$ 28,02 x 9) (R$ 23,40 x 8) - preventivo 408,96 252,18 186,40 0 Custo dos casos de mas- (2 casos) (3 casos) (2 casos) (6 casos) tite clínica 330,61 384,02 270,39 1.318,34 Ganho em produção de (798,38 Kg x 8) (580,64 Kg x 9) (208,19 Kg x 8) - leite em relação ao (G4) 3.832,24 3.135,42 999,28 0 SALDO 3.092,67 2.499,21 542,49 - 1.318,34 30
  • 30. Revista Leite Integral - Dezembro/Janeiro - 2009/2010 Está chegando a Quallydade que faltava para o seu leite. $$ $$$ DESAFIO www.biovet.com.br
  • 31. Sanidade Tabela 3. Desempenho de novilhas tratadas com antibiótico no pré-parto e não tratadas (controle) durante a lactação. Grupo experimental Produção de leite (kg) 305 dias Escore de CCS Controle (n = 82) 5005 2,63 Tratado (n = 111) 5464* 2,04* *p<0,05 tratamento de novilhas no pré- mutantes tais como E. coli J5. dias após o parto. Os resultados parto mostrou que os animais Essa vacinação tem sido reco- demonstraram redução da gravi- tratados produziram uma média mendada aos 60 e 30 dias antes dade e duração dos sinais locais, de 2,5 kg de leite a mais nos dois do parto e 15 dias pós-parto. baixa contagem bacteriana em primeiros meses de lactação do Resultados economicamente fa- amostras de leite às 12, 15 e 48 que os não tratados. Conside- voráveis foram observados na horas após o desafio, e maior tí- rando o preço do leite naquele avaliação de uma vacina consti- tulo de imunoglobulina G ao parto momento, a maior produção re- tuída por E. coli J5 em novilhas de e imediatamente após o desafio. presentou 42 dólares a mais por uma fazenda comercial de Minas Tem-se recomendado tam- animal, compensando muito bem Gerais. Os animais dos grupos que bém a utilização de vacina contra o custo com o tratamento. receberam a vacina Enviracor S. aureus em novilhas. Estudos (três doses conforme recomenda- de pesquisa têm demonstrado 2.2. Vacinação ção do fabricante), associada ou redução no número de quartos não ao antibiótico de vaca seca com infecção crônica nos animais A utilização de vacinas cons- (Albadry Plus), produziram maior vacinados, diminuição na taxa de titui outra estratégia para o con- volume de leite e tiveram menor novas infecções intramamárias trole de mastite em novilhas. percentual de mastite clínica durante a prenhez e menor taxa Os anticorpos representam um durante os 191 dias de lactação de novas infecções no período mecanismo de resistência mui- avaliados, quando comparados pós-parto. to importante na imunidade da às primíparas do grupo controle Em estudo recente, avaliou-se glândula mamária, porque são (não vacinado e não tratado). a eficácia de bacterina S. aureus dirigidos especificamente contra Em um estudo realizado nos em um grupo de novilhas vacina- bactérias causadoras de mastite. Estados Unidos, novilhas foram das com duas doses da bacterina Além disso, as concentrações imunizadas por meio de injeção no intervalo de 14 dias. Nenhum de anticorpos no soro e no leite subcutânea de bacterina E. coli animal apresentou nova infecção podem aumentar com a vacina- J5 aos 60 dias antes do parto, 28 intramamária por S. aureus após ção. O maior progresso tem sido dias depois e dentro de 48 horas a vacinação, tanto no grupo de observado com vacinas contra após o parto. Elas ainda foram novilhas vacinadas quanto no coliformes usando bacterinas desafiadas pela infusão intrama- grupo controle. No rebanho com constituídas de microorganismos mária de E. coli entre 23 e 27 baixa prevalência de infecções 32
  • 32. Revista Leite Integral - Fevereiro/Março 2010 intramamárias por S. aureus, 25% na prevalência de infecções em polímeros que são aplicados, a vacina não reduziu a taxa de intramamárias e 55% na incidên- tal como as soluções de imersão novas infecções estafilocócicas, cia de mastite clínica até 135 pré e pós-ordenha, com o intuito provavelmente pela insuficiente dias de lactação. Outra conse- de formar uma camada protetora vacinação. qüência desta ação é a redução sobre os tetos. Apesar de alguns estudos da contagem de células somáti- Já os selantes internos são científicos comprovarem resulta- cas pós-parto. Esses efeitos são compostos à base de subnitrato dos favoráveis, a eficácia da vaci- possivelmente causados pela de bismuto, contendo antimicro- nação para prevenção de mastite redução do edema intramamário. bianos ou não, que são colocados em novilhas ainda não é consis- No entanto, a ordenha pré-parto no interior dos tetos da mesma tente. Uma vantagem significa- aumenta os riscos de problemas forma que as bisnagas utilizadas tiva dessa estratégia (vacinação) relacionados com acidose sub- para tratamento de mastite. Essa é a não utilização de antimicro- clínica e causa maior perda de alternativa tem a função de re- bianos. Com isso, minimizam-se condição corporal. O aumento duzir a prevalência de infecções os riscos de resistência antimi- da produção de leite causado intramamárias e a incidência de crobiana e os problemas potenci- pela ordenha pré-parto resulta mastite clínica durante a lacta- ais de contaminação do leite com em maior demanda de energia ção subseqüente pela remoção resíduos desses medicamentos. e, conseqüentemente, maior de infecções existentes e redução No entanto, uma desvantagem risco da ocorrência de balanço nos riscos de novas infecções. é que, em geral, a vacinação é energético negativo ao longo Um estudo desenvolvido na “patógeno-específico”. Conside- do período periparto. Portanto, Nova Zelândia demonstrou a im- rando que a mastite em novilhas embora a ordenha pré-parto re- portância da utilização de se- é causada por diversos microor- duza a incidência e prevalência lantes internos (subnitrato de ganismos, a vacinação contra um de mastite, cuidados no manejo bismuto aos 30 dias pré-parto) único patógeno não irá eliminar dos animais são necessários para em novilhas. Observaram-se novas infecções causadas por minimizar quaisquer efeitos reduções de 68% na incidência patógenos que não são alvos da secundários. de mastite clínica e de 84% no vacina. risco de infecções intramamárias 2.4. Selantes causadas por Streptococcus ube- 2.3. Ordenha pré-parto ris nos primeiros 14 dias de lac- Outra ferramenta para con- tação. Outra estratégia, ainda em es- trole da mastite em novilhas são Em outro estudo de campo tudo, refere-se à ordenha diária os selantes (barreiras físicas) ex- realizado nos Estados Unidos, a de novilhas aproximadamente ternos ou internos de tetos. aplicação de selante externo em duas semanas antes da previsão Os selantes externos são com- novilhas, 10 dias antes do parto, do parto. Estudos demonstraram postos à base de látex não irri- diminuiu a incidência de todas as redução de aproximadamente tante, acrílico ou filmes baseados infecções intramamárias em 19%. 33
  • 33. Sanidade Em relação aos principais pató-  estabelecer medidas de bem-estar e a saúde desses ani- genos causadores da mastite, a controle de moscas, uma vez que mais traduz-se em maior produ- redução foi de 40%, enquanto que em rebanhos que não são sub- tividade e rentabilidade da ativi- para Streptococcus ambientais, metidos a esses controles, as no- dade leiteira. É importante que o foi de 50%. Tais resultados indi- vilhas apresentam maiores taxas produtor e o veterinário estejam cam que esta prática preventiva de infecção intramamária; atentos ao problema da mastite de mastite pode ser um potencial  manter programas ade- em novilhas, uma vez que o per- substituto da terapia antimicrobi- quados de nutrição para novilhas, centual de animais com infecção ana no período seco, diminuindo incluindo eficiente suporte de subclínica é elevado, podendo ainda os riscos de contaminação minerais relacionados à melho- levar a uma redução significativa do leite por resíduos no início da ria da resposta imune, como por na produção e na qualidade do lactação. exemplo, selênio, cobre, zinco e leite. vitaminas (principalmente vita- Identificar o problema na pro- 2.5. Outras medidas mina E); priedade é o primeiro passo im-  monitorar a glândula portante para se implantar um Outras medidas importantes mamária desses animais, visando programa efetivo de controle de de prevenção incluem: detectar qualquer sinal de anor- mastite. Muitas vezes, os pro-  monitoramento de CCS malidade na consistência e/ou na blemas que ocorrem nos animais no leite, 15 dias após o parto: secreção mamária. durante a lactação, reduzindo a novilhas não infectadas têm uma  minimizar a incidência produção de leite na fazenda, CCS menor que 75.000 céls./mL; de distocias e distúrbios no peri- podem estar relacionados às  novilhas devem parir em parto, como hipocalcemia, pela práticas de manejo adotadas na locais limpos e secos, separadas possível associação desses pro- criação de bezerras e novilhas. É de outros animais; blemas com alto risco de mastite preciso rever tais práticas para  não fornecer leite de va- em novilhas. que esses animais possam ex- cas com mastite e com resíduos pressar seu potencial máximo de de antibióticos para bezerras; 3. Conclusões produção de leite, na idade certa  manter bezerras em e com o menor custo. Para que “casinhas individuais” para evitar As novilhas representam o isso ocorra, a mastite em novi- que uma mame na outra; futuro do rebanho. Garantir o lhas deve estar sob controle! • 34
  • 34. O MAIOR EVENTO DO SETOR NAS AMÉRICAS Venha participar do 11º Congresso Pan-Americano do Leite, o evento que vai debater e planejar os rumos da cadeia produtiva do leite, reunindo os maiores especialistas da área. Além disso, serão realizadas diversas atividades simultâneas, com destaque para a Exposição Industrial e Comercial. Faça sua inscrição e construa um setor cada vez mais forte e saudável. 22 a 25 de março de 2010 Belo Horizonte MG Minascentro Inscrições www.congressofepale.com REALIZAÇÃO PATROCÍNIO PATROCÍNIO MASTER PLATINA ORGANIZAÇÃO APOIO
  • 35. Mercado ÍNDICE DE CUSTO DE PRODUÇÃO DE LEITE/ EMBRAPA GADO DE LEITE (ICPLEITE/EMBRAPA) REFERENTE A JANEIRO/2010 Alziro Vasconcelos Carneiro Lorildo Aldo Stock Jacqueline Dias Alves No mês de janeiro de 2010, o ICPLeite/Embrapa para os últimos doze meses. A metodologia com- foi 143,85. Este valor é 0,32% maior, em relação ao pleta está disponível na edição 21 do Panorama do mês de dezembro de 2009. Leite em http://www.cileite.com.br/panorama/ Em relação aos últimos 12 meses houve redução edicao21.html. no custo dos insumos de 0,44% (Figura 1). O Índice de Custo de Produção de Leite (IC- Variação do ICPLeite/Embrapa em janeiro de PLeite/Embrapa) mede a variação no custo de ma- 2010 nutenção de uma empresa de produção de leite lo- calizada no Estado de Minas Gerais. A base, igual a Em janeiro, o ICPLeite/Embrapa foi 143,85 ante 100, refere-se ao mês de abril de 2006. 143,30 de dezembro de 2009. A variação foi positiva de 0,32% em relação aos preços Figura 1. Índice de custo de produção de leite - ICPLeite/Embrapa no período de praticados no mês de dezembro de jan/2009 a jan/2010. Base: abr/2006 = 100. 2009. Os grupos que tiveram alta foram mão-de-obra, que apresen- tou elevação de 7,38%; reprodução, 0,72%; qualidade do leite, 0,26%; e energia e combustível, 0,01%. O grupo mão-de-obra sofreu in- fluência, principalmente, da e- levação do salário mínimo que tem repercussão no custo do serviço de ordenha. No grupo reprodução a elevação foi puxada pelo preço A Tabela 1 ilustra a estrutura de ponderação do sêmen, e no grupo qualidade do leite a alta foi para o cálculo do ICPLeite/Embrapa, e as variações devida à elevação no preço do material de limpeza. percentuais calculadas para o mês de janeiro/10 e Os grupos dos insumos que tiveram queda nos 36
  • 36. Revista Leite Integral - Fevereiro/Março 2010 Tabela 1. Estrutura de ponderação do índice do ICPLeite/Embrapa e variações percentuais de janeiro/10 em relação a dezembro/09 e o acumulado em 12 meses. Variação Índice geral e grupos Pesos Janeiro/10 Acumulado em 12 meses ICPLeite/Embrapa 100,0 0,32 -0,44 Mão-de-obra 8,49 7,83 19,80 Produção e compra de volumosos 21,03 -0,31 -5,58 Concentrado 57,54 -0,40 -0,51 Sal Mineral 2,24 -2,58 -28,76 Sanidade 4,40 -0,21 1,95 Qualidade do leite 1,21 0,26 -2,94 Reprodução 1,50 0,72 3,60 Energia e combustível 3,57 0,01 1,03 Fonte: Embrapa Gado de Leite. preços foram sal mineral (2,58%), trou queda de 0,44%. Nos últimos período analisado. Em seguida concentrado (0,40%), produção 12 meses a maior variação ficou ficou reprodução, com varia- e compra de volumosos (0,31%) por conta do grupo sal mineral, ção positiva de 3,60%; sanidade, e sanidade (0,21%). No grupo sal cuja cesta de insumos apresentou 1,95%; e energia e combustível, mineral a deflação foi puxada baixa considerável, de 28,76%. A 1,03%. principalmente pela queda no segunda maior desaceleração foi As Figuras 2 e 3 ilustram as preço do sal mineral. em produção e compra de volu- variações apresentadas na Tabela mosos (5,58%), seguida do grupo 1, destacando o índice geral e os O ICPLeite/Embrapa nos qualidade do leite (2,94%) e con- grupos em três períodos distintos, últimos 12 meses centrado (0,51%). ou seja, o mês de janeiro, o acu- O grupo que apresentou maior mulado no ano de 2010 e o acu- Em relação a fevereiro de aceleração de preços foi mão- mulado nos últimos 12 meses. • 2009 o ICPLeite/Embrapa regis- de-obra, com alta de 19,80% no Figura 2. Variações percentuais do índice de custo de Figura 3. Variações percentuais do índice de custo de produção de leite, geral e por grupos, acumulado no ano de produção de leite, geral e por grupos, acumulado nos últi- 2010. mos 12 meses (fevereiro de 2009 a janeiro de 2010). Fonte: Edição nº 39 do informativo eletrônico, Panorama do Leite, de 22 de fevereiro de 2010, uma publicação mensal de responsabilidade do Centro de Inteligência do Leite CILeite, criado em parceria entre a Embrapa Gado de Leite e a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais – Seapa. 37
  • 37. Mercado COM PRODUÇÃO REDUZIDA, PREÇOS INICIAM TRAJETÓRIA DE ALTA Marcelo Pereira de Carvalho Diretor Executivo da AgriPoint Marlizi Marineli Moruzzi Médica Veterinária pela FCAV/UNESP, analista de mercado da Equipe MilkPoint Com a antecipação das safras no Centro-Oeste chegou a R$ 0,78/litro na 1ª quinzena de fevereiro. e Sudeste, em função das chuvas constantes no 3º Com produção reduzida e demanda intensificada trimestre de 2009, os picos de produção ocorreram com a volta às aulas, os preços começaram a ser antes do previsto, em novembro e início de dezem- reajustados no mercado atacadista. O leite longa bro - quase 30 dias antes em relação a anos anteri- vida, segundo agentes do setor consultados pelo ores. Agora, já é possível ver a curva de produção MilkPoint, já mostra reação de até 20% nos preços, decrescendo, iniciando a disputa por leite em algu- o que deve se intensificar agora, após o carnaval. mas regiões. O produto está sendo negociado no atacado, em Em dezembro, a produção já mostrou desace- média, a R$ 1,40-1,50/litro no Sul, Minas Gerais e leração, segundo dados do Cepea-Esalq/USP, o Goiás. Em São Paulo os preços já mostram maior que permitiu que os preços ficassem estáveis em reação, entre R$ 1,50 a R$ 1,60/litro. Segundo os janeiro. O intenso calor, acompanhado de chuvas agentes consultados, as indústrias deverão fazer intensas, também vem prejudicando a produção novos reajustes nas duas últimas semanas de feve- no Sul do país neste início de ano, considerando a reiro (em SP, já há negociações entre R$ 1,60-1,70/ predominância da raça holandesa na produção de litro). leite da região. No setor atacadista, os queijos tiveram reajus- O mercado spot (negociações tes mais leves, com preços entre R$ 7,50-8,20/kg entre indústrias) vem sendo em Minas Gerais e São Paulo. O leite em pó mantém reajustado desde janeiro, preços estáveis, em média a R$ 8,20-8,50/kg (em- sendo que atualmente os vo- balagem fracionada). lumes são reduzidos, com preços Os preços ao produtor iniciaram agora os mais altos. Em Minas Gerais, o reajustes. Para o pagamento de fevereiro, as indús- leite spot está sendo negociado trias devem reajustar de 3 a 5 centavos o valor da a R$ 0,70- matéria-prima, chegando a R$ 0,62-0,65/litro no 0,75/litro, Centro-Oeste, R$ 0,65-0,70 no Sudeste e R$ 0,60- e em São 0,65 no Sul. Para o pagamento de março, a maioria Pa u l o dos agentes consultados acredita em nova alta de
  • 38. Revista Leite Integral - Fevereiro/Março 2010 preços, em torno de 5 centavos ter (DIN), os preços do leite em deficitária. Em janeiro, o saldo por litro. pó desnatado na União Europeia ficou negativo em US$ 7,83 mi- No varejo ainda não houve um poderão atingir os níveis de in- lhões. Em fevereiro, assim como reajuste significativo de preços, tervenção em alguns meses, para março, não há negócios sig- o que deve acontecer mais evi- conforme a proximidade da pri- nificativos, segundo informaram dentemente até o final de feve- mavera. Segundo o boletim, o agentes do setor que atuam nessa reiro (após carnaval e início das sentimento do mercado é nega- área. aulas). tivo, não só para o leite em pó O gráfico abaixo mostra qual Enquanto o mercado interno desnatado como também para seria o preço máximo pago ao começa a se aquecer, o mercado outros produtos. A baixa deman- produtor, em reais, para viabili- internacional mostra o inverso. da de exportação está exercendo zar as exportações, considerando Os preços na União Europeia e uma pressão baixista nos preços os preços do leite em pó integral na Oceania caíram em janeiro e da EU. na Oceania (incluindo as taxas). fevereiro, devido à instabilidade A valorização do dólar neste Observa-se que, praticamente do mercado, à queda nas expor- início de ano ainda não animou os durante todo o ano de 2009, os tações de commodities lácteas na exportadores brasileiros a fecha- preços recebidos pelos produ- UE e nos EUA, e também a uma rem novos negócios, em função tores ficaram acima do preço demanda mais fraca na Europa, dessa queda nas cotações inter- máximo calculado considerando segundo fontes internacionais. nacionais e também pelo fato dos o mercado internacional, eviden- Na 1ª quinzena de fevereiro, o preços no mercado interno es- ciando dois pontos: 1) mercado leite em pó desnatado na Ocea- tarem mais atrativos. A balança internacional com preços muito nia apresentou uma forte queda comercial de lácteos iniciou 2010 baixos (chegando a US$ 1.900/ (10%) no preço mé- dio em relação a janeiro, sendo co- tado a US$ 2.750/ ton. Já o leite em pó integral ficou em US$ 3.400/t no mesmo período na Europa, queda de 4% em relação ao valor médio de ja- neiro. Segundo infor- mações do Dairy Industry Newslet- 39
  • 39. Mercado ton), e 2) mercado interno se- cotações. Considerando que começa- gurando as cotações, em função Com preços internos sendo mos o ano com cerca de 6% mais principalmente das restrições reajustados, gera-se um estímulo leite em relação a 2009 (segundo às importações, de forma que a para aumento da produção de o Índice de Captação de Leite do dinâmica do mercado interno im- leite, que também deve ser im- Cepea), a produção de abril em pulsionou os preços. pulsionada pela estabilidade ou diante (quando provavelmente A partir de nov/09, com a e- até redução do custo dos insumos a produção responderá ao au- levação dos valores no mercado - segundo estudo do Rabobank, os mento de preços, e também com internacional, o preço recebido preços da soja devem ficar pres- o início da safra do Sul) será de- ficou abaixo do preço máximo sionados este ano, devido à safra terminante para as cotações. calculado. Houve então uma ex- mundial recorde; para o milho, as Caso as exportações não sejam pectativa de retomada das ex- previsões são de estabilidade de retomadas, poderá haver um au- portações, o que não foi concre- preços no 1º trimestre, com pos- mento da disponibilidade interna tizado, já que pouco tempo de- sível alta posterior, caso se con- de leite, pressionando os preços. pois o mercado internacional firme a previsão de redução da Nesse cenário, o controle das im- mostrou novamente queda das produção. portações terá forte peso. • PODER DE COMPRA DO LEITE Alziro Vasconcelos Carneiro Médico-veterinário - Embrapa Gado de Leite LITROS DE LEITE NECESSÁRIOS PARA COMPRAR INSUMOS alziro@cnpgl.embrapa.br E SERVIÇOS UTILIZADOS NA PECUÁRIA DE LEITE. Jacqueline Dias Alves e-agro@cnpgl.embrapa.br Preço do leite* Preço do leite* Preço do leite* Novembro/09 Dezembro/09 Janeiro/10 Insumos/Serviços R$ 0,69 R$ 0,62 R$ 0,6099 Vaca em lactação (+12 litros) 2917 3224 3197 Diarista 36 43 43 Ração para vaca em lactação (saco 50kg) 60 64 67 Farelo de algodão (saco 50kg) 58 65 67 * Preço médio do leite tipo C pago ao produtor Sal comum (saco 25 kg) 17 19 19 Neguvon 70 77 71 Tintura de iodo a 10% (litro) 43 43 45 Remédio mastite (mastilac) 6,7 7,2 9,3 Vacina Aftosa (dose) 1,9 2,0 2,0 Uréia pecuária 49 58 61 Sulfato de amônia (saco 50 kg) 47 55 54 Detergente alcalino (limpeza ordenhadeira) 43 47 42 Óleo diesel (litro) 2,8 3,1 3,2 Fonte: Edição nº 39 do informativo eletrônico, Panorama do Leite, de 22 de fevereiro de 2010, uma publicação mensal de responsabilidade do Centro de Inteligên- cia do Leite CILeite, criado em parceria entre a Embrapa Gado de Leite e a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais – Seapa. 40
  • 40. Revista Leite Integral - Dezembro/Janeiro - 2009/2010 41
  • 41. Reprodução ESTRATÉGIAS PARA AUMENTAR A EFICIÊNCIA REPRODUTIVA: Repensando o momento ideal da Inseminação Artificial Dr. Hernando Lopez Gerente de Contas Empresariais da ABS América Latina, ABS Global, Inc. Adequar a detecção de cios à inseminação do cio em vacas modernas, os prós e os con- no momento ideal é um desafio que pode in- tras das regras de tempo mais utilizadas para a crementar a eficiência reprodutiva nas fazen- inseminação nos rebanhos comerciais, e o mo- das leiteiras. Neste artigo, são abordados os mento ideal da inseminação nos protocolos de aspectos fisiológicos relacionados à expressão sincronização da ovulação. 42
  • 42. Revista Leite Integral - Fevereiro/Março 2010 Introdução • Que cuidados estão sendo to- lizados em fazendas comerciais mados na detecção de cios? de alta produção. O sucesso reprodutivo é um • Como é o ambiente onde as dos fatores críticos que determi- vacas são observadas até ex- Expressão de cio na vaca na o fluxo de leite e de reposição pressarem o cio? moderna de novilhas em qualquer fazenda • Qual é o volume de produção leiteira. Obviamente, para que de leite do rebanho? Mesmo que a fisiologia e o um programa reprodutivo tenha • São utilizados protocolos de tempo de início do cio em relação sucesso, a maioria dos fatores de sincronização? à ovulação não tenham mudado manejo do rebanho precisa inte- • Se forem utilizados, o calen- muito (aproximadamente 27 +/- ragir de maneira adequada, des- dário de administração dos 5 horas), a forma como as vacas de a condição nutricional e sani- hormônios em relação ao expressam cio, tanto em relação tária, até a detecção de cio e a tempo de inseminação está à duração quanto à intensidade, técnica de inseminação artificial correto? tem mudado drasticamente na (IA). • Qual é o tamanho e o tipo das vaca moderna. Um estudo recen- Uma das perguntas mais co- instalações e a qual a rela- te, utilizando um sistema de ra- muns relacionadas a um programa ção do número de vacas pelo dio telemetria contínuo (24 horas de IA bem sucedido é qual o mo- número de funcionários na fa- por dia, 7 dias por semana) para mento ideal para a inseminação? zenda? a detecção de cios e sua caracte- Para responder a esta pergunta rização, mostrou uma diminuição vários fatores fisiológicos e práti- As respostas a estas e ou- na expressão, duração e inten- cos têm que ser considerados. Em- tras perguntas vão determinar a sidade dos cios em vacas de alta bora a fisiologia da ovulação após eficiência da detecção de cios e produção (Figuras 1, 2). a expressão de cio não tenha mu- de programas de sincronização na Essas mudanças na expressão dado muito nas últimas décadas, fazenda, e nos darão um melhor do cio e outras razões como o a forma como as vacas expressam embasamento para determinar o aumento no tamanho do reba- o cio, bem como os sistemas de momento ideal da inseminação. nho (que na maioria das vezes é produção e reprodução, mudaram Este artigo irá revisar alguns acompanhada por uma diminu- drasticamente. Algumas questões dados e considerações práticas ição na relação de funcionários práticas para se determinar o mo- relacionados ao momento ideal por vaca) e o tipo de acomodação mento ideal da inseminação são: da IA para sistemas de detecção das vacas no ambiente, que não de cios e programas de sincroni- facilita a expressão do cio, afe- • Qual é o sistema de detecção zação, principalmente para pro- tam drasticamente a habilidade de cios utilizado na fazenda? tocolos usando uma combinação de detecção precisa, o que é, na • Se for uma observação visual de prostaglandina e GnRH (ou verdade, o primeiro passo, para regular, quantas vezes por dia seja, protocolos do tipo Ovsynch) uma inseminação em tempo ide- ela é realizada? que são os mais comumente uti- al. Estas são algumas das razões 43
  • 43. Reprodução pelas quais novas abordagens na Momento da IA em relação à de- sados estatisticamente, foram detecção de cios e em protocolos tecção do cio criadas algumas recomendações de sincronização estão sendo de- para os produtores de leite. A senvolvidos e incrementados nas A regra A.M. - P.M. recomendação era para que se modernas propriedades leiteiras. inseminassem as vacas detecta- Durante o início da década das pela primeira vez em cio pela de 1940, vários estudos foram manhã (ou seja, A.M.) mais tarde conduzidos para determinar o naquele dia (ou seja, P.M.), e que momento as vacas detectadas pela primei- Figura 1 ideal da in- ra vez em cio à noite (ou seja, seminação P.M.) deveriam ser inseminadas em rela- na manhã seguinte (ou seja, ção ao cio A.M.). Este método foi chamado detectado. de “regra A.M.–P.M.”, e é ainda Um dos hoje utilizado com muito sucesso primeiros por muitos produtores de leite. experi- Um estudo realizado posteri- mentos in- ormente com mais de 7.000 vacas dicou que em primeiro serviço mostrou que o melhor vacas inseminadas no prazo de 12 momento horas após a detecção visual de ocorreu cio apresentaram taxas de não cerca de retorno ao cio em 75 dias superi- 6 a 12 h ores em relação às vacas insemi- Figura 2 após o iní- nadas 12 horas ou mais após a cio do cio. detecção de cio (Tabela 1). Mesmo que Resultados semelhantes foram este es- obtidos em um experimento de tudo tenha campo mais recente, utilizando utilizado um sistema de monitoramento um baixo contínuo por radio telemetria número para a detecção de cios. Neste de vacas, último estudo, as taxas mais altas e que os de concepção foram obtidas em dados não vacas inseminadas entre 4 e 12 tenham horas após o início do cio (Figura sido anali- 3). 44
  • 44. Revista Leite Integral - Dezembro/Janeiro - 2009/2010 51
  • 45. Reprodução Tabela 1. Comparação das taxas de não retorno ao cio em 75 dias pós-IA para vacas inseminadas em diferentes intervalos após a detecção de cio (5). Intervalo entre o início do cio e IA (h) Inseminaçãoes (n) Taxas de não retorno ao cio em 75 dias pós-IA (%)* 0-6 1126 59.9 a Fonte: Nebel et al. (1994) 6-12 2352 60.7 a 12-18 2455 55.5 b 18-24 962 53.4 b,c 24-30 99 49.6 c *Médias seguidas de letras distintas são estatisticamente diferentes (P<0.01) Figura 3. Taxas de concepção de vacas inseminadas em diferentes intervalos após o início Oportunidades: do cio. - Funciona bem em rebanhos menores ou em rebanhos com mão-de-obra suficiente para fa- zer a detecção dos cios - Quando implementado correta- mente, aumenta as taxas de con- cepção Fonte: Dransfield et al. (1998) Desafios: - Não é muito prático em reba- nhos maiores - Requer o dobro de manipulação reprodutiva por dia Duas principais conclusões melhor inseminar “mais cedo do -Não é fácil identificar o início do foram obtidas à partir destes que mais tarde” em relação à cio, especialmente em vacas de últimos estudos. Primeiro, que meta de 12 horas após o início do alta produção as melhores taxas de concepção cio, já que as taxas de concepção - É essencial não perder períodos foram obtidas de vacas insemina- de vacas inseminadas mais de 12 de detecção de cio para evitar a das dentro de 12 horas após o iní- horas após o início do cio foram, inseminação tardia cio da detecção do cio, validando em geral, inferiores. Esta é a a regra AM-PM como um sistema razão pela qual no sistema AM- I.A. uma vez por dia vs. regra de inseminação artificial eficien- PM é tão importante não perder AM-PM: te quando o início do cio pode períodos de detecção de cios, ser identificado com precisão. já que isso poderia resultar em Embora a regra AM-PM possa No entanto, estes mesmos estu- vacas inseminadas tardiamente, oferecer aos produtores de leite dos também sugeriram que seria comprometendo a fertilidade. um sistema fácil para organizar 46
  • 46. Revista Leite Integral - Fevereiro/Março 2010 o momento da IA, em relação à uma inseminação única no meio de giz na base da cauda (Chalk). detecção do cio, na prática, en- da manhã, para todas as vacas tretanto, a implementação do detectadas em cio na noite an- Momento da IA em relação à sistema AM-PM tem criado alguns terior ou na mesma manhã, deve sincronização da ovulação desafios conforme a indústria resultar em taxas de concepção leiteira evolui. Com o aumento próximas do ideal, especialmente Hoje em dia é muito comum do tamanho dos rebanhos lei- em rebanhos com boa detecção os produtores utilizarem protoco- teiros e o aumento em produção de cio e ferramentas de auxílio los de sincronização de cio como de leite, a relação entre mão-de- da detecção, como o uso de mar- parte importante do programa obra disponível e o alto número cadores (giz) na base da cauda. reprodutivo da fazenda, tornan- de vacas tende a tornar mais do fundamental que os horários difícil a identificação precisa de Oportunidades: das injeções dos hormônios e da vacas no cio por observação regu- lar. Outro desafio do sistema AM- Tabela 4. Comparação das taxas de não retorno ao cio em 75 dias pós IA para vacas inseminadas uma vez ao dia ou seguindo a regra AM-PM. Sistema de IA. PM, em fazendas que dependem Fonte: Nebel et al. (1994) de técnicos externos para insemi- Sistema de IA Inseminaçãoes (n) Taxa de não retorno ao cio nar as vacas, é a necessidade em 75 dias pós IA (%) de duas visitas por dia. Devido AM-PM 3659 60.1 Uma vez ao dia 3581 60.6 a estas razões, muitos produ- tores têm simplificado o sistema reprodutivo, adotando a insemi- - Quando implementado de forma inseminação sejam seguidos à nação uma vez por dia, obtendo correta, as taxas de concepção risca para garantir o sucesso re- excelentes resultados, especial- são semelhantes às obtidos com produtivo. mente quando incorporaram fer- o sistema AM-PM O protocolo Ovsynch existe ramentas de auxílio à detecção - Não depende da identificação há mais de 15 anos e vem sendo de cio, como o uso de marcadores precisa do início do cio utilizado amplamente em reba- na base da cauda. Os estudos que - Funciona bem em rebanhos nhos de todo o mundo. Apesar da compararam a inseminação uma maiores ou rebanhos com pouca base fundamental do protocolo vez por dia com o sistema AM-PM mão-de-obra para a detecção de permanecer a mesma, recente- concluíram que, na maioria dos cio mente, foram testadas diferentes casos, o sistema de uma insemi- - Requer apenas uma manipula- variações nos tempos de adminis- nação por dia resultou em maior ção reprodutiva diária das vacas tração dos hormônios e da inse- simplicidade, com taxas de con- minação, objetivando a otimiza- cepção semelhantes às obtidas Desafios: ção do protocolo. com a regra AM-PM. Essas obser- - Funciona melhor quando combi- No protocolo Ovsynch clás- vações são confirmadas por resul- nado a ferramentas de auxílio na sico, o primeiro GnRH é aplicado tados de campo, sugerindo que detecção de cio, como as marcas para induzir a ovulação e pro- 47
  • 47. Reprodução mover a formação de um novo prostaglandina e a IATF é feita 16 eficiência reprodutiva: Corpo Lúteo (CL) e uma nova horas depois da injeção de GnRH onda folicular; em outras pala- (Fig 5). O objetivo é proporcionar - Em rebanhos menores ou vras, para devolver a vaca “ao tempo adicional para a matura- naqueles com pessoal suficiente começo do ciclo estral”. A prosta- ção folicular e otimizar o tempo para a efetiva detecção dos cios, glandina (PGF2α) administrada 7 da IA em relação ao segundo o sistema AM-PM pode ser utiliza- dias depois promove a regressão tratamento de GnRH. Tanto as do com sucesso, especialmente do novo CL, e o último GnRH é pequisas como as informações se os períodos de detecção de cio administrado 48 horas mais tarde de campo mostram que as va- não forem ignorados. para induzir a ovulação do novo cas submetidas à IATF com este - Rebanhos maiores ou folículo. A inseminação em tempo protocolo, em geral, apresentam com menos mão-de-obra para fixo (IATF) deve ser realizada de uma taxa de concepção mais alta observação de cios podem obter 16 a 24 horas depois, ou seja, que aquelas inseminadas com o melhores taxas de concepção antes do tempo esperado de ovu- Ovsynch clássico. com a inseminação das vacas uma lação, o qual é aproximadamente vez por dia, especialmente se 24 a 34 horas após o segundo Considerações gerais utilizarem ferramentas de auxílio GnRH (Figura 4). à detecção (giz aplicado diari- Infelizmente, não existe uma amente). Uma variação recente é o “formula de tempo ideal” para - Independentemente do Ovsynch de 56 horas, que é pro- detecção do cio, aplicação de sistema adotado e do volume de vavelmente o melhor protocolo hormônios, e inseminação que produção de leite do rebanho, tipo Ovsynch que temos atual- possa ser usada em todas as fa- quanto mais vezes as vacas forem mente. Neste protocolo, as va- zendas leiteiras. Não obstante, observadas, e quanto maior a cas recebem o segundo GnRH 56 seguem algumas considerações implementação de ferramentas horas depois do tratamento de práticas que poderiam otimizar a auxiliares para a detecção do cio, Figura 4. Protocolo Ovsynch clássico Figura 5. Procolo Ovsynch 56 horas 48
  • 48. Revista Leite Integral - Fevereiro/Março 2010 maiores serão as probabilidades Referências de identificar os cios com acurá- 1. Walker et al. 1996. Time of ovulation in tion for dairy cows identified in estrus by a relation to mounting activity in dairy cattle. radiotelemetric estrus detection system. I. cia para determinar o melhor mo- J. Dairy Sci. 79:1551-1561. Dairy Sci. 81:1874-1882. 2. Lopez et al. 2002. Estrogen concentra- 7. Gonzalez et al. 1985. Insemination man- mento da inseminação. tions in milk at estrus and ovulation in dairy agement for a one-injection PGF2, synchro- cows. Anim. Reprod. Sci. 72:37-46. nization regimen. I. One daily insemination - De todos os protocolos 3. Lopez et al. 2004. Relationship between versus use of the a.m.-p.m. Theriogenology atuais tipo Ovsynhc o protocolo level of milk production and estrous behav- 24:495-500. ior of lactating dairy cows. Anim. Reprod. 8. Graves et al. 1997. The effect of artificial de 56 horas é o que oferece as Sci. 81:209-223. insemination once versus twice per day. J. 4. Trimberger, G.W., and H.P. Davis. 1943. Dairy Sci. 80:3068-3071. melhores taxas de concepção, Conception rate in dairy cattle by artificial 9. Pursley et al. 1995. Synchronization of insemination at various stages of estrous. ovulation in dairy cows using PGF2α and sendo o mais recomendável. • Nebraska Agric. Exp. Stn. Bull. No. 129, GnRH. Theriogenology, 44: 915-923. Lincon, NE 10. Brusveen et al. 2008. Altering the 5. Nebel et al. 1994. Timing of artificial time of the second gonadotropin-releasing insemination of dairy cows: fixed time once hormone injection and artificial insemina- daily versus morning and afternoon. J. Dairy tion (AI) during Ovsynch affects pregnancies Sci. 77:3185-3191. per AI in lactating dairy cows. J Dairy Sci. 6. Dransfield et al. 1998. Timing of insemina- 91:1044-52. Bastão de Tinta (giz): a pintura diária de todos os animais auxilia na identificação dos Cios. Fazenda Bom Retiro, Itanhandu/MG - Brasil. 49
  • 49. Informes Publicitários NUTRON COMEMORA 15 ANOS COM LANÇAMENTOS DE NOVA LOGOMARCA E SITE A Nutron Alimentos comemora 15 anos de cresci- Pesquisas. mento no mercado brasileiro e latino-americano Segundo o presidente da Nutron Alimentos, Adri- com os lançamentos de nova logomarca e novo site. ano Marcon, nestes 15 anos, a Nutron tem muito Essas ações são fruto da unificação de todas as mar- para se orgulhar. Tornou-se a maior empresa de cas das empresas do Grupo Provimi, líder mundial suplementação de rações da América Latina com R$ em suplementação animal. 460 milhões de faturamento em 2009, com lideran- Com sede na Holanda, a Provimi possui 87 fábri- ça nas áreas de frangos de corte, matrizes pesadas, cas em 30 países e oito mil colaboradores em suas suínos, bovinos de leite de alto rendimento e confi- unidades ao redor do mundo. São mais de 600 cien- namentos. Ter sido escolhida a melhor empresa do tistas que contam com o apoio de 14 Centros de segmento do Brasil pelo terceiro ano consecutivo (Revista Globo Rural), significa o importante reco- nhecimento deste trabalho pelos clientes e pela co- munidade de negócios. “Esses e outros fatores aumentam a respon- sabilidade da Nutron para os próximos anos. A visão estratégica da empresa “construir a nutrição do amanhã”. Para a Nutron, a nutrição do amanhã é o produto da produção animal (as carnes, o leite e os ovos). Esta nutrição deve ser segura, acessí- vel e sustentável para a cadeia produtiva e para o meio ambiente. Contribuir para estes objetivos é a missão da empresa para os próximos 15 anos”, conclui Marcon. • 50
  • 50. Revista Leite Integral - Dezembro/Janeiro - 2009/2010 Na hora de comprar produtos ou buscar orientação técnica para a sua propriedade procure a Gepec. Assistência Técnica Produtos Veterinários - Reprodução; - Hormônios para IATF em bovinos e ovinos; - Nutrição; - Materiais de inseminação e Sêmen da CRV Lagoa; - Sanidade; - Vacinas da reprodução, diarréias dos bezerros e - Melhoramento Genético; outras; - Ordenha e Qualidade de Leite; - Desinfetantes para ordenhas e antimastíticos; - Gerenciamento informatizado de rebanho; - Toda linha de produtos Pfizer e Agener União; - Casqueamento técnico corretivo; - Medicamentos em geral de diversos Laboratórios. - Exames de Tuberculose e Brucelose. PARCEIROS GEPEC 31 3492-4269 www.gepec.com.br 57 Pedidos por telefone e site. Entregamos em todo o Brasil.
  • 51. Resolva, se puder RESPOSTA DO QUADRO APRESENTADO NA ÚLTIMA EDIÇÃO Na última edição apresentamos o caso clínico de novilhas recém-chegadas a uma fazenda, que ini- ciaram um quadro de andar cambaleante, pêlos arrepiados e diarréia sanguinolenta, com evolução rápida para a morte. Para mais detalhes, acesse nosso site www.revistaleiteintegral.com.br A resposta foi dada por Vagner Miranda Portes, Pesquisador da Epagri/Cepaf, Chapecó/SC. Intoxicação aguda por Pteridium aquilinum, conhecida popularmente pelo nome de samambaia. Além da apresentação descrita, também pode manifestar-se de forma crônica (hematúria enzoótica) e na forma de tumores de células escamosas (carcinomas) no trato digestivo superior. A samambaia é uma planta rústica, de boa adaptabilidade e que gosta de solos ácidos e bem drenados, e regiões amenas e com boa pluviosidade. O fato de ocorrer em vários animais ao mesmo tempo deve estar ligado a um fator comum, provavel- mente alimentar. A fome é o principal fator que leva os animais a ingerirem a planta. Os animais eram oriundos de um leilão e foram submetidos a uma viagem de 36 horas. Quando do desembarque na proprie- dade, permaneceram em quarentenário em um piquete de pasto nativo, provavelmente infestado pela planta. Devido ao longo período de restrição alimentar acabaram ingerindo a samambaia. A forma aguda afeta mais bruscamente animais com idade abaixo de 2 anos, no caso novilhas. Nesta forma, a morbidade pode chegar a 70%, e a letalidade é próxima a 100%. Portanto, de 20 novilhas, 14 adoeceram e morreram. Não há tratamento terapêutico eficaz para a intoxicação aguda em bovinos. Já a erradicação da sa- mambaia pode ser conseguida de forma lenta (1-2 anos) por meio da calagem e aração do solo.
  • 52. Revista Leite Integral - Fevereiro/Março 2010 NOVO CASO Uma grande fazenda produtora de leite apresentou nos últimos quatro meses um aumento expressivo nos quadros de deslocamento de abomaso e retenção de placenta, associados a uma redução expressiva na produção total de leite. Algumas características da propriedade: • Vacas em lactação: 730 • Produção média por vaca: 32,4Kg/leite • Sistema de produção: confinado, free stall Os técnicos responsáveis pelo rebanho se reuniram e, dentre outros levantamentos, decidiram fazer um monitoramento dos parâmetros metabólicos sanguíneos de todas as vacas no período de transição. Os principais resultados encontrados foram: - 47% das vacas apresentaram dosagem de ácidos graxos não-esterificados (AGNE) maior que 0,5 mmol/L nas duas semanas antes do parto. - 27% das vacas apresentaram dosagem de β-hidroxibutirato (BHBA) maior que 1400 µmol/L no início da lactação. Pergunta-se: O que esses resultados indicam? Envie sua resposta para leiteintegral@revistaleiteintegral.com.br. Se ela for publicada, você ganhará um brinde! 53
  • 53. Você sabia? VOCÊ SABIA QUE VACAS DE LEITE GASTAM DE 60 A 80% DO SEU TEMPO “COMENDO E DORMINDO”? O comportamento natural das vacas envolve o descanso, a alimentação e a ruminação. Estes fatores estão intimamente relacionados com a saúde, produtividade e bem-estar animal. Pesquisas têm de- monstrado a necessidade de 12 a 14 horas de descanso, e de 3 a 5 horas destinadas à alimentação (tabela abaixo). Este tempo constitui 60 a 80% de um período de 24 horas, limitando o número de horas destinadas à ordenha e a outros procedimentos de manejo. Divisão de tempo diário de uma vaca leiteira Atividade Tempo destinado a atividade por dia Alimentação 3 a 5 horas (9 a 4 refeições por dia) Descanso 12 a 14 horas Interação Social 2 a 3 horas Ruminação 7 a 10 horas Ingestão de água 30 minutos Atividades de Manejo 2,5 a 3,5 horas 54
  • 54. Agora você pode comprar DasMuuu pela internet. Conheça nossa loja virtual. Das Muuu online www.milkpoint.com.br/ dasmuuu
  • 55. Fique por dentro A PECUÁRIA LEITEIRA Flávia Fontes Revista Leite Integral A s redes sociais estão mudando a forma como as pessoas se comuni- cam, trabalham e se divertem. Uma re- que desde fevereiro de 2009 as pessoas de todo o mundo estão gastando mais tempo nos sites de relacionamento do que com e- cente pesquisa, feita pela Nielsen, uma mails, e essa disparidade está aumentando empresa de pesquisa de mercado, mostrou cada vez mais. 56
  • 56. Revista Leite Integral - Fevereiro/Março 2010 E AS REDES SOCIAIS As redes sociais são vastos es- res que atendem a interesses es- mente inocente como o Microsoft paços públicos nos quais milhões pecíficos, como o MyPoint, criado Excel foi recebido com um boca- de pessoas se sentem confor- pelo AgriPoint, que congrega pes- do de ceticismo, pois os adminis- táveis em usar suas identidades soas e empresas relacionadas ao tradores achavam que seus fun- reais on-line. Uma das grandes agronegócio. cionários iriam usá-lo para fazer realizações das redes foi se tor- Além dos relacionamentos listas de seus times preferidos narem ferramentas estupendas pessoais, segundo especialistas, de futebol ou de compras de su- para a comunicação de massa. as redes sociais estão criando permercado – o que de fato acon- Simplesmente ao utilizar uma pá- benefícios consideráveis para teceu e continua a acontecer. En- gina pessoal no Facebook ou en- as empresas que as adotam, tretanto, com o passar do tempo, viar um tweet, os usuários podem qualquer que seja o seu tama- o Excel se tornou uma ferramenta deixar sua rede de amigos – e, às nho. Fazer negócios, em última de trabalho inestimável. vezes o mundo todo – saber o que instância, acaba se resumindo a As pessoas que procuram em- está acontecendo em suas vidas. administrar uma rede complexa prego também podem usar as suas O Facebook comemora seu de relações com clientes, for- redes para juntar informações sexto aniversário no mês que necedores e outros. As redes so- sobre possíveis empregadores vem e hoje é o segundo site mais ciais tornam mais fácil manter e para solicitar recomendações popular da internet, atrás apenas essas relações e forjar outras no- que aumentem as suas chances. do Google. Além do Facebook, há vas. As redes on-line atraíram tam- uma série de outros sites globais, Entretanto, várias empresas, bém a atenção dos recrutadores como o MySpace, que se concen- preocupadas com o tempo gasto corporativos que, dentre outros tra em música e entretenimento; por seus funcionários nas redes benefícios, encontram uma ma- o LikedIn, focado em profissionais sociais, estão proibindo a utiliza- neira de ajudar as empresas a investindo em suas carreiras; e o ção das mesmas durante o tra- cortar custos de busca de profis- Twitter, serviço de relacionamen- balho. Isto supõe que as pessoas sionais. Ao analisar os perfis on- to que permite que seus membros iriam realmente trabalhar ao in- line detalhados dos candidatos, mandem mensagens curtas de, no vés de encontrar outra maneira eles podem diminuir o tempo de máximo, 140 caracteres. Muito de passar o tempo que elas têm conduzir as pessoas certas para popular no Brasil e na Índia, o “sobrando”. Para os veteranos os cargos adequados. Orkut é propriedade do Google e da indústria da tecnologia, esse Nesse ponto da leitura, mui- aparece como sexta rede popular barulho todo em torno das redes tos devem estar se perguntando em total de visitantes. Existem sociais soa bastante familiar. Até o que essas redes geram de bene- ainda, muitas outras redes meno- mesmo um aplicativo aparente- fícios concretos. Segundo espe- 57
  • 57. Fique por dentro cialistas, o grande desafio que real e também enviadas a ou- clicar no ícone “Sign Up Now” e a maioria das companhias está tros usuários que tenham assina- seguir as instruções da página de enfrentando é que as estimativas do para recebê-las. Usuários po- cadastro. de valor agregado com as redes dem receber atualizações de um Uma vez criada a sua conta, sociais são imprecisas, embora perfil através do site oficial, RSS, você já está pronto para respon- existam elementos para defender SMS ou programa especializado. der à perguntas do site: “What’s que os benefícos que elas geram O serviço é grátis na internet, happening?”. Digamos que o valem a pena. Então, o melhor é mas usando SMS pode ocorrer co- Twitter seja como uma folha de não ficar de fora! Escolha entre as brança da operadora telefônica. caderno com limitações de espa- muitas opções disponíveis aquela Desde sua criação em 2006 ço. Como você só pode escrever ou aquelas que melhor atendam por Jack Dorsey, o Twitter ganhou mensagens de até 140 carac- ao seu perfil e objetivos. extensa notabilidade e populari- teres, é preciso ser objetivo. Uma das mais recentes e dade por todo mundo. Algumas Porém, como em qualquer página badaladas redes sociais é o Twit- vezes é descrito como o “SMS da em branco, você tem liberdade ter, que já ocupa o terceiro lugar Internet”. para escrever o que lhe vier à ca- no ranking das mais acessadas. A estimativa do número de beça, mantendo seus seguidores Conheça a seguir um pouco mais usuários varia, pois a empresa informados sobre o que você sobre essa nova febre da inter- não informa o número de contas anda fazendo, ou publicando in- net, que também tem sido am- ativas. Em novembro de 2008, sights que lhe ocorrem num de- plamente utilizada por técnicos Jeremiah Owyang estimou que o terminado momento. Além disso, e empresas da cadeia produtiva Twitter tenha de 4 a 5 milhões de o Twitter é também uma maneira do leite. usuários. Em maio de 2009, um prática e rápida de divulgar notí- estudo analisou mais de 11 mi- cias, produtos, empresas, links O que é o Twitter? lhões e meio de contas de usuári- interessantes, etc. Você pode os. ainda escolher pessoas e institu- O Twitter (pronuncia-se Em Fevereiro de 2009 o blog ições para seguir, ou seja, rece- “tuíter”) é, atualmente, uma das “Compete.com” elegeu o Twit- ber todas as atualizações posta- redes sociais mais movimenta- ter em terceiro lugar como das por elas. Para pesquisar quem das no Brasil. Surgido em março rede social mais usada (Face- está no Twitter, você deve clicar de 2006, trata-se de um serviço book em primeiro lugar, seguido no ícone “Find People” e digitar gratuito que pode ser desfrutado do MySpace). Segundo um site o nome que você está procuran- por qualquer internauta, não re- norte-americano a língua portu- do. Se desejar segui-lo, clique no quer convite e permite que você guesa é a segunda mais utilizada ícone “Follow”. publique textos de até 140 ca- pelo Twitter. racteres. Para criar sua conta no Twit- As atualizações são exibidas ter, basta acessar o endereço no perfil do usuário em tempo eletrônico http://twitter.com/, 58
  • 58. Revista Leite Integral - Fevereiro/Março 2010 Veja algumas pessoas e empresas relacionadas à cadeia produtiva do leite que estão no Twitter e o que andam “Twitando”: - Katia Abreu – Senadora e Presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) @KatiaAbreu - “A máscara do MST bonzinho que tinha uma linda causa caiu.Querem reconstruir o muro de Berlim no Brasil! Aqui não. Queremos democracia sempre!” - Paulo do Carmo Martins – Economista, pesquisador, já foi chefe-geral da Embrapa Gado de Leite @paumartins - “Se você é contra o Estado e contra as instituições, experimente o Haiti!!!” - Eduardo Valias Vargas – Coordenador técnico comercial da Nutron @eduardovvargas - “De volta das férias. Em casa o último número da Revista Leite Integral me esperando. Que boa surpresa!” - Marcelo Pereira de Carvalho – Coordenador do MilkPoint @MarceloPC - “Se sua vantagem competitiva for a negligencia dos seus clientes, você tem um problema. Um dia, um dos dois acaba.” - ABCZ – Associação Brasileira dos Criadores de Zebu @ABCZBrasil - “Mudança no Controle Leiteiro da ABCZ será tema de reunião em BH” - Calu – Laticínio em Uberlândia, Minas Gerais @Laticinio_Calu - “A Calu já prepara o 1º Encontro da Pecuária Leiteira nos Trópicos. Adiado em 2009 pela gripe A, o evento será realizado nos dias 22 e 23/04.” - MilkPoint – portal do agronegócio leite @milkpoint - “CNA: preços no mercado interno sinalizam recuperação” - Alta Genetics – Central de Inseminação Artificial @altabrasil - “Alta comemora resultados e domina ranking da ACNB” - Rehagro - empresa de treinamento, capacitação e especialização de pessoas no agronegócio @rehagro - “Bom dia a todos! Vamos começar a semana falando sobre gestão?”
  • 59. Fique por dentro A rede social do Agronegócio A Revista Leite Integral também está no Twitter! Criado pela AgriPoint, empresa responsável Visite nossa página (Leite_Integral), seja um seguidor e receba diariamente nossas por um dos principais sites do agronegócio leite atualizações. (MilkPoint), o MyPoint é uma rede social que congrega técnicos, produtores, empresas e fa- A Revista Leite Integral também zendas, permitindo a troca de informações, e o está no Mypoint! Visite nossa página, seja um seguidor e marketing de produtos e serviços. receba diariamente nossas atualizações. Para conhecer e participar do MyPoint, acesse o endereço www.milkpoint.com.br/mypoint. • VACAS QUE MUGEM...E TWITAM! Em uma fazenda em Brant Please), aliás a mais popular do nas cidades, mas ela está tam- Count, no sudoeste de Toronto, rebanho com 19 seguidores, pos- bém nas fazendas, “diz um dos Canadá, algumas vacas têm seu tou recentemente: idealizadores do projeto. Ainda próprio Twitter. Trata-se de uma “9,2Kg de leite deliciosa- segundo ele, “muitas pessoas não fazenda moderna, com ordenha mente cremoso para os huma- têm idéia de quanta tecnologia é robotizada, permitindo que as nos.” empregada no campo e de como vacas decidam, por si mesmas, “Eu disse por favor, mas o ela é necessária para a produção quando estão prontas para serem robô simplesmente não tem boas de alimentos para consumo hu- ordenhadas, e todo o processo maneiras.” mano. Ë uma forma de desmis- é realizado mecanicamente, re- “Tentando novamente. Gos- tificar a atividade agropecuária duzindo tempo e trabalho. taria de entender o que se passa para os consumidores. Colocar Em função da ordenha robo- na cabeça do robô.” as vacas na internet é a forma tizada, cada vaca utiliza um dis- “Ele me tocou por 5,35 minu- ideal de ensinar as pessoas sobre positivo eletrônico ao redor do tos, para 11,4kg de leite. Me sin- a atividade leiteira e de onde os pescoço, que informa ao robô to bem.” alimentos vêm.” quando foi sua última ordenha O projeto, que começou em Para receber as atualiza- e quanto leite foi produzido. dezembro, tem como objetivo ções, você pode seguir todas as Os dispositivos de 12 das vacas criar uma ligação entre produção vacas no Twitter. Procure pelos do rebanho estão conectados de leite e tecnologia nas mentes seguintes nomes: @AttnPlease, ao Twitter, postando um Tweet dos consumidores, mostrando a @ChargeCindy, @ChargeGina, @ (mensagem de até 140 carac- natureza altamente tecnológica ChargeMabel, @ContrastAmanda, teres) quando as mesmas entram das atividades desenvolvidas nas @FreerideSpeedy, @FrostyLace, em contato com o robô. fazendas. @GoldwynWindy, @Jerry_J_Lo, Veja o que uma das vacas, “Muitos de nós pensam que a @KurtAppeal, @MontgomeryMae, a “Attention Please” (@Attn- tecnologia está presente apenas @MortyFy. • 60
  • 60. Revista Leite Integral - Dezembro/Janeiro - 2009/2010 XIV CURSO NOVOS ENFOQUES NA PRODUÇÃO E REPRODUÇÃO DE BOVINOS 18 e 19 de março de 2010 Local: Centro de Convenções Center Shopping Uberlândia - Minas Gerais Palestrantes: Dia 19 Sexta-feira 13:30 - 14:45: Utilização de processamento de grãos (haverá tradução simultânea) 08:00 - 09:30: Modulação nutricional da função imune na terminação de bovinos de corte confinados para melhorar o desempenho reprodutivo em vacas (Vasconcelos). Leite leiteiras (Thatcher). 14:45 - 16:00: Impacto do nível de forragem na dieta José Eduardo P. Santos - University of Florida 10:00 - 11:30: Uso de gordura em dietas de vacas pré- em confinamento na ingestão de matéria seca, Milo Wiltbank - University of Wisconsin parto e em lactação (Santos). eficiência alimentar e qualidade da carcaça (Krehbiel). Ronnie D. Green - Pfizer Animal Genetics 11:30 - 12:45: Longevidade em vacas leiteiras: 16:30 - 17:30: Comparação entre práticas nutricionais W. W. Thatcher - University of Florida Impacto da eficiência reprodutiva nas taxas de utilizadas em confinamentos norteamericanos e Corte descarte (Wiltbank). brasileiros (Vasconcelos). Clint Krehbiel - Oklahoma State University 14:15 - 15:45: Estratégias fisiológicas a serem 17:30 - 19:00: Mesa redonda David J. Patterson - University of Missouri consideradas para desenvolver programas de IATF em Joseph C. Dalton - University of Idaho vacas leiteiras (Thatcher). Manejo e Sanidade Judson Vasconcelos - University of Nebraska 16:15 - 17:45: Programas de resincronização utilizados Ronnie D. Green - Pfizer Animal Genetics em vacas de leite em lactação (Wiltbank). Dia 18 Quinta-feira Manejo e Sanidade 17:45 - 19:00: Mesa redonda 09:00 - 10:00: Taxa de concepção do touro: uma nova Dan Grooms - Michigan State University avaliação da fertilidade de touros (Dalton). Geoff Dahl - University of Florida Corte 10:00 - 11:00: A importância da diarréia bovina a José Eduardo P. Santos - University of Florida vírus em perdas reprodutivas (Grooms). Joseph C. Dalton - University of Idaho Dia 18 Quinta-feira 11:20 - 12:30: Esterco é dinheiro (Gorter). Randy Gorter - International Support Specialist 9:15 - 9:45: Perspectivas na produção de carne bovina 14:00 - 15:15: Efeito do estresse térmico durante o GEA Farm Technologies (Green). período seco no desempenho pós parto (Dahl). 09:45 - 11:00: Efeito do manejo e sanidade no 15:45 - 17:00: Diagnostico e controle de perdas Programa: desempenho em confinamento e na qualidade da reprodutivas causadas por Leptospira spp (Grooms). carcaça (Krehbiel). 17:00 - 19:00: Apresentação de dados nacionais. Leite 11:15 - 12:30: Manejo operacional, nutricional e sanitário de bovinos de corte confinados Dia 19 Sexta-feira Dia 18 Quinta-feira (Vasconcelos). 08:00 - 09:30: Efeito do fotoperíodo na produtividade 8:45 - 9:15: Perspectivas na produção de leite (Green). 13:45 - 15:00: Parâmetros no sêmen importante para e saúde de vacas leiteiras (Dahl). 9:15 - 10:30: Diferenças biológicas entre vacas de leite IATF (Dalton). 10:00 - 11:30: Oportunidades e desafios do sêmen lactantes ou não que potencialmente podem impactar 15:30 - 16:45: Utilização de protocolos de sexado (Dalton). o desempenho reprodutivo (Thatcher). sincronização de estro e ovulação em novilhas de 13:00 - 14:30: Doenças uterinas em vacas de leite: 11:00 - 12:15: Vaca anovular (anestro/cisto/dinâmica reposição (Patterson). prevalência, fatores de risco e tratamentos (Santos). folicular): fisiologia, fatores de risco, impacto e 16:45 - 18:00: Utilização de aditivos microbianos em 15:00 - 16:30: Efeito da freqüência de ordenha no tratamento (Santos). dietas em confinamentos (Krehbiel). inicio da lactação na produção de leite (Dahl). 13:30 - 14:45: Importância da progesterona antes da 16:30 - 18:00: Programas para controle de doenças inseminação artificial na eficiência reprodutiva de Dia 19 Sexta-feira infecciosas e melhoria do desempenho reprodutivo. vacas leiteiras em lactação. (Wiltbank). 07:30 - 09:00: Utilização de protocolos de (Grooms). 15:15 - 16:30: Importância da dominância folicular na sincronização de estro e ovulação em vacas pós parto 18:00 - 19:00: Mesa redonda qualidade embrionária e prenhez. (Santos) (Patterson). 17:00 - 19:00: Apresentação de dados nacionais. 09:30 - 11:30: Apresentação de dados nacionais. Mais informações, inclusive sobre a inscrição, podem ser obtidas através da própria CONAPEC Jr, pelos telefones: (14) 3811-7185 ou 3811-7189, ou pelo e-mail conapecjr@fmvz.unesp.br ou site www.fca.unesp.br/conapecjr. Organização: CONAPEC Jr. (UNESP-Botucatu) | Coordenação: Prof. José Luiz Moraes Vasconcelos (FMVZ-UNESP-BOTUCATU).
  • 61. Aconteceu CURSO DE AVALIAÇÃO MORFOLÓGICA E INTERPRETAÇÃO DE PROVAS DA ALTA GENETICS A Fazenda Santa Luzia, em Passos (MG), proprie- um catálogo, aqueles que melhor atendem aos ob- dade do Grupo Cabo Verde, foi sede de mais um jetivos de melhoramento genético de cada proprie- Curso de Avaliação Morfológica e Interpretação de dade. Provas, realizado pela Alta Genetics. O evento, que Nas aulas práticas, Aula teórica ministrada por Ricardo Bertola ocorreu nos dias 3 e 4 de dezembro, contou com a os participantes ti- participação de 35 produtores de leite da região. veram a oportunidade O curso, dividido em módulos teóricos e práti- de testar os conheci- cos, foi ministrado pelo técnico Ricardo Bertola, mentos obtidos, avali- e contou com a colaboração do gerente distrital, ando vacas da fazenda Ricardo Ramos; dos gerentes de produtos, Fábio e escolhendo touros Fogaça e Christian Milani; do gerente de comunica- capazes de melhorar ção, Guilherme Marquez; e do gerente regional da as características mor- Alta, Claumi Júnior. fológicas de cada uma Na parte teórica, os participantes receberam in- delas. formações sobre os principais pontos a serem obser- Como parte de uma vados na avaliação morfológica de vacas de leite, e parceria iniciada en- de como escolher, dentre os touros disponíveis em tre a Alta e a Revista 62
  • 62. Revista Leite Integral - Fevereiro/Março 2010 Guilherme Marquez Entrega dos certificados feita por Claumi Júnior Aula prática de interpretação de provas e Aula prática de avaliação morfológica escolha de touros Leite Integral, a editora-chefe, mentais que os animais nos dão. princípios de nossa empresa em Flávia Fontes, ministrou uma pa- O evento contou ainda com a criar um conceito de vacas mais lestra sobre criação de bezerras, participação de Maurício Coelho, lucrativas para nossos clientes”. cujo título que apresentou a Fazenda Santa Para ele, o investimento da Fa- a “Suas be- Luzia, do técnico Paulo Lima, da zenda Santa Luzia na Genética zerras es- Associação Brasileira dos Cria- Alta é um bom exemplo de suces- tão falan- dores de Girolando, e de Heloise so: “Temos aqui dois grandes do. Você Duarte, que apresentou o pro- exemplos de animais com gené- está ouvin- grama Ideagri, utilizado pela fa- tica Alta que mostram potencial do?” chama zenda Santa Luzia e desenvolvido genético em todas as fases de a atenção pela parceria entre Alta Gene- suas vidas. Fraterna Pat e Mar- para a im- tics, Rehagro e LinkCom. cela Lemmer foram premiadas portância Segundo Guilherme Marquez, bezerras, reconhecidas novilhas de se ob- gerente de comunicação da Alta, e vacas consagradas. As duas são servar e “realizar o curso aqui na fazenda genética Alta, e ver isso aqui, interpretar do Mauricio é uma grande satis- em um ambiente onde se respira os sinais fação para a Alta. Essa fazenda leite, foi muito proveitoso” fi- comporta- é um dos grandes exemplos dos naliza. • 63
  • 63. Aconteceu SEMINÁRIO INTERNACIONAL NUTRON E NOVUS Visando discutir os principais avanços relacionados à manipulação da composição do leite, a Nutron e a Novus realizaram o I Seminário Internacional Sólidos do Leite. O evento ocorreu nos dias 01 e 02 de fevereiro no Monreale Hotel Resort, em Poços de Caldas, Minas Gerais, e contou com a participação de um público de cerca de 300 pessoas, entre técnicos e produtores.A quantidade de partici- pantes superou todas as expectativas da organização, mas mais que o número, impressionou o alto nível técnico dos participantes, que pôde ser percebido durante as perguntas e debates com os palestrantes. Os participantes foram recebidos na tarde do dia 01 e convidados para um jantar de confraternização nas dependências do hotel. No dia 02, a programa- ção teve início com uma palestra do Prof. Marcos Neves Pereira, da UFLA, sobre a influência da genética nos componentes do leite. Em excelente ex- planação, ele mostrou que a genética é a única maneira permanente, embora Dr. Thomas Overton demande longo tempo, para alterar a composição do leite. Na seqüência, o Dr. Thomas Overton, da Universidade de Cornell (EUA) falou sobre o manejo nutricional de vacas em lactação e no período de transição, visando alta produção de leite e sólidos. Grande enfoque foi dado à importância do correto balanceamento de energia, proteína e fibra nas dietas. O período da tarde teve início com uma palestra da Dra. Mercedes Vazquez-Anõn, da Novus Interna- tional, sobre balanço oxidativo em vacas de produção, e suplementação de metionina para aumento na produção de leite e sólidos. Fechando a programação, o Dr. Thomas Overton apresentou uma segunda palestra sobre o uso dos pro- gramas de formulação para balanceamento de dietas. O evento foi finalizado por volta das 17:30, quando o auditório ainda continuava lotado, indicando o grande interesse do público pelos assuntos abordados. Conversando com alguns participantes, foi possível perceber a satisfação de todos em função do grande sucesso do evento. Vista do auditório Palestra do Prof. Marcos Neves Pereira 64
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  • 65. Opinião IDEIAS INOVADORAS: UM JAPONÊS NA EUROPA PÓS-GUERRA Não desanime quando o mercado estiver ruim. Por O japonês parou numa esquina próxima e ficou mais difícil que esteja, saiba que poderia ser muito observando os pedestres que passavam em frente à pior. Você poderia ser um vendedor japonês na Europa loja. Para sua decepção, ninguém prestava atenção logo após a 2ª Guerra Mundial. nos produtos. Afinal, eram apenas rádios comuns de Imagine um vendedor de porta em porta japonês uma marca desconhecida. Ele ficou matutando sobre no período pós-guerra. Ao lado de alemães e italia- como poderia reverter aquela situação. Enfiou a mão nos, os japoneses eram apontados como os grandes no bolso e contou o que restava do seu pouco dinheiro. responsáveis por todo o sofrimento, morte e destru- Não daria pra investir em propaganda, divulgação, ição que assolavam o velho continente. Por isso, aonde nada. Nada? Pensava nisso quando avistou um grupo ia, o vendedor Komashio era recebido com hostilidade, de estudantes que vinha conversando animadamente desconfiança e até ameaças. pela rua. Como desgraça pouca é bobagem, ele tentava ven- Foi então que o vendedor teve uma ideia insólita: der rádios japoneses numa época em que eletrônicos convidou os jovens a assistirem uma demonstração orientais eram sinônimos de péssima qualidade. Então, sobre a qualidade e a potência dos rádios. Depois, por que Komashio não retornou a seu país? Simples: perguntou quem havia gostado dos aparelhos. Seis ra- se na Europa estava ruim, no Japão estava ainda pior. pazes ergueram as mãos. Komashio perguntou: O comércio de produtos estava praticamente parado, — Se eu pagar uma pequena quantia, vocês acei- numa nação totalmente devastada. Para não ser o- tam promovê-lo? brigado a fechar as portas, o fabricante dos tais rádios Ontem ou hoje, aqui ou na Europa, estudantes es- portáteis decidiu enviar seus vendedores para merca- tão sempre iguais: duros. Por isso, aceitaram fazer o dos mundo afora. Mas, depois de meses de tentativas que o homem pedia. Eles deveriam entrar, um a um, frustradas em território europeu, Komashio não havia na loja de pianos e dizer ao proprietário: “gostaria de vendido um único aparelho. ouvir aquele rádio”. Depois de experimentá-lo, deve- Certo dia, em Hamburgo, ao oferecer os rádios a riam tecer elogios. Algo do tipo: “além de portátil é uma loja de pianos, o japonês escutou do proprietário: fácil de mexer e o som é muito bom”. Finalmente, — Não estou interessado. Só trabalho com produtos deveriam comprar o produto e entregá-lo a Komashio. de qualidade. Antes que você pense que isso é absurdo, saiba que — Se eu pagar, o senhor aceita ao menos expor o foi dessa forma que a marca Sony entrou na Europa. produto? No final daquela semana, o gerente recebeu Komashio O homem coçou a cabeça pensativo, viu que não com um largo sorriso: “Me mande mais rádios, estão tinha motivo para recusar e, em troca de dinheiro vivo tendo boa saída”. previamente pago, aceitou expor o aparelho na vitrine por uma semana. Moral da história: (investir) Dinheiro só ajuda a de- Komashio ficou animado, era a primeira vez que colar um negócio se houver uma grande ideia. Os ver- expunha seu produto. Ficou preocupado também. Sa- dadeiros empreendedores são aqueles transformam o bia que, se os rádios não vendessem, ele teria que re- pouco em muito. tornar a seu país com missão fracassada. 66 Fonte: www.chmkt.com.br Retirado do blog Pequeno Guru. Publicado originalmente no livro Oportunidades Disfarçadas.
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  • 67. Os bezerros vão querer agora mamar em outro lugar. Chegou Lacthor. O sucedâneo de leite que oferece segurança alimentar e melhor desempenho para os bezerros. Lacthor é o sucedâneo de leite da Tortuga que oferece as melhores fontes de proteína e gordura para os bezerros. Os probióticos, prebióticos e vitaminas da sua composição garantem segurança alimentar, evitando ocorrência de doenças. Com ele o crescimento dos bezerros está garantido e a produção de leite também. O alimento completo 0800 011 6262 A ciência e a técnica para bezerros lactentes. www.tortuga.com.br a serviço da produção animal