Servico social 2009_5_1
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Servico social 2009_5_1

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  • 1. Educação sem fronteiras SERVIÇO SOCIAL Autores Edilene Maria de Oliveira Araújo Elisa Cléia Pinheiro Rodrigues Nobre Helenrose Aparecida da Silva Pedroso Coelho Maria Aparecida da Silva Maria Roney de Queiroz Leandro 5 www.interativa.uniderp.br www.unianhanguera.edu.br Anhanguera Publicações Valinhos/SP, 200900 - Servico Social - 5 Sem.indd 1 1/5/09 3:52:57 PM
  • 2. © 2009 Anhanguera Publicações Ficha Catalográfica produzida pela Biblioteca Central da Proibida a reprodução final ou parcial por qualquer meio de impressão, em forma idêntica, Anhanguera Educacional resumida ou modificada em língua portuguesa ou qualquer outro idioma. Impresso no Brasil 2009 S514 Serviço social / Edilene Maria de Oliveira Araújo ...[et al]. - Valinhos : Anhanguera Publicações, 2009. 224 p. - (Educação sem fronteiras ; 5). ISBN: 978-85-62280-06 1. Serviço social – Processo de trabalho. 2. Serviço social – Cidadania. I. Araújo, Edilene Maria de Oliveira. II. Título. III. Série. ANHANGUERA EDUCACIONAL S.A. CDD: 360 CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DE CAMPO GRANDE/MS Presidente Prof. Antonio Carbonari Netto Diretor Acadêmico Prof. José Luis Poli Diretor Administrativo Adm. Marcos Lima Verde Guimarães Júnior CAMPUS I Reitor ANHANGUERA PUBLICAÇÕES Prof. Guilherme Marback Neto Vice-Reitor Diretor Profa. Heloísa Gianotti Pereira Prof. Diógenes da Silva Júnior Pró-Reitores Pró-Reitor Administrativo: Adm. Marcos Lima Verde Guimarães Júnior Gerente Acadêmico Pró-Reitora de Graduação: Prof. Paulo de Tarso Camillo de Carvalho Prof. Adauto Damásio Pró-Reitor de Extensão, Cultura e Desporto: Prof. Ivo Arcângelo Vendrúsculo Busato Gerente Administrativo Prof. Cássio Alvarenga Netto PROJETO DOS CURSOS Administração: Prof. Wilson Correa da Silva / Profa. Mônica Ferreira Satolani ANHANGUERA EDUCACIONAL S.A. Ciências Contábeis: Prof. Ruberlei Bulgarelli UNIDERP INTERATIVA Enfermagem: Profa. Cátia Cristina Valadão Martins / Profa. Roberta Machado Pereira Diretor Letras: Profa. Márcia Cristina Rocha Prof. Ednilson Aparecido Guioti Pedagogia: Profa. Vivina Dias Sol Queiroz / Profa. Líliam Cristina Caldeira Serviço Social: Profa. Maria de Fátima Bregolato Rubira de Assis / Coodernação Profa. Ana Lucia Américo Antonio Prof. Wilson Buzinaro Tecnologia em Gestão e Marketing de Pequenas e Médias Empresas: Profa. Fabiana Annibal Faria de Oliveira COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA Tecnologia em Gestão e Serviço de Saúde: Profa. Irma Marcario Profa. Terezinha Pereira Braz / Profa. Eva Maria Katayama Negrisolli / Tecnologia em Logística: Prof. Jefferson Levy Espíndola Dias Profa.Evanir Bordim Sandim / Profa. Maria Massae Sakate / Tecnologia em Marketing: Prof. Jefferson Levy Espíndola Dias Profa. Lúcia Helena Paula Canto (revisora) Tecnologia em Recursos Humanos: Prof. Jefferson Levy Espíndola Dias00 - Servico Social - 5 Sem.indd 2 1/5/09 3:52:57 PM
  • 3. AULA 1 — A Base do Pensamento Econômico Nossa Missão, Nossos Valores ____________________ A Anhanguera Educacional completa, em 2009, 15 anos. Desde sua fundação, buscou a ino-vação e o aprimoramento acadêmico em todas as suas ações e programas. É uma Instituição deEnsino Superior comprometida com a qualidade dos cursos que oferece e privilegia a preparaçãodos alunos para a realização de seus projetos de vida e sucesso no mercado de trabalho. A missão da Anhanguera Educacional é traduzida na capacitação dos alunos e estará semprepreocupada com o ensino superior voltado às necessidades do mercado de trabalho, à adminis-tração de recursos e ao atendimento aos alunos. Para manter esse compromisso com a melhorrelação qualidade/custo, adotou-se inovadores e modernos sistemas de gestão nas instituições deensino. As unidades no Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais,Santa Catarina, São Paulo e Rio Grande do Sul preservam a missão e difundem os valores daAnhanguera. Atuando também no Ensino à Distância, a Anhanguera Educacional orgulha-se de poder es-tar presente, por meio do exemplar trabalho educacional da UNIDERP Interativa, nos seus pólosespalhados por todo o Brasil. Boa aprendizagem e bons estudos! Prof. Antonio Carbonari Netto Presidente — Anhanguera Educacional iii
  • 4. Apresentação ____________________ A Universidade Anhanguera/UNIDERP, ao longo de sua existência, prima pela excelência nodesenvolvimento de seu sólido projeto institucional, concebido a partir de princípios modernos,arrojados, pluralistas, democráticos. Consolidada sobre patamares de qualidade, a Universidade conquistou credibilidade de par-ceiros e congêneres no País e no exterior. Em 2007, sua entidade mantenedora (CESUP) passoupara o comando do Grupo Anhanguera Educacional, reconhecido pelo seu compromisso coma qualidade do ensino, pela forma moderna de gestão acadêmico-administrativa e pelos seuspropósitos responsáveis em promover, cada vez mais, a inclusão e ascensão social. Reconhecida por sua ousadia de estar sempre na vanguarda, a Universidade impôs a si maisum desafio: o de implantar o sistema de ensino a distância. Com o propósito de levar oportuni-dades de acesso ao ensino superior a comunidades distantes, implantou o Centro de Educaçãoa Distância. Trata-se de uma proposta inovadora e bem-sucedida, que em pouco tempo saiu das fronteirasdo Estado do Mato Grosso do Sul e se expandiu para outras regiões do País, possibilitando oacesso ao ensino superior de uma enorme demanda populacional excluída. O Centro de Educação a Distância, atua por meio de duas unidades operacionais, a UniderpInterativa e a Faculdade Interativa Anhanguera(FIAN), em função dos modelos alternativos ofe-recidos e seus respectivos pólos de apoio presencial, localizados em diversas regiões do País e ex-terior, oferecendo cursos de graduação, pós-graduação e educação continuada e possibilitando,dessa forma, o atendimento de jovens e adultos com metodologias dinâmicas e inovadoras. Com muita determinação, o Grupo Anhanguera tem dado continuidade ao crescimento daInstituição e realizado inúmeras benfeitorias na sua estrutura organizacional e acadêmica, comreflexos positivos nas práticas pedagógicas. Um exemplo é a implantação do Programa do Livro-Texto – PLT, que atende às necessidades didático-pedagógicas dos cursos de graduação, viabilizaa compra pelos alunos de livros a preços bem mais acessíveis do que os praticados no mercado eestimula-os a formar sua própria biblioteca, promovendo, dessa forma, a melhoria na qualidadede sua aprendizagem. É nesse ambiente de efervescente produção intelectual, de construção artístico-cultural, deformação de cidadãos competentes e críticos, que você, acadêmico(a), realizará os seus estudos,preparando-se para o exercício da profissão escolhida e uma vida mais plena em sociedade. Prof. Guilherme Marback Neto
  • 5. AULA 1 — A Base do Pensamento Econômico Autores ____________________ EDILENE MARIA DE OLIVEIRA ARAÚJOGraduação: Serviço Social – Faculdades Unidades Católica de Mato Grosso – FUCMT – 1986 Especialização: Formação de Formadores em Educação de Jovens e Adultos – Universidade Nacional de Brasília – UNB – 2003 Especialização: Gestão de Iniciativas Sociais – Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ – 2002 ELISA CLÉIA PINHEIRO RODRIGUES NObRE Graduação: Serviço Social – Universidade Católica Dom Bosco, UCDB – 1992 Especialização em Políticas Sociais – Universidade do Estado e da Região do Pantanal – UNIDERP – 2003 Mestrado em Educação – Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, UFMS – 2007 HELENROSE APARECIDA DA SILVA PEDROSO COELHO Graduação: Ciências Sociais/Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP, Campinas /SP – 1982 Graduação: Psicologia/Universidade Católica Dom Bosco – UCDB, Campo Grande/MS – 1992 Graduação: Direito/Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal – UNIDERP, Campo Grande/MS – 2004 Especialização: Gestão Judiciária Estratégica Centro Federal de Educação Tecnológica de Mato Grosso, CEFETMT – 2007 Mestrado: A Construção dos Sentidos de Promoção e Prevenção de Saúde na Mídia Impressa – UCDB – Campo Grande/MS, 2006 MARIA APARECIDA DA SILVA Graduação: Serviço Social/Faculdades Unidas Católicas Dom Bosco – FUCMT/ Campo Grande-MS – 1984 Especialização: Educação na Área da Saúde/Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro/RJ, 1985 Mestrado: Saúde Coletiva/Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – Campo Grande/MS, 1998 MARIA RONEY DE QUEIROZ LEANDRO Graduação: Serviço Social/Faculdades Unidas Católicas Dom Bosco – FUCMT/Campo Grande-MS/1987 Especialização: Saúde Pública – Escola Nacional de Saúde Pública/Fundação Oswaldo Cruz/1993 v
  • 6. AULA 1 — A Base do Pensamento Econômico Sumário ____________________MÓDULO – PROCESSO DE TRAbALHO EM SERVIÇO SOCIALUNIDADE DIDÁTICA – ESTÁGIO SUPERVIONADO EM SERVIÇO SOCIALAULA 1 O diagnóstico como ferramenta de trabalho do serviço social ......................................... 3AULA 2 Projetos sociais: solucionando problemas .......................................................................... 10UNIDADE DIDÁTICA – PROCESSO DE TRAbALHO EM SERVIÇO SOCIALAULA 1 Trabalho e relações sociais na sociedade contemporânea ................................................. 19AULA 2 Divisão social do trabalho ................................................................................................... 24AULA 3 Produção social e valor ........................................................................................................ 29AULA 4 Trabalho assalariado, capital e propriedade ........................................................................ 37AULA 5 Processos de trabalho e produção da riqueza social ........................................................... 43AULA 6 O trabalho coletivo – trabalho e cooperação ...................................................................... 48AULA 7 Trabalho produtivo e improdutivo ...................................................................................... 52AULA 8 A polêmica em torno da crise da sociedade do trabalho .................................................... 59AULA 9 Trabalho e sociedade em rede .............................................................................................. 65UNIDADE DIDÁTICA – ESTRATÉGIAS DE TRAbALHO EM SERVIÇO SOCIALAULA 1 A inserção do assistente social nos processos do trabalho e as estratégias de trabalho em serviço social ................................................................................................................... 75AULA 2 Trabalho e serviço social: demandas tradicionais e demandas atuais ................................ 78AULA 3 O redimensionamento da profissão: o mercado, as condições de trabalho, as perspectivas e competências profissionais........................................................................... 81 vii
  • 7. AULA 4 Condições de trabalho e respostas profissionais. A relação assistente social e usuários dos serviços sociais ............................................................................................................... 86AULA 5 As demandas e a intervenção profissional no âmbito das relações entre o estado e a sociedade ............................................................................................................................... 89AULA 6 A dimensão ético-política da prática profissional e o serviço social como instrumento de cidadania e garantia de direitos....................................................................................... 92AULA 7 Estratégia profissional e instrumental técnico-operativo utilizados no desempenho do trabalho profissional – Parte 1 ............................................................................................. 95AULA 8 Estratégia profissional e instrumental técnico-operativo utilizados no desempenho do trabalho profissional – Parte 2 ............................................................................................. 99AULA 9 Instrumentos, metodologias e técnicas utilizados pelo serviço social na busca de respostas as demandas do trabalho...................................................................................... 103SEMINÁRIO INTEGRADO...................................................................................................... 108MÓDULO – SOCIEDADE E CIDADANIAUNIDADE DIDÁTICA – TERCEIRO SETOR E SERVIÇO SOCIALAULA 1 Considerações históricas sobre a emergência do terceiro setor ......................................... 111AULA 2 Terceiro setor: conceitos, objetivos e características ........................................................... 114AULA 3 Questões sociais, serviço social e as relações com o terceiro setor ..................................... 118AULA 4 Organizações de interesse público e legislações pertinentes .............................................. 122AULA 5 As organizações de interesse público e a gestão das políticas sociais ................................. 127AULA 6 Responsabilidade social e suas dimensões........................................................................... 131AULA 7 Voluntariado ......................................................................................................................... 135AULA 8 O voluntariado no terceiro setor.......................................................................................... 140AULA 9 Financiamento do terceiro setor .......................................................................................... 144
  • 8. AULA 1 — A Base do Pensamento EconômicoUNIDADE DIDÁTICA – CONSELHOS POPULARES E CIDADANIAAULA 1 Contexto da cidadania .......................................................................................................... 153AULA 2 Participação e controle social: instâncias de cidadania....................................................... 159AULA 3 Conselhos de políticas públicas: assistência social .............................................................. 169AULA 4 Conselhos de políticas públicas: saúde ................................................................................ 174AULA 5 Conselhos de defesa de direitos: do idoso e da pessoa com deficiência ............................. 179AULA 6 Conselhos de defesa de direitos: da criança e do adolescente (ECA)................................. 187AULA 7 Conselhos de defesa de direitos: da mulher ........................................................................ 192AULA 8 Conselhos de defesa de direitos: do indígena e do negro ................................................... 199AULA 9 Atuação do profissional na efetivação do controle social ................................................... 207SEMINÁRIO INTEGRADO...................................................................................................... 215 ix
  • 9. Módulo PROCESSO DE TRABALHO EM SERVIÇO SOCIAL Professora Especialista Edilene Maria de Oliveira Araújo Professora Especialista Maria Roney de Queiroz LeandroProfessora MSc. Helenrose Aparecida da Silva Pedroso Coelho
  • 10. Unidade Didática — Estágio Supervisionado em Serviço Social ApresentaçãoCaro acadêmico! Você irá começar o Estágio Supervisionado II do Curso de Serviço Social da UNIDERP Interativa. O está-gio, sem dúvida alguma, é o momento de aprendizado prático, em meio a gama de conhecimentos teóricosvivenciados no espaço da universidade, dando continuidade à prática de seu Estágio I. Porém, além da expe-riência prática adquirida, o estágio também lhe proporcionará um estudo dessa vivência que engloba todas asetapas, desde sua observação, supervisão, execução até a sua avaliação; enfim, um envolvimento das situaçõesreais vividas visando à integração do saber com o fazer, visão essa que atribuirá ao estágio um caráter de refle-xão, o qual colocará você frente a inúmeras situações do dia-a-dia profissional, fazendo com que compreendao contexto da profissão que irá exercer a partir do conhecimento adquirido. “O estágio é o locus onde a identidade profissional do aluno é gerada, construída e referida; volta-se parao desenvolvimento de uma ação vivenciada, reflexiva e crítica e, por isso, deve ser planejado gradativa e siste-maticamente.” (BURIOLLA, 001, p. 13). Para que o Estágio Supervisionado realmente contribua em sua formação, de vital importância serão asseguintes atitudes: • Ser responsável em todas as suas ações • Ter atitudes éticas • Realizar constantes reflexões • Usar da autocrítica • Ser colaborativo Bom trabalho! Professora Especialista Edilene Maria de Oliveira Araújo “O possível não é o provável. Esse é o previsível, algo que podemos calcular e antever, porque é uma probabilidade contida nos fatos e nos dados que analisamos. O possível, porém, é aquilo criado pela nossa própria ação. O que vem à existência graças ao nosso agir.” Marilena Chauí 
  • 11. AULA 1 — O Diagnóstico como Ferramenta de Trabalho do Serviço Social AULA ____________________ 1 Unidade Didática – Estágio Supervionado em O DIAGNÓSTICO COMO FERRAMENTA DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL Conteúdo Serviço Social • Considerações sobre o estágio supervisionado • O serviço social • O diagnóstico como ferramenta para o assistente social • Diagnóstico institucional • Diagnóstico social Competências e habilidades • Entender o Estágio Supervisionado como o momento da prática das teorias aprendidas em sala • Compreender as questões sociais como foco do trabalho do assistente social • Verificar a importância do diagnóstico como ferramenta de trabalho para o assistente social Textos e atividades para auto-estudo disponibilizados no Portal Duração h/a – via satélite com o professor interativo h/a – presenciais com o professor local 6h/a – mínimo sugerido para auto-estudoCONSIDERAÇÕES SOBRE O ESTÁGIO visão de um assistente social, fazendo com que oSUPERVISIONADO acadêmico comece a correlacionar teoria e prá- O Estágio Supervisionado é a exteriorização do tica, colaborando com o campo concedente deaprendizado acadêmico fora dos limites da Uni- estágio.versidade. É aquele ambiente onde o acadêmico irá O ambiente destinado ao estágio deverá propor-aplicar e desenvolver os conhecimentos teóricos ad- cionar ao acadêmico a consolidação de seus conhe-quiridos. cimentos por meio do que o cotidiano pode lhe O estágio poderá ser realizado em instituições oferecer. Diante disso, a troca de experiência deveráde direito privado, órgãos públicos, organizações levar o futuro profissional a tornar-se mais prepa-não-governamentais, projetos sociais, como tam- rado para atuar em diferentes campos e trabalhar abém em movimentos sociais, mediante a super- complexidade da realidade em seu dia-a-dia. 3
  • 12. Unidade Didática — Estágio Supervisionado em Serviço SocialEstágio supervisionado II O Serviço Social atua consciente da ação social recí- O Estágio Supervisionado II deve oportunizar proca e dinâmica dos elementos biológicos, psicoló-ao acadêmico conhecer e sistematizar o diagnós- gicos e socioeconômicos do ambiente em que vive otico da realidade organizacional em que estiver ser humano. No seu diagnóstico e planejamento para encontrar a solução para os problemas de ajustamen-inserido, de maneira que sejam identificadas as to social, o assistente social não pode excluir qualquerdemandas dos usuários, bem como as possibi- aspecto da vida do indivíduo com o qual trabalha,lidades profissionais. Consiste na continuidade nem qualquer consição social que exista na comuni-da aproximação com a realidade das instituições dade a que serve. (FRIEDLANDER 1975, p. 0).iniciada no Estágio Supervisionado I. É inerenteao Estágio II a iniciação do uso pelos alunos do Essa abordagem não tem apenas o objetivo deinstrumental técnico-operativo empregado pelo ajudar o indivíduo, a família e o grupo de pessoasassistente social. nos seus relacionamentos sociais, mas sim o intui- O Estágio Supervisionado II deve contemplar to da melhoria das condições sociais do ambiente,ainda: elevando padrões sanitários e econômicos na busca • Levantamento de necessidades sociais e conhe- de condições dignas de moradia e trabalho, não dei- cimento institucional. xando de observar legislações sociais que atendam a essa população. • Ênfase no diagnóstico sócio-institucional e na elaboração dos projetos de ação profissional. Para Iamamoto (007), o serviço social, hoje, deixa de ser um mecanismo de distribuição de ca- • Aprofundamento da articulação teórico-prá- ridade, que até pouco tempo atrás era privativo das tica por meio da mediação das expressões das classes dominantes, para se transformar em uma questões sociais apresentadas nos campos de das engrenagens de políticas sociais. estágio mediante a caracterização da popula- ção usuária. O serviço social somente poderá ser considerado uma prática institucionalizada e legítima dentro da • Estudos de demandas e elaboração de registros sociedade quando “responder a necessidades sociais técnicos. derivadas da prática histórica das classes sociais na • Vivência do planejamento no âmbito dos pro- produção e reprodução dos meios de vida e de tra- cessos de trabalho do serviço social (metodolo- balho de forma socialmente determinada”. (IAMA- gias e procedimentos). MOTO 007, p. 55). • Articulação permanente no campo de estágio Ainda segundo a autora, o serviço social se insti- dos conceitos teóricos estudados nas demais tucionaliza e legitima como profissão quando dei- disciplinas do currículo. xa à parte sua forte tendência religiosa, e o Estado Nessa etapa, os estagiários deverão escolher uma centraliza as políticas assistenciais, efetivadas pelainstituição para realizar o diagnóstico das condições prestação de serviços sociais implementados pelasconcretas de trabalho para posterior proposição de grandes instituições.um projeto de intervenção, o qual será elaborado O Assistente Social está diretamente ligado àsnessa etapa, mas executado na próxima. mais diversas expressões das questões sociais, a ma- téria-prima de seu trabalho. Confronta-se diaria-O SERVIÇO SOCIAL mente com as diversas manifestações dramáticas Dentro de uma estrutura básica de valores, para das muitas questões sociais, tanto no nível indivi-Friedlander (1975), o serviço social deve trabalhar dual como no coletivo. (ABESS/CEDEPSS, 1996).para ajudar os indivíduos, grupos e comunidades a Nesse sentido, o assistente social passa a trabalharconseguir atingir um elevado índice de bem-estar as questões sociais como executor e proponente desocial, mental e físico. políticas sociais. 
  • 13. AULA 1 — O Diagnóstico como Ferramenta de Trabalho do Serviço SocialO DIAGNÓSTICO COMO FERRAMENTA DE Diagnóstico institucionalTRABALHO PARA O ASSISTENTE SOCIAL Quando se busca modificar a realidade dos pro- Diagnóstico é uma palavra de origem grega (giag- cessos ou organizações, elabora-se um diagnóstico.nósis) que significa “por meio da verdade”. Reme- Diagnostica-se para entender e compreender astendo-nos ao significado contemporâneo do termo condições em que se encontram os processos e aa “exame, discernimento e conhecimento, leva-nos própria organização ou para medir e avaliar o quan-também à noção de que não é um fim em si mesmo, to foi modificada em relação à realidade inicial, bemmas algo através do que acontece”. (Oliveira, 003). como a qualidade dessa modificação. O diagnóstico é a etapa do trabalho que irá sub- Pelo diagnóstico institucional pode-se ter umasidiar a base para os procedimentos de um planeja- melhor compreensão de diversos elementos anali-mento de mudança e de desenvolvimento. Por meio sados dentro da instituição, possibilitando tomadasdessa ferramenta procura-se identificar claramente de decisão julgadas necessárias. Segundo Krauszuma dada situação, construindo uma opinião sobre (199), alguns dos seguintes elementos podem serela, concretizando um conhecimento a partir do analisados: clima institucional, elementos de cul-qual podem ser avaliadas possibilidades e alternati- tura, comunicação, relação interpessoal, estilos devas existentes para, então, definir o que se pretende liderança, motivação, trabalho em equipe, relaçõesrealizar, a fim de se atingirem as metas e os objetivos interpessoais, tomadas de decisão, entre outros.desejados. Para Oliveira (003), pode-se usar a figu- Para Oliveira (003), observar algo que não vaira do infinito ilustrando o processo do diagnóstico: bem no mundo físico é simples, porém, quando se observa o mundo das relações humanas, fica um Fatos, percepções Objetivos pouco mais complicado verificar onde estão as cau- sas do problema, como é o caso das instituições, ? pois é dentro do contexto delas que acontecem as Caminho do Caminho da relações dos indivíduos que formam essa empresa/ conhecimento escolha instituição. Se as pessoas que trabalham na instituição nãoConceitos, conclusões Meios pararem para refletir a respeito do que não está fun- cionando a contento, o risco de haver um colapsoFonte: Oliveira – 003 (Instituto Fonte para o Desenvolvimento Social) em suas atividades aumentará cada vez mais. Para a autora, “no campo social, efeitos e conseqüências A autora fala que podemos entender o lado es- de determinados problemas só vão aparecer quandoquerdo da figura como sendo o caminho para o estiverem num estágio mais adiantado”. Isso ocor-conhecimento. Trata-se de um processo que ocorre rendo, os transtornos serão bem maiores do que sedinamicamente por meio de diálogos, observações tivessem sido identificados logo no início.de fatos, até chegar às devidas conclusões. Para que as instituições caminhem em seus pro- Em relação ao lado direito, a autora enfatiza que pósitos sem falhas que venham a prejudicar o bomse trata do caminho para a ação, onde é definida por andamento dos trabalhos, de tempos em tempos,meio do diálogo a ponderação dos objetivos e das di- principalmente se observado que algo não está deversas alternativas em que se apresenta a situação. acordo ou mesmo quando estiver com expectativas “... esses dois caminhos se iniciam com perguntas e de alterações em suas atuações, é muito importan- estão interligados dinâmica e ciclicamente na vida te realizar reflexões para a verificação dos processos prática, de tal forma que a vida prática e o que se que estão sendo desenvolvidos na instituição, veri- pensa sobre ela influenciam-se mútua e continua- ficando como está a sua situação. Podemos então mente”. (Oliveira, 003, p. 3) dizer que é saudável e necessária a realização de um 5
  • 14. Unidade Didática — Estágio Supervisionado em Serviço Socialdiagnóstico institucional, para que se possa analisar homem em uma sociedade, e também do propósitose os propósitos dessa instituição estão no caminho técnico-social.correto. Em caso de haver alguma alteração, pode-se O conhecimento geral e principalmente o conheci-retomar sua rota em prol do alcance dos objetivos mento social são formas de expressão de uma cons-inicialmente propostos. telação de fatores psicológicos, históricos, culturais, O diagnóstico institucional deve se constituir como políticos, econômicos e sociais que se interligam. um acontecimento ou uma ocasião específica den- Como hipótese inicial admite-se que todo conhe- tro de um processo dinâmico contínuo que altera cimento possui uma base socioeconômica, isto é, as atividades práticas da instituição com a reflexão exprime a visão do mundo própria de uma deter- e a aprendizagem, que se realiza em momentos es- minada época, de uma camada social e de um de- truturados de monitoramento e avaliação das mu- terminado povo. (Faleiros, 1978, p. 1) danças pelas quais a instituição passa. (Oliveira, As questões sociais 003, p. ) Para Machado (1999), a questão social está en- Segundo a autora, ao se fazer um diagnóstico ins- raizada na contradição capital versus trabalho. Emtitucional, realiza-se uma pesquisa para se conhecer outros termos, é uma categoria que tem sua especi-a realidade em que a instituição analisada está inse- ficidade definida no âmbito do modo capitalista derida, identificando pontos fortes e fracos, podendo produção.até ser ressaltados em relação as suas limitações para A questão social não é senão as expressões do pro-que sejam sanados os problemas diagnosticados. cesso de formação e desenvolvimento da classe operária e de seu ingresso no cenário político da so-Diagnóstico social ciedade, exigindo seu reconhecimento como classe O que antecede o diagnóstico social é a fase de re- por parte do empresariado e do Estado. É a mani-conhecimento da questão social. Segundo Friedlan- festação, no cotidiano da vida social, da contradi-der (1975), é onde o assistente social revê o projeto ção entre o proletariado e a burguesia, a qual passade planejamento e a viabilidade de sua adequação. a exigir outros tipos de intervenção mais além daApós essa análise vem o diagnóstico e, nesse mo- caridade e repressão. (CARVALHO e IAMAMOTO, 1983, p. 77)mento, o problema é especificado e são estabeleci-dos os canais e meios de abordagem. O diagnóstico As diferenças sociais são diversas. Se houver asocial vai permitir que as ações sejam planejadas a comparação de classes sociais, verifica-se a exterio-partir do conhecimento mais profundo da realidade rização de forma injusta, pois existe uma diferençaestudada. muito grande das classes mais abastadas em rela- O diagnóstico social permitirá a compreensão da ção às mais pobres. Estas não possuem poder cul-realidade social local ao incluir a identificação das tural, econômico e político. De acordo com a lei, onecessidades e a detecção dos problemas prioritários povo deveria se posicionar melhor. Muito se falae respectivas causalidades, bem como os recursos e em democracia participativa. A priori todos teriampotencialidades locais que constituem reais oportu- direitos iguais, livre-arbítrio e o compromisso denidades de desenvolvimento. Estabelece uma análi- participar nas questões sociais com o objetivo dese por áreas problemáticas e por temas, permitindo reivindicar e oferecer propostas para a construçãouma compreensão mais abrangente dos problemas de uma sociedade mais justa. Infelizmente o queque afetam o segmento trabalhado. ocorre é o oposto, ou seja, quem tem mais exer- Já Faleiros (1978) apresenta o diagnóstico como ce também maior influência na política, na eco-um instrumento que relaciona a existência das re- nomia, no acesso a educação, moradia, trabalho,lações sociais, em relação ao que depende a vida do saúde etc. 6
  • 15. AULA 1 — O Diagnóstico como Ferramenta de Trabalho do Serviço Social Segundo Melo Neto e Froes (00), problemas ciedade dos sujeitos sociais”. (IAMAMOTO, 007,sociais são desvios entre o que existe e o que deve- p. 1)ria existir ou, mesmo, a diferença de algo que de- Para Andler (1987), a caracterização de uma ati-veria ser alcançado e o que realmente se alcançou. vidade constituída sobre a noção de problema nãoOs problemas sociais representam um estado de pode ser completa sem a presença do conceito de so-carência dos serviços sociais básicos, afetando um lução, noção essa que certamente se aplica aos pro-determinado segmento da população, que reside blemas sociais, reais ou potenciais, que num mundoem uma dada área geográfica, com características globalizado afetam diretamente todo o planeta.social, cultural, econômica e demográfica restritasa essa população. O reconhecimento da questão social e o Quando existe a ocorrência de problemas so- diagnóstico socialciais, verifica-se a carência ou mesmo a inexistência Para a realização do reconhecimento da ques-de serviços fundamentais para a sobrevivência, ou tão social é necessário realizar um exame da via-ainda a melhoria da qualidade de vida de um dado bilidade do problema ou projeto. Para Friedlan-segmento da população. der (1975, p. 98), “... a primeira inspeção total do A relevância dos problemas sociais, ainda segun- problema, sua posição prioritária nos encargos to-do os autores, está ligada a extensão dos efeitos ad- tais, sua conveniência quanto ao tempo, à funçãovindos dessa realidade, como, por exemplo, aumen- da agência e aos recursos humanos disponíveis eto dos índices de mortalidade, desnutrição, doen- capacitados”.ças, analfabetismo, violência, fome etc., em relação Ao determinar a real questão a ser trabalhada, oa essa população, levando em conta o seu tamanho, autor sugere que sejam feitas as seguintes perguntas:suas características e peculiaridades. Quem está interessado? Por que está interessado? Iamamoto (007), em sua abordagem sobre tra- Qual é o histórico do problema? Quais são as causasbalho e serviço social, constata que a evolução de subjacentes? Ocorreu algum incidente ou crise paraum dos problemas centrais do mundo contemporâ- que o problema fosse focalizado? Qual a amplitudeneo em relação ao capital financeiro é o domínio do do problema – público, privado, campanha para ar-capital produtivo: recadar fundos, compromisso com o local trabalha- do, alguma questão de status do local em que traba- O desemprego e a crescente exclusão de contingen- tes expressivos de trabalhadores da possibilidade de lha ou mesmo o desejo de um único cidadão? O que inserção ou reinserção no mercado de trabalho, que existe a respeito de disposições? Deveriam outros se torna estreito em relação à força de trabalho dis- problemas ser resolvidos antes? Por quê? Quais são ponível. Essa redução do emprego, aliada à retração as dificuldades práticas ou restrições legais? Quais do Estado em suas responsabilidades públicas no são os recursos de tempo e de pesquisa da liderança âmbito dos serviços e direitos sociais, faz crescerem interessada e do pessoal técnico? a pobreza e a miséria, passa a comprometer os di- Em geral, a questão do reconhecimento é de reitos sociais e humanos, inclusive o direito à pró- responsabilidade do assistente social e das pessoas pria vida. (IAMAMOTO, 007, p. 87) envolvidas na questão, interessadas e preocupadas A autora também ressalta que numa dinâmica com o problema e que desejam que algo seja feito.tensa da vida social é que surgem possibilidades e Após o reconhecimento da situação a ser traba-esperanças de se realizarem e ampliarem direitos lhada inicia-se o período de realização do diagnós-próprios à condição de cidadania, como também tico social.“possibilidades de universalização da democracia, Para Friedlander (1975), o diagnóstico socialirradiada para múltiplas esferas e dimensões da so- ocorrerá quando os envolvidos acreditarem que o 7
  • 16. Unidade Didática — Estágio Supervisionado em Serviço Socialproblema merece um maior exame. Nesse momen- A busca dos dados para que se transformem emto, a área do problema será identificada. informações na execução do diagnóstico social O autor também menciona que na fase do diag- Dados são registros do que está sendo estuda-nóstico o assistente social terá dois objetivos bem do. Correspondem a uma anotação bastante diretadefinidos: das observações, ou seja, com relativamente pouca elaboração ou tratamento. Uma vez coletados, são 1) Estabelecimento de relacionamento a ser uti- compreendidos como um reflexo razoavelmente lizado mais tarde quando o projeto estiver em confiável dos acontecimentos concretos. andamento. São classificados em dois grupos: os dados primá- ) Coleta de dados quanto à opinião, influências, rios e os dados secundários. Os primários são aqueles reações e soluções dos problema que forneçam que ainda não foram coletados, estando em posse dos uma base para a análise da situação-problema. pesquisados, e que são coletados com o propósito de O assistente social poderá fazer uma coleta de dados preliminar. atender às necessidades de um problema em parti- cular, o qual se encontra em investigação. Os se- Apesar de a coleta de dados preliminar poder ser re- cundários são aqueles que já foram coletados, tabula-alizada somente pelo assistente social, é necessário que dos, organizados e catalogados, estando à disposiçãoo estudo e as indagações da situação analisada sejam dos interessados. (Mattar, 199)debatidos com a participação de todos os envolvidos. Após coletados os dados, transformamo-os em O Assistente Social, além da coleta de dados, pode informação, pois uma informação são dados tra-utilizar-se de outros instrumentais, como revisão de balhados, organizados e interpretados. Por exem-estudos anteriores, leituras, revisão de minutas e re- plo: um nome (Maria José) ou um endereço (Ruagistros existentes sobre o assunto já trabalhados em Tiradentes, no 35) são dados que, por si sós, nãooutras ocasiões. Também poderá se valer de estudos dizem nada. Porém, quando combinados, podemde programas locais que ofereçam serviços seme- representar muita coisa. Se Maria José for cadastra-lhantes ou que tenham os mesmos interesses, man- da num projeto social de geração de renda e a Ruater contato com outros conselhos ou técnicos sobre Tiradentes, no 35 for seu endereço, já podemos sabero assunto, realizar reuniões que interessam ou es- se ela mora perto ou longe desse projeto. Com umatão ligadas ao problema verificado, poderá também lista dos seus participantes e endereços podemosestar planejando algum tipo de ação. Outro fator traçar a área de abrangência desse projeto.apontado pelo autor, que é de extrema importância, É necessário saber diferenciar dados de informa-é manter reuniões estratégicas com as pessoas que ções e também saber transformar dados em infor-estão em posições decisivas para influenciar na to- mações para que elas sejam ferramentas úteis na elaboração de um diagnóstico. Para transformarmada de decisões. os dados coletados em informação é preciso O diagnóstico deve ser um instrumento dinâmi- analisar e interpretar os dados coletados.co que possibilitará o levantamento, análise e inter-pretação das causas dos problemas sociais, definindo ... quando os dados são registrados num questio-também as prioridades de intervenção com base em nário ou formulário, o pesquisador, primeiro, exa- mina cada formulário para assegurar-se de que elecritérios, como a dificuldade de resolução, gravidade tenha sido preenchido completa e adequadamente.ou dimensão dos problemas, entre outros aspectos. Então o pesquisador codifica os dados, ou seja, atri- Quando se realiza um diagnóstico social, tem-se bui símbolos ou números às respostas. Em seguidacomo objetivo adquirir conhecimentos mais apro- os dados são tabulados, o que significa que o núme-fundados da realidade social, por meio da constru- ro de casos que se encaixam em cada categoria oução de uma base que sirva de referência para a pla- combinação de categoria de respostas são contados.nificação e a tomada de decisões na área social. (CHURCHILL, 005, p. 13) 8
  • 17. AULA 1 — O Diagnóstico como Ferramenta de Trabalho do Serviço Social As questões sociais envolvem pessoas de uma so- o pai, o provedor da família, saía para o mercado deciedade, seus valores, crenças e comportamentos. trabalho. Atualmente são mínimas as famílias quePara se realizar um diagnóstico de um determinado se encaixam nesse velho modelo.problema social torna-se necessário analisar essas As famílias de hoje incluem famílias compostas (apessoas em relação à idade, renda, sexo, padrão de fusão de duas famílias por meio de um segundomoradia, cidade natal etc., como também suas ca- casamento ou união), família de pai/mãe solteiros,racterísticas e cultura. Essa análise se dará por meio família de pais adotivos e famílias de homossexuais.do estudo demográfico dessa população. Até mesmo a composição de família de apenas pai Conforme Churchill (005), a demografia trata ou mãe está mudando: embora a maioria dos filhosdo estudo das características de uma população hu- de casais separados more com a mãe, os homensmana, incluindo idade, índices de natalidade e de estão recebendo a custódia dos filhos com maismortalidade, estado civil, instrução, renda, crença freqüência. Além disso, embora muitos dos paisreligiosa, etnia, imigração, como também distribui- nessa situação sejam divorciados, outros nunca seção geográfica. Geralmente, para se conhecer me- casaram, o que cria mais uma categoria de família.lhor a população trabalhada combinam-se dados (CHURCHILL, 005, p. 38)das diversas características demográficas. Em um A análise demográfica ajuda a conhecer a po-diagnóstico, dependendo do projeto que será reali- pulação-alvo, identifica padrões de diversidade ezado, saber quantas pessoas são aposentadas, mães fornece os subsídios indispensáveis para a reali-de família, desempregadas, portadoras de alguma zação do diagnóstico social, permitindo a com-doença, sem moradia ou negras é que vai propor- preensão da realidade social local ao incluir acionar o conhecimento da real situação. identificação das necessidades e a detecção dos Para realizar um diagnóstico, também é possí- problemas prioritários, por meio de análise dasvel utilizar fontes de informações secundárias. No áreas problemáticas, fornecendo meios para me-Brasil, temos diversas. O governo federal coloca à lhor compreensão dos problemas que afetam odisposição dados demográficos por meio do IBGE segmento trabalhado.(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), do Outro ponto relevante em relação ao diagnósti-Ministério do Trabalho e Emprego, do MEC (Mi- co, conforme Friedlander (1975), é a habilidade donistério da Educação e Cultura), do Ministério da assistente social, pois ele tem que ter a capacidadePrevidência e Assistência Social e do IPEA (Instituto de não antecipar sua opinião a respeito das possí-de Pesquisa Econômica Aplicada), todos importan- veis alternativas ou resultados, devendo manter-setes fornecedores de dados sobre a população brasi- atento a uma grande variedade de opiniões e re-leira. Também encontramos publicações em orga- ações. O assistente social deve ainda promover enizações privadas, como o Instituto Gallup. manter o interesse das diversas pessoas ligadas à A população brasileira é muito variada. Chur- questão. Nesse momento, segundo o autor, o as-chill (005) relata que, mesmo antes de os euro- sistente social deve perceber rapidamente as inte-peus chegarem ao Brasil, nosso país já era povoado rações, pois uma falsa avaliação dos motivos oupor diversas tribos. Hoje, a diversidade de nossa interesses, durante o início da fase do diagnósti-população é muito grande. Muitos imigrantes, di- co, pode criar falta de confiança e desinteresse porversas línguas, trazendo com eles novos costumes parte das pessoas envolvidas.e valores. Portanto, o diagnóstico social tem como objetivo A mudança da composição da família também é possuir um conhecimento mais aprofundado da re-um dado demográfico importante. Antigamente as alidade social pela construção de uma base que sirvafamílias eram compostas de uma mãe que permane- de referência para a planificação e a tomada de deci-cia em casa, cuidando dos diversos filhos, enquanto sões na área trabalhada. 9
  • 18. Unidade Didática — Estágio Supervisionado em Serviço Social AULA ____________________ 2Unidade Didática – Estágio Supervionado em PROjETOS SOCIAIS: SOLUCIONANDO PROBLEMAS Conteúdo Serviço Social • Projetos e projetos sociais • Planejamentos • Ciclo de vida do projeto • Etapas para a elaboração de projetos Competências e habilidades • Entender o projeto como ferramenta de trabalho para o assistente social • Identificar e compreender as diversas fases e etapas de um projeto • Compreender as etapas da elaboração de um projeto Textos e atividades para auto-estudo disponibilizados no Portal Duração h/a – via satélite com o professor interativo h/a – presenciais com o professor local 6h/a – mínimo sugerido para auto-estudo PROJETOS SOCIAIS: SOLUCIONANDO Projetos e projetos sociais PROBLEMAS Para Maximiniano (006, p. 6), “projetos são Projeto é um termo que vem do latim projec- sistemas ou seqüências de atividades finitas com tus, tendo como significado lançar para frente uma começo, meio e fim bem definidos”. Uma atividade idéia formada de algo que será realizado, um plano, que a instituição tem repetitivamente ou de duração um intento, um desígnio. Para se realizar algo não contínua não é um projeto, trata-se de uma ativi- basta apenas a nossa imaginação. É de primordial dade desenvolvida pelas funções inerentes daquela importância se conhecer a realidade a ser traba- instituição. O autor ainda menciona que os proje- lhada para que se possam diferenciar as potencia- tos são seqüências de atividades temporárias, tendo lidades e os riscos dos possíveis cursos alternativos como objetivo fornecer um produto final ou trazer da ação. a resolução de um problema. 10
  • 19. AULA 2 — Projetos Sociais: Solucionando Problemas A ISO 10006 (1997) já o define como “um pro- Para Woiller (1996), o processo de planejamentocesso único, consistindo de um grupo de atividades de uma instituição se dá por meio de informaçõescoordenadas e controladas com datas para início e parciais. A fim de se tomar uma decisão correta,término, empreendido para alcance de um objetivo processa-se uma coleta de informações para se che-conforme requisitos específicos, incluindo limita- gar a uma certeza. Esse processo é inerente ao pla-ções de tempo, custo e recursos”. nejamento de uma instituição. Para o autor, enten- Para se dar início a um projeto, Maximiniano diz de-se o planejamento como um processo de decisãoque é preciso ter três questões bem definidas: interdependente que tem por finalidade conduzir a • Qual o produto que será fornecido? (Qual é o instituição a uma situação desejada. escopo do projeto?) Portanto, planejar é decidir com antecipação • Quando será fornecido? (Qual é o prazo do quais alternativas deverão ser analisadas para uma projeto?) futura ação, escolhendo um curso para essa ação, • Quanto custará? (Qual é o orçamento do pro- fixando objetivos a serem atingidos, verificando as jeto?) atividades que deverão ser desenvolvidas, a fim de Para o início de um projeto também deverá ser que sejam alcançados os objetivos da instituição emestabelecido, previamente, o público-alvo a ser tra- um determinado tempo.balhado ou seus beneficiários. O processo do planejamento é uma das tarefas Todo projeto deve ter como resultado a presta- mais importantes da administração de projetos, es-ção específica de um serviço ou a produção de um pecialmente quando se trata da fase de preparação,respectivo bem. Segundo uma definição da ONU, fase essa em que se definem as necessidades a se-de 198, “um projeto é um empreendimento plane- rem atendidas, os objetivos a serem alcançados e osjado que consiste num conjunto de atividades inter- recursos necessários. Sem o planejamento torna-serelacionadas e coordenadas para alcançar objetivos impossível não só o início do projeto, como tam-específicos dentro dos limites de um orçamento e de bém a avaliação do seu andamento. (MAXIMINIA-um período de tempo dados”. NO, 1997) Portanto, ao pensarmos em um projeto, temostambém que pensar nas atividades que serão desen- Ciclos de vida do projetovolvidas, nos recursos que serão necessários para asua execução, isto é, tempo, dinheiro, equipamento Conforme Maximiano (006), todo projeto ini-e pessoas. Para tanto, é necessário contar com o pla- cia-se como uma idéia, passando por diversas fasesnejamento e a programação das atividades. antes de se concretizar como produto ou servi- ço que possa ser utilizado ou experimentado. As Os projetos sociais não diferem dos que já apre-sentamos, surgem da necessidade de um problema idéias podem nascer de problemas que têm que serconcreto em relação a questões sociais. No desenvol- solucionados, necessidades de mercado, encomen-vimento dos projetos sociais são fundamentais que das realizadas por clientes ou, mesmo, por em-sejam claros os objetivos, especificados os recursos, preendedores com idéias visionárias. Muitas vezesdeclaradas as parcerias e como serão analisados os uma sugestão ou uma lembrança pode levar a umaresultados. idéia. Para o autor, a idéia corresponde a 10% do proje-Planejamento to, o que ele chama de fase de inspiração; e os 90% É o processo que tem por finalidade estabelecer, restantes, chama de fase de transpiração, pois é o atocom antecedência, decisões e ações a serem executa- de executar o projeto. Contudo, os 10% de inspira-das para se poder atingir um objetivo definido (VA- ção são o mais difícil em um projeto, pois requeremLERIANO, 00) criatividade e talento. 11
  • 20. Unidade Didática — Estágio Supervisionado em Serviço Social Embora cada projeto tenha características dife- tas vezes, em função de alguns pressupostos, exis-rentes, ele tem, pelo menos, quatro fases de seu ciclo te a necessidade de se alterar a programação dode vida bem definidas, a saber: projeto. 1a) Preparação ou idéia: é o momento da iden- 4a) Encerramento: o projeto é concluído, ne-tificação do problema e do tema a ser trabalhado. cessitando realizar a análise de seus resultados eDefine-se os objetivos do projeto, pautando-se nas impactos, comparando-se o que se pretendia origi-expectativas do cliente (usuário). Nessa fase reali- nalmente com o realmente alcançado. Também é ozam-se a programação das atividades e a confecção momento de cuidar da desmobilização do projeto,da proposta técnica do projeto. caso não haja prosseguimento. Porém, algumas ve- zes, muitas atividades precisam ser realizadas após 2a) Estruturação ou desenho: é a fase que predo- o término do projeto, como por exemplo: manu-minam o detalhamento e o planejamento do plano tenção, treinamentos ou mesmo a identificação e ooperacional. Uma vez decidido que o projeto vai ser planejamento de novos projetos.realizado, o próximo passo é o momento de organi- Ainda Maximiniano (006, p. 5), “cada tipo dezar a equipe executora e mobilizar os meios neces- projeto tem um tipo de ciclo de vida específico, esários para executá-lo. o número de fases pode aumentar ou diminuir”. 3a) Desenvolvimento e implementação: nes- O início e o fim de cada fase se sobrepõem. Antesse momento os planos são colocados em prática, de terminar uma fase do ciclo de vida, a próximacomeçando a execução do projeto. É o período fase inicia-se. Sempre há elementos para que umaem que as atividades previstas são realizadas e nova fase se inicie quando a anterior ainda não seacompanhadas de acordo com o planejado. Mui- concluiu. Etapas da elaboração do projeto IDENTIFICAÇÃO E ESCLARECIMENTO PLANEJAMENTO DE NECESSIDADES DO PROJETO EXECUÇÃO DO CONTROLE PROJETO DO PROJETO CONCLUSÃO DO PROJETO Processos principais de administração do projeto, segundo o PMBOK. Fonte: Maximiniano (2006) 1
  • 21. AULA 2 — Projetos Sociais: Solucionando ProblemasDIAGNÓSTICO Podemos também acrescentar a criatividade e a ori- Diagnosticar é identificar as reais necessidades ginalidade às soluções buscadas pelos projetos dedaquela pessoa, grupo ou organização social que re- intervenção social.ceberá a ação. Conforme já verificado, para Faleiros A realização dos objetivos dá possibilidade de(1978), o diagnóstico é que irá permitir a compreen- atendimento às necessidades e justifica a realizaçãosão da realidade social da localidade que se pretende do projeto.trabalhar, incluindo a identificação das necessidadese a detecção dos problemas prioritários e também JUSTIFICATIVAas respectivas causalidades, recursos e potencialida- Na justificativa, apresentam-se os elementos quedes locais. É nessa fase que se contextualiza o pro- responderão à questão: “Por que se pretende realizarblema ou idéia, estabelecendo-se uma análise por o trabalho:” Para Barros e Lehfeld (00), a justificati-áreas problemáticas e por temas, permitindo uma va determina a importância do projeto em relação aocompreensão mais abrangente dos problemas que contexto social atual. Esse item é considerado comoafetam o segmento que se pretende trabalhar. defensor da necessidade e da efetivação dos problemas levantados na fase do diagnóstico. A justificativa expli-OBJETIVO ca os motivos da execução do projeto, como também a É o ponto focal do projeto. Segundo Valeriano importância dele para a comunidade trabalhada.(1998), é por meio dos objetivos que convergem to-das as ações do projeto desde o início dos trabalhos. PÚBLICO-ALVOSomente a partir dos objetivos, expressos de forma Quando falamos de público-alvo, entendemos oclara e lógica, é que se poderá elaborar o planeja- conjunto de pessoas ao qual se destina o projeto. Émento preliminar que deve guiar todas as demais o grupo de pessoas pertencente ao um dado local,fases e etapas do ciclo de vida do projeto. “Um pro- com atributos, carências ou potencialidades em co-jeto sem objetivos bem definidos é um barco à deri- mum que o projeto tem como pretensão atender. Ova.” (VALERIANO, 1998, p. 185) público-alvo são beneficiários diretamente ligados Para Maximiniano (006, p. 56), “os objetivos são ao projeto. Existem também os indiretos, aquelasresultados esperados de algum tipo de esforço, ação pessoas que de alguma forma recebem os impactosou decisão que envolve a utilização de recursos”. positivos do projeto sem terem sido alvo do proje- Os objetivos são divididos em gerais e específicos: to inicialmente. Portanto, público-alvo são pessoas – Objetivos gerais: é o que se pretende com o pro- ou grupos sociais que direta ou indiretamente serão jeto, conforme descrito na fase do diagnóstico. beneficiados com o projeto. – Objetivos específicos: serão os caminhos para o alcance dos objetivos gerais. PARCEIROS TÉCNICOS E FINANCEIROS Os objetivos devem ser verificáveis, pois têm que Nessa etapa procuram-se os parceiros que colabora-ser passíveis de comparação. Para serem alcançáveis, rão com a execução do projeto. É o momento de iden-eles têm que indicar uma situação para que seja pos- tificar os órgãos ou instituições que, de alguma forma,sível seu alcance. As avaliações das condições para a participarão das atividades do projeto, podendo ser porrealização dos objetivos necessitam que elas sejam meio de financiamentos (promovendo recursos finan-realistas. Em relação a ser específicos, têm que ser ceiros) como por ação de apoiadores (não provêm re-claros, bem-definidos e completamente compreen- cursos, mas dão apoio logístico, de recursos humanossíveis para terceiros. E, por fim, têm que ser adap- e outros para o desenvolvimento e/ou implementaçãotáveis ao tempo, isto é, devem ter condições plenas do projeto). É necessário relatar todas as instituiçõesde serem alcançados no tempo previsto no projeto. parceiras com suas respectivas colaborações. 13
  • 22. Unidade Didática — Estágio Supervisionado em Serviço SocialPRODUTOS DO PROJETO prazo de execução do projeto, indicando o início e o Após estabelecer os objetivos do projeto, define- término de cada uma.se o produto ou serviço real que atenda a esses obje- Para que sejam realizadas as atividades do proje-tivos, ou seja, são resultados entregues pelo projeto to, é necessária a utilização de recursos. Maximinia-para a solução do problema. Esse produto físico ou no (006) nos mostra que em teoria deve-se primei-serviço é denominado produto, que pode ser de ca- ro listar todas as atividades e, em seguida, realizar aráter quantitativo ou qualitativo. Demonstra o que previsão de recursos. Essa seria a ação correta a serde fato se alcançou em relação aos compromissos incrementada, porém menciona que na prática, emassumidos pelo projeto. determinados casos, há uma previsão inicial de re- Exemplo: a realização de um festival beneficente cursos que determina o que se pode fazer.tem como objetivo angariar fundos para que seja A preparação do cronograma baseia-se na duraçãoatendido o seu objetivo final, a sobrevivência da ins- das atividades. A estimativa da sua duração tambémtituição. O produto será o festival beneficente. se baseia em lógica, decisão e dependências externas. Segundo Maximiano (006), outro ponto que deve CONCEITO DEFINIÇÃO EXEMPLO ser observado é que a duração das atividades depen- de da quantidade de recursos previstos. Para o autor, NECESSIDADE Problema que Falta de recursos teoricamente quanto maior o número de pessoas en- o projeto DIAGNOSTICADA financeiros procura resolver volvidas e recursos disponíveis para o projeto, maior velocidade tem o ciclo de vida do projeto. Produto ou serviço FESTIVAL O cronograma do projeto indica as decisões so- PRODUTO que resolve BENEFICENTE o problema bre a duração e as seqüências das atividades que se- rão desenvolvidas para que se atinjam os objetivos. Utilidade do produto Esse cronograma pode ter diversos modelos, porém e sua contribuição OBJETIVO para resolver o Angariar fundos optamos por acrescentar a seguir o Gráfico de Bar- problema do objetivo específico ras, ou seja, o Gráfico de Gantt. Exemplo: Cronograma ou Gráfico de Barras (ou Fonte: Maximiniano (006). Gráfico de Gantt):IMPACTOS ESPERADOS Essa fase descreve os resultados e/ou produtos es- JAN FEV MARperados. Verificam-se a repercussão e/ou os impactossocioeconômicos, técnico-científicos e ambientais dos ATIVIDADE 1resultados esperados. Na realidade, trata-se da solução ATIVIDADE 2do problema em foco. Também podem ser compre-endidas como as alterações percebidas em relação ao ATIVIDADE 3público-alvo, podendo ser atribuídas exclusivamente ATIVIDADE 4ao projeto social realizado. Os impactos são os resul- ATIVIDADE 5tados fornecidos por meio dos efeitos dos projetos. Fonte: Maximiniano (006).CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO Nesse item se realiza a descrição das atividades INVESTIMENTOSa serem desenvolvidas no projeto com a duração Na primeira etapa para a elaboração de um orça-(dias, meses, anos) para cada etapa especificada. To- mento, segundo Maximiniano (006), deve-se elabo-das as etapas devem estar programadas ao longo do rar uma relação dos recursos necessários para a reali- 1
  • 23. AULA 2 — Projetos Sociais: Solucionando Problemaszação do projeto. Isso quer dizer que essa fase inicia- não esquecendo nenhum valor. Depois de prepara-se juntamente com o planejamento das atividades. do o orçamento em detalhes, realiza-se o orçamento Ainda conforme o autor, os recursos necessários simplificado, é a somatória total dos custos.para o andamento do projeto classificam-se nor- Exemplo: orçamento simplificado*.malmente em quatro tipos: – Mão-de-obra: gastos com funcionários da pró- METAS FÍSICAS pria instituição ou serviços eventuais contrata- As metas físicas traduzem os objetivos em aspec- dos. Este item divide-se em algumas categorias, tos quantitativos, definindo o produto final a ser como coordenação, pessoal técnico, sênior, ad- obtido em relação à quantidade de pessoas atendi- ministrativo etc. das, dentro de um limite de tempo. – Material permanente: trata-se de bens, instala- ções, equipamentos e bens, construídos, aluga- METODOLOGIA dos ou mesmos comprados. Durante a elaboração da metodologia, deve ser – Material de consumo: material de escritório, relatada a forma que se pretende atingir em relação combustível, canetas, lápis etc. aos objetivos do projeto, quem faz parte da equi- – Serviços de terceiros: viagens, hospedagens, pe, coordenadores e demais participantes, forma de transportes estaduais, municipais, serviços de acompanhamento e avaliação do projeto, se haverá empresas especializadas etc. reuniões de acompanhamento semanais, periódicas Após a verificação dos recursos necessários pre- ou mensais, ou seja, a forma que se pretende reali-para-se a estimativa de custo, para tanto, é necessá- zar, acompanhar e avaliar o andamento e resultadosrio atentar para três informações: do projeto. – Custo unitário de cada recurso: preço de uma resma de papel, de uma hora trabalhada etc. INDICADORES DE DESEMPENHO – Duração das atividades: devem ser multiplica- Indicadores de desempenho são os dados ou das pelo custo unitário, permitindo estimar o mesmo informações, de preferência numéricos, custo total. que representam um determinado fenômeno, os – Custos indiretos: trata-se das despesas que não quais são utilizados para verificação de processos e são produzidas pelo projeto, mas atribuídas a seus resultados. Podem ser conseguidos ao final do ele. Por exemplo: custos relacionados ao admi- processo ou, ainda, durante a execução do projeto. nistrativo. Portanto, os indicadores de desempenho têm por O orçamento é a estimativa dos custos do proje- função medir o grau de realização das ações dosto. Os custos devem ser lançados detalhadamente, projetos.*Orçamento simplificado ITENS DE CUSTO jAN. FEV. MAR. ABR. TOTALMão-de-obra 100 100 100 100 400Material permanente 50 50 50 50 200Material de consumo 50 50 50 50 200Terceiros 50 50 50 50 200TOTAL 250 250 250 250 1.000Fonte: Maximiniano (2006) 15
  • 24. Unidade Didática — Estágio Supervisionado em Serviço Social Referências BURIOLLA, Marta Alice Feiten. EstágioBARROS, Aidil de Jesus Paes e LEHFELD, Supervisionado. a ed. São Paulo: Cortez, 006.Neide Aparecida de Souza. Projeto de Pesquisa: _________, Estratégias em Serviço Social. 8a ed.,Propostas Metodológicas. 15a ed., Rio de Janeiro: São Paulo: Cortez, 008.Ed. Vozes, 00. _________, Saber Profissional e PoderBIANCHI, Ana Maria de Moraes. Manual de Institucional. 7a ed., São Paulo: Cortez, 007.Orientação: estágio supervisionado/Ana Cecília __________, Administração de Projetos. Comode Moraes Bianchi, Marina Alvarenga, Roberto Transformar Idéias em Resultados. a ed., SãoBianchi. 3a ed., São Paulo: Cengage Learning, 008. Paulo: Atlas, 006. 16