Beatriz ferreira milhazes

2,963 views

Published on

Published in: Travel, Education
0 Comments
1 Like
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

No Downloads
Views
Total views
2,963
On SlideShare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
2
Actions
Shares
0
Downloads
76
Comments
0
Likes
1
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

Beatriz ferreira milhazes

  1. 1. MANDALAS
  2. 5. (Rio de Janeiro, 1960). BEATRIZ FERREIRA MILHAZES
  3. 6. SUAS OBRAS
  4. 21. A artista e a irmã, a coreógrafa Márcia Milhazes, foram criadas num ambiente que estimulava a criatividade. A mãe, Glauce, é professora de história da arte. O pai, o advogado José Milhazes, sempre foi um apaixonado pela música brasileira. <ul><li>Nós criamos trabalhos que são camadas e camadas de idéias buscando significados. Bia tem personalidade e coragem. É um privilégio ter uma irmã que me estimula. Dividimos até o silêncio. Diz a irmã. </li></ul>
  5. 22. Beatriz milhazes é formada em Comunicação Social, ingressou na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro, em 1980, onde, mais tarde, lecionou e coordenou atividades culturais. Integrou a Geração 80 , um grupo de artistas que buscou retomar a Pintura, contrapondo-se às vertentes 'conceituais' dos anos 70.
  6. 23. Características das obras da artista: <ul><li>Bordados, flores, rendas e mandalas se sobrepõem em infinitas camadas, numa leitura atualíssima de nossa tradição barroca - sobre um pedaço de plástico. A pele de tinta que seca sobre o plástico é depois decalcada sobre a tela, que ganha, pouco a pouco, camadas superpostas de tinta. </li></ul><ul><li>Nas colagens, a artista usa materiais cotidianos como embalagens de bombom e balas para recriar seu vocabulário pictórico. </li></ul>
  7. 24. <ul><li>É possível identificar elementos da cultura brasileira e ícones como as exuberantes fauna e flora, as ondas do mar, o calçadão de Copacabana, frutas, além de uma combinação inusitada de curvas, caracóis, motivos florais e rococós, que a artista plástica declara ser baseada em recortes do modernismo europeu, na artdecó. </li></ul><ul><li>Exuberância das formas e a textura das cores. </li></ul>
  8. 25. <ul><li>Pintura geométrica e cores caipiras, rigor formal e carnaval. A capacidade de conciliar universos tão distantes talvez explique o sucesso de Beatriz Milhazes. </li></ul><ul><li>Beatriz usa os contrastes e afinidades entre as cores para equilibrar dezenas de elementos. </li></ul><ul><li>Seu método consiste no desenho e na pintura de motivos e arabescos, com um colorido estonteante. </li></ul>
  9. 26. <ul><li>As pinturas de Beatriz Milhazes jamais se rendem ao figurativo. Verdadeiramente abstratas, são relações visuais intensas, citações ou &quot;pinturas sobre a natureza&quot; como traduzem os críticos: &quot;o diário de uma naturalista, tão impressionada com a exuberância de formas e cores da natureza quanto com as sutis e simples estruturas que as regem.” </li></ul>
  10. 27. <ul><li>Nas telas,os quadrados, retângulos e listras desprendem-se do fundo da pintura para aparecer em primeiro plano. Nota-se forte referência às tradições da Op-Art e Geometria Abstrata, em contraponto ao vocabulário carnavalesco e barroco particular da artista. </li></ul><ul><li>Beatriz estabelece uma composição dinâmica onde os elementos – arabescos, círculos, flores, listras e quadrados - se sobrepõem uns aos outros criando uma sensação ótica de constante movimento. </li></ul>
  11. 28. <ul><li>As &quot;armadilhas&quot; das formas superficialmente bonitas e com caráter decorativo de suas pinturas atraem o público, que imediatamente percebe que é possível ultrapassar o prazer instantâneo do primeiro contato, pois elas se revelam uma erudição discursiva, cheia de detalhes trabalhados de forma conceitual. Uma elaborada organização de planos, texturas e harmonia de composição. </li></ul>
  12. 29. Sucesso também lá fora O nome de Beatriz Milhazes começou a circular fora do país em 1993, ano em que fez sua primeira exposição no exterior. Em Caracas, Venezuela .
  13. 30. Beatriz tem hoje quadros nas coleções de museus como o MoMa e o Guggenheim, em Nova York, o Reina Sofia, em Madri, e o Century Museum of Contemporary Art, no Japão.
  14. 31. Com 22 anos de carreira foi aberta a exposição Mares do Sul. A primeira grande exposição individual da artista no país. Foram apresentados 23 trabalhos, todos inéditos na cidade, três deles produzidos especialmente para a exposição.
  15. 32. Selecionar os 23 trabalhos não foi tarefa fácil. &quot;Para produzir uma grande exposição de Beatriz é essencial a vinda de quadros que estão fora do Brasil&quot;, diz o curador Adriano Pedrosa.
  16. 33. O que dizem os críticos: <ul><li>Hoje críticos de revistas e jornais anunciam com entusiasmo a descoberta da carioca. </li></ul><ul><li>A edição de outubro de 1993 da revista inglesa Frieze dedica a matéria de capa, escrita pela crítica Jennifer Higgie, ao trabalho da artista, com expressões elogiosas do tipo &quot;caleidoscópio psicodélico de cores, flores, amor&quot; e &quot;loucura tecnicolor&quot;. </li></ul>
  17. 34. <ul><li>O jornalista Celso Martins escreve que as obras individuais da artista em Londres, Paris e Nova York foram muito bem recebidas, com elogios &quot;à frescura e à complexidade&quot; do trabalho. </li></ul><ul><li>Uma publicação inglesa, saiu em setembro de 1993 com uma seleção super-rigorosa de pouco mais de 100 nomes de pintores contemporâneos de todo o mundo. Apenas dois artistas brasileiros foram citados por críticos e curadores: Beatriz Milhazes e Adriana Varejão. </li></ul>
  18. 35. <ul><li>Em um texto do catálogo da exposição — produção do Instituto Arte Viva com curadoria de Adriano Pedrosa — o crítico Paulo Herkenhoff diz que também não é qualquer um que atinge o domínio que Beatriz tem da cor. </li></ul>
  19. 36. O que diz a própria artista: <ul><li>A questão central é a honestidade. Só sendo honesto consigo mesmo e suas questões é que seu trabalho acaba aparecendo. </li></ul><ul><li>Minha pintura tem as mesmas características desde o início da carreira, mas fui criando novos problemas para ela e tendo mais segurança sobre meus desejos. </li></ul>
  20. 37. <ul><li>Sempre amei pintura geométrica, mas não poderia pintar só retângulos e círculos, porque meus interesses em arte vão muito além disso. </li></ul><ul><li>A cor organiza tudo. Com ela, trabalho a tela como se ela fosse música — diz a artista, que formou uma espécie de linguagem com os desenhos que se repetem em seu trabalho. </li></ul>
  21. 38. <ul><li>“ Dois aspectos me atraem: a forma de lidar com a repetição das imagens e a liberdade com o uso das cores.” </li></ul><ul><li>Sou uma “devoradora de imagens.” </li></ul>
  22. 39. Os muitos convites para exposições internacionais fazem com que Beatriz passe boa parte do ano viajando, mas sempre que pode ela volta para o ateliê que mantém desde o início da carreira num sobrado no Horto, com vista para o Cristo e para o agito do Clube Condomínio. No artigo sobre sua obra que foi capa da última &quot;Frieze&quot;, a mais importante revista de arte da Inglaterra, a crítica Jennifer Higgie escreveu, espantada, que Beatriz &quot;ainda&quot; morava no Rio. A pintora diz que não gosta de perder de vista a atmosfera carioca.
  23. 40. Reconhecida por sua disciplina, Beatriz construiu sua carreira como formiguinha, amadurecendo um passo de cada vez para desabrochar em meados dos anos 90.

×