Programacao Interativa para Televisão Digital

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Este trabalho pretende apresentar propostas em nível teórico sobre o planejamento da grade de programação em Televisão Digital Interativa. Com a possibilidade de quebra do fluxo televisual (transmissão sequencial do conteúdo), diferentes tipos de interatividade podem ser explorados pela programação proporcionando experiências mais relevantes aos objetivos de cada usuário. Seja pelo aproveitamento de conteúdo extra em formato não-linear (ETV), pelo diálogo com a emissora e entre usuários, pelo controle do próprio fluxo televisual (PVRs e VODs) ou mesmo pelo uso de ferramentas que dispõem a grade de programação da emissora (EPGs). Com o controle remoto, o usuário, que já constrói uma recepção fragmentada em diferentes canais (zapping), poderá usufruir da programação de uma mesma emissora de modo individual, alternando entre o “tempo real” com a transmissão e os estados particulares de interação com o conteúdo. Nesse contexto, a interatividade vinculada ao programa ou à programação deve ser pensada não apenas sob aspectos técnico-operacionais e persuasivos para manutenção da audiência, mas também os aplicativos deverão possuir elevado grau de usabilidade e conveniência uma vez que o relacionamento entre usuário e emissora influencia a percepção de qualidade e a própria manutenção da grade

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Programacao Interativa para Televisão Digital

  1. 1. Lauro Teixeira Coordenador de Programação - TV TEM Bauru Mestrando em Comunicação - Unesp [email_address] PROGRAMAÇÃO INTERATIVA PARA TELEVISÃO DIGITAL Congresso SET 22, 23 e 24 de agosto de 2007 Palestra proferida dia 24 às 11hs
  2. 2. De qual programação estamos falando? "Logo que, numa inovação, nos mostram alguma coisa de antigo, ficamos sossegados." Nietzsche
  3. 3. Programação de Televisão <ul><li>Composição temporal (Grade) </li></ul><ul><li>Otimização do espectro (limite de transmissão) </li></ul><ul><li>Fluidez (seqüência harmônica entre programas) </li></ul><ul><li>Coesão (narrativas que se complementam) </li></ul><ul><li>Relevância (priorizar o que pode ser importante) </li></ul><ul><li>Distribuição indiscriminada (não sei quem vai assistir) </li></ul><ul><li>Qualidade (som, imagem e conteúdo) </li></ul><ul><li>TV Digital </li></ul><ul><li>Composição espacial (dados disponíveis) </li></ul><ul><li>Processamento (vídeos e aplicativos que não travam) </li></ul><ul><li>Conveniência (interatividade que não incomoda) </li></ul><ul><li>Usabilidade (interatividade que não frustra) </li></ul><ul><li>Maior qualidade (que justifique a transição) </li></ul>
  4. 4. Grade de programação <ul><li>Fluxo Televisual Planejado (Raymond Williams, 1974) </li></ul><ul><li>Transmissão seqüencial </li></ul><ul><li>Programa no contexto da programação </li></ul><ul><li>Unidades não acabadas </li></ul><ul><li>O eterno vir a ser </li></ul><ul><li>Cidadania pela informação; </li></ul><ul><li>Lazer pelo entretenimento; </li></ul><ul><li>Orientação por Gêneros; </li></ul><ul><li>Calendário social, relógio da vida cotidiana; </li></ul>
  5. 5. Fragmento de programação nível de atenção linha do tempo <ul><li>O break tem a função de: </li></ul><ul><li>Garantir a “respiração” para absorver a dispersão </li></ul><ul><li>Permite explorar ganchos de tensão </li></ul><ul><li>Estimular o imaginário </li></ul>Bloco de programa Intervalo
  6. 6. Fragmento de programação com interatividade i i i i <ul><li>A interatividade ao longo da programação: </li></ul><ul><li>Explora momentos de atenção </li></ul><ul><li>Satisfaz o interesse por conteúdo extra </li></ul><ul><li>Promove uma experiência mais satisfatória </li></ul>
  7. 7. i i i merchandising interativo Fragmento de programação com interatividade Qual interatividade e em que momento ela é mais conveniente?
  8. 8. i i i <ul><li>TV Shop </li></ul><ul><li>Marketing </li></ul>i Fragmento de programação com interatividade Até onde vale a pena quebrar o fluxo?
  9. 9. Fragmento de programação com interatividade i i i i i interatividade no programa ( etv ) Qual experiência trará o programa?
  10. 10. Fragmento de programação com interatividade i i i i i durante o intervalo Qual elo nos manterá no canal?
  11. 11. Fragmento de programação com interatividade i i i i independente da programa (EPG) O que a programação tem a ganhar? i
  12. 12. Guia Eletrônico de Programação <ul><li>Comodidade - o espectador não precisa recorrer a outros meios (jornal, revista, internet) </li></ul><ul><li>Confiabilidade - a informação é atualizada constantemente </li></ul><ul><li>Informação extra - Sinopses, programação futura, alertas de mudança na grade, destaques </li></ul><ul><li>Personalização - Agendamento, alertas, gravações em PVR </li></ul>
  13. 13. Tipos gerais de programas Programas Quentes Os que não têm sentido fora da programação (telejornal, esporte, auditório, ao vivo em geral, etc.) Programas Frios Os que podem ser gravados (filmes, novelas, séries, documentários, etc.)
  14. 14. Programação e Auto Programação linha do tempo horário que o usuário dispõe Programação de televisão DVD Auto-programação Canal A Canal B Na competição pelo tempo do usuário, os programas quentes podem perder audiência?
  15. 15. Programação e Auto Programação linha do tempo horário que o usuário dispõe Programação de televisão DVD Auto-programação Canal A Canal B No entanto, programas quentes são genuinamente televisivos e concorrem menos com outras mídias?
  16. 16. A Cauda Longa da Programação Televisiva controle do emissor controle do indivíduo programação de massa auto-programação
  17. 17. A Cauda Longa da Programação Televisiva auto-programação programação de massa controle do emissor gravação compartilhamento adaptação linearidade relacionamento interesse geral múltipla escolha ação presumida colaboração conteúdo interativo exibição particular produção particular estrutura interativa ... centralidade on-demand controle do indivíduo
  18. 18. A Cauda Longa da Programação Televisiva auto-programação programação de massa O conteúdo é empurrado até a audiência O conteúdo é puxado pela audiência O conteúdo é a audiência Telespectador Nível de passividade Usuário Nível de interação reativa Interagente Nível de interação mútua Programação pela transmissão (temporal) Programação pelo acesso (espacial) Auto-programação (espaço-temporal)
  19. 19. Diagrama da Interatividade na TV Digital
  20. 20. A Promessa da Grade Interativa “ Liberdade: essa palavra que o sonho humano alimenta, que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda”. Cecília Meireles A interatividade é vista como promessa de liberdade da programação Obrigado!
  21. 21. Exemplos Música Desenho Reality Show Games Propaganda Notícias e-mails Chat Banco Esporte Metereologia Entrevista EPG Pizza Jornalismo

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