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Latinports Boletim Informativo Abril-Junho de 2013
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Latinports Boletim Informativo Abril-Junho de 2013

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  • 1. Abril-Junho 2013 Ano 5, No. 2 IV Evento Anual da Latinports em Cancún Controversa por Sanção Presidencial da Reforma da Lei de Portos em Brasil Principais Portos de Contêineres na América Latina Ver mas... Ver mas... Ver mas... RICHARD KLIEN: PRESIDENTE DALATINPORTS 2009-2013
  • 2. CONTEÚDOC Abril Junho 2013 Editorial Capa Richard Klien: Presidente 2009-2013 e Principal Promotor da Latinports Diseño Julian Pineda www.miroamarillo.com studio@miroamarillo.com - Controversa por Sanção Presidencial da Reforma da Lei de Portos em Brasil ANÁLISE - Principais Portos de Contêineres naAmérica Latina -América Latina Deve ter Visão de Longo Prazo para se Posicionar como a Região do Futuro - Chile e Panamá se Consolidam como Líderes Latino-Americanos em Competitividade LOGÍSTICA, COMPETITIVIDADE E PORTOS NA AMÉRICALATINA IV EVENTOANUAL DALATINPORTS - Infraestrutura e Desenvolvimento PRESIDÊNCIAE DIREÇÃO EXECUTIVADA LATINPORTS - Presidente que Entrega o Cargo e Diretor Executivo se Reúnem no Rio de Janeiro - Diretor Executivo se Reúne com o Diretor Geral daAntaq em Brasília - Diretor Executivo Visita Plantas da Liebherr e da e-Tech Simulation em Miami - “AAmérica Latina está em um Momento Único”: Joe Biden, Vice-presidente dos Estados Unidos AMÉRICALATINAE O MUNDO: SITUAÇÃO MACROECONÔMICADAREGIÃO - “AAmérica Latina entra em uma ‘Época de Ouro’: Xi Jinping, Presidente da China - China Substituiria a União Europeia como o Segundo Investidor naAmérica Latina em 2015
  • 3. Abril - Junho 2013 OCONTEÚDO NOTÍCIAS PORTUÁRIAS LATINO-AMERICANAS Correio HIDROVIAS NAAMÉRICALATINA - Governo Brasileiro Estuda Fortalecer o Modo Fluvial Tornando-o Independente - Na Reta Final a Licitação paraAprofundamento ÁguasAcima do Rio Magdalena em Colômbia - Companhia SurAmericana de Vapores Prevê um “Cenário Complexo” para a Indústria Naval - Hapag-Lloyd e Hamburg Süd Suspendem Conversações para Fusão - MSC Negocia 35% de sua Divisão de Terminais por US$ 2 Bilhões TRANSPORTE MARÍTIMO E PORTOS - Brasileiro RobertoAzevêdo: Próximo Diretor da Organização Mundial do Comércio - México e Estados Unidos Comprometidos na Criação da Região mais Competitiva do Mundo - BRICS se Comprometem a Colocar em Andamento Banco de Desenvolvimento para Infra- estrutura - Constituída aAliança para o Pacífico como o Principal Bloco Comercial da Região - OCDE Convida a Colômbia a Negociar suaAdesão ao Grupo AMÉRICALATINAEACORDOS COMERCIAIS INTERNACIONAIS PRÓXIMOS EVENTOS - TOC CSCAméricas 2013
  • 4. Abril - Junho 2013 Editorial Em uma grande demonstração de integração latino-americana, realizamos com o maior sucesso nosso quarto evento anual em Cancún, México, conjuntamente com a Associação de Terminais e Operadores Portuários do México e a Associação Mexicana de Engenharia Portuária, às quais enviamos nosso especial agradecimento por meio deste espaço. Em mensagem do Presidente da República, Enrique Peña Nieto, transmitida pelo Coordenador Geral de Portos e Marinha Mercante, Guillermo Ruíz de Teresa, “é interesse do governo mexicano trabalhar de forma bastante estreita, interna e externamente, com as associações organizadoras do evento”. Este evento, cujo lema foi “Infraestrutura e Desenvolvimento”, serviu para demostrar que embora muito tenha sido feito nos primeiros 20 anos de reforma portuárias na América Latina, ainda falta muito por fazer. Com esse enfoque chegou-se a importantes conclusões, que estão registradas na Declaração de Cancún, cujo texto completo aparece em páginas internas. O evento de Cancún coincidiu com a finalização de um ciclo transcendental na Latinports, liderado pelo presidente que deixa o cargo, Richard Klien de Brasil. Um período durante o qual a associação se consolidou como porta-voz do setor portuário latino-americano, e com esse compromisso promoveu os benefícios do “modelo vencedor: portos públicos e operação privada”, como muito acertadamente ele o definiu. Inicia-se agora um novo ciclo, o da “modificação das leis para adaptá-las à situação atual da indústria e das associações público- privadas”, como descreveu o presidente que assume, Arturo López, que sendo um dos mais importantes empresários portuários na América Latina, é garantia de continuidade e projeção. Em boa hora o presidente que sai e o que entra se comprometeram a trabalhar estreitamente para o fortalecimento da associação. Nesta edição damos especial ênfase ao excelente momento que está vivendo a América Latina, o qual devemos aproveitar. Dá muito orgulho escutar dos representantes das duas principais economias do mundo frases como: “A América Latina está em um Momento Único” (Joe Biden, Vice-presidente dos Estados Unidos) e “A América Latina entra em uma Época de Ouro” (Xi Jinping, presidente da China). E como se fosse pouco, um representante da região, o brasileiro Roberto Azevêdo, foi nomeado presidente da Organização Mundial do Comércio. Devemos, então, nos preparar rapidamente para estarmos em harmonia com as circunstâncias e tirar o melhor fruto disso, pois, tal como insta o Fundo Monetário Internacional, “A América Latina deve aproveitar a bonança, pois não durará eternamente”. O desafio é enorme. Até a próxima! Julián Palacio Diretor Executivo da Latinports
  • 5. Abril - Junho 2013 IV EVENTO ANUAL DA LATINPORTS EM CANCÚN INFRAESTRUCTURA E DESENVOLVIMENTO Guillermo Ruíz de Teresa, Coordenador Geral de Portos e Marinha Mercante do México Inaugurado pelo Coordenador Geral de Portos e Marinha Mercante do México, Guillermo Ruíz de Teresa, o evento, realizado em conjunto com a Associação de Terminais e Operadores Portuários e a Associação Mexicana de Engenharia Portuária, contou com a participação de mais de 200 pessoas, do México e de diferentes países da região. O Coordenador Geral destacou a mensagem do Presidente da República, Enrique Peña Nieto, quanto ao interesse do governo mexicano em trabalhar de forma bastante estreita com a Latinports. O evento transcorreu com a premissa de que nos 20 anos de reformas portuárias na América Latina “é muito o que foi feito, mas também é muito o que falta fazer”, como acertadamente propôs Francisco Kassian, presidente no México da multinacional de operação portuária SAAM. De sua parte, o diretor executivo da Latinports, Julián Palacio, disse na sessão inaugural: “Não é somente por protocolo que participam desta mesa o Coordenador Geral de Portos, os presidentes das duas mais importantes associações portuárias do México e a Associação Latino-Americana de Portos e Terminais, a qual represento. É a demonstração do trabalho conjunto dos setores público e privado e da integração do setor na América Latina, que embora busque os mesmos objetivos dos portos mundiais, possui características muito particulares. “Há alguns anos, em Cartagena, a Ministra de Fomento do anterior governo espanhol disse que ‘de pouco serve um bom porto sem uma boa infraestrutura de transporte interno’ ”. Nada mais acertado. As consequências de uma infraestrutura
  • 6. Abril - Junho 2013 DECLARAÇÃO DE CANCÚN 17 de Maio de 2013 As conclusões desta reunião podem ser resumidas na frase “é muito o que foi feito nos primeiros 20 anos de reformas portuárias na região, mas também é muito o que falta fazer”. Quanto às atividades específicas, vale a pena destacar o seguinte: Mercado Mundial e Desenvolvimento Portuário: O Pacífico está crescendo o dobro do que cresce o Atlântico, motivo pelo qual, sem se descuidar dos portos localizados neste oceano, deve-se trabalhar profundamente na adequação dos portos do Pacífico. Multimodalismo e Logística: Os portos por si só não são a solução para a competitividade do comércio exterior, um tópico onde os países latino-americanos estão muito atrasados. Por esse motivo, deve-se trabalhar a fundo o Multimodalismo e a Logística, devendo ser essa a ordem em curto prazo, considerando-se que o desenvolvimento logístico traz desenvolvimento econômico. Infraestrutura de Transporte: Ainda que importantes avanços sejam notados, deve- se dar maior ênfase a modos distintos do transporte por estrada, a fim de reduzir custos e incrementar eficiência, principalmente no que se refere a cargas de transporte interno deficiente, um mal endêmico nos nossos países, nos conduz ao que chamo ‘a frustração do gerente portuário’, pois uma excelente empresa com um excelente administrador pode transformar um porto ou um terminal no melhor do mundo, mas a deficiência no transporte interno não traduz isso em beneficio que os países necessitam para a competitividade do seu comércio exterior. Nossa competitividade em nível mundial dista muito do que o nosso potencial exige. “Concordo, assim, com o novo Coordenador Geral de Portos, o bacharel Guillermo Ruiz de Teresa, com quem tive a honra de estar poucos dias após sua posse, no sentido de basear sua gestão na produtividade e conectividade dos portos”. Igualmente, a Latinports fundamenta sua existência no que traduz seu slogan: ‘Governos e Setor Privado Trabalhando Juntos para o Desenvolvimento Logístico-Portuário da Região’. “Não quero deixar de fazer referência ao grande momento que estão vivendo as economias latino- americanas, e em particular a do México”. Cada vez mais os olhares do mundo estão voltados para nossa região, pois como disse o ministro de transportes do Chile no nosso evento do ano passado em Viña del Mar: ‘Me dá muito orgulho ver como, enquanto o mundo está passando por uma crise muito grande, a América Latina não apenas está aguentando como continua crescendo’. “Devemos, assim, estarmos preparados para o que vem. É o melhor momento da América Latina e devemos saber aproveitá-lo. Multimodalismo e Logística deve ser o lema”. Conferências do módulo Latinports você pode consultar em o link Eventos de nosso site www. latinports.org
  • 7. Abril - Junho 2013 Arturo López toma Posse como Presidente da Latinports homogêneas volumosas e longas distâncias. Zonas de Atividades Logísticas: Para melhorar a competitividade dos países, as zonas de atividades logísticas internas, ou portos secos, devem ser um complemento importante dos portos e da conectividade. Relações Público-Privadas: O setor público e o setor privado cada vez mais entendem a importância de trabalharem juntos para um fim comum, sendo motivo de destaque as manifestações do presidente Enrique Peña Nieto, através do Coordenador Geral de Portos e Marinha Mercante, quanto ao interesse do governo mexicano em trabalhar de forma bastante estreita, tanto no campo interno como no externo, com a Associação de Terminais e Operadores Portuários, a Associação Mexicana de Infraestrutura Marítima, Costeira e Portuária, e a Associação Latino Americana de Portos e Terminais, entidades organizadoras do evento realizado em Cancún. Situação Particular: O crescimento econômico do México é bastante destacado em nível mundial, bem como o posicionamento dos seus principaies portos, que de acordo com a Cepal estão no mesmo nível de eficiência dos melhores do mundo. O Coordenador Geral de Portos e Marinha Mercante do México, Guillermo Ruíz de Teresa (no centro da mesa), toma o juramento de Arturo López de México como o novo presidente da Latinports, aparecendo acompanhado do diretor executivo da associação, Julián Palacio.
  • 8. Abril - Junho 2013 CONTROVERSAPOR SANÇÃO PRESIDENCIAL DA REFORMADALEI DE PORTOS EM BRASIL A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, promulgou no princípio de junho uma lei portuária que facilita o desbloqueio de investimentos de cerca de 13 bilhões de dólares em licitações previstas para este ano, informou a Mundo Marítimo com base em noticia da Reuters, mas vetou dez dos artigos do documento aprovado pelo congresso, contrariando boa parte dos “lobbies” empresariais aplicados ao longo da tramitação da MP 595. “Fizemos vetos para assegurar o objetivo principal da medida, a abertura e a competitividade do sistema portuário, e também para eliminar qualquer insegurança jurídica quanto à interpretação dos textos”, disse a ministra chefe de Gabinete, Gleisi Hoffmann, ao comentar a decisão tomada pela presidente. Segundo a ministra, a aprovação da lei cria as condições para que o governo tome medidas em vários setores, incluída a licitação de 52 áreas no portos de Santos, o principal do Brasil, e do estado do Pará. Até janeiro de 2014 o Governo quer colocar em andamento a licitação do último bloco de arrendamento portuário, incluídas outras 107 zonas de portos no sul, sudeste e nordeste do país. A seguir, os principais pontos vetados e que têm sido objeto de controvérsia: - Criação da categoria de terminal indústria; - Proibição às empresas de navegação marítima de operar terminais; - Obrigatoriedade de uso do OGMO (Órgão Gestor de Mão de Obra) na contratação de trabalhadores integrados; - Prorrogação de concessões em portos secos; - Obrigatoriedade de que os contratos de concessões tenham prazo máximo de até 50 anos; - Vigilância dos portos somente a cargo da guarda portuária; - Artigo que exigia qualificação profissional de trabalhadores portuários independentes; - Elementos que se encarregam da renovação dos contratos de arrendamento celebrados antes de 1993; - Elementos que permitem a extensão dos arrendamentos celebrados depois de 1993. De sua parte, a Fundação Nuestro Mar, citando o Valor e o Portos e Navíos, explicou que através dos vetos o governo fechou as portas à prorrogação automática de qualquer tipo de contrato de arrendamento nos portos públicos, incluídos pelo menos 54 terminais arrendados antes de 1993. Nesse ano entrou em vigência o último marco regulatório do setor, revogado pela MP 595. Os operadores dessas instalações buscavam uma renovação dos contratos, em geral por dez anos. Os titulares de terminais de contêineres licitados depois de 1993 também perderam a garantia de prorrogação antecipada de seus contratos, que expiram no início da próxima década. Com os vetos, abre-se caminho para o arrendamento de 159 áreas nos portos públicos, que serão divididas em quatro lotes. A primeira ronda de licitações, abarcando 52 terminais localizados em Santos e no Pará, deverá efetivar-se em outubro. Todos os demais concursos serão lançados antes de janeiro de 2014, conforme antecipou a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann.
  • 9. Abril - Junho 2013 O governo também aumentou suas estimativas de investimento em portos privados. Em dezembro passado, a Secretaria de Portos falava de projetos que somavam R$ 21 bilhões até 2017. Agora, as projeções apontam para investimentos de R$ 25 bilhões, segundo a ministra. “Esses são números preliminares”, afirmou a ministra, lembrando que parte dos projetos de terminais privados com pedidos apresentados à Agência Nacional de Transportes Aquáticos (Antaq) não têm dados precisos. Com a nova lei, acaba-se a distinção entre carga própria e carga de terceiros, facilitando a construção de portos privados. Dilma vetou, no entanto, a figura do “terminal industrial” - um pleito capitaneado pelo empresário Jorge Gerdau. Grandes empresas, como a Vale e a própria Gerdau, que usam instalações portuárias como último ponto de suas redes de produção, queriam ter a possibilidade de construir novos terminais sem qualquer processo seletivo que envolva convocatórias públicas. “A volta da restrição do tipo de carga a ser movido em cada terminal portuário constitui um obstáculo à ampla abertura do setor e ao aumento da concorrência, objetivos primordiais da MP”, justificaram o Ministério da Fazenda, o Ministério do Planejamento e a Secretaria de Portos, durante as explanações sobre o veto. Gleisi esclareceu que a regulamentação da nova lei será feita em duas partes. Na primeira, o governo apresentará os detalhes do processo seletivo para a construção de portos privados. Depois, regulamentará as questões específicas dos trabalhadores portuários. “Todos os acordos feitos com o Congresso Nacional, seja com os trabalhadores, seja no âmbito da comissão mista, foram cumpridos”, disse a ministra. Entre os vetos relacionados com questões trabalhistas, está um que determinava que a vigilância e a segurança dos portos públicos seriam executadas exclusivamente pela guarda portuária. Além disso, para evitar que a lógica dos órgãos gestores de mão de obra (Ogmos) fosse obrigatoriamente adotada pelos terminais privados, a presidente vetou uma parte da lei que estabelecia que os trabalhadores independentes só poderiam exercer suas atividades se estivessem inscritos na lista de portuários, administrada pelos Ogmos. Na justificativa desses vetos, o governo alega que as alterações violariam o acordo negociado entre o Poder Executivo, o Congresso Nacional e as entidades representantes dos trabalhadores portuários. Os legisladores reagiram com rapidez. “Vamos votar os vetos. A presidente tem o direito de vetar e nós, o de avaliar os vetos. Na reunião de líderes de bancada da Câmara já se falou em realizar uma reunião com o presidente do Senado para considerar a proposta de avaliação dos vetos”, afirmou o líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), que foi um dos principais negociadores do texto durante a tramitação da medida provisória (MP). Para Cunha, a avaliação dos vetos é uma “autoafirmação do Congresso” e uma indicação de que o governo “deve ter mais responsabilidade”. “Eles [o governo] têm que ser mais responsáveis quanto ao conteúdo das matérias aprovadas. Têm que entender que quando aqui se vota [uma questão], em caso de veto, este será avaliado”. Cunha rebateu as declarações de Gleisi Hoffmann e disse que o governo vetou trechos da Medida Provisória (MP) para os quais havia acordo: “O acordo comigo obviamente não foi cumprido”. Uma emenda de sua autoria – que contemplava a possibilidade de renovação dos contratos anteriores a 1993-, acabou vetada.
  • 10. Abril - Junho 2013 PRESIDÊNCIAE DIREÇÃO EXECUTIVADALATINPORTS Presidente Richard Klien e Diretor Executivo Julián Palacio Ex Ministro Pedro Brito, Diretor da Antaq Em abril passado se reuniram no Rio de Janeiro o presidente da Latinports que está entregando o cargo, Richard Klien, e o diretor executivo Julián Palacio, para fazer uma avaliação dos primeiros quatro anos da associação e planejar seu futuro. Também no mês de abril, o diretor executivo da Latinports se reuniu com o ex-ministro de portos do Brasil e atual diretor geral da Agência Nacional de Transporte Aquático, Pedro Brito, com o propósito de estreitar as relações entre as duas entidades. Por amável convite da Liebherr Nenzing da Áustria, o diretor executivo da Latinports, Julián Palacio, esteve em Miami conhecendo os últimos avanços tecnológicos de seus equipamentos portuários. Aproveitou essa oportunidade para visitar a E-Tech Simulation, empresa complementar dedicada à fabricação de simuladores para capacitação no manejo desse tipo de equipamentos. A seguir, uma resenha dessas importantes visitas: Com o lema “Cumprir com a Diversidade e a Inovação”, no dia 11 de junho de 2013 a Liebherr realizou a grande inauguração do seu novo centro de vendas e serviços em Miami, cujo custo foi de US$20 Presidente que entrega o cargo e Diretor Executivo se reúnem no Rio de Janeiro Diretor Executivo se Reúne com o Diretor Geral da ANTAQ em Brasília Diretor Executivo Visita Plantas de seus Afiliados Liebherr e E-Tech Simulation em Miami Novo Centro de Vendas e Serviços da Liebherr
  • 11. Abril - Junho 2013 Leopold Berthold, Diretor-geral da Divisão Marítima da Liebherr, com o Diretor Executivo milhões. Compareceram à cerimônia mais de 300 pessoas entre clientes e convidados. Em termos de logística, o centro de vendas e serviços está situado em um lugar ideal: o porto de Miami e o Aeroporto Internacional de Miami se encontram bem próximos do novo ponto. Isto permite à Liebherr responder às solicitações do cliente em pouco tempo e acelerar a distribuição de partes e serviços. Será um hub muito importante para a divisão de guindastes marítimos da Liebherr e fortalecerá ainda mais as relações com as Américas Central e do Sul e com a região do Caribe. “As novas instalações atendem perfeitamente os requisitos para que aumentem ainda mais as nossas vendas e o desempenho dos serviços tanto na América do Norte como na América Latina”, enfatizou Gernot Schranz, presidente da Liebherr Nenzing Crane Co. Um ponto importante a favor da construção das novas instalações em Miami é o contínuo sucesso na América Latina. Apenas em 2011 e 2012 foram entregues mais de 30 guindastes móveis portuários Liebherr. No ano de 2013, clientes da América Latina já pediram seis LHM para impulsionar sua capacidade nas operações portuárias. A Lázaro Cárdenas Multipurpose Terminal S.A. de C.V. pediu dois LHM 600. A subsidiária da Hutchison Port Holdings está localizada na costa pacífica mexicana. Cada guindaste está equipado com um malacate de 104t, que será utilizado principalmente no manejo de contêineres e carga a granel. Outro guindaste LHM 600 está em operação no México. O Terminal Internacional de Manzanillo S.A. de C.V. (TIMSA) optou pelo guindaste móvel portuário mais potente da Liebherr. O TIMSA é um terminal multipropósito. A Montecon S.A. iniciou operações no Porto de Montevidéu em 2000. Desde então a frota de guindastes móveis portuários Liebherr tem crescido de forma sustentada. Em 2013 a Montecon S.A. receberá dois poderosos LHM 600. Na Argentina, a Buenos Aires Container Terminal Services S.A. optou por seu primeiro guindaste LHM 600. O ano de 2013 parece ser o ano mais bem-sucedido na história de entregas da LHM ao México, em parte graças ao pedido de três guindastes LHM 600 e, em geral, a Liebherr está otimista de que 2013 será outro ano muito intenso na América Latina. O novo centro de vendas e serviços também estará enfocado em treinamento. O centro terá à disposição, em Miami, um simulador de capacitação LiSIM® para capacitar operadores profissionais de guindastes. Com base em sua tecnologia de ponta, a capacitação no simulador permite maior produtividade e segurança, ao mesmo tempo em que são reduzidos os custos de treinamento. A instalação dos sistemas originais de condução da Liebherr, seu software e hardware, garantem uma experiência de treinamento real. Os sistemas de condução reproduzem todos os movimentos do guindaste de forma exata, tanto em espaço como em tempo real. O sofisticado motor ambiental e físico LiSIM® permite um nível sem precedentes de detalhe e realismo.
  • 12. Abril - Junho 2013 A história teve início há vários anos, quando a e-Tech Simulation, uma empresa dos Estados Unidos com escritórios em 13 países, lançou um dos simuladores mais avançados e rentáveis do mercado. Começando com os simuladores para equipamento portuário e depois se expandindo ao fornecimento de simuladores para várias indústrias, como a da construção, transporte, mineração, petróleo e gás, entre outras, a e-Tech rapidamente se tornou o fornecedor preferido de soluções de simulação tudo- em-um nas Américas. Um importante benefício do treinamento em simulador é a capacidade de simular condições ambientais severas, quando requerido. Isto permite que tanto operadores experientes como aqueles em treinamento tenham uma inestimável experiência ao operar em condições desafiadoras. Graças ao ambiente virtual, eliminam-se danos ao equipamento marítimo e lesões ao pessoal. O maior acréscimo às habilidades do operador permite que se tenha uma operação segura e produtiva do guindaste em condições similares e no mundo real. Para mais informações visite www.liebherr.com Havendo desenvolvido um conceito de mudança da pirâmide, a e-Tech não só projeta e produz os simuladores mais avançados, como também provê soluções chave em mão, que a companhia denomina DIESeL (Laboratório Eletrônico de Simulação de Instrução e Educação Dinâmica, com sua sigla em inglês). “Com base nas necessidades dos nossos clientes, cada solução DIESeL está projetada para zonas e espaços que refletem o fluxo de circulação requerido para atingir os objetivos de treinamento; ainda mais, reúne metodologia e currículo desenvolvidos especialmente para o cliente”, disse Jairo Leiva, presidente da companhia. Uma solução DIESeL foi precisamente o que a e-Tech instalou no Panamá, o maior hub logístico da América Latina. Inaugurado em abril de 2012, o centro de simulação do operador portuário está localizado na zona Pacífica do Panamá e é administrado pelo INADEH, o principal instituto de treinamento técnico do país que capacita mais de 63 mil alunos por ano. Com quatro STS, três RTG, um Guindaste Portuário Móvel, um empilhadora à distância e três simuladores para monta-cargas, o centro de 10.000 pés quadrados inclui um auditório, biblioteca, lanchonete, espaços de escritório, convertendo-se no maior centro de simulação das Américas. Mas o sucesso da e-Tech não termina aí; a companhia desenvolveu outras soluções DIESeL e forneceu simuladores a vários clientes espalhados em muitos países. Entre eles estão o Porto de Santos, no Brasil, que é servido através do sócio estratégico da empresa no Brasil, o INCATEP. Este centro profissional, altamente referenciado, treinou e certificou mais de 15.000 alunos utilizando os simuladores e-Tech. Entre outros clientes de portos relacionados com a e-Tech estão, sem se limitar: CONTECON, Simuladores de Operação de Equipamentos
  • 13. Abril - Junho 2013 no Equador; TECPLATA, na Argentina; CONTECON, no México; World Shipping School (Escola Mundial Naval), no Brasil; TRP, na Argentina; TC BUEN, na Colômbia; Bolipuertos, na Venezuela; e três regionais do Serviço Nacional de Aprendizagem SENA, na Colômbia, que prestam serviços aos portos de Buenaventura, Cartagena e Barranquilla. A empresa tem muitas outras soluções de simulação para outras indústrias. Os clientes interessados nos produtos e-Tech podem visitar os diferentes salões de exposição em West Palm Beach (sede principal), Colômbia, Equador, Venezuela, Brasil e Peru. Para mais informações visite www.etechsimulation.com
  • 14. Abril - Junho 2013 em 2012 chegou a 261 bilhões de dólares, é “uma fração” dos 834 bilhões de dólares obtidos pelo intercâmbio entre a América Latina e os Estados Unidos nesse mesmo ano. Considerou, também, que a nova relação entre a China e a América Latina pode ser muito proveitosa para a região. “Os laços econômicos da América Latina com a China podem ter um papel positivo na construção de uma sociedade mais próspera e mais globalizada”, destacou. No caso particular do Brasil, Biden disse que os interesses vão além dos laços comerciais e econômicos que os Estados Unidos querem estreitar ainda mais. “O Brasil é hoje um membro muito influente de muitas instituições multilaterais, e queremos trabalhar com eles e com os líderes do nosso hemisfério que estão assumindo maiores responsabilidades globais”, indicou. Em relação ao intercâmbio comercial, que no ano passado chegou a quase 60 bilhões de dólares, Biden declarou que os Estados Unidos aspira dar maior penetração e qualidade através de um incremento em suas compras de produtos brasileiros manufaturados, que atualmente representam quase dois terços do comércio bilateral. “A América Latina vive um momento único e tem nos Estados Unidos um sócio confiável”, afirmou o vice-presidente do país norte-americano, Joe Biden. De acordo com a CNN Expansion, o democrata valorizou os programas de combate à pobreza existentes em muitos países latino- americanos e destacou que na região estão sendo adotadas “políticas de promoção econômica” que têm contribuído para a “recuperação da economia global”. Em entrevista publicada pela revista brasileira Veja, Biden sustentou que “nos últimos 15 anos, 56 milhões de famílias da América Latina e do Caribe se juntaram às filas das classes médias, que agora têm 275 milhões de pessoas”, e acrescentou que “Tudo isso reforçou a relevância da região no mundo”. Biden negou que os Estados Unidos estejam em decadência e rejeitou que a forte penetração da China nos países da América Latina responda a alguma omissão estadunidense. “A relação comercial e de investimentos da China com a América Latina e com o Caribe reflete a importância global que emerge da região”, assegurou. Apontou, além disso, que o comércio da região com a China, que “AAMÉRICALATINAESTÁ EM UM MOMENTO ÚNICO”: JOE BIDEN, VICE-PRESIDENTE DOS ESTADOS UNIDOS
  • 15. Abril - Junho 2013 De acordo com a Latin Business Chronicle, com informação extraída de A Prensa/AFP, o presidente da China, Xi Jinping, assegurou que a América Latina está entrando em uma nova “época de ouro” e fez uma convocatória para um aprofundamento dos vínculos comerciais com o seu país durante um discurso diante do Senado mexicano, no marco de sua visita de Estado a esse país. “O novo contato com este continente, cheio de dinamismo e esperança, afiança minha percepção de que a América Latina possui condições inigualáveis a favor do seu desenvolvimento, as mesmas que estão se traduzindo em outra época de ouro da América Latina no seu desenvolvimento”, afirmou o mandatário chinês nessa visita. Nos últimos anos, Beijing tem impulsionado uma ativa política comercial e de investimentos na América Latina para assegurar o aprovisionamento de matérias primas necessárias para seu rápido crescimento e ganhar influência geopolítica diante dos Estados Unidos. Xi expressou a sua confiança de que a economia chinesa, a segunda do mundo, mantenha um ritmo de desenvolvimento “relativamente rápido”, e convocou para que sejam aprofundadas ainda mais as relações com a América Latina. O mandatário ofereceu algumas cifras para expor o grande protagonismo que continuará tendo o gigante asiático na economia mundial: A China “investirá no exterior mais de 500 bilhões de dólares nos próximos cinco anos “, adiantou o mandatário, que estimou que os cidadãos do seu país realizarão mais de 400 milhões de viagens ao exterior nesse período. Em sua visita ao México, a segunda economia da região depois do Brasil, Xi acordou com o seu homólogo Enrique Peña Nieto elevar a relação bilateral a uma associação estratégica integral. No marco dessa nova fase das relações, Xi solicitou um acordo para enfrentar desafios comuns e se opor aos obstáculos do livre comércio mundial. “É necessário repudiar conjuntamente o protecionismo e persistir no diálogo e na consulta para solução das questões econômico-comerciais”, afirmou o mandatário. Xi também pediu que a relação com o México se ativesse ao “respeito e confiança mútua para exigir compreensão e apoio nas questões relativas aos seus respectivos interesses vitais”. AMÉRICALATINAENTRAEM UMA“ÉPOCADE OURO”: XI JINPING, PRESIDENTE DACHINA
  • 16. Abril - Junho 2013 Inclusive, um em cada cinco consultados acredita que a China já é o país mais influente, na frente do Japão, Índia e Estados Unidos. Segredo Chinês Liu Kang, professor de Estudos Culturais Chineses do Departamento de Estudos Asiáticos e diretor do Centro de Pesquisa sobre a China, da Universidade de Duke, explicou ao El País que o sucesso da China na região se deve à sua falta de intromissão política. O que ele chama “diplomacia pragmática” tem permitido que o investimento na América Latina e no Caribe não esteja baseado na ideologia. Esta política tem resultado ser mais eficaz que a empregada no Oriente Médio ou na África. Por exemplo, disse Kang, suas relações comerciais com alguns países da região não dependem do reconhecimento de Taiwan. Segundo dados do Ministério do Comércio chinês, a América Latina é o segundo maior destino investidor Segundo o relatório da Latin Business Chronicle, baseado em um estudo da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal), se há algo em comum entre as perspectivas de crescimento econômico entre a China e a América Latina, ela é a busca de novos mercados. Por isso, disse o relatório, o impulso dos investimentos chineses na região até 2015 poderia deslocar a União Europeia da posição de segundo principal investidor. Por outro lado, de acordo com uma informação do O País, esta influência econômica também colocaria em risco a “relação de privilégio” que a América Latina ainda mantém com os Estados Unidos. Segundo uma sondagem do Barômetro das Américas realizada pela Universidade de Vanderbilt, esta relação com o gigante asiático é vista com bons olhos pelos latinos. Assim, 68.2% dos cidadãos da região consideram que essa presença na economia é positiva, enquanto que uma porcentagem menor (62.2%) opina o mesmo sobre os Estados Unidos. CHINASUBSTITUIRÁAUNIÃO EUROPEIAEM 2015 COMO O SEGUNDO INVESTIDOR NAAMÉRICALATINA
  • 17. Abril - Junho 2013 do país, depois da Ásia. Em 2000, Pequim investiu US$ 10 bilhões na região, em 2009 eram US$ 100 bilhões e dois anos depois, em 2011, superava os US$ 245 bilhões. Estas cifras em contínuo crescimento serviram como “colchão” para o impacto da recessão econômica de 2008 na América Latina, de acordo com o Centro Woodrow Wilson. Estados Unidos Alerta A maior economia da América do Norte também aborda de maneira empírica o crescente peso da China. Washington, não obstante, alerta sobre as práticas comerciais da China, as condições do seu mercado de trabalho - com uma mão de obra mais barata que permite baixar os custos de produção - e a falta de garantia aos direitos humanos. Estes são apontados como fatores que favorecem a relação comercial dos países emergentes da região com os Estados Unidos, sua afinidade político-econômica em comparação com Pequim.
  • 18. Abril - Junho 2013 O movimento de contêineres nos portos da América Latina e Caribe manteve um baixo dinamismo em 2012 com um crescimento de 4,3%, o que confirmou a desaceleração do comércio exterior da região durante o ano passado, afetado pela recessão na Europa e pelo menor crescimento nos Estados OS PRINCIPAIS PORTOS DE CONTÊINERES NA AMÉRICALATINAEM 2012 1 Colón (MIT, Evergreen, Panamá Ports), Panamá 3.500.000 2 Balboa, Panamá 3.300.000 3 Santos, Brasil 2.950.000 4 Cartagena (Sociedad Portuária, Contecar, El Bosque), Colômbia 2.200.000 5 Manzanillo, México 1.900.000 6 Callao (DPW/APM), Peru 1.800.000 7 Buenos Aires (inclui Exolgan), Argentina 1.650.000 8 Guayaquil, Equador 1.500.000 9 Lazaro Cárdenas, México 1.250.000 10 Caucedo, República Dominicana 1.150.000 11 San Antonio, Chile 1.050.000 12 Limón-Moin, Costa Rica 1.050.000 13 Valparaiso, Chile 950.000 14 Buenaventura (Sociedad Portuária, TCBUEN e Grupo Portuario), Colômbia 850.000 15 Porto Cabello, Venezuela 850.000 Unidos e na China. O ranking do movimento portuário de contêineres na América Latina e Caribe em 2010 cresceu 15,9%, taxa que se reduziu a 13,9% em 2011. A seguir, o Ranking 2012 preparado pela Unidade de Serviços de Infraestrutura da Cepal, em TEUs (números redondos):
  • 19. Abril - Junho 2013 Principais Portos Latino-americanos Têm Eficiência de Nível Mundial: Cepal Em conformidade com o gráfico a seguir, pertencente ao recente estudo preparado pela Divisão de Infra-estrutura da CEPAL e apresentado pela primeira vez por seu chefe Ricardo Sánchez na conferência portuária realizada em Cancún, dos portos do México (a partir de cinco estudados), dos de Chile (de tres estudados) e um da Colômbia e do Equador, tem uma produtividade semelhante os melhores do mundo.
  • 20. Abril - Junho 2013 A América Latina deve ter uma visão de longo prazo em seus programas de investimento e poupança para conseguir se posicionar nos próximos 20 anos como a região do futuro em nível mundial, afirmou o Banco de Desenvolvimento de América Latina (CAF) com base no relatório “Visão para a América Latina 2040”, segundo notícia da Latin Business Chronicle, citando a EFE. “Este relatório é uma advertência a todos os líderes de instituições, públicas e privadas, da América Latina, para que despertem da auto-complacência em que vivem, (pensando) que estamos bem e Colômbia: O País que Mais Cresceu em Movimento de Contêineres Enquanto a Colômbia, o México e o Peru são os três países que mais aumentaram seu movimento de contêineres na América Latina em 2012, com crescimentos de 18%, 13% e 9%, respectivamente, a Argentina caiu 35%. Os portos mais dinâmicos nesses países foram: Cartagena e Buenaventura, na Colômbia; Callao, no Peru; e Lázaro Cárdenas, Veracruz e Manzanillo, no México. De acordo com um relatório da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (CEPAL), citado por pela T21, ainda que o transporte de contêineres se manteve pouco dinâmico, confirmando assim a desaceleração do comércio exterior da região durante o ano passado devido à recessão na Europa e o menor crescimento nos Estados Unidos e na China, alguns países da região “parecem ainda imunes à desaceleração dos portos e mantiveram fortes taxas de crescimento”. AMÉRICALATINADEVE TER VISÃO DE LONGO PRAZO PARASE POSICIONAR COMO AREGIÃO DO FUTURO vamos continuar estando, quando realmente não é assim”, indicou para a EFE a representante do CAF no Panamá, Susana Pinilla, ex-ministra peruana das pastas do Trabalho e da Mulher, que no passado mês de abril apresentou no Panamá o documento de 800 páginas preparado durante dois anos por um grupo de pesquisadores internacionais, por solicitação da entidade bancaria. Destacou que a América Latina é a região em vias de desenvolvimento melhor dotada do mundo, com vastas áreas de terra fértil, bastante sol e abundantes recursos hídricos, em contraste com a maioria das
  • 21. Abril - Junho 2013 regiões em desenvolvimento, entre elas, a África, um setor importante da Ásia e o Meio Oriente. Não obstante, detalhou como a América Latina passou de ser o “continente” com as maiores vantagens no mundo no final da década de 70, para atualmente se situar como uma região média, em quase similares circunstâncias que a África. Afirmou que a América Latina, no princípio da década de 1980, começou um processo de estancamento que lhe fez perder seu ritmo constante de crescimento e sua trajetória como a região em desenvolvimento mais avançada e próspera. América Latina Será a Principal Exportadora de Grãos no Mundo O Centro de Estudos Econômicos do Colégio do México, a Sidesa da Costa Rica, o Instituto de Estudos Peruanos (IEP), a Rimisp do Chile e o Grupo Ceo/Forges da Argentina convocaram um grupo de peritos para analisar os possíveis cenários e fazer propostas e sugestões sobre como enfrentar Indicou que em 1981 a América Latina representava 31% do PIB dos países em desenvolvimento, proporção que caiu a apenas 20% em 2009, enquanto que o PIB do Brasil e do México era um terço maior que o da Índia ou da China, situação esta que mudou drasticamente até 2009. Esse ano -indicou- o produto interno bruto da Índia foi um terço maior que o do México, enquanto que o da China foi 50% maior que o de toda a América Latina. Disse que em 1980 o Brasil e o México eram as duas maiores economias emergentes do mundo e a América Latina tinha quatro países na lista das 10 maiores, enquanto que atualmente as 10 maiores economias emergentes estão na Ásia. Para Pinilla, é necessário um trabalho muito mais profundo, políticas de Estado coerentes e de duração muita maior e que, além disso, sejam acompanhados do trabalho e da colaboração do setor privado. “É necessário realizar um esforço muito maior em nível de investimento e de poupança (...) e ter uma visão de longo prazo, que gere uma transformação com alta tecnologia que melhore a competitividade total dos fatores, especialmente o capital humano”, indicou. Afirmou que, entre as recomendações, ressalta a necessidade de melhorar a educação, principalmente técnica, produzir tecnologia para não depender “exclusivamente” da exportação de matéria prima, e fortalecer a região com base em sua riqueza natural, cultural e histórica.
  • 22. Abril - Junho 2013 Por seu lado, o coordenador do informe, Andrew Powell, assessor principal do Departamento de Pesquisa do organismo internacional, destacou que “os potenciais benefícios da melhoria na utilização de recursos são muito significativos” na região latino-americana. Entre as coisas que podem ser melhoradas, sublinhou a alta taxa de trabalho informal, que na América Latina atinge 56% dos empregos, e o escasso investimento em os desafios para que a agricultura contribua para o desenvolvimento. A conclusão, de acordo com o IEP, foi de que a América Latina será no futuro a principal exportadora de alimentos do mundo, pois tem 30% da água do planeta, o que representa uma situação privilegiada, razão pela qual recursos agrícolas ganharão protagonismo econômico na região. O IEP acrescentou que a América Latina é uma das duas únicas regiões com terras agrícolas disponíveis, ainda que sua completa utilização exigisse investimentos em infraestrutura e desenvolvimento tecnológico que permitam sua utilização sustentável, segundo informou a Latin Business Chronicle, com base em noticia da Gestión. O estudo também indica que, no novo contexto internacional, os recursos naturais agrícolas têm uma crescente importância econômica e que as estratégias de desenvolvimento para a agricultura ganham maior protagonismo, devendo por isso ser estabelecido um adequado equilíbrio entre as distintas contribuições que ela pode dar ao desenvolvimento. A Latinports considera da maior importância as conclusões do estudo, pois isso necessariamente conduzirá a uma maior atenção às hidrovias da região e à conectividade dos portos fluviais com os centros de produção, como está fazendo o Brasil e tardiamente a Colômbia (ainda que antes tarde do que nunca). América Latina Poderia Crescer nos Níveis Asiáticos A Latin Business Chronicle, citando o diário econômico Portafolio, da Colômbia, e a agência EFE, informou que segundo o Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID, o crescimento da América Latina e do Caribe, atualmente em torno de 4%, poderia atingir níveis próximos aos dos países asiáticos ao realizar reformas econômicas estruturais no mercado de trabalho ou um maior investimento em infraestruturas. “A questão é que existe uma oportunidade que há de se aproveitar para que América Latina cresça como os países asiáticos, em vez de 4% a 6%”, assegurou à EFE José Juan Ruiz, economista chefe do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), depois da apresentação do relatório “Reformular as Reformas: Como a América Latina e o Caribe podem escapar de menor crescimento mundial”.
  • 23. Abril - Junho 2013 O Fundo Monetário Internacional (FMI) instou as economias latino-americanas a aproveitar algumas condições favoráveis externas “que não durarão eternamente”, e assim assentar as bases de um “crescimento sustentável” no futuro, informou a Latin Business Chronicle citando a EFE. Em seu novo relatório regional, o Fundo recomendou que os países latino-americanos e do Caribe redobrem as defesas macroeconômicas em um momento em que é esperado um crescimento regional de 3,4% para 2013 e de 3,9 % para 2014, impulsionado pela abundância de financiamento e robusta demanda de matérias primas. infraestruturas. Também explicou que o espaço fiscal e monetário para a tomada de medidas contracíclicas é notavelmente inferior ao que existia antes da crise e que parte destas reservas já foi consumida, sendo por isso importante incidir nestas reformas estruturais para revitalizar o crescimento. Apesar desse ambiente positivo, o relatório adverte também sobre os riscos em médio prazo, derivados de um potencial “endurecimento” das condições de financiamento mundiais e a possibilidade de uma “forte desaceleração nos países emergentes da Ásia, com seus conseguintes efeitos nos preços das matérias primas”. “As condições ainda são favoráveis, mas não durarão eternamente”, afirmou em um comunicado o diretor para o Hemisfério Ocidental do FMI, o mexicano Alejandro Werner, em Montevidéu, onde teve lugar a apresentação oficial do relatório. O diretivo do Fundo alertou que começam a ser vistos sinais de moderação nos preços das matérias primas, tendência esta que poderia se intensificar, e insistiu em que as taxas de juros aumentarão à medida que as economias avançadas melhorem. No estudo, o organismo internacional adverte que apesar da boa situação econômica geral da região, existem distintos desafios em função da estrutura econômica particular dos países. Por um lado, situa as economias da região financeiramente integradas aos mercados internacionais (Brasil, Chile, Colômbia, México, Peru e Uruguai), que segundo as projeções crescerão a uma taxa media de 4,3 % em 2013, e para “as quais é importante calibrar as políticas macroeconômicas”. Por outro lado, o organismo internacional indicou que os países centro- americanos e caribenhos continuam com altos níveis de endividamento e por isso deveriam “consolidar o quanto antes suas posições fiscais”. Fundo Monetário Internacional Insta a América Latina a Aproveitar a Bonança “Que não Durará Eternamente”
  • 24. Abril - Junho 2013 Cepal Reduz Prognóstico de Crescimento da América Latina em 2013 Segundo a Latin Business Chronicle, citando a Reuters, a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) reduziu ligeiramente a projeção de crescimento para a região, dos 3,8% previsto em dezembro a 3,6%-3,7% para este ano, disse em Montevidéu, no princípio de abril, a secretaria executiva do órgão, Alicia Bárcena. “Achamos que alguns países não atingirão o nível de crescimento que tínhamos esperado”, disse Bárcena, e acrescentou que é mais provável que no final a cifra média da região fique em 3,6%. “Esperamos que seja melhor para Argentina e Brasil, mas somos cautelosos em nossas projeções porque obviamente o que vemos com muita clareza é que a Europa continuará em uma recessão”, adicionou, agregando que a Europa registraria uma contração de 0,6% no Produto Interno Bruto. “Isso para nós impacta muito, principalmente no canal comercial. Enquanto não tivermos com clareza para onde se perfila o contexto mundial, ainda continua sendo um contexto muito incerto”, assegurou a chefe da CEPAL. Peru Liderará o Crescimento Econômico da América do Sul em 2014 O Fundo Monetário Internacional - FMI, em seu relatório Perspectivas Económicas: As Américas, apresentado em maio, indicou que neste ano o crescimento econômico será liderado pelo Paraguai (11%), seguido de longe pelo Peru (5.5%). Entretanto, o FMI projetou que o Peru liderará o crescimento econômico de América do Sul em 2014, com um avanço de 6,1%, enquanto que o do Paraguai diminuirá para 4.6%, menos da metade estimada para este ano. De acordo com o relatório o Peru terminará este ano com a menor inflação da América do Sul (2,1%), seguido pela Colômbia (2,4%) e Chile (3%). Opostamente, as taxas inflacionárias mais altas neste ano serão reportadas pela Venezuela (28%), Argentina (10.1%), Uruguai (7.8%), Guiana (6%), Brasil (5.5%) e Paraguai (5%). Em 2014 o Peru se manterá como o país com a menor inflação da região (2%). Depois do Peru, as economias sul-americanas que mais crescerão no próximo ano são: Guiana (6%), Bolívia (5%), Chile (4.6%), Paraguai (4.6%), Colômbia (4.5%), Suriname (4.5%), Brasil (4%) e Uruguai (4%). Os países que reportarão os menores crescimentos na região são Venezuela (2.3%), Argentina (3.5%) e Equador (3.9%). Por outro lado, de acordo com pesquisa da consultora Grant Thorton, citada pela Gestión, no primeiro trimestre do ano o Peru liderou o ranking mundial de otimismo empresarial, seguido das Filipinas, Emirados Árabes Unidos, México e Chile. Pela primeira vez, nenhuma economia BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) está entre os primeiros lugares.
  • 25. Abril - Junho 2013 O Chile e o Panamá encabeçam pelo terceiro ano consecutivo o Ranking de Competitividade da América Latina, elaborado semestralmente pelo Instituto de Competitividade da ADEN Business School, uma instituição educativa empresarial originária da Argentina, que em abril apresentou seu relatório na capital panamenha. O estudo situa o Chile em primeiro lugar, com 82 pontos sobre um total de 100, seguido pelo Panamá com 77,2. Em abril e outubro de 2012 o Chile ocupou o primeiro lugar, com 81,4 pontos em ambos os casos, e o Panamá o seguiu com 76 no primeiro deles e 74,7 pontos seis meses depois. Atrás do Chile e do Panamá, desta vez se situam: Costa Rica, com 74,1 pontos, Uruguai (73,1), México (71), Brasil (70,6), Peru (68,8), Colômbia (68,2), Argentina (64,5), Equador (64,5), El Salvador (63,6), Paraguai (61,9), Guatemala (60,5), Honduras (60,4), República Dominicana (59,4), Nicarágua (59,3), Venezuela (57,1) e Bolívia (56,4). Desde que em 2010 o Instituto começou esta avaliação, as duas nações latino-americanas têm se mantido à frente com ligeiras variações. A ADEN avalia dez aspectos para determinar o Índice: cobertura de necessidades básicas, aspectos institucionais, infraestrutura, estabilidade macroeconômica, saúde, educação, expectativas da população, concorrência nos mercados, eficiência nas relações trabalhistas e acesso à tecnologia, confirmou o responsável pelo estudo, o argentino Alejandro Trapé. O ranking é elaborado por indagação dessas dez variáveis nos 18 países mais importantes”, que representam 99% do Produto Interno Bruto (PIB) da América Latina, explicou o diretivo. Não incluem economias como a de Antígua e Barbuda, Bahamas ou Belize por seu reduzido tamanho, e Cuba pela carência de dados fidedignos, apontou. Segundo Trapé, a medição feita está baseada em dados fornecidos por organismos financeiros internacionais, instituições oficiais dos países e “ocasionalmente” por alguma empresa privada de medição com sólido prestígio, cuja lista publicam no documento. O ranking tem uma margem de erro de 5%, e por isso em alguns casos o que há entre países são empates técnicos pela pouca diferença entre suas médias. CHILE E PANAMÁ SE CONSOLIDAM COMO LÍDERES LATINO-AMERICANOS EM COMPETITIVIDADE
  • 26. Abril - Junho 2013 Estado da São Paulo informa que a presidente Dilma Rousseff está preparando a criação de mais uma estatal, que terá a tarefa de cuidar dos portos fluviais, hidrovias e esclusas do país, atribuições que até agora são do DNIT(Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte). O jornal destaca que, com isso, o governo Dilma em três anos criará o mesmo número de estatais da gestão de Lula em oito anos. Caberá a essa nova estatal projetar, construir, operar, manter e restaurar a estrutura de navegação por rio, hoje muito abaixo de suas possibilidades e do potencial do país. Ainda em gestação, a “Hidrobrás” teria dupla vinculação, reportando-se tanto ao Ministério dos Transportes quanto à Secretaria de Portos da Presidência (SEP), responsável hoje pelos terminais marítimos. A principal justificativa para a criação é que sob o guarda-chuva do DNIT os portos fluviais e hidrovias ficam em segundo plano, pois a autarquia concentra suas atividades na gestão da imensa malha rodoviária. “Países com as dimensões do Brasil não têm órgãos multimodais (para gestão de mais de um tipo de transporte), como o DNIT”, argumenta a autoridade governamental envolvida no projeto, explicando que o Brasil não usa um terço de sua GOVERNO DO BRASIL ESTUDAINDEPENDÊNCIADO MODO FLUVIAL capacidade hidroviária. “Para você potencializar isso, precisa de alguma especialização”, sustenta. O ex-ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, que transferiu o cargo ao ex-senador César Borges (PR-BA), diz que o objetivo do governo é tirar a estatal do papel este ano. “Estamos trabalhando com uma reestruturação onde se considera uma empresa para cuidar de portos fluviais e manutenção das vias navegáveis”, afirmou, sem dar maiores detalhes. Segundo Passos, a continuidade dependerá do novo Nova estatal gera choque de informações no governo Mas, segundo o Estado, a Casa Civil desmentiu em nota o projeto, ao mesmo tempo em que o ministro da Secretaria dos Portos, José Leônidas Cristino, dizia que a ideia ainda deve ser aprofundada e que uma decisão final não foi tomada. No entanto, Cristino “não quis se comprometer”, conforme o texto, e afirmou que uma decisão final a respeito ainda não foi tomada. No final, a matéria diz que o ministro destacou que com a Medida Provisória 595, a chamada MP dos Portos, a Secretaria dos Portos passa a ser responsável pelos terminais fluviais e lacustres, enquanto as hidrovias permaneceram com o DNIT, que também é o responsável pela gestão das rodovias e ferrovias. Ele observou que estão em pauta no governo alternativas para estimular o desenvolvimento na navegação por rios, com base em um plano elaborado pela Antaq. “Se vamos investir uma quantidade expressiva de recursos nas
  • 27. Abril - Junho 2013 rodovias e ferrovias, deveremos também incluir as hidrovias”, defendeu. A matéria da Valor informa que, em meio a informações desencontradas, um auxiliar da presidente Dilma Rousseff disse que a criação de NARETAFINALALICITAÇÃO PARAO APROFUNDAMENTO ÁGUASACIMA DO RIO MAGDALENAEM COLÔMBIA Barrancabermeja, 250 quilômetros águas abaixo, visando tornar navegável o rio no centro do país, onde está concentrada a maior parte do PIB do país. Dos três consórcios selecionados estão empresas muito importantes, como a belga Jan de Nul e a holandesa VanOord. A licitação, no valor de US$600 milhões incluindo dez anos de manutenção, deverá ser aberta formalmente no mês de agosto. Três consórcios internacionais, entre os nove que se apresentaram, foram selecionados pela Cormagdalena para participar da licitação para as obras de canalização entre Porto Salgar, a 150 quilômetros por estrada de Bogotá, e uma nova estatal para cuidar de hidrovias e portos fluviais ainda não foi totalmente decidida, mas está em “fase de amadurecimento” e seu lançamento tende a ocorrer no segundo semestre. O pacote deverá incluir a primeira concessão de um corredor
  • 28. Abril - Junho 2013 COMPANHIASURAMERICANADE VAPORES PREVÊ “CENÁRIO COMPLEXO” PARAAINDÚSTRIANAVAL EM 2013 descritas” antes. Luksic adicionou que “a complexa situação financeira da maioria dos concorrentes foi um fator estabilizador durante 2012 e continuará sendo, segundo nosso julgamento, durante este ano de 2013”. Sendo assim, a comunicação indica que “a evolução do mercado em 2013 dependerá fundamentalmente da racionalidade das medidas que sejam tomadas pelas companhias navais”. Ademais, reconheceu que “ainda que a crise da indústria não terminou, sim observamos mudanças que podem ser determinantes na recuperação e estabilidade da indústria em médio e longo prazos, produto das enormes perdas que a indústria naval como um todo enfrentou desde a crise de 2009”. De todos os modos, Luksic diz que “apesar da volatilidade e riscos, somos otimistas quanto ao futuro da CSAV, (e por isso) temos feito grandes esforços por transformar a CSAV em uma companhia eficiente, mais capitalizada, enfocada nos seus clientes e com uma forte presença nos mercados latino- americanos, onde estimamos haver vantagens competitivas” “A indústria naval, em geral, ainda sofre por desequilíbrios de oferta e demanda que geram uma importante volatilidade nos fretes e, portanto, na receita das empresas”. É esta a análise feita pela Companhia SurAmericana de Vapores (CSAV), de acordo com informação da Mundo Marítimo, citando o Diario Financiero. Na carta aos acionistas da Memoria 2012, o falecido empresário Guillermo Luksic fez menção às mudanças que a indústria teve de fazer, o que levou a um “aumento da frota paralisada que já está há vários trimestres nos níveis de 5% (…), e ao aumento de operações conjuntas, entre outras”. Isto, explicou, “permitiu que durante o ano de 2012, que sob o ponto de vista da economia mundial foi um ano significativamente mais difícil que o de 2011, as tarifas de frete tenham sido significativamente melhoradas em relação a 2011, sem prejuízo de ainda não atingir os níveis históricos de tarifa”. Entretanto, “a projeção de entrega de novos navios pelos estaleiros neste ano de 2013 ascende a aproximadamente 10% da frota mundial. Isto se compara com uma projeção de crescimento da indústria em uma faixa de 5% a 7% dependendo dos distintos analistas”. Isso desencadeará, diz a carta, “um cenário complexo para a indústria em 2013, que deverá prosseguir com as medidas
  • 29. Abril - Junho 2013 Os acionistas da Hapag-Lloyd e da Hamburg Süd chegaram de mútuo acordo à conclusão de descontinuar as conversações temporariamente, informou a World Maritime News. “A Hamburg Süd não deseja comentar publicamente os temas dos pontos discutidos. Entretanto, quer expressamente colocar que os proprietários da Hamburg Süd – diferentemente da impressão transmitida em vários artigos da imprensa – sim favorecem de forma positiva uma saída à bolsa da nova companhia resultante da fusão, se chegarem a ser cumpridas certas condições”, declarou a companhia em um comunicado de imprensa. A Junta Assessora e a Junta Diretiva da Hamburg Süd têm a firme visão que a fusão entre Hapag- Lloyd e a Hamburg Süd seria muito benéfica para ambas as companhias, bem como para Hamburgo como lugar de embarque. HAPAG-LLOYD E HAMBURG SÜD SUSPENDEM CONVERSAÇÕES DE FUSÃO MSC NEGOCIA35% DE SUADIVISÃO DE TERMINAIS NO VALOR DE US$2 BILHÕES A Mediterranean Shipping Company (MSC) negociou 35% de sua divisão de terminais (Terminal Investment Limited TIL) com o fundo de investimento Global Infrastructure Partners (GIP) e um grupo de seus co-investidores, segundo comunicado conjunto publicado no princípio de abril, informou a Port Finance International. O fechamento do negócio é esperado para a metade do ano e está sujeito à obtenção de aprovações relevantes. A Terminal Investment Limited (TIL) foi fundada no ano de 2000 para assegurar cais e capacidade de terminal nos principais portos usados pela MSC, cuja sede está em Gênova. Desde então, a TIL foi crescendo até se tornar o sexto maior operador de terminais do mundo, com interesses em cerca de 30 terminais. Com sede em New York, o GIP é
  • 30. Abril - Junho 2013 Roberto Azevêdo, diplomata brasileiro um fundo de investimento com US$15 bilhões sob sua responsabilidade. “Estamos extremadamente satisfeitos por unir forças com o GIP, um dos maiores e mais experimentados fundos de investimento”, disse Diego Aponte, vice-presidente da MSC. “Através desta sociedade estamos reforçando nossa divisão de terminais, o que nos permitirá no futuro capitalizar oportunidades e crescimento. Isto complementará a estratégia da MSC de manter uma posição de liderança na indústria”. De sua parte, Adebayo Ogunlesi, presidente da junta diretiva do GIP, comentou: “Estamos satisfeitos por entrar nesta excitante nova sociedade com a MSC. Isto está alinhado com a nossa estratégia de desenvolver os melhores acordos com os líderes da indústria. Esperamos trabalhar estreitamente com a MSC no crescimento e melhoramento deste portfólio de alta qualidade em terminais ativos de contêineres”. É o primeiro latino-americano a encabeçar a Organização Mundial do Comercio (OMC) desde sua criação em 1995, e sucederá o francês Pascal Lamy tomando posse em setembro próximo, segundo informou Portafolio, citando a agência EFE. No final do processo de consulta privada feita a cada um dos 159 países membros da organização, a balança se inclinou a favor do candidato do Brasil, contra quem concorria o ex-ministro mexicano de Comércio e reconhecido negociador de tratados de livre comércio. Herminio Blanco. Fontes diplomáticas brasileiras disseram que, pouco antes de ser conhecida a vitória de Azevêdo, ele recebeu uma ligação telefônica de Blanco, que o parabenizou pela qualidade e limpeza com que realizou sua campanha, ao mesmo tempo em que lhe confirmou que aceitava o resultado. Azevêdo, de 55 anos, é um respeitado diplomata que dedicou a maior parte de sua carreira a questões econômicas e comerciais, e seu trabalho tem estado vinculado -em distintas etapas- diretamente com a representação do seu país na OMC, em Genebra. Há cinco anos é embaixador do Brasil na OMC, onde seu país tem um papel preponderante entre as nações latino-americanas e em desenvolvimento. É reconhecida sua fina diplomaciaeéconsideradoprofundoconhecedor de uma instituição que, por coincidência, se encontra em uma situação de paralisia desde que ele foi nomeado embaixador. Assumirá suas novas funções em 1º de setembro próximo, assim que o francês Pascal Lamy tiver finalizado seu segundo mandado à frente da instituição que dirigiu nos últimos oito anos. BRASILEIRO ROBERTOAZEVÊDO SERÁ O PRÓXIMO DIRETOR DAORGANIZAÇÃO MUNDIAL DO COMERCIO
  • 31. Abril - Junho 2013 Presidentes dos Estados Unidos e do México, Barack Obama e Enrique Peña A Latin Business Chronicle, citando a Milenio e a Notimex, informou que no marco da recente visita de Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, ao México, ambos os governos se comprometeram a trabalhar para fazer da América do Norte a região mais competitiva e dinâmica do mundo, destacou a Secretaria da Fazenda e Crédito Público (SHCP). NoRelatórioSemanaldoPorta-Voz,adependência expôs que entre o México e os Estados Unidos “há grandesoportunidadesdecooperaçãoembeneficio das nossas populações”, e que ambos os países representam um bloco econômico e comercial único em nível mundial, devido ao alto grau de integração e complementariedades que existem entre suas economias. Neste marco, informou que o governo federal referendou seu compromisso de impulsionar o crescimento econômico interno através das reformas estruturais, a fim de avançar na formação de uma região norte-americana mais forte e competitiva. Isto para fazer com que esses acordos internos e transformações se convertam em realidade e em melhoria para os bolsos das famílias mexicanas por meio de mais e melhores empregos. “É por isso que, no marco da visita do presidente Barack Obama ao nosso país, ambos os governos se comprometeram a trabalhar para fazer da região norte-americana a região mais competitiva e dinâmica do mundo. Entre ambos os países há grandes oportunidades de cooperação em beneficio das nossas populações”, destaca. Em 2012, o crescimento real anual da economia estadunidense foi de 2,2% (em comparação com 1,8% em 2011). No entanto, no último trimestre do ano passado o crescimento dos Estados Unidos mostrou sinais de fraqueza (passou de um crescimento anual de 3,1% no terceiro trimestre a -0,1% no quarto trimestre). No México, o PIB real cresceu 3,9% em 2012 e, em resposta à fraqueza do crescimento nos Estados Unidos, a atividade econômica mexicana foi em parte afetada, sendo que para este ano o crescimento anual real da economia seria de 3,5. Entretanto, para reduzir as vulnerabilidades que surjam nos Estados Unidos, busca-se que nos seguintes anos o crescimento econômico do México seja impulsionado desde o interior, precisa a SHCP. Ambiciosas, as Reformas Econômicas do México: Barak Obama De sua parte, em sua visita ao México o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que as reformas “ambiciosas” que estão sendo trabalhadas no México farão com que a economia entre ambos os países seja reforçada e mais competitiva para juntos enfrentarem outros MÉXICO E ESTADOS UNIDOS COMPROMETIDOS NA CRIAÇÃO DAREGIÃO MAIS COMPETITIVADO MUNDO
  • 32. Abril - Junho 2013 Prêmio Nobel de Economia, Paul Krugman Francisco González, Presidente do Conselho de Administração do BBVA mercados. Destacou que, em questão econômica, a relação entre ambos os países é das mais frutíferas do mundo, com um fluxo de mais de 1 bilhão de dólares, o que coloca o México como o segundo mercado em exportações. Insistiu em que quanto mais competência seja gerada, o México terá um sócio firme, já que “quando um prospera, o outro também o faz”. Crescer, o Desafio do México: Prêmio Nobel de Economia Paul Krugman Não obstante o exposto, o crescimento continua sendo o principal problema para o México apesar da perspectiva favorável quanto à sua economia, considerou o prêmio Nobel de Economia 2008, Paul Krugman, segundo informação da CNN Expansión. “Tudo funciona muito bem, exceto a taxa de crescimento”, disse o economista. O especialista indicou que nos últimos anos as taxas de crescimento no México superaram as de economias emergentes, como o Brasil; entretanto, se situam entre 3% e 4%, distantes das que registram nações como a Índia ou a China. Krugman considera que o México, sim, tem mostrado avanços em sua dinâmica de desenvolvimento social, o que em algum momento deverá ser refletido no crescimento econômico; mas deve encontrar a via para explorar sua economia. “Eu sou otimista de que este crescimento vai acelerar (...) mas continuo esperando o caso de uma economia milagrosa”, disse o prêmio Nobel. “O México, na maioria dos casos, é uma historia feliz”, acrescentou. O Governo mexicano espera que a economia cresça 3,5% este ano, ainda que o Fundo Monetário Internacional e analistas do setor privado têm reduzido seus prognósticos nas últimas semanas diante da desaceleração da economia estadunidense. O México é um Exemplo para Muitas Economias do Mundo: BBVA O México se tornou um exemplo para muitas economias no mundo por ter conseguido manter uma gestão responsável no manejo das finanças públicas e impulsionado reformas estruturais que buscam ganhar competitividade e estimular o crescimento, disse Francisco González, presidente do conselho de administração do BBVA. No marco da Reunião Nacional de Conselheiros Regionais, o diretivo ressaltou que o México conta com forças sólidas em sua economia e por
  • 33. Abril - Junho 2013 A presidente Dilma Rousseff, do Brasil, conversa com o presidente anfitrião Jacob Zuma, da África do Sul, na presença dos outros presidentes do Grupo BRICS: Manmohan Singh da Índia, Xi Jinping da China e Vladimir Putin da Rússia. isso se coloca entre as nações menos vulneráveis do mundo, e assegurou que a crise na Europa não afetou a BBVA Bancomer. González mencionou que o país mostra indícios que o levarão a atingir um crescimento potencial superior aos 3% nos dois próximos anos. “O México tem se consolidado como uma das economias com menores vulnerabilidades macroeconômicas do mundo, não apenas tem um nível de dívida baixo e um perfil sólido, como também tem um déficit de conta corrente moderado, níveis de reservas internacionais adequados e uma linha de crédito contingente do Fundo Monetário Internacional”, comentou. BRICS SE COMPROMETEMACOLOCAR EM ANDAMENTO BANCO DE DESENVOLVIMENTO PARA INFRA-ESTRUTURA De acordo com a agência EFE, na última reunião do Grupo BRICS (Brasil, Rússia, China e África do Sul) realizada em Durban, no final de março, ficou decidida a criação de um banco próprio de desenvolvimento como uma alternativa financeira internacional, o que terá como objetivo “mobilizar recursos, fomentar a construção de infraestruturas e o desenvolvimento sustentável” em países emergentes e em vias desenvolvimento, segundo explicou o presidente de África do Sul,
  • 34. Abril - Junho 2013 Jacob Zuma. A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, indicou que o banco será chave em “um dos aspectos mais decisivos” da contribuição dos BRICS à economia global, que é “o financiamento do desenvolvimento”. Uma vez em andamento, a instituição servirá de complemento a instituições como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial (BM), que os BRICS consideram excessivamente controladas pela Europa e pelos Estados Unidos. A reunião de Durban também serviu para estabelecer um centro de estudos dos BRICS, assim como um conselho de negócios com o qual o bloco fomentará as relações comerciais entre seus sócios. OspaísesdoBRICSrepresentam42%dapopulação mundial e cerca de 45% da força de trabalho existente no planeta, segundo dados do grupo. Em 2012, o Brasil, a Rússia, a Índia, a China e a África do Sul somaram 21% do produto interno bruto (PIB) mundial, e o comércio entre eles atingiu um total de 282.000 milhões de dólares. Em 2014 o Brasil receberá a sexta reunião do grupo, cujo crescimento e necessidade de investimentos em plena crise financeira multiplicou sua importância no cenário econômico global. A Aliança do Pacífico, formada pelo Chile, Colômbia, México e Peru, confirmou-se hoje como modelo de integração regional ao anunciar que concluiu 92% da desoneração de tributos em seu comércio de bens e serviços e que os demais 8% serão concluídos no final de julho, informou a Latin Business Chronicle, citando o Emol.economia. O anúncio foi feito pelos titulares de Relações Exteriores e de Comércio dos quatro países em uma roda de imprensa em Villa de Leyva, cidade colonial do centro da Colômbia, para apresentação dos avanços da VIII Reunião Ministerial do bloco, que examinou o acordado na reunião presidencial celebrada em maio, em Cali. “Temos avançado tão rápido que as rotas estão quase todos cumpridas”, disse a chanceler colombiana María Ángela Holguín, anfitriã da reunião junto com o seu homólogo de Comércio, Indústria e Turismo, Sergio Díaz- Granados. Holguín disse que a Aliança avança para “uma integração profunda” que inclui, além do livre comércio, a abertura de escritórios comerciais ou embaixadas conjuntas, a livre mobilidade de pessoas, o fortalecimento da educação e das pequenas e médias empresas, entre outros fatores. A chanceler anunciou, além disso, que o leque de países observadores da Aliança continuará ampliando-se porque foram recebidas solicitações de incorporação da Turquia, Coreia do Sul, China e Estados Unidos, o que em sua opinião demonstra o grau de interação que o bloco latino-americano terá com resto do mundo. Se aprovada sua incorporação como observadores, estes países se somarão à dúzia de nações de várias partes do mundo que atualmente têm este status na Aliança, ALIANÇADO PACÍFICO APROFUNDASUAINTEGRAÇÃO PELAVIADO LIVRE COMÉRCIO
  • 35. Abril - Junho 2013 mecanismo que, segundo disse à Efe o chanceler mexicano José Antonio Meade, “é uma boa plataforma para mirar à Ásia”. Dos avanços obtidos, o que mais repercussão econômica deve ter é o acordo de desoneração de tributos, que segundo o ministro de Comércio da Colômbia será concluído antes do final de julho, tal como solicitaram os presidentes na reunião de Cali. “Obtivemos um consenso de quase 92% dos bens e o resto faremos de forma gradual; com isto cumprimos a ordem dos presidentes de que antes do final do mês de julho tenhamos concluído a negociação comercial”, disse Díaz-Granados. O ministro explicou que a desoneração de tributos dos 8% restantes será negociada em breve em uma reunião de vice- ministros dos quatro países membros que será realizada em Santiago de Chile. “Antes de 30 de julho deveremos fechar essa negociação e comunicá-la aos membros da Aliança”, reiterou. Uma vez concluída esta negociação comercial, será assinado o acordo sobre tarifa zero, complementar ao Acordo Marco que deu origem à Aliança do Pacífico, cujos países somam 210 milhões de habitantes, equivalentes a 35 % da América Latina e Caribe, e representam 33 % do comércio da região. A Aliança como “um grande mercado integrado”, segundo o ministro Díaz- Granados. Os países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), convidaram hoje a Colômbia e a Letônia para iniciar negociações visando uma próxima adesão, ao mesmo tempo em que expressaram sua intenção de fazer o mesmo com a Costa Rica e a Lituânia em 2015, informou o diário econômico Portafolio. Os ministros dos 34 Estados membros da OCDE decidiram fazer o convite durante o exame das candidaturas dos pretendentes ao ingresso, em sua reunião anual em Paris. A Colômbia tinha formalizado o desejo de se integrar à organização em janeiro de 2011 durante uma visita a Paris do presidente Santos, quando justificou essa intenção visto que a OCDE “é o clube das boas práticas”. “A Colômbia e a Letônia deixaram claro que seu ingresso é crítico para o seu desenvolvimento e seus esforços de reformas”, indicou o secretário geral da organização, José Ángel Gurría, que também adiantou que ambos os países “enriquecerão nossa experiência coletiva e reforçarão a OCDE como fonte de políticas públicas efetivas e inovadoras”. Gurría também enfatizou que a decisão de hoje “sublinha o compromissodaOCDEdeumamaiordiversidade entre seus membros e reforça seu papel como um estabelecedor de padrões e como a ‘casa das melhores práticas’”. OCDE CONVIDAACOLÔMBIAANEGOCIAR SUA ADESÃOAO GRUPO
  • 36. Abril - Junho 2013 O que é a OCDE? As origens da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico - OCDE remontam ao ano de 1960, quando 18 países europeus, mais os Estados Unidos e o Canadá, uniram forças para criar uma organização dedicada ao desenvolvimento global. Hoje em dia conta com 34 países membros do mundo todo, desde a América do Norte e do Sul até a Europa e a região Ásia-Pacífico. Essa organização inclui muitos dos países mais avançados do mundo, mas também países emergentes como o México, o Chile e a Turquia. Também trabalha bem próxima aos gigantes emergentes, como a China, a Índia e o Brasil, e com as economias em desenvolvimento da África, Ásia, América Latina e Caribe. Juntos, a meta continua sendo construir um mundo mais forte, mais limpo e mais justo. A Rússia está em negociações para se tornar membro da OCDE e agora mantém estreita relação com a Indonésia e com a África do Sul através do programa de “maior compromisso”. Com eles, a OCDE reúne ao redor de sua mesa 40 países que compõem 80% do comércio e do investimento mundial, assumindo um papel fundamental na solução dos desafios enfrentados pela economia global. Gurría informou que se reuniu em Paris com o presidente Santos, que lhe solicitou o ingresso ao clube dois anos atrás. “A Colômbia não partirá do zero em sua adesão ao grupo. Eles vinham se preparando,éumassuntodeEstado”,acrescentou. O organismo, conhecido como o ‘Clube dos países desenvolvidos`, indicou que trabalharão “de forma bastante estreita” com a Costa Rica e com a Lituânia daqui até o inicio das conversações de adesão em 2015. Para a Colômbia e a Letônia, o passo seguinte é o estabelecimento de calendários individuais com os comitês responsáveis pelos aspectos substanciais do trabalho da organização. Entre os atuais membros há dois países latino-americanos: México e Chile. Este último tinha se incorporado em 2010 na última fase de ampliação, junto com Israel, Estônia e Eslovênia. 
  • 37. Abril - Junho 2013 Miami Airport Convention Center O Evento Portuário da Cadeia Logística de Contêineres O porto firmou-se como o vínculo crítico dentro da cadeia logística de contêineres. Qualquer afunilamento ou demoras que ocorram junto ao cais ou no interior do porto afetam drasticamente o tempo que toma para que a carga chegue ao seu destino final. Assim, os portos precisam processar a carga de uma maneira eficiente e efetiva, utilizando as tecnologias de ponta disponíveis no mercado. O TOC situa o porto no centro da cadeia logística, em linha com os seus 40 anos de história e herança. Ao longo dos anos, o TOC construiu uma sólida reputação como o portfólio de eventos mais confiável nas indústrias marítima, naval, portuária e de terminais. Os eventos agora renovaram o enfoque Próximos Eventos Abril - Junho 2013 TOC CSC Américas 2013 Outubro 1-3, 2013 Miami Airport Convention Center (MACC) Miami, Estados Unidos na cadeia logística, convertendo-se no evento de negócios e networking por excelência dentro da rede logística de contêineres. A exposição e conferência do TOC Cadeia Logística de Contêineres é o ponto global de reunião dos portos, terminais, companhias navais, 3PLs e exportadores. A exposição é uma vitrine para a tecnologia e operações portuárias e de terminais, e a conferência está focada na colaboração dentro da cadeia logística de contêineres. O diretor executivo da Latinports, Julián Palacio, será um dos importantes palestrantes convidados. O programa do evento, as instruções para a inscrição e reservas no hotel-sede podem ser encontrados no site web www.toc-events.com Os afiliados à Latinports terão uma tarifa especial, e por esse motivo os interessados podem entrar em contato com jpalacio@latinport.org
  • 38. EspanholaOHLVenceLicitaçãodoTerminal 2 do Porto de Valparaíso No início de abril a companhia espanhola OHL venceu a licitação do terminal 2 do porto de Valparaíso, após superar a oferta apresentada pelo consorcio conformado pelo Grupo de Empresas Navais, Besalco e Port America, informou a Latin Business Chronicle, citando o diário La Tercera. O gerente geral da Empresa Portuária Valparaíso, Harald Jaeger, informou que o projeto contempla um investimento próximo aos US$400 milhões. Já o diretor da OHL, Sergio Marino, destacou que “estamos conscientes de que fizemos uma oferta agressiva porque nos interessava esta obra, que tem muitíssimo potencial”, e explicou que dependendo da demanda a construção poderia ser realizada em uma ou duas etapas. O terminal terá capacidade para albergar dois navios post panamax e alguns navios menores. No total, o cais contempla 725 metros, dos quais a primeira fase inclui 350 metros, conforme as bases da licitação. Cartagena Avança para se Tornar Megaporto de Nível Mundial Segundo o diário El Tiempo, o projeto Mega 2017 contempla, em suas duas etapas, um investimento próximo a um bilhão de dólares. O porto de Cartagena das Índias, imerso em uma grande renovação tecnológica e de infraestruturas, aspira ser um dos 30 melhores megaportos do mundo em 2017, quando terá capacidade para mover até cinco milhões de contêineres. O projeto Mega 2017 visa que até esse ano Cartagena mova o dobro dos contêineres atuais, carga similar à que hoje em dia passa pelos portos estadunidenses de Los Angeles, Long Beach ou Nueva York. Sua evolução apoia esse ambicioso plano, já que as instalações do porto passaram de 96.000 contêineres movidos em 1993, quando se outorgou a concessão à Sociedade Portuária que o administra, a cerca de 2,3 milhões. Este porto já recebe Post Panamax, navios de comércio marítimo que carregam até 14.000 contêineres, e o desafio em infraestrutura é poder mover essa carga internacional de forma mais rápida e, além disso, favorecer a exportação de produtos nacionais a outros países. Conta com Notícias Portuárias Latino-Americanas Abril - Junho 2013 Chile Colômbia
  • 39. Abril - Junho 2013 seis guindastes tipo pórtico que descarregam a mercadoria dos barcos, e neste momento trabalha na instalação de um sétimo, que ampliará a capacidade da plataforma. E entre as obras que estão sendo projetadas com vistas à construção do megaporto, está a dragagem no mais profundo do leito marinho para poder receber barcos de 14 a 16 metros de calado. O capitão reformado da Armada Nacional e gerente da Sociedade Portuária, Alfonso Salas, assegurou, em uma entrevista para a EFE, que a chave para a competitividade está em criar as melhores condições na região caribenha. “Se os colombianos querem fontes de trabalho e gerar bem-estar, a única forma é gerar elementos que tenham uma demanda externa”, apontou. E tudo isso acontece para que a Colômbia disponha de um porto de primeira categoria no Caribe, cujo desenvolvimento comercial está ligado à ampliação do Canal de Panamá. “O lugar de maior infraestrutura comercial no século XXI é a área do Caribe”, enfatizou o gerente da Sociedade Portuária sobre a ampliação do Canal. Esta empresa trabalha, além disso, visando melhorar o transporte de mercadorias desde o interior do país até o porto de Cartagena, em um projeto de transferência de contêineres desde o porto fluvial de Gamarra, no navegável rio Magdalena, o maior da Colômbia. Salas antecipou que em dois ou três anos serão concretizados os avanços deste projeto: “Estamos nos estudos”, salientou. Esses planos sem dúvida beneficiarão o comércio exterior da Colômbia, cujas exportações em 2012 atingiram quase 60,3 bilhões de dólares e a previsão é de que neste ano somem 70 bilhões. Mas a competitividade dos produtores colombianos tem outro desafio: diminuir o custo do frete terrestre por onde transita a maior parte da mercadoria exportada, um custo que, segundo a Associação Nacional de Empresários, é mais cara que em países como os Estados Unidos, México, Holanda ou Alemanha. Neste sentido, Salas deixou claro que para transportar mais mercadoria nacional é necessário “construir novas estradas e melhorar as existentes”. Atualmente o porto de Cartagena utiliza um moderno sistema pelo qual controla cada caminhão que entra ou sai de suas instalações, para aperfeiçoar o tempo de carregamento e descarregamento, atribuir prioridades e reduzir o impacto ambiental que representa menos horas de consumo de combustível. O objetivo é que os caminhões fiquem o menor tempo possível estacionados esperando entregar ou receber carga. Finalmente, a aposta da Sociedade Portuária de Cartagena é construir a infraestrutura necessária para responder às necessidades dos TLC firmados pela Colômbia com vários países, entre eles os Estados Unidos, que está a ponto de completar um ano de vigência. No seu primeiro ano de vida, este TLC proporcionou importantes benefícios a setores colombianos, como o das flores, têxtil e de hidrocarbonetos. Inicia Operações o Novo Terminal de Contêineres em Barranquilla Com a chegada, no final de junho, de três guindastes pórtico procedentes de Miami, está previsto para o princípio do mês de agosto o início das operações do Barranquilla Container Terminal, BCT, o primeiro terminal dessa cidade colombiana dedicado exclusivamente a contêineres, com um investimento que ascende
  • 40. Abril - Junho 2013 De acordo com comunicado da Comissão Executiva Portuária Autónoma - CEPA, os interessados na Começa Processo Licitatório do Porto de La Unión El Salvador aos US$60 milhões. Alejandro Múnera, gerente comercial do BCT, informou que  darão início às operações com os três guindastes pórtico Panamax de baixo perfil, equipamentos atualmente inexistentes em Barranquilla, que lhes permitirão uma alta eficiência com os navios. “Vamos oferecer serviços do mesmo nível que oferecem os demais terminais da Costa Caribe e da América Latina”, enfatizou o executivo. Destacou que o Porto de Barranquilla necessitava deste projeto, pois dos 100% de carga de importação e exportação movida neste porto, 62% são produzidos localmente. Indicou também que o BCT contará com capacidade para mobilizar 116  mil TEUs por ano, e como projeção para 2013 estima-se que mobilizarão cerca de 24 mil contêineres. Esta obra é resultado de um joint venture entre a SSA International, um dos maiores operadores de terminais do mundo, e a Sociedade Portuária de Santa Marta através de sua filial em Barranquilla, a Sociedade Portuária do Norte. licitação para a operação do Porto de La Unión poderão obter as Bases de Pré-Qualificação de forma gratuita baixando-as diretamente do site eletrônico de compras públicas http://www.comprasal.gob. sv . Para formalizar sua participação, deverão enviar notificação ao correio eletrônico uaci@cepa.gob.sv, com a seguinte informação: Assunto: Solicitação de Inscrição Nome da Pessoa Jurídica Interessada, Nome do Representante Legal ou Procurador, Números de Telefones e Fax, Endereço dos Escritórios, Endereço do Correio Eletrônico de Contato e confirmação da descarga satisfatória das Bases da Pré-Qualificação. O recebimento dos Documentos de Pré- Qualificação se dará nos dias 13, 16 e 17 de setembro de 2013 das 8h00 às 15h:00, e a Abertura dos Documentos de Pré-qualificação ocorrerá em 17 de setembro de 2013 às 15h15, horário oficial de El Salvador. Para maiores informações, os interessados poderão se comunicar com a UACI da CEPA, através do correio eletrônico uaci@cepa.gob.sv, pelos telefones (503) 2218-1229 ou por fax (503) 2218- 1226.
  • 41. Abril - Junho 2013 China Estudará a Possibilidade de Construir um Corredor Ferroviário que Conecte o Atlântico ao Pacífico De acordo com a revista Semana, à medida que aumentam as dúvidas sobre a viabilidade do polêmico canal interoceânico que supostamente construirão os chineses na Nicarágua, surge a possibilidade de uma alternativa mais realista no México. O presidente da China, Xi Jinping, e o do México, Enrique Peña, assinaram no princípio de junho, na capital asteca, um acordo para estudar a possibilidade de construção de um corredor industrial de 300 quilômetros, por meio do qual se uniriam o Atlântico e o Pacífico através dos portos de Coatzacoalcos (Veracruz) e Salina Cruz (Oaxaca). O projeto, que seria de transporte ferroviário, custaria 60 bilhões de dólares, e o fato de haver um acordo preliminar entre os dois presidentes lhe dá uma clara vantagem sobre o projeto nicaraguense. Governo dá em Concessão Construção de Canal Polémico De acordo com a Portfólio de junho, a Assembleia Nacional da Nicarágua aprovou uma concessão por 50 anos a uma empresa chinesa com sede em Hong Kong, para que promova, projete, México Nicaragua construa e maneje um ambicioso projeto de canal interoceânico no país centro-americano, que teria um custo de 40 bilhões de dólares. A concessão favorece a HK Nicarágua Canal Development Investment Co. Limited (HKND Group), presidida pelo advogado chinês Wang Jing, que também é chefe da Xinwei Telecom Enterprise Group, empresa à qual foi adjudicada no ano passado uma concessão para operar telecomunicações celulares. A companhia chinesa escolhida terá poder absoluto sobre as tarifas do futuro passo, de expropriar, mudar os cursos de água e subcontratar. A ideia é que esse canal concorra com o canal de Panamá, e prevê a construção de um canal fluvial para unir a costa Caribe à do Pacífico, um porto de aguas profundas em ambas as costas, um corredor ferroviário ou canal seco para transporte de carga entre os dois litorais, zonas de livre comércio, aeroportos e um ducto para hidrocarbonetos, paralelo ao canal. Segundo a ‘Lei Especial para o Desenvolvimento de Infraestrutura e Transporte Nicaraguense concernente ao Canal, Zonas de Livre Comercio e Infraestrutura Associados’, a empresa HKND Group poderá concessionar os subprojetos a outras empresas. Além disso, entrega à companhia fundada há apenas 10 meses o
  • 42. Abril - Junho 2013 poder absoluto sobre as tarifas do futuro canal, o de expropriar qualquer terreno que considere necessário, e o de utilizar ou desviar por sua conveniência todos os cursos de água, enquanto obriga o Estado nicaraguense a renunciar a qualquer tipo de imunidade em caso de conflito. A concessão é prorrogável por outros 50 anos. O Governo do presidente Daniel Ortega estima que o Canal de Panamá é inadequado para os novos navios da família Maersk Triple E, e que o novo canal daria passagem a esses navios com medidas de 400 metros de longitude, 59 metros de largura e 73 metros de altura. Os estudos preliminares estariam concluídos até 2015, quando teria início a construção do projeto. O Governo estima que o Produto Interno Bruto (PIB) do país crescerá 15% em 2015, com o inicio das obras. Os estudos definirão a rota entre pelo menos cinco possíveis trajetos desde a costa do Caribe que passam pelo lago Cocibolca, com cerca de 8.000 quilômetros quadrados e a maior reserva de água da América Central, para confluir com o rio Brito, na região de Rivas, no Pacífico. Porto de Montevidéu Sairá Favorecido por Medidas Alfandegárias Argentinas Um artigo do El País de Montevidéu, citado pela Latin Business Chronicle, toma a informação do diário argentino Clarín, segundo o qual a maioria das empresas navais estão desviando parte das cargas em trânsito para o Paraguai, Bolívia e Brasil desde portos argentinos ao de Montevidéu. O Clarín precisou que a transferência foi iniciada Uruguai de forma gradual pelas empresas Maersk, Hamburg Süd, CMA CGM, CSAV, China Shipping, MSC, Cosco e Evergreen. Adiantou, por sua vez, que este ano poderia aumentar em 15% a quantidade de contêineres em trânsito com destino ao Paraguai recebida pelo terminal uruguaio. “As principais afetadas são as empresas paraguaias, cujo comércio exterior é canalizado por meio das companhias marítimas que chegam a Buenos Aires e as companhias navais locais que fazem o transbordo das cargas até Assunção em barcos menores”, indicou o periódico argentino. Uma nova norma alfandegária, instituída em março pela Administração Federal de Ingressos Públicos, estabeleceu que todas as cargas em trânsito devem tramitar uma nova declaração jurada com dados e informações que antes não se exigiam, e passar quase sem exceções pelo denominado “canal vermelho” da Alfândega. O Clarín explica que com o novo esquema de fiscalização, os agentes alfandegários e companhias navais empresas têm que presentar uma declaração jurada com os dados dos vendedores e compradores e a fatura da operação comercial. Além disso, por imposição da Alfândega, devem enviar todos os contêineres para “verificação”, quando antes só eram inspecionados aqueles que eram considerados “suspeitos”. E acrescenta que os controles efetuados às cargas em trânsito têm um custo
  • 43. Abril - Junho 2013 Vejo que a Latinports está crescendo e proporcionando um impacto positivo aos portos da América Latina. Parabéns. John Rydlund Senior Port Planner Cardno TEC Inc. USA tarifário para as companhias navais que oscilam entre US$ 375 (por uma “verificação em piso” de um contêiner de 20 pés) e US$ 2.000 por uma “inspeção exaustiva” em um contêiner de cargas soltas de 40 pés. Neste caso, o custo da verificação equivale ao valor total do frete pago entre Europa e Buenos Aires. Em 2012 foram mobilizados cerca de 120.000 contêineres com cargas transbordadas para o Paraguai. Sessenta e cinco por cento dos transbordos foram feitos na Argentina -maioritariamente em Buenos Aires- e os 35% restantes no Uruguai. As projeções para este ano indicam que mais de 50% dos contêineres mudarão de barco em Montevidéu. Agradeço o envio do boletim, que tem uma informação muito interessante. Rafael Torres Presidente Latingroup Colômbia Definitivamente interessante. Parabéns. Marco A. Robalinho Secretário Geral Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro Brasil Correio