Latinports Boletim Informativo September-Dezembro de 2011

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Latinports Boletim Informativo September-Dezembro de 2011

  1. 1. Setembro-Dezembro 2011Ano 3, No. 3A Container Management de Londresentrevista o Presidente do Comitê Executivoda Latinports, Richard KlienA Cepal tem urgência de investimentosignificativo em infraestrutura portuária naAmérica LatinaVer mas... Ver mas... Ver mas...Excelente Nível em Congresso Colombiano eLatino-americano de Portos em CartagenaO Grupo Ultramar, principal operadorportuário do Chile, Ingressa na Latinports
  2. 2. CONTEÚDOSetembroDezembro2011CapacitaçãoNotícias Portuárias Latino-AmericanasCorreioO Grupo Ultramar, principal operador portuáriodo Chile, Ingressa na LatinportsGrandes companhias navais mundiais se unempara reduzir custosSucesso no Primeiro SeminárioEspecializado da Latinports: Reativaçãoda Navegação ÁguasAcima do RioMagdalena na Colômbia,Um Projeto PaísDirector Ejecutivo de Latinports se Reúnecon el Consejo deAdministración de laAsociación de Terminales y OperadoresPortuarios de MéxicoO Diretor Executivo da Latinportsrepresenta aAmérica Latina na GlobalPorts Conference de LondresACepal tem urgência de investimentosignificativo em infraestrutura portuária naAmérica LatinaExcelente Nível em Congresso Colombiano eLatino-americano de Portos em CartagenaAContainer Management de Londres entrevistao Presidente do Comitê Executivo da Latinports,Richard KlienEditorialDiseñoJulian Pinedawww.miroamarillo.comstudio@miroamarillo.comPortadaLogotipo do CongressoColombiano e Latino-americano de Portos sobre omapa da América Latina.
  3. 3. Setembro-Dezembro 2011O EditorialDespedimo-nos do ano de 2011 e damos as boas-vindasa 2012 com notícias muito boas: Depois do sucesso do nossoprimeiro congresso latino-americano, realizado em Brasília em agosto de2010 por ocasião dos 50 anos da criação da capital do Brasil, queremosdestacar a realização em Cartagena, na primeira semana de dezembro, emconjunto com a Superintendência de Portos e Transporte da Colômbia,do Segundo Congresso Portuário Público-Privado Latino-Americanoe do Primeiro Congresso Colombiano de Portos. Este congresso anualpúblico-privado, realizado em comemoração aos 20 anos da lei de portosda Colômbia, contou com uma grande acolhida internacional, comodemonstra a participação de representantes de mais de dez países, incluídosJapão, Holanda e Espanha. Adicionalmente, dentro de nossa estratégia dedivulgação e capacitação, devemos mencionar o evento internacional sobrenavegação no rio Magdalena, realizado em setembro, o primeiro specializadode muitos que virão (a excelente resposta recebida nos levou a começar aprogramar o próximo, desta vez no México, sobre a segurança jurídica dasconcessões, com data a ser ainda definida).Devemos, também, destacar o reconhecimento do qual fomos objeto porparte da Lloyd’s Maritime Academy e do Grupo Informa de Londres,que nos convidaram para representar a América Latina na GlobalPorts Conference sobre os mercados emergentes, em 1° de dezembro,oportunidade em que fizemos uma apresentação sobre InvestimentosPortuários na América Latina diante de um numeroso grupo de investidoreseuropeus e de outras regiões do mundo, classificada pelos organizadores doevento como “muito informativa e muito bem recebida”.Por último, com grande satisfação registramos o ingresso na Latinports doGrupo Ultramar do Chile, que através de sua filial Investimentos Neltumeé o principal operador de contêineres desse país, no qual operam oitoterminais. O ingresso do Grupo Ultramar à nossa Associação é revestidode grande importância histórica, por haver sido o Chile o país pioneirona descentralização e privatização portuária na América Latina e por sero Grupo Ultramar o mais importante representante de tão bem-sucedidatransformação.Seja esta a oportunidade de desejar um próspero 2012 aos afiliados daLatinports e ao setor portuário latino-americano em geral.Até a próxima!jpalacio@latinports.orgwww.latinports.orgJulian PalacioO Diretor Executivo
  4. 4. Setembro-Dezembro 2011EXCELENTE NÍVEL EM CONGRESSOCOLOMBIANO E LATINO-AMERICANO DEPORTOS EM CARTAGENAPor ocasião da comemoração final do ano, dos 20anos da Lei de Portos da Colômbia, que em boahora serviu para transformar o manejo do comércioexterior no país, e coincidindo com a assinatura doTLC com os Estados Unidos, a Associação Latino-Americana de Portos e Terminais, Latinports, emconjunto com a Superintendência de Portos eTransporte, realizaram no hotel Hilton de Cartagena,nos dias 6 e 7 de dezembro, o Primeiro CongressoColombiano de Portos e o Segundo CongressoPortuário Público-Privado Latino-Americano,enfocados nas Boas Práticas no Nodo Portuário.O evento, co-patrocinado pelas sociedadesportuárias de Buenaventura e Barranquilla, foiinaugurado pelo superintendente de portos etransporte de Colômbia, Juan Miguel Durán, que nasessão inaugural foi acompanhado pelo presidentedo comitê executivo da Latinports, Richard Klien,pelo ex-ministro de portos do Brasil e atual diretorda Agência Nacional de Transporte Aquático, PedroBrito, e pelo diretor executivo da Latinports, JuliánPalacio.Com enfoque nas Boas Práticas no Nodo Portuário,foi desenvolvido o temário de um dia e meio deduração, em cuja abertura o presidente executivo,Richard Klien, fazendo referência a este segundocongresso latino-americano, disse:“A criação da Associação Latino-Americana dePortos e Terminais, há pouco mais de dois anos,buscou uma coluna vertebral que nos unisse, eesse desafio de cooperação público-privada seconverteu em uma estratégia de combinar e não de
  5. 5. Setembro-Dezembro 2011se enfrentar. Foi isto o que me levou a aceitar ser oprimeiro presidente da Latinports.“A Declaração de Brasília do ano passado(conclusões do primeiro evento portuário público-privado da Latinports realizado em comemoraçãoaos 50 anos de criação da capital do Brasil), quepode ser consultada na pagina web da associação,reúne em uma única página as conclusões quediagnosticaram o desenvolvimento portuário a longoprazo, os investimentos em infra-estrutura tanto dosetor público como do privado, o multimodalismointegrando a logística de transporte, e as associaçõespúblicas-privadas como propulsoras dos grandesdesafios impostos pelo mercado, lembrando que osinvestimentos em infra-estrutura são a longo prazo.“Há 55 anos, um caminhoneiro dos EstadosUnidos transformou o mundo com uma ideia, ocontêiner, apesar de que seu desenvolvimento sócomeçou a ganhar força há 30 anos. Esta invençãoimpactou profundamente o transporte de cargageral e obrigou o estreitamento das relações entre osgovernos e o setor privado para investimentos nomundo todo.“O preço do transporte de bens de consumo é hojeuma ínfima parte do preço do produto, e por issodevemos sempre recordar o sucesso do contêinercomo contundente. O CONTÊINER É ORESPONSÁVEL PELA GLOBALIZAÇÃO.“O mercado de capitais e a economia de escalatambém impuseram uma verdadeira revolução nomanejo portuário de granéis.Pedro Brito, exministro de puertos de Brasil y director de la Agencia Nacional de Transporte Acuático; Juan MiguelDurán, Superintendente de Puertos y Transporte de Colombia; Richard Klien, presidente del comité ejecutivo deLatinports y de los consejos de administración de los terminales de contenedores Santos Brasil y Multirío; Julián Palacio,director ejecutivo de Latinports
  6. 6. Setembro-Dezembro 2011“Estamos em um continente jovem, que temdemonstrado maturidade e responsabilidade noscampos econômico, financeiro, politico e social.Em nossos portos, a forte demanda gerada pelocrescimento econômico diferenciado de nossa regiãoimpõe desafios aos nossos governos e aos nossosempresários. Por este motivo, espero que nesteevento tenhamos continuidade, troca de experiênciase discussão de estratégias para unir-nos em torno depropostas realistas e efetivas, capazes de promovera eficiência ao longo de toda a cadeia logística quepassa através dos nossos portos”.O superintendente de portos e transporte daColômbia, Juan Miguel Durán, ao declararinaugurado o evento e referindo-se ao PrimeiroCongresso Colombiano de Portos, por sua vez disse:“Hoje realizamos o Primeiro Congresso de Portosda Colômbia com a participação das sociedadesportuárias e de convidados especiais, o primeiro demuitos que teremos em nosso país. Sendo este umespaço para trocar experiências e aprender com asboas práticas dos portos do mundo, poderemosconsolidar conclusões para conseguir melhorar aeficiência e a competitividade.“Este congresso coincide com um ano muitoespecial para o setor: Há 20 anos expediu-se a LeiPrimeira, que tem um grande significado já quemarcou a descentralização e privatização de portosna Colômbia e a criação da Superintendência Geralde Portos, hoje Superintendência de Portos eTransporte.“Para a Superintendência, é um orgulho ver obom caminho traçado nestes 20 anos pelo setor,supremamente positivo para o Governo e paraos investidores que nele acreditaram. Porém, estáclaro para nós que o êxito deste setor radica emque possamos ser cada vez mais competitivos epossamos obter aquelas boas práticas mundiais,e corrigir aquelas que talvez não sejam as maiseficientes.Richard Klien Presidente Comitê Executivo, Latinports Juan Miguel Durán, Superintendente de Portos e Transporte
  7. 7. Setembro-Dezembro 2011“Temos grandes desafios, como os tratados de livrecomércio assinados e próximos de serem assinadosque serão supremamente valiosos para a economia ecompetitividade colombiana. Os portos assumirameste grande desafio, e com os investimentos ea projeção temos visto com bons olhos nãosomente a vontade como também os feitos. Porisso a Colômbia está sendo preparada para mudardrasticamente sua economia.“Há um enfoque especial da Superintendênciaquanto ao setor, que vimos trabalhando com asdistintas sociedades portuárias. Estão visão nãoé somente da Colômbia, senão do mundo, ondealém do porto os demais atores da cadeia sãofundamentais para que se possa ser cada vez melhor,com preços menores e eficiência maximizada,sendo isto o que vem sendo trabalhado em nívelsetorial e regional. Apenas sentando-nos à mesacom sociedades portuárias, transportadores,pátios de contêineres, etc. conseguimos resultadosimportantes, pois existem a vontade e ocompromisso do setor em conseguir resultadosimportantes”.As apresentações dos diversos conferencistas,mencionados a seguir, estão à disposição dosafiliados da Latinports na página web www.latinports.org.Ministério de Portos de Brasil: Análise Logísticade uma Política de Estado- Pedro Brito, Ex-Ministro de Portos e Diretor daAgência Nacional de Transporte AquáticoBoas Práticas no Nodo Portuário como EfeitoDiferenciador- Julián Villalba, Gerente, AssociaçãoLatinoamericana de Qualidade Portuária (CAF-Fundação Valenciaport)- Joao Gilberto Campos, Presidente, Instituto deCapacitação Técnica Profissional, BrasilZonas de Atividades Logísticas comoComplemento da Atividade Portuária- José María Langa, Diretor de DesenvolvimentoLogístico, Autoridade Portuária de Valência,EspanhaTransporte Multimodal: Efeitos do TransporteInterno na Cadeia Logística Internacional- Jan Willem Koeman, Diretor Geral da Pharos,Holanda- Alvaro Galli, Consultor Hidrovia Paraguai-Paraná, UruguaiTendências no Transporte Marítimo: LongoCiclo de Negócios e Agitação a Curto Prazo- Ricardo Sánchez, Chefe de Infraestrutura ePortos, CepalImpacto do Tsunami nos Portos Japoneses eseu Ensinamento para a América Latina- Hidefumi Ikeda, Pesquisador Especial, Institutode Pesquisa de Portos e Aeroportos, Ministério deTerras, Infraestrutura, Transporte e Turismo, JapãoAntes da finalização do evento, encerrado pelavice-ministra de infraestrutura da Colômbia, MaríaConstanza García, houve um interessante debatesobre o Sistema Portuário Latino-Americano,liderado pelo diretor da Latinports, Julián Palacio,que contou com a participação do superintendentede portos e transporte da Colômbia, Juan MiguelExministro Pedro Brito
  8. 8. Setembro-Dezembro 2011Durán, do ex-ministro de portos de Brasil e diretorda Agência Nacional de Transporte Aquático,Pedro Brito, do chefe de infraestrutura e portosda Cepal, Ricardo Sánchez, do gerente geral daSociedad Portuária Regional de Buenaventura,Domingo Chinea, e do diretor de planejamentoEm seguimento à Declaração de Brasília 2010,observou-se que embora tenha havido avançossignificativos na região durante o ultimo ano,ainda há muito a ser feito para a obtenção dacompetitividade necessária no comercio exteriorlatino-americano. Mantendo os mesmos parâmetrosda Declaração de Brasília, a seguir apresentamosas conclusões do II Congresso Portuário Público-Privado Latino-Americano, realizado em Cartagenano mês de dezembro de 2011:Desenvolvimento Portuário:- Os portos da região necessitam investimentossignificativos em infraestrutura, a fim de estaremaptos para receber navios de até 13.000 TEUs quehoje operam nas principais rotas marítimas domundo, sendo necessárias contribuições financeirassubstanciais em obras que aumentem a capacidadedos terminais, em especial a profundidade. Noentanto, ainda que todos os portos devam sepreparar para receber navios cada vez maiores, deve-se ter cuidado com a magnitude dos investimentosem dragagem já que, por questões de localização emda Administração Portuária Integral de Altamira,Leobardo Robles. O produto deste debate e dasapresentações anteriores foi a Declaração deCartagena 2011, cujas conclusões transcrevemos aseguir:DECLARAÇÃO DE CARTAGENA 2011relação ao transbordo e de mercado no que se refereao comercio exterior, os mega porta-contêineres sóchegarão a alguns portos da região.Infraestrutura de Transporte:- A região aprendeu a enfrentar a volatilidadeexterna, e em particular os desafios da crisefinanceira e econômica que vem sendo enfrentadapor alguns países europeus e pelos EstadosUnidos, mas o desenvolvimento da infraestruturae capacidade para enfrentar os desafios de longoprazo é ainda insuficiente. Segundo a Cepal, adeficiência em infra-estrutura é da ordem deUS$170 bilhões por ano até 2020, o que representa5% do PIB da região, dentro da qual a infraestruturade transporte é a mais representativa.Multimodalismo e Logística:- Apesar de estarem sendo tomadas importantesmedidas em relação ao multimodalismo,principalmente no que se refere às hidrovias empaíses como Brasil e Colômbia, o setor ferroviário
  9. 9. Setembro-Dezembro 2011Mayo - Agosto 2011
  10. 10. Setembro-Dezembro 2011Domigo Chinea, Gerente Geral da Sociedade Portuária de Buenaventura e Membro do Comitê Executivoda Latinports; Ricardo Sánchez de CEPAL; e Julián Villalba de CAF.ainda apresenta um considerável atraso, ao qual sedeve dar maior atenção em pró da competitividade.Agora, em relação à logística integral, há muito porfazer, motivo pelo qual é um tema a ser abordadocom muita seriedade no próximo congresso anual daLatinports.Associação Público-Privada:- É de se destacar a aprovação dada peloCongresso da Colômbia à Lei de AssociaçõesPúblico-Privadas, um esquema que, com um prazomáximo de 30 anos, servirá para desenvolver portos,aeroportos, sistemas ferroviários e tudo que estiverrelacionado com infra-estrutura, onde o setorprivado suprirá de forma substancial a incapacidadeeconômica dos Estados de reduzir seu atraso. Esteexemplo, que deveria ser seguido pelas demaisnações latino-americanas, está em concordânciacom o lema da Latinports: Governos e setorprivado trabalhando juntos para o desenvolvimentoportuário da região.Situação Particular:- As recomendações da Cepal em relação apolíticas regionais para os portos, especialmenteo desenvolvimento de mecanismos decooperação em um âmbito de concorrência,foram favoravelmente acolhidas, em particularpelo Superintendente de Portos e Transporte daColômbia, que propôs sua implementação a partirde 2012. Foi igualmente bem recebido o enfoqueda Associação Latino-Americana de QualidadePortuária, também acolhido pela autoridadecolombiana que anunciou a realização de reuniõesperiódicas nos portos com todos os atores da cadeialogística, públicos e privados, para discutir os passosa serem seguidos para garantir a qualidade em seusserviços.
  11. 11. Setembro-Dezembro 2011ACONTAINER MANAGEMENT DE LONDRES ENTREVISTAO PRESIDENTE DO COMITÊ EXECUTIVO DALATINPORTS,RICHARD KLIENA Container Management apresenta o impressionante progresso dos portos e indústrias logísticas do Brasilatravés dos olhos de Richard Klien, Presidente da Santos Brasil e Multiterminais, e Presidente da LatinportsRichard Klien, Presidente do Comitê Executivo da LatinportsO BRASIL TEM BONS MOTIVOS PARAESTAR OTIMISTAAPESAR DO ATUAL PANORAMAMUNDIALO Brasil só adotou o mercado dos contêineresno final da década de 1990, em virtude da Leide Modernização Portuária promulgada peloCongresso em 1993. Onze Autoridades Portuárias(Companhias Docas, controladas pelos governosfederais ou estaduais) abriram licitações públicasem uma dúzia de portos públicos, que resultou naentrega de 17 terminais de contêineres a operadoresprivados.Em 1997, o Brasil operava apenas 11 gruas decontêineres de navio na costa (STS, por sua sigla eminglês) em todos os seus terminais de contêineres,mas no final desse ano esse número subiria a103 e em 2015 haverá em operação cerca de 150dessas gruas. “As modernas gruas STS têm uma
  12. 12. Setembro-Dezembro 2011produtividade de 30 movimentos/hora em maisde 18-21 filas, enquanto que as antigas manejavammenos de 20 movimentos/hora em 13 filas,”explicou Klien.ASSOMBROSO PROGRESSO APÓS APRIVATIZAÇÃO DOS PORTOS: 1997-2011• O rendimento passou de 1m a 5.5m decontêineres.• O fluxo do comércio internacional, que tinhase detido em US$100bn durante quase uma década,crescerá a um número estimado de US$480bn esteano (ainda que os aumentos no preço das matériasprimas tenham jogado um papel importante).• A abertura econômica (o fluxo do comérciointernacional/PIB) aumentou de 12% a 25%durante o período.• Os operadores privados investiram mais deUS$4bn na reconstrução, ampliação e modernizaçãodos 16 terminais públicos de contêineres.• A BTP (uma empresa de risco compartilhadoentre a MSC e a APM Terminais) está construindoum novo terminal de contêineres no Porto deSantos, que acrescentará 1.1m de capacidade deTEU, equivalente a um terço do rendimento atual doporto.De fato, em 2010 o crescimento no comérciointernacional do Brasil, comparado com o de 2009,foi o maior do mundo segundo a OrganizaçãoMundial de Comércio, com um crescimento de 38%nas exportações e 34% nas importações – maior queo crescimento percentual da China.O AMBIENTE REGULADOR:INSTITUÇÕES FORTES FORNECEMAS BASES PARA UM CRESCIMENTO ALONGO PRAZOLeônidas Cristino, o novo Ministro de Portosnomeado pela Presidente Dilma Rousseff, falandono Segundo Seminário de Portos e Vias Fluviaisem 22 de setembro de 2011, destacou a criação daSecretaria de Portos (Secretaria Especial de Portos– SEP), em 2007, como o fator determinantepara este excepcional desempenho. Pedro Brito, oprimeiro Ministro de Portos do país, iniciou o marcoregulador e estabeleceu as regulamentações para odesenvolvimento de novos portos públicos com oDecreto 6.620 de 2008.O Ministro Brito utilizou grande parte do tempoque esteve no cargo visitando todos os portosbrasileiros e falando com o mundo todo, até ter umaideia clara da indústria e dos gargalos do sistema.Também fez longas viagens ao exterior, interagiucom funcionários de governo, autoridades portuáriase gerentes de terminais de quase todos os portosde contêineres do mundo, bem como estruturou aSecretaria de Portos e promulgou o Plano Nacionalde Dragagem.Ao reconhecer as deficiências das licitações originaisde privatização, que resultaram em ancoradourosde 250 m de longitude, enquanto os novos naviosultrapassavam os 300 m de longitude e requeriammuros de cais mais extensos e profundos e gruasSTS de maior alcance, também publicou a políticapromovendo a ampliação dos terminais existentespara acomodar a nova geração de navios super post-Panamax que chegavam aos portos do Brasil.
  13. 13. Setembro-Dezembro 2011O Ministro Cristino também ressaltou osinvestimentos governamentais de R$2bn(US$1.064bn) para aprofundar os canais marítimosde acesso, com recursos do programa de aceleraçãodo desenvolvimento econômico (Programa deAceleraҫão do Crescimento – PAC).No mesmo Seminário de Portos e Vias Fluviais,Fernando Fialho, chefe da Autoridade Nacionalde Transportes Aquáticos (ANTAQ), revelouque 99% das toneladas exportadas e 90% dasimportadas eram manejadas através dos portosem 2010, correspondendo a 85% das exportaçõese 73% das importações, respectivamente (valorFOB). O rendimento total dos portos brasileiros em2010 chegou a 834m de toneladas, das quais 22%eram embarques domésticos (cabotagem), 59%exportações, 15% importações e 4% vias fluviaisinternas.NO INÍCIONovas empresas se desenvolveram como resultadoda liberação das indústrias portuárias brasileiras,entre as quais a Multiterminais surgiu como umdos principais jogadores. A Multiterminais, umaorganização complexa, pode ser facilmente divididaem duas áreas principais de negócios: terminais elogística, dentro das quais está incluído um crescentenúmero de interesses em terminais de contêineres,terminais de veículos e portos secos no interior.Em 1986, quando os portos brasileiros eramoperados pelas autoridades portuárias depropriedade do governo, a Multiterminaisinaugurou o primeiro porto seco operado de formaprivada como armazém de depósito (TerminalRetroportuário Alfandegado – TRA), contiguo aoTecon do Rio de Janeiro. Ali são armazenados, emdepósitos, contêineres cheios e carga empacotada,que são entregues aos importadores depois deliberados pela aduana. Eventualmente, 95% de todasas importações de contêineres do Rio que passamatravés destas instalações e da companhia são muitobem conhecidas nos estados do Rio de Janeiro eMinas Gerais, zona natural de captação da cargadescarregada no porto do Rio.Quando a Lei de Privatização Portuária foipromulgada, em 1993, a Multiterminais participoudas licitações dos dois terminais de contêineres noRio de Janeiro. A ela foi outorgada a concessãoTecon 2, em 1997, e depois também a do terminalro-ro contiguo para veículos, atualmente operadospela MultiRio e pela MultiCar, respectivamente.Atualmente a companhia é de propriedade doFundo de Investimentos Gávea e da família Klien.Segundo a companhia, a Multiterminais opera umadas plataformas logísticas mais sofisticadas do Brasil,sendo pioneira na integração da logística de portos edo interior. “Para a indústria automotriz fornecemosum serviço completo de navio a fábrica, JIT (Just inTime) e JIS (Just in Sequence). Os clientes têm visãototal, em tempo real, de qualquer ponto da cadeia defornecimento em nível parte-a-parte individual. Istopermite ao cliente a constante monitoração do fluxode carga ao longo de toda a cadeia de fornecimentoe o reajuste dos horários de produção conforme sejarequerido”, diz Klien..
  14. 14. Setembro-Dezembro 2011Mais recentemente, a Stahllog, empresa subsidiáriaespecializada em serviços logísticos e portuários paraa indústria do aço, foi contratada para descarregaro carvão importado e carregar as placas de aço deexportação no novo terminal privado da plantada Thyssen Krupp-CSA em Itaguaí, na Bahia deSepetiba.TECON SANTOSA Multiterminais participou, desde seu início, daprivatização do Porto de Santos, e o Tecon Santosfoi outorgado ao Consórcio da Santos Brasil durantea licitação pública que houve na Bolsa de Valores –BOVESPA – em 1997.O cais do terminal de contêineres tem umalongitude de 500 m e um terceiro ancoradouro de250 m foi concluído em 2006, cumprindo com asobrigações contratuais. Em 2010 foi construída umaampliação de 230 m – dando aos cais uma longitudetotal de 980 m – que permite a amarração simultâneade três navios super post-Panamax. Algumas vezeso ancoradouro contíguo de 310 m do Terminalde Veículos (conhecido localmente como TEV– Terminal de Veículos), inaugurado em 2006 econcedido à Santos Brasil na licitação de 2009, operanavios de contêineres quando não utilizado pornavios para veículos ro-ro (roll-on – roll-off).O PORTO DE SANTOS SE CONVERTENO NÚMERO 1 DO HEMISFÉRIO SULEm 2010, o Porto de Santos se converteu no maiorporto de contêineres do hemisfério sul, de acordocom os Melhores Portos de Contêineres do Mundoda CM. Em grande parte, isto foi possível graçasaos investimentos de R$1,8bn da Santos Brasil noterminal.As primeiras gruas STS com montacargas duplona América Latina foram contratadas pela SantosBrasil e estão em operação no Tecon Santos desde2010. Seus dois esparcidores-coletores levantamcontêineres de 2 x 40 pés ou 4 x 20 pés, elevando em35% a produtividade por movimentos/hora/navioem 2011.Além do crescimento de 11% esperado para 2011,a produtividade ganha e o término da dragagem doestuário no Porto de Santos virtualmente eliminouos tempos de espera dos navios, tendo as linhasnavais expressado seu agradecimento pelos níveis dedesempenho. Um milhão de caixas serão manejadaspelo Tecon Santos em 2011, sendo a capacidademáxima do terminal calculada em 1.45m de caixas.TECON IMBITUBAEm 2008, a Santos Brasil ganhou a concessãopara construir um terminal de contêineres deáguas profundas dentro do porto de Imbituba,que inclui dois cais que totalizam 660 m, com umaprofundidade de costado de 15 m e uma capacidadeanual de 700.000 TEU. O investimento totalplanejado para obras de engenharia e equipamentosé de R$312m em 2012, com R$278m já realizados.
  15. 15. Setembro-Dezembro 2011As instalações para múltiplos usuários, comprioridade na amarração de navios de contêineres,estão atualmente equipadas com duas gruas pórticoZPMC super post-Panamax que se uniram às duasgruas móveis existentes no porto Gottwald.SANTOS BRASIL LOGISTICAEm novembro de 2007 a Santos Brasil adquiriu aMesquita, posteriormente chamada Santos BrasilLogística, que possui dois Centros de LogísticaAduaneira e Industrial (Centro Logístico e IndustrialAduaneiro – CLIAS) localizados nas duas margensdo estuário do Porto de Santos. Possui, também,dois centros de distribuição, um em São Bernardodo Campo e outro em Jaguaré, ambos próximos àcidade de São Paulo.“Hoje estamos utilizando a Santos Brasil Logísticacomo uma extensão do Tecon Santos, o que tembeneficiado nossos clientes graças a uma cadeia defornecimento mais eficiente que agora se aplica atodo o movimento da carga que passa pelo nossoterminal,” diz Klien.Em Imbituba, a Santos Brasil Logística ofereceserviços de carga para projetos de operaçãoportuária, operações de um porto de carga,enchimento e esvaziamento de contêineres,armazenamento de carga em geral e serviçoslogísticos porta-a-porta.OS MERCADOS SE REUNEM PARAPARTICIPAR DE PROJETOS DEINFRAESTRUTURA BRASILEIRAVárias companhias têm se beneficiado com aentusiasta contribuição do mercado de capitaisno desenvolvimento das indústrias de portos/terminais e de cabotagem no Brasil. A Santos Brasil,o primeiro operador portuário brasileiro a lançar suaIPO (initial public offering - primeira oferta públicade ações), foi pioneira no mercado de ações doBrasil e obteve R$933m pela flutuação de suas ações.Comparar el Tecon Santos de hoy con el de 1997 es tanto interesante como ilustrativo:
  16. 16. Setembro-Dezembro 2011A Wilson, Sons, a Long-In e mais recentemente aLLX Logística, seguiram o exemplo, inscrevendosuas ações na Bolsa de Valores BOVESPA/BMF.A Santos Brasil, cujo mercado de capitalizaçãoé de R$3.15bn, está sob o controle do GrupoOpportunity, através da IMI (Investimentos emMercados Internacionais), do Grupo PW 237 e daMulti-STS e Brasil Terminais, de propriedade dafamília Klien.Em fevereiro de 2010, a Multi-STS iniciou umprocesso de arbitragem para dissolver a sociedade,mas Klien se recusou categoricamente a fazercomentários a respeito em virtude do compromissode confidencialidade. “Nós esperamos um laudoaceitável para ambas as partes em um futuropróximo”, foi tudo o que disse.O sócio da Multiterminais, o Fundo deInvestimentos Gávea, encabeçado pelo ex-presidente do Banco Central, Arminio Fraga, deuà companhia um claro mandato de crescimentodentro dos mercados do Rio de Janeiro e de MinasGerais.A FÓRMULA DO SUCESSO:COOPERAÇÃO PÚBLICO-PRIVADANo primeiro Seminário da Latinports, realizadoem Brasília em agosto de 2010, autoridades eempresários discutiram sobre como atender oscrescentes desafios das indústrias de portos elogística. “Chegou-se a um consenso quantoà crença de que o interesse público pode sermelhor obtido quando os setores privados e dogoverno trabalham em cooperação próxima – complanejamento a longo prazo e enfocados em suasrespectivas responsabilidades,” diz Klien.Segundo Klien, foi exatamente isso o que aconteceuno Brasil. “A SEP estabeleceu políticas, garantiu osrecursos do programa PAC do Governo Federalpara dragar os canais marítimos de acesso e executou(em cooperação próxima com os municípios) asmelhorias necessárias nos acessos por terra aosportos. Isto levou os operadores portuários privadosa aprofundar e ampliar os muros dos cais e adquirirdúzias de gruas pórtico super post-Panamax, RTG eRMG, melhorando a produtividade do ancoradouroe aumentando o rendimento e capacidade dearmazenagem nos terminais de contêineres.”Em setembro de 2011, a ANTAQ aprovou o planode expansão apresentado pela Autoridade Portuáriado Porto de Rio (Companhia Docas do Rio deJaneiro- CDRJ) para ampliar de 250 m a 400 mcada um dos quatro ancoradouros para contêineresexistentes, e agregar um segundo ancoradouroro-ro. Assim sendo, o cais do Caju será ampliadode 1.258 m a 1.960 m, criando-se o mais extensocais contínuo para navios super post-Panamax daAmérica do Sul.
  17. 17. Setembro-Dezembro 2011A CEPAL TEM URGÊNCIA DEINVESTIMENTO SIGNIFICATIVO EMINFRAESTRUTURA PORTUÁRIA NAAMÉRICA LATINAinfraestrutura é da ordem de US$170 bilhões porano até 2020, o que representa 5% do PIB daregião. Caso não se atue de forma consequente,rapidamente os portos verão esgotada suacapacidade. No entanto, Prado também destacouque esta situação é uma oportunidade para que sejadado um salto tecnológico e qualitativo na AméricaLatina em benefício da competitividade dos portose de suas conexões logísticas, enfatizando que paraisso é necessário reformular as políticas públicaspara que se tenha um melhor planejamento eimplementação de projetos. A conectividadeprovida através dos serviços de transporte marítimo,as operações logísticas correlatas e os custos detransporte “determinam a competitividade denossos produtos”, afirmou o secretário executivoadjunto da Cepal, que também considerou que sãoum fator-chave da inclusão social, pois melhoresserviços de infraestrutura de transporte em todasas fases melhora a qualidade de vida dos setoresmenos favorecidos e daqueles distantes doscentros urbanos ou produtivos. Segundo Pardo,“ainda que a região tenha aprendido a enfrentar avolatilidade externa, e em particular os desafios dacrise financeira e econômica que vêm enfrentandoalguns países europeus e os Estados Unidos, odesenvolvimento da infraestrutura e capacidadepara enfrentar os desafios de longo prazo é aindainsuficiente”.A esse respeito também se referiu o chefe deinfraestrutura e portos da Cepal, Ricardo Sánchez,durante uma apresentação no Segundo CongressoPortuário Público-Privado da Latinports, realizadoUm estudo da Comissão Econômica para aAmérica Latina e Caribe, lançado em meados deoutubro em Santiago do Chile, dentro do marco daConferência Anual da Associação Internacional deEconomistas Marítimos (IAME, por sua sigla eminglês), conclui que os portos da região necessitamde investimentos significativos em infraestruturapara que estejam aptos a receber navios de até13.000 TEUs que hoje operam nas principaisrotas marítimas do mundo, sendo necessáriascontribuições financeiras substanciais em obras queaumentem a capacidade dos terminais, em especiala profundidade.Efetivamente, o secretário executivo adjunto daCepal, Antonio Prado, indicou que a indústriamarítima, os portos e os serviços logísticos jogamum papel cada vez mais crítico como facilitadoresdo desenvolvimento e inserção internacional daAmérica Latina, alertando que a deficiência em
  18. 18. Setembro-Dezembro 2011fortalecer os portos das zonas no interior dos países.A maioria dos países latino-americanos depende emgrande medida do transporte em caminhões parase conectar com as regiões do interior, e só existemtrens, afirmou Notteboom, acrescentando que “comeste tipo de sistema é mais difícil criar portos secosnos quais possam se concentrar as empresas delogística para desenvolver uma espécie de sistemalogístico”. Para melhorar sua competitividade nomercado mundial de transporte marítimo, a AméricaLatina precisa começar a considerar os portoscomo parte de um sistema integrado, ao invés de seconcentrar em desenvolver cada um dos portos deforma individual, concluiu o especialista.A América Latina requer um novo enfoqueem relação à logística interna, a fim de podercompetir nas esferas internacionais, assinalou TheoNotteboom, presidente da Associação Internacionalde Economistas Marítimos (IAME), à BN Americas.Enquanto na região são feitos grandes esforços parapotencializar a capacidade portuária, ficaram noesquecimento as iniciativas tendentes aem Cartagena no mês de dezembro. Ao antesexposto, Ricardo Sánchez esclareceu que se deveter cuidado com a magnitude dos investimentos emdragagem, pois por questões de localização na rotaeste-oeste relativa ao transbordo, e de mercado noque se refere ao comércio exterior, os mega porta-contêineres sé vão chegar a alguns portos da região,ainda que todos os portos devam se preparar parareceber navios cada vez maiores, proporcionais aotamanho do seu mercado.A América Latina necessita novo enfoque emrelação à logística interna: Presidente da IAMETheo Notteboom,Presidente da IAME
  19. 19. Setembro-Dezembro 2011Através de sua filial Ultramar InvestimentosNeltune, na véspera de Natal o principal operador decontêineres do Chile, o Grupo Ultramar, ingressouna Latinports, o que faz com que esse país, pioneirona descentralização e privatização portuária naAmérica Latina, se converta em um símbolo dentroda nossa Associação.O Grupo Ultramar, por meio da InvestimentosNeltune, realiza a operação e desenvolvimento donegócio portuário, bem como de projetos logísticosintegrais de apoio a grandes projetos de mineração,industriais e energéticos no Chile e na AméricaLatina. Em seus 8 terminais chilenos (TerminalPacífico Sul, Terminal Porto Arica, Porto Angamos,Porto de Coronel, Porto de Mejillones, TerminalMejillones, Terminal Graneles del Norte e o recémconcessionado Terminal Portuário Coquimbo)move mais de 20 milhões de toneladas de carga, queinclui mais de 1,2 milhões de TEUs. No exterior,opera em Montevidéu, Uruguai, a Montecom.O gerente geral de Ultramar Investimentos Neltumeé Melvin Wegner mwegner@ultramar.cl e o gerentede desenvolvimento, Fernando Revecofreveco@ultramar.clGRUPO ULTRAMAR, PRINCIPALOPERADOR PORTUÁRIO DO CHILE,INGRESSA NA LATINPORTS
  20. 20. Setembro-Dezembro 2011US$400 milhões anuais.O grupo CMA-CGM foi reconhecido comoa “Companhia do Ano” pela Lloyd´s List, emcerimônia realizada em 20 de setembro, em Londres.A linha francesa CMA-CGM anunciou emnovembro uma parceria com a MediterraneanShipping Company, MSC, com o objetivo deenfrentar o excesso de capacidade nos tráficosentre a Ásia, Norte da Europa, África do Sul erotas sul-americanas. Em decorrência da crisemundial, os intercâmbios comerciais estãodeclinando, empurrando os fretes marítimos parabaixo, explicou, afirmando que a cooperação é empró de “sinergias operacionais”, sem mencionarfusão ou compra. Adicionalmente, segundo cifrasdo mercado, o custo de combustível subiu 40%comparando-se novembro de 2011 com essemesmo mês do ano de 2010.Segundo a informação, o acordo terá início no mêsde março e inicialmente terá uma duração de doisanos. Juntas, a MSC e a CMA-CGM somarão umafrota de 3.6 milhões de TEUs, ultrapassando os 2.5milhões de TEUs da líder dessa indústria, a Maersk.Em número de navios, o acordo entre a MSC e aCMA-CGM totalizará 877 embarcações, contra 654de Maersk. Esta Associação implica um enérgicoplano de redução de custos, cuja meta é cortarGRANDES COMPANHIAS NAVAIS MUNDIAIS SEUNEM PARA REDUZIR CUSTOS:A MSC E A CMA-CGM FECHAM ACORDO DECOOPERAÇÃO EM NIVEL MUNDIAL
  21. 21. Setembro-Dezembro 2011Este evento contou com a presença de trêsconferencistas internacionais do mais alto nível,um deles o diretor geral da Agência Nacionalde Transporte Aquático do Brasil, FernandoFialho. Com o salão cheio, as apresentações dosconferencistas estrangeiros e expertos nacionaistiveram excelente acolhida e foram objeto de debatesmuito interessantes, deixando a clara convicção dasgrandes possibilidades do rio Magdalena se tornara principal artéria da Colômbia, tanto do pontode vista técnico-operativo como do econômico-financeiro. A seguir, as conclusões das apresentaçõesde cada um dos conferencistas:Tim Stater, Conselheiro Econômico da Embaixadados Estados Unidos: Informou sobre a subvençãoconcedida pelo governo dos Estados Unidos àSociedade Portuária Multimodal do rio Magdalenapara os estudos definitivos que concluíram com aviabilidade do projeto, e manifestou a disposiçãodo governo dos Estados Unidos de continuarapoiando-o.Fernando Fialho, Diretor Geral da Agência Nacionalde Transporte Aquático do Brasil: Apresentou oque tem feito o Brasil em matéria hidroviária, ondeatualmente o transporte fluvial representa 13% dototal (contra quase 0% na Colômbia) e a decisãodo seu governo de chegar a 29% em 2025, quandoesse modo de transporte deverá representar amesma porcentagem que o transporte rodoviárioe ferroviário, a fim de solucionar principalmente orepresamento dos grãos.SUCESSO NO PRIMEIRO SEMINÁRIOESPECIALIZADO DA LATINPORTS:REATIVAÇÃO DA NAVEGAÇÃO ÁGUAS ACIMA DORIO MAGDALENANA COLÔMBIA, UM PROJETO PAÍSFernando Fialho, , Diretor GeralAgência Nacional de Transporte AquáticoBrasil
  22. 22. Setembro-Dezembro 2011Robert Davinroy, Diretor do Centro deAplicação de Engenharia Fluvial do Corpo deEngenheiros do Exército dos Estados Unidosem St. Louis, Missouri, e Consultor Principalda CDG Engineers: Este experto, que participouda equipe que no momento de sua conferênciaestava concluindo o estudo de viabilidade para asobras de canalização que aumentam o calado águasacima para 6 pés, manifestou que com relação àprofundidade a situação do rio Magdalena águasacima é atualmente a mesma do Mississipi há 150anos, mas com uma vantagem: a Colômbia tempetróleo como carga-base para decolar com sucesso,algo com que não contava o rio Mississipi naquelaépoca.Alvaro Galli, Consultor Uruguaio Expertona Hidrovia Paraguai-Paraná: Como parte daequipe que realizou o estudo final que conduziuà viabilidade do projeto portuário e de navegaçãodesde e para o centro da Colômbia, Gallienfaticamente destacou as grandes possibilidadesdesse projeto, com a vantagem de que,diferentemente da hidrovia Paraguai-Paraná, para odesenvolvimento da navegação no rio Magdalenaas decisões são mais fáceis pois dependem deum só país, enquanto que na grande hidrovia dosul do continente intervêm cinco. Com todas asdificuldades que implica colocar de acordo cincopaíses latino-americanos, em menos de 20 anos, apartir da criação do Acordo de Transporte Fluvialpela Hidrovia dos Rios Paraguai e Paraná em 1992,o movimento de carga passou de um milhão detoneladas a 16 milhões de toneladas em 2010.Adicionalmente, mostrou como o país que temmaior frota é o Paraguai, águas acima da hidrovia,que é onde se tem o menor calado.Jorge Enrique Sáenz, Gerente da EmdepaConsultoría de Colombia:Consultor com mais de 30 anos de experiência emestudos sobre o rio Magdalena, Sáenz apresentouuma didática conferência denominada Mitos eRealidades, através da qual destruiu todos os mitosConsultores e conferencistas Jorge Enrique Sáenz (Colômbia) e Alvaro Galli (Uruguai), nosextremos, e Paulino Galindo, assessor técnico da Cormagdalena, no centro.
  23. 23. Setembro-Dezembro 2011existentes sobre a impossibilidade de se ter umanavegação importante águas acima, além de mostrara grande diferença de custos em relação a novasestradas, vias férreas e oleoduto. Fazendo umaanalogia com o Mississipi, mostrou como águasacima e águas abaixo esse rio chegou a 4.5 pés em1875 (nível que o rio Magdalena espera alcançarem 2012), a 6 pés em 1900 (nível que o governocolombiano espera que seja atingido dentro de doisanos, conforme decisão da diretoria da autoridadecompetente, a Cormagdalena), e a 9 pés em 1930(nível que o presidente de Colômbia, Juan ManuelSantos, aspira conseguir mediante concessão do rio,por ele denominado “o grande projeto”, através deuma associação público-privada cuja estruturação eadjudicação devem ser feitas antes do término doatual governo, em 2014).Edgar Higuera, Diretor Executivo da Câmarade Grandes Usuários de Serviços Logísticos daAssociação Nacional de Empresários, ANDI:Em uma apresentação bastante interessante,Higuera demonstrou como o nodo multimodalPuerto Salgar-La Dorada, no centro do país,conta com as condições básicas requeridas parao intermodalismo e que, dentro dos possíveisnodos de integração multimodal detectados porum estudo realizado este ano para o Ministério deMinas e Energia (denominado Infraestrutura deTransporte Multimodal e de Logísticas Integradaspara o Desenvolvimento da Indústria de Mineraçãona Colômbia), o nodo Puerto Salgar-La Dorada,dentro das opções estudadas na Matriz de AptidãoFísica dos Nodos Potenciais, é o único que, uma vezreativada a operação águas acima, atenderia todos osrequerimentos, basicamente por contar com umaintersecção férrea.Como consequência do anterior, o ministro detransporte reiterou a vontade do Presidente daRepública no projeto, criando um reduzido comitêpúblico-privado de acompanhamento, do qualfaz parte o diretor executivo da Latinports, JuliánPalacio, para ajudar a realizar, no menor tempopossível, o seguinte:A Curto Prazo: Calado mínimo permanente de 4.5pés águas acima (250 quilômetros), licitação que foifechada em dezembro para realização dos trabalhosem 2012, com o que poderá ter início uma operaçãoantecipada no final de 2012 ou início de 2013.A Curto-Médio Prazo: Gerir recursos regionais enacionais para levar o calado mínimo permanentea 6 pés no mesmo trecho anterior, através de obrasde canalização, trâmite este que tomaria dois anos,até a conclusão das obras. Como se aspira obteros recursos no mês de dezembro, esta nova faseentraria em operação no primeiro semestre de 2014.A Médio-Longo Prazo (concessão do riodesde o primeiro porto navegável no centro dopaís, Puerto Salgar, até sua desembocadura emBarranquilla/Cartagena, para garantir um caladomínimo permanente de 9 pés por meio de obras decanalização): Será constituída uma sociedade público-privada, de maioria privada, para se encarregar nãosó das obras de canalização e manutenção do canalnavegável, mas também do desenvolvimento dabacia em todas as suas frentes. Este projeto deveestar estruturado, licitado e adjudicado no ano de2013.
  24. 24. Setembro-Dezembro 2011DIRETOR EXECUTIVO DA LATINPORTS SE REÚNECOM O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DAASSOCIAÇÃO DE TERMINAIS E OPERADORESPORTUÁRIOS DO MÉXICO, ATOPPor gentil convite dos novos presidente e diretorexecutivo da ATOP, León Fregoso e Jaime Aguilar,respectivamente, na última semana de outubroo diretor executivo da Latinports, Julián Palacio,se reuniu no México, D.F., com o conselho deadministração pleno da referida Associação,oportunidade em que se discutiu o interesseda mesma em realizar, em 2012, um seminárioespecializado sobre a modificação da lei portuárianesse país, bem como sobre a postulação do Méxicocomo sede do Quarto Congresso Portuário Público-Privado Latino-Americano em 2013, realizado emconjunto com o Congresso Anual de ATOP, istocoincidindo com a presidência do comitê executivoda Latinports, que no próximo ano ficará a cargodo atual vice-presidente, Arturo López, fundador daAssociação de Terminais e Operadores Portuáriosdo México-ATOP e presidente, também, doAltamira Terminal Portuário.A ATOP, uma das grandes impulsoras daLatinports, desde sua criação, há 15 anos, definiucomo seu principal propósito a tutela e promoçãodos interesses de seus associados, através de distintastarefas que vão desde a institucionalização de umforo permanente de intercâmbio de experiências,conhecimento e difusão das melhores práticasempresariais para o setor em nível internacional,até a elaboração, gestão e acompanhamento deleis e regulamentos aplicáveis à atividade portuária,entre muitas otras ações tendentes à consolidação,fortalecimento e desenvolvimento de suas empresas.Em matéria de legislação, recentemente a Associaçãoelaborou uma proposta de modificações à Lei dePortos, cujo conteúdo vem sendo debatido noCongresso da União.Em seu relacionamento com as autoridadesportuárias, a ATOP é reconhecida como ointerlocutor do setor de terminais e operadoresportuários, validado pela representatividade quelhe outorgam os 40 terminais do país, associados àorganização, que operam carga em contêiner, granéisagrícolas, minerais e líquidos, carga geral e cruzeiros.Na atual conjuntura nacional, a ATOP estáconvencida de que a ação conjunta, coordenada e deconsenso das empresas, autoridades, prestadores deserviços e demais atores da comunidade portuária,se constitui na melhor política para encontrarsoluções à problemática enfrentada pelo setor e querepresenta um desafio a todos por igual.
  25. 25. Setembro-Dezembro 2011Com uma conferência sobre “Investimentos nosPortos da América Latina”, o diretor executivo daLatinports, Julián Palacio, representou a região nesteevento líder da indústria, organizado anualmentepela Informa Maritime Events em associação com aLloyd´s Maritime Academy. Nesse evento, realizadonos dias 30 de novembro e 1° de dezembro emLondres, os principais atores do setor discutiram osúltimos progressos em investimentos nos mercadosemergentes, as tendências globais e a construçãode infraestrutura, o que serviu para a obtenção derespostas para as perguntas-chave que definem osetor dos portos do mundo, tais como, tendênciasno setor portuário mundial, a mutante fase dascompanhias navais, os mercados crescentes esuas oportunidades, e investimento nos mercadosemergentes da América Latina e África.Quanto à conferência do diretor executivo daLatinports, em painel compartilhado com PatrickVerhoeven, Secretário Geral da ESPO (EuropeanSeaports Organisation), ela esteve focada nasoportunidades que a América Latina representacomo região emergente, a única do mundo que(citando a Moisés Naím, experto do Programa deEconomia Internacional de Carnegie Endowmentfor International Peace de Washington),“soubenavegar pela crise mundial sem sair dos trilhos, quemaneja suas finanças públicas com prudência e saberegular seus bancos”. Para a produtora do evento,Shelley Bullen, a conferência de Julián Palacio “foimuito informativa e muito bem recebida”.DIRETOR EXECUTIVO DA LATINPORTSREPRESENTA A AMÉRICA LATINANA GLOBAL PORTS CONFERENCE DE LONDRES
  26. 26. Setembro-Dezembro 2011CAPACITAÇÃONueva Era para Inversiones de Infraestructuraen la Región Andina y Centro AméricaA região Andina e a América Central apresentamimportantes oportunidades de investimento para osgrandes projetos de infraestrutura.Os Governos da região estão apoiando osinvestimentos privados como nunca antes. Novasleis e regulamentações, além de modificaçõesnas já existentes, foram aprovadas para dar umretorno seguro aos investimentos em infraestruturaenergética, social, de transportes e águas. .O cenário para as oportunidades é agora maispropicio que nunca. Não deixe passar esta grandeoportunidade de participar deste evento, onde serãodiscutidas as oportunidades que forjarão seu negóciodurante os próximos anos.O diretor executivo da Latinports, JuliánPalacio, participará de uma mesa redondasobre Infraestrutura Portuária e TransporteMarítimo e Fluvial, com uma palestra sobre oProjeto Hidrovia do Rio Magdalena.Para obter maiores informações, entre emcontato com Andrea Briones:events@bnamericas.com / (+562) 9410450.Bogotá, 28 e 29 mar 201221- 25 de MaioHotel Riu Plaza, PanamáA Maritime Week Americas 2012 será realizada noPanamá, um dos maiores centros marítimos nomundo e justo no coração de algumas das maisinteressantes mudanças que impactam as indústriasmundiais de navegação, portos e bunkering.O diretor executivo da Latinports, JuliánPalacio, participará com uma conferênciasobre Economia dos Navios Post-Panamax:Sobreviverão os maiores?, e atuará comomoderador na Sessão de Mesa RedondaPortuária Regional: Desafios em um MundoIncerto.Para maiores informações sobre este evento, porfavor, clique em www.maritimeweekamericas.com ou entre em contato pelo correio eletrônicoevents@petrospot.com
  27. 27. www.sprb.com.co
  28. 28. Setembro-Dezembro 2011Noticias Portuárias LatinoamericanasArgentinaNegociação de Extensão de Concessões emBuenos AiresDe acordo com a Container Management, aconcessão à Hutchison do Buenos Aires ContainerTerminal Services SA (BACTSSA), no Terminal5, expirará em 2012, e as da DP World (TerminalRio da Plata) e da APM Terminals (T4) expirarãoem 2019. Até agora tem havido pequenos sinaisde progresso quanto à decisão de serem essasconcessões renovadas e de quando, em grandeparte como consequência de uma disputa emandamento entre o governo federal e o governoda cidade de Buenos Aires, sobre qual dos doisdeveria ter jurisdição sobre eles. A insegurançainerente ao deadline dessas concessões fez com essesterminais não continuassem a fazer investimentossignificativos em suas instalações. Entretanto,segundo a CM, chegou-se a uma solução temporáriapara o problema através da assinatura de umaextensão para a concessão da Bactssa por umperíodo equivalente a 20% da concessão original de18 anos, o que supostamente está permitido pelocontrato original. De acordo com o anterior, supõe-se que as condições definitivas serão conhecidasmuito em breve.Tecplata Tem Previsão de Iniciar Operações noSegundo Semestre de 2012Conforme informação da Container Management,caminha bem a implementação da primeira fase doprojeto Tecplata da International Container TerminalServices, ICTSI, na desembocadura do rio da Plata,a 60 quilômetros de Buenos Aires. Esta fase, comdois cais de 600 metros, uma profundidade de 10.4metros, e investimento de US$234 milhões, terácapacidade para 450.000 TEUs e estaria operacionalem agosto de 2012. A segunda fase prevê 220metros adicionais de cais para um total de 820m, com o qual poderia ser manejado um milhãode TEUs. O investimento total está estimado emUS$370 milhões.BrasilOdebrecht Participa da Ampliação do Porto deMiamiDe acordo com o Miami Herald, a subsidiáriaestadunidense da construtora brasileira está iniciandoas obras de melhoria nos cais do porto de Miami.Orçadas em US$57 milhões, as obras incluem o
  29. 29. Setembro-Dezembro 2011Secretário de Logística e Transporte do Estadode São Paulo Anuncia Construção de TúnelUnindo o Porto de Santos com o GuarujáDiversos jornais anunciaram que os municípios daBaixada Santista receberão investimentos de quaseUS$1 bilhão do governo estadual para a construçãode um túnel pré-fabricado de 900 metros entreSantos e Guarujá, com trânsito de caminhões - oque estava descartado no projeto da ponte suspensa.Estima-se que a nova estrutura seja inaugurada noano de 2016. O secretário Saulo Abreu explicouque a união seca terá capacidade para o movimentode caminhões e não descartou a proposta daponte do Conselho de Administração Portuária,CAP: “Não estamos dizendo que a outra rotasugerida, com crescimento futuro do porto, não sejaimportante. Essa opção beneficia a área portuáriae descongestionará um grande tráfico de veículos aSantos (sete mil diários), que a deixaria intransitável”,esclareceu. No entanto, segundo a Folha, o projetonão atende demandas da Companhia Docas doEstado de São Paulo, Codesp, nem das empresasNoticias Portuárias Latinoamericanasque operam no porto. “Vamos acelerar as açõespara uma segunda conexão” disse Sérgio Aquino,presidente do CAP da Codesp e secretário de portosdo estado de São Paulo.A Tribuna entrevistou o presidente do CAP daCodesp e secretário de portos e assuntos marítimosdo município de Santos, Sérgio Aquino (pré-candidato a prefeito da cidade), que destacou quepara ele o modelo chinês demonstra a importânciade que os portos brasileiros gerem um novomarco regulatório destinado a modernizar a gestãoportuária e, assim, garantir o dinamismo que omercado exige do setor. “É a infraestrutura que geraoportunidades para o crescimento de um país” disseo alto funcionário, acrescentando que “nenhum paísque queira se transformar em um país competitivoe se desenvolver consegue isso sem infraestrutura”.Aquino concluiu dizendo que a China vemmostrando isso já há algum tempo, provando queleva a sério a questão da infraestrutura em todos osaspectos.Presidente do Conselho de AdministraçãoPortuária-CAP da Companhia Docas doEstado de São Paulo Defende Regulação sobreModelo de Gestão e Administração Portuáriareforço com aço e concreto da estrutura dos cais deatracação, antes que o porto seja dragado no iníciodo próximo ano. A profundidade passará dos atuais14 metros a cerca de 16.5 metros.
  30. 30. Setembro-Dezembro 2011Plano da Unasur Incluiu Ferrovia entreParanaguá e AntofagastaDe acordo com informação fornecida peloSistema de Empresas, SEP, à empresa Ultramar foiadjudicada a concessão do Porto de Coquimbo – porA Folha informou que os 12 ministros deplanejamento da Unasur (União de Nações Sul-Americanas) lançaram em Brasília um novo planode integração da infraestrutura regional com 31projetos prioritários para os próximos dez anos, queChileGrupo Ultramar Obtém a Concessão do Portode CoquimboNoticias Portuárias LatinoamericanasUm artigo da Tribuna informa que o ministrode portos recebeu o representante do BIRD noBrasil em dezembro, para debater propostas einvestimentos do grupo no setor de transportesbrasileiro. Segundo o artigo, os executivos dobanco apontaram a cabotagem como uma formade integrar os sistemas de transporte de cargasexistentes no país. Por sua vez, o Grupo deSingapura visitou os portos de Santos, Vitória eItajaí, com o objetivo de buscar informações parao desenvolvimento de um sistema integrado queserviria de apoio ao PIC da Secretaria Especial dePortos, SEP. A ideia da SEP é que Singapura possacolaborar para a mudança do cenário dos portosbrasileiros, e é esperado para o primeiro trimestre de2012 o estudo final com uma proposta de solução.O trabalho incluirá os complexos de Santos, SãoSebastião, Porto Alegre, Itajaí, Mucuripe e Pecém(estes dois no Ceará), Suape, Rio de Janeiro, Vitória eManaus.Projeto de Incentivo à Cabotagem-PICinclui 88 obras, entre linhas de transporte fluvial,ferroviário e rodoviário, com um custo de US$16bilhões. O projeto de maior interesse para o Brasilé a construção de dois ramais ferroviários paraunir os portos de Paranaguá, Brasil, e Antofagasta,Chile. João Mendes, responsável pelo assunto noministério de relações exteriores de Brasil, disseque o enfoque do Programa de Ação Estratégicado Conselho de Infraestrutura e Planejamentoda Unasur será diferente do enfoque da IIRSA(Iniciativa para a Integração da InfraestruturaRegional Sul-Americana), pois em vez decorredores de exportação de insumos para fora dosubcontinente, será privilegiado o desenvolvimentointerno da região.
  31. 31. Setembro-Dezembro 2011Para enfrentar o que a Container Managementchama de boom de exportações da América Latina,a Maersk Container Industry, MCI, está construindouma nova fábrica de contêineres refrigeradosem San Antonio no valor de US$170 milhões, aprimeira deste tipo na região. Programada para estarfuncionando no final de 2013 e com capacidade deprodução anual de 40.000 contêineres, a nova fábricacriará 1.800 novos postos de trabalho no área.De uma forma mais ampla, a companhia diz queesta fábrica ajudará a corrigir um desequilíbrio nocomércio de refrigerados, que afeta os exportadoresde produção fresca (peixes e carne) do Oeste daAmérica do Sul, que anualmente mostra dezenas demilhares de contêineres vazios embarcados na Ásiae em otras partes. A nova fábrica complementará aprodução da fábrica da MCI em Quingdao, China,que está sendo ampliada.A Maersk Constrói a Primeira Fábrica deContêineres Refrigerados da América LatinaNoticias Portuárias Latinoamericanas20 anos, expansível a outros 10 –, depois de ter sidoo único operador a apresentar ofertas pelo terminalda Quarta Região, apesar de 12 conglomeradosterem adquirido as bases de licitação. A companhiacomprometeu investimentos de US$80 milhões,com o que serão acrescentados 25.000 metrosquadrado às atividades portuárias. Entre otrasobras, será construído um terminal de passageiros.Também será renovado o equipamento destinadoà transferência de fruta da zona e será edificado umnovo local de atracação para granéis, além de serlevantado um depósito com pressão negativa deúltima geração, de 6.000 metros quadrados.A Ultramar receberá o porto entre maio e junhodo 2012 e estima-se que o processo de construçãose estenderá por um período de 30 meses, alinhadocom as bases de licitação, comunicou a empresa.Melvin Wenger, gerente geral da InvestimentosNeltume, sociedade através da qual a Ultramarexecuta gestão portuária, indicou que “para nós éuma grande honra e uma tremenda responsabilidadedesenvolver o projeto que temos planejado parao Porto de Coquimbo. Nosso objetivo é dotar acidade com um terminal completo, que harmonizee potencialize de maneira adequada as atividades decarga e os cruzeiros de passageiros”.Espera-se que nos próximos cinco anos sejammovidos dois milhões de toneladas e, ao términodo período de licitação, quatro milhões de toneladas.Vale lembrar que durante 2010 chegaram ao Portode Coquimbo 168 navios e foram transferidas396.121 toneladas.
  32. 32. Setembro-Dezembro 2011A SCF Marine, unidade operativa da divisão InlandRiver Services da Seacor Holdings Inc., comproua maioria acionária da empresa colombianaNaviera Central, com o objetivo de se tornar umuma dívida com os empresários colombianos pornão oferecer uma via que lhes permita transportarseus produtos a baixos custos. A ideia é concentrá-los para aproximá-los do rio através dos portos dePuerto Salgar e Puerto Barrio (Antioquia), e levarseus produtos de forma econômica aos portos dacosta Caribe colombiana e permitir que exportem apreços melhores”, indicou o Diretor Executivo daCormagdalena.Atualmente são transportados pelo rio Magdalena2% da carga nacional, basicamente petróleo movidopela Empresa Colombiana de Petróleos, Ecopetrol,desde Barrancabermeja até Cartagena (2 milhõesde toneladas). A meta é levar essa quantidade aaté 6 milhões de toneladas transportadas pelo rioem 2014, triplicando a carga atualmente movida.“A entrada em vigor do TLC com os EstadosUnidos possibilitará que mais mercadorias, tantode importações como de exportações, possamser transportadas pela grande via nacional daColômbia”, enfatizou o Diretor Executivo.A SCF Marine Inc. dos Estados Unidos IniciaOperações no rio MagdalenaNoticias Portuárias LatinoamericanasNo mês de dezembro foi adjudicado o contratopara as Obras de Manutenção da Profundidadedo Canal Navegável no rio Magdalena no trechocompreendido entre Puerto Salgar (Cundinamarca)e Barrancabermeja (Santander), equivalente a 256quilômetros no centro do país, para execução dentrode um prazo de doze meses.A dragagem deverá garantir uma profundidadede 4.5 pés (1.37 metros). O Diretor Executivo daCorporação Autônoma Regional do Rio Grandede Magdalena - Cormagdalena, Augusto García,manifestou que a meta é tornar navegável o RioMagdalena os 365 dias do ano, com um calado de 6pés de Puerto Salgar a Barrancabermeja, e 40 pés noCanal de Acesso ao Porto de Barranquilla.O Diretor Executivo da Cormagdalena especificouque com o inicio destas obras está sendo cumpridoo Plano de Governo do Presidente Juan ManuelSantos de converter o rio Magdalena em umagrande via do país, permitindo a competitividade doempresário colombiano, ajudando-o a reduzir seuscustos pela utilização do transporte fluvial. “TemosColômbiaSão iniciadas as Obras para Conversão do rioMagdalena na Principal Via de Transporte doPaís
  33. 33. Setembro-Dezembro 2011A deficiente infraestrutura física da Colômbia,somada ao baixo capital humano e os rígidosmercados de trabalho, está obstaculizando aprodutividade do país e limitando sua capacidade decrescimento, segundo um informe da Standard &Poor’s (S&P). “O recente acordo de livre comérciodiminuirá ou abolirá as tarifas alfandegárias deimportação, mas não alivia os altos custos detransporte, que são uma considerável barreira para asexportações colombianas”, segundo a S&P. Estudosdo BID mostram que o custo do transporte deprodutos colombianos para os Estados Unidos,expresso como uma parte do valor das exportações,em 2006, antes da assinatura do acordo bi-lateral delivre comércio, excedeu o custo de pagamento detarifas alfandegárias ao governo desse país.Apesar do grande apoio político e da disponibilidadede financiamento, a Colômbia enfrentouproblemas implementando ambiciosos projetos deinfraestrutura, afirmou a agência de risco de crédito,ainda que o investimento do setor público tenharessurgido recentemente graças ao forte respaldodo presidente Juan Manuel Santos. Uma medidasapoiadas pela atual administração foi a criação daAgência Nacional de Infraestrutura (ANI), emsubstituição ao Instituto Nacional de Concessões(INCO). “A manobra reflete a necessidade desuperar os atrasos na implementação de associaçõespúblico-privadas, especialmente em projetos detransporte, e aborda as acusações de corrupção dosprojetos anteriores”, afirmou a S&P. Segundo aagência de risco de crédito, para desenvolver aindamais os mercados financeiros e a infraestrutura aColômbia necessita um melhor desenho de projetoe uma implementação mais efetiva, o que permitiriaaos fundos locais de previdência investir eminfraestrutura.Infraestrutura Deficiente DificultaProdutividade e Crescimentoimportante jogador na reativação da navegação pelorio Magdalena desde e para o centro do país, umempenho do atual governo nacional. A SCF Marineé uma das principais companhias navais que operamcarga seca e líquida no rio Mississipi e seus afluentes,onde controla 1.200 barcaças, e também na hidroviaParaguai-Paraná.O ministro de Transporte, Germán Cardona, - encompanhia do presidente da Agência Nacional deInfraestrutura, Luis Andrade - explicou os principaisbenefícios que o país terá com a nova Lei deCongresso da República Aprovou, emDezembro, Lei de Associações Público-PrivadasNoticias Portuárias Latinoamericanas
  34. 34. Setembro-Dezembro 2011Noticias Portuárias LatinoamericanasCosta RicaA APM Terminals assina Contrato deConstrução do Terminal de Contêineres deMoinO Capitão Paul J. Galli, diretor geral da APMTerminals Moin, recente concessionário do terminalde Moin por 33 anos, informou no Panamá,durante a realização do TOC Americas no mês denovembro, que tinha acabado de assinar o contratode construção com a CH2M Hill dos EstadosUnidos (empresa recentemente adquirida pelaHalcrow de Londres), desmentindo assim rumoresde que estivesse paralisado o desenvolvimento doserá de 30 anos, mas se o projeto não conseguir ofechamento financeiro nesse tempo, irá ao Conpes(Conselho Nacional de Política Econômica e Social)para ser analisado pelas autoridades econômicas doEstado.“Esperamos que venham muitos jogadoresnacionais e internacionais investir na Colômbia;este esquema servirá para desenvolver portos,aeroportos, sistema ferroviário e tudo aquilo que sejainfraestrutura. Este é um esquema que a Colômbiaprecisava e que em outros países está funcionando”,concluiu o ministro Cardona.Associações Público-Privadas – APP, aprovada noCongresso da República. Cardona confirmou quea Lei APP servirá para obras de infraestrutura viáriae também para construção de presídios, colégios,hospitais e aquedutos, entre outros. “Quisemos quebeneficiasse não apenas o Governo Nacional, mastambém as prefeituras e governos estaduais, para queos investidores privados também possam apresentarpropostas às entidades territoriais”, afirmou oMinistro.O projeto possui dois componentes: Um, as APPcom ajuda de recursos públicos, que não poderãosuperar os 20% do projeto. O particular deveráapresentar uma proposta detalhada que seráestudada pela Agência Nacional de Infraestruturae, se assim decidir, a Agência abrirá uma licitaçãoda qual poderá participar qualquer pessoa, “maso proponente que fez a proposta inicial terá umapontuação de vantagem entre 3 e 10%. Se outroproponente melhorar a proposta original, o primeiropoderá melhorá-la no prazo de 10 dias. E se isso nãofizer e se retirar, simplesmente será paga uma quantiapela proposta original”, complementou o Ministro.O outro componente é quando o investidor faz umaproposta sem solicitar recursos públicos, ou seja,100% capital privado; neste caso, a Agência será aencarregada de analisar as possibilidades de execuçãodo projeto.Outra vantagem oferecida pelo esquema de APPé que o investidor privado que vier a oferecerao Governo Nacional a execução de uma obra,também deverá operá-la e mantê-la durante umtempo determinado, obrigando-se a elaborarestudos e projetos precisos para que essa operação emanutenção não gerem custos extras a seu cargo. Oprazo máximo para as associações público-privadas
  35. 35. Setembro-Dezembro 2011a concessão será adjudicada dois meses após adivulgação das bases no portal e, após a etapa desubscrição de contratos, o governo estima quetodo o processo estaria concluído em meados doano, quando o porto passaria a ser operado porprivados. Até o momento vem sendo analisadauma concessão de 20 a 25 anos, mas os potenciaisinvestidores consideram que é muito pouco,sugerindo 30 anos ou mais, com um investimentoque superaria os US$100 milhões. Até agora cincoconsórcios internacionais manifestaram interessena concessão: três empresas chinesas, um consórciobrasileiro e outro chileno.Originalmente programada para ser lançada emnovembro e adjudicada em janeiro, a iniciativa visatransformar o porto em um pólo logístico para ocorredor Manta-Manaus e aumentar a capacidadepara 3 milhões de TEUs por ano em 2030. Como serecorda, em 2006 o porto de Manta foi entregue emconcessão à Terminais Internacionais de Equador(Tide), controlada pela empresa Hutchison PortHoldings, HPH, com sede em Hong Kong, porum período de 30 anos. No entanto, em fevereirodo 2009 a Tide se retirou da concessão e acusou asautoridades de efetuarem modificações unilaterais aocontrato.De acordo com a Business News Americas, aestatal Autoridade Portuária de Manta, APM, esperaconvocar e adjudicar, no primeiro trimestre do 2012,a concessão de um projeto que visa modernizar eampliar o porto, razão pela qual estão concluindodetalhes referentes aos editais para a licitação, a fimde subir as bases de licitação ao portal de compraspúblicas no mês de janeiro. A APM prevê queNoticias Portuárias LatinoamericanasEcuadorPorto de Manta será Licitado a Princípios de2012projeto, considerado o maior de infraestrutura emtoda a história da Costa Rica. Por outro lado, oCapitão Galli disse que “alguns portos da regiãoestão 20 anos atrasados e estão pagando o preço”,dando como exemplo a Costa Rica, que tem asmais altas tarifas da região devido à sua ineficiência.Acrescentou que para melhorar a eficiência, a APMTerminals está investindo quase US$1 bilhão emMoín, incluindo US$124 milhões na construção deum quebra-mar de 1.5 quilômetros que permitiráoperações durante o ano todo, US$192 milhões paraa dragagem de 500.000 metros cúbicos, e US$344em equipamento. Na primeira fase do projeto oterminal contará com 600 metros de cais dedicadoa contêineres, com 6 gruas STS post panamax e40 hectares de pátio, e a profundidade do canale arredores será de 16 metros. Na fase final deconstrução, o terminal terá 1.500 metros de cais, 80hectares de pátio e um calado de 18 metros. O iníciodas operações está previsto para 2015.
  36. 36. Setembro-Dezembro 2011Noticias Portuarias LatinoamericanasEl Salvador MéxicoO México necessita investir cerca de US$38 bilhõesem infraestrutura de transporte durante os próximosseis anos, incluindo portos, assinalou Jorge de LaMadrid, do Colégio de Engenheiros Civis do México(CICM), durante a apresentação de uma propostapara o plano nacional de infraestrutura para os anos2013-2018, destacada pela Business News Americas.Quanto à infraestrutura portuária, fica mantida naagenda a questionada construção do porto PuntaColonet, no noroeste do país, cuja concessão estáprevista para 45 anos. Ainda que a Secretaria deComunicações e Transportes tenha incluído oprojeto no plano nacional de infraestrutura para osanos 2007-2012, cujo orçamento original chegavaaos US$3.7 bilhões, não conseguiiu licitá-lo duranteo atual governo. As propostas do CICM em relaçãoaos portos contemplam continuar ampliando oporto Lázaro Cárdenas, no estado de Michoacán.De acordo com a Container Management, no mêsde setembro o Congresso de El Salvador aprovouuma nova lei, posteriormente ratificada peloPresidente da República, permitindo a concessão doPuerto de La Unión, no golfo de Fonseca, a umaempresa especializada na operação de terminaismarítimos. A Corporação Financeira Internacional,IFC, foi contratada pelo governo para ajudar napreparação do projeto, consecução de investidorese assessoria na transação. De acordo com EnriqueCórdova, presidente da Comissão ExecutivaAutônoma, CEPA, a referida autoridade está agoraem processo de elaboração da nova licitação, quepermitirá uma privatização mais aberta.Como se recorda, a construção deste novo porto,com 900 metros de cais, entre 9.5 e 15 metrosde profundidade e capacidade para manejar850.000TEUs, foi finalizada em 2008, mas umalicitação inicial para dá-lo em concessão, promovidapelo governo anterior, no conseguiu atrairpropostas. Este novo terminal de contêineres éconsiderado o mais moderno da América Central,depois do Panamá.Segunda Tentativa de Concessão do Puerto dela UniónInfraestrutura de Transporte RequerInvestimento de US$38 Bilhões
  37. 37. Setembro-Dezembro 2011Noticias Portuarias LatinoamericanasNicaraguaA Hutchison Ports Holdings Ganha ApelaçãoContra Concessão do Terminal em LázaroCárdenas:De acordo com a BN America, em 27 de dezembroa Corte de Apelações decidiu a favor da HutchisonPort Holdings HPH e ordenou o cancelamentoindefinido da concessão do segundo terminal noporto de Lázaro Cárdenas, na costa Pacífica doMéxico, paralisando, portanto, a assinatura da novaconcessão outorgada em 15 de dezembro à APMTerminals B.V e à Controladora de Operações deInfraestrutura, S.A de C.V., que haviam ganhado aconcorrência com uma proposta de investimentode US$ 651 milhões, valor em vão consideradoinsuficiente.En janeiro de 2011 o Tribunal Federal de Méxicohavia decidido contra a validez da licitação,acolhendo o argumento da HPH de que aautoridade portuária (Administração PortuáriaIntegral de Lázaro Cárdenas, APILAC) haviamodificado arbitrariamente seu plano-mestrede desenvolvimento. Em lugar de suspendero processo, a Secretaria de Comunicações eTransportes, SCT, levou a causa ante uma cortede apelações e, sem ter sido sentenciado o caso, aAPILAC, argumentando não ter sido notificada deresolução ou sentença que implique a suspensãoda concorrência, outorgou, em 15 de dezembro,o contrato de construção, exploração, operação emanutenção do segundo Terminal Especializado deContêineres (TEC2) ao grupo liderado pela APMTerminals, o segundo operador mundial de terminaisde contêineres depois da HPH e filial da companhianaval dinamarquesa líder mundial, a Maersk.A A um consórcio brasileiro liderado pelaconstrutora Andrade Gutiérrez foi adjudicado ocontrato para realização, em um período de seismeses, dos estudos de pré-viabilidade deste projetono Caribe nicaraguense, que será seguido por umestudo de viabilidade com duração de 18 meses,informou a Container Management. No total, osestudos custarão US$5 milhões e, se positivos osresultados, será dada ao consórcio uma concessãopor 25-30 anos para desenvolvimento do porto.O custo total do projeto seria de US$200/300milhões, e quando totalmente executado estariaem condições de mover dois milhões de toneladas.Além do porto seriam construídos dois “canaissecos”: um correspondente a uma estrada de 70quilômetros até Nova Guiné, de onde se chegariaà capital Manágua por uma estrada já existente de238 quilômetros de extensão, e dali ao porto deCorinto por uma autopista também existente de 158Outra Tentativa de Ressuscitar o Projeto doMonkey Point
  38. 38. Setembro-Dezembro 2011Noticias Portuárias Latinoamericanasquilômetros; o outro canal seco seria uma ferroviaentre Monkey Point e Corinto, com uma extensãode 500 quilômetros e um custo de US$250 milhões.Tentativas anteriores de levar adiante este projetofracassaram: investidores da Coréia do Sul assinaramuma carta de intenção mas não executaram qualquertrabalho. Entretanto, Virgilio Silva, presidente daEmpresa Portuária Nacional, EPN, disse que aproposta dos brasileiros é muito mais favorávelque a dos sul-coreanos. De acordo com OrlandoSolórzano, ministro de Desenvolvimento, Indústriae Comercio, o Monkey Point é visto como umprojeto estratégico já que a Nicarágua carece defacilidades no Caribe, obrigando os empresários autilizar saídas pelo Pacífico. O ministro esclareceu,também, que atualmente o comércio de contêineresde exportação tem que ser feito através dos vizinhosportos caribenhos de Honduras (Cortés) e CostaRica (Limón), o que lhes representa um custoadicional de 12.5% a 20%, dado que cada passagempela fronteira custa US$950 por contêiner, emdecorrência do longo transporte por estrada esegurança. Com a mudança do tráfico a um portonacional de águas profundas, estima-se que o setorprivado economizaria US$100 milhões por ano.De sua parte, Dean García, diretor executivo deAssociação Nicaraguense para a Indústria Têxtil, dizque o setor está muito feliz com a possibilidade deconstrução deste novo porto no CaribeParabéns pelo congresso.Ricardo SánchezChefe de Infraestrutura e PortosCepal, ChileParabéns pelo excelente seminário.Richard KlienPresidente Comitê Executivo LatinportsPresidente dos Conselhos deAdministração dos Terminais deContêineres Santos Brasil e MultiRíoBrasilCORREIO1.- Segundo Congresso Portuário Público-Privado Latino-Americano e PrimeiroCongresso Colombiano de Portos
  39. 39. Setembro-Dezembro 2011Foi muito interessante conhecer a situaçãoda logística marítimo-portuária latino-americana, contrastá-la com nossasexperiências e com isso tudo concluirque cabem formas muito interessantesde colaboração entre as duas partes docontinente ibero-americano.José María LangaDiretor de Desenvolvimento LogísticoValenciaportEspanhaDevo agradecer-lhes por organizar o eventoe oferecer-me a possibilidade de apresentaralgumas das experiências que temos tido naHolanda.Jan Willem KoemanDiretor GeralPharos Port ConsultancyRotterdam, HolandaEspero que no próximo ano possamosrealizar novos projetos com a Latinports.Rodrigo IsazaAssessor Gabinete SuperintendenteSuperintendência de Portos e TransporteBogotá, ColômbiaDevo dizer que o encontro em Cartagena foide excelente qualidade acadêmica e técnica,com informação pertinente de modelosportuários de classe mundial; excelentemotivação para se desenvolver os projetosportuários e logísticos que a Colômbiarequer; informação que pudemos registrarde primeira mão, nós que tomamos decisõesnos sucessos portuários colombianos.Héctor LasernaGerente GeralTerminal de Granéis Líquidos do CaribeSanta Marta, Colômbia
  40. 40. Setembro-Dezembro 2011Obrigado pela oportunidade de conviver coma LatinportsLeobardo RoblesGerente de Planejamento eDesenvolvimentoAdministração Portuária Integral deAltamiraMéxicoEstou certo de que continuaremostrabalhando com muita firmeza para oêxito da Associação..Domingo ChineaGerente GeralSociedad Portuária Regional deBuenaventuraColômbiaO evento foi de muito alto nível.Miguel AbisambraGerente GeralPuerto Industrial AguadulceBogotá, ColômbiaAgradeço a oportunidade que concederam aomeu Instituto.Joao Gilberto CamposPresidenteInstituto de Capacitação TécnicaProfissionalSantos, BrasilTudo saiu muito bem; excelente o evento.Alvaro GalliPort & LogisticMontes del PlataMontevidéu, Uruguai
  41. 41. Setembro-Dezembro 2011O desenvolvimento do rio Magdalena éum dos grandes sonhos do presidente JuanManuel Santos e um dos meus grandescompromissos.Germán CardonaMinistro de TransporteColômbia2.- Seminário Especializado Navegação Águas Acima doRio Magdalena na ColômbiaFoi um excelente seminário e aprendi muito.Tim StaterConselheiro EconômicoEmbaixada dos Estados Unidos daAméricaColômbiaParece-me que o seminário foi um grandeesforço de sua parte e lhes parabenizo.Edgar HigueraDiretor ExecutivoCâmara de Grandes Usuários de ServiçosLogísticosAssociação Nacional de Empresários-ANDIColômbiaFoi um verdadeiro prazer ter participadodo seminário organizado por vocês, quepara mim foi um êxito total. É bastanteinteressante ver como há titãs como vocês,que estão convencidos das bondades do rio ede como as estamos desaproveitando.Nelson CadenaConsultor em Logística e TransporteColômbia
  42. 42. Setembro-Dezembro 2011Gostei muito do evento e foi gratificantesaber que o meu trabalho foi útil para oprojeto.Alvaro GalliConsultor Hidrovia Paraguai-ParanáUruguaiQuero dizer que posso ver e sentir a paixãoque vocês têm para conseguir a navegaçãoáguas acima no rio Magdalena. Por favor,mantenham-se positivos e não desfaleçam.Sua persistência é muito importante para aColômbia. Eu estive falando sobre campeõese vocês com toda certeza são um deles.Rob DavinroyDiretor do Centro de Aplicação deEngenharia FluvialCorpo de Engenheiros do Exército dosEstados UnidosConsultor Principal da CDG EngineersSt. Louis, MissouriUSAGosto de acompanhar o progresso no RioMagdalena e ao mesmo tempo vou continuaranalisando o mercado da Colômbia paraver o que podemos fazer a curto prazo comoAPM TerminalsRobert BosmanGerente de Desenvolvimento de NovosNegócios na América Negocios enAméricaAPM TerminalsPanamáMuito interessante a informação daLatinports.Germán SilvaGerenteSilva Carreño AsociadosColômbia
  43. 43. Setembro-Dezembro 2011Fiquei feliz de poder contribuir um poucoem um debate tão importante para odesenvolvimento da Colômbia.Fernando FialhoDiretor GeralAgência Nacional de TransporteAquáticoBrasilO Superintendente ficou feliz com a revistaque nos deram no evento do rio Magdalena,publicada pela Latinports.Rodrigo IsazaAssessor do Superintendente dePortos e TransporteColômbia

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