Monteiro lobato
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  • 1. 1882-1948
  • 2. Obra Monteiro Lobato Literatura geral:  Urupês (contos, 1918)  Cidades Mortas (contos, 1919)  Negrinha (contos, 1929) Literatura infanto-juvenil:  Reinações de narizinho (1931)  Viagem ao céu (1932)  As caçadas de Pedrinho (1933)  Geografia de Dona Benta (1935)  Histórias de tia Nastácia (1937) Polêmicas:  Ferro (1931); O escândalo do petróleo (1936)
  • 3. Biografia Monteiro Lobato José Bento Monteiro Lobato nasceu em Taubaté em 1882. Era descendente de fazendeiros. Em 1904, formou-se em Direito e, 3 anos depois, foi nomeado promotor em Areias, no interior do Estado de SP. Com 29 anos, herdou uma fazenda de seu avô e resolveu administrá-la. A experiência não deu certo, mas seus artigos em O Estado de São Paulo garantiram-lhe grande prestígio. Em 1917, atacou furiosamente a arte moderna, por causa da exposição de Anita Malfatti, em um artigo célebre, Paranoia ou mistificação, no qual mostrava grande ignorância pela pintura de vanguarda. O artigo gerou imediata reação nos círculos de jovens que buscavam a renovação estética em SP. Nesse mesmo ano, mudou-se da fazenda para a capital paulista e, em seguida, iniciou suas atividades empresariais na Companhia Editorial Monteiro Lobato.
  • 4. Biografia Revolucionou a área vendendo livros em mercearias, armazéns e bodegas, espalhados por todo o país. Foi um dos primeiros editores a colorir a capa dos livros, além de ilustrá-los. Ademais, a utilização por Rui Barbosa, em sua campanha presidencial, da figura de Jeca Tatu como símbolo da questão social brasileira transformou Urupês, livro de contos de Lobato, em estrondoso sucesso. Em 1921, o autor publicou suas primeiras histórias infantis, que mais tarde seriam reelaboradas. Reinações de Narizinho – que abre o ciclo infantil do Sítio do Pica-pau Amarelo – é de 1931. Lobato tinha então 49 anos e estava iniciando a literatura infanto-juvenil no país. Simultaneamente exerceu o cargo de adido comercial, nos Estados Unidos, de 1927 a 1931, voltando apaixonado pela América e considerando o petróleo uma das razões básicas do progresso norte-americano. Defendeu com ardor a pesquisa de jazidas do produto em território brasileiro, mas sem a interferência do governo. Para ele, apenas a iniciativa privada poderia dotar o país de autossuficiência petrolífera. Pondo suas ideias em prática, fundou, em 1931, a Companhia Petróleo do Brasil e saiu a prospectar o “ouro negro” no interior paulista. A baixa capitalização da empresa impediu-a de ampliar as perfurações, de modo que veio a falir. Apesar disso, Lobato continuou a sua luta até que, no Estado Novo, uma carta escrita a Getúlio Vargas, sobre o problema do petróleo, levou-o à prisão por 90 dias.
  • 5.  Em 1946, residiu um ano em Buenos Aires, retornando para São Paulo, no ano seguinte, onde teve tempo de organizar suas Obras Completas. Em 1948, gozando de plena glória intelectual, morreu durante o sono, vítima de um espasmo vascular.
  • 6. Análise Extraordinária figura de intelectual e homem de ação, escritor com altos e baixos, polemista de mão cheia, errando e acertando com a mesma ênfase e a mesma honestidade, Monteiro Lobato é o grande nome da literatura brasileira – quanto à ressonância social – na primeira metade do século XX. Infeliz no seu artigo contra Anita Malfatto, foi extraordinário na batalha pela pesquisa do petróleo. Medíocre pintor acadêmico, acabou amigo de modernistas radicais, como Oswald de Andrade. Contista de adultos, presos aos cânones de um realismo ultrapassado, inventou a ficção para as crianças brasileiras.
  • 7. Literatura infantil  As histórias do Sítio do Pica-pau Amarelo e seus habitantes – donta Benta, Pedrinho, Narizinho, Emília, marquês de Rabicó, visconde de Sabugosa, tia Nastácia e tantos outros – permanecem modelos quase insuperáveis do gênero. Além de misturar realidade e fantasia em doses sábias, Lobato soube valorizar o universo brasileiro utilizando-se de referenciais mais próximos das crianças brasileiras do que a mitologia e a paisagem europeias. Em seu sítio, não há apenas matos, riachos, animais e costumes interioranos. Há neles também sacis, cucas, caiporas e mulas-sem-cabeça.
  • 8.  Pode-se dizer que o escritor nacionalizou o imaginário infantil do país. A postura compreensiva de dona Benta e a simplicidade generosa de Tia Nastácia e tio Barnabé garantem, por seu turno, a ausência de moralismo adulto , por demais corriqueiro na literatura infantil da época – com o qual os escritores buscavam subordinar a inventividade e a liberdade das crianças aos valores mais repressivos da família patriarcal. Também a linguagem é coloquial e acessível sem cair na banalidade estilística que caracteriza grande parte da literatura infantil brasileira. A literatura infantil de Monteiro Lobato exerceu, durante cinquenta anos, a insubstituível função de despertar o gosto pela leitura em centenas de milhares crianças brasileiras. E isso fará com que ela seja lembrada para sempre.
  • 9. A literatura “geral” A literatura geral de Monteiro Lobato (expressão do próprio autor) compreende 3 obras de ficção: Urupês, Cidades mortas e Negrinha. São livros que possuem a ambivalência de textos pré- modernistas, ou seja, possuem uma temática nova, entretanto, uma técnica narrativa e linguagem tradicionais. O aspecto inovador e pré-moderno de sua obra nasce de certos registros do universo rural paulistano. Descreve esse cenário, que tão bem conhece, com precisão. A pintura realista das “cidades mortas” – cidadezinhas decantes do Vale da Paraíba, onde brilhara a civilização do café, as quais vão sendo abandonadas por fazendeiros, pelos comerciantes e, por fim, pelas autoridades, restando apenas o caboclo – é um elemento positivo em sua ficção. (ler trecho página 260).
  • 10. Jeca Tatu Este modelo do caipira não idealizado está presente no livro Urupês da saga criada por Lobato para os adultos. Ele revela, em um painel composto por 14 narrativas, a real situação do trabalhador campestre de São Paulo, visão nada agradável para as autoridades políticas da época e também para a classe dos intelectuais. Isto porque Jeca é a imagem do ser legado ao abandono pelo Estado, à mercê de enfermidades típicas dos países atrasados, da miséria e do atraso econômico. Condição nada romântica e utópica, como muitos escritores pretendiam moldar o caboclo brasileiro, nesta mesma época.
  • 11.  A imagem de Jeca Tatu foi utilizada inclusive como instrumento em operações de esclarecimento sobre a importância do saneamento público e a urgência em erradicar doenças como o amarelão, que matava tantas pessoas nos anos 20. Como afirmava Lobato, “Jeca Tatu não é assim, ele está assim”, vitimado pelo desprezo de um governo nada preocupado com esta camada social. Jeca era um caipira de aparência desleixada, com a barba pouco densa, calcanhares sempre desnudos, portanto rachados, pois ele detestava calçar sapatos. Miserável, detinha somente algumas plantações de pouca monta, apenas para sua sobrevivência. Perto de sua habitação havia um pequeno riacho, no qual ele podia pescar. Sem cultura, ele não cultivava de forma alguma os necessários hábitos de higiene.
  • 12.  Residente no Vale do Paraíba, em São Paulo, região muito arcaica, era visto pelas pessoas como preguiçoso e alcoólatra. A questão da saúde transparece no enredo quando um médico, ao cruzar o seu caminho, passa diante de sua tosca residência e se assusta com tanta pobreza. Notando sua coloração amarela e a intensa magreza, decide examinar o caboclo. O paciente se queixa de muita fadiga e dores corporais. O doutor então diagnostica a presença de uma enfermidade tecnicamente conhecida como ancilostomose, o famoso amarelão. Ele orienta Jeca a usar sapatos e a tomar os remédios necessários, pois os vermes que provocam este distúrbio orgânico introduzem-se no corpo através da pele dos pés e das pernas. A vida de Jeca muda radicalmente. Ele se cura, volta a trabalhar, reduz a bebida, sua pequena plantação prospera e o trabalhador se torna um homem honrado pelas outras pessoas. A família Tatu agora só anda calçada e, portanto, saudável. É assim que Monteiro Lobato denuncia a precária situação do trabalhador rural; ele revela que medidas simples poderiam transformar este cenário sombrio. Este personagem se torna o símbolo do brasileiro que vive no campo.
  • 13. Símbolo do caboclo Monteiro Lobato criou, com Jeca Tatu, um símbolo do caboclo – preguiçoso na primeira versão, doentio e subnutrido a partir das demais versões – a ponto de tornar-se o personagem literário mais famoso em todo o país. Ainda hoje Jeca significa o caipira desengonçado, o maturo palerma, o ser rústico infenso à civilização moderna. Jeca Tatu surge no pequeno ensaio que fecha Urupês. O escritor de fato não poupa o caboclo. Apresenta-o como incapaz, sem iniciativa, preguiçoso, boça, fatalista, preso a superstições e crendices. (ler trecho)
  • 14.  Mais tarde, Monteiro Lobato procurou compreender melhor o caboclo, vendo-o mais como vítima do atraso do que propriamente como causador da miséria nacional. O próprio Rui Barbosa utilizou em sua campanha eleitoral o personagem Jeca Tatu como o produto de um sistema social e, assim, contribuiu para mudar-lhe a imagem. Nas décadas subsequentes, comediantes de teatro e cinema reformularam ainda mais o tipo, dando-lhe esperteza e bom coração. No entanto, foi a primeira versão de Urupês que permaneceu na consciência nacional: um panfleto discutível (embora brilhante) contra a indolência e o conformismo do sertanejo brasileiro.