Lupatech

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Lupatech

  1. 1. P á g i n a  | 1 © José Rodrigues de Farias Filho, D. Sc.    13 jan. 11   Oficina de Estratégia Nº 2    Oficina de Estratégia   
  2. 2. P á g i n a  | 2  © José Rodrigues de Farias Filho, D. Sc.    13 jan. 11        LupatechLupatech S.A. é composta por negócios A posição de liderança que avoltados principalmente ao setor de Companhia vem consolidando nospetróleo e gás, fornecendo segmentos em que atua é sustentadaequipamentos e serviços para a etapa pela credibilidade e pelo estreitode produção, além de possuir liderança relacionamento que mantém com seusno Mercosul na fabricação de válvulas clientes, em decorrência do extensoindustriais e posição de destaque na tempo de atividades conjuntas, altosprodução de componentes para a padrões de qualidade, tecnologiascadeia automotiva. inovadoras e certificações internacionais que possui. A LupatechAs soluções oferecidas pela Lupatech, também presta assistência técnica eatravés de empresas situadas no Brasil tem uma bem estruturada ee no exterior, destacam-se pelo alto tecnicamente capacitada equipe devalor agregado. Para a indústria de vendas e pós vendas (técnicos).petróleo e gás são fornecidos cabos depoliéster (para ancoragem de A criação de valor da Lupatech noplataformas em águas profundas e mercado é também fruto daultraprofundas), ampla linha de consciência de que a organização éválvulas, ferramentas para parte integrante de um ecossistemacompletação de poços, revestimentos complexo e de que a perpetuidade daespeciais para tubos, compressores de empresa e evolução dependem dagás, sistemas de monitoramento em qualidade do relacionamento comfibra óptica, além de serviços gerais em todos os seus públicos e especialplataformas. Além desses negócios, a atenção na preservação e melhoria doLupatech atua na produção e meio ambiente.comercialização de válvulas industriais,com destaque para petroquímica,química, papel e celulose, alimentação,farmacêutica, siderúrgica e no Visãodesenvolvimento e produção de peçaspara indústria automotiva mundial, Ser uma empresa sustentável, deatravés dos processos de fundição de presença global e reconhecida por suasprecisão e de injeção de aço. relações de confiança e excelência em gestão nos setores de energia e industrial. Oficina de Estratégia   
  3. 3. P á g i n a  | 3 © José Rodrigues de Farias Filho, D. Sc.    13 jan. 11  Missão Ele não perdeu a décadaProver soluções inovadoras para os Nos anos 80, quando a economiasetores de energia e industrial, gerando do país não andava, o gaúchovalor para todos os nossos públicos. Nestor Perini fundou uma pequena fábrica de válvulas industriais - hoje a Lupatech, que fatura mais de 700 milhões deValores reais por ano fornecendo para o setor de petróleo e gás  Relações de confiança  Capacidade de ousar EXAME PME Negócios | 17/03/2010 15:27  Sustentabilidade  Talentos e diversidade  Foco em performance  Governança superior Revista Exame1Consultar: O empresário Nestor Perini, de 57 anos, presidente da fabricante gaúchahttp://www.lupatech.com.br/lupatech de válvulas industriais Lupatech, por/apresentacao pouco não se tornou padre. Na adolescência, foi mandado para um seminário, onde estudou por seis anos. Desistiu, pois sua vocação era outra. "Eu queria dirigir uma empresa", diz Perini, que acabou indo cursar administração em São Paulo. Em 1980, juntamente com um amigo, fundou a Lupatech, em Caxias do Sul. Hoje, a companhia é um dos principais fornecedores do país para o setor de petróleo e gás. Sobretudo depois de ter recebido investimentos de oito fundos de risco (entre eles o exigente GP) e                                                              1 Esta matéria foi publicada no Revista Exame– http://exame.abril.com.br/revista-exame- pme/edicoes/0023/noticias/ele-nao- perdeu-decada- 541152?page=1&slug_name=ele-nao- perdeu-decada-541152. acesso em 13/01/2011.Oficina de Estratégia   
  4. 4. P á g i n a  | 4 © José Rodrigues de Farias Filho, D. Sc.    13 jan. 11  abrir o capital, a Lupatech passou por adolescência fui mandado para umum período intenso de aquisições. Nos internato na periferia de Caxias do Sul.últimos quatro anos, foram adquiridas Fiquei lá por seis anos. Mas eu sabia15 empresas, o que ajudou a elevar as que não seguiria a vida religiosa. Tinhareceitas para mais de 700 milhões de vontade de dirigir negócios, emborareais em 2008. Agora, a meta é não soubesse ao certo se seria o meuconquistar clientes no exterior para próprio ou o de alguém.diminuir a dependência da Petrobras.Nesta entrevista a EXAME PME, Perini Voltei para Caxias do Sul, ondeconta como conseguiu chegar até aqui reencontrei um amigo que planejavae fala de seus objetivos à frente da abrir uma empresa para produzirempresa. componentes para válvulas industriais. Eu não entendia nada dessa história deMeu pai morreu quando eu tinha 9 válvulas, mas meu amigo tinhaanos, numa explosão no matadouro da experiência no setor e precisava defamília. Com apenas o ensino primário, capital. Investi no que viria a ser aele, sozinho, estava começando a Lupatech o equivalente a 400 000construir um bom patrimônio. Iniciou reais hoje em dia.produzindo queijos, levantou ummatadouro e também uma mini- Era 1980 e o Brasil logo entraria numaindústria de embutidos na Serra recessão tremenda. Nossa previsão deGaúcha. Devo a ele minha veia demanda não se concretizou. Todo diaempreendedora. vinha a sensação de que poderíamos quebrar. Foi um sufoco.Minha mãe estava grávida do meuterceiro irmão. Morávamos na zona Em 1984, passamos a fabricar nossasrural de Feliz, uma pequena cidade próprias válvulas industriais, em vez depróxima a Caxias do Sul, cheia de apenas fornecer componentes. Deuimigrantes alemães e italianos. Era certo. A rentabilidade aumentou e acomum os filhos ajudarem os pais na empresa engrenou.lavoura ou na produção de leite. Masmeu pai havia nos deixado numa boa Em 1987, meu amigo decidiu se mudarsituação financeira e eu podia estudar. para Florianópolis, para ficar junto da família, e sair da empresa. Eu nãoDesde cedo, já pensava em fazer tinha dinheiro para comprar a partefaculdade numa cidade grande, como dele e procurei um fundo de capital deSão Paulo. Só que minha mãe queria risco. Desde a época da faculdade,que eu fosse padre. Então, na acreditava que somente com dinheiroadolescência fui mandado para um de bancos ou com recursos própriosinternato na periferia de Caxias do Sul. não era possível uma empresa como aFiquei lá por seis anos. Mas eu sabia nossa crescer rapidamente. Além disso,que não seguiria a vida religiosa. Tinha para mim os fundos representavamvontade de dirigir negócios, embora não apenas uma fonte de recursos masnão soubesse ao certo se seria o meu também de conhecimento, ao permitirpróprio ou o de alguém. o contato com pessoas que podem ajudar uma empresa a crescerDesde cedo, já pensava em fazer rapidamente.faculdade numa cidade grande, comoSão Paulo. Só que minha mãe queria O fundo CRP fi cou com a parte do meuque eu fosse padre. Então, na sócio. Talvez pela experiência que tiveOficina de Estratégia   
  5. 5. P á g i n a  | 5 © José Rodrigues de Farias Filho, D. Sc.    13 jan. 11  na Alpargatas, que tinha capital aberto, Cordoaria São Leopoldo, de cabos parasempre fiz questão de ter toda a ancoragem de plataformas.contabilidade bem organizada. Com achegada dos investidores, os controles A descoberta do pré-sal fez do Brasil oficaram ainda mais rígidos. Passamos a melhor mercado do mundo paraauditar o balanço e criamos um empresas da cadeia produtiva deconselho de administração. petróleo. Mas ampliar a participação da Lupatech fora do país é umaMuitos empreendedores não gostam da questão estratégica para diminuir aideia de conviver com os profissionais dependência da Petrobras. Cerca dedesses fundos. Para mim foi ótimo, 20% das receitas da Lupatech vêm dopois passei a ter com quem dividir mercado externo, mas ainda é pouco.responsabilidades. A vida de Há boas oportunidades lá fora, no golfoempreendedor é muito solitária. Acho do México e na costa da África.que, quando se divide o controle comgente competente, você ganha poder de A Lupatech tem muito o que crescer.análise sobre cada decisão e passa a Estou com 57 anos e tenho pensado naenxergar coisas que não tinha visto. sucessão no médio prazo. Tenho dois filhos - um de 29 anos e outro de 31.Desde o início da Lupatech até agora, Cada um deles já tem seus negócios emeu trouxe capital de risco em outras outros setores. A política dentro datrês oportunidades. Eles injetaram companhia tem sido a de não envolverrecursos, usados para aumentar a familiares no negócio.capacidade produtiva e comprarempresas do setor. Uma delas foi uma Com a entrada dos fundos, ascompanhia argentina, que tinha alguns aquisições e a abertura de capital,clientes no mercado de energia e gás. minha participação na empresa veioDepois, em 2000, compramos uma diminuindo. Mesmo assim, ainda soufábrica no interior de São Paulo dono de 25% da companhia e continuoespecializada nisso. sendo o maior acionista. Mas não sou "o cara". Não sei tudo. E já cometiO momento era muito oportuno. Com erros como principal executivo dao aquecimento da economia mundial, a Lupatech. Duas vezes, agi por impulsodemanda por petróleo estava em alta. e sugeri a abertura de unidades fora doO Brasil se destacava na prospecção em Brasil - uma nos Estados Unidos, outraáguas profundas e a Petrobras estava em Portugal. Elas tiveram de serem crescimento acelerado. O mercado fechadas algum tempo depois,de energia e gás foi fundamental para a resultando em prejuízo de 2 milhões degrande expansão da Lupatech e dólares à empresa.responde hoje por 60% dofaturamento. O restante tem origens Tomar conta de uma empresavariadas, incluindo setores como o de demanda muito de alguém. No iníciosiderurgia. dos anos 90, por exemplo, cheguei a me envolver em outras atividades foraEm 2006, a Lupatech abriu o capital na da Lupatech. Dei aulas em umabolsa. Captamos 227 milhões de faculdade, fui presidente de entidadesdólares. Parte desse valor foi usada empresariais e até organizei a Festa dapara comprar mais empresas. Foram Uva de Caxias do Sul. Mas percebi que15 aquisições para fortalecer a presença para manter uma empresa no caminhono mercado de petróleo e gás, como a da expansão é preciso estar muitoOficina de Estratégia   
  6. 6. P á g i n a  | 6 © José Rodrigues de Farias Filho, D. Sc.    13 jan. 11  concentrado no negócio e em tempointegral. Exportadores de conhecimento A gaúcha Lupatech é uma das raras empresas brasileiras que ganham dinheiro com royalties Suzana Naiditch - 19/04/2005 16:34 Revista Exame2 As empresas brasileiras nunca se destacaram no comércio internacional por ser grandes vendedoras de inovações. Na maioria dos casos, os royalties, valores pagos a quem desenvolve novas tecnologias, marcas ou produtos, são fontes de despesa, e não de receita. Há, porém, honrosas e raras exceções. A Lupatech, fabricanteRecursos obtidos na bolsa: 227 de peças industriais localizada emmilhões de dólares Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, é umaAquisições(1): 15 delas. Sua inovação é pouco charmosa -Fábricas: 21 - uma nova tecnologia para a produção de peças metálicas de alta precisão --,(1) Desde a abertura de capital, em mas coloca a empresa em posição de2006 Fonte: Empresa destaque num país que gasta anualmente 1 bilhão de dólares em royalties e onde o desenvolvimento de novas tecnologias nunca foi prioridade. "Os contratos fechados até agora indicam que já no primeiro ano vamos receber mais royalties do que pa gamos nos últimos 12 anos", diz Nestor Perini, presidente e fundador da empresa.                                                              2 Esta matéria foi publicada no Revista Exame– http://exame.abril.com.br/revista- exame/edicoes/0841/negocios/noticias/ex portadores-de-conhecimento-m0054909. acesso em 13/01/2011.  Oficina de Estratégia   
  7. 7. P á g i n a  | 7 © José Rodrigues de Farias Filho, D. Sc.    13 jan. 11  A equipe de técnicos da Lupatech PIB. Países emergentes de crescimentotrabalhou durante cerca de seis anos econômico mais acentuado, como anum novo método de moldagem por Coréia do Sul, consomem quase 3% doinjeção de aço. Trata-se de um sistema PIB em pesquisa.semelhante ao empregado nafabricação de peças de plástico. Atecnologia que usava anteriormente eraimportada, envolvia dois ciclos deprodução e levava aproximadamente Dinheiro para inovar90 horas. O sistema criado pela Veja quanto o Brasil investe emLupatech em conjunto com a pesquisa e desenvolvimento emUniversidade Federal de Santa comparação com outros países (emCatarina tem um ciclo único e dura relação ao PIB)apenas 24 horas. O resultado são peçasquase 30% mais baratas. Tal método já Brasil 1%foi patenteado na Alemanha e nos Coréia 2,7%Estados Unidos e é comercializado há do Sulseis meses. Perini estima que, com avenda da tecnologia, seu faturamento Estados 2,7%aumente de 150 milhões de reais, em Unidos2004, para 200 milhões neste ano. Opróximo passo é aprontar a empresa Japão 3%para abrir o capital em 2007. Fonte: Organização para aDá para contar nos dedos as empresas Cooperação e o Desenvolvimentonacionais que, a exemplo da Lupatech, Econômico (OCDE)ganham recebendo royalties. Umrecente trabalho do Instituto dePesquisa Econômica Aplicada (Ipea)mostra que menos de 2% das empresasindustriais do Brasil investemseriamente em tecnologia. Outro casode empresa brasileira que receberoyalties do exterior é a ALL Logística.O computador de bordo que equipaseus trens passou a ser vendido aferrovias estrangeiras.Um dos sócios da ALL, o grupo GP, fezem 2003 um investimento de 23milhões de reais na Lupatech. "Nãoinvestimos pensando que teríamosganhos com a venda de tecnologia", dizMárcio Trigueiro, sócio da GP. Nomesmo ano, o BNDESPar comprou seusegundo lote de debêntures dacompanhia, no valor de 8 milhões dereais. Os recursos para pesquisa edesenvolvimento no Brasil aindacorrespondem a pouco mais de 1% doOficina de Estratégia   
  8. 8. P á g i n a  | 8 © José Rodrigues de Farias Filho, D. Sc.    13 jan. 11   Lupatech renegocia debênture com BNDESCarolina Mandl | De São Paulo - 05/01/2011Valor Econômico3A Lupatech, fabricante deequipamentos para o setor de petróleo, O maior detentor dos papéis é o Bancoconseguiu renegociar com seus Nacional de Desenvolvimentodebenturistas algumas cláusulas de Econômico e Social (BNDES), quelimite de endividamento de uma também é acionista da Lupatech, comemissão de R$ 320 milhões feita pela 11,4% do capital. O banco possui cercacompanhia em 2009. As conversas em de 90% das debêntures, que têmtorno das obrigações financeiras vencimento em 2018 e podem sercomeçaram quando a empresa convertidas em ações já a partir depercebeu que não cumpriria os abril deste ano.patamares inicialmente acordados. No acordo com a Lupatech, osPorém, para liberar a Lupatech do debenturistas alteraram o índice decumprimento das cláusulas, os dívida líquida/lajida (lucro antes dosdebenturistas exigiram da empresa o juros, impostos, depreciação epagamento de uma multa até o fim amortização) de igual ou menor quedeste mês equivalente a 0,5% do valor 3,5 para igual ou menor que 7, o que dánominal das debêntures, o que uma folga à companhia. Além disso,equivale a cerca de R$ 1,7 milhão. esse indicador não será cobrado da empresa até junho deste ano e passará a ser verificado anualmente e não a cada semestre como ocorria antes. No dia 10 de dezembro, a Standard & Poorsjá havia rebaixado a nota da companhia de B+ para B- na escala global e de brBBB+ para brBB na escala nacional. A agência de classificação de risco já previa que a                                                             Lupatech não atingiria as cláusulas de3 Esta matéria foi publicada no Jornal Valor endividamento e dizia acreditar que os Econômico– debenturistas aceitariam renegociar. http://www.valoronline.com.br/impresso/s tandard-poors/2134/363763/lupatech- renegocia-debenture-com-bndes. acesso Essa é a segunda vez em um ano que a em 13/01/2011. Lupatech precisa renegociar com seus Oficina de Estratégia   
  9. 9. P á g i n a  | 9 © José Rodrigues de Farias Filho, D. Sc.    13 jan. 11  credores os limites de endividamento.No começo de 2009, a empresa já Lupatech afretaráhavia acordado com o BNDES uma duas embarcações daespécie de perdão pelo nãocumprimento das obrigações Eide Marine por US$financeiras. Naquela época, a empresateve de pagar uma comissão de 0,975% 899 milhõessobre o valor das debêntures aosinvestidores. Téo Takar | Valor - 17/12/2010 19:41Um ano depois, o episódio se repetepor causa do elevado nível deendividamento da fabricante deequipamentos para o setor de petróleo. Valor Econômico4Após sucessivas aquisições deempresas, a Lupatech tem uma dívidalíquida - descontado o caixa - de R$921,3 milhões, sendo que R$ 463,3 SÃO PAULO - A Lupatech assinoumilhões são em bônus perpétuos. dois contratos com a Eide Marine Semi AS para afretamento de duasSegundo relatório da Standard & embarcações para prestação dePoors, o aumento da produção poderia serviços de intervenção em poços (lightelevar a rentabilidade da Lupatech. workover).Porém, para conseguir isso, a empresaprecisaria de mais capital de giro para Os contratos, que incluem tripulação einvestir, o que pode ser difícil dado o operação das respectivas embarcações,atual quadro de endividamento. somam US$ 899,0 milhões, pelo período de 10 anos. Os serviços deProcurada pela reportagem, a intervenção em poços estão previstoscompanhia informou, por meio de sua no contrato firmado entre a Lupatech eassessoria de imprensa, que não a Petrobras em 7 de junho.comentaria o assunto por falta deporta-voz. As embarcações serão construídas pela Eide Marine e a entrega da primeira unidade está prevista para 2012, quando começa o fornecimento dos serviços do Lote A do contrato com a Petrobras. Segundo a Lupatech, as taxas de afretamento serão devidas a partir da entrega das respectivas embarcações. Os custos de operação e manutenção                                                              4 Esta matéria foi publicada no Jornal Valor Econômico– http://www.valoronline.com.br/online/pet robras/4426/355601/lupatech-afretara- duas-embarcacoes-da-eide-marine-por-us- 899-milhoes. acesso em 13/01/2011.  Oficina de Estratégia   
  10. 10. P á g i n a  | 10 © José Rodrigues de Farias Filho, D. Sc.    13 jan. 11  das embarcações, assim como paradas Revista Exame5programadas e não programadas, serãode responsabilidade da Eide Marine.A Eide Marine é uma subsidiária São Paulo - A Lupatech, fabricante deintegral da companhia norueguesa equipamentos para o setor de petróleoEide Marine Services AS, que presta e gás, firmou com a Petrobras doisserviços de salvatagem, transporte, contratos no valor de 779 milhões deoperação e afretamento de dólares para prestação de serviçosembarcações, entre outros. marítimos de intervenção e recuperação de poços e aluguel de plataformas semi-submersíveis, segundo comunicado enviado aoLupatech e Petrobras mercado nesta segunda-feira. firmam acordos de Os contratos envolvem afretamento de duas plataformas semisubmersíveis US$779 milhões para poços em lâmina dágua de 1.100 metros e 2.500 metros, "incluindo os serviços de operações com riser deEm cinco anos, a Lupatech poderá completação, instalação e executar serviços em áreas de desinstalação de árvores de natalconcessão da Petrobras em águas molhadas, instalação de equipamentos submarinos com auxílio de veículos territoriais brasileiras operados remotamente, dissociação de hidratos e viabilização de operações deVivian Pereira, da coiled tubing, slickline e wireline em poços de petróleo e gás, além de poçosPetróleo e gás | 07/06/2010 08:01 de injeção de água". A Lupatech executará os serviços em áreas de concessão da Petrobras em águas territoriais brasileiras, no prazo de cinco anos a partir do início das operações, sendo que os contratos podem ser renovados por outros cinco anos. Para a execução dos serviços, a Lupatech investirá cerca de 100 milhões de dólares na aquisição deFuncionários trabalham com a criação de peças equipamentos especializados emna fábrica da Lupatech, empresa do setor de movimentação de "riser depetróleo e gás. completação e em drill pipe riser".                                                              5 Esta matéria foi publicada no Revista Exame– http://exame.abril.com.br/negocios/empre sas/noticias/lupatech-petrobras-firmam- acordos-us-779-milhoes-566941. acesso em 13/01/2011.Oficina de Estratégia   
  11. 11. P á g i n a  | 11 © José Rodrigues de Farias Filho, D. Sc.    13 jan. 11  "Foi pensando no enorme potencial domercado brasileiro que nos últimos À espera do pré-salanos fizemos investimentos de quase 1 Mirando além da crise financeira,bilhão de reais na diversificação da empreendedores brasileiros aindabase de serviços e produtos ofertados acreditam que o mundo vaiao mercado de petróleo e gás", disse o precisar do petróleo que está nodiretor presidente da Lupatech, Nestor fundo do oceano - e se preparamPerini, no comunicado. para lucrar com a exploração"As demandas que surgirão com aprodução no pré-sal esimultaneamente em campos de águasrasas criam oportunidades adicionais aessas e vamos persegui-las como formade acelerar o processo de criação devalor para a Lupatech", acrescentou. Plataforma em Angra dos Reis: Petrobras gastará no pré-sal mais do que já investiu em 55 anos Camila Fusco - 30/10/2008 00:20 Revista Exame6 O Brasil virou, nos últimos tempos, a principal novidade do mercado mundial de energia, não apenas pelo sucesso do etanol mas também pela descoberta de enormes reservas de petróleo no país. Na última década, após a abertura do mercado, o que se                                                              6 Esta matéria foi publicada no Revista Exame– http://exame.abril.com.br/revista- exame/edicoes/0930/economia/noticias/es pera-pre-sal-396394. acesso em 13/01/2011.Oficina de Estratégia   
  12. 12. P á g i n a  | 12 © José Rodrigues de Farias Filho, D. Sc.    13 jan. 11  viu foi um salto enorme para as Nacional da Indústria do Petróleo. "Oempresas do ecossistema petrolífero: a petróleo adicional do pré-salparticipação do setor no PIB passou de certamente vai transformar o Brasil em3% dez anos atrás para 10% no ano exportador líquido. Só não sabemospassado. A possibilidade de tornar quando nem qual vai ser o preço." Apossível a exploração das novas exploração do pré-sal é um projeto quereservas em algum momento do futuro deve se estender por décadas, e por oratrouxe uma efervescência ainda maior estão mantidas as apostas de que oao setor. A corrida pelo petróleo setor será um dos mais prósperos daextrapolou o limite das grandes economia brasileira nos próximoscompanhias e já é encarada também anos. O banco UBS estimou que, parapor pequenas e médias empresas extrair o petróleo das águasbrasileiras. O otimismo dos ultraprofundas, serão necessários 600empresários teve seu ápice em julho bilhões de dólares, quase quatro vezesdeste ano, quando o preço do barril mais do que os 160 bilhões que aatingiu o recorde histórico de 147 Petrobras já investiu ao longo de seusdólares. Na época, a maioria dos 55 anos. A estatal conta com reservasanalistas apostava em novas altas, e o financeiras enormes e estima-se quemais famoso deles, Arjun Murti, possa arcar com 200 bilhões de dólaresespecialista do setor de energia do em investimentos no pré-sal nosbanco americano Goldman Sachs, próximos anos. As oportunidades dopreviu que o preço chegaria a 200 pré-sal talvez sejam mais difíceis dedólares em algum momento dos atingir do que o previsto, mas, segundopróximos dois anos. os especialistas, elas existem — e vão beneficiar as empresas que fazem parteA crise que se abateu sobre os de sua cadeia produtiva. "Surgirammercados mundiais calou os analistas e instabilidades, mas os investimentosfreou a euforia exacerbada que girava são certos no longo prazo", diz Marcoem torno do assunto. A cotação do Antonio Saravalle, analista dabarril caiu para a faixa de 60 dólares corretora Coinvalores. "A indústriamesmo com o anúncio de corte da certamente vai se beneficiar."oferta por parte dos países produtores.As restrições ao crédito, fundamental Poucas empresas apostaram mais nopara o avanço dos grandes projetos de petróleo do que a gaúcha Lupatech, deexploração, e a queda abrupta no preço Caxias do Sul. Fundada na década dedo petróleo geraram incertezas. Pelo 80 como uma indústria metalúrgica, amenos por enquanto, porém, a maioria Lupatech decidiu há 15 anos investir nados analistas acredita que a exploração produção de equipamentos para asdo pré-sal ainda será uma realidade, petroleiras — inicialmente fora do país,embora os prazos possam ter se após a aquisição da argentinadilatado. Para tornar viável a retirada, Esferomatic, fabricante de válvulas.o preço do barril tem de ficar acima de "Foi o nosso aprendizado em petróleo",45 dólares de maneira consistente. diz Nestor Perini, um dos fundadores.Hoje, seria até ridículo especular sobre Ao longo de seis anos, a Lupatecho comportamento das cotações nas manteve a operação de petróleo no paísdécadas à frente. "Mas as vizinho, mas, com as perspectivas depossibilidades de que o mundo venha a desaceleração do setor por lá, aprecisar do petróleo brasileiro são companhia voltou suas atenções para omuito boas", diz Alfredo Renault, Brasil. "Pelo que conseguíamossuperintendente da Organização vislumbrar naquela época, o BrasilOficina de Estratégia   
  13. 13. P á g i n a  | 13 © José Rodrigues de Farias Filho, D. Sc.    13 jan. 11  traria oportunidades tão grandes ou projetos, que subcontratam outrosaté maiores do que tivemos na fornecedores, que subcontratamArgentina", diz Perini. "A Petrobras empresas ainda mais especializadas, esinalizava investimentos robustos, e assim por diante. Desde as empresasnós apostamos muito nisso." A que dão suporte direto às obras dedecolagem da Lupatech no setor de engenharia até as fabricantes dospetróleo aconteceu a partir do ano equipamentos de segurança usados2000. Desde então, a companhia pelos técnicos nas plataformas em alto-passou por dois aportes de capital e fez mar, o impacto da exploração do pré-15 aquisições. As válvulas, os cabos e os sal será enorme. O número exato érevestimentos de tubulações difícil de calcular, mas as histórias deproduzidos pela Lupatech não têm lá sucesso geradas com o ecossistemamuito charme nem visibilidade — eles bilionário do petróleo já aparecem eficam submersos. Mas dão dinheiro. A tendem a aumentar. A mineira AeC, doempresa viu seu faturamento crescer ramo de gestão de projetos, passou dequase 400% nos últimos cinco anos, 19 milhões de reais de faturamento emchegando a 387 milhões de reais em 2003 para 140 milhões no ano2007. passado, impulsionada pelos contratos da Petrobras. A companhia embolsou,Ultimamente, a má fase dos mercados até agora, cerca de 60 milhões de reaise o adiamento do anúncio dos em projetos feitos para a giganteinvestimentos da Petrobras para os brasileira, segundo os editais dasanos entre 2009 e 2013 — a estatal licitações das quais participou. Orepresenta 60% das receitas da negócio principal da AeC no ramo deLupatech — golpearam em cheio a petróleo é fornecer os engenheiros queempresa, que abriu o capital há dois vão desenvolver, implantar e gerenciaranos. Seu valor de mercado foi os projetos da Petrobras. Nareduzido a um terço do que era no ano construção de uma plataforma, ospassado — de 1,2 bilhão de dólares especialistas da AeC são convocadospara 430 milhões de dólares em para orquestrar qual será o passo-a-outubro. As ações, que chegaram perto passo de compra, instalação e atéde 65 reais no último ano, eram treinamento de pessoal. Mais de 150negociadas a 16 reais no final de profissionais já foram alocados emoutubro. Mas, para os analistas, são projetos ligados ao petróleo.questões momentâneas. "A Lupatechcomprou sete empresas dedicadas ao Se por um lado as cifras volumosas dossetor de petróleo desde o fim do ano contratos do setor de petróleo fazempassado e é uma das mais bem brilhar os olhos dos empresários, porpreparadas tecnologicamente para ser outro impõem desafios significativosfornecedora na era do pré-sal", afirma de competitividade. A Petrobras exige aSaravalle. certificação de qualidade ISO 9001 para mais de 1 200 grupos de materiaisSe realmente saírem do papel, os e, recentemente, passou a demandar ainvestimentos da Petrobras e de suas adequação de seus fornecedores para aparceiras estrangeiras na exploração e gestão de saúde ocupacional, meiona produção do pré-sal devem se ambiente e segurança operacional.propagar em ondas por muitos setores Segundo a empresa, exigências comoda economia. Ao licitar um projeto, as essas fazem melhorar a cadeia degigantes do petróleo contratam fornecimento. Além das certificações,diretamente administradoras de as empresas brasileiras têm sidoOficina de Estratégia   
  14. 14. P á g i n a  | 14 © José Rodrigues de Farias Filho, D. Sc.    13 jan. 11  pressionadas a investir em inovação realmente vai ocorrer. Portanto, todaspara competir com as concorrentes as movimentações são baseadas eminternacionais. É o caso da Setha hipóteses. O que empresas comoEletrônica, que mantém 30% de Lupatech, AeC e Setha parecemengenheiros no quadro de funcionários apostar é que esta crise, como todas ase cria sistemas com software e que a antecederam, uma hora vaihardware próprios, aliada a parceiros passar. E que o mundo dificilmentede mercado. A companhia é hoje a poderá ficar sem o petróleo brasileiroúnica brasileira a criar sistemas de quando a calma voltar.comunicação para uso em áreas comrisco de explosão, como as plataformasmarítimas. A Setha já conquistou cercade 80 milhões de reais em contratoscom a Petrobras. "Quem desenvolvetecnologia precisa entrar no setor depetróleo", diz Hélio Geraldino, diretorcomercial da companhia. Hoje, mais dametade de seu faturamento vem dosetor de petróleo. Neste ano, a Sethapode dobrar de tamanho se vencer umaconcorrência para sistemas desegurança patrimonial em diversasinstalações da Petrobras — na qualseus concorrentes são gigantesmultinacionais, como Siemens, Alcatele GE.A história da Setha é emblemática deoutro desafio para as brasileiras: osolhos do mundo do petróleo estãovoltados para o Brasil. Na Rio Oil &Gas, feira do setor que aconteceu emsetembro — até agora, um dos picosmáximos da tensão financeira —, havia23 empresas estrangeiras, recorde parao evento, todas interessadas emconseguir contratos do pré-sal. O saltode qualidade da indústria petrolíferado país deve significar oportunidadesaqui e também no exterior. "O pré-salpoderá fazer com que as empresasbrasileiras sejam exportadoras deequipamentos para águasultraprofundas em regiões como Ásia eÁfrica", diz Milena Matone,especialista em petróleo e gás daconsultoria Frost & Sullivan. Hoje,ninguém pode afirmar com certezaquando a exploração da camada dopré-sal vai começar, ou mesmo se elaOficina de Estratégia   

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